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terça-feira, 27 de setembro de 2011

Café pode prevenir depressão em mulheres, diz estudo


Estudo científico.


INTERNACIONAL -- NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.


Pesquisa de Harvard feita ao longo de uma década registrou consumo da bebida entre mulheres.


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Da BBC

Estudo sobre consumo de café foi feito entre mais de 50 mil mulheres (Foto: BBC)
Estudo sobre consumo de café foi feito entre mais
de 50 mil mulheres (Foto: BBC)

Uma pesquisa indica que mulheres que bebem duas ou mais xícaras de café por dia são menos propensas a sofrer de depressão.


Ainda que as razões desse efeito não estejam claras, os autores acreditam que a cafeína pode alterar a química do cérebro. O estudo mostrou ainda que café descafeinado não teria o mesmo efeito.


Os resultados da pesquisa foram divulgados na publicação especializada 'Archives of Internal Medicine' e provêm de um estudo realizado entre mais de 50 mil enfermeiras.


Uma equipe de especialistas do Harvard Medical School acompanhou a saúde do grupo de mulheres pesquisado ao longo de uma década, entre 1996 até 2006, e fez uso de questionários para registrar o consumo de café por parte delas.


Entre as pesquisadas, apenas 2.600 deram sinais de depressão ao longo deste período. E, destas, a maior parte consumia pouco café ou não tomava a bebida.


Comparadas com as mulheres que bebiam apenas um copo de café por semana ou até menos, aquelas que consumiam duas a três xícaras por dia tinham 15% a menos de chance de sofrer depressão.


Aquelas que bebiam quatro ou mais xícaras por dia tinham 20% de chance a menos de ter depressão.


Suicídios
A pesquisa mostrou ainda que consumidoras regulares de café estavam mais propensas a fumar, beber álcool e menos envolvidas com atividades da Igreja ou grupos voluntários ou comunitários. Elas também estavam menos propensas a ficar acima do peso e a sofrer pressão alta ou diabetes.



Os cientistas afirmam que a pesquisa contribui para outros estudos que indicam que consumidores de café têm índices de suicídios mais baixos.


Os pesquisadores de Harvard acreditam que a cafeína seja o principal agente nesse processo, já que a substância é conhecida por sua capacidade de realçar sentimentos de bem estar e de energia.


Mas ainda é preciso realizar mais pesquisas para verificar se a substância é útil para prevenir a depressão.


Uma outra possibilidade, dizem os pesquisadores, é que pessoas com propensão à depressão optem por não tomar café porque a bebida possui muita cafeína. Um dos sintomas mais comuns da depressão é perturbação do sono e a cafeína pode exacerbar essa condição, por ser um estimulante.


O excesso de cafeína também é capaz de realçar sensações de ansiedade.
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Confiança do consumidor cai em setembro, mostra FGV

BRASIL 

ECONOMIA  --  NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.


Índice atingiu o menor nível desde março de 2010, segundo a pesquisa.
Pessimismo em relação aos próximos meses aumentou.


Do G1, em São Paulo

]|*-=$=-*|[ O Índice de Confiança do Consumidor (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou queda de 3,4% em setembro, na comparação com agosto, passando de 118,7 para 114,7 pontos. De acordo com o levantamento, divulgado nesta terça-feira (27), o índice atingiu o menor nível desde março de 2010 (111,6 pontos). Esse é o segundo mês seguido de queda.


    O resultado do mês reflete a diminuição da satisfação com o momento presente da economia e o aumento do pessimismo em relação aos próximos meses, segundo a FGV. O Índice da Situação Atual (ISA), um dos que compõem o ICC, recuou 4,1%, passando de 140,4 para 134,6 pontos, o menor desde julho de 2010 (134,0). Apesar da queda, o indicador ainda está acima da média histórica, de 116,1 pontos.


    A principal contribuição para a queda do ICC em setembro partiu da diminuição do grau de satisfação do consumidor com relação à situação presente da economia. O indicador que mede a situação local no momento caiu de 107,1 para 99,5 pontos, o menor desde maio de 2010 (95,7). 


