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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Torre medieval de 900 anos tem suíte de luxo para turistas na Itália; vídeo

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Torre Prendiparte tem 12 andares e terraço panorâmico; diária é R$ 1,6 mil.
Local já serviu de prisão e tem desenhos feitos por detentos.

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Do G1, em São Paulo
21/05/2015 05h10 - Atualizado em 21/05/2015 05h10
Postado às 16h40m
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Uma torre de 900 anos de idade, que já serviu como edifício de defesa, escola para monges e prisão, agora pode ser usado como acomodação por turistas em Bolonha, na Itália.

Apelidada de “coronata” por sua característica forma de coroa, a Torre Prendiparte foi criada no século 11 e é uma das estruturas mais antigas que ainda restam na cidade. Um de seus atrativos é a vista do terraço panorâmico (veja vídeo acima).
A Torre Prendiparte tem 12 andares e foi construída no século 11 (Foto: www.marcoravenna.it/Divulgação)
A Torre Prendiparte tem 12 andares e foi construída no século 11 (Foto: www.marcoravenna.it/Divulgação)

Com doze andares, a torre foi restaurada e ganhou suítes de luxo e restaurante. Dentro, há uma escada em espiral, lareiras antigas e móveis e decoração no estilo do século 19.
Os hóspedes são levados pelo dono do monumento por um tour pela torre, com direito a parada no topo para tomar drinques e aproveitar a vista.

Mas o preço do lugar é à altura da experiência: a diária custa 500 euros (cerca de R$ 1.600) por noite. O jantar, feito por um chef, custa a partir de 100 euros (R$ 330) por pessoa (no jantar de gala o preço chega a 200, ou R$ 670). Por um valor extra, é possível contratar música ao vivo para tocar durante a comida.

Arranhões de prisioneiros
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A Torre Prendiparte tem um terraço panorâmico com vista para a cidade (Foto: www.marcoravenna.it/Divulgação)
A Torre Prendiparte tem um terraço panorâmico com vista para a cidade (Foto: www.marcoravenna.it/Divulgação)

A torre tem esse nome por causa da família Prendiparte, que a construiu na segunda metade do século 11. O objetivo era proteger seus membros e demonstrar poder na cidade.

Em 1588, a torre foi vendida para ser usado pela Igreja como um seminário, lugar de estudo para monges. Em 1751, a torre virou uma prisão para pessoas que cometiam crimes contra a religião. Ainda é possível ver arranhões e desenhos nas paredes feitos pelos prisioneiros naquela época.

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Desemprego sobe para 6,4% em abril, o maior desde março de 2011

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Brasil -.:.- Economia & Mercados - Emprego & Renda - Recessão & Crise - }[ Estatística & Números ]{

Número ficou acima do registrado em março, 6,2%, segundo IBGE.
Índice é o maior para meses de abril desde 2010, quando ficou em 7,3%.

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Anay Cury e Cristiane Caoli Do G1, em São Paulo e no Rio
21/05/2015 09h00 - Atualizado em 21/05/2015 09h57
Postado às 10h00m
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Em abril, o mercado de trabalho brasileiro seguiu os mesmos passos do mês anterior. Mais uma vez, a taxa de desemprego subiu, chegando a 6,4%, e os salários sofreram redução, conforme apontam os números divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira (21).

COMPARAÇÃO MENSAL
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Created with @product.name@ @product.version@4,94,84,954,94,74,84,35,35,96,26,4em %Mai/14Jun/14Jul/14Ago/14Set/14Out/14Nov/14Dez/14Jan/15Fev/15Mar/15Abr/1544,555,566,57
Fonte: IBGE
O índice é o maior para meses de abril desde 2010, quando ficou em 7,3%. Em abril de 2011, o indicador também havia alcançado esse valor. No mês anterior, a desocupação havia atingido 6,2%.

De acordo com o IBGE, considerando todos os meses, o desemprego também é o mais alto desde março de 2011, quando atingiu 6,5%.
“Significa uma taxa estável em relação a março. No entanto, 6,4%, estatisticamente, representa crescimento da taxa de desocupação em relação abril do ano passado, que foi 4,9%.

(…) Nesse mês de abril, na comparação com 2014, o aumento veio do crescimento daqueles que procuram [por trabalho]”, explicou Adriana Araújo Beringuy, técnica de trabalho e rendimento do IBGE.

A pesquisa é feita nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre.
A população desocupada chegou a 1,6 milhão de pessoas em abril, praticamente o mesmo valor do mês anterior. Já na comparação com abril de 2014, esse número cresceu 32,7%. Segundo o IBGE, esse é o maior crescimento anual da população desocupada desde março de 2002.

