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domingo, 19 de julho de 2020

O sacrifício de quase 100 mil visons infectados por coronavírus na Espanha

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Autoridades de saúde detectaram que dezenas de milhares de visons criados em uma fazenda na Espanha estavam infectados com coronavírus. O surto também fez trabalhadores adoecerem, alertando as autoridades.
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Visons são criados nas fazendas devido ao valor de seus pelos — Foto: Getty Images via BBCVisons são criados nas fazendas devido ao valor de seus pelos — Foto: Getty Images via BBC

Quase 100 mil visons em uma fazenda no nordeste da Espanha serão sacrificados depois que muitos deles fizeram testes que deram positivo para coronavírus, informaram as autoridades de saúde do país.

O surto na província de Aragão foi descoberto depois que a esposa de um funcionário agrícola contraiu a doença em maio.
Desde então, seu marido e outros seis trabalhadores também tiveram Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus.
Os visons, criados por seu precioso pelo e para a produção de casacos de pele, foram isolados, e sua saúde foi monitorada após a infecção dos trabalhadores.

Quando os testes realizados em 13 de julho mostraram que 87% dos animais estavam infectados, as autoridades de saúde ordenaram o abate dos aproximadamente 92.700 animais.
A empresa que administra a fazenda, localizada em uma cidade a 200 km de Madri, receberá uma compensação financeira.
Não está claro se a transmissão do vírus foi de humanos para animais ou vice-versa — Foto: Getty Images via BBCNão está claro se a transmissão do vírus foi de humanos para animais ou vice-versa — Foto: Getty Images via BBC
Risco de contágio

Ao lado de Madri e da Catalunha, Aragão tem sido um dos pontos mais críticos da pandemia na Espanha, onde até esta semana havia mais de 250 mil casos confirmados e cerca de 28 mil mortes desde o início da pandemia.

Joaquín Olona, ​​ministro da Agricultura de Aragão, disse a repórteres na quinta-feira que a decisão de sacrificar os vison foi tomada "para evitar o risco de transmissão humana".

Olona enfatizou que não estava claro se "a transmissão era possível de animais para humanos e vice-versa".

Mas uma possibilidade, disse ele, era que um trabalhador agrícola infectado havia transmitido a doença acidentalmente aos animais.

Outra teoria é a de que os animais transmitem a doença aos trabalhadores, disse ele, mas não há evidências conclusivas para provar que isso ocorra de fato.

Por que as fazendas de vison estão em risco? Análise de Helen Briggs, jornalista de saúde e ciência da BBC

Mais de um milhão de casos do vírus em visons de criação em cativeiro foram detectados na Europa, onde estão em andamento estudos para descobrir como e por que eles foram afetados.

Há muito se sabe que o vison pode contrair a infecção. E as condições são propícias para a doença se espalhar rapidamente de um animal para outro.

O novo coronavírus teve sua origem no reino animal. Mas agora é mais provável que os animais sejam expostos ao vírus por meio do contato com portadores humanos.

Os criadores de vison foram alertados para o problema quando seus animais adoeceram.
Cientistas temem que, se o vírus passar para a vida selvagem, não perceberemos isso por um tempo.

E o coronavírus poderá ser catastrófico para animais em extinção, como gorilas e chimpanzés.

O que sabemos sobre a transmissão de animais para humanos?

Estudos demonstraram que o vírus é contagioso entre certos animais, incluindo cães e gatos.
No entanto, pouco se sabe sobre a possibilidade de transmissão de animal para humano, algo que os especialistas estão investigando.

Milhares de visons também foram abatidos na Dinamarca e na Holanda após a detecção de contágios.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse que as infecções podem ser os "primeiros casos conhecidos de transmissão de animais para humanos" desde o início da pandemia na China.

Em uma entrevista coletiva em junho, a epidemiologista da OMS Maria van Kerkhove disse: "Houve indivíduos que infectaram visons... e, por sua vez, alguns desses visons infectaram algumas pessoas".

Van Kerkhove explicou: "Estamos entendendo o que isso realmente significa em termos de transmissão e qual papel [os visons] podem desempenhar".

OMS registra recorde de casos novos de coronavírus: 259 mil OMS registra recorde de casos novos de coronavírus: 259 mil


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sábado, 18 de julho de 2020

A ilha remota entre África e Brasil que tem lições para o futuro do meio ambiente

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A Ilha de Ascensão, localizada no meio do Oceano Atlântico, ficou desabitada por séculos devido à sua extrema aridez e vegetação escassa. Mas, em meados do século 19, um projeto mudou drasticamente a paisagem e o ecossistema da ilha. 
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Por BBC  
17/07/2020 14h24 Atualizado há um dia
Postado em 18 de julho de 2020 às 12h00m 

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A Ilha da Ascensão fica localizada no meio do Atlântico entre Brasil e Angola — Foto: Getty Images/via BBCA Ilha da Ascensão fica localizada no meio do Atlântico entre Brasil e Angola — Foto: Getty Images/via BBC

Vista do mar, a Ilha de Ascensão parece estar ardendo em chamas, uma paisagem tão aparentemente hostil que rendeu ao local um apelido capaz de espantar qualquer turista: "inferno do fogo apagado".

Elevando-se acima de crateras adormecidas, depósitos piroclásticos e picos de lava, a Montanha Verde, com 859 metros de altura, e sua vegetação frondosa chamam atenção em meio à ilha carbonizada. São também uma prova da engenhosidade dos seres humanos e da resiliência da natureza.
Plantada no topo de uma colina devastada há cerca de 160 anos, a floresta que começou por um capricho passou a atrair a atenção de cientistas de todo o mundo.

A Montanha Verde dá uma esperança de que ecossistemas criados pelo homem possam melhorar o meio ambiente.
Os cactos acrescentam cor à paisagem árida da ilha — Foto: Getty Images/Via BBCOs cactos acrescentam cor à paisagem árida da ilha — Foto: Getty Images/Via BBC

À medida que a crise climática destrói paisagens e gera catástrofes, a próspera selva de Ascensão reforça o argumento de que talvez possamos regenerar uma floresta usando conceitos deste lugar remoto e muitas vezes esquecido.

A Ilha da Ascensão surgiu do Oceano Atlântico cerca de 1 milhão de anos atrás. Localizada no meio do caminho entre Angola e Brasil, ela recebeu esse nome quando foi redescoberta por Afonso de Albuquerque no Dia da Ascensão em 1503 (ela havia sido identificada pela primeira vez em 1501).

Durante muito tempo, foi ocupada apenas por aves marinhas e tartarugas verdes que viajam milhares de quilômetros a partir do do Brasil para procriar ali.

Os primeiros habitantes humanos chegaram em 1815, quando a Marinha Real Britânica montou acampamento para vigiar Napoleão, que estava exilado quase 1,3 mil quilômetros a sudeste, na ilha de Santa Helena.

Ascensão tornou-se um ponto de parada útil para os navios. Mas, durante sua visita em 1836, Charles Darwin apontou a falha mais óbvia da ilha: sua ausência de árvores, o que a tornou um lugar difícil de se viver.

Transformação pela chuva

Inspirado pelas teorias de seu amigo Darwin sobre transformar a paisagem árida em um jardim, o botânico Joseph Hooker apresentou o plano de plantar mudas de todo o mundo ali. As árvores poderiam "capturar" as nuvens e aumentar as chuvas na ilha, tornando-a habitável.

O plano foi um sucesso. Em 1860, John Bell, horticultor da ilha, supervisionou o plantio de cerca de 27 mil árvores e arbustos, o que resultou no desenvolvimento de solo suficiente para o cultivo.

Foi a oportunidade de visitar essa floresta peculiar e pouco conhecida que levou minha família a Ascensão, que agora tem cerca de 900 habitantes, entre militares americanos e britânicos e funcionários civis.

Deixando nosso veleiro ancorado em Clarence Bay, dirigimos através de uma paisagem lunar ofuscante, passando pelos fluxos de lava, pelas crateras vulcânicas e pelos burros selvagens que vagam pelo deserto em busca de comida, até começar a subir a Montanha Verde.

