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sábado, 22 de outubro de 2022

Brasileira que ficou milionária ao vender tapioca nos EUA ganha prêmio por empresa alimentícia: 'Misto de emoções'

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Em conversa ao g1, Verônica Oliveira contou que alegria e gratidão a definem no momento.
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Por g1 BA

Postado em 22 de outubro de 2022 às 10h00m

 #.*Post. - N.\ 10.517*.#

Brasileira que ficou milionária ao vender tapioca nos EUA ganha prêmio de destaque por empresa alimentícia — Foto: Arquivo Pessoal
Brasileira que ficou milionária ao vender tapioca nos EUA ganha prêmio de destaque por empresa alimentícia — Foto: Arquivo Pessoal

A empresária baiana que ficou milionária após deixar o Brasil para vender tapioca nos Estados Unidos, ganhou o prêmio Best of Framingham 2022, na categoria Fornecedor de Produtos Alimentícios pelo Framingham Award Program, no estado de Massachusetts.

O Framingham Award Program foi criado para reconhecer os melhores negócios da cidade. A organização trabalha exclusivamente com empresários locais, grupos comerciais, associações profissionais e grupos comerciais de publicidade e marketing.

Verônica Oliveira, conhecida como a rainha da tapioca nos EUA, contou ao g1 que alegria e gratidão tomaram conta dela ao receber a premiação, e que esses sentimentos a definem no momento.

''Foi um misto de emoções. Alegria e gratidão por ter meu trabalho reconhecido aqui nos Estados Unidos, onde tem tantas empresas cheias de talento, meu trabalho ter sobressaído'', disse.

Com o prêmio, o negócio de Verônica Oliveira entra na lista das empresas que contribuem para a economia dos EUA.A empresária contou que ao receber a notícia da premiação, passou um filme pela sua cabeça, onde ela relembrou toda a sua trajetória e os esforços que foram precisos para ter o trabalho reconhecido.

''Nosso melhor e maior tempero é a nossa alegria, nosso sorriso, essa coisa que só nós brasileiros temos em especial. O tempero baiano mudou a minha vida.''

prêmio Best of Framingham 2022, na categoria Fornecedor de Produtos Alimentícios pelo Framingham Award Program — Foto: Arquivo Pessoal
Prêmio Best of Framingham 2022, na categoria Fornecedor de Produtos Alimentícios pelo Framingham Award Program — Foto: Arquivo Pessoal

Natural de Belo Campo, cidade a 60 km de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia, Verônica contou da importância da sua cidade natal e como seu local de origem a ajudou a trilhar o caminho do empreendedorismo. Com o tempero baiano, ela tem visto seus sonhos se tornarem realidade.

"Passa um filme de quando chegamos aqui, sem saber como seria o nosso futuro e as perspectivas. Mas com muito esforço e mão na massa, literalmente, nós conseguimos", disse.

Após a conquista da premiação, Verônica diz que ainda tem muitos projetos e objetivos pela frente. A empresária deseja ganhar cada vez mais reconhecimento e aprimorar seus produtos sempre que possível.

''Ainda temos muito trabalho pela frente. O meu desejo é alcançar a totalidade do mercado americano'", reforçou.
História
Brasileira fica milionária após vender tapioca nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Pessoal
Brasileira fica milionária após vender tapioca nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Pessoal

Verônica Oliveira mudou-se para os Estados Unidos em 2009, sozinha, sem falar inglês e sem condições financeiras para ficar no país.

Apesar das dificuldades, via nesse novo caminho uma forma de encontrar algum reconhecimento profissional. No entanto, para alcançá-lo, trabalhou como faxineira em casas, escolas e escritórios.

Após quatro anos nos EUA, ela deu início à venda de tapiocas e foi aí que o cenário financeiro começou a mudar. Em 2015, Verônica comprou um restaurante, o BR Takeout, com foco na comida mineira e nordestina, na cidade de Framingham- Massachusetts. Hoje, a empresa que ela deu início com US$ 30, fatura US$ 1,5 milhão por ano.

Outra ação da empresária é uma fábrica de tapioca vegana, sem glúten, sem açúcar, sem conservantes e sem sódio, comercializada em vários pontos de vendas em Massachusetts e com entrega nos Estados Unidos inteiro.

