Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Veja ranking de alimentos mais radioativos, castanha-do-Pará fica em primeiro lugar. Para desenvolver um câncer, a pessoa precisaria comer um milhão de bananas de uma vez só. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Vivian Souza, g1 Postado em 11 de julho de 2023 às 07h10m #.*Post. - N.\ 10.865*.#
Banana — Foto: Aleksandar Pasaric / Pexels
Toda vez que nos alimentamos com uma banana, estamos ingerindo
radioatividade e isso não é exclusivo dela. Outros alimentos, como a
castanha-do-Pará, a cerveja e até a água, também têm esse componente em
sua estrutura.
Mas não precisa ter medo, a quantidade de radiação não é o suficiente para fazer mal à saúde. Por exemplo, para desenvolver um câncer, a pessoa precisaria comer um milhão de bananas de uma vez só.
Quase
todos os alimentos que consumimos têm um grau de radioatividade,
explica o pesquisador do Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear
(CDTN), Bruno Melo Mendes.
Isso porque
existem materiais radioativos que estão no solo desde que a terra foi
criada, sendo passados para os alimentos cultivados e até mesmo para a
água. Há ainda radiação na atmosfera, que entra no nosso organismo sempre que respiramos - sim, nós também temos a nossa radiação natural.
Confira os 10 alimentos mais radioativos — Foto: Luisa Rivas / g1
A radiação da banana
Normalmente, os alimentos possuem a radiação derivada do potássio. No
caso da banana, que é muito rica neste elemento, se trata do componente
Potássio 40, diz Mendes.
Mas se trata de uma quantidade muito pequena. A banana tem 0,1
microsievert (μSv), medida usada para indicar o impacto da radiação
ionizante sobre os seres humanos, chamada também de dose equivalente,
que leva em conta os efeitos biológicos da radiação absorvida.
A banana também é considerada uma unidade de medida de radiação, é a
dose equivalente de banana (DEB), outra forma de chamar o μSv.
Por exemplo, ao dormir ao lado de alguém, somos expostos a 0,05 μSv, uma dose equivalente a meia banana.
Para causar a morte imediata, a quantidade de radiação deve ser de 5 milhões de μSV, aponta o pesquisador.
Já para causar câncer, um estudo com sobreviventes de Hiroshima e
Nagasaki aponta que seria necessária uma dose de 100 milisievert (mSv), um milhão de vezes maior do que ingerimos ao comer uma banana.
Ainda assim, um caminhão cheio com a fruta poderia acionar um detector
de radioatividade mais sensível. Isso porque a energia consegue
atravessar objetos e chegar até o detector.
Mendes explica que o nosso corpo está acostumado com pequenas doses de
radioatividade e que isso é importante para a evolução dos seres vivos.
"Então, a radioatividade contribui para essa diversidade do planeta",
diz.
Portal faz catalogação de voos desde 2009. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 10/07/2023 19h18 Atualizado há uma hora Postado em 10 de julho de 2023 às 20h20m #.*Post. - N.\ 10.864*.#
Mais de 134 mil voos foram registrados em apenas um dia — Foto: Flightradar24
A quinta-feira (6) foi o dia mais cheio da avião comercial com 134.386 voo registrados, segundo o site Flightradar24.
Entraram para a contagem da Flightradar24 voos de carga, voos fretados,
alguns voos executivos e voos comerciais de passageiros.
O portal, criado em 2006, faz a catalogação de voos em todo o mundo desde 2009.
Veja cenário atual, respostas e análise Gestão Lula termina primeiro semestre celebrando reversão do cenário de caos na Amazônia, mas enfrenta dilema com desmate no Cerrado, que ocorre em áreas cujos donos são conhecidos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Júlia Putini, g1 09/07/2023 05h00 Atualizado há um dia Postado em 10 de julho de 2023 às 007h30m #.*Post. - N.\ 10.863*.#
Foto aérea mostra uma área desmatada durante uma operação de combate ao
desmatamento perto de Uruara, Estado do Pará, em janeiro de 2023. —
Foto: Reprodução/Reuters
Quais os motivos para a queda no desmatamento na Amazônia e o aumento
no Cerrado no 1º semestre de 2023? De um lado, as explicações passam
pela retomada da aplicação de multas e da proibição de uso de terras
desmatadas. Do outro, o desafio é frear a devastação que ocorre, em sua
maioria, em áreas cujos responsáveis têm nome e CPF conhecido.
Apesar do momento oposto, o governo e especialistas afirmam que é
possível apontar perspectivas menos sombrias para ambos os biomas
brasileiros com a retomada de uma política ambiental na gestão Lula.