    "A proporção de consumidores que avaliam a situação atual como boa baixou de 27,6% para 20,7%; a dos que a julgam ruim aumentou de 20,5% para 21,2%", diz a FGV por meio de nota.


    Também exerceram influência sobre o resultado deste mês as expectativas para a situação financeira da família nos próximos seis meses. A quantidade de consumidores que esperam melhora passou de 33,7% para 28,7%; e a dos que esperam piora diminuiu em menor proporção, de 4,7% para 3,5%.
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    Fukushima descontaminará 110 mil casas afetadas pela radioatividade

    Tragédia no Japão


    INTERNACIONAL -- NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.

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    DA EFE

    Tragédia no Japão

    |:|*^-^*|:|As autoridades da cidade japonesa de Fukushima irão descontaminar 110 mil casas afetadas por emissões procedentes da usina nuclear de Daiichi, 60 quilômetros ao sudoeste do município e atingida pelo desastre de 11 de março, informou a emissora de televisão NHK nesta terça-feira.


    A medida faz parte de um plano para reduzir a contaminação na cidade --capital da província de mesmo nome-- durante os dois próximos anos, depois que foram detectados altos níveis de radiação em algumas zonas.


    A quantidade de material contaminante detectada se aproximava dos níveis que obrigariam as autoridades a evacuarem as pessoas que moram perto desta área, segundo a NHK, que não detalhou o nível preciso das medições.
    O plano, que também contempla a descontaminação de parques e lugares públicos, prevê a contratação de empresas para remover as substâncias radioativas de tetos, fundações, e, sobretudo, do cimento.


    Algumas famílias com crianças que residiam nas zonas com maior nível de contaminação optaram por deixar seus lares, e a Prefeitura de Fukushima anunciou que os domicílios nos quais vivem adolescentes ou crianças terão atendimento especial.


    As autoridades municipais manifestaram que, se for preciso, recrutarão voluntários de todas as partes do Japão para que auxiliem os moradores na tarefa de retirar a terra e as plantas de pátios e jardins antes do processo de descontaminação. 
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    Explosão mata um e fere nove na Argentina


    INTERNACIONAL -- NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.



    Do Jornal da Band



    ]=*&:&*=[ Mistério numa cidade perto de Buenos Aires. Subiu para nove o número de feridos em uma explosão de causa desconhecida que também matou uma mulher. Vizinhos da casa que explodiu dizem que viram uma bola de fogo no céu pouco antes do estrondo.

    Para os moradores outra prova da queda de algo do espaço seria uma foto tirada de um celular que mostraria um rastro vermelho no céu pouco antes da tragédia. Levamos a foto para um astrônomo. Ele não acredita em meteorito.

    Os peritos preferiam não descartar nenhuma hipótese. Mas pareciam descrentes diante da possibilidade de queda de um meteorito ou de um algum pedaço de satélite especial. Preferiam desconfiar dos botijões de gás recolhidos no local da explosão.

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    Perry lidera entre os republicanos mas Romney leva a melhor contra Obama


    Corrida Presidencial -- E.U.A


    INTERNACIONAL -- NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.

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    DA FRANCE PRESSE

    *.-.=-=.-.* Rick Perry se mantém na primeira posição entre os candidatos republicanos para disputar as eleições presidenciais nos Estados Unidos, aponta uma pesquisa da rede de TV CNN divulgada nesta segunda-feira. Mas seu principal rival, Mitt Romney, estaria melhor situado em um duelo hipotético contra o atual presidente, Barack Obama.


    Apesar de sua atuação ter sido criticada nos últimos dois debates, o governador do Texas tem 28% de apoio entre os republicanos, enquanto 21% apoiam Romney como candidato conservador para lutar contra Obama pela Casa Branca.

    Mario Anzuoni /Reuters
    Mitt Romney (esq.) e Rick Perry (dir.) durante debate republicano no último dia 7 na Califórnia
    Mitt Romney (esq.) e Rick Perry (dir.) durante debate republicano no último dia 7 na Califórnia

    O ex-presidente da Câmara dos Representantes Newt Gingrich e o congressista pelo Texas Ron Paul estão em terceiro e quarto lugares, com 10% e 7% de apoio, respectivamente.