Ali, a luz do sol era suavizada pela névoa e depois apagada pela chuva irregular. A estrada nos levou a uma floresta de casuarinas e acácias, e depois para uma densa selva pontuada por bananas, gengibre, zimbro, framboesa, café, samambaias e figos.

Depois de estacionar, partimos para a caminhada. Encontrando ocasionalmente ovelhas selvagens, seguimos uma trilha fresca e enevoada, cheia de teixos e pinheiros, descendentes de algumas das mudas que Hooker aconselhou aos britânicos transportar para Ascensão a partir de jardins botânicos de todo o mundo. A floresta parecia enganosamente antiga.

De acordo com os princípios ecológicos tradicionais, essa mistura de gramíneas e samambaias endêmicas com mais de 300 espécies não nativas nunca poderia ter evoluído para um ecossistema próspero. Florestas complexas levam milhões de anos para se desenvolver.

Mas o ecossistema artificial da Montanha Verde, onde espécies introduzidas e plantas insulares parecem ter evoluído juntas, não se encaixa nesse paradigma.

Contrariando o 'normal'

"O que você vê ali é algo que não despertaria o interesse de pesquisadores tradicionais", diz Dave Wilkinson, professor de ecologia da Universidade de Lincoln, no Reino Unido.

"Porque é algo completamente dominado por espécies não nativas, e os ecologistas se concentram nos ambientes naturais, não em coisas que não deveriam estar onde estão.
Isso seria considerado algo negativo."

Até recentemente, conservação significava livrar-se de espécies invasoras e permitir que a paisagem voltasse ao modo como era antes da intervenção humana.

Mas uma visita casual à Ilha de Ascensão em 2004 fez Wilkinson pensar nessa perspectiva "natural versus invasores".

"A Montanha Verde é um exemplo muito dramático de algo bastante comum: em grande parte do mundo, espécies não nativas são uma parte funcional do ecossistema."

Wilkinson desenvolveu a ideia em seu controverso artigo de 2004 para o periódico Journal of Biogeography, A Parábola da Montanha Verde, no qual desafia a teoria de que as espécies introduzidas em um local não pertencem àquilo e propõe o argumento de que ecossistemas artificiais, como a Montanha Verde, poderiam desempenhar um papel importante em nosso futuro.

Nos anos seguintes, essa ideia ganhou força e, em 2006, o termo "novo ecossistema" foi desenvolvido pelo renomado ecologista Richard Hobbs para descrever lugares como a Montanha Verde, que foram irreversivelmente alterados pela intervenção humana - e talvez não precisem ser consertados.

Anna Bäckström, ecologista sênior do grupo de pesquisa científica ICON, da Universidade RMIT, na Austrália, diz que os proponentes de uma nova abordagem de ecossistema têm uma visão pragmática da conservação. "O conceito oferece mais flexibilidade", explica ela.

Dadas as mudanças climáticas, o impacto humano e a pequena quantidade de fundos geralmente disponíveis para conservação, Bäckström diz que, ao aceitar as mudanças que os humanos fizeram, a restauração ecológica é mais gerenciável.

"A paisagem não precisa voltar ao que era. Nós apenas queremos diversidade e equilíbrio."

Essa ideia de que o serviço que um ecossistema fornece - como controle de enchentes, sequestro de carbono ou polinização - é mais importante do que a condição primitiva de uma floresta está sendo adotada mais amplamente à medida que os ecossistemas são jogados no caos pelos incêndios, tempestades e doenças provocadas pela crise climática.

"Se um grupo de plantas sobreviver e algumas delas não forem nativas, não queremos arrancá-las", diz Bäckström. "A diversidade no ecossistema é mais importante que a origem de uma planta."

Indo ainda mais longe, Wilkinson diz que essa nova abordagem permite que os ecologistas tenham algum controle sobre forças que podem moldar os ecossistemas do futuro.

"Vinte anos atrás, os conservacionistas nunca cogitariam plantar espécies não nativas, mas agora sabemos o valor de ter uma mistura de árvores em um local, porque, se um patógeno, fogo ou animais o atacam, nem tudo é perdido", diz ele.

Com uma abordagem inovadora do ecossistema, os conservacionistas têm a liberdade de reconstruir uma planície que antes ficava inundada e que secou com espécies resistentes à seca ou replantar uma paisagem devastada pelo fogo com plantas que prosperam em uma região mais quente.

O experimento da Montanha Verde, onde as plantas de diferentes lugares foram reunidas em um mesmo lugar e, de alguma forma, prosperaram, talvez possa ser replicado.

Isso nos aponta que ideias polêmicas - como a da China, de plantar bilhões de árvores para conter o avanço do deserto; ou o esforço da Austrália para que as pessoas plantem espécies e plantas não nativas para conter o avanço de incêndios - devem ser analisadas com mais cuidado.

A proposta feita por Darwin e Hooker nos diz que, quando se trata de sobrevivência, às vezes, não há problema em experimentar algo novo.

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sexta-feira, 17 de julho de 2020

Número de desempregados diante da pandemia tem alta de 26% em sete semanas, diz IBGE

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Ao todo, 12,4 milhões de brasileiros estavam desempregados na quarta semana de junho, 2,6 milhões a mais que o registrado na primeira semana de maio.  
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Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  
17/07/2020 09h02 Atualizado há 3 horas
Postado em 17 de julho de 2020 às 12h10m

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Em uma semana, aumentou em cerca de 500 mil o número de desempregados no país, segundo o IBGE — Foto: Marcos Serra Lima/G1Em uma semana, aumentou em cerca de 500 mil o número de desempregados no país, segundo o IBGE — Foto: Marcos Serra Lima/G1

Depois de um leve recuo que interrompeu quatro semanas seguidas de alta, o desemprego diante da pandemia do novo coronavírus voltou a crescer e fez a taxa de desemprego atingir o maior percentual em dois meses. É o que aponta o levantamento divulgado nesta sexta-feira (17) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De acordo com o IBGE, 12.428 milhões de pessoas estavam desempregadas na quarta semana de junho, 675 mil a mais que na semana anterior. Já na comparação com a primeira semana de maio, o contingente de desempregados no país aumentou em cerca de 2,6 milhões de pessoas - uma alta de 26% no período em sete semanas.

A taxa de desemprego ficou ficou em 13,1%, a maior registrada desde o começo de maio, quando era de 10,5%.
“Em relação a primeira semana de maio, o movimento também é de queda na população ocupada, aumento da desocupada e consequentemente aumento da taxa de desocupação. A população desocupada e em busca de ocupação aumentou 26%, em relação à primeira semana de maio”, apontou a coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira.

A população ocupada passou de cerca de 84 milhões para 82,5 milhões - uma queda de cerca de 1,5 milhão em uma semana. Com isso, o nível de ocupação no país ficou em 48,5%, com queda tanto na comparação com a semana anterior (49,3%) quanto à primeira semana de maio (49,4%).

O IBGE destacou que, do total de trabalhadores ocupados, 8,6 milhões trabalharam de forma remota, o que representa 12,4% de trabalhadores não afastados do trabalho em virtude da pandemia. "Esse grupo segue estável desde a primeira semana de maio", destacou o instituto.
Em sete semanas, aumentou em 2,6 milhões o número de desempregados no país — Foto: Economia/G1Em sete semanas, aumentou em 2,6 milhões o número de desempregados no país — Foto: Economia/G1

O levantamento foi feito entre os dias 21 e 27 de junho por meio da Pnad Covid19, versão da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua realizada com apoio do Ministério da Saúde para identificar os impactos da pandemia no mercado de trabalho e para quantificar as pessoas com sintomas associados à síndrome gripal no Brasil.

Apesar de também avaliar o mercado de trabalho, a Pnad Covid19 não é comparável aos dados da Pnad Contínua, que é usada como indicador oficial do desemprego no país, devido às características metodológicas, que são distintas.