Abaixo, veja os números de cada bioma, as explicações para cada realidade e a análise de especialistas:
Os números de cada bioma
Desmatamento na Amazônia:
Total de áreas sob alerta de desmate caiu 33,6% no 1º semestre; número
equivale a 2.649², segundo o Sistema de Detecção de Desmatamento em
Tempo Real (Deter);
Desmatamento no Cerrado: total de alertas cresceram 21% no 1º semestre, número equivale a 4.408 km².
Queda na Amazônia: principais ações
Retomada da cobrança de multas a infratores ambientais: foram aplicados R$ 2,3 bilhões em multas (via Ibama), aumento de 167% em relação ao mesmo período do ano anterior;
Intensificação dadestruição de equipamentos usados em crimes ambientais: o ICMBio aplicou 452 termos de destruição de equipamento, alta de 138%
Retorno da aplicação deembargos remotos:
embargo é a medida que veta ou congela o uso da área onde um crime
ambiental foi cometido. Governo está aplicando a sanção com uso de
satélites. Foram 3.341 autos de infração, aumento de 166%;
Intensificação dafiscalização:
apreensão de 3 mil cabeças de gado, 25 aeronaves, 36 toneladas de
cassiterita, e 30 barcos, entre outros bens; foram ainda desmobilizados
335 acampamentos de garimpeiros apenas na Terra Indígena Yanomami.
Dificuldade de monitorar autorizações para desmatamento:
governo estima que mais da metade do desmate no bioma tenha sido
autorizado por órgãos ambientais regionais. Sabe-se, por exemplo, que
apenas no Cerrado baiano, entre 2007 e junho de 2021, foi autorizada a
supressão de uma área total de mais de 500 km².
Áreas com cadastro (CAR) lideram desmatamento: 76% dos alertas foram registrados em áreas cujos donos são cadastrados
Falta de reconhecimento do território ocupado por povos tradicionais: só 8% do bioma são legalmente protegidos com unidades de conservação.
Falta um Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento:
enquanto a Amazônia tem o instrumento desde 2004 (embora tenha sido
suspenso na gestão Bolsonaro), o plano para o Cerrado está em elaboração
e deve ser lançado em outubro;
Desmatamento concentrado:
26 municípios concentram cerca de 50% dos alertas de janeiro a junho de
2023; governo quer definir municípios críticos no Cerrado para inclusão
Pacto Federativo pelo Desmatamento Ilegal Zero.
Análise dos especialistas e o que diz o governo
Para o governo federal, os números, sobretudo da Amazônia, indicam que a primeira missão foi alcançada: reverter a tendência de aumento.
Sob a gestão Jair Bolsonaro, foram 4,8 mil km² de desmatamento no
segundo semestre de 2022, um aumento de 54% na comparação com o mesmo
período do ano anterior. Para ambientalistas, os dados do primeiro
semestre mostram aretomada de uma política séria rumo às metas de desmatamento zero.
Para Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, "o
governo passado não inaugurou o desmatamento no Brasil, mas inaugurou a
parceria do governo com o crime".
Ele diz que esses primeiros resultados positivos não podem dar a falsa sensação de que a causa está ganha.
"O governo tem um pacote em prática para reduzir o desmatamento, mas o congresso tem um pra acelerar. Tem que ficar com um olho no chão da floresta e outro no tapete do congresso porque o combate ao desmatamento se dá nesses dois setores", analisa.
Apesar de os dados do Cerrado serem relativamente novos, visto que a
série histórica iniciou em 2019, o bioma possui várias fisionomias
diferentes e havia um desafio tecnológico para identificar cada uma dessas áreas.
"Historicamente, ele tem sido tratado como menos importante para a
conservação, tido como importante apenas para a produção de grãos,
intensificada desde a década de 70, o que é importante para o
agronegócio", diz Ana Carolina Crisostomo, especialista de conservação
do WWF-Brasil.
Os números recordes significam que o bioma está absorvendo os impactos do maior rigor com a Amazônia.
Uma das alternativas para ajudar a refrear isso é o reconhecimento dos
territórios ocupados por povos e comunidades tradicionais, segundo
Isabel Figueiredo, coordenadora do Programa Cerrado e Caatinga do
Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN).
"A relevância das comunidades na proteção é muito estratégica, mas elas também estão em insegurança fundiária", afirma.
Figueiredo, que também é integrante do Projeto Ceres (Cerrado
Resiliente), destaca que é preciso que se compreenda um pouco mais a
relevância do Cerrado para o contexto nacional.