A baiana emprega 16 funcionários diretos e 50 funcionários indiretos. Além de dirigir duas empresas, ela oferece mentoria para mulheres que desejam empreender e começar do zero, assim como ela.

Brasileira fica milionária após vender tapioca nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Pessoal
Brasileira fica milionária após vender tapioca nos Estados Unidos — Foto: Arquivo Pessoal

Veja mais notícias do estado no g1 Bahia.

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sexta-feira, 21 de outubro de 2022

Arremesso de canguru, urso de três cabeças e DR entre pinguins: veja finalistas do concurso de fotos mais engraçadas da vida selvagem

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Os vencedores serão anunciados em 8 de dezembro.
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Por g1

Postado em 21 de outubro de 2022 às 12h50m

 #.*Post. - N.\ 10.516*.#

O concurso Comedy Wildlife Photography Award, que premia as fotos mais engraçadas da vida selvagem, divulgou as imagens finalistas da edição de 2022.

Entre as fotos 40 fotos selecionadas estão o arremesso de canguru, o urso de "três cabeças" e até uma DR entre pinguins. Também tem a zebra "soltando um pum", um guaxinim dando um "oi" e um macaco "examinando" outro.

Os vencedores serão anunciados em 8 de dezembro. Os internautas podem votar na sua foto favorita no site Affinity Photo People's Choice Award até o dia 27 de novembro.

Veja alguns finalistas

DR entre pinguins: "fala com a minha mão" — Foto: Jennifer Hadley/Comedy Wildlife 2022
DR entre pinguins: "fala com a minha mão" — Foto: Jennifer Hadley/Comedy Wildlife 2022


O esquilo voador — Foto: Alex Pansier/Comedy Wildlife 2022
O esquilo voador — Foto: Alex Pansier/Comedy Wildlife 2022


O arremesso de canguru — Foto: Michael Eastwell/Comedy Wildlife 2022
O arremesso de canguru — Foto: Michael Eastwell/Comedy Wildlife 2022


O guaxinim dando um olá — Foto: Miroslav Srb/Comedy Wildlife 2022
O guaxinim dando um olá — Foto: Miroslav Srb/Comedy Wildlife 2022


Um macaco "examinando" o outro — Foto: Federica Vinci/Comedy Wildlife 2022
Um macaco "examinando" o outro — Foto: Federica Vinci/Comedy Wildlife 2022


Uma zebra "solta um pum" — Foto: Vince Burton/Comedy Wildlife 2022
Uma zebra "solta um pum" — Foto: Vince Burton/Comedy Wildlife 2022


O urso de três cabeças — Foto: Paolo Mignosa/Comedy Wildlife 2022
O urso de três cabeças — Foto: Paolo Mignosa/Comedy Wildlife 2022


Um peixe dando um "soco" no urso — Foto: John Chaney/Comedy Wildlife 2022
Um peixe dando um "soco" no urso — Foto: John Chaney/Comedy Wildlife 2022


Um peixe "vomitando" resíduos de coral — Foto: Paul Eijkemans/Comedy Wildlife 2022
Um peixe "vomitando" resíduos de coral — Foto: Paul Eijkemans/Comedy Wildlife 2022


Um esquilo mostrando a língua — Foto: Lee Zhengxing/Comedy Wildlife 2022
Um esquilo mostrando a língua — Foto: Lee Zhengxing/Comedy Wildlife 2022

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quinta-feira, 20 de outubro de 2022

Como a Peste Negra de 700 anos atrás ainda afeta nossa saúde hoje em dia

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Mutações genéticas que salvaram as pessoas na época estão causando doenças autoimunes hoje.
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TOPO
Por James Gallagher, BBC

Postado em 20 de outubro de 2022 às 13h35m

 #.*Post. - N.\ 10.515*.#

Restos mortais das covas para vítimas da peste em Londres foram usados ​​na análise genética — Foto: MUSEUM OF LONDON/BBC
Restos mortais das covas para vítimas da peste em Londres foram usados ​​na análise genética — Foto: MUSEUM OF LONDON/BBC

A devastação causada pela pandemia de peste deixou uma marca genética tão forte na humanidade que ainda afeta nossa saúde quase 700 anos depois.

Cerca de metade da população morreu quando a Peste Negra varreu a Europa em meados de 1300.

Um estudo pioneiro que analisou o DNA de ossadas centenárias encontrou mutações que ajudaram as pessoas a sobreviver à doença.

Mas essas mesmas mutações estão ligadas a doenças autoimunes que afligem a população hoje.

A Peste Negra é um dos capítulos mais significativos, mortais e sombrios da história humana. Estima-se que até 200 milhões de pessoas morreram.

Pesquisadores de um novo estudo suspeitam que um evento de tamanha proporção pode ter moldado a evolução humana.

Eles analisaram o DNA retirado dos dentes de 206 esqueletos antigos — e foram capazes de datar com precisão os restos mortais como sendo de antes, durante ou depois da Peste Negra.

A análise incluiu ossadas das covas para vítimas da peste do cemitério de East Smithfield que foram usadas ​​para sepultamentos em massa em Londres, no Reino Unido, além de amostras vindas da Dinamarca.

Esta pesquisadora está analisando um dente antigo que contém DNA degradado — Foto: MCMASTER UNIVERSITY/BBC
Esta pesquisadora está analisando um dente antigo que contém DNA degradado — Foto: MCMASTER UNIVERSITY/BBC

A descoberta, publicada na revista científica Nature, envolve mutações em um gene chamado ERAP2.

Quem possui determinadas mutações tem 40% mais chances de sobreviver à peste.

"É bastante, é um efeito enorme, é uma surpresa encontrar algo assim no genoma humano", afirma Luis Barreiro, professor da Universidade de Chicago, nos EUA.

A função do gene é produzir as proteínas que desmembram os micróbios invasores e mostrar os fragmentos ao sistema imunológico, preparando-o para reconhecer e neutralizar o inimigo de forma mais eficaz.

O gene aparece em diferentes versões — aquelas que funcionam bem e aquelas que não fazem nada — e você recebe uma cópia de cada progenitor.

Assim, os sortudos, com maior probabilidade de sobreviver, herdaram uma versão de alto desempenho da mãe e do pai.

E os sobreviventes da peste tiveram filhos, transmitindo assim essas mutações úteis, de modo que de repente se tornaram muito mais comuns.

"É grandioso ver uma mudança de 10% ao longo de duas a três gerações, é o evento de seleção mais forte em humanos até hoje", afirma o geneticista evolutivo Hendrik Poinar, professor da Universidade McMaster, no Canadá.

Os resultados foram confirmados em experimentos modernos usando a bactéria causadora da peste — Yersinia pestis. Amostras de sangue de pessoas com as mutações úteis foram mais capazes de resistir à infecção do que aquelas sem.

"É como assistir à Peste Negra se desenvolver em uma placa de Petri — é revelador", diz Poinar.

— Foto: UNIVERSITY OF CHICAGO/BBC
— Foto: UNIVERSITY OF CHICAGO/BBC

Ainda hoje essas mutações resistentes à peste são mais comuns do que eram antes da Peste Negra.

O problema é que foram associadas a doenças autoimunes, como a doença inflamatória intestinal de Crohn — ou seja, a mesma coisa que ajudou a manter seus ancestrais vivos há 700 anos pode estar prejudicando sua saúde hoje.

Outras forças históricas em nosso DNA têm um legado que sentimos. Cerca de 1% a 4% do DNA humano moderno vem da procriação entre nossos ancestrais com neandertais — e essa herança afeta nossa capacidade de responder a doenças, incluindo a covid-19.

"Assim, essas cicatrizes do passado ainda impactam nossa suscetibilidade a doenças hoje, de uma maneira bastante notável", observa Barreiro.

Segundo ele, a vantagem de sobrevivência de 40% foi o "efeito de aptidão seletiva mais forte já estimado em humanos". Aparentemente, diminui o benefício das mutações de resistência ao HIV (vírus causador da Aids) ou daquelas que ajudam a digerir o leite — embora ele alerte que as comparações diretas são complicadas.

Mas a pandemia de covid-19 não deixará um legado semelhante.

A evolução funciona por meio de sua capacidade de reproduzir e transmitir seus genes. A covid mata em grande parte os idosos que já passaram da fase de ter filhos.

Foi a capacidade da peste de matar em todas as faixas etárias e em números tão grandes que fez a doença ter um impacto tão duradouro.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/geral-63325946

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quarta-feira, 19 de outubro de 2022

Câmera digital mais potente do mundo tem 3,2 gigapixels – resolução é equivalente a 266 iPhones 13

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Com 1,65 metro de altura e 1,57 metro de diâmetro, a lente é tão potente que consegue captar o deslocamento de poeira sobre a superfície da lua. O equipamento será utilizado em observatório no Chile.
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Por g1

Postado em 19 de outubro de 2022 às 12h15m

 #.*Post. - N.\ 10.514*.#

A super lente tem 3,2 gigapixels e deverá ser utilizada durante 10 anos. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLACLab
A super lente tem 3,2 gigapixels e deverá ser utilizada durante 10 anos. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLACLab

Você consegue imaginar como seria uma câmera digital com 3,2 gigapixels? Sim – GIGApixels, uma capacidade de resolução de 3,2 mil megapixels ou 3,2 bilhões de pixels. Pois esse equipamento existe e está na Califórnia, Costa Oeste dos Estados Unidos. De forma mais específica, nos laboratórios do Centro de Aceleração Linear da Universidade de Stanford

O dispositivo fará parte do Large Synoptic Survey Telescope (LSST) – em tradução direta: Telescópio Grande para Pesquisa Sinóptica (entenda mais abaixo), cujo objetivo será registrar e catalogar, em um período de 10 anos, pelo menos 20 bilhões de galáxias espalhadas pelo universo.

A super lente tem 3,2 gigapixels – o equivalente a 1.500 televisores de alta definição ou 2.666 iphones. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
A super lente tem 3,2 gigapixels – o equivalente a 1.500 televisores de alta definição ou 2.666 iphones. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

Dessa forma, os cientistas esperam compreender melhor o surgimento dessas galáxias e a substância chamada "matéria escura", responsável pela composição de 95% do universo e cuja natureza ainda permanece desconhecida.

"É a primeira vez que um telescópio vai pesquisar um número de galáxias maior que a quantidade de habitantes da Terra", comparou o gerente do projeto, Vincent Riot.

A super lente no laboratório da Universidade de Stanford. — Foto: Farrin Abbott / SLAC
A super lente no laboratório da Universidade de Stanford. — Foto: Farrin Abbott / SLAC

A lente nasceu de uma parceria da Universidade de Stanford com o Brookhaven National Laboratory e o Centre National de la Recherche Scientifique – este último, da França.

Com 1,65 metro de altura, 1,57 metro de diâmetro e pesando cerca de três toneladas, a câmera é tão potente que consegue captar com clareza o deslocamento de poeira sobre a superfície da lua.

Em comparação, os cientistas envolvidos no projeto afirmam que a qualidade das imagens e quantidade de pixels geradas pela câmera é equivalente a 1.500 telas de televisores ou 266 iPhones 13.

O dispositivo começou a ser construído há sete anos em Tucson, no Arizona, e a expectativa é que seja totalmente finalizado em maio de 2023.

A super lente montada em uma estrutura no laboratório. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLAC National Accelerator Laboratory
A super lente montada em uma estrutura no laboratório. — Foto: Jacqueline Ramseyer Orrell/SLAC National Accelerator Laboratory


Super lente tem 1,65 metro de altura e 1,57 de diâmetro. — Foto: Infografia: Luisa Blanco/g1
Super lente tem 1,65 metro de altura e 1,57 de diâmetro. — Foto: Infografia: Luisa Blanco/g1

Observatório

Observatório Vera Rubin, no Chile. — Foto: Rubin Obs./NSF/AURA
Observatório Vera Rubin, no Chile. — Foto: Rubin Obs./NSF/AURA

A lente, que vai equipar a câmera mais potente do mundo, é parte integral do projeto Large Synoptic Survey Telescope (LSST) – em tradução direta: Telescópio Grande para Pesquisa Sinóptica.

O aparelho, com pouco mais de oito metros de altura, está em construção no local onde funcionará o Observatório Vera Rubin, no topo do Cerro Pachón, uma montanha da região andina de Coquimbo, 2.715 metros acima do nível do mar, no Chile.