    No cara a cara contra Obama, Romney se sairia melhor. Em uma hipotética disputa com Romney, Obama teria 49% de apoio, contra 48% para o primeiro. Contra Perry, o presidente americano teria 51% de apoio, contra 46% para o primeiro.


    Realizada neste fim de semana, a pesquisa ouviu 1.010 adultos, entre eles 447 republicanos e independentes, que se inclinam para o lado republicano. 
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    BC deve baixar mais os juros, apesar da previsão do mercado sobre estouro da meta da inflação


    Corte mais ousado nos juros


    BRASIL --NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
    ECONOMIA



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    Publicada em 27/09/2011 às 00h01m
    Vivian Oswald, Gabriela Valente e Henrique Gomes Batista 

    *-#-$*$-#-* BRASÍLIA e RIO - Diante de um cenário internacional de crise, que tende a piorar, a equipe econômica não descarta uma redução mais ousada da taxa de juros (Selic) já na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em 18 e 19 de outubro, como arma contra os efeitos da turbulência lá fora. A avaliação do Palácio do Planalto é que o Brasil já vive um cenário de queda da inflação, assim como o resto do mundo, o que permitiria uma decisão mais arrojada no que se refere às taxas de juros, hoje em 12% ao ano. 

    Essa percepção, porém, vai no sentido inverso à dos economistas ouvidos pelo Banco Central (BC) em sua pesquisa semanal do Boletim Focus, que, pela primeira vez, preveem um estouro do teto da meta de inflação este ano, fixado em 6,5%, justamente pelo afrouxamento da política monetária. Segundo o boletim, o IPCA, índice usado pelo governo, encerrará o ano em 6,52%. Foi a sexta previsão seguida de alta da inflação.

    De volta de uma rodada de conversas com autoridades monetárias e o setor financeiro da Europa e dos EUA, o presidente do BC, Alexandre Tombini, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega, estão ainda mais preocupados com a situação internacional. Segundo interlocutores, preveem uma deterioração grave no cenário europeu já nos próximos dias.

    Dilma não quer abrir mão de crescimento
    A percepção é que o cenário descrito na ata da última reunião do Copom, divulgada há duas semanas, e descrito como "catastrófico" por alguns economistas, vem se confirmando. O governo, por determinação da presidente da República, Dilma Rousseff, não considera a possibilidade de abrir mão do crescimento econômico este ano. Daí o cuidado de agir depressa, antecipando-se ao agravamento da crise, para não repetir 2008, quando o BC errou na mão ao esperar tempo demais para começar a cortar os juros após o estouro das hipotecas americanas.

    Em Nova York, na semana passada, a presidente afirmou que não se sai de uma crise profunda por meio de políticas recessivas:

    - É importante procurar respostas novas a problemas novos. Não acredito que se saia da crise produzindo recessão. Temos a experiência de duas décadas perdidas.

    Ontem, após uma semana no exterior, a presidente recebeu Mantega logo pela manhã, e a pauta incluiu a situação econômica nacional, tendo por base todos os cenários discutidos lá fora. O presidente do BC também voltou ontem ao país. A avaliação da autoridade monetária é que o dia nos mercados foi mais calmo. Nenhuma nova medida para dar liquidez está descartada, sobretudo no mercado futuro, foco das turbulências da semana passada.

    A decisão de mudar o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), segundo uma fonte da equipe econômica, ainda não foi tomada. Para os especialistas, a alta do tributo travou o mercado porque pegou todo mundo no contrapé com apostas na queda do dólar e na alta da Selic, o que não aconteceu. A preocupação é evitar que a turbulência internacional, o sobe e desce do dólar, as previsões maiores de inflação contaminem as expectativas da população.
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    segunda-feira, 26 de setembro de 2011

    Previsão do mercado excede teto da meta de inflação de 2011 pela 1ª vez

    BRASIL


    NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.

    ECONOMIA & MERCADOS.


    Confirmação de que a previsão superou teto pela 1ª vez é do BC.
    Em maio deste ano, previsão chegou a 6,40%, mas depois recuou.


    Alexandro Martello Do G1, em Brasília

    *-$.$--$.$-* O Banco Central confirmou nesta segunda-feira (26) que esta foi a primeira vez que os economistas do mercado financeiro elevaram sua a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) deste ano acima do teto do sistema de metas de inflação (6,50%).


