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quinta-feira, 12 de março de 2015

Estudante de engenharia da UFMG integra projeto de satélite da Nasa

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Mateus Oliveira, de 22 anos, cursa engenharia aeroespacial na UFMG.
Estudante foi aprovado pelo Ciências sem Fronteiras, em junho de 2014.

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Gabriela Gonçalves Do G1, em São Paulo
12/03/2015 06h00 - Atualizado em 12/03/2015 08h05
Postado às 09h45m
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Mateus Oliveira, 22 anos, Estudante de Engenharia Aeroespacial  na UFMG, participa do programa Cieências sem Fronteiras (Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)Mateus Oliveira, 22 anos, estudante de Engenharia Aeroespacial na UFMG, participa do programa Ciências sem Fronteiras (Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)

Foi em junho de 2014, após três anos cursando engenharia aeroespacial na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que Mateus Oliveira, de 22 anos, participou do programa federal Ciências sem Fronteiras. Hoje, participa de um projeto espacial patrocinado pela Nasa, a agência espacial americana, em uma universidade dos Estados Unidos.

O estudante começou a trabalhar no laboratório de sistemas espaciais após cursar uma disciplina prática ministrada pelo diretor da equipe e obter notas altas. "Acredito que participar desse projeto é um incentivo para muitos estudantes brasileiros", conta.

A Nasa tem projetos educacionais e parcerias com muitas universidades dos Estados Unidos e, anualmente, seleciona os melhores projetos do país para serem lançados no espaço através do seu programa educacional de nanossatélites. Rascal foi um dos selecionados no ano passado.
Mateus Oliveira nasceu em Pará de Minas, cerca de 80 km de distância de Belo Horizonte (Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)
Mateus Oliveira nasceu em Pará de Minas, cerca de
80 km de distância de Belo Horizonte
(Foto: Arquivo pessoal/Mateus Oliveira)

Rotina
Além de trabalhar no laboratório, Mateus também assiste às aulas, faz natação e musculação. Em épocas de provas, passa grande parte do seu dia na biblioteca da Universidade de Saint Louis. "A minha rotina aqui é mais intensa em relação a rotina que tinha no Brasil. Aqui aprendi a organizar meu tempo, me sinto mais produtivo hoje em dia", afirma o estudante.


O intercâmbio já era um sonho antigo do jovem, que para facilitar sua ida aos Estados Unidos, contou com dicas de amigos que já tinham feito intercâmbio e praticou o inglês com seu irmão.
Mesmo praticando em casa, Mateus enfrentou dificuldades para se adaptar ao idioma nas duas primeiras semanas e, por isso, fez dois meses de curso de inglês para "melhorar a habilidade com a língua".

No laboratório em que trabalha, o jovem tem tido a compreensão dos colegas que o ajudam quando enfrenta dificuldades com alguns termos técnicos. "Eles são muito prestativos e, além disso, o projeto tem extensa documentação e eu posso pesquisar e estudar termos e conceitos", afirma. Morando há nove meses nos Estados Unidos, o estudante já consegue acompanhar as aulas, escrever cartas e estabelecer diálogos.

Pará de Minas
O estudante, que nasceu em Pará de Minas (MG), cerca de 80 km de distância de Belo Horizonte, contou com o apoio dos pais para aproveitar as oportunidades. "Meus pais me incentivaram bastante, tive muito apoio deles", conta Mateus, que acredita que passar no vestibular foi a parte mais difícil de sua vida acadêmica.


Embora tenha sido uma fase complicada, o resultado foi positivo. Além da UFMG, o estudante também foi aprovado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal de Ouro Preto (Ufop), Universidade Federal de Itajubá (UniFei), Universidade Federal do ABC (UFABC).

Projeto Rascal
O laboratório de sistemas espaciais, que Mateus faz parte, é responsável pelo projeto Rascal, um satélite de duas pequenas naves espaciais para aprimorar tecnológicas de operações de proximidades e percepção no espaço. O lançamento do satélite está previsto para 2016.


De acordo com o estudante, após serem lançadas no espaço, uma nave espacial irá se sincronizar com a outra e assim obter parâmetros como distância e velocidade, que depois serão processados e poderão contribuir para aprimorar manobras. "Eu não esperava ter uma oportunidade como essa durante a faculdade. É uma grande conquista para a minha carreira", afirma o jovem.

Futuro
Quando voltar ao Brasil, o jovem planeja organizar melhor seu tempo. "Quero fazer as minhas atividades obrigatórias e ter tempo para o lazer", conta Mateus, que pretende aplicar a experiência do intercâmbio para participar de um projeto de pesquisa sobre análise estrutural.


"Eu ainda não tomei nenhuma decisão sobre o que farei após me formar", afirma Mateus, que no momento está focado em aproveitar experiência internacional.
Tem alguma notícia para compartilhar? Envie para o VC no G1.