A expectativa é que o observatório entre em funcionamento total em outubro de 2024.

Cientistas posam ao lado da super lente. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
Cientistas posam ao lado da super lente. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

Todos os números da lente são superlativos: o dispositivo terá 189 sensores – cada um deles, com 16 milímetros – que captarão o equivalente a 15 Terabytes por noite.

Termo que ficou mais conhecido por designar a capacidade de armazenamento de HSs externos, cada Terabyte corresponde a 1.024 gigabytes.

O aquecimento previsto para essa atividade é tão elevado que o dispositivo contará com um mecanismo de resfriamento, capaz de reduzir a temperatura em até - 100 Cº.

Super lente transportada de Tucson, no Arizona, onde foi construída, até o SLAC National Accelarator Laboratory, na Califórnia. — Foto:  Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory
Super lente transportada de Tucson, no Arizona, onde foi construída, até o SLAC National Accelarator Laboratory, na Califórnia. — Foto: Farrin Abbott/SLAC National Accelerator Laboratory

A colocação dos sensores foi uma das partes mais críticas da construção – não apenas pelo alto custo de cada um deles, mas pelo risco que uma colocação malfeita poderia causar à qualidade final do projeto.

"Foi como se estacionássemos Lamborghinis a milímetros uns dos outros", comparou Riot. 
Romanesco

A reprodução de um romanesco - vegetal parente do brócolis - foi a primeira imagem feita pela super lente. — Foto: LSST Camera Team/SLAC/VRO/Carnegie Institution
A reprodução de um romanesco - vegetal parente do brócolis - foi a primeira imagem feita pela super lente. — Foto: LSST Camera Team/SLAC/VRO/Carnegie Institution

Apesar de ser capaz de registrar galáxias que estão a muitos anos-luz da Terra, a primeira imagem captada pela super lente foi bem mais humilde: um romanesco – espécie de primo menos conhecido do brócolis.

A escolha não foi aleatória.

"A equipe da câmera escolheu cuidadosamente os objetos para a primeira sequência de imagens. Uma delas é a cabeça de um romanesco, um vegetal muito próximo do brócolis e selecionado por sua estrutura muito detalhada", diz um texto publicado no site do observatório.

Segundo os cientistas, a estrutura do vegetal se apresenta na forma de um fractal – forma geométrica muito complexa, portanto um bom teste para a câmera.

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Maioria dos municípios da Mata Atlântica têm menos de 30% de vegetação natural, aponta levantamento

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Urbanização, agricultura e pastagens são três atividades que mais avançaram sobre o território original da floresta.
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Por Júlia Putini, g1

Postado em 19 de outubro de 2022 às 10h10m

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Paraná é o 3º estado que mais derrubou área de Mata Atlântica no primeiro semestre de 2022 — Foto: Reprodução/RPC
Paraná é o 3º estado que mais derrubou área de Mata Atlântica no primeiro semestre de 2022 — Foto: Reprodução/RPC

Apenas 24,3% de todo o bioma Mata Atlântica é constituído pela formação florestal original, de acordo com o levantamento realizado pelo Mapbiomas desde 1985. Com 70% da população brasileira em seu território, nos 17 estados em que o bioma está presente, esse tipo de cobertura ocupava 27,1% em 1985 e caiu para 24,3% em 2021.

O mapeamento é feito a partir de imagens e respeita os contornos determinados pela Lei n° 11.428 de 2006, também conhecida como Lei da Mata Atlântica. Foram analisados todos os remanescentes florestais, incluindo os encraves do Piauí, Ceará e interior da Bahia.

Os estados com menor cobertura nativa em 2021 são Alagoas (17,7%), Goiás (19,5%), Pernambuco (23,4%), Sergipe (25,5%), São Paulo (28,4%) e Espírito Santo (29,3%). Até o ano passado, os estados com maior cobertura nativa de Mata Atlântica eram Piauí (89,9%), Ceará (76,9%), Bahia (49,7%) e Santa Catarina (48,1%).

