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domingo, 29 de setembro de 2019

Brasil gera três vezes mais vagas informais que formais, mostram dados do IBGE

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Em um ano, foram gerados pouco mais de 1,4 milhão de postos sem carteira assinada ou CNPJ, número bem maior que as 403 mil vagas formais.
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 Por Robson Sales, GloboNews  

 Postado em 29 de setembro de 2019 às 07h00m  
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A taxa de desemprego diminuiu no trimestre encerrado em agosto, inclusive com a criação de vagas com carteira assinada. O problema é que a cada vaga no mercado formal, outras três são oferecidas sem as garantias trabalhistas.
Em um ano, foram gerados pouco mais de 1,4 milhão de postos sem carteira assinada ou CNPJ, número bem maior que as 403 mil vagas formais. O atual retrato do mercado de trabalho, portanto, ainda é de crescente informalidade.

Os dados comparam os números do trimestre encerrado em agosto deste ano com o mesmo período de 2018, referentes à Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os critérios diferem dos adotados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério da Economia.

Para o IBGE, o grupo de informais inclui os trabalhadores sem carteira assinada (inclusive trabalhadores domésticos), os autônomos sem CNPJ e os chamados sem remuneração, que auxiliam em trabalhos para a família.

Criação de postos de trabalho - em milhares de trabalhadores
Diferença de postos existentes na comparação entre trimestres até agosto 2018 x 2019
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Fonte: IBGE

No trimestre encerrado em agosto, o emprego sem carteira assinada e o trabalho por conta própria bateram recorde. São 11,8 milhões de trabalhadores sem carteira e outros 24,3 milhões atuando de forma autônoma. Em um ano, cerca de 1,1 milhão de pessoas começaram a trabalhar por conta própria. Desses, 69% não têm CNPJ.
"Alguns trabalhadores por conta própria até são formalizados, mas grande parte não é. Então eu acho que tem que se buscar a formalização do mercado de trabalho, mas, pra isso, a gente precisa de crescimento econômico e esse ano vamos ter menos de 1% de crescimento. Então não tem jeito, o mercado de trabalho vai sofrer", afirmou o professor do Instituto de Economia da UFRJ, João Saboia.
Informalidade no mercado de trabalho bate novo recorde no país, aponta Ibge
Informalidade no mercado de trabalho bate novo recorde no país, aponta Ibge

A retomada do emprego baseada na informalidade também tem impacto nos salários. Segundo o IBGE, o rendimento médio dos trabalhadores ficou em R$ 2.298 no trimestre encerrado em agosto, queda de 0,4% na comparação com o mesmo período de 2018.

"Normalmente, quem ganha menos é o empregado sem carteira, em seguida o autônomo e o nível mais alto é o empregado com carteira. Então, quer dizer, o fato de estar com a informalidade alta, crescendo até, isso contribui para reduzir a renda média", ponderou Saboia.

Os dados da Pnad Contínua, divulgada nesta sexta-feira, pelo IBGE, mostram que a taxa de desocupação caiu para 11,8% no trimestre encerrado em agosto, abaixo do índice no mesmo período do ano passado, quando estava em 12,1%. Um total de 12,6 milhões de pessoas ainda estavam na fila do desemprego, mas falta trabalho para muito mais gente.

De acordo com o instituto, 7,2 milhões de pessoas trabalham menos horas do que gostariam, por exemplo. É o que o IBGE chama de subocupação por insuficiência de horas: não são desempregados efetivamente, mas gente que, normalmente, vive de bicos periódicos para pagar as contas. Outras 4,7 milhões de pessoas simplesmente desistiram de procurar emprego. São os chamados desalentados, pois perderam a esperança de encontrar uma vaga.

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sexta-feira, 27 de setembro de 2019

Mais de 40% das espécies de árvores na Europa estão ameaçadas de extinção, diz organização

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É a primeira vez que a IUCN, com sede na Suíça, publica uma 'Lista Vermelha' de árvores europeias.
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 Por France Presse

 Postado em 27 de setembro de 2019 às 

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Florestas e montanhas na Áustria — Foto: Thomas Q/UnsplashFlorestas e montanhas na Áustria — Foto: Thomas Q/Unsplash

Mais de 40% das espécies de árvores presentes na Europa estão ameaçadas de extinção, alertou nesta sexta-feira (27) a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Um das principais ameaças é a introdução de espécies invasoras.

