Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Imóvel de 57m² com sala, banheiro, cozinha e dois quartos custa R$ 120 mil. Segundo o Crea, construção deve seguir as mesmas determinações legais que obras tradicionais. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Alex Araújo, g1 Minas — Belo Horizonte
Postado em 09 de abril de 2024 às 07h00m #.*Post. - N.\ 11.167*.#
Casa impressa em 3D tem 52m² — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Já imaginou morar em uma casa que não foi construída com tijolo, areia e reboco? Essa realidade já é possível e tem um exemplar à mostra em Nova Lima, na Grande BH. O imóvel foi impresso em 3De tem acabamentos, louças e mobiliário – e custaR$ 120 mil.
De acordo com a empresa responsável pela construção, a técnica utilizada possibilita a criação de estruturas feitas a partir de microconcreto, matéria-prima que promete garantir mais resistência, durabilidade e economia.
Segundo Daniel Katz, presidente do Grupo Katz e cofundador da Cosmos 3D, empresa responsável pela construção do protótipo, o primeiro imóvel vendido será construído na região da Costa do Descobrimento, na Bahia.
A impressora usada na construção pesa quase três toneladase ocupa um espaço de 11,91 metrosde comprimento, 6,58 metros de largura e 4,22 metros de altura.
A casa de 57m²tem sala, cozinha, banheiro, dois quartos – ou um quarto e um escritório.
Por ser controlada por um software e um robô, a impressora chama a atenção pelo grau de precisão, reduzindo o desperdício a quase zero.
Neste primeiro modelo foram necessários oito dias para a conclusão da obra, sendo quatro para o processo de impressão, dois para a montagem e outros dois para acabamentos e decorações. Mesmo sendo impressa com tecnologia 3D, a obra precisa de fundação, segundo informou Katz.
“A Cosmos 3D está desenvolvendo o projeto de um prédio de até cinco pavimentos para habitação popular. A impressora oferece infinitas possibilidades de execução, para os mais variados projetos, o que oferece extrema flexibilidade de ideias para os clientes tanto para impressão de casas quanto para mobiliários e afins”, disse.
Modelo de casa impressa em 3D que custa R$ 120 mil — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Legislação
O gerente do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Nicolau Neder, disse que, independentemente do tipo de obra, de alvenaria ou impressa em 3D, o trabalho tem que seguir determinações legais e da engenharia civil.
Além disso, Neder falou que o projeto arquitetônico precisa sempre de aprovação da prefeitura da cidade onde a obra será realizada.
Na impressão 3Das regras não mudam. É preciso ter os projetos da fundação, arquitetônico, hidrossanitário e de eletricidade(leia mais abaixo).
Para a construção em 3D, Neder explicou que o responsável técnico também é uma das exigências mantidas.
Ele falou ainda que o profissional que executa o projeto e a construtora têm que ser habilitados.
O engenheiro afirmou que todas os projetos de construção civil devem ter segurança, porque a técnica utilizada é de responsabilidade de quem executa o trabalho.
“O profissional habilitado é a garantia de que o serviço será realizado da melhor forma possível”, ressaltou.
O gerente disse também que toda construção deve apresentar projetos complementares, como o de eletricidade e o hidrossanitário (leia mais abaixo).
Projetos
Hidrossanitário
O projeto hidrossanitário engloba toda a distribuição de água fria, água quente, esgoto e água pluvial na edificação. Ele é essencial para que a água que vem da concessionária chegue até as peças de utilização, como chuveiro e torneiras, por exemplo.
Fundação
O projeto de fundação é o responsável por garantir a estabilidade e a segurança da estrutura, seja ela uma casa, um prédio, uma ponte, etc.
Arquitetônico
O projeto arquitetônico ou projeto de arquitetura é a atividade técnica da criação de uma obra de arquitetura.
Eletricidade
O projeto de eletricidadegarante a correta instalação elétrica em uma obra. Arquitetos e engenheiros devem seguir uma série de cálculos que são aplicados de acordo com as normas.
