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sexta-feira, 10 de maio de 2024

IPCA: preços sobem 0,38% em abril, puxados por medicamentos e alimentos

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País tem uma inflação acumulada de 3,69% em 12 meses. Resultado veio acima das expectativas do mercado financeiro, que esperavam alta de 0,35% no mês.
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 10 de maio de 2024 às 10h00m

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Inflação sobe 0,38% em abril

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,38% em abril, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O aumento dos preços no mês passado foi puxado, principalmente, pelos produtos farmacêuticos e alimentos. O grupo de Saúde e cuidados pessoais foi o que apresentou a maior alta, de 1,16%, enquanto Alimentação e bebidas subiu 0,70%.

A inflação brasileira voltou a acelerar em relação ao mês anterior. Os preços haviam subido 0,16% março. No entanto, esse é o menor percentual para abril desde 2021. No mesmo mês do ano passado, o IPCA havia subido 0,61%.

Com os resultados, o IPCA acumula 3,69% em 12 meses. No ano, a alta é de 1,80%.

A inflação de abril veio acima das expectativas do mercado financeiro, que esperavam uma alta menos acentuada, de 0,35%.

Entre os nove principais grupos de produtos e serviços medidos pelo IPCA, sete apresentaram alta em abril.

De acordo com André Almeida, gerente da pesquisa do IBGE, os maiores vilões da inflação no mês passado foram os medicamentos, alimentos e a gasolina. Em contrapartida, a passagem aérea foi destaque entre as quedas.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: 0,70%;
  • Habitação: -0,01%;
  • Artigos de residência: -0,26%;
  • Vestuário: 0,55%;
  • Transportes: 0,14%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 1,16%;
  • Despesas pessoais: 0,10%;
  • Educação: 0,05%;
  • Comunicação: 0,48%.
Medicamentos e alimentos lideram as altas

Os produtos farmacêuticos foram os que apresentaram a maior alta dentro do grupo de Saúde e cuidados pessoais: um avanço de 2,84% nos preços, correspondendo a um peso de 0,10 ponto percentual na alta geral do grupo.

Essa alta é sazonal, e pode ser explicada pelos reajustes de até 4,50% nos preços dos medicamentos, válidos a partir de 31 de março.

Entre os medicamentos, as maiores altas vieram das classes de do antidiabético (4,19%), de anti-infeccioso e antibiótico (3,49%) e de hipotensor e hipocolesterolêmico (3,34%).

Grupo de Saúde e cuidados pessoais foi o que teve a maior alta nos preços em abril. — Foto: Reprodução/RBS TV
Grupo de Saúde e cuidados pessoais foi o que teve a maior alta nos preços em abril. — Foto: Reprodução/RBS TV

Os alimentos também voltaram a pesar sobre a inflação de abril. A Alimentação no domicílio teve alta de 0,81% (contra 0,59% em março), enquanto a Alimentação fora do domicílio avançou 0,39% (versus 0,35% no mês anterior).

Entre os alimentos in natura que tiveram as maiores altas de preços, destaque para o mamão, que subiu 22,76%, para a cebola, com 15,63%, para o tomate, com 14,09%, e o café moído, com 3,08%.

Já na Alimentação fora do domicílio, o subitem lanche teve uma desaceleração em abril, caindo de 0,66% para 0,44%. Por outro lado, a refeição avançou 0,34%, contra alta de 0,09% em março.

No grupo de Transportes (0,14%), o subgrupo de combustíveis teve alta importante, de 1,74% em abril. O gás veicular foi o único a apresentar deflação, com queda de 0,51%. O etanol (4,56%), óleo diesel (0,32%) e a gasolina (1,50%) subiram. A gasolina, inclusive, foi o subitem com o maior impacto no IPCA de abril, com força de 0,8 ponto percentual no índice geral.

Por outro lado, os preços da passagem aérea despencaram 12,09%, o que ajudou a amenizar a alta do grupo de Transportes.

Visão do mercado é otimista, mas com cautela

Apesar da aceleração do IPCA, especialistas destacam que o resultado não reflete um cenário ruim, ao olhar para a composição da inflação de abril. As médias dos núcleos da inflação, que descontam choques sazonais sobre os preços, continuou recuando na comparação anual.

