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sábado, 23 de setembro de 2023

Da pedra na vesícula ao chifre: como até partes inusitadas do boi são aproveitadas pela indústria

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Chifres são usados na fabricação de extintores de incêndio e a gordura bovina vai para a produção de sorvetes, segundo a Embrapa.
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Por g1

Postado em 23 de setembro de 2023 às 09h45m

#.*Post. - N.\ 10.958*.#

Chifres são usados na fabricação de extintores de incêndio  — Foto: Daniel Ochoa de Olza/AP
Chifres são usados na fabricação de extintores de incêndio — Foto: Daniel Ochoa de Olza/AP

De um boi se aproveita tudo, até mesmo os chifres. E se engana quem acha que essas partes inusitadas do animal são menos valorizadas do que uma peça de picanha ou o filé mignon.

As pedras retiradas da vesícula dos gados, por exemplo, podem custar até US$ 50 por grama, no mercado asiático. De olho nesse item de luxo, ladrões chegaram a invadir uma empresa exportadora e roubaram cerca de R$ 2 milhões em produtos, na última terça-feira (19), em Barretos (SP).

Também conhecido como pedra de fel ou cálculo biliar bovino, o item é usado na medicina tradicional chinesa para o tratamento de convulsões, desmaios, febre e várias outras doenças, afirmou pesquisadora da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Daniela Gomes, em entrevista ao g1.

De acordo com a Embrapa, ao todo, 49 segmentos industriais dependem do boi. Abaixo, você confere como algumas partes inusitadas são aproveitadas.

🐮Chifres e ossos🧯

Dos chifres dos bovinos são extraídos componentes presentes no pó dos extintores de incêndio e na fabricação de pentes e botões.

Já os ossos - fonte de cálcio e fósforo - são usados na produção de farinhas e rações para cães, gatos e aves. Uma vez calcinados, eles também podem ser aproveitados na fabricação de porcelana e cerâmica.

Além disso, usinas utilizam a ossada do animal como carvão para alvejar e refinar açúcar.

🐂Pele✂️

Após ser tratada, a pele do boi passa a ser chamada de couro. A partir daí, o material é usado na fabricação de roupas, bolsas, calçados, revestimentos, bancos e em material esportivo.

Da pele do boi se extrai ainda o colágeno, uma substância poderosa utilizada em cosméticos, como cremes e esmaltes. O produto também é usado na fabricação de medicamentos, de filmes radiológicos e de chicletes.

🧈Gordura e sebo 🍧

A gordura dos bovinos é aproveitada em receitas de sorvetes e produtos de confeitaria. Já o sebo, que não é comestível, serve para produção de velas, de sabão e de sabonetes perfumados.

🥩Glândulas 💉

Das suprarrenais, da tiróide e do pâncreas são extraídas substâncias usadas em medicamentos e perfumaria.

A insulina para diabéticos, por exemplo, é extraída do pâncreas bovino. Enquanto isso, do intestino, produzem-se fios usados em cirurgias.

🐄Pelos🖌️

Até mesmo os pelos dos animais são aproveitados na fabricação de pincéis e escovas de cabelo, de roupa e de limpeza. Já os pelos localizados nas orelhas dos bois são produzidos por pincéis, finíssimos, de pintura.

🩸Sangue 🌱

O sangue dos bovinos também é usado na produção de plasma, de soro, de farinha de sangue ou sangue solúvel. Conforme divulgado pela Embrapa, o plasma é usado na fabricação de alimentos embutidos (como a linguiça) e, do seu soro, confeccionam-se vacinas.

Por seu alto teor de nitrogênio, a farinha de sangue ainda é aplicada como fertilizante.

Tendões 🍮

Por fim, tendões e ligamentos dos bovinos são transformados, pela indústria, em gelatina.