Veja fotos da casa
Projeto de casa impressa em 3D é sustentável ambientalmente — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Banheiro construído em impressão 3D — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Casa em 3D pode ter dois quartos ou um quarto e um escritório — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Parede feita em microconcreto e impressa em 3D — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Veja vídeo de quando a primeira casa de tecnologia 3d foi colocada à venda nos EUA, em 2021:
Primeira casa com tecnologia 3D está à venda nos EUA
Arqueólogos descobrem a 'mais antiga indústria da pedra lascada' de SP, com 3,8 mil anos, no Morumbi, Zona Sul Segundo os pesquisadores, sítio lítico [local utilizado pelo ser humano para a fabricação de objetos em pedra] do Morumbi é o mais antigo já encontrado na cidade de São Paulo. Amostras de carvão e solo preservadas permitiram a datação do terreno. Mais de 2 mil exemplares de pedras lascadas foram coletados para novos estudos e registro histórico. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Renata Bitar, g1 SP — São Paulo 08/04/2024 05h03 Atualizado há uma hora Postado em 08 de abril de 2024 às 06h10m #.*Post. - N.\ 11.166*.#
Lasca de silexito descoberta do Sítio Morumbi, na Zona Sul de SP — Foto: Reprodução/Zanettini Arqueologia
Uma "indústria da pedra lascada" foi descoberta em plena região do
Morumbi, na Zona Sul de São Paulo. Segundo os pesquisadores, o sítio
arqueológico é o mais antigo da capital e tem vestígios de vida humana
que datam entre 3.800 e 820 anos.
O terreno no bairro Jardim Panorama foi localizado pela primeira vez em 1964, mas estimar sua idade só se tornou possível recentemente,
com amostras de carvão, solo e rochas coletadas em 2022 pela equipe dos
arqueólogos Letícia Cristina Corrêa, da Universidade de São Paulo
(EACH-USP), e Paulo Eduardo Zanettini, da empresa Zanettini Arqueologia.
A grande maioria das pedras encontradas no local são de silexito,
uma rocha composta por grãos muito finos de quartzo que tem boa
capacidade de lascamento, podendo ser utilizada na ponta de lanças ou
flechas, por exemplo.
"Na bacia sedimentar de São Paulo, aconteceu esse caso raro geológico
que é existir na região do Morumbi o afloramento de um tipo de pedra com
características adequadas para a produção de ferramentas. Essa rocha
existe em profundidades muito grandes e, nesse caso, ela chegava até o
solo", contou Paulo Zanettini.
Pesquisa realizada no Sítio Morumbi e lasca de silexito descoberta no local — Foto: Reprodução
Há dois anos, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional
(Iphan) requisitou novas escavações no sítio, como condição para
autorizar a construção de imóveis residenciais no terreno onde ele fica,
que é particular.
"A gente tinha que falar para o Iphan qual era o estado do sítio
arqueológico e se restava alguma porção preservada dele, onde desse para
escavar e tirar alguma informação", explicou Letícia Corrêa,
coordenadora de campo do estudo.
Até então, pesquisas realizadas no local apontavam que o terreno já
havia sido muito mexido, perdendo seu contexto arqueológico e tornando
inviável a datação do sítio (entenda mais abaixo).
Contudo, o novo estudo descobriu aspectos inéditosdo sítio arqueológico que foram documentados em um relatório entregue ao Iphan, ao qual o g1teve acesso.
Confira a história do Sítio Morumbi, de sua descoberta à datação, nesta linha do tempo:
Déc.1960 - primeiros registros
"O sítio é fruto do que a gente chama de um achado fortuito", descreveu o arqueólogo Paulo Zanettini.
Planta
do sítio Morumbi e seu entorno imediato, elaborada por Caspar Hans
Luchsinger — Foto: Reprodução/DAA via Zanettini Arqueologia
Registro feito por Caspar Hans Luchsinger da região do Sítio Morumbi na década de 1960 — Foto: Reprodução
Registro
feito por Caspar Hans Luchsinger de artefatos arquológicos descobertos
no Sítio Morumbi na década de 1960 — Foto: Reprodução
Registro
feito por Caspar Hans Luchsinger de artefatos arquológicos descobertos
no Sítio Morumbi na década de 1960 — Foto: Reprodução
Material
descritivo elaborado por Caspar Hans Luchsinger de artefatos
descobertos no Sítio Morumbi na década de 1960 — Foto: Reprodução
Os primeiros registros sobre a presença de artefatos arqueológicos no terreno foram realizados pelo engenheiro civil Caspar Hans Luchsinger, na década de 1960. O suíço era um dos responsáveis pelo loteamento da área que veio a se tornar o bairro Jardim Panorama.