No acumulado em 12 meses, a média dos núcleos recuou de 3,74% em março para 3,49% em abril.

Para Rafael Costa, analista de estratégia macro da BGC Liquidez, o resultado foi favorável, apresentando medidas importantes de tendência de baixas na inflação dos núcleos e dos serviços subjacentes.

"Temos apenas que tomar cuidado para não extrapolar o otimismo que pode ser gerado devido à boa leitura dessa divulgação. Particularmente, estamos preocupados com o efeito altista nos preços da alimentação que pode ocorrer pela triste destruição provocada pelas chuvas no Rio Grande do Sul", destaca o analista.  
INPC tem alta de 0,37% em abril

Por fim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que é usado como referência para reajustes do salário mínimo, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa — teve alta de 0,38% em abril. Em março, a alta foi de 0,19%.

Assim, o INPC acumula alta de 1,95% no ano e de 3,23% nos últimos 12 meses. Em abril de 2023, a taxa foi de 0,53%.

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quinta-feira, 9 de maio de 2024

Quaest: 99% acreditam que tragédia no RS tem ligação com as mudanças climáticas

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96% acreditam que os fenômenos naturais têm aumentado de intensidade nos últimos anos. A margem de erro é 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.
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Por Gustavo Petró, g1

Postado em 09 de maio de 2024 às 07h00m

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64% acreditam que tragédia no RS tem ligação com as mudanças climáticas

Pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (9) aponta que 99% dos entrevistados acreditam que as enchentes no Rio Grande do Sul possuem ligação com as mudanças climáticas. Para 64%, as mudanças climáticas têm ligação total, 30%, "em partes"; 5%, "um pouco"; e 1% afirmam que "não tem ligação nenhuma".

  • Sim, totalmente: 64%
  • Sim, em partes: 30%
  • Sim, um pouco: 5%
  • Não tem ligação nenhuma: 1%

O levantamento encomendado pela Genial Investimentos ouviu 2.045 pessoas, em 120 municípios, entre os dias 2 e 6 de maio. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

"As mudanças climáticas são temas de debates. A pesquisa mostra um cenário um pouco mais esperançoso neste tema para que o governo encontre um espaço de unidade nacional em torno deste que parece ser um tema que veio para ficar", explicou Felipe Nunes, diretor da Quaest.

A pesquisa desta quinta também perguntou se a cidade em que os entrevistados moram sofreu algum desastre ambiental nos últimos anos.

  • Calor extremo: 78% afirmaram que "sim" e 22% que "não"
  • Enchente ou inundação: 44% disseram que "sim" e 56% que "não"
  • Deslizamento de terra: 36% disseram que "sim" e 64% que "não"

Para 96%, os fenômenos naturais têm aumentado de intensidade nos últimos anos, 4% discordam.

A poluição industrial e o desmatamento são as causas das mudanças climáticas para 29% dos entrevistados. 22% disseram que é a ocupação desordenada nas cidades e 20% que é o uso de combustíveis fósseis.

  • Poluição industrial: 29%
  • Desmatamento: 29%
  • Ocupação desordenada nas cidades: 22%
  • Uso de combustíveis fósseis: 20%
  • Nenhuma: 1%

O problema que mais preocupa os entrevistados são as enchentes e inundações, com 21%, seguido por ondas de calor (16%), acabar a água no mundo (15%), desmatamento (14%), poluição da água (10%), poluição do ar (9%), lixo plástico (6%), extinção de plantas e animais (6%) e erosão do solo (2%).

Para 23% dos entrevistados, preservar áreas verdes e regenerar áreas degradadas é a iniciativa que acreditam ser a mais efetiva para proteger o meio ambiente.

Para 92% dos entrevistados, as tragédias no Rio Grande do Sul são consideradas muito graves. Enquanto 7% disseram ser grave e 1% afirmaram ser pouco grave.

94% das pessoas que responderam à pesquisa disseram estar muito preocupada com as consequências econômicas que podem ocorrer depois dos desastres no RS. Enquanto 6% afirmaram estar pouco preocupada.

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quarta-feira, 8 de maio de 2024

Copom: por que o BC diminuiu o ritmo de cortes de juros e quais os recados sobre o futuro da Selic

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Comitê anunciou corte de 0,25 ponto percentual da taxa básica de juros nesta quarta-feira, para 10,50% ao ano.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 08 de maio de 2024 às 19h30

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O Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu oficialmente o ritmo deste ciclo de queda da taxa básica de juros, a Selic. A decisão anunciada nesta quarta-feira (8) foi de um corte de 0,25 ponto percentual (p.p.), para 10,50% ao ano.

