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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

Midterms nos EUA: vitória democrata ameaça planos de Trump e pode afetar dólar e juros no Brasil

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Com a vitória dos democratas nas duas Casas do Congresso, presidente dos EUA terá mais dificuldades para aprovar medidas sobre gastos públicos e impostos. O novo cenário político também pode afetar o dólar, os juros e os investimentos no Brasil.
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Por Janize Colaço, g1 — São Paulo

Postado em 04 de Novembro de 2.026 às 10h00m
 
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Democratas conquistam controle do Congresso nos Estados Unidos
Democratas conquistam controle do Congresso nos Estados Unidos

A vitória do Partido Democrata nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3), pode mudar os rumos da política econômica do presidente Donald Trump — com possíveis reflexos também para o Brasil.

Com a maioria na Câmara e no Senado, a oposição ganha força para barrar propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e regulação. O novo cenário também pode influenciar as decisões dos investidores e afetar os juros e o dólar no mercado internacional.

Conhecidas como "midterms", as eleições renovam todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado. Os deputados têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores permanecem no cargo por seis.

  • 👉 Na prática, a votação muda a composição do Congresso, mas não o comando da Presidência. O resultado define o equilíbrio de forças entre o governo e a oposição pelos próximos dois anos.

Os democratas garantiram o controle das duas Casas, impondo uma derrota ao partido de Trump. Até a última atualização, os resultados eram os seguintes:

  • 🔵 Câmara dos Representantes: 228 cadeiras conquistadas pelos democratas, acima das 218 necessárias para garantir a maioria.
  • 🔵 Senado: 54 das 100 cadeiras ficaram com o partido, que também assegurou a maioria.

O resultado confirmou as projeções de avanço democrata. Antes da votação, o BTG Pactual estimava que o partido conquistaria 239 cadeiras na Câmara e 51 no Senado.

A mudança ocorreu em meio à queda de popularidade de Trump, cuja gestão é desaprovada por 66% dos americanos, segundo pesquisa Reuters/Ipsos.

O que uma 'onda azul' muda para a agenda de Trump?

A chamada “onda azul”, expressão usada para descrever a vitória democrata nas duas Casas do Congresso, deve limitar a capacidade de Trump de aprovar novas medidas e ampliar a fiscalização sobre seu governo, avalia Andressa Durão, economista do ASA.

“Um enfraquecimento do Partido Republicano reduziria o poder do presidente para aprovar determinadas medidas e ampliaria a fiscalização sobre o governo.”

Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, relaciona o desgaste do presidente à insatisfação dos eleitores com o custo de vida, especialmente com os preços dos combustíveis nos EUA.

Ele lembra que a gasolina está acima de US$ 4 (R$ 21,77) por galão e o diesel, de US$ 6 (R$ 32,66). Para o economista, a retomada de ao menos uma das Casas pelos democratas já seria suficiente para dificultar a agenda legislativa de Trump.

O alcance desse bloqueio, porém, dependerá do resultado em cada Casa:

  • 🔵🔵 Com a vitória nas duas Casas do Congresso, os democratas passam a controlar a pauta legislativa e as comissões responsáveis por fiscalizar o governo Trump. No Senado, também terão maior influência sobre a aprovação de nomes indicados pelo presidente para cargos do governo e instituições como o Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e a Suprema Corte.
  • 🔵🔵 Apesar da derrota republicana, Trump mantém o poder de vetar projetos aprovados pelo Congresso. Os democratas, por sua vez, poderão dificultar a aprovação de propostas do governo sobre gastos públicos, impostos e outras medidas. Para derrubar um veto presidencial, será necessário o apoio de dois terços dos parlamentares em cada uma das Casas.

Em avaliação feita antes da confirmação da vitória democrata nas duas Casas do Congresso, Sung já alertava para os riscos de maior instabilidade nos mercados financeiros.