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quarta-feira, 11 de março de 2015

Telescópio no Chile detalha constelação a 4 mil anos-luz da Terra

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Imagem obtida pelo Observatório Europeu do Sul foi feita com 500 fotos.
Cientistas usaram o Telescópio de rastreamento VLT Survey.

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Do G1, em São Paulo
11/03/2015 10h55 - Atualizado em 11/03/2015 10h55
Postado às 20h50m
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O Observatório Europeu do Sul, o ESO, divulgou nesta quarta-feira (11) uma nova imagem da constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra. A foto foi obtida pelo telescópio de rastreamento VLT Survey, instalado no Observatório do Paranal, no Chile.

Segundo o ESO, é a vista mais detalhada até hoje dessa parte do céu. A fotografia foi feita a partir da reunião de 500 imagens individuais.


Em comunicado divulgado no site da instituição, o ESO explica que no centro da foto é possível ver o aglomerado estelar aberto NGC 6193, que contém cerca de 30 estrelas brilhantes.
Imagem obtida pelo ESO mostra a constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra.  (Foto: Divulgação/ESO)Imagem obtida pelo ESO mostra a constelação austral do altar, que está a 4 mil anos-luz da Terra. (Foto: Divulgação/ESO)

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Nasa registra intensa explosão solar na tarde desta quarta-feira


Evento teve seu auge às 13h22 (horário de Brasília).
Explosões intensas podem afetar sinais de GPS e de outras comunicações.

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Do G1, em São Paulo
11/03/2015 16h18 - Atualizado em 11/03/2015 18h11
Postado às 20h50m
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Uma explosão solar intensa foi registrada no início da tarde desta quarta-feira (11) pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa. O evento teve seu auge às 13h22 (horário de Brasília), segundo a agência espacial americana.

De acordo com a Nasa, as radiações prejudiciais liberadas em erupções solares não podem atingir a atmosfera terrestre de modo a afetar a população. Mas, se forem muito intensas, podem atingir a camada da atmosfera por onde transitam os sinais de GPS e de outros tipos de comunicação.

Nas redes sociais, alguns usuários reclamavam de terem tido problemas com o GPS na tarde desta quarta-feira. Segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial (SWPC), ligado à Agência Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA), dos EUA, foi registrado um apagão de uma hora de duração nas ondas de rádio de alta frequência no início da tarde desta quarta devido à explosão.

Explosões solares são erupções repentinas na superfície do Sol que se caracterizam pela liberação de grandes quantidades de radiação e que podem ser causadas por mudanças no campo magnético.

O evento desta quarta-feira foi classificado como uma explosão da classe X2.2. A classe X denota as explosões mais intensas.
 Explosão solar da classe X2.2 é vista no meio do sol na tarde desta quarta-feira (11), em imagem capturada pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa (Foto:  NASA/GSFC/SDO/Divulgação) Explosão solar da classe X2.2 é vista no meio do sol na tarde desta quarta-feira (11), em imagem capturada pelo Observatório de Dinâmica Solar da Nasa (Foto: NASA/GSFC/SDO/Divulgação)

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Em 2011, PIB da nova série cresceu 3,9%, diz IBGE

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Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 4,375 trilhões.
Em média, valores ficaram 2,1% acima dos valores da série antiga.

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Anay Cury e Cristiane Cardoso Do G1, em São Paulo e no Rio
11/03/2015 10h00 - Atualizado em 11/03/2015 10h56
Postado às 11h05m
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PIB DE 2001 A 2011
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Created with @product.name@ @product.version@1,32,71,15,73,246,15,2-0,37,52,71,33,11,25,73,1465-0,27,63,9série antiga em %série nova em %20052010-202468
Fonte: IBGE

Em 2011, a economia brasileira cresceu 3,9%. Em valores correntes, chegou a R$ 4,375 trilhões, conforme aponta a nova atualização do Sistema de Contas Nacionais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta quarta-feira (11).

Antes da revisão, o avanço do Produto Interno Bruto (PIB) havia sido de 2,7%.
O PIB per capita também sofreu alteração. Na série anterior, o valor em 2011 era de R$ 20.988. Com a atualização, subiu para R$ 22.162.

 Em média, os valores correntes do PIB de 2000 a 2011, na nova série, ficaram 2,1% acima dos valores da série antiga. Nesse período, a taxa média anual de crescimento foi revisada de 3,5% na série anterior para 3,7%.
Wasmalia Bivar, presidente IBGE. (Foto: Cristiane Cardoso/G1)
Wasmalia Bivar, presidente IBGE. (Foto: Cristiane
Cardoso/G1)

As mudanças seguem recomendações do Manual Internacional de Contas Nacionais (SNA 2008) da Comissão Europeia, do Fundo Monetário Internacional (FMI), da ONU e do Banco Mundial.

“Em 2011, nós iniciamos um processo de revisão do sistema de contas nacionais baseado no novo manual de referência 2008, que todos os países iriam, então, a partir do lançamento do manual, se empenhar para que os sistemas de contas nacionais do mundo pudessem ter comparabilidade”, explicou Wasmalia Bivar, presidente IBGE.