    O relatório de mercado, também conhecido como Focus, que é fruto de pesquisa do BC com os economistas dos bancos, informou que a estimativa de inflação deste ano passou de 6,46% para 6,52%. A previsão para o IPCA de 2012, por sua vez, subiu de 5,50% para 5,52%.


    Em maio deste ano, a estimativa dos economistas do mercado financeiro para o IPCA deste ano havia subido para até 6,40%, mas depois disso recuou, voltando a ficar acima deste patamar somente no começo deste mês, em 6 de setembro. A previsão ultrapassou o teto, pela primeira vez, na última sexta-feira (23).


    Sistema de metas de inflação
    Pelo sistema de metas de inflação, que vigora no Brasil, o BC tem de calibrar os juros para atingir as metas pré-estabelecidas. Neste momento, a autoridade monetária já está nivelando a taxa de juros para atingir a meta do próximo ano.



    Para 2011 e 2012, a meta central de inflação é de 4,5%, com um intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. Deste modo, o IPCA pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja formalmente descumprida.O BC busca trazer a inflação para o centro da meta de 4,5% em 2012.


    Quando a meta de inflação é descumprida, o presidente da autoridade monetária tem de escrever uma carta aberta ao ministro da Fazenda explicando as razões que motivaram o "estouro" da meta formal. A última vez que a inflação ficou acima do teto da meta foi em 2003.


    No começo deste ano, a inflação avançou com mais intensidade por conta do aumento dos preços das "commodities" (produtos com cotação no mercado internacional, como alimentos, petróleo e minério de ferros).


    Juros
    Os analistas do mercado financeiro mantiveram a previsão de que o Comitê de Política Monetária (Copom) voltará a baixar os juros em 0,5 ponto percentual em seu encontro de outubro, para 11,50% ao ano. Atualmente, a taxa está em 12% ao ano. Acreditam ainda que os juros voltarão a recuar em dezembro deste ano, quando atingiriam 11% ao ano. Para o fim de 2012, a estimativa do mercado permaneceu em 10,75% ao ano - o que pressupõe nova queda no decorrer do próximo ano.



    Crescimento econômico e câmbio
    O mercado financeiro também baixou, na semana passada, a sua estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 de 3,52% para 3,51%. Esta é a oitava semana consecutiva que a previsão para o crescimento da economia diminui.



    Os ajustes começaram após a piora da crise financeira internacional, com a revisão para baixo da nota dos Estados Unidos pela Standard & Poors. Para 2012, a previsão do mercado de crescimento da economia brasileira permaneceu estável em 3,70%.


    Nesta edição do relatório Focus, a projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2011 subiu de R$ 1,65 para R$ 1,68 por dólar. Para o fechamento de 2012, a previsão do mercado financeiro para a taxa de câmbio avançou de R$ 1,65 para R$ 1,68 por dólar.


    Balança comercial
    A projeção dos economistas do mercado financeiro para o superávit da balança comercial (exportações menos importações) em 2011 subiu de US$ 24 bilhões para US$ 25 bilhões na semana passada.

    Para 2012, o BC revelou nesta segunda-feira que a previsão dos economistas para o saldo da balança comercial avançou em US$ 15,8 bilhões para US$ 16,4 bilhões de superávit.


    No caso dos investimentos estrangeiros diretos, a expectativa do mercado para o ingresso de 2011 ficou estável em US$ 55 bilhões. Para 2012, a projeção de entrada de investimentos no Brasil permaneceu intalterada US$ 50 bilhões.
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    Conselho de Segurança da ONU começa a debater reconhecimento do Estado palestino

    Discussão

    INTERNACIONAL -- NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.



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    *#.~:~.#* NOVA YORK e JERUSALÉM - O Conselho de Segurança das Nações Unidas começa a analisar nesta segunda-feira o pedido de reconhecimento do Estado palestino, onde parece estar destinado a um debate simbólico diante do provável veto dos Estados Unidos. A iniciativa palestina enfrenta uma luta árdua para garantir os nove votos necessários para aprovação. Sem esses votos, o governo Obama será poupado do constrangimento de ter de vetar o pedido, no que seria mais um golpe aos seus esforços de assegurar a paz do Médio Oriente.