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sexta-feira, 22 de setembro de 2023

O satélite lançado pelo Brasil em 1993 que ainda funciona e é o mais antigo em operação atualmente

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O SCD-1 foi totalmente projetado, desenvolvido e integrado pelo Inpe, com significativa participação da indústria nacional
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TOPO
Por Evanildo da Silveira

Postado em 22 de setembro de 2023 às 06h20m

#.*Post. - N.\ 10.957*.#

SCD-1, o primeiro satélite brasileiro de coleta de dados a ir ao espaço. — Foto: INPE
SCD-1, o primeiro satélite brasileiro de coleta de dados a ir ao espaço. — Foto: INPE

Às 10h15 — 11h15 no horário de Brasília — da manhã de 9 de fevereiro de 1993, um avião B52 da Nasa decolou do Centro Espacial Kennedy, no Estado americano da Flórida.

Sob uma de suas asas, a aeronave carregava o foguete Pegasus, que, por sua vez, levava em seu "bico" o Satélite de Coleta de Dados 1, o SCD-1, o primeiro artefato brasileiro do tipo a ir ao espaço.

Às 11h41, ele foi colocado em órbita, a uma altitude de 750 km.

Tudo transcorreu de acordo com o previsto. Menos por um detalhe: seu tempo de operação previsto era de um ano, mas o SCD-1 está há mais de 30 anos em funcionamento, o que o torno o objeto mais antigo do mundo operando no espaço atualmente.

Em 17 de junho, quando completou 30 anos, 4 meses e 4 dias em órbita, ele superou o satélite japonês Geotail, cujas operações foram encerradas em novembro de 2022.

Segundo o pesquisador Adenilson Roberto da Silva, coordenador-geral de Engenharia, Tecnologia e Ciências Espaciais do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), a longevidade do SCD-1 se deve ao fato dele ser um satélite simples e robusto, além da alta qualidade do seu projeto e dos seus componentes.

"O projeto de um satélite envolve tecnologia e o conceito que está por trás dele, para que cumpra a missão a ele destinada", explica.

"O SCD-1 foi projetado para coleta de dados. Trata-se uma missão diferente de uma de imageamento, por exemplo. Ele não precisa ficar apontando para lugares diferentes, nem ter muita estabilidade."

A equipe responsável pelo satélite. — Foto: INPE
A equipe responsável pelo satélite. — Foto: INPE

Fomento à pesquisa tecnológica

Silva conta que esse satélite tem o princípio de estabilidade por rotação, e não por controle em três eixos.

É como se fosse um pião, que enquanto está girando fica em pé. Quando a rotação diminuiu ele tomba.

"O SCD-1 não precisa de computador de bordo, nem de softwares, nem de bateria, porque o próprio lançador deu o giro inicial, colocando-o em 120 rotações por minuto", diz.

Assim, combinando-se o projeto, o tipo de estabilização e componentes de alta qualidade se chega a uma vida útil tão longa.
— Adenilson Roberto da Silva

O SCD-1 começou a operar logo depois de ter sido colocado em órbita, quando seus primeiros sinais foram captados pela Estação Terrena de Alcântara, no Maranhão.

Hoje, ele continua cumprindo sua função de receber dados ambientais coletados por centenas de plataformas distribuídas no território brasileiro e retransmitir as informações para as estações terrestres localizadas em Cuiabá e Natal.

Os dados são armazenados em um sistema nacional e disponibilizados para os usuários.

De acordo com Silva, são principalmente dados meteorológicos, como chuvas, velocidade e direção do vento, umidade do ar e níveis de rios, por exemplo, que servem para fazer e aprimorar previsões do tempo.

Essas informações são vendidas para mais de uma centena de usuários, entre os quais empresas, universidades, institutos e centro de pesquisas e centrais elétricas.

O SCD-1 e seu irmão mais novo, o SCD-2, lançado em 22 de outubro de 1998, também por um foguete Pegasus, e ainda em operação, foram desenvolvidos no âmbito da Missão Espacial Completa Brasileira (MECB), criada em 1979 pelo Governo Federal.