É a primeira vez que a IUCN, com sede em Gland, na Suíça, publica uma "Lista Vermelha" de árvores europeias. Nesta ocasião, a organização analisou o destino das 454 espécies de árvores presentes em solo europeu.
Algumas crescem na Europa, mas também em outras partes do mundo. Dessas espécies, 42% são consideradas ameaçadas e, portanto, têm um "alto risco de extinção", diz o relatório da IUCN.

Para as chamadas espécies endêmicas - que só crescem na Europa, 58% estão ameaçadas e 15% estão criticamente ameaçadas.

Principais ameaças
A introdução de espécies invasoras, a exploração madeireira não sustentável e o desenvolvimento urbano são as principais ameaças ao declínio das espécies arbóreas em solo europeu.

Doenças, desmatamento, criação de animais e mudanças no ecossistema, particularmente relacionadas a incêndios, são outras ameaças às árvores na Europa.
"É alarmante que mais da metade das espécies endêmicas da Europa estejam ameaçadas de extinção", disse Craig Hilton-Taylor, chefe da unidade encarregada de desenvolver a "Lista Vermelha", citado em um comunicado.
"As árvores são essenciais para a vida na terra e as árvores europeias, em toda a sua diversidade, são fonte de alimento e abrigo para inúmeras espécies de animais, como pássaros e esquilos, e desempenham um papel econômico essencial", acrescentou, pedindo à União Europeia que trabalhe pela sua sobrevivência.

Segundo a IUCN, a tramazeira é uma espécie particularmente em risco, com três quartos das 170 espécies europeias sendo consideradas ameaçadas.

O castanheiro-da-índia, atacado pelo mineiro de folhas do castanheiro, uma praga dos Bálcãs, agora é considerada "vulnerável".

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Koenigsegg Regera leva 31,49 segundos para ir a 400 km/h e frear completamente

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Esportivo foi de 0 a 400 km/h em 22,87 segundos. Montadora sueca reivindica quebra do próprio recorde, que foi registrado em 2017 com um Agera RS. 
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 Por G1  

 Postado em 27 de setembro de 2019 às 18h15m  
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Koenigsegg Regera reivindica recorde mundial de 0-400-0 km/h — Foto: DivulgaçãoKoenigsegg Regera reivindica recorde mundial de 0-400-0 km/h — Foto: Divulgação

A Koenigsegg anunciou nesta sexta-feira (27) que seu superesportivo Regera acelerou de 0 a 400 km/h e depois parou por completo em 31,49 segundos, em teste realizado no início da semana, na pista de Rada, na Suécia. Com o resultado, a montadora reivindica a quebra do próprio. recorde registrado com um Agera RS em 20

Dois anos atrás, o Agera fez de 0-400-0 km/h em 33,29 segundos, ou seja, o Regera conseguiu ser 1,8 segundo mais rápido que seu antecessor. No entanto, a empresa não informou se o feito será oficializado pelo livro dos recordes Guinness.

Antes do Agera, o Bugatti Chiron era o veículo que detinha a melhor marca desse tipo de teste. Ele fez em 42 segundos, em 2017.

Os detalhes de como foi realizada a aceleração com o Regera ainda não foram divulgados, mas a Koenigsegg publicou um vídeo promocional sobre a quebra de recorde:
Veja os impressionantes números do Regera:
  • 0 a 400 km/h: 22,87 segundos
  • 400 a 0 km/h: 8,82 segundos
4 motores e apenas uma marcha
Ele é movido por um motor a combustão e 3 elétricos, que juntos podem gerar potência combinada de mais de 1.500 cavalos. O mais curioso é que o Regera não possui caixa de câmbio, que foi substituída por um sistema chamado de transmissão direta.
Koenigsegg Regera — Foto: Martial Trezzini / AP Photo / KeystoneKoenigsegg Regera — Foto: Martial Trezzini / AP Photo / Keystone

Dois motores elétricos estão alocados em cada roda traseira, despejando tração diretamente. O terceiro motor elétrico vai acoplado a um V8 biturbo de 5.0 litros, que gera 1.100 cavalos, fornecendo torque, arranque e energia para as baterias.