Na última divulgação, a Pnad Contínua mostrou que, entre abril e maio, cerca de 7,8 milhões de postos de trabalho foram fechados no Brasil, chegando 12,7 milhões o número de desempregados no país. Os dados de junho serão divulgados pelo IBGE no dia 27 de julho.

Sudeste e Nordeste lideram alta

Todas as cinco grandes regiões brasileiras registraram alta no número de desempregados, tanto em relação à semana anterior quanto à primeira semana de maio.

Em relação à semana anterior, a Região Norte foi a que apresentou a maior variação do número de desempregados – 27% em uma semana. O Sudeste teve a segunda maior variação (6%) nessa base de comparação, seguida por Nordeste e Sul, com alta de 3% em ambas. O Centro-Oeste teve a menor alta, de apenas 1%.

Já na comparação com a primeira semana de maio, Sudeste e Nordeste lideram a alta no número de desempregados – respectivamente, de 31% e 29% em sete semanas. No Centro-Oeste, a alta foi de 25% no mesmo período, enquanto no Sul houve alta de 17%. A Região Norte foi a que teve a menor variação, de 14%.
 
Informalidade estável

De acordo com o IBGE, 28,4 milhões de pessoas ocupadas trabalhavam na informalidade na quarta semana de junho, número que ficou estável na comparação com a semana anterior. Já quando comparado com a primeira semana de maio, esse contingente teve queda de 5% - eram 29,9 milhões de trabalhadores informais no começo do levantamento.

O IBGE considera como trabalhador informal aqueles empregados no setor privado sem carteira assinada, trabalhadores domésticos sem carteira, trabalhadores por conta própria sem CNPJ e empregadores sem CNPJ, além de pessoas que ajudam parentes.

Segundo o IBGE, é pela informalidade que o mercado de trabalho brasileiro tem se sustentado. Sem a criação de vagas de empregos formais, é por esta via que os brasileiros têm conseguido se manter ocupados.

A da taxa de informalidade passou de 33,9% para 34,5% entre a terceira e a quarta semana de junho, o que o IBGE considera como estabilidade do indicador. Já na comparação com a primeira semana de maio, o instituto aponta recuo da taxa (era de 35,7%).
 
Queda de 6 milhões do nº de afastados

A pesquisa mostrou, ainda, que cerca de 10,3 milhões de trabalhadores estavam afastados do trabalho na quarta semana de junho em decorrência do isolamento social. Na primeira semana de maio, esse contingente somava 16,6 milhões de trabalhadores - uma queda de 6 milhões em sete semanas.

A coordenadora da pesquisa, Maria Lúcia Vieira, ponderou que essa redução não significa, necessariamente, que a flexibilização da quarentena em diversas cidades do país permitiu que os trabalhadores reassumissem seus postos de trabalho.
“Isso é resultado de pessoas que podem estar retornando ao trabalho, mas também devido a um possível desligamento dessas pessoas do trabalho que elas tinham”, analisa Maria Lúcia.

Afastamentos do trabalho por causa do isolamento social tem queda semanal desde o início da pesquisa — Foto: Economia/G1Afastamentos do trabalho por causa do isolamento social tem queda semanal desde o início da pesquisa — Foto: Economia/G1Pandemia faz 17,8 milhões deixarem de procurar trabalhoAinda de acordo com o levantamento, cerca de 26,9 milhões de pessoas disseram que gostariam de trabalhar, contingente que ficou estável tanto em relação à semana anterior quanto à primeira semana de maio.

Dentre Dentre estes, cerca de 17,8 milhões disseram que não procuraram trabalho por causa da pandemia ou por não encontrarem uma ocupação na localidade em que moravam. Na comparação com a semana anterior, esse continente foi reduzido em 500 mil pessoas. Já na comparação com a primeira semana de maio, quando este grupo somava 19,1 milhões de pessoas, houve queda de aproximadamente 6%.

“A pandemia vem, cada vez mais, deixando de ser o principal motivo que as pessoas alegam para não ter procurado trabalho”, avaliou a gerente da pesquisa.

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