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sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Bugatti cria outro hipercarro, mas esse custa 'só' R$ 35,5 milhões

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Centodieci é 3 milhões de euros mais barato do que o La Voiture Noire, o veículo mais caro de todos os tempos. Nova criação presta homenagem aos 110 anos da empresa. 
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 Por G1  

 Postado em 16 de agosto de 2019 às 20h45m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Bugatti Centodieci — Foto: DivulgaçãoBugatti Centodieci — Foto: Divulgação

Depois de lançar o carro mais caro do mundo, por 11 milhões de euros (R$ 48,8 milhões), a Bugatti lança agora um outro veículo, um pouco mais “acessível”: o Centodieci foi apresentado nesta sexta-feira (16), e custará 8 milhões de euros (R$ 35,5 milhões, na cotação do dia).
A produção, de apenas 10 exemplares, já está toda vendida. As entregas terão início apenas em 2021.

O Centodieci presta homenagem o superesportivo EB110, dos anos 1990. O próprio EB110 já era um tributo aos 110 anos do nascimento do fundador da empresa, Ettore Bugatti (daí das iniciais dele no nome do veículo).
Bugatti Centodieci e EB110 — Foto: DivulgaçãoBugatti Centodieci e EB110 — Foto: Divulgação

6 segundos
Voltando ao Centodieci, que significa 110 em italiano, o carro traz o já conhecido motor de 8 litros e 16 cilindros dispostos em W. Mas a potência foi aumentada para 1.600 cavalos.
É a mesma potência que a soma de 20 carros populares.

Ele acelera de 0 a 100 km/h em 2,4 segundos. Alcança os 200 km/h em 6,1 segundos, e acelera até os 300 km/h em 13,1 segundos. A velocidade máxima é de 380 km/h. Ele também teve o peso reduzido em 20 kg, na comparação com o Chiron. Parte disso se deve aos limpadores de para-brisa, feitos em fibra de carbono.

Releitura moderna
Bugatti Centodieci (centro), EB110 (esquerda) e Chiron (direita) — Foto: DivulgaçãoBugatti Centodieci (centro), EB110 (esquerda) e Chiron (direita) — Foto: Divulgação

Assim como o La Voiture Noire (o carro de 11 milhões de euros) e o Divo (que custa "apenas" 5 milhões de euros), o Centodieci é uma edição limitada, e usa como base o Chiron.

Mas seu design é inspirado no próprio EB110. Isso vale para a grade em forma de ferradura, que é menor no Centodieci do que no Chiron. A tomada de ar também é dividida em barras horizontais, como no carro dos anos 1990.

Embora os faróis sejam bem mais estreitos, eles são contornados por nichos pretos, assim como no EB110. A lateral conserva as tomadas de ar redondas. Na traseira, uma diferença fundamental. As lanternas, em forma de pílula no modelo homenageado, ganham forma de traços no Centodieci.
Bugatti Centodieci — Foto: DivulgaçãoBugatti Centodieci — Foto: Divulgação

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    quinta-feira, 15 de agosto de 2019

    3,3 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos 2 anos, aponta IBGE

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    Número representa 26,2% dos 12,8 milhões de brasileiros que estavam desocupados no 2º trimestre. Em um ano, houve acréscimo de 196 mil pessoas nessa situação.
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     Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira  

     Postado em 15 de agosto de 2019 às 16h25m  
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    3,3 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos 2 anos, aponta IBGE
    3,3 milhões de desempregados procuram trabalho há pelo menos 2 anos, aponta IBGE
    Dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que 3,347 milhões de desempregados procuram emprego há pelo menos 2 anos. Esse universo representa 26,2% (cerca de 1 em cada 4) dos desempregados no país no 2º trimestre.

    Segundo o IBGE, esses números são os maiores para um trimestre desde 2012. No 1º trimestre, eram 3,319 milhões de brasileiros nessa situação, que representavam 24,8% do total.
    Em um ano, houve acréscimo de 196 mil pessoas (alta de 6,2%) que estão à procura de emprego há dois anos ou mais.

