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quinta-feira, 24 de abril de 2014

País cai para 69º em ranking de acesso à tecnologia


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Brasil perde nove posições em lista com 148 nações, segundo relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial
O Brasil caiu para 69º — nove posições abaixo do resultado de 2013 — num ranking global de 148 países, que mede a capacidade de uma nação usar a tecnologia da informação para estimular a competitividade e o bem-estar. O dado consta do Relatório Global sobre Tecnologia da Informação 2014, elaborado pelo Fórum Econômico Mundial em parceria com a escola de negócios Insead, e divulgado ontem.

No topo do ranking estão Finlândia, Cingapura, Suécia, Holanda, Noruega e Suíça. Entre os dez primeiros, Estados Unidos (7º), Hong Kong (8º) e Coreia do Sul (10º) avançaram. Já o Reino Unido (9º) caiu.

Se a leitura tiver como foco a América Latina, o Chile é o país mais bem colocado, em 35º lugar, apesar de ter perdido uma posição na comparação com 2013. Antes do Brasil, vêm ainda Porto Rico (41º), Panamá (43º), Costa Rica (53º) e Colômbia (63º). Entre os Brics, a Rússia (50ª) tem o melhor desempenho. A China vem na 62ª posição; a Índia, na 83ª.



1. Finlândia
2. Cingapura
3. Suécia
4. Holanda
5. Noruega
6. Suíça
7. Estados Unidos
8. Hong Kong
9. Reino Unido
10. Coreia do Sul
35. Chile
41. Porto Rico
43. Panamá
50. Rússia
53. Costa Rica
55. Barbados
56. Uruguai
62. China
63. Colômbia
69. Brasil
70. África do Sul
83. Índia
100. Argentina
147. Burundi
148. Chade
FONTE: Relatório Global sobre Tecnologia da Informação 2014 / Fórum Econômico Mundial

O relatório mostra que há pouco progresso no esforço para superar a distância digital entre as nações mais conectadas e o resto do mundo. Essa estagnação é preocupante sobretudo em países emergentes. Essas nações, diz o estudo, correm o risco de não conseguirem se beneficiar do impacto positivo que as tecnologias da informação podem trazer.

Avanços em inovação, competitividade econômica e inclusão social estão entre eles.
Na América Latina, avalia o relatório, o desafio continua sendo melhorar a conexão digital. Uma das conclusões é que o sistema de apoio ao empreendedorismo e à inovação impede que os países da região consigam capitalizar investimentos em TI. E isso resulta em nova exclusão digital entre as nações que evoluem nos planos social e econômico e as demais.

O cálculo do índice que compõe o ranking leva em conta uma série de fatores ligados ao uso de TI, como custo de acesso; uso por governos, empresas e pessoas; ambiente de negócios e inovação; cenário político, impactos econômicos e sociais. Há resultados que pesam na posição do Brasil no ranking geral. 

O número de dias necessários para abrir um negócio, por exemplo, chega a 108, contra 19 no Chile ou 22 em México, Panamá e Porto Rico.
O estudo mostra que o aporte em tecnologia de informação, sozinho, não basta para garantir competitividade aos países. Para chegar lá, o caminho é investir ao mesmo tempo em inovação, empreendedorismo e infraestrutura.

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quarta-feira, 23 de abril de 2014

Banda larga móvel já alcança mais da metade das linhas no país, aponta Anatel


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Em março, total de linhas móveis somava 273,6 milhões. Banda larga já conta com 114,4 milhões de acessos

BRASÍLIA – O total de acessos de internet móvel 3G já é mais da metade do número de linhas de telefone móvel no país. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) informou nesta quarta-feira que a banda larga móvel totalizou 114,42 milhões de acessos em março, quando o total de linhas de telefone móvel no país alcançou 273,58 milhões.

O número de acessos com tecnologia 4G ainda é bem menor do que os de 3G. Segundo a Anatel, do total de acessos banda larga, 2,08 milhões eram terminais 4G. 

No mês passado, foram criadas 860,21 mil linhas de telefonia celular no país, um aumento de 0,31% na base de linhas ativas no país.

A maioria dos telefones móveis no país são pré-pago: em março, esses acessos totalizavam 212,21 milhões (77,57% do total) e os pós-pagos eram 61,37 milhões (22,23%).

A teledensidade (o número de linhas ativas em cada grupo de cem pessoas no país) em março foi de 135,30, ou seja, há 1,4 linhas por pessoa no país. 

