Total de visualizações de página

quarta-feira, 4 de março de 2026

BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Com motor turbo e bateria maior, híbrido plug-in tenta reduzir a vantagem do GWM Haval H6 em autonomia elétrica. Rival ultrapassa os 115 km rodando apenas no modo elétrico.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por André Fogaça, g1 — São Paulo

Postado em 04 de Março de 2.026 às 12h50m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.127 --  *.#

BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990
BYD Song Plus ganha turbo e mantém preço da versão anterior, de R$ 249.990

A BYD renovou o Song Plus, segundo híbrido mais vendido do Brasil em 2025. Por fora, quase nada muda, mas o modelo evoluiu em eficiência e reforça a disputa com seu principal rival, o GWM Haval H6 PHEV.

A principal novidade está no conjunto mecânico: o motor 1.5 aspirado, usado desde o lançamento do Song Plus no Brasil, em 2022, foi substituído por um propulsor turbo. Ele trabalha em conjunto com o motor elétrico, ampliando desempenho e eficiência.

A bateria também aumentou, passando de 18,3 kWh para 26,3 kWh. Com essa nova capacidade, o SUV médio consegue andar 99 km com uma carga e reduz a diferença em autonomia quando comparado aos modelos que mais rodam no modo 100% elétrico, segundo o Inmetro:

  • GWM Wey: 128 km com uma carga;
  • GWM Haval H6 GT e PHEV35: 119 km com uma carga.
BYD Song Plus — Foto: divulgação/BYD
BYD Song Plus — Foto: divulgação/BYD

Com a nova bateria, a BYD promete alcance combinado de até 1.150 km, somando energia elétrica e combustível. O valor chama atenção, mas fica abaixo dos 1.200 km declarados para o BYD Song Plus sem motor turbo.

Para facilitar a recarga da bateria, o BYD Song Plus passou a contar com carregador rápido, que permite carga completa em 55 minutos — antes, o processo levava cerca de três horas na tomada.

Com isso, fica claro que a BYD teve como principal alvo o GWM Haval H6 ao decidir atualizar o Song Plus no Brasil. O Wey 07 foca em um público mais abastado ao custar consideravelmente mais: R$ 429 mil.

Song Plus será produzido no Brasil

Além das novidades técnicas do SUV médio, a BYD já havia confirmado que o Song Plus está entre os modelos que serão montados na fábrica de Camaçari (BA), onde antes operava a planta da Ford responsável por veículos como o EcoSport.

Com isso, o Song Plus será o quarto modelo produzido no Brasil. Os anteriores foram:

  • Dolphin Mini
  • King
  • Song Pro

A meta da BYD é alcançar uma produção anual de 600 mil veículos, volume superior ao registrado por concorrentes com grandes fábricas no Brasil, como o grupo Stellantis na unidade de Betim (MG), que produziu 525 mil unidades em 2025.

As demais fábricas do grupo, responsável por marcas como Fiat, Peugeot e Jeep, colocaram 317 mil veículos no mercado: 250 mil produzidos em Goiana (PE) e outros 67 mil em Porto Real (RJ).

Concorrência cresceu para o Song Plus

Quando chegou ao Brasil, em 2022, o BYD Song Plus encontrou um mercado praticamente sem concorrentes com sistema híbrido plug-in. A GWM ainda não atuava no país, e as marcas já presentes demonstravam pouco interesse nesse tipo de tecnologia.

Estes foram os 10 carros híbridos plug-in mais vendidos em 2022, segundo dados da Associação Brasileira do Veículo Elétrico (ABVE):

  1. Caoa Chery Tiggo 8: 1.941 emplacamentos;
  2. Volvo XC60: 1.879 emplacamentos;
  3. BMW X5: 1.003 emplacamentos;
  4. Land Rover Discovery: 935 emplacamentos;
  5. Volvo XC90: 879 emplacamentos;
  6. Porsche Cayenne: 787 emplacamentos;
  7. BMW X3: 759 emplacamentos;
  8. BMW 330e: 609 emplacamentos;
  9. Land Rover Range Rover: 537 emplacamentos;
  10. Audi Q5: 437 emplacamentos.