    Com o início das discussões formais, diplomatas dizem que os palestinos têm apenas seis votos certos no conselho - China, Rússia, Brasil, Líbano, Índia e África do Sul. Essas nações, com exceção do Líbano, compõem os Brics, cuja influência econômica e diplomática tem crescido diante das perspectivas de recessão nos Estados Unidos e na Europa.

    Ao receber o pedido entregue por Abbas na última sexta-feira, o conselho começará as discussões a portas fechadas. Mas nenhuma ação imediata é esperada.

    Normalmente, o conselho não levaria mais do que 35 dias para analisar e avaliar um pedido de adesão. Em julho, a aplicação do Sudão do Sul, o país mais recente a aderir ao organismo, foi aprovado em questão de dias e entregue à Assembleia Geral, que confirmou a solicitação.

    Diplomatas dizem, porém, que este não será o caso da aplicação palestino já que o limite de 35 dias pode ser facilmente dispensado. Retardar o processo, dizem eles, seria útil para que os Estados Unidos, a União Europeia, Rússia e Nações Unidas - conhecido como o "Quarteto" - coloquem pressão em ambos os lados para voltar à mesa de negociações.

    Pesquisa: cresce popularidade de Netanyahu após assembleia da ONU
    Apesar do impasse, os líderes israelense e palestino parecem ter ganho apoio interno após a Assembleia Geral da ONU. Enquanto o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, foi recebido com herói na Cisjordânia , o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu viu sua popularidadepopularidade subir. Segundo pesquisa publicada no domingo, o índice de aprovação do premier passou de 32%, em julho, para 41%.

    Um estudo do Centro Palestino de Política e Pesquisa, com margem de erro de 3 pontos percentuais, também mostrou um crescimento na popularidade de Abbas nos últimos três meses, que chegou a 59%.
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    Dólar passa de R$ 1,80 e desafia turistas


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    TONI SCIARRETTA
    DE SÃO PAULO


    |>|*$-$*|<| O dólar passou de R$ 1,80 na semana passada, patamar não visto desde junho do ano passado, mas poderá ter dificuldade de se sustentar em cotações tão altas nas próximas semanas se o cenário internacional não se deteriorar mais, segundo analistas.


    A expectativa média do mercado é que o nervosismo ceda --como ocorreu na sexta, quando a moeda americana já recuou 3,5%, para R$ 1,829-- e que as cotações retomem a trajetória de baixa. O argumento é que não houve mudança significativa no fluxo de capital ao país.


    A maioria dos analistas, porém, errou feio ao descartar a recente alta do dólar.
    Depois que o Banco Central surpreendeu reduzindo juros para 12%, bastou a situação piorar um pouco mais para o dólar saltar, em duas semanas, de R$ 1,65 para mais R$ 1,90.


    Em uma semana a alta acumulada já chega a 5,5%; no mês, soma 14,8%.
    Nas casas de câmbio, o dólar turismo já chegou a ser vendido a R$ 2 na semana passada --na sexta, desceu para R$ 1,970.


    A mudança em tão pouco dias desafia o planejamento de turistas e de empresas --a última chacoalhada desse porte ocorreu em 2008 e quase quebrou empresas como Sadia e Aracruz.


    PLANEJAMENTO
    Diante da imprevisibilidade, a recomendação para quem tem compromissos em dólares ou vai viajar ao exterior é começar a comprar aos poucos a moeda americana.


    "Se a viagem está programada para o final do ano, o turista pode comprar a cada mês um pouco, até chegar no valor total no final do ano", afirma Alexandre Milanov, gerente de câmbio da TOV Corretora.


    Segundo Milanov, os clientes ficaram inseguros nos últimos dias na hora da compra e tendem a esperar o mercado ficar menos volátil para efetuarem o negócio.


    Para Sidnei Nehme, diretor da corretora NGO, o dólar pode voltar ao equilíbrio entre R$ 1,60 e R$ 1,70 assim que os estrangeiros neutralizem eventuais perdas com câmbio na Bolsa.
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