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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

Vendas do varejo crescem pelo 3º mês seguido, mas comércio ainda acumula perdas no ano

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Apesar da alta de 5,2% em julho, varejo acumula queda de 1,8% no ano. Das 8 atividades pesquisadas pelo IBGE, apenas 3 registram avanço em 2020: supermercados, artigos farmacêuticos e móveis e eletrodomésticos.  
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Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  
10/09/2020 09h01 Atualizado há 2 horas
Postado em 10 de setembro de 2020 às 11h35m

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Movimento no comércio de Araraquara (SP) - Vendas do varejo engataram 3ª alta seguida, com avanço de 5,2% em julho, segundo o IBGE — Foto: Ely Venâncio/EPTVMovimento no comércio de Araraquara (SP) - Vendas do varejo engataram 3ª alta seguida, com avanço de 5,2% em julho, segundo o IBGE — Foto: Ely Venâncio/EPTV

As vendas do comércio varejista cresceram 5,2% em julho, na comparação com junho, engatando a 3ª alta mensal consecutiva, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar de continuar em trajetória de recuperação, o setor ainda acumula queda de 1,8% no ano. No acumulado dos últimos 12 meses, passou de 0,1% em junho para um avanço de 0,2% em julho.
"Este é o maior resultado para o mês de julho da série histórica, iniciada em 2000, e a terceira alta seguida no ano, com algumas categorias apresentando resultados acima dos registrados no período pré-pandemia de Covid-19, como móveis e eletrodomésticos e hiper e supermercados", destacou o IBGE.

Embora seja a melhor taxa em 20 anos para o mês, o avanço de 5,2% em julho se deve sobretudo à base baixa de comparação após o tombo histórico registrado em abril e representa uma desaceleração frente a alta recorde de 13,3% em maio e de 8,5% em junho.
Vendas do comércio mês a mês — Foto: Economia G1Vendas do comércio mês a mês — Foto: Economia G1

Na série sem ajuste sazonal, em relação a julho de 2019, o comércio varejista cresceu 5,5%.

O resultado veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 1,20% na comparação mensal e de avanço de 2,20% sobre um ano antes.

No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças e de material de construção, o volume de vendas cresceu 7,2% em relação a junho e 1,6% ante julho do ano passado, interrompendo uma sequência de quatro meses em queda. No acumulado no ano e em 12 meses, porém, ainda tem perda de 6,2% e 1,9%, respectivamente.
Pesquisa mensal do comércio aponta alta de 5,2 % nas vendas do varejo em julhoPesquisa mensal do comércio aponta alta de 5,2 % nas vendas do varejo em julho

Perdas com a pandemia já tinham sido eliminadas em junho

Segundo o IBGE, alguns setores já estão bem acima dos níveis de fevereiro, como móveis e eletrodomésticos (16,9% acima), hiper e supermercados (8,9%) e artigos farmacêuticos (7,3%), além dos materiais de construção (13,9%). Por outro lado, seguem abaixo do nível pré-pandemia categorias como tecidos, vestuário e calçados (-32,7%), livros, jornais, revistas e papelaria (-27,2%) e veículos (-19,7%).

Com o resultado de julho, o comércio brasileiro superou em 5,3% o patamar de vendas registrado antes da pandemia do coronavírus.

"Em junho já houve uma recuperação total em relação ao patamar de fevereiro. Agora, toda essa variação de julho contra junho está excedente", afirmou Cristiano Santos, gerente da pesquisa.

Segundo o pesquisador, o setor está conseguindo agora recuperar as perdas registradas e acumuladas no período pré-pandemia, se situando agora apenas 0,1% abaixo do pico mais alto da série, alcançado em outubro de 2014.
Em julho, apenas 26,4% das empresas disseram ter tido impacto negativo na receita em função da pandemia. Em abril, esse percentual chegou a 63,1%.

A receita nominal do varejo subiu 5,7% em julho. Na comparação com julho do ano passado, subiu 8,8%. No acumulado no ano, tem elevação de 1,4%. Em 12 meses, passou a acumular alta de 3%.

Apenas supermercados não têm alta em julho

Sete das 8 atividades pesquisadas pelo IBGE tiveram alta na passagem de junho para julho. Apenas hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo não registraram avanço, ficando estável em relação a junho (variação zero).