Esse cenário favorável levou o modelo à segunda colocação no ranking dos veículos eletrificados mais vendidos do Brasil já no ano seguinte.

O Song Plus ficou atrás apenas do Toyota Corolla Cross XRX Hybrid, que somou 10.283 emplacamentos, contra 7.669 unidades vendidas da versão GS do SUV da BYD.

Na comparação com o líder de 2022 no segmento de híbridos plug-in, o Song Plus registrou um volume de vendas quase quatro vezes maior.

Em 2024, o Song Plus superou o Corolla Cross no ranking geral de eletrificados e manteve essa posição em 2025. No entanto, perdeu a liderança para outros modelos da própria BYD, como o Dolphin Mini GS e o Song Pro GS.

Hoje, o Song Plus enfrenta concorrentes diretos que vão além do Haval H6, com preço circulando na mesma faixa de preço. Um deles é o Jaecoo 7, que adota visual mais aventureiro e aposta em uma autonomia combinada de até 1.200 km, com bateria carregada e tanque cheio.

O preço sugerido do Jaecoo 7 parte de R$ 234.990 e chega a R$ 256.990, a depender da versão escolhida.

Outro concorrente recente é o Leapmotor C10, que aposta em um visual mais arredondado. Ele não promete a mesma autonomia total dos rivais, mas se destaca por ser o primeiro híbrido do tipo REEV vendido no Brasil.

Nesse tipo de veículo, o motor a combustão funciona apenas como gerador de energia para as baterias. Elas alimentam os motores elétricos, que são os únicos responsáveis pela tração do SUV. No Brasil, o C10 híbrido custa R$ 219.990.

Nomenclatura da BYD é confusa

Apesar de compartilharem o mesmo nome, diferenciados apenas pelo sufixo, Song Plus e Song Pro são modelos distintos e com preços em patamares diferentes:

  • BYD Song Plus (2025): R$ 249.900;
  • BYD Song Pro: entre R$ 189.990 e R$ 199.990.
BYD Song Pro será um dos modelos produzidos no Brasil — Foto: Divulgação
BYD Song Pro será um dos modelos produzidos no Brasil — Foto: Divulgação

Enquanto no iPhone a versão Pro é mais completa e cara que a Plus, nos Song Plus essa lógica é invertida.

De forma resumida: o BYD Song Pro é uma versão mais comprida, só que com menos espaço no porta-malas, acabamento com menor quantidade de áreas com toque macio e menos equipada que o Plus. Ambos compartilham o mesmo sistema híbrido DM-i com motor 1.5 a gasolina, mudando a capacidade da bateria — menor no Pro.

Há ainda uma segunda variação do Song Plus, chamada Song Plus Premium. Entre os diferenciais estão a tração integral, mais alto-falantes distribuídos pela cabine e um carregador adicional de celular por indução. Essa versão também estreou o motor 1.5 turbo, agora adotado no Song Plus sem sufixo.

Com esse pacote mais completo, o BYD Song Plus Premium tem preço de R$ 299.800.

*Essa reportagem está em atualização.

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Mercado derrete R$ 166,4 bi em 1 dia com impacto da guerra no Oriente Médio

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Blue chips concentraram maior parte das perdas
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
João Nakamura, da CNN Brasil, em São Paulo
03/03/26 às 21:08 | Atualizado 03/03/26 às 21:08
Postado em 04 de Março de 2.026 às 06h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.126 --  *.#

Ilustração de um gráfico de ações derretendo
Maiores empresas do Ibovespa - que vinham sustentando um rali recente do mercado - foram as que mais perderam no dia  • Ilustração gerada por IA

As empresas listadas na B3 perderam R$ 166,4 bilhões em valor de mercado no pregão desta terça-feira (3), segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

No dia, o Ibovespa derreteu 3,28%, na queda mais intensa desde dezembro, com a aversão global do mercado financeiro ao risco em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã.

Leia Mais

Os investidores estão apreensivos sobre interrupções prolongadas de distribuição de energia e possíveis reflexos inflacionários com o agravamento do conflito no Oriente Médio.