Tendo conhecimento prévio sobre arqueologia, Luchsinger decidiu coletar
uma amostra de rochas e lascas, que eram abundantes no local, e
encaminhá-la para o então Instituto de Pré-História da USP, cujo acervo
atualmente compõe o Museu de Arqueologia e Etnologia da universidade.
Junto às pedras, o engenheiro enviou um material descritivo da amostra e
um mapa elaborado à mão, que indicava a localização do sítio
arqueológico e os pontos onde havia concentração de artefatos. Segundo o
documento, a descoberta do "sítio
lítico [local utilizado pelo ser humano para a fabricação de objetos em
pedra] do Morumbi" ocorreu em maio de 1964. Já o mapa, foi elaborado três anos depois, em outubro de 1967.
Déc.1990 - redescoberta
Segundo Zanettini, por um motivo desconhecido, a pesquisa de Luchsinger não foi levada adiante na época da descoberta.
Passados quase 30 anos, os registros do engenheiro foram encontrados
por um membro do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) da
Prefeitura de São Paulo.
Por meio deles, Astolfo Araújo conseguiu localizar o sítio e retomar as pesquisas no local. Lá, encontrou matacões – blocos com mais de 25 cm de diâmetro – de silexito.
Registro de matacão de silexito feito em 1993 pelo arqueólogo Astolfo Araújo — Foto: Reprodução/PMSP via Zanettini Arqueologia
"Esses
matacões na área externa permitem materializar um pouco o que é esse
sítio arqueológico, um lugar onde homens, mulheres e crianças
trabalharam durante um período muito longo, extraindo e produzindo seus
utensílios. Eu precisava afiar minha flecha de madeira, abater animais,
cortar madeira, produzir minha canoa, minha flauta de osso... e esse
utensílios vão ganhando múltiplas formas para atender às demandas que
existiam", explica Paulo Zanettini.
Anos 2000 - escavações
No início do milênio, o terreno do sítio foi adquirido para a construção de um condomínio de casas.
Devido à relevância histórica do local, o comprador precisou contratar
uma empresa de arqueologia para fazer escavações e estudar a área,
visando obter uma liberação para intervir no solo.
Entre 2001 e 2006, a empresa responsável coletou mais de 200 mil peças identificadas como produtos de lascamento (veja nas imagens abaixo).
Também foram obtidas amostras de carvão e rochas com marcas de queima,
materiais que podem ser utilizados para a datação de sítios
arqueológicos – nesse caso, para identificar há quanto tempo o local tem
registro de presença humana.
Contudo, os pesquisadores da companhia não consideraram os itens como
"confiáveis" para essa finalidade. Isso porque, segundo eles, o contexto arqueológico de onde foram coletados não parecia conservado
— o solo poderia ter sido revolvido, misturando camadas de terra
antigas e recentes, deslocando vestígios existentes de suas posições
originais.
Ainda nessa época, em 2004, Astolfo Araújo emitiu um laudo que
confirmava que fundações colocadas no local para a construção de casas
haviam alterado severamente o cenário do sítio. Com isso, os donos
tiveram que assinar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para não
serem punidos pelo Iphan.
Esse acordo previa medidas compensatórias pelos danos causados, dentre
elas a elaboração de um Centro de Referência Arqueológica para registro e
divulgação de informações arqueológicas no município de São Paulo. Com o
cumprimento do TAC, as obras puderam ser retomadas.
2022 - datação e resultados
Há dois anos, após o auge da pandemia de Covid-19, o dono do terreno
optou por mudar o tipo de empreendimento que seria construído no local.
Em vez de um condomínio de casas de luxo, seria erguido um prédio de
moradias com função social.
Com a mudança, o Iphan determinou uma nova leva de pesquisas para
"esgotar" as possibilidades de coleta de informações no sítio
arqueológico, antes que ele sofresse ainda mais alterações por
maquinários.