“O mercado financeiro ainda não considerou plenamente a possibilidade de os democratas conquistarem o controle das duas Casas do Congresso. Se isso acontecer, o impasse entre o governo e o Legislativo e o avanço de pautas de confronto, como discussões sobre um possível impeachment, devem aumentar a volatilidade nos mercados globais”, afirmou.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama Melania conversa com jornalistas após votar antecipadamente nas midterms na Flórida, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. — Foto: REUTERS/Umit Bektas
Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado da primeira-dama Melania conversa com jornalistas após votar antecipadamente nas midterms na Flórida, nos Estados Unidos, em 25 de outubro de 2026. — Foto: REUTERS/Umit Bektas

Como as midterms dos EUA afetam o Brasil?

 Encontro entre Lula e Trump na Casa Branca. — Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert

Lula e Trump também preocupam investidores

A relação entre os governos de Donald Trump e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) surge como mais um fator de incerteza para os investidores e pode influenciar a confiança no Brasil.

Após a vitória do petista no último domingo, especialistas ouvidos pelo g1 avaliam que o mercado passou a considerar a possibilidade de uma relação mais difícil entre os dois presidentes.

A perspectiva aumenta a preocupação com novos atritos políticos e econômicos entre os países, como os registrados com o tarifaço e a aplicação da Lei Magnitsky. Para Praça, o resultado das eleições de meio de mandato nos EUA também pode influenciar a continuidade dessas medidas.

Na avaliação de Praça, a vitória dos democratas no Congresso pode dificultar novas medidas comerciais de Trump e acelerar a reação do Legislativo a possíveis atritos com o Brasil.

Atualmente, segundo o especialista, medidas desse tipo têm sido barradas pela Suprema Corte dos EUA, em um processo mais demorado.

O controle democrata do Congresso, porém, não significa necessariamente o fim das tarifas adotadas por Trump. O presidente ainda pode recorrer a diferentes dispositivos da legislação comercial americana para impor taxas sobre produtos importados.

  • 👉 Entre eles estão a Seção 232, que permite a adoção de tarifas por motivos de segurança nacional, e a Seção 301, usada em casos de práticas comerciais consideradas desleais. O governo americano já utilizou esses instrumentos em medidas que atingiram produtos brasileiros, como as tarifas sobre o aço e as ações relacionadas à investigação comercial contra o Brasil.

A possibilidade de impor tarifas, no entanto, também está sujeita a limites legais. Em 20 de fevereiro, a Suprema Corte dos EUA derrubou as tarifas impostas por Trump com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA).

No entanto, a decisão não alcançou as medidas fundamentadas nas Seções 232 e 301, que têm bases legais diferentes.

Ainda assim, o impacto das eleições americanas sobre o Brasil pode se somar aos fatores internos na formação do preço do dólar. Depois das oscilações registradas no período eleitoral brasileiro, a cotação da moeda voltou para a casa dos R$ 5,40.

Segundo Sung, o movimento ocorre em um cenário de fortalecimento global do dólar, impulsionado pelas expectativas de alta dos juros nos EUA.

Essa valorização do dólar tem feito moedas de diversos países emergentes perderem valor em relação à moeda americana. O real, porém, seguiu um caminho diferente.

“O Brasil estava na contramão após o primeiro turno das nossas eleições. Com a vitória do presidente Lula e a frustração das apostas do mercado, o dólar voltou a subir”, aponta.
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Agentes armados, explosões e operações na mata; entenda a atuação do Ibama contra o garimpo ilegal no Amazonas

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Destruição de dragas, embarcações e estruturas utilizadas em crimes ambientais são parte da atuação operacional do Ibama. Segundo o superintendente do órgão no Amazonas, cerca de 4 mil dragas foram inutilizadas no estado desde 2023.
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Por Marcela Orquiz, g1 AM

Postado em 04 de Novembro de 2.026 às 05h00m
 
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Explosões e homens armados: como são as operações do Ibama no AM
Explosões e homens armados: como são as operações do Ibama no AM 

Vídeos de Agentes armados entrando em áreas de mata, destruindo dragas e incendiando aeronaves utilizadas no garimpo ilegal têm chamado a atenção nas redes sociais. As imagens surpreendem parte do público, que nem sempre conhece o trabalho operacional do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Sustentáveis (Ibama).

No Amazonas, esse tipo de atuação faz parte das operações de combate a crimes ambientais realizados em regiões como o Vale do Javari e o Rio Madeira, muitas vezes em parceria com a Polícia Federal, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e outras instituições.