"As tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã aumentaram nos últimos dias e trazem o temor de interrupção no fornecimento global de petróleo", pontua Jucelia Lisboa, sócia e economista da Siegen Consultoria.

"Com o petróleo em alta, crescem as preocupações com inflação global. Isso faz os investidores reverem expectativas de cortes de juros, e adotarem uma postura mais defensiva. Em momentos como esse, normalmente, o mercado reduz a exposição a ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes, e busca proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar."

Perdas de blue chips

As maiores empresas do Ibovespa - que vinham sustentando um rali recente do mercado - foram as que mais perderam no dia: as 10 empresas com maior perda de valor de mercado responderam por R$ 97,7 bilhões do derretimento, sendo elas algumas das maiores da bolsa.

Made with Flourish • Create a chart

No ranking, figuram sete das dez maiores empresas do Ibovespa. "No Brasil, praticamente todos os setores da bolsa registram perdas, com destaque para bancos, varejo e empresas ligadas ao consumo interno", diz Lisboa.

"A exceção são as petroleiras, que se beneficiam diretamente da alta do petróleo e, por isso, conseguem sustentar leve alta ou queda menor", conclui.

Maior empresa do Brasil e da América Latina, a Petrobras registrou ligeiro recuo de 0,44% em seus papéis preferenciais e 0,74% nos ordinários.

CNN Brasil  Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

terça-feira, 3 de março de 2026

Análise: Irã aposta no caos econômico como arma na guerra contra os EUA

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Regime dos aiatolás está atacando refinarias, petroleiros e instalações de produção de gás em vários países do Oriente Médio como tática para pressionar o presidente Trump
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Américo Martins
Especialista em jornalismo internacional e fascinado pelo mundo desde sempre, foi diretor da BBC de Londres e VP de Conteúdo da CNN; já visitou mais de 70 países

03/03/26 às 07:39 | Atualizado 03/03/26 às 07:45
Postado em 03 de Março de 2.026 às 10h00m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.125 --  *.#


Bandeiras iranianas em dia de ataque dos EUA ao Irã  • Reuters

O Irã está tentando provocar uma grave crise econômica no Oriente Médio, e possivelmente em outras partes do mundo, para usá-la como arma contra os Estados Unidos.

É por isso que os iranianos decidiram atacar praticamente todos os países da região do Golfo Pérsico, tendo como alvos, em especial, pontos de infraestrutura econômica.

Essas retaliações iranianas causaram espanto em boa parte do mundo. O próprio presidente Donald Trump afirmou em entrevista exclusiva à CNN que ficou surpreso com a abrangência dos ataques.

A expectativa dos americanos era a de que Teerã concentrasse sua retaliação em bases militares dos Estados Unidos na região ou diretamente contra Israel.

Em vez disso, o regime dos aiatolás ampliou o raio de ação e passou a atingir ativos estratégicos de países árabes que, em muitos casos, são aliados históricos de Washington mas que mantém também relações com o Irã.

A lógica por trás dessa escolha é estratégica.

Ao espalhar o conflito, o Irã tenta impedir que a guerra fique restrita a um embate militar direto com americanos e israelenses, confronto no qual está em clara desvantagem tecnológica e aérea.

Ao mirar em alvos econômicos, Teerã amplia o custo político do conflito e transforma o mercado de energia em campo de batalha.

E os danos já são muito sérios.

Na Arábia Saudita, drones e mísseis atingiram uma grande refinaria na costa leste do país, forçando a interrupção temporária de parte da produção.

Autoridades sauditas confirmaram danos em unidades de processamento e armazenamento, o que reduziu a capacidade de refino em centenas de milhares de barris por dia.

No Catar, um ataque contra instalações de produção de gás natural levou à suspensão parcial das operações em um dos principais complexos exportadores do mundo.

O país é um dos maiores exportadores globais de GNL (gás liquefeito), especialmente para Europa e Ásia. A paralisação, ainda que temporária, teve impacto imediato nos preços internacionais do produto, que saltaram a níveis recordes.