Nos últimos 37 anos, a agricultura foi a atividade que mais ocupou espaço, avançado 10,9 milhões de hectares. Se em 1985 ela ocupava 9,2% do bioma, em 2021 esse percentual alcançou 17,6%. Além disso, um em cada quatro hectares desse bioma é destinado ao pasto, segunda maior atividade na região depois da agricultura. São 32,2 milhões de hectares, que representam 24,6% da Mata Atlântica.

Mapas mostram nível de desmatamento no Paraná em um ano — Foto: SOS Mata Atlântica
Mapas mostram nível de desmatamento no Paraná em um ano — Foto: SOS Mata Atlântica

Urbanização

Nos últimos 37 anos, as áreas urbanizadas passaram de 674 mil hectares em 1985 para 2,03 milhões de hectares em 2021. Isso representa um aumento de 1,4 milhão de hectares. Ao todo, 87,5% da expansão ocorreu sobre áreas já alteradas. A partir de 1985, ano em que o levantamento da área começou a ser realizado, 12,7% da urbanização se deu em áreas que ainda estavam intocadas pelo homem.

“A preservação do que restou de Mata Atlântica e a restauração em grande escala são essenciais para preservarmos alguma resiliência dessa região à dupla ameaça da crise climática e da crescente irregularidade do regime de chuvas, decorrente do desmatamento da Amazônia”, diz Luís Fernando Guedes Pinto, Diretor Executivo da SOS Mata Atlântica.

Efeitos

Um dos resultados da degradação do bioma é a perda da produção e proteção de água. Para essas duas atividades acontecerem naturalmente é preciso da proteção que a floresta oferece. No período analisado, a bacia do Paraná teve sua cobertura nativa reduzida de 22,5% para 21,6% em 2021. A do Paranapanema e do São Francisco também tiveram uma redução da cobertura nativa, de 21,3% (1985) para 20,3% e de 57% (1985) para 52,9%, respectivamente.

“Depois de sucessivas crises hídricas afetando dezenas de cidades ao longo da Mata Atlântica, é preocupante ver a capacidade de fornecimento de serviços ambientais deste bioma ser continuamente fragilizada”, adverte Luís Fernando.

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Portugueses encontram o maior peixe ósseo já registrado pela ciência; veja vídeo

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Animal pesa 2.700 quilogramas. Em 1996, uma fêmea da mesma espécie foi encontrada no Japão com 2.300 quilogramas.
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Por g1

Postado em 19 de outubro de 2022  às 08h05m

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Peixe ósseo mais pesado do mundo é descoberto em Portugal
Peixe ósseo mais pesado do mundo é descoberto em Portugal

Um peixe-lua, encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, em dezembro de 2021, é o maior peixe ósseo já registrado pela ciência: ele tem mais de 2.700 kg. O estudo que descreve o animal foi publicado no início deste mês.

Os peixes podem ser divididos em dois grandes grupos:

  • Os que têm cartilagem, como os tubarões e as arraias
  • Os que têm ossos, que são os peixes "tradicionais"

O maior peixe conhecido é do tipo cartilaginoso, o tubarão-baleia, que chega a passar de 30 toneladas. No entanto, os cientistas portugueses afirmam que, entre os ósseos, esse peixe-lua é o maior já registrado.

O biólogo português José Nuno Gomes-Pereira, da associação Atlantic Naturalist, afirma que esse peixe-lua encontrado em Portugal “não é um indivíduo anormal cujo tamanho extremo se deve a uma mutação genética”.

Essa espécie de fato pode chegar a ter esse tamanho e, segundo o biólogo, finalmente um grupo de cientistas conseguiu pesar e medir um deles.

“Há mais desses monstros por aí", disse o biólogo.

Gomes-Pereira é um dos autores de um estudo publicado no início deste mês no “Journal of Fish Biology” em que o peixão é descrito.

Segundo o “New York Times”, em 1996, no Japão, foi encontrada uma fêmea da mesma espécie que pesava cerca de 2.300 kg.

Um peixe-lua encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, em dezembro de 2021 é o maior peixe ósseo já registrado pela ciência — Foto: Atlantic Naturalist/Reprodução
Um peixe-lua encontrado morto perto da ilha do Faial, em Portugal, em dezembro de 2021 é o maior peixe ósseo já registrado pela ciência — Foto: Atlantic Naturalist/Reprodução

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