O objetivo era promover a pesquisa científica, a capacitação de pessoal e a geração de tecnologia espacial no Brasil, com envolvimento da indústria nacional.

O satélite brasileiro está em operação desde 1993. — Foto: INPE
O satélite brasileiro está em operação desde 1993. — Foto: INPE

Formato de prisma

Para isso, a meta era o desenvolvimento de quatro satélites, um veículo lançador e de toda a infraestrutura de solo, na qual se inclui uma base de lançamentos.

Coube ao Inpe a responsabilidade pela fabricação dos satélites, sendo dois de coleta de dados e dois de sensoriamento remoto, bem como pela infraestrutura de solo para sua operação em órbita.

No caso do SCD-1, trata-se de um satélite com o formato de um prisma octogonal com diagonal de um metro e altura de 1,45 metro e que pesa 115 kg.

Ele foi totalmente projetado, desenvolvido e integrado pelo Inpe, com significativa participação da indústria nacional. Para seu desenvolvimento, o instituto investiu muito em laboratórios modernos e na formação de seus recursos humanos.

Houve também, no entanto, o uso de tecnologia de outros países, como grande parte dos componentes eletrônicos e o painel solar, que fornece energia ao satélite.

"O transmissor de dados é outro componente que veio de fora, no caso, do Japão", acrescenta Silva.

"Mas é importante ressaltar que se trata do primeiro desenvolvimento de um país na área de satélites. Isso mostra a competência tanto no projeto, quanto na fabricação."
— Adenilson Roberto da Silva

Silva também destaca a importância do SCD-1 para a atuação do Brasil na área espacial.

"Ele foi desenvolvido há 30 anos e se hoje somos capazes de projetar, desenvolver, integrar e lançar artefatos complexos, como o Amazônia 1, de 638 Kg – o primeiro satélite de observação da terra completamente projetado, integrado, testado e operado pelo Brasil, lançado em 28 de fevereiro de 2021 –, é porque tivemos uma curva de aprendizado muito grande", diz.

O pesquisador do Inpe lembra que são poucos os países do mundo que a partir de uma folha em branco são capazes de projetar um satélite, colocá-lo em órbita, operá-lo e receber os dados e processá-los.

"Somos um deles", orgulha-se. "O SCD-1 foi o precursor e um dos grandes pilares das atividades espaciais do Brasil."

Para Silva, é impossível que algum satélite moderno bata o recorde do SCD-1, não pela qualidade deles, mas pela sua complexidade.

"Hoje, além do avanço na eletrônica e da miniaturização dos componentes, estão sendo solicitadas funções cada vez mais complexas desses objetos", explica. "Não se faz mais artefatos simples como o SCD-1."

Segundo ele, hoje, por exemplo, há satélites que fazem processamento de imagem a bordo. "Imagina a complexidade da eletrônicas e dos computadores necessários para isso", diz.

"E quanto maior a complexidade e o nível de eletrônica envolvida maior a possibilidade de falhas. Elas são mais frequentes em equipamentos mais complexos, com mais eletrônica embarcada."

Por isso, ele acredita que se há um satélite capaz de superar o recorde do SCD-1 é o SCD-2. "Ele é uma evolução do primeiro", explica.

"Esse segundo possui um dispositivo eletromagnético, que controla sua velocidade de rotação. Ela não está caindo, ao contrário do que ocorre com a do SCD-1, que baixou de 120 para 5 rotações por minuto ao longo de 30 anos."

Silva acrescente que "quando ela chegar a zero, o satélite irá parar de operar. É difícil precisar quando isso vai acontecer, mas acredito que em cerca de dois anos. O SCD-2, por sua vez, deverá continuar por mais alguns anos".