Além disso, o Irã prometeu “atacar e incendiar” qualquer petroleiro que tente atravessar o Estreito de Ormuz, que liga o Golfo Pérsico ao Golfo de Omã e por onde passam mais de 20% de toda a produção de petróleo mundial.

Pelo menos duas embarcações relataram danos após explosões próximas ao casco, segundo relatos de companhias de navegação.

O simples risco de bloqueio ou ataques na região já praticamente zerou o tráfego de petroleiros no local, elevou prêmios de seguro marítimo e ampliou a ansiedade no setor energético.

Para piorar, os alvos não se limitaram ao petróleo e ao gás.

Infraaestruturas civis de alto valor simbólico e econômico também foram atingidas.

O aeroporto de Dubai, um dos maiores hubs internacionais do mundo, teve operações interrompidas após um ataque que danificou áreas logísticas.

Milhares de voos na região já foram cancelados, afetando também o mercado de cargas.

Hotéis de luxo na região registraram cancelamentos em massa. O setor de turismo, já fragilizado pela instabilidade regional, sofreu novo abalo.

Tudo isso está acontecendo porque o Irã aposta que governos como os da Arábia Saudita, Catar, Emirados Árabes Unidos e Kuwait, profundamente dependentes da estabilidade energética, comercial e aérea, vão pressionar Washington a rever sua estratégia militar.

O cálculo iraniano é que uma crise prolongada no fornecimento de petróleo e gás teria impacto global, pressionaria a inflação em várias economias e poderia afetar o próprio eleitorado americano.

Há ainda um componente político regional. Teerã aposta que os governos árabes hesitarão em entrar diretamente no conflito ao lado de Israel.

Um ataque aberto contra o Irã poderia provocar reação negativa da opinião pública nesses países e desestabilizar lideranças locais. É uma aposta de alto risco, mas calculada.

Ao transformar a economia em arma de guerra, o Irã amplia o campo de batalha e manda um recado claro de que quer que o custo do conflito seja pago por toda a região e, possivelmente, pelo mundo todo.

CNN Brasil   Siga a CNN Brasil no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo

Tópicos


-------------------------------------------------------------------------------------------------------------

PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------


Resultado representa uma desaceleração em comparação ao ano anterior, quando a economia brasileira cresceu 3,4%. Avanço foi puxado pela agropecuária, que cresceu 11,7% no período.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Isabela Bolzani, g1 — São Paulo

Postado em 03 de Março de 2.026 às 09h25m
Interface gráfica do usuário, Texto, Aplicativo

O conteúdo gerado por IA pode estar incorreto.
#.* --  Post. - Nº.\  12.124 --  *.#

PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE
PIB do Brasil cresce 2,3% em 2025, diz IBGE

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3% em 2025, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira (3). Em valores correntes, a economia brasileira totalizou R$ 12,7 trilhões no ano.

O resultado representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando o Brasil cresceu 3,4%, e é o menor número em cinco anos. Ainda assim, o número marca o quinto ano seguido de crescimento da economia brasileira. No quarto trimestre de 2025, o PIB cresceu 0,1% em relação aos três meses anteriores, mantendo-se praticamente estável.

O principal destaque ficou com a agropecuária, que registrou um crescimento de 11,7% em 2025 — resultado dos aumentos na produção e dos ganhos na produtividade de várias culturas, com destaque para o milho (23,6%) e a soja (14,6%), que alcançaram recordes no ano.

"Só a agropecuária responde por 33% de todo o crescimento da economia do ano passado. Tivemos um recorde nas safra de soja e milho, que pesam 45% da lavoura e também vimos uma safra muito alta de laranja", afirmou Rebeca Palis, coordenadora de contas nacionais do IBGE.

Evolução do PIB brasileiro ano a ano, até 2025 — Foto: Arte/g1
Evolução do PIB brasileiro ano a ano, até 2025 — Foto: Arte/g1

O setor de serviços, por sua vez, apresentou um avanço de 1,8% no ano e registrou um crescimento de todas as atividades em 2025 — mesmo com o alto nível de juros. Entre os destaques, estavam informação e comunicação (6,5%), atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,9%) e transporte, armazenagem e correio (2,1%).