“A gente percebe que em relação ao ano passado, a gente está com movimento de crescimento e patamares mais altos. O que ocorre de diferente agora é que a gente vem observando desde janeiro para cá um aumento importante e seguido da desocupação, ou seja, aumento da pressão sobre o mercado de trabalho.”

Na outra ponta, o IBGE estima que a população ocupada somou 22,8 milhões - "refletindo estabilidade nas análises mensal e anual."
“O que está acontecendo simultaneamente a essa expansão [de pessoas procurando por trabalho] é uma tendência de redução da população ocupada. E além disso, um menor crescimento da chamada população não economicamente ativa.”

O número de trabalhadores com carteira de trabalho assinada no setor privado bateu 11,5 milhões - valor 1,9% abaixo do resultado de abril do ano passado. Em relação ao mês anterior, não houve variação, de acordo com a pesquisa.

COMPARAÇÃO ANUAL
em %
Created with @product.name@ @product.version@7,36,465,84,96,4em %abr/10abr/11abr/12abr/13abr/14abr/154,555,566,577,5
Fonte: IBGE
Homens e jovens
“Quem está pressionando [o mercado de trabalho] são pessoas mais jovens e do sexo masculino. Não que não esteja havendo pressão também das mulheres, mas o crescimento da taxa dos homens foi muito mais significativo na comparação anual. Sai de 5,3% [taxa de desocupação] para 5,7% enquanto das mulheres segue em 7,2%.”


O nível da ocupação (proporção de pessoas ocupadas em relação às pessoas em idade ativa) foi estimado em 52,2%, ficando 0,8 ponto percentual abaixo de abril de 2014.

Na análise regional, o desemprego não mostrou variação em relação a março, mas em relação ao mesmo mês de 2014, as taxas ficaram diferentes. Em Salvador, o índice passou de 9,1% para 11,3%; em Belo Horizonte, de 3,6% para 5,5%; em Porto Alegre, de 3,2% para 5,0%; no Rio de Janeiro, de 3,5% para 5,2%; no Recife, de 6,3% para 7,8%, e em São Paulo, de 5,2% para 6,3%.

Salário
O rendimento médio real dos trabalhadores foi estimado em R$ 2.138,50, caindo 0,5% em relação a março e 2,9% frente ao mesmo mês de 2014.


"A medida que essa população cresce menos [não economicamente ativa], existe tendência de redução do rendimento. Ou seja, do rendimento já descontado inflação ou correção do índice de preço. Essa retração do rendimento na comparação mensal se deu-se por conta do aumento dos preços”, afirmou a técnica.

O tipo de atividade que vivenciou a maior queda no rendimento foi a construção. Na comparação mensal, o recuo foi de 4% e na anual, de 7,5%.

Quando são analisadas as categorias de posição na ocupação, como se refere o IBGE, quem mais sofreu queda nos salário foram os empregados sem carteira no setor privado (-4,2%). No caso de militares e funcionários públicos, ao contrário das demais, o rendimento subiu 0,4% entre março e abril deste ano.

Na comparação com o ano passado, as quedas partiram de empregados sem carteira no setor privado (-3,0%), pessoas que trabalham por conta própria (-2,8) e empregados com carteira no setor privado (-2,6%).

Na análise regional, o rendimento caiu em Recife (-4,9%); Rio de Janeiro (-1,4%); Salvador (-1,0%) e Belo Horizonte (-0,5%). Ficou estável em Porto Alegre e subiu 0,6% em São Paulo.

Na comparação anual, os recuos partiram de Salvador (-5,5%); Belo Horizonte (-4,1%); Recife e Rio de Janeiro (-2,7% em ambas); São Paulo (-2,6%) e Porto Alegre (-1,9%).


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'Prévia' do PIB aponta para retração de 0,81% no 1º trimestre e recessão

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Brasil -.:.- Economia & Mercados - Recessão & Crise - Desenvolvimento & Sustentabilidade - {[ Estatística & Levantamento ]}

Prévia do PIB foi divulgada pelo BC; resultado oficial sai em 29 de maio.
Consumo fraco e setor externo ruim motivaram resultado, diz economista.

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Alexandro Martello Do G1, em Brasília
21/05/2015 08h36 - Atualizado em 21/05/2015 08h47
Postado às 09h10m
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Após ter registrado estagnação no ano passado, a economia brasileira iniciou o ano de 2015 não só pisando no freio mas também engatando a marcha ré, segundo informações divulgadas nesta sexta-feira (15) pelo Banco Central (BC).

O chamado Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), calculado pelo BC e que busca ser uma espécie de "prévia" do Produto Interno Bruto (PIB), registrou um "encolhimento" de 0,81% no primeiro trimestre deste ano, em comparação com os três últimos meses de 2014. A variação foi feita após ajuste sazonal.