Uma das ações mais recentes no estado foi a Operação Aurum, em uma região próxima ao vilarejo Santa Rita do Weill, em Tabatinga. No dia 30 de outubro, equipes da PF, do Ibama e da Funai apreenderam ou destruíram oito dragas, sete embarcações conhecidas como motor-balsa, e uma embarcação do tipo rabeta, todas utilizadas no garimpo ilegal.

Operações deste tipo acontecem de forma regular no Amazonas. Segundo o superintendente do Ibama no estado, Joel Araújo, aproximadamente 4 mil dragas já foram destruídas no estado desde 2023.

Ibama vai além da fiscalização

O superintendente explica, ainda, que a atuação do instituto nessas operações vai muito além da fiscalização ambiental à que é comumente associada. Agentes do Ibama também participam diretamente do enfrentamento a grupos envolvidos em atividades criminosas, com equipamentos de proteção e armamentos letais e não letais.

"É um Ibama que se equipa, que se prepara, que usa armamento, que usa armamento letal e não letal, que usa colete à prova de bala, capacetes, helicópteros, lanchas rápidas, tem o apoio ali da Polícia Federal, da Força Nacional e outras agências de segurança pública", afirmou.

Segundo o superintendente, a maior visibilidade recente das operações nas redes sociais tem ajudado a mostrar uma dimensão do trabalho do órgão que muitas pessoas de outras regiões do país desconheciam.

"Muitas vezes o Ibama fica associado a algumas atividades que são mais brandas, tipo o licenciamento ambiental, ou o resgate, tratamento e soltura da fauna silvestre, manejo em vida livre da fauna. Isso dá um certo entendimento sobre o que é o Ibama. E agora as pessoas estão descobrindo outro Ibama, que faz o enfrentamento direto a criminosos", disse.

Agentes do Ibama participam de operações contra o garimpo ilegal no Amazonas. — Foto: Divulgação/Ibama
Agentes do Ibama participam de operações contra o garimpo ilegal no Amazonas. — Foto: Divulgação/Ibama

Destruição de equipamentos do garimpo

No Amazonas, o combate ao garimpo ilegal exige deslocamentos por rios e áreas isoladas, onde o transporte de equipamentos apreendidos traz riscos para os agentes envolvidos. Nesses casos, a destruição desses equipamentos é uma medida excepcional, prevista no Artigo 111 do Decreto Federal nº 6.514/2008.

🔎 O decreto permite que produtos e equipamentos utilizados em infrações ambientais sejam destruídos quando o transporte e a guarda forem inviáveis diante das circunstâncias ou quando houver riscos ao meio ambiente ou às pessoas no local.

Ainda segundo Joel Araújo, a destruição costuma ser adotada em situações mais graves, principalmente em áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação. Ele explica que retirar milhares de equipamentos de regiões remotas exigiria uma estrutura de transporte e armazenamento de grande porte, além de expor as equipes a riscos durante os deslocamentos.

"Para você ter uma ideia, no Amazonas nós já contabilizamos desde 2023 aproximadamente 4 mil dragas destruídas. Então imagina se não houvesse essa medida cautelar da destruição. A logística seria inviável. Retirar essas dragas dos locais mais longínquos seria muito difícil e muito arriscado também. A equipe pode sofrer emboscadas no caminho", disse.

Uma dúvida que ganhou espaço nas redes sociais é sobre a destruição dos equipamentos em vez de apreendê-los e destiná-los a outro uso. O chefe da assessoria de comunicação do Ibama, Tiago Costa, explicou que além da dificuldade de transporte e armazenamento, os próprios equipamentos utilizados no garimpo oferecem condições inseguras de uso devido a adaptações feitas de forma precária.

"Essa questão da segurança é especialmente relevante para aeronaves, que são adaptadas para transporte de equipamentos e produtos do garimpo, comprometendo completamente a segurança dos passageiros", explicou Tiago Costa. 
Danos ambientais pelo uso do fogo

Outro questionamento levantado nas redes sociais envolve a poluição provocada pela queima de maquinários e embarcações.

Joel Araújo afirma que o órgão considera os impactos ambientais da destruição, mas avalia que eles são menores do que os danos provocados pela continuidade da exploração ilegal.