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quinta-feira, 21 de setembro de 2023

Após mercado repercutir nova Selic e decisão do Fed, dólar fecha a R$ 4,93 e Ibovespa fica no vermelho

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Nesta quinta, moeda norte-americana avançou 1,10%, vendida a R$ 4,9336, enquanto a bolsa recuou 2,15%, aos 116.145 pontos.
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Por g1

Postado em 21 de setembro de 2023 às 09h35m

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Após mercado repercutir nova Selic e decisão do Fed, dólar fecha a R$ 4,93 e Ibovespa fica no vermelho
adobe stock

O dólar fechou em alta nesta quinta-feira (21), com as primeiras reações de investidores à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de cortar 0,50 ponto percentual da taxa básica de juros do Brasil na noite de ontem. A Selic passou de 13,25% para 12,75% ao ano.

Ao longo do dia, analistas também avaliaram a decisão de política monetária nos Estados Unidos . No exterior, o Fed (Banco Central dos EUA) optou por manter suas taxas de juros inalteradas entre 5,25% e 5,50% ao ano - mas indicou a possibilidade de novas altas nas próximas reuniões.

E na contramão do câmbio, o Ibovespa, principal índice de ações da bolsa de valores de São Paulo, a B3, encerrou o dia no vermelho. Veja abaixo.

Dólar

A moeda norte-americana terminou o dia em alta de 1,10%, cotada a R$ 4,9336. Na máxima do dia, o dólar chegou aos R$ 4,9361. Veja mais cotações.

No dia anterior, o dólar fechou com alta de 0,35%, vendido a R$ 4,8725.

Com o resultado de hoje, a moeda passou a acumular:

  • alta de 1,29% na semana;
  • quedas de 0,33% no mês e de 6,53% no ano.
Ibovespa

O Ibovespa, por sua vez, despencou 2,15%, aos 116.145 pontos. O índice foi influenciado pelo tombo de diversas ações - os papéis da Magazine Luiza, do Grupo Soma e da construtora MRV chegaram a cair mais de 5% ao longo do dia.

Além dessas, os bancos viveram um dia de baixas expressivas após a decisão de política monetária do Copom.

Na véspera, o índice fechou o dia em queda de 0,37%, aos 117.846 pontos.

Com o resultado de hoje, o Ibovespa passou a acumular:

  • queda de 2,20% na semana;
  • altas de 0,34% no mês e de 5,84% no ano.

Copom reduz taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao anoCopom reduz taxa Selic em 0,50 ponto percentual, para 12,75% ao ano

O que está mexendo com os mercados?

Os investidores ficaram de olho nos dados econômicos do Brasil e dos EUA divulgados na quarta-feira (20).

No Brasil, o Banco Central realizou o segundo corte do ciclo de quedas da taxa básica de juros. No comunicado, o colegiado indicou que a decisão aconteceu diante do processo de desinflação, dos cenários econômicos avaliados no Brasil e no exterior e do balanço de riscos.

Segundo especialistas consultados pelo g1, a leitura foi a de que o colegiado reconheceu a melhora dos indicadores de inflação e da atividade econômica brasileira, mas que ainda ponderou a necessidade de execução das metas fiscais do país.

Para as próximas reuniões, o BC informou que a decisão de cortar a taxa básica de juros em 0,50 ponto percentual (p.p.) é "compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta no horizonte relevante" e destacou que caso o cenário esperado pelo comitê seja confirmado, a expectativa é que novas reduções da mesma magnitude aconteçam nas próximas reuniões.

Agora, os agentes aguardam a divulgação da ata do Copom para entender a avaliação do BC para o ritmo de cortes da taxa básica de juros. No boletim Focus, os economistas do mercado financeiro esperam para o fim de 2023, uma taxa Selic de 11,75% ao ano. Para o fechamento de 2024, a projeção é 9% ao ano.

Nos EUA, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) manteve a taxa de juros inalterada com intervalo de 5,25% a 5,50%.

Apesar da manutenção, os dirigentes do Fomc indicaram que uma nova alta das taxas pode acontecer até o final do ano, sinalizando que a política monetária mais restritiva também deve se estender para 2024.

