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Blue chips concentraram maior parte das perdas
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João Nakamura, da CNN Brasil, em São Paulo
Postado em 04 de Março de 2.026 às 06h00m
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Maiores empresas do Ibovespa - que vinham sustentando um rali recente do mercado - foram as que mais perderam no dia • Ilustração gerada por IA
No dia, o Ibovespa derreteu 3,28%, na queda mais intensa desde dezembro, com a aversão global do mercado financeiro ao risco em meio à guerra dos Estados Unidos e de Israel com o Irã.
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Os investidores estão apreensivos sobre interrupções prolongadas de distribuição de energia e possíveis reflexos inflacionários com o agravamento do conflito no Oriente Médio.
"As tensões entre Estados Unidos, Israel e Irã aumentaram nos últimos dias e trazem o temor de interrupção no fornecimento global de petróleo", pontua Jucelia Lisboa, sócia e economista da Siegen Consultoria.
"Com o petróleo em alta, crescem as preocupações com inflação global. Isso faz os investidores reverem expectativas de cortes de juros, e adotarem uma postura mais defensiva. Em momentos como esse, normalmente, o mercado reduz a exposição a ativos de risco, como ações e moedas de países emergentes, e busca proteção em ativos considerados mais seguros, como o dólar."
Perdas de blue chips
As maiores empresas do Ibovespa - que vinham sustentando um rali recente do mercado - foram as que mais perderam no dia: as 10 empresas com maior perda de valor de mercado responderam por R$ 97,7 bilhões do derretimento, sendo elas algumas das maiores da bolsa.
No ranking, figuram sete das dez maiores empresas do Ibovespa. "No Brasil, praticamente todos os setores da bolsa registram perdas, com destaque para bancos, varejo e empresas ligadas ao consumo interno", diz Lisboa.
"A exceção são as petroleiras, que se beneficiam diretamente da alta do petróleo e, por isso, conseguem sustentar leve alta ou queda menor", conclui.
Maior empresa do Brasil e da América Latina, a Petrobras registrou ligeiro recuo de 0,44% em seus papéis preferenciais e 0,74% nos ordinários.




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