Na última reunião do colegiado, em março, o comitê havia reduzido a Selic em 0,50 p.p. e indicado no comunicado a possibilidade de uma redução da “mesma magnitude” no encontro deste mês. O padrão vinha desde agosto, quando o Banco Central (BC) começou a reduzir os juros do país.

Essa previsão sobre a política monetária é chamada pelo mercado financeiro de “forward guidance”. É uma maneira de dar previsibilidade da condução dos trabalhos e mais conforto aos investidores internos e externos.

Mas especialistas ouvidos pelo g1 dizem o descumprimento da projeção nesta reunião era previsto, e reflete uma série de fatores econômicos locais e internacionais que se desenrolaram ao longo do último mês.

Entram na conta a alteração das metas fiscais brasileiras para os próximos anos e a provável manutenção dos juros básicos norte-americanos em patamares elevados por mais tempo.

Para entender o que fez o BC mudar os rumos, você vai ver nesta reportagem:

  • Por que o BC descumpriu o forward guidance?
  • Quais as sinalizações do Copom para a taxa de juros à frente?

Copom reduz Selic para 10,50% ao ano, corte de 0,25 p.p.; veja a análise

O descumprimento de uma projeção por parte do BC não costuma ser muito bem-visto por investidores. E uma possível redução no ritmo de cortes já vinha sendo precificada pelo mercado há algumas semanas.

“Houve um conjunto de indicações de que o ritmo seria reduzido, até porque o mundo mudou com o efeito de uma economia ainda forte nos Estados Unidos, com o Fed assumindo que o nível de inflação tinha mudado. Em cima disso, ainda tivemos a mudança da meta fiscal”, explicou o economista-chefe da Ágora Investimentos, Dalton Gardiman.

Mudança da meta fiscal brasileira para 2025

O principal fator citado pelos especialistas foi a proposta de reduzir as metas para as contas públicas dos próximos anos, feita pelo Ministério da Fazenda.

A medida foi anunciada em 15 de abril, por meio do projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2025. De acordo com o documento, o governo repetiria o déficit zero no ano que vem e só conseguiria alcançar o superávit (arrecadar mais do que gasta) em 2026.

Trata-se também de uma mudança de projeção. Antes, a previsão era conseguir o superávit ainda em 2025 e resultados mais expressivos nos anos seguintes. Veja abaixo.

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, afirma que a alteração das metas aumentou o nível das incertezas sobre o quadro fiscal do país e piorou o balanço de riscos do Banco Central. Com a decisão, o governo dá a entender que há um “menor compromisso fiscal” e “posterga a estabilização da dívida pública, além de diminuir a credibilidade do novo arcabouço”.

A situação das contas públicas vem sendo monitorada pelo BC desde o início do ciclo de cortes da taxa básica de juros. Já em setembro, por exemplo, na segunda redução da Selic, a instituição já havia salientado a “importância da execução das metas fiscais” para a ancoragem das expectativas de inflação e para a condução da política monetária.

Nessa reunião, não foi diferente. Em comunicado divulgado após a decisão desta quarta-feira, o colegiado afirmou que "acompanhou com atenção os desenvolvimentos recentes da política fiscal e seus impactos sobre a política monetária".

"O Comitê reafirma que uma política fiscal crível e comprometida com a sustentabilidade da dívida contribui para a ancoragem das expectativas de inflação e para a redução dos prêmios de risco dos ativos financeiros, consequentemente impactando a política monetária", informou o colegiado no documento.

Para o economista e sócio-fundador da Oriz Partners, Carlos Kawall, há um “antagonismo entre Brasil e Brasília” que precisa ser observado pelos investidores.

“Enquanto o Brasil tem fundamentos econômicos mais sólidos, vemos que o que vem de Brasília muitas vezes não ajuda. [...] E o fato é que, hoje, na minha visão, estamos sem uma autêntica âncora fiscal”, afirmou o executivo em live promovida pela Warren Investimentos na última terça-feira (7).