Foi nesse contexto que houve a contratação da empresa Zanettini
Arqueologia, que, junto a pesquisadores da Universidade de São Paulo,
realizou novas escavações no local.
"As
nossas pesquisas, desenvolvidas entre eu, o Paulo e o professor
Astolfo, tiveram um resultado inédito, que foi mostrar que ainda tinha
uma parte preservada do sítio", afirmou a arqueóloga Letícia Corrêa, que
coordenou o trabalho de campo das equipes.
De acordo com a pesquisadora, ao notar a semelhança entre algumas
pedras durante as escavações em uma pequena área do terreno, ela
conseguiu fazer uma espécie de quebra-cabeça com os materiais. Essas
"lascas térmicas" seriam resultado de exposição a altas temperaturas, ou
seja, causadas de forma natural, sem interferência humana. Remontá-las
foi considerado um indicador de que aquele solo permanecia em sua
posição original, tornando possível a datação do sítio.
"A remontagem foi o que deu a certeza pra gente de que os carvões
estavam em contexto, o material arqueológico estava em contexto, tudo
ali estava preservado", declarou Corrêa.
A arqueóloga contou ao g1 que foram coletadas nove amostras de carvão (restos de fogueiras, por exemplo) e outras nove de solo. Por meio delas, conseguiram fazer análises e determinar que houve atividade humana no sítio há pelo menos 3800 anos – data que poderia ser ainda mais antiga caso fosse possível estudar as áreas do terreno que já não estão preservadas.
Armazenamento das amostras de carvão coletadas no Sítio Morumbi em 2022 — Foto: Reprodução
"As amostras de carvão, elas datam precisamente o evento da queima.
Então, a gente consegue saber muito preciso quando estava ali. Tendo
esse contexto preservado, a gente consegue associar 'bom, esse carvão
tem ferramenta de pedra lascada junto, então ele é seguro para datar'",
explicou.
"O solo é uma outra maneira de se datar o sítio. Se a gente não tivesse
o carvão em hipótese alguma, a gente poderia usar o solo. Esse método de datação, ele permite a gente entender quando aquela terra recebeu a luz solar pela última vez.
Então, considerando que ela está coberta por sucessivas camadas, a
gente faz a coleta sem contaminação da luz solar atual e aí ela também
permite datar o sítio arqueológico".
Escavação realizada no Sítio Morumbi em 2022 — Foto: Reprodução
Ao todo, foram coletadas mais de 2,3 mil peças de matéria-prima nesse
último estudo, sendo a maioria delas lascas com menos de 2 centímetros.
Também foram armazenados 57 sacos de coleta amostral de solo, material
que poderá ser utilizado em futuras pesquisas sobre o sítio.
O arqueólogo Paulo Zanettini, responsável pela parte científica do
estudo, elaborou um relatório para o Iphan, no qual apresenta as
descobertas recentes, descreve todos os procedimentos efetuados no
terreno e conclui que ele já pode ser liberado para a construção de
moradias.
Segundo Zanettini, o documento foi entregue em maio de 2023 e após
quase um ano, o Iphan liberou em definitivo a construção do conjunto
habitacional no terreno, considerando que sua área ainda preservada já
foi completamente escavada ao longo das últimas décadas.
O g1 questionou o Iphan sobre o aval dado e aguarda retorno.
Guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas chega ao sexto mês mais com de 30 mil mortos e intensifica escalda da violência na região. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Matheus Moreira, g1 — São Paulo 06/04/2024 23h59 Atualizado há 06 horas Postado em 07 de abril de 2024 às 06h00m #.*Post. - N.\ 11.165*.# O presidente do Irã prometeurevidar o ataque de Israel contra um consulado iraniano na Síria, que resultou na morte de sete membros da Guarda Revolucionária Iraniana, incluindo um general.
Este ataque marca a escalada da violência no Oriente Médio,
intensificada pela guerra entre Israel e o grupo Hamas. O conflito chega
ao sexto mês e soma mais de 33 mil mortos —32 mil palestinos, segundo o
Hamas, e 1.200 israelenses.
