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sábado, 28 de outubro de 2023

A ilha caribenha que há 7 anos era árida como a Lua e agora é exemplo de recuperação ambiental

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A perseverança dos habitantes de Antígua e Barbuda foi responsável pela metamorfose da pouco conhecida ilha Redonda, a terceira maior do país.
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TOPO
Por BBC

Postado em 28 de outubro de 2023 às 12h40m

#.*Post. - N.\ 10.989*.#

Antes de sua recuperação, locais chamavam a ilha Redonda de "rocha", e é fácil entender o motivo — Foto: BBC
Antes de sua recuperação, locais chamavam a ilha Redonda de "rocha", e é fácil entender o motivo — Foto: BBC

A inacreditável recuperação ambiental de uma minúscula ilha do Caribe que, em poucos anos, deixou de ser uma rocha isolada para se tornar um paraíso verde de vida selvagem, chamou atenção de ambientalistas em todo o mundo.

A perseverança dos moradores de Antígua e Barbuda foi responsável pela metamorfose da pouco conhecida ilha Redonda, a terceira maior do país. Agora, eles comemoram mais uma importante conquista.

Com 1,6 km de comprimento, Redonda foi oficialmente declarada área de proteção pelo governo do país. A designação garante ao local status oficial como ponto de reprodução essencial para aves migratórias.

Lar de espécies que não são encontradas em nenhum outro lugar do planeta, a ilha agora será preservada indefinidamente.

A Reserva do Ecossistema de Redonda também engloba a vegetação marinha da região e um recife de corais. Ao todo, ela cobre uma área de 30 mil hectares.

Sua imensa extensão significa que o país já fez a sua parte para atingir a meta "30x30", um movimento global que pretende que 30% do planeta sejam áreas de preservação ambiental até 2030.

Redonda atualmente vê um surto de biodiversidade. A ilha é o lar de dezenas de espécies ameaçadas, colônias de aves marinhas de importância mundial e lagartