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sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Conheça a bromélia 'Darth Vader' e outras plantas ornamentais que não são da natureza

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Seleção proposital feita pela ação humana faz plantas ganharem atributos mais chamativos e vantajosos para cultivo. Efeitos vão desde de durabilidade até cores diferenciadas.
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Por Rafael Miotto, g1

Postado em 18 de fevereiro de 2022 às 09h30m

Post.- N.\ 10.214

Billbergia ‘Darth Vader’  — Foto: cultivar413 on VisualHunt.com
Billbergia ‘Darth Vader’ — Foto: cultivar413 on VisualHunt.com

As cultivares são velhas conhecidas nas plantações de alimentos. Muito do que você leva à sua boca não estava presente na natureza antes da ação do homem.

Diversos vegetais passam por processos de alteração, e muitas das plantas ornamentais que adornam os interiores das casas também não eram encontradas no meio ambiente anteriormente.

A famosa Begonia Maculata "Wightii" , hit do Instragram, é um exemplo de planta que não é nativa de nenhum local. Embora confundida com a Begonia maculata natural do Rio de Janeiro, a planta foi criada a partir de viveiros na Europa.

"Uma cultivar decorre da seleção proposital de indivíduos com características obtidas por cruzamentos genéticos sucessivos", afirma Gabriel Khedi, engenheiro agrônomo paisagista.

Os cruzamentos têm objetivo de adquirir atributos físicos e fisiológicos desejáveis ou mais vantajosos em termos de cultivo, afirma Khedi. Uma cultivar é diferente de uma variedade, essa, sim, fruto de mutações ou cruzamentos espontâneos na natureza.

Heliconia bihai — Foto: skibler on VisualHunt.com
Heliconia bihai — Foto: skibler on VisualHunt.com

"Uma cultivar pode ter flores com cores diferentes da espécie típica, pode ter folhas com um verde mais claro, pode ter maior tempo de durabilidade no pós-colheita, pode ter maior produção de flores, pode ter maior tolerância ao calor etc", diz o agrônomo.

Veja 5 plantas ornamentais cultivares citadas por Gabriel Khedi:

Billbergia ‘Darth Vader’:

Billbergia ‘Darth Vader’  — Foto: cultivar413 on VisualHunt
Billbergia ‘Darth Vader’ — Foto: cultivar413 on VisualHunt

A bromélia que levou o nome do vilão de "Star wars" tem cor escura e listras brancas, resultado do cruzamento entre as cultivares "La Noche’ com "Domingos Martins".

"Apesar do gênero conhecido, das informações de linhagem e do nome da cultivar ‘Darth Vader’, esse é um dos casos em que a planta não foi listada com seu epíteto científico, ou seja, é um registro “incompleto” da informação da espécie", aponta Khedi.

Etlingera elatior cv. Itamambuca

Etlingera elatior cv. Itamambuca é uma cultivar que não existia na natureza — Foto: Hans Hillewaert / Creative Commons
Etlingera elatior cv. Itamambuca é uma cultivar que não existia na natureza — Foto: Hans Hillewaert / Creative Commons

Essa planta possui uma haste floral mais alta e com brácteas (estruturas foliáceas) de cor vermelho mais intenso.

Heliconia bihai ‘Peach pink’

Heliconia bihai "Peach pink" — Foto: Chnelsons / Creative Commons
Heliconia bihai "Peach pink" — Foto: Chnelsons / Creative Commons

É uma cultivar com brácteas de coloração alaranjada com tonalidade rósea, diferente da espécie típica que tem inflorescências com brácteas vermelhas, explica Khedi.

Calathea bella ‘Carlina’

Calathea bella ‘Carlina’ — Foto: Joel Abroad / Creative Commons
Calathea bella ‘Carlina’ — Foto: Joel Abroad / Creative Commons

Possui folhas com coloração verde mais clara, bastante esbranquiçada, enquanto a espécie típica tem folhas de verde mais escuro.

Zamioculcas zamiifolia ‘Raven’

Zamioculcas zamiifolia ‘Raven’ — Foto: ourhouseplants on VisualHunt.com
Zamioculcas zamiifolia ‘Raven’ — Foto: ourhouseplants on VisualHunt.com

Ao contrário da espécie típica que tem folhas de cor verde bandeira, a cultivar possui folhas muito escuras, quase pretas.

'Perda' da origem da cultivar

Muitas vezes a origem da cultivar é "perdida". O engenheiro agrônomo paisagista explica que isso pode acontecer por causa de cruzamentos contínuos, que afastam as cultivares das características originais da espécie típica. "Agora há uma nova planta, com uma morfologia e fisiologia diferentes", explica Khedi.

"Um exemplo são alguns tipos antigos de begônias que foram cruzados em viveiros ou de forma doméstica sem registro genealógico, e hoje temos exemplares lindos, mas sem “linhagem” conhecida", conta.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Operações com criptomoedas mais que dobram e atingem R$ 200,7 bilhões em 2021, diz Receita

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Apesar de aumento no interesse dos investidores, operações com moedas digitais não são regulamentadas no Brasil. Banco Central alerta para risco de perdas financeiras.
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Por Fábio Amato, g1 — Brasília

Postado em 17 de fevereiro de 2022 às 20h45m

Post.- N.\ 10.213

Valor movimentado em criptomoedas dobrou em 2021
Valor movimentado em criptomoedas dobrou em 2021

Contribuintes brasileiros comunicaram à Receita Federal um total de R$ 200,7 bilhões em operações com criptomoedas em 2021, informou o órgão.

Esse valor é mais que o dobro dos R$ 91,4 bilhões em operações comunicadas em 2020.

Para se ter uma ideia, os R$ 200,7 bilhões em operações com moedas virtuais equivalem a duas vezes e meia o total de investimentos acumulados no programa Tesouro Direto, do governo federal, ao final de 2021 (R$ 79 bilhões).

Operações com criptomoedas
Em R$ bilhões
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Fonte: Receita Federal

"As criptomoedas aqui no Brasil cresceram bastante. E elas saíram do obscurantismo que a gente via uns anos atrás. Durante muito tempo eram associadas inclusive a operações escusas", disse Bruno Diniz, professor de cursos de especialização sobre o tema na Universidade de São Paulo (USP).

"Elas deixaram de ser um tema escuso, obscuro, para se tornar algo mais presente no dia-a-dia das pessoas. E são reconhecidas como uma classe de ativos novos. Assim como a gente tem ações, renda fixa, a gente hoje tem os criptoativos fazendo parte do dia-a-dia do investidor", completou.

A Receita Federal exige desde 2019 a comunicação de operações com criptomoedas.

São obrigadas a fazer a declaração todas as pessoas físicas ou jurídicas domiciliadas no Brasil que movimentem acima de R$ 30 mil com moedas virtuais ao longo de um mês, além das "exchange" – empresas que funcionam como casas de câmbio e intermediadoras de negócios com as moedas digitais.

Na época em que anunciou a norma, a Receita Federal informou que a exigência da comunicação tinha o objetivo de combater a sonegação fiscal e evitar crimes como lavagem de dinheiro e remessa ilegal de divisas ao exterior.

Entretanto, o Brasil não possui uma regulamentação específica para os investimentos em criptomoedas. O Banco Central já emitiu alerta para os riscos de perda de recursos nessas operações (leia mais abaixo).

Interesse cresceu

Os dados da Receita Federal mostram forte crescimento no interesse de investidores brasileiras nas criptomoedas.

O número médio de pessoas que comunica operações com as moedas virtuais passou de 125 mil por mês, em 2020, para 459 mil por mês, em 2021.

Operações com criptomoedas: pessoas físicas
Média mensal, em milhares
125125459459202020210100200300400500
Fonte: Receita Federal

Homens responderam por 86,3% dessas comunicações no ano passado. As mulheres, por 13,7%.

O número médio de empresas que fizeram essa comunicação passou de 3,1 mil por mês, em 2020, para 6,3 mil por mês, no ano passado.

Apesar desse crescimento, o país ainda não possui uma regulamentação específica para as moedas digitais.

Essa regulação é discutida há alguns anos no Congresso Nacional. No final do ano passado, o senador Irajá (PSD-TO), que é relator de um projeto de lei sobre o tema, apresentou, na Comissão de Assuntos Econômicos, parecer favorável à aprovação do texto.

O projeto prevê, por exemplo, que empresas só poderão atuar no setor com autorização do governo federal e serão obrigadas a manter registro de toas as transações. O texto também criminaliza a obtenção de vantagem ilícita por meio da prestação de serviços relacionados a ativos virtuais, com pena de prisão.

O Banco Central não regula nem supervisiona as operações. E já emitiu alerta sobre os riscos de perdas financeiras nos investimentos em criptomoedas, que não possuem garantias nem são lastreadas em ativos reais.

Volatilidade

Essas moedas costumam registrar fortes oscilações em seus preços. No ano passado, por exemplo, a Bitcoin, umas das criptomoedas mais populares, registrou valor recorde no mês de abril (US$ 63,5 mil, no dia 13). Entretanto, ao final de junho, já acumulava perda superior a 50% (US$ 31,6 mil no dia 25).

Ao final de outubro, o valor da Bitcoin batia novo recorde (US$ 66 mil, no dia 20) e a moeda registrava ganho acima de 100% em um ano. Desde então, acumula nova desvalorização (US$ 44,6 mil no dia 15 de fevereiro).

Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas
Bitcoin: Saiba o que é e como funciona a mais popular das criptomoedas

Entre as razões para essa forte oscilação estão decisões como a do governo Chinês, que, em setembro do ano passado, declarou ilegais todas as transações com criptomoedas.

Na época, o Banco Central da China alegou que "o comércio e a especulação com Bitcoin e outras moedas virtuais se estenderam, alterando a ordem econômica e financeira, aumentando a lavagem de dinheiro, a arrecadação de fundos ilegais, os esquemas de pirâmides e outras atividades criminosas e ilegais".

"A principal orientação que nós damos para começar a investir no mundo do cripto é escolher uma boa empresa, uma boa 'exchange', uma boa corretora, sediada no Brasil, que respeita as leis brasileiras, que tem sistemas de prevenção à lavagem de dinheiro, serviço de atendimento ao consumidor e investidor, numa plataforma sólida", disse o diretor-executivo da Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto).

"Ainda assim, mesmo numa plataforma sólida, comece devagar, estude um pouco os ativos, os retornos, as variações, não coloque muito do seu patrimônio. Vá ganhando confiança devagarinho, até que se sinta confortável para aumentar o tamanho dessa exposição, desse investimento", completou ele.

No Brasil, crimes relacionados a moedas virtuais ganharam destaque no noticiário brasileiro recentemente.

No ano passado, a Polícia Federal prendeu Glaidson dos Santos, que passou a ser conhecido como o “Faraó das Bitcoins”. Glaidson é acusado de crime contra o sistema financeiro e organização criminosa. Ele responde a 288 processos na área cível.

De acordo com a PF, a GAS Consultoria, empresa de Glaidson e da mulher dele, Mirelis Yoseline, movimentou pelo menos R$ 38 bilhões a partir de 2015.

A empresa prometia aos clientes retorno mensal de 10% sobre o dinheiro investido e dizia obter esses ganhos no mercado de criptomoedas. Segundo a investigação, porém, a GAS operava um esquema de pirâmide financeira. O esquema atraiu milhares de investidores em todo o Brasil. Banco Central do Brasil

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Raro bebê de tubarão-fantasma é descoberto na Nova Zelândia

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Criatura raramente é vista, pois prefere viver nas profundezas escuras do fundo do mar.
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TOPO
Por BBC

Postado em 16 de fevereiro de 2022 às 21h05m

Post.- N.\ 10.212

Um tubarão fantasma recém-nascido de águas profundas descoberto por uma equipe de cientistas na costa da Ilha Sul da Nova Zelândia — Foto: BRIT FINUCCI/BBC
Um tubarão fantasma recém-nascido de águas profundas descoberto por uma equipe de cientistas na costa da Ilha Sul da Nova Zelândia — Foto: BRIT FINUCCI/BBC

Cientistas da Nova Zelândia descobriram um raro tubarão-fantasma bebê, uma espécie pouco conhecida de peixe que vive nas profundezas sombrias do oceano.

Os tubarões-fantasmas — também conhecidos como quimeras — raramente são vistos, e observações de seus filhotes são ainda mais incomuns.

O tubarão recém-nascido foi coletado a uma profundidade de cerca de 1,2 km debaixo d'água perto da Ilha Sul.

Os cientistas dizem que a descoberta aprofunda a compreensão do estágio juvenil da espécie.

Brit Finucci, membro da equipe, disse que a descoberta foi feita por acidente enquanto conduzia uma pesquisa de arrasto de populações submarinas.

"As espécies de águas profundas são geralmente difíceis de encontrar e, como os tubarões-fantasma em particular, tendem a ser bastante enigmáticas", diz ela à BBC. "Então, nós simplesmente não os vemos com muita frequência."

Os cientistas do Instituto Nacional de Pesquisa Aquática e Atmosférica acreditam que o bebê tubarão nasceu recentemente, pois sua barriga ainda estava cheia de gema de ovo.

Os embriões de tubarões fantasmas se desenvolvem em cápsulas de ovos depositadas no fundo do mar e se alimentam de uma gema até estarem prontos para eclodir.

Finucci explica que os tubarões-fantasma jovens podem apresentar características diferentes de suas versões adultas, o que torna a descoberta mais significativa.

"Os filhotes podem viver em habitats muito diferentes, podem ter dietas diferentes, podem até parecer muito diferentes dos adultos.

"Encontrar o filhote nos ajuda a entender melhor a biologia e parte da ecologia da espécie", disse ela.