De acordo com os novos dados, a revisão da série não "impactou significativamente" no desempenho das atividades pesquisadas. Houve uma "pequena redução" da participação da agropecuária e da indústria e o aumento dos serviços.

Pela ótica da despesa, os investimentos (medido pela Formação Bruta de Capital Fixo) subiram de 19,5% para 20,6%, em 2010 e de 19,3% para 20,6% em 2011. Segundo o IBGE, o conceito de investimento foi ampliado e passou a incorporar os gastos com os produtos de propriedade intelectual (P&D, software e exploração mineral).
Indicadores econômicos (Foto: Reprodução/IBGE)

Indicadores econômicos (Foto: Reprodução/IBGE)
“Inclusão de pesquisa e desenvolvimento tem impacto que muda tanto a taxa de crescimento do país, quanto acrescenta um pouco o PIB. Acrescenta cerca de 1% [do valor, do nível] no PIB [no ano de 2010]. Em 2011, é próximo”, afirmou Cristiano Martins, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE.

De acordo com coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca de La Roque Palais,“P e D [pesquisa e desenvolvimento] antes estava em consumo intermediário, agora a gente tem que importar uma produção e esse destino da produção que é investimento”, explicou.

O que mudou
Além da inclusão de novas fontes de dados econômicos, como o Imposto de Renda, a atualização teve ainda a incorporação do Censo Agropecuário de 2006, da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009, a inclusão de pesquisa e desenvolvimento, exploração e avaliação de recursos minerais e software na formação bruta de capital fixo e modificação da classificação de ativos fixos.


“Um dos conceitos mais fortes foi a parte do que é um ativo, formação bruta de capital fixo ou investimento. Uma série de produtos que eram considerados como gasto, passam a ser considerados como investimento”, afirmou Roberto Olinto nesta segunda-feira (9), quando as mudanças foram anunciadas.

As Contas Nacionais Trimestrais atualizadas, referentes aos quatro trimestres de 2014, além da série histórica desde 1995, serão divulgados no dia 27 de março. Em novembro, serão reveladas as Contas Nacionais Anuais referentes a 2012 e 2013.

Termelétricas
O tratamento das usinas termelétricas na atividade energia elétrica do PIB também foi modificado, informou a coordenadora do IBGE Rebeca La Roque, durante o anúncio sobre a atualização.


“Nesse caso, não tem a ver com o manual, tem a ver com uma situação específica da economia brasileira. A gente sabe que o custo x produção é bastante diferente das hidroelétricas e termelétricas. Para a mesma produção, tem que gastar mais nas térmicas do que hidroelétricas. Quando liga tem efeito negativo, e quando desliga, positivo”, explicou Rebeca.

Construção civil
O novo sistema irá separar a parte da construção relacionada à edificação e estrutura. “A gente antes fazia suposição que a taxa de crescimento seguia a taxa de crescimento dos insumos da produção. A construção tem essa parte residencial, que tem essa parte importante com as famílias”, explicou a coordenadora.


"A gente passou a incluir a parte do gasto com a remuneração que é bastante importante no caso da construção também. Não só os insumos, mas também toda a parte da remuneração. Então, agora a nossa taxa de crescimento da produção de construção vai ser uma média entre evolução dos insumos e remuneração do setor".

Sede das empresas
Ainda segundo o órgão, haverá mudança no tratamento das sedes de empresas, o que “tende a reduzir o PIB industrial". "Não muda o PIB total, mas faz redistribuição”, analisou Rebeca de La Roque.


“Exemplo, a empresa tem sede no Rio, mas não tem unidade produtiva no Rio, todas são na Bahia. Agora, identificando essa sede e não tendo produção industrial, tem que atribuir uma produção aumentada no Rio e produção diminuída na Bahia, porque a parte dessa produção do Rio está sendo consumida nas unidades produtivas da Bahia. Aumenta serviços no Rio”, explicou.

Saúde pública
A nova referência trará ainda mudança do índice de volume da saúde pública, acrescentou a coordenadora. Os dados foram disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (Datasus).


“Antes pegava todos os procedimentos e internações, mas você pode ter internação de caso supercomplicado que custe muito e outro caso simples, claro que esses gastos são diferentes e antes a gente via isso como se fosse único. A internação da UTI valia a mesma coisa da pessoa que ia tirar um cisto. Agora a gente conseguiu separar em grupos e isso adiciona qualidade à nossa taxa de crescimento”, explicou Rebeca.

Índice de Preços ao Produtor (IPP)
As Contas Nacionais passarão a utilizar ainda o Índice de Preços ao Produtor. Segundo o IBGE, a decisão irá "agregar mais informação". "Porque a gente tem agora, quando faz contas anuais, parte de tecnologia de informação, computadores. Se você comprar um computador hoje, daqui a uma semana é diferente, como tem esse crescimento da produção, é complicado", concluiu Olinto.


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