Nos demais setores, os maiores avanços foram em livros, jornais, revistas e papelaria (26,1%) e tecidos, vestuário e calçados (25,2%). Veja abaixo:

Desempenho de cada atividade do varejo em julho:
  • Combustíveis e lubrificantes: 6,2%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: zero
  • Tecidos, vestuário e calçados: 25,2%
  • Móveis e eletrodomésticos: 4,5%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: -7,1%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: 26,1%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 11,4%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 5%
  • Veículos, motos, partes e peças: 13,2% (varejo ampliado)
  • Material de construção: 6,7% (varejo ampliado)

“Eu diria que o comportamento da atividade de hiper e supermercados nos últimos dois meses é mais ou menos natural da série. Ela teve um ganho grande no início da pandemia e depois se estabilizou. Se a gente fizer a comparação com o ano passado, a gente vê que continua crescendo”, afirmou Santos, ressaltando que foi essa atividade que puxou o patamar do comércio para o período pré-pandemia.

No ano, os supermercados ainda acumulam alta de 6% até julho e, em 12 meses, avanço de 3,8%.

Na comparação anual, a maior alta foi nas vendas de móveis e eletrodomésticos (26,4%), seguida por artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (13,4%) e hipermercados e supermercados (9,9%). Por outro lado, tecidos, vestuário e calçados (-31,4%), livros, jornais, revistas e papelaria (-25,1%) e combustíveis e lubrificantes (-10,8%) continuaram a mostrar queda.

"A gente abre o segundo semestre em um contexto de aquecimento, mas que não é homogêneo. Se você imaginar que alguns setores estão acima do patamar de fevereiro e próximo a recordes históricos, alguns como tecido, vestuário e calçados ainda está muito abaixo", destacou o gerente da pesquisa.

No acumulado no ano, 5 das 8 atividades ainda acumulam perdas. Veja gráfico abaixo:
Variação do volume de vendas do comércio no ano no acumulado no ano — Foto: Economia G1Variação do volume de vendas do comércio no ano no acumulado no ano — Foto: Economia G1

No comércio ampliado, as vendas de material de construção acumulam alta de 1,9% no ano, ao passo que as de veículos e motos têm queda de 21,7%.

Varejo cresce em 21 das 27 unidades da federação

Na análise por estados, houve avanço em 21 das 27 unidades da federação, com destaque para: Amapá (34,0%), Paraíba (19,6%) e Pernambuco (18,9%). Já as maiores quedas foram verificadas no varejo de Tocantins (-5,6%), Paraná e Mato Grosso (ambos com -1,6%).

Perspectivas

Após o tombo recorde da economia no 1º semestre, a expectativa é de recuperação gradual no 3º trimestre, apesar das incertezas sobre a dinâmica da pandemia de coronavírus e rumo das contas públicas.

Para Felipe Sichel, estrategista-chefe do banco digital Modalmais, o resultado do varejo "reforça a tese de recuperação mais acelerada do que o antecipado no começo do terceiro trimestre e evidencia impacto positivo das medidas de suporte à renda".

No segundo trimestre, o comércio foi fortemente abalado, com recuo de 13% sobre os três primeiros meses do ano, de acordo com os dados do PIB (Produto Interno Bruto).

O Índice de Confiança do Comércio avançou 10,5 pontos em agosto, passando para 96,6 pontos, registrando a quarta alta consecutiva, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas.

Com uma recuperação mais lenta, a indústria também cresceu 8% em julho, na 3ª alta consecutiva, segundo dados divulgados na semana passada pelo IBGE. O setor permanece 6% abaixo do patamar pré-pandemia e ainda acumula perda de 9,6% no ano.

A estimativa atual do mercado é de um tombo de 5,31% do PIB em 2020 e de 3,50% em 2021, segundo a pesquisa Focus do Banco Central.
Vendas on-line crescem durante a pandemia Vendas on-line crescem durante a pandemia

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quarta-feira, 9 de setembro de 2020

Inflação em 2020: veja as maiores altas e as maiores baixas no acumulado no ano

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Feijão-preto tem alta de no ano 28,92% e arroz avanço de 19,25%. Já os preços da passagem aérea acumulam queda de 57,86%. 
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Por G1  
09/09/2020 10h57 Atualizado há 2 horas
Postado em 09 de setembro de 2020 às 13h00m

            .      Post.N.\9.476     .        
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Miriam Leitão: ‘Inflação de alimentos é muito visível e está subindo muito’Miriam Leitão: ‘Inflação de alimentos é muito visível e está subindo muito’


Alimentos da cesta básica como arroz, feijão, leite e óleo de soja estão entre os itens que mais subiram em 2020, segundo os dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, divulgados nesta quarta-feira (9) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Já os preços da passagem aérea e do transporte por aplicativo foram os que tiveram a maior queda no ano dentre os produtos e serviços pesquisados pelo IBGE.
Veja abaixo as 20 maiores altas e as 20 quedas no acumulado no ano até agosto:

20 maiores altas

  • manga: 61,63%
  • cebola: 50,40%
  • abobrinha: 46,87%
  • peixe tainha: 39,99%
  • limão: 36,56%
  • feijão-macáçar (fradinho): 35,91%
  • pimentão: 33,07%
  • feijão-mulatinho: 32,59%
  • morango: 31,99%
  • feijão-preto: 28,92%
  • mamão: 26,86%
  • fígado: 25,86%
  • leite longa vida: 22,99%
  • tangerina: 22,12%
  • cenoura: 21,61%
  • batata-doce: 19,57%
  • arroz: 19,25%
  • pera: 19,09%
  • peixe-filhote: 19,00
  • óleo de soja: 18,63

20 maiores baixas

  • passagem aérea: -57,86%
  • transporte por aplicativo: -23,89%
  • abacate: -22,49%
  • filé-mignon: -18,44%
  • laranja-lima: -17,14%
  • alcatra: -12,31%
  • etanol: -11,69%
  • móvel para copa e cozinha: -11,37%
  • mochila: -11,30%
  • mudança: -10,92%
  • móvel para sala: -10,46%
  • seguro voluntário de veículo: -9,39%
  • laranja-baía: -9,12%
  • móvel para quarto: -9,05%
  • óleo diesel: -8,58%
  • aluguel de veículo: -8,53%
  • hospedagem: -8,44%
  • contrafilé: -8,31%
  • carne de carneiro: -8,19%
  • ônibus interestadual: -8,10%

Entre os alimentos que registraram o maior aumento de preço em agosto, estão o tomate (12,98%), óleo de soja (9,48%) o leite longa vida (4,84%), frutas (3,37%), carnes (3,33%), e o arroz (3,08%). Por outro lado, houve recuo nos preços da cebola (-17,18%), do alho (-14,16%), da batata-inglesa (-12,40%) e do feijão-carioca (-5,85%).

Segundo o IBGE, alta nos custos de alimentação no domicílio em 12 meses (11,39%) é a mais intensa desde novembro de 2016, quando foi de 11,57%.

Nos combustíveis, a gasolina teve alta de 3,22% em agosto, enquanto o diesel subiu 2,49% e o etanol avançou 1,29%. Outro destaque de alta no mês foi o custo com acesso à internet (8,51%).

O IPCA é calculado com base em uma cesta de consumo típica das famílias com rendimento um a 40 salários mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além dos municípios de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília.

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terça-feira, 8 de setembro de 2020

Estimativa do mercado para tombo do PIB em 2020 volta a subir após 9 semanas de melhora

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Analistas das instituições financeiras também elevaram a estimativa de inflação para 1,78% neste ano. Números foram divulgados pelo Banco Central, por meio do relatório Focus.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
08/09/2020 08h33 Atualizado há 3 horas
Postado em 08 de setembro de 2020 às 11h35m

            .      Post.N.\9.475     .        
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Após nove semanas consecutivas de melhora, os economistas do mercado financeiro ajustaram sua estimativa média e passaram a prever um tombo maior do Produto Interno Bruto (PIB) de 2020. Com isso, a projeção de queda da atividade neste ano passou de 5,28% para 5,31%.

A expectativa faz parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta terça-feira (8) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nas últimas semanas, porém, indicadores têm mostrado o início de uma retomada da economia brasileira.
PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
04/01/201929/03/201905/06/201901/08/201920/11/201919/02/202013/03/202027/03/202009/04/202024/04/202008/05/202022/05/202005/06/202019/06/202003/07/202017/07/202031/07/202014/08/202028/08/20200-7,5-5-2,52,55
Fonte: BANCO CENTRAL

Para 2021, a expectativa do mercado financeiro de crescimento do PIB foi mantida em 3,50%.
PIB tem queda histórica de 9,7% e Brasil entra em recessão técnica PIB tem queda histórica de 9,7% e Brasil entra em recessão técnica

Inflação abaixo de 2%

Segundo o relatório divulgado pelo BC nesta segunda-feira, os analistas do mercado financeiro elevaram a estimativa de inflação para 2020 de 1,77% para 1,78%. Foi a quarta alta seguida do indicador.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro manteve em 3% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros

Após a queda para a mínima histórica de 2% ao ano no começo de agosto, o mercado segue prevendo manutenção da taxa básica de juros da economia, a Selic, neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,88% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu em R$ 5,25. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 5 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 permaneceu em US$ 55 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado caiu de US$ 53,40 bilhões para US$ 53,35 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, continuou em US$ 55 bilhões. Para 2021, a estimativa subiu de US$ 64 bilhões para US$ 65,48 bilhões.

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