A indústria teve um crescimento de 1,4% no ano, apoiada pelas Indústrias Extrativas, que registraram um avanço de 8,6% no período com o impulso da extração de óleo e gás. O segmento de construção (0,5%) também contribuiu para o avanço do setor, enquanto eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,4%) e as indústrias de transformação (-0,2%) tiveram variações negativas.

“Quatro atividades: agropecuária, indústrias extrativas, informação e comunicação e outras atividades de serviços, contribuíram com 72% do total do volume do valor adicionado em 2025, atividades estas menos afetadas pela política monetária contracionista [juros elevados]”, disse Palis, em nota.

  • 🔎 Valor adicionado é a riqueza efetivamente gerada na economia. É calculado pela diferença entre o valor do que foi produzido no país e o custo dos insumos utilizados na produção.
Míriam Leitão analisa os números do PIB de 2025
Míriam Leitão analisa os números do PIB de 2025

Principais destaques do PIB em 2025:

  • Serviços: 1,8%
  • Indústria: 1,4%
  • Agropecuária: 11,7%
  • Consumo das famílias: 1,3%
  • Consumo do governo: 2,1%
  • Investimentos: 2,9%
  • Exportações: 6,2%
  • Importação: 4,5%
O Tocantins sediará a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2026, evento que reforça a visibilidade do estado no cenário agrícola nacional. — Foto: Grupo Wink
O Tocantins sediará a Abertura Nacional da Colheita da Soja 2026, evento que reforça a visibilidade do estado no cenário agrícola nacional. — Foto: Grupo Wink

Consumo das famílias desacelera no ano

Pela ótica da demanda, o consumo das famílias registrou um crescimento de 1,3%. O resultado positivo, segundo o IBGE, foi reflexo da melhora do mercado de trabalho no ano — com crescimento da massa salarial real —, do aumento do crédito e dos programas de transferência de renda do governo.

Mesmo assim, o número ainda representa uma desaceleração em comparação a 2024, quando cresceu 5,1%. Essa desaceleração era esperada pelo mercado por conta dos altos níveis da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 15% ao ano, e pelo alto endividamento das famílias.

Já o volume de investimentos feitos no país — chamados pelo IBGE de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) — cresceu 2,9% em 2025, impulsionado pelo aumento na importação de bens de capital, pelo desempenho de software e pelo bom desempenho na indústria de construção.

"Essas contribuições positivas compensaram a queda na produção interna de bens de capital", informou o IBGE em nota.

A taxa de investimento em 2025 foi de 16,8%, em uma leve desaceleração em comparação ao ano anterior (16,9%). Já a taxa de poupança acelerou de 14,1% para 14,4% na mesma relação.

PIB cresce 0,1% no quarto trimestre

Nos últimos três meses de 2025, a atividade econômica brasileira registrou um crescimento de 0,1% em comparação ao terceiro trimestre, mantendo-se praticamente estável.

Variação trimestral do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1
Variação trimestral do PIB brasileiro no quarto trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1

Nessa relação, as atividades de serviços e agropecuária cresceram 0,8% e 0,5%, respectivamente, enquanto a indústria apresentou um recuo de 0,7%.

Entre as variações positivas no setor de serviços, o destaque ficou com atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados, com um avanço de 3,3%. Informação e comunicação (1,5%), outras atividades de serviços (0,7%) e administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,4%) também tiveram resultados positivos.

Já entre as atividades industriais, o resultado negativo foi puxado principalmente pela queda na construção (2,3%) e nas indústrias de transformação (-0,6%).

Pela ótica da despesa, o consumo do governo cresceu 1% e o consumo das famílias ficou estável. Os investimentos, por sua vez, caíram 3,5% no período.

*Esta reportagem está em atualização

Análise do PIB sob a ótica da oferta no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1
Análise do PIB sob a ótica da oferta no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1


Análise do PIB sob a ótica da demanda no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1
Análise do PIB sob a ótica da demanda no 4º trimestre de 2025 — Foto: Arte/g1

-------------------------------------------------------------------------------------------------------------