    "Esse total era de 1,435 milhão de pessoas em 2015, um indicador com tendência de crescimento em função da dificuldade da inserção no mercado de trabalho a partir do início da crise econômica, em finais de 2014", destacou o IBGE.

    Desempregados por tempo de procura por trabalho
    Em %
    Created with Highcharts 5.0.9Menos de 1 mês: 14De 1 mês a menos de 1 ano: 45,6De 1 ano a menos de 2 anos: 14,22 anos ou mais: 26,2
    Fonte: IBGE

    Segundo a analista da PNAD Contínua, Adriana Beringuy, a proporção de pessoas à procura de trabalho em períodos mais curtos está diminuindo, mas têm crescido nos mais longos. Ou seja, quanto mais tempo desempregado, mais difícil voltar. "Parte delas pode ter conseguido emprego, mas outra aumentou seu tempo de procura para os dois anos”, avaliou.

    A taxa de desemprego média no país recuou para 12% no 2º trimestre, ante 12,7% no 1º trimestre, conforme já divulgado anteriormente pelo órgão, mas ainda atinge 12,8 milhões de brasileiros.

    Do total de desempregados, a maior fatia (45,6% ou 5,823 milhões) procura trabalho há mais de 1 mês e menos de 1 ano, 1,807 milhão (14,2%) há mais de 1 ano e menos de 2 anos e 1,789 milhão (14%) há menos de 1 mês.

    O elevado tempo de procura por emprego é um dos fatores que ajudam a explicar a alta do número de desalentados (aqueles que desistiram de procurar emprego). No segundo trimestre, eram 4,9 milhões de brasileiros nessa situação. Os maiores contingentes de desalentados estão na Bahia (766 mil pessoas) e no Maranhão (588 mil).
    Desemprego cai para 12% no 2º trimestre, mas ainda atinge 12,8 milhões
    Desemprego cai para 12% no 2º trimestre, mas ainda atinge 12,8 milhões

    Desemprego maior entre jovens, mulheres e negros
    Segundo os números do IBGE, a taxa de desocupação no país ficou em 12% no 2º trimestre, mas com diferenças significativas entre homens (10,3%) e mulheres (14,1%). As mulheres também se mantiveram como a maior parte da população fora da força de trabalho (64,6%). O nível da ocupação dos homens, no Brasil, foi estimado em 64,3% e o das mulheres, em 45,9%.

    A taxa de desemprego daqueles que se declararam brancos ficou em 9,5%, abaixo da média nacional, enquanto a dos pretos e a dos pardos foi 14,5% e 14%, respectivamente.

    Na análise por grau de instrução, a maior taxa de desemprego é entre aqueles com ensino médio incompleto (20,5%). Na sequência, estão os trabalhadores com nível superior incompleto (14,1%), fundamental completo (13,9%) e ensino médio completo (13,6%). Já a menor é entre trabalhadores com superior completo (6,1%) e os sem instrução (8,7%).

    "Apesar das taxas [do sem instrução e do superior completo] serem próximas, a realidade por trás delas é bem diferente, principalmente em termos de rendimento e de condições de trabalho", destacou a pesquisadora.

    As taxas de desocupação mais elevadas se referem à população jovem dos grupos etários de 14 a 17 anos (42,2%) e de 18 a 24 anos de idade (25,8%).

    O maior contingente de desempregados, entretanto, se concentra entre a população de 25 e 39 (34,2%) e jovens de 18 a 24 anos (31,6%).

    Taxa de desemprego por grupos de idade
    Em %
    Created with Highcharts 5.0.942,242,225,825,811,111,17,27,24,84,814 a 17 anos18 a 24 anos25 a 39 anos40 a 59 anos60 anos ou mais01020304050
    Fonte: IBGE

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      quarta-feira, 14 de agosto de 2019

      Técnica de 'fraturamento hidráulico' é usada para retirar gás natural de camadas de difícil acesso nas rochas.

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      Pesquisa indica participação dessa atividade no aumento da concentração de gás metano no ar na última década.
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       Por G1  

       Postado em 14 de agosto de 2019 às 17h 25m  

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      Torre queima gás em unidade de fracking nos Estados Unidos — Foto: Wcn247/VisualhuntTorre queima gás em unidade de fracking nos Estados Unidos — Foto: Wcn247/Visualhunt

      Um estudo divulgado nesta quarta-feira (12) aponta que o aumento da concentração de gás metano na atmosfera nos últimos anos vem, em grande parte, da exploração do gás de xisto por meio de "fracking" (técnica também conhecida como "fraturamento hidráulico").

      A conclusão dos pesquisadores da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, foi publicada em artigo publicado na revista científica "Biogeosciences". Eles analisam o aumento da concentração de gás metano na atmosfera ao longo da última década e sua relação com a crescente utilização do fracking como prática de produção de gás natural.
      O metano é um dos principais gases causadores do efeito estufa. E o fracking é uma técnica de produção de gás natural considerada não convencional: uma espécie de sonda é inserida a mais de 3 mil metros de profundidade, "fraturando" as rochas para a retirada do gás natural presente em camadas quase inacessíveis.
      Segundo o autor do artigo, Robert Howarth, que é professor de ecologia e biologia ambiental, é um erro atribuir a fontes biológicas o aumento da concentração de metano no ar. Pesquisas anteriores vêm associando essa elevação, principalmente, a atividades como a pecuária para produção de carne bovina.

      Como foi feito o estudo
      Os cientistas fizeram uma análise química da composição do metano que vem sendo emitido na atmosfera nos últimos anos. Dessa forma, conseguiram encontrar rastros de suas origens.
      Essa espécie de "impressão digital química" do gás metano indica que uma grande proporção dele agora vem sendo emitida por meio do fracking. A concentração de metano na atmosfera vem aumentando especialmente desde 2008, mas também sua composição está ficando diferente.

      Isso porque o metano proveniente do fracking tem características diferentes daquele emitido pelas técnicas convencionais de produção de gás natural. E também é diferente daquele metano liberado na queima de outros combustíveis fósseis, como o carvão.

      A pesquisa indica que a proporção de moléculas de carbono-13 em relação ao carbono-12 é menor no metano emitido por fracking. Assim como o metano emitido por fontes biológicas, como aquele presente nos gases de animais ou exalado por terras úmidas, tem concentração de carbono-13 mais baixa do que o metano que vem dos combustíveis fósseis.
      O metano proveniente do fracking tem características diferentes daquele emitido pelas técnicas convencionais de produção de gás natural — Foto: Tim Evanson/Visualhunt O metano proveniente do fracking tem características diferentes daquele emitido pelas técnicas convencionais de produção de gás natural — Foto: Tim Evanson/Visualhunt

      Metano no aquecimento global
      De acordo com o estudo, os níveis de gás metano no ar aumentaram muito durante as últimas duas décadas do século 20 e depois se estabilizaram na primeira década do século 21.

      Depois, houve um aumento dramático no metano atmosférico entre 2008 e 2014, passando de 570 bilhões de toneladas anuais para 595 bilhões de toneladas, por causa das emissões por atividades humanas nos últimos 11 anos.

      "Reduzir as emissões de metano agora pode ser uma forma imediata de desacelerar o aquecimento global e cumprir com as metas das Nações Unidas, de manter o aumento da temperatura do planeta abaixo de 2ºC", afirma o cientista, em nota de divulgação da pesquisa.

      "Se pararmos de jogar metano na atmosfera, ele vai se dissipar", acrescenta. "Ele vai embora rapidamente, se comparado com o dióxido de carbono (CO2). Reduzir o metano é a forma mais fácil de conter o aquecimento global."

      O cientista também diz que, ao longo da última década, cerca de dois terços de toda a nova produção de gás natural vem dos Estados Unidos e do Canadá.
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