Finucci diz que o primeiro passo seria descobrir a espécie do bebê tubarão.

"Vamos pegar uma pequena amostra de tecido e genética aleatória", diz ela. "Então faremos um monte de morfometria ou medidas corporais, o que também nos ajudará a avaliar quais espécies estamos olhando".

Os tubarões fantasmas não são tubarões reais, mas uma espécie de peixe intimamente relacionada com tubarões e raias. Eles são cartilaginosos — o que significa que seus esqueletos são compostos principalmente de cartilagem — conferindo-lhes uma qualidade misteriosa e etérea.

A maioria das espécies de tubarão fantasma habita o fundo do mar, embora algumas espécies prefiram viver em águas costeiras rasas.

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Pesquisadores descobrem planta nativa da Amazônia que já está ameaçada de extinção

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Descoberta da Tovomita cornuta foi feita por cientistas do INPA e da UFMA. Espécie já é considerada 'criticamente ameaçada', categoria de maior risco.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 16 de fevereiro de 2022 às 11h10m

Post.- N.\ 10.211

Tovomita cornuta, nova espécie de planta nativa da Amazônia. Planta já está ameaçada de extinção. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação
Tovomita cornuta, nova espécie de planta nativa da Amazônia. Planta já está ameaçada de extinção. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação

Uma das regiões mais ricas em biodiversidade do planeta está no Brasil, a floresta Amazônica. Motivo de orgulho para muitos, mas também de preocupação, pois a exploração desordenada dos recursos do maior bioma do país ameaça até mesmo aquilo que não conhecemos ainda: espécies nativas da floresta que não foram sequer descobertas pelos cientistas.

Esse é o caso da Tovomita cornuta, um novo tipo de planta, de tamanho pequeno, com frutos em formato de cornos, que habita locais de vegetação densa, geralmente próximo a um raso curso d’água. A descoberta foi feita por pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e divulgada pela Agência Bori.

A espécie foi encontrada em Manaus e nos municípios vizinhos de Presidente Figueiredo e São Sebastião do Uatumã, em florestas de campinarana, regiões de menor porte que a floresta amazônica, chamadas popularmente de “caatinga” (seu solo é arenoso e pobre em nutrientes).

"Além de ser gratificante contribuir com o conhecimento botânico na Amazônia, a descoberta de uma nova espécie, ainda mais em áreas próximas a centros urbanos, é um claro indicativo de que ainda há muita biodiversidade a ser encontrada para a região", disseram os autores do estudo ao g1.

Segundo os cientistas, a classificação de “criticamente ameaçada”, categoria de maior risco atribuído pela Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), está associada ao fato de que pelo menos duas áreas de ocorrência da planta ficam em regiões que sofrem com os impactos das atividades humanas.

Uma delas é a praia de Ponta Negra, um dos metros quadrados mais caros de Manaus, classificada pelos pesquisadores como uma região “fortemente impactada pela expansão urbana desordenada associada ao desmatamento”.

Já a outra área de ocorrência da nova espécie fica em Balbina, próxima a hidrelétrica de mesmo nome, considerada um dos maiores desastres socioambientais da Amazônia. As outras duas localidades ficam nas Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé e de Uatumã. (Veja localização no mapa abaixo.)

Área da descoberta da Tovomita cornuta — Foto: Kayan Albertin - Arte g1
Área da descoberta da Tovomita cornuta — Foto: Kayan Albertin - Arte g1


Floresta de campinarana em São Sebastião do Uatumã, no Amazonas. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação
Floresta de campinarana em São Sebastião do Uatumã, no Amazonas. — Foto: Layon Oreste Demarchi/Divulgação

Para os pesquisadores Layon Demarchi, Maria Teresa Piedade e Lucas Cardoso Marinho, a descoberta reforça o fato de que grandes áreas da Amazônia ainda foram pouquíssimo amostradas, o que revela a importância de investimentos em ciência de base e no fortalecimento das instituições de pesquisa regionais.

"Temos que pôr em prática políticas públicas que prezem formas de desenvolvimento com a floresta em pé. Levando em conta o conhecimento produzido pela ciência em conjunto com práticas de desenvolvimento não predatórias, onde a tão falada sustentabilidade deixe de ser apenas um bordão de marketing e seja realmente efetivada no desenvolvimento da região", alertaram os pesquisadores.

(VÍDEO: Abaixo veja reportagem do Fantástico sobre o estudo que revelou que áreas da Amazônia emitem mais CO2 do que árvores conseguem absorver.)

Áreas da Floresta Amazônica lançam no ar mais CO2 do que árvores conseguem absorverÁreas da Floresta Amazônica lançam no ar mais CO2 do que árvores conseguem absorver

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