Tido como o "berço das águas" do país, ele abriga reservas hídricas que vertem para a bacia amazônica.
Crisostomo diz ainda que as autorizações de supressão da vegetação têm
sido emitidas pelos órgãos públicas sem consonância com a legislação,
além de faltar transparência nos dados.
O levantamento "Desmatamentos Irregulares no Cerrado Baiano: uma
política de estado", feito pelo WWF em parceira com o instituto IMATERRA
e outros, identificou que dentre 5 mil autorizações, a maioria não está
disponível para a sociedade civil.
Ela é considerada uma das mulheres mais poderosas da Antiguidade – e uma das mais belas. No entanto, muitos mistérios ainda pairam sobre a Rainha do Nilo. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Suzanne Cords, Deutsche Welle 09/07/2023 05h00 Atualizado há 04 horas Postado em 09 de julho de 2023 às 09h00m #.*Post. - N.\ 10.862*.#
Com um olhar altivo e inacessível, Nefertiti parece olhar para longe. Pouco se sabe sobre essa mulher que viveu no antigo Egito
há cerca de 3.500 anos. É sabido, sim, que seu nome significa "A bela
chegou". Mas se era alta ou baixa, severa, generosa ou arrogante — tudo
isso jaz na escuridão da história. Não há relatos de testemunhas
oculares; nenhum papiro fala sobre sua vida. Apenas alguns relevos e
inscrições antigas revelam alguns detalhes sobre a misteriosa Nefertiti.
Sabe-se que ela se casou com Amenófis 4º ainda jovem, provavelmente
entre os 12 e 15 anos. Amenófis 4º foi o "faraó herético", que aboliu o
politeísmo e passou a adorar apenas o deus do Sol Aton, representado
como um disco radiante de luz. Ele também mudou seu nome para Aquenáton
("Aquele que serve a Aton"), ao tempo que Nefertiti teria se tornado
Neferneferuaton ("Bela é a beleza de Aton").
Em Berlim, mais algumas pistas sobre Nefertiti podem ser encontradas no
Neues Museum, que aloja o famoso busto na Ilha dos Museus. Olivia Zorn,
vice-diretora da coleção egípcia, conta, por exemplo, que o cargo de
"Grande Esposa Real" colocou Nefertiti em pé de igualdade com o marido.
"Eles
formaram uma tríade com o deus Aton, ou seja, uma trindade. Aton,
Aquenáton e Nefertiti eram uma espécie de unidade governamental", conta
ela à DW.
Uma nova cidade para o deus Aton
Por volta de 1.350 a.C. o casal governante deixou a capital Tebas e
mandou construir uma nova residência real. Em pouco tempo, surgiria
Achet-Aton ("Horizonte de Aton"), cidade de 50 mil habitantes situada em
um vale protegido por penhascos íngremes — a planície de Amarna.
Aquenáton também mandou construir um templo para o deus do Sol em tempo
recorde, o Gem-pa-Aton ("Aton foi encontrado"). Com a imposição do
monoteísmo, o casal governante fez inimigos poderosos. Milhares de
sacerdotes ficaram desempregados.
Aquenáton morreria no 17º ano de seu reinado. "O que aconteceu com
Nefertiti, ninguém sabe", diz Zorn. Alguns acreditam que, por um tempo
após a morte do marido, ela tenha reinado sob o nome de Semencaré. "Mas
também é bem possível que ela tenha morrido antes dele", pontua a
especialista.
"A mais vívida obra de arte egípcia"
A história toda só ganharia mais clareza na dinastia seguinte, sob o
lendário Tutancâmon. Ao lado de seus conselheiros, o faraó ressuscitou
os antigos deuses. Já as construções de Aquenáton em homenagem a Aton
foram demolidas e usadas como pedreira. A nova capital Aquenáton
também foi destruída — e talvez nunca mais tivéssemos ouvido falar de
Nefertiti se não fosse o arquiteto e egiptólogo alemão Ludwig Borchardt,
que viajou ao Egito no início do século 20 atrás dos rastros da misteriosa cidade de Amarna.
Em nome do Imperador Guilherme 2º, Borchardt procurava objetos para os
museus reais de Berlim. Em 6 de dezembro de 1912, ele e sua equipe de
escavação encontraram o ateliê de um escultor que teria vivido em 1.300
a.C.. Numerosos bustos foram encontrados sob os escombros, incluindo um
com a famosa coroa azul escuro. Excetuando pela falta do olho esquerdo, a
figura de orelhas salientes e olhos delineados chamava a atenção por
estar praticamente intacta.