"Então a gente avalia e compara a poluição causada por uma destruição de uma draga, que é ali momentânea, com a poluição causada por uma draga que fica atuando constantemente. Com certeza os danos dela atuar constantemente são muito maiores do que os danos ambientais dela sendo destruída", explicou.

 O mesmo decreto que prevê a destruição dos produtos e equipamentos com o uso do fogo também determina que a inutilização seja documentada, com registros das condições dos bens antes e depois da ação, e avaliação técnica dos equipamentos destruídos.

Operações contra o garimpo ilegal no Amazonas

Nos últimos anos, operações conjuntas com a participação do Ibama atingiram estruturas utilizadas na exploração clandestina de ouro em diferentes regiões do Amazonas.

Entre os dias 21 e 25 setembro de 2026, a Operação Hidra Dourada, realizada entre os municípios de Autazes e Novo Aripuanã, no Rio Madeira, incluiu a destruição de 22 dragas e cinco embarcações de apoio. A ação foi conduzida pela Polícia Federal e pelo Ibama.

Em março de 2025, a Operação Xapiri, na região de Borba, também no Rio Madeira, resultou na destruição de 23 dragas e embarcações. Nesta operação, foram identificados 25 trabalhadores em situação análoga à escravidão, incluindo dois menores de idade.

Já no Vale do Javari, a Operação Nidaid Isquim, iniciada em abril de 2025, buscou combater o garimpo ilegal no Rio Jandiatuba e proteger territórios indígenas. O balanço inicial divulgado pela Funai registrou a inutilização de 16 dragas e maquinários.

Além da destruição de equipamentos, as operações também interrompem qualquer tipo de atividade criminosa que provoque alterações nos leitos e nas margens dos rios, supressão de vegetação e contaminação da água por mercúrio. Esses impactos são especialmente perigosos para comunidades indígenas e ribeirinhas que dependem dos rios para alimentação e sobrevivência.

Para Joel Araújo, o interesse da população nas ações de enfrentamento ao garimpo ilegal que acontecem no Amazonas e em toda a região amazônica fortalece o trabalho do órgão:

"Se a sociedade apoia, então isso nos encoraja muito mais e também nos dá muito mais responsabilidade, no sentido de que é preciso compreender e continuar fazendo o trabalho certinho", disse.

Agentes do Ibama atuam em conjunto com outros órgãos em suas operações de combate ao garimpo ilegal no Amazonas. — Foto: Divulgação/Ibama
Agentes do Ibama atuam em conjunto com outros órgãos em suas operações de combate ao garimpo ilegal no Amazonas. — Foto: Divulgação/Ibama


Dragas do garimpo são destruídas para evitar seu uso posterior para crimes ambientais. — Foto: Divulgação/Ibama
Dragas do garimpo são destruídas para evitar seu uso posterior para crimes ambientais. — Foto: Divulgação/Ibama


Áreas de garimpo muitas vezes estão localizadas em áreas de difícil acesso. — Foto: Divulgação/Ibama
Áreas de garimpo muitas vezes estão localizadas em áreas de difícil acesso. — Foto: Divulgação/Ibama

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terça-feira, 3 de novembro de 2026

Dólar sobe a R$ 5,48 com eleições nos EUA e juros no radar; Ibovespa cai aos 165 mil pontos

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A moeda americana fechou em alta de 0,79%, a R$ 5,4871. Já a bolsa brasileira recuou 1,42%, aos 165.545 pontos.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 03 de Novembro de 2.026 às 10h00m

 
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar encerrou esta terça-feira (3) em alta de 0,79%, cotado a R$ 5,4871. Durante o pregão, a moeda americana chegou a R$ 5,5151 na máxima do dia. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, recuou 1,42%, aos 165.545 pontos.

Na última sexta-feira (30), a moeda americana subiu a R$ 5,44 e acumulou alta de mais de 9% na semana. Já o Ibovespa caiu pelo quinto dia seguido e acumulou desvalorização de 18,12% no período, na quinta maior perda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994. Saiba mais.

O principal destaque da sessão ficou com as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. Novos dados do mercado de trabalho americano e a espera pela nova taxa de juros brasileira, que deve ser decidida amanhã também, podem mexer com os negócios.