No Distrito Federal, essa relação é a maior: são quase 2,2 telefones por pessoa. No Maranhão, a relação é a menor do país, com menos de uma linha (0,94 linha) por pessoa.


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Cobertura de rede celular em estádios deverá ficar incompleta



Problemas sentidos durante a Copa das Confederações, no ano passado, podem se repetir na Copa do Mundo
RIO E SÃO PAULO - Operadoras de telecomunicações estão enfrentando dificuldades para fornecer cobertura adequada de telefonia móvel sobre importantes locais de realização da Copa do Mundo a menos de dois meses da realização do torneio.

O problema já foi sentido durante a Copa das Confederações em 2013, um ensaio para a Copa do Mundo deste ano, com 73 mil torcedores no Maracanã mal podendo mandar uma mensagem de texto para comemorar a vitória do Brasil contra a Espanha por 3 a 0. 

"Onde não tivemos muito tempo, provavelmente não vamos conseguir ter cobertura completa para os estádios", disse Eduardo Levy, diretor-executivo do Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular e Pessoal (SindiTelebrasil).

Jérôme Valcke, secretário-geral da Fifa, afirmou recentemente que estava profundamente preocupado de que, na maioria dos casos, as comunicações para os torcedores e para a imprensa, não serão totalmente testadas antes do início da Copa, em 12 de junho, em São Paulo.

"Não queremos que o Brasil seja lembrado como tendo realizado a pior Copa do Mundo de todos os tempos porque os jornalistas não poderão divulgar suas histórias para o restante do mundo", disse Valcke.

Após os problemas da Copa das Confederações, a indústria de telefonia pediu 120 dias para instalar e calibrar as redes em seis novos estádios entregues este ano. O setor recebeu menos de 70 dias em Curitiba e São Paulo.

Equipes de 100 técnicos estão agora trabalhando dia e noite para ajustar a cobertura nestes estádios, mas provavelmente haverá "pontos cegos" nos arredores das arenas, estacionamentos e estruturas temporárias, disse Levy.

"Nos aeroportos, nossa intenção foi fazer o mesmo projeto desenhado para os estádios", disse ele. "Mas muitos aeroportos não estarão prontos a tempo. Faremos cobertura externa."

Os aeroportos devem receber cerca de 600 mil turistas estrangeiros equipados com celulares inteligentes. Esta concentração de usuários que utilizam intensa transferência de dados coloca peso adicional sobre redes locais de telefonia.

No dia da final da Copa das Confederações no ano passado, por exemplo, a média diária de tráfego de dados no Rio de Janeiro subiu para um terço da média brasileira, segundo a operadora Claro.

A rede de telefonia no Maracanã naquele dia estava tão requisitada que as baterias dos celulares rapidamente se esgotaram com o esforço de conseguir sinal, o que deixou alguns torcedores sem poder usar seus aparelhos no final da partida.

Para tentar evitar uma repetição, um consórcio da indústria está investindo 200 milhões de reais para reforçar a cobertura nos estádios da Copa do Mundo.
As operadoras também estão ampliando redes de fibra óptica nas cidades-sede e adicionando antenas em grandes hotéis, centros de treinamento e instalações públicas. 

A Vivo sozinha está preparando a instalação de 65 novas torres de telefonia celular em importantes locais da Copa.
Outras operadoras como a Oi estão ampliando redes WiFi em áreas públicas populares para ajudar a desafogar a rede móvel de dados.

A Fifa ainda precisa aprovar o uso de redes complementares WiFi nos estádios, o que poderia aumentar a capacidade de dados em até 50 por cento.
Redes de telefonia celular tiveram bom desempenho na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010, e nos Jogos Olímpicos de Inverno em Sochi, este ano.

O mercado brasileiro de telefonia celular mais que dobrou em seis anos, para 273 milhões de linhas em país com quase 200 milhões de habitantes, mas os investimentos em rede não acompanharam o movimento.

"Os problemas que vamos enfrentar nas cidades-sede da Copa do Mundo são aqueles que já enfrentamos", disse Eduardo Tude, presidente da consultoria de telecomunicações Teleco.

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Mantega diz que inflação não ultrapassará 6,5% no fechamento do ano


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Ministro da Fazenda nega que haja alguma mudança nos critérios de avaliação da inflação
Ministro da Fazenda participou, ao lado do ministro do Desenvolvimento Mauro Borges, de evento nesta quarta-feira em Brasília Foto: ANDRvâ COELHO / Agvncia O Globo / Agência O Globo
Ministro da Fazenda participou, ao lado do ministro do Desenvolvimento Mauro Borges, de evento nesta quarta-feira em Brasília ANDRvâ COELHO / Agvncia O Globo / Agência O Globo
BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta quarta-feira que a inflação oficial medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrará o ano dentro da meta, de até 6,5% ao ano. 

Mantega disse que o Brasil está em um período de elevação inflacionária, o que ocorre anualmente. Mas afirmou que a tendência é que preços de produtos voltem a cair.

— Quando você pega a inflação no seu pico, no período mais forte, em 12 meses ela pode até ultrapassar os 6,5%, que é o nosso limite máximo. Mas depois ela diminui, ela arrefece e eu tenho certeza que vamos terminar o ano dentro do limite de 6,5%. 

Não vamos ultrapassar o limite de 6,5% — afirmou o ministro.
Mantega fez a afirmação ao ser questionado sobre as previsões de economistas do mercado financeiro. Nesta semana, analistas ouvidos pela pesquisa Focus, do Banco Central, estimaram pela primeira vez que a inflação vai estourar o teto da meta do governo em 2014.

Eles esperam que a inflação oficial encerre o ano em 6,51% – ante uma projeção de 6,47% na semana passada.
Mantega disse ainda que o período de elevação inflacionária no Brasil é sazonal.
— (O período de elevação inflacionária) é sazonal, portanto. Mas tem a ver também com algumas condições meteorológicas. 

Este ano, nós temos menos chuva, o que fez com que subissem alguns produtos, principalmente hortifrutigranjeiros — disse. — Março subiu, abril também. Mas já começa a baixar o hortifrutigranjeiro — acrescentou.

Mantega ressaltou que, seguindo a trajetória de anos anteriores, há dois meses de pressão inflacionária para que, então, haja um recuo.

— Então, posso dizer que os indicadores demonstram que a inflação já começou a recuar, de modo que em maio e em junho ela será mais baixa disse o ministro, que reiterou que a maioria dos produtos terá seus preços reduzidos ao longo dos próximos meses.

O ministro negou que haja alguma mudança nos critérios de avaliação da inflação.
— O governo não está estudando mudar os índices ou os critérios de avaliação da inflação. Quem faz isso são os Estados Unidos.

Os Estados Unidos retiram alimentos e combustível do índice principal — afirmou.
— Nós não fazemos isso e continuaremos da mesma maneira utilizando os mesmos critérios — garantiu Mantega.


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Inflação e gastos de início de ano puxam aumento de cheques sem fundos no país



Segundo a Serasa, percentual atingiu em março 2,21%, contra 1,99% registrado em fevereiro
No estado do Rio, a devolução no mês passado foi de 1,64% do total de cheques compensados
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o globo
Publicado:Atualizado:



No estado do Rio, a devolução de cheques em março foi de 1,64% do total de cheques compensados, maior que a taxa de 1,44% registrada em fevereiro Foto: Reprodução da internet
No estado do Rio, a devolução de cheques em março foi de 1,64% do total de cheques compensados, maior que a taxa de 1,44% registrada em fevereiro Reprodução da internet

RIO - O percentual de devoluções de cheques sem fundos cresceu em março, atingindo 2,21%, com relação ao mês anterior, quando o índice ficou em 1,99%, de acordo com indicador da Serasa Experian. 

No mês passado foram devolvidos 1.401.869 cheques e compensados 63.390.631. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o índice caiu, pois em março de 2014 era de 2,36%.

Economistas do órgão de proteção ao crédito relacionam o aumento da inadimplência às dificuldades financeiras do consumidor diante de um cenário de inflação em aceleração e do acúmulo de compromissos típicos do primeiro trimestre do ano: pagamento de impostos como IPVA e IPTU, despesas com material escolar, gastos das viagens de férias, restos a pagar das compras parceladas das festas de fim de ano. 

Portanto, entendem que há um caráter sazonal refletido no índice.

Com relação aos estados, Roraima liderou o ranking estadual dos cheques sem fundos nos primeiros dois meses do ano, com 12,33% de devoluções. O Amazonas foi o estado com o menor percentual (1,24%). 

Entre as regiões, a Norte foi a que liderou o ranking, com 4,3% de cheques devolvidos. A região Sudeste foi a que apresentou o menor percentual (1,64%).

No estado do Rio, a devolução de cheques em março foi de 1,64% do total de cheques compensados, maior que a devolução de 1,44% registrada em fevereiro. 

Em março do ano passado, a devolução de cheques pela segunda vez por falta de fundos no Rio de Janeiro havia sido de 1,79% do total de cheques compensados.