Borchardt estava entusiasmado: "Tínhamos a mais vívida obra de arte
egípcia em nossas mãos", observou. "Busto da rainha pintado em tamanho
real, com 47 cm de altura. ...Excelente trabalho."
Hoje inconfundível, a coroa de Nefertiti era comum no antigo Egito,
assim como as perucas volumosas. Acredita-se, aliás, que a cabeça da
rainha fosse raspada, pois além de ser mais prático diante do pesado
adorno, isso impedia a proliferação de piolhos. Mas como ela realçava a
sua beleza?
"A
maquiagem, no sentido de hoje, não existia naquela época", explica
Olivia Zorn. "Mas os olhos eram maquiados com este lindo delineador. Ele
também tinha um efeito antisséptico, pois mantinha afastadas as
bactérias capazes de provocar infecções oculares e cegueira."
Nefertiti em troca de um retábulo
Borchardt trouxe o busto de Nefertiti para Berlim com o apoio
financeiro da Sociedade Alemã do Oriente, que financiara sua missão no Egito. De acordo com os regulamentos em vigor na época, todos os achados antigos eram divididos igualmente entre o Egito e o país que realizava as escavações. Borchardt, no caso, representava o Império alemão.
Gaston Maspero, diretor do Serviço de Antiguidades, sob a égide da
França, encarregou seu colega Gustave Lefebvre de regulamentar a divisão
do achado. Numa das partes estava, entre outras coisas, o busto de
Nefertiti, enquanto a segunda continha um retábulo mostrando o casal
real Aquenáton e Nefertiti com três de seus filhos.
Como o Museu do Cairo não dispunha de nenhum retábulo até então, ele
optou por abrir mão do busto. Posteriormente, Borchardt seria acusado de
ter apresentado o busto apenas à meia-luz para que não despertasse o
interesse de Lefebvre.
Um ideal moderno de beleza
E assim a bela egípcia viajou até Berlim, onde só seria apresentada ao
público em 1924 — e logo provocando um verdadeiro estrondo. Ela estampou
capa das revistas e virou um ícone publicitário: não só de cosméticos,
perfumes e joias, mas também de cerveja, café e até cigarros. Soterrada
na areia do deserto por milhares de anos, Nefertiti se tornava mais uma
vez um ídolo admirado — provavelmente como o fora durante a vida.
"Mesmo
no início do século 20, ela já correspondia ao ideal moderno de beleza
de hoje, com maçãs do rosto proeminentes e um rosto bem desenhado", diz
Zorn. "Mas se esse era o ideal de beleza de quase 3.500 anos atrás, já
não podemos dizer com certeza", acrescenta.
Os mistérios do busto de Nefertiti
O busto policromado não é a única imagem preservada de Nefertiti.
Esculturas antigas mostram a rainha egípcia de mãos dadas com Aquenáton
em cerimônias religiosas ou no papel carinhoso de mãe de seis filhas.
Além disso, outras estátuas foram encontradas.
Dentro do busto há uma espécie de núcleo feito de calcário, no qual o
escultor modelou o rosto de Nefertiti. Imagens de tomografia
computadorizada geradas em 2007 revelaram que a rainha provavelmente era
muito magra e tinha rugas bem marcadas. "Sobre ela, o artista colocou
uma fina camada de gesso, que funciona então como uma boa base de
maquiagem e esconde as imperfeições", explica Zorn.
O
fato de o famoso busto não ter um olho provavelmente não significa que
Nefertiti era caolha. "Trata-se apenas de um modelo, usado pelo artista
para criar outras estátuas da rainha", afirma a especialista. "Ele
provavelmente optou por não colocar um dos olhos embutidos para testar
diferentes materiais", conjectura.
O problema do nariz autêntico
Para obter uma reconstrução mais precisa do verdadeiro rosto de
Nefertiti, seria preciso ter a múmia dela. "Mas até agora a múmia de
Nefertiti não foi claramente identificada, apesar das inúmeras
tentativas", conta Zorn, acrescentando que mesmo que isso aconteça um
dia, sempre haverá imprecisões.
"As
múmias, naturalmente, se desgastam. Restam apenas pele e ossos, e o
mais difícil de uma reconstrução facial é geralmente o nariz."