▶️ As midterms foram o principal destaque da sessão. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump, já que pode determinar o espaço que o governo terá para aprovar medidas sobre gastos públicos, impostos e regulação.

Essas decisões também influenciam as expectativas dos investidores e podem afetar os juros e o dólar no mercado internacional. (entenda mais abaixo)

▶️ Com as eleições americanas na mira, investidores também acompanharam novos dados do mercado de trabalho dos EUA. As vagas de emprego em aberto aumentaram em 333 mil em setembro, chegando a 7,523 milhões. O resultado ficou acima da expectativa de economistas, que previam 7,1 milhões de vagas, e pode dar pistas sobre a força da economia americana e os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) na definição dos juros.

▶️ Por aqui, investidores aguardam a próxima reunião do Banco Central, marcada para amanhã. Em meio à pressão fiscal e eleitoral, a expectativa do mercado é que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha a Selic inalterada em 13,75% ao ano.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: +0,79%;
  • Acumulado do mês: +0,79%;
  • Acumulado do ano: -0,03%.
📈Ibovespa

  • Acumulado da semana: -1,42%
  • Acumulado do mês: -1,42%;
  • Acumulado do ano: +2,74%.
Eleições de meio de mandato nos EUA

Milhares de eleitores irão às urnas nesta terça-feira (3) para as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, conhecidas como midterms. A votação vai renovar quase todo o Congresso americano e é crucial para o presidente Donald Trump.

Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.

  • Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.
  • Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
  • Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.

Nas eleições de 2024, o Partido Republicano garantiu maioria nas duas Casas do Congresso, mas por uma margem pequena.

O resultado deu base para Trump avançar com a agenda no Congresso, já que também é do Partido Republicano. Por outro lado, a maioria apertada limitou essa força e expôs divisões dentro do próprio partido em temas mais sensíveis.

Diante desse cenário, Trump tem investido pesado e feito promessas para tentar manter o controle da Câmara e do Senado.

O Ibovespa acumulou desvalorização de 18,12% na semana encerrada em 30 de outubro de 2026, após o segundo turno das eleições presidenciais.

Segundo levantamento da Elos Ayta, com dados da B3, foi a quinta maior queda semanal desde o início do Plano Real, em julho de 1994.

O recuo igualou, com duas casas decimais, a perda registrada na semana dos atentados de 11 de setembro de 2001, quando o índice também caiu 18,12%.

As maiores baixas do período ocorreram durante a crise financeira asiática, em 1997 (-22,17%); a crise financeira global, em 2008 (-20,01%); e o início da pandemia de Covid-19, em 2020 (-18,88%).

Diferentemente desses episódios, a queda de outubro de 2026 teve como principal catalisador um acontecimento político doméstico: a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo a análise da Elos Ayta, o resultado contrariou as expectativas de parte dos investidores sobre uma possível mudança na condução da política econômica e provocou uma reavaliação dos preços dos ativos brasileiros.

Bolsas globais

Em Wall Street, os três principais índices acionários americanos fecharam mistos nesta terça-feira, conforme investidores seguiram atentos às midterms.

O Dow Jones teve queda de 0,24%, enquanto o S&P 500 subiu 0,59% e o Nasdaq Composite ganhou 1,06%.

Na Europa, a maioria dos índices fechou em queda nesta terça-feira, em meio a dúvidas sobre um possível acordo de paz no Oriente Médio e as eleições nos EUA. O índice pan-europeu STOXX 600 caiu 0,58%, aos 645,66 pontos.

Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, caiu 0,31%, enquanto o CAC-40, da França, recuou 0,22% e o FTSE 100, do Reino Unido, teve perdas de 1,03%.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda nesta terça-feira, conforme investidores avaliavam as medidas para incentivar a entrada de dinheiro no mercado como insuficientes.

O SSEC, Índice de Xangai, perdeu 0,82%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 0,20%. Na Coreia do Sul, o Kospi desvalorizou 3,59% e o Hang Seng, de Hong Kong, teve ganhos de 0,57%. No Japão, o Nikkei permaneceu fechado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters
Notas de dólar. — Foto: Luisa Gonzalez/ Reuters

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