“Substituímos a âncora por uma regra excessivamente flexível, que traz uma inquietação do ponto de vista da trajetória da dívida pública. [...] Ainda há muita incerteza sobre a implementação e a real eficácia da regra fiscal e, portanto, da trajetória da dívida [em relação ao] PIB”, complementou.

Perspectiva sobre juros dos EUA

Outro ponto importante para a decisão do Copom desta quarta-feira foram as sinalizações dadas pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). No fim do ano passado, uma onda de euforia se instalou nos mercados com a perspectiva de que o Fed também iniciasse uma redução dos juros a partir de março.

Conforme surgiram dados fortes da economia norte-americana, que indicaram um mercado de trabalho aquecido e uma persistência da inflação no país, o ânimo dos investidores foi minguando. De março, as projeções mudaram para maio e agora estão em setembro.

Juros mais altos nos EUA tornam os países emergentes menos atrativos e acabam gerando uma migração dos investimentos para dentro da maior economia do mundo, retirando dinheiro de outros mercados. No caso do Brasil, o desgosto com o Fed veio junto com a mudança da meta fiscal, agravando a situação para os juros domésticos.

Como os juros nos Estados Unidos influenciam a decisão do Copom

Na última quarta-feira (1º), o Fed decidiu, pela sexta vez consecutiva, manter os juros básicos do país inalterados na faixa entre 5,25% e 5,50%. No comunicado, mais uma vez manifestou preocupação com a falta de avanço no processo de desinflação dos EUA.

Apesar de o presidente do Fed, Jerome Powell, ter indicado que acha “improvável” que haja um novo aumento na taxa básica do país, a sinalização é que os preços continuam em patamares elevados demais – o que continua a empurrar para frente o início de cortes de juros por lá.

Quanto mais a situação se arrasta, mais afoito o BC do Brasil fica de reduzir demais os juros por aqui. Na prática, significa que os juros devem demorar mais tempo a cair ou ficar mais altos ao final do ciclo de cortes.

Antes mesmo do Copom desta quarta, o mercado já se manifestava: no boletim Focus (relatório que reúne as projeções de economistas), as estimativas para a taxa Selic já saíram de 9% para 9,63% em 2024.

Quais as sinalizações do Copom para a taxa de juros?

Além da decisão de descumprir o forward guidance e reduzir o ritmo de cortes da Selic, o Banco Central também deixou uma porta aberta para a possibilidade de novos cortes à frente.

De acordo com comunicado divulgado após a decisão, o comitê informou que, de forma unânime, "avalia que o cenário global incerto e o cenário doméstico marcado por resiliência na atividade e expectativas desancoradas demandam maior cautela".

O colegiado ainda ressaltou que a "política monetária deve se manter contracionista até que se consolide não apenas o processo de desinflação como também a ancoragem das expectativas em torno de suas metas" e reforçou que a "extensão e a adequação de ajustes futuros na taxa de juros serão ditadas pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta".

Segundo os especialistas ouvidos pelo g1, apesar de um tom mais cauteloso por parte do BC ser esperado pelo mercado, dado o cenário macroeconômico atual.

Ainda assim, o fato de não ter sido uma decisão unânime tende a pesar no mercado, que segue incerto sobre como deve ser a transição para a nova gestão do Banco Central. O mandato de Roberto Campos Neto, atual presidente da instituição, se encerra no fim de 2024.

Para o sócio-fundador da Armor Capital Alfredo Menezes, o dissenso na decisão é uma das “piores coisas” que poderiam ter acontecido nesta reunião.

“O dissenso diz que esse Banco Central novo, que vai entrar, é mais dovish [menos agressivo na condução da política monetária], que vamos ter uma inflação média mais alta e juros menores na economia”, comentou durante live da Warren Investimentos.

Veja como foi a votação nesta reunião:

Votaram por uma redução de 0,25 ponto percentual os seguintes membros do Comitê:

  • Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente);
  • Carolina de Assis Barros;
  • Diogo Abry Guillen;
  • Otávio Ribeiro Damaso;
  • e Renato Dias de Brito Gomes.

Votaram por uma redução de 0,50 ponto percentual os seguintes membros:

  • Ailton de Aquino Santos;
  • Gabriel Muricca Galípolo;
  • Paulo Picchetti;
  • e Rodrigo Alves Teixeira.

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