Um levantamento feito pelo Instituto Internacional de Estudos
Estratégicos (IISS, na sigla em inglês) e atualizado pela última vez em
fevereiro de 2023, mostra que o Irã tem um contingente militar de 650 mil pessoas e que a guarda, que é uma divisão importante das forças armadas iranianas, é responsável por 190 mil combatentes.
O levantamento do IISS considera como forças da Cisjordânia aquelas sob
comando da Autoridade Palestina, enquanto na Faixa de Gaza é
contabilizado o efeitivo sob comando do Hamas. O g1 adotou a lista de
países do Oriente Médio usada pela Agência de Inteligência dos EUA
(CIA), incluindo o Egito por causa da influência na guerra entre Israel e
o Hamas. — Foto: Kayan Albertin/g1
Os dados divulgados pelo instituto mostram que a Guarda Revolucionária Iraniana tem um efetivo superior ao de 11 países da região. É maior do que todo o efetivo militar de Israel, que conta com quase 180 mil combatentes e 400 mil reservistas.
O governo iraniano tem desempenhado um papel oculto na guerra.
Oficialmente, critica a violência empregada por Israel na Faixa de Gaza.
Extraoficialmente, patrocina o Hamas, que tem cerca de 20 mil combatentese que luta em seu lugar por meio de uma “guerra por procuração”.
O Irã também participa de conflitos no Oriente Médio por meio dos
outros grupos que patrocina. Um deles é o Hezbollah, que tem um
contingente militar superior ao do Líbano, país que o grupo armado
utiliza como base. Os cerca de 20 mil Houthis que lutam na guerra civil
no Iêmen também recebem apoio iraniano.
“O Irã é um ator que, através de uma coalizão de forças não estatais,
atua de uma forma agressiva [no Oriente Médio]. Qualquer ação dos
Houthis, do Hezbollah e do Hamas, é feita em coordenação com o Irã. Eles
têm essa doutrina da defesa ativa”, afirma Rodrigo Amaral, professor de
relações internacionais da PUC de São Paulo.
A defesa ativa é termo normalmente associado a ações de grupos armados
que buscam marcar uma posição. Pode ser o apoio a um grupo ou a um país
aliado que esteja em conflito ou mesmo uma demonstração de força por
meio de um ataque.
O relatório do IISS mostra ainda que o Egito é o país com maior contingente militar no Oriente Médio com mais de 835 mil pessoas.
Apesar disso, o país não é tão influente na região quanto Arábia
Saudita e Irã, países que contam com mais tecnologia militar, têm melhor
desenvolvimento armamentista e são grandes exportadores de petróleo.
Amaral explica que o contingente militar é apenas uma das variáveis
levadas em consideração quando o assunto é a força de um Estado.
Fatores como a capacidade industrial de armamentos, a capacidade
tecnológica militar, e a quantidade de tanques, aviões e porta-aviões,
por exemplo, fazem parte do cálculo do jogo de poder regional.
Irã culpa Israel e promete resposta a ataque contra consulado na Síria.
Nas forças terrestres e nas forças aéreas, os tipos de armamentos mais
comuns são os tanques blindados de batalha e as aeronaves de combate. Em
ambos os casos, as duas maiores frotas são as do Irã, que tem 1.513
tanques e 312 aeronaves, e as da Arábia Saudita, com 1.010 tanques e 455
aeronaves.
Já no mar, são pouquíssimos os países do Oriente Médio que têm
submarinos. A maior frota é a do Irã, com 17, seguida pela Turquia, com
12, Egito, 8, e Israel e Jordânia, ambos com 5.
O grande diferencial, no Oriente Médio e em todo o mundo, é a posse de bombas nucleares.
De acordo com a Federação dos Cientistas Americanos (FAS), Israel é o
único país da região que possui armamento nuclear, embora o governo
israelense não reconheça possuir bombas.
O Irã tem enriquecido urânio a um nível próximo do necessário para se
criar uma bomba nuclear, segundo um relatório da Agência Internacional
de Energia Atômica (AIEA) obtido em 2023 pela Agência France-Presse. No
entanto, não há indícios de que o país tenha ogivas nucleares.