Nesta manhã, o Banco da Inglaterra (BoE) decidiu interromper uma longa série de aumentos da taxa de juros nesta quinta-feira. O Comitê de Política Monetária do banco central votou por 5 a 4 para manter a taxa de juros em 5,25%.

A ala derrotada votou por um aumento da taxa de juros em 0,25 ponto percentual, como chegou a projetar o mercado financeiro. Foi a primeira vez desde dezembro de 2021 que o Banco da Inglaterra não aumentou os custos de empréstimos.

"Há sinais crescentes de algum impacto da política monetária mais apertada sobre o mercado de trabalho e sobre a dinâmica da economia real de forma mais geral", disse o comitê em comunicado.

O crescimento recorde dos salários dos trabalhadores tem sido uma grande preocupação para o banco central, mas a decisão foi de manter os juros em meio à desaceleração da economia britânica.

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quarta-feira, 20 de setembro de 2023

Diamantes rosas: pedras preciosas podem estar ligadas à separação do 1º supercontinente, diz estudo

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Descoberta ajuda cientistas a compreender os processos que ocorrem nas profundezas do planeta.
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Por g1

Postado em 20 de setembro de 2023 às 06h30m

#.*Post. - N.\ 10.955*.#

Diamantes facetados e coloridos da mina de diamantes Argyle. — Foto: Reprodução/Nature/Murray Rayner
Diamantes facetados e coloridos da mina de diamantes Argyle. — Foto: Reprodução/Nature/Murray Rayner

O surgimento da maior mina de diamantes coloridos do mundo, em Argyle na Austrália, pode estar associado à separação do primeiro supercontinente, a Colúmbia, há 1.300 milhões de anos. É o que diz um estudo publicado na revista científica Nature nesta terça-feira (19).

💠 A pesquisa revela que esse depósito de diamantes está localizado em uma área chamada Halls Creek Orogen, onde antes os dois continentes colidiram e se conectaram, há 1.800 milhões de anos.

Quando o continente se desfez, deixou para trás um grande depósito de diamantes rosas.

A mina funcionou até 2020 e foi responsável pela produção de mais de 90% de todos os diamantes rosas já encontrados.

Esse local sofreu muita pressão, que é a condição necessária para a formação de diamantes, especialmente gemas cor de rosa, vermelhas e castanhas.

👉 Quando a pressão não é tão intensa, o que representa a maioria dos casos, os diamantes são incolores.

"A formação de diamantes durante a ruptura supercontinental em zonas de fenda nas bordas de antigos blocos continentais pode ser predominante, mas pouco reconhecida", afirma o estudo.

Fotografia aérea da mina de diamantes Argyle na região de Kimberley, na Austrália Ocidental. — Foto: Reprodução/Nature/Murray Rayner
Fotografia aérea da mina de diamantes Argyle na região de Kimberley, na Austrália Ocidental. — Foto: Reprodução/Nature/Murray Rayner

Como os diamantes se formam

Diamantes são feitos de carbono cristalizado, a uma distância de mais de 150 km abaixo da superfície do planeta.

De acordo com o Museu da Austrália Ocidental, é necessário um mecanismo especial para transportar rapidamente os diamantes das suas rochas geradoras do manto terrestre para a superfície.

Caso isso não ocorra com velocidade, os diamantes se transformam em grafite, a forma mais comum de carbono. Esse mecanismo acontece por meio de rochas vulcânicas, chamadas de Kimberlito e Lamproíto.

No entanto, ainda não se sabe como essas rochas do manto profundo foram propagadas para a superfície. A melhor hipótese é a de que a grande extensão do continente é uma das grandes forças motrizes desse processo.

A descoberta, segundo os autores do estudo, melhora a compreensão da ciência sobre os processos que ocorrem nas profundezas do planeta a também sobre os mecanismos de formação do depósito de Argyle.

A tecnologia que 'captura' carbono da atmosfera para produzir diamantes

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