No total, são cerca de 214 kgfm de torque no Regera. O esportivo foi mostrado pela primeira vez em 2016 e, na ocasião, a montadora disse que apenas 80 unidades seriam produzidas.
Koenigsegg Regera — Foto: DivulgaçãoKoenigsegg Regera — Foto: Divulgação
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    quinta-feira, 26 de setembro de 2019

    Ipea mantém previsão de crescimento do PIB em 0,8% para 2019 ancorado em saques do FGTS e redução de juros

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    Análise conjuntural reforça piora do cenário econômico externo e enfatiza recuperação lenta do mercado interno. Entre os componentes do PIB, instituto prevê queda apenas da indústria e do consumo do governo. 
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     Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  

     Postado em 26 de setembro de 2019 às 15h25m  
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    Enquanto o Banco Central aumentou de 0,8% para 0,9% sua previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro neste ano, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) manteve em 0,8% sua estimativa de alta para a economia do país. Ambas projeções foram divulgadas na manhã desta quinta-feira (26).
    O PIB é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.

    O crescimento previsto pelo Ipea está ancorado na expectativa de efeitos da liberação de saques do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no consumo das famílias e de um ciclo de redução de juros.

    Isso porque, ao analisar a conjuntura econômica do país, os economistas do órgão avaliaram os efeitos negativos advindos do cenário econômico externo, que tendem a pressionar para baixo a economia brasileira.

    Do cenário externo, o Ipea destacou as incertezas econômicas e geopolíticas advindas do desfecho do Brexit, da escalada da guerra comercial entre China e Estados Unidos e pelo aprofundamento da crise argentina, além da crise no mercado internacional de petróleo provocada pelo ataque ocorrido na Arábia Saudita.

    A crise da Argentina, ressaltou o Ipea, tem efeito direto nos resultados da indústria brasileira, devido às exportações de manufaturados.

    A despeito da volatilidade e incertezas do cenário externo, o Ipea considerou que “haverá efeitos positivos advindos principalmente da política de saque do FGTS”. Todavia, reforçou as “evidências de que a recuperação da economia ainda está lenta”.

    Na última previsão do Ipea, divulgada em junho, o órgão havia reduzido de 2% para 0,8% a previsão de crescimento da economia no ano. A queda de 1,2 pontos percentuais, disseram os economistas do órgão, se deveu ao desempenho frustrante dos indicadores ao longo do segundo trimestre do ano.

    O Ipea ainda apoia sua previsão de retomada da economia brasileira à aprovação da Reforma da Previdência e outras reformas estruturantes. No entanto, enfatizou que “os ganhos da reforma devem se materializar apenas gradualmente, de modo que os dilemas fiscais de curto prazo ainda são desafiadores”.

    Para o terceiro trimestre do ano, o Ipea prevê crescimento de 0,7% do PIB na comparação com igual trimestre do ano passado.

    Indústria e consumo do governo em queda
    A previsão do Ipea considera que, dentre os componentes do PIB, apenas indústria e consumo do governo devem fechar o ano no campo negativo.

    Para o instituto, pelo lado da demanda, a economia terá crescimento liderado pelo consumo doméstico. “O consumo das famílias deverá crescer 1,5% apoiado pelos efeitos decorrentes da nova política de saques do FGTS e pela continuidade da reversão do choque no preço de alimentos”, enfatizou.

    Pelo lado da oferta, o Ipea destacou que “não houve mudança significativa nas previsões para o PIB dos setores industrial e de serviços”.

    A previsão do Ipea para o fechamento do PIB no ano, por componentes, é de:
    • Indústria: -0,2%
    • Serviços: 1,2%
    • Agropecuária: 0,9%
    • Consumo das famílias: 1,5%
    • Consumo do governo: -0,3%
    • Formação Bruta de Capital Fixo: 2,3%
    • Exportações de bens e serviços: 0,6%
    • Importações de bens e serviços: 2,9%
    Juros e inflação mais baixos
    Na previsão de junho, o Ipea considerava também que “havia razoável grau de incerteza em relação à trajetória da política monetária”.

    Na atual, considerou “uma trajetória gradual de redução da taxa de juros, com, pelo menos, mais uma redução de 0.5 p.p. na Selic”. O órgão estima que a taxa básica de juros deve ficar em 4,75% ao ano até o fim de 2019, e em 5% em 2020.

    Já para a inflação, o Ipea estima que ela encerrará o ano com um acumulado de 3,55%, abaixo da meta central do governo, que é de 4,25%. Para 2020, o instituto prevê que ela fique em 3,90%.
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