Claro que existem cientistas que podem dizer exatamente quanta carne
havia sob aquela pele, diz Zorn. "Mas não acho que seja possível
reconstruir claramente um nariz com as possibilidades de hoje". Quase
3.500 anos após sua morte, é impossível dizer como Nefertiti era de
fato. E é exatamente por isso que, graças ao busto, ela permanece na
memória como uma beleza fora do comum.
Áreas mais afetadas serão as chapadas Diamantina e do Araripe, além de parte do Planalto da Borborema. Banco de dados utiliza mais de 400 mil registros relacionados a cerca de 3 mil espécies. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Gabriella Ramos, g1 Campinas e Região 09/07/2023 04h00 Atualizado há 02 horas Postado em 09 de julho de 2023 às 06h15m #.*Post. - N.\ 10.861*.#
Caatinga em Lajes do Cabugi, no Rio Grande do Norte — Foto: Willianilson Pessoa
As mudanças nos padrões de chuvas e temperatura podem causar a perda de espécies vegetais em 99% do território da Caatinga até 2060, aponta um estudo da Unicamp.
A projeção revela ainda que as áreas mais afetadas serão as chapadas
Diamantina e do Araripe, além de parte do Planalto da Borborema.
O levantamento foi realizado a partir de um banco de dados com mais de 400 mil registros relacionados à ocorrência de aproximadamente 3 mil espécies.
Com a ajuda de métodos estatísticos e algoritmos de inteligência
artificicial, os pesquisadores identificaram como cada planta respondia
às variações características do clima.
Primeiro autor dapesquisa,
o professor Mário Moura, do Instituto de Biologia, explica que o
mapeamento das espécies considerou dois tipos de vegetação: a arbórea, que geralmente consiste em árvores de grande porte; e a não arbórea, que inclui cactos, gramas e capins, por exemplo.
"Nós
percebemos que, no cenário otimista, 50 espécies de plantas poderiam
ser extintas na Caatinga, e no cenário pessimista esse número chegaria a
250. Então 99% do território vai ter perda de espécies, especialmente a
região Sul do bioma e a Noroeste, que são pontos turísticos muitas
vezes", afirma o pesquisador.
Cenários possíveis
Após a junção das informações sobre a ocorrência de espécies e
variações do clima, o próximo passo foi cruzar os dados com os cenários
de mudanças globais disponibilizados pelo Painel Intergovernamental
sobre Mudanças Climáticas (IPCC, na sigla em inglês).
"Uma vez que identificamos essa relação entre ocorrência da espécie e
clima, podemos pegar os mapas de clima do futuro e projetar essa mesma
relação. [...] No final das contas, fazendo todas essas combinações,
foram quase 1,5 milhão de mapas gerados", detalha Moura.
Os mapas revelaram, ainda, que 40% das comunidades de espécies vegetais da Caatinga devem passar por um processo de simplificação, no qual espécies raras e exclusivas a uma região são substituídas por plantas comuns, tornando o bioma menos variado.
"É
como se você pegasse a biodiversidade, colocasse num liquidificador e
batesse. Isso reduz um pouco a eficiência de todos os serviços
ecossistêmicos, ou a própria resiliência que essa biodiversidade pode
ter aos impactos do clima", diz.
Professor Mário Moura, do Instituto de Biologia (IB) da Unicamp — Foto: Antoninho Perri/Unicamp
Consequências
Presente exclusivamente no Brasil, a Caatinga abrange 10% do território
nacional, ainda que aproximadamente um terço da extensão do bioma tenha
sido convertida em áreas agrícolas, e abriga cerca de 30 milhões de
pessoas, segundo o pesquisador.
A perda de espécies vegetais afeta diretamente o ecossistema, prejudicando o processo de fotossíntese, aumentando a concentração de gás carbônico na atmosfera e acentuando os efeitos das mudanças climáticas.
"Quando a gente fala que tem uma floresta de pé, tem carbono no tronco,
nas raízes e nas folhas da floresta. Quando tem desmatamento, você
perde aquela vegetação que estava fazendo fotossíntese, então o
sequestro de carbono que aquela vegetação fazia, você deixou de ter",
explica Moura.
Para o pesquisador, os impactos climáticos não podem ser revertidos, apenas atenuados.
Para isso, a esperança é de que estudos como esse possam orientar as
esferas pública e privada em direção a políticas de preservação
ambiental.
"É
a última década que a humanidade tem para tentar frear isso. É como se
você tivesse uma bola de neve para descer na montanha: vai chegar um
ponto ali em que você não consegue segurar mais essa bola de neve. Ela
vai embora e você não consegue frear", analisa.
Caatinga no Rio Grande do Norte — Foto: Willianilson Pessoa