Além de a prévia do PIB ter mostrado que a economia brasileira teria "encolhido" no primeiro trimestre deste ano, ela também indicou que o Brasil pode ter entrado em recessão. Isso porque os resultados de meses anteriores foram revisados. 

Com os novos valores, a economia teria registrado contração de 0,20% nos três últimos meses do ano passado, na comparação com o trimestre anterior. Dois trimestres consecutivos de queda do PIB configuram o que os economistas classificam de "recessão técnica".

O Produto Interno Bruto é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, e serve para medir a evolução da economia. O resultado oficial do PIB do primeiro trimestre, porém, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 29 de maio.

Resultado de março e em doze meses
Somente em março, ainda de acordo com  números da autoridade monetária, a economia brasileira teria registrado retração de 1,07%. Trata-se, de acordo com o Banco Central, da maior queda do PIB mensal desde junho de 2014 - quando foi registrada uma contração de 1,42%. E, no acumulado em 12 meses até março, o indicador registrou contração de 1,18%, segundo números do BC.


O que motivou resultado
Para o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito, o PIB do primeiro trimestre deste ano, cujo resultado oficial será divulgado na semana que vem, deve registrar uma retração de 0,5% contra o quarto trimestre do ano passado.


"Isso deriva de uma desaceleração do consumo das famílias, algo que já está encaminhado, e também do setor externo, cujo resultado está muito ruim", avaliou o economista. Segundo ele, o PIB do primeiro trimestre deste ano ainda tem efeito pequeno das medidas de ajuste fiscal do governo (aumento de imposto e corte de gastos, principalmente de investimentos), que devem "bater" mais fortemente no resultado do segundo trimestre de 2015.

Segundo ele, o PIB do segundo trimestre deste ano deve ter uma contração maior ainda, de cerca de 0,9%, contra os três primeiros meses deste ano - jogando o país em recessão, que se caracteriza pela contração do PIB por dois trimestres consecutivos. Para o acumulado de todo este ano, Perfeito prevê um encolhimento do PIB de 0,9% na comparação com 2014.

"O setor externo não vai recuperar [em 2015 fechado] apesar de o real ter se depreciado [alta do dólar, que torna exportações mais baratas] e o investimento vai vir muito baixo, dada a baixa confiança dos investidores. O ajuste fiscal vai sendo sentido mais fortemente ao longo do ano e o BC deve subir os juros para até 14,50% ao ano [atuamente, a taxa está em 13,25% ao ano]", declarou.

Resultados do IBC-Br x PIB
O IBC-Br foi criado para tentar ser um "antecedente" do PIB. O índice do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos. Os últimos resultados do IBC-Br, porém, não têm mostrado proximidade com os dados oficiais do PIB, divulgados pelo IBGE.


Em 2012, por exemplo, o IBC-Br mostrou um crescimento de 1,6%. Posteriormente, o resultado oficial do PIB mostrou uma alta menor, de 1%. Em 2013, o BC acertou. Previu uma alta de 2,5% – que foi depois confirmada com as revisão feita pelo IBGE. Em 2014, o BC estimava uma retração de 0,15% no PIB, mas os dados oficiais mostraram uma alta de 0,1% no ano passado.

O Banco Central já informou, em 2013, que o IBC-Br não seria uma medida do PIB, mesmo que tenha sido criado para tentar antecipar o resultado, mas apenas "um indicador útil" para o BC e para o setor privado.

Definição dos juros
O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros (Selic) do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária. Atualmente, os juros básicos estão em 13,25% ao ano e a expectativa do mercado, até o momento, é de nova elevação: para 13,50% ao ano, no início de junho.


Pelo sistema de metas de inflação que vigora no Brasil, o BC precisa calibrar os juros para atingir as metas preestabelecidas. Quanto maiores as taxas, menos pessoas e empresas dispostas a consumir, o que tende a fazer com que os preços baixem ou fiquem estáveis.

Para 2015 e 2016, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Desse modo, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerada a inflação oficial do país e medida pelo IBGE, pode ficar entre 2,5% e 6,5%, sem que a meta seja formalmente descumprida.

Neste ano, tanto o mercado financeiro quanto o governo, e até mesmo o Banco Central, acreditam que inflação oficial ficará acima do teto de 6,5% do sistema de metas. O mercado estima um IPCA de 8,29% para 2015. 

O governo vê a inflação deste ano em 8,2% e a autoridade monetária em 7,9%. O Banco Central tem dito que trabalha para trazer a inflação para o centro da meta, de 4,5%, em 2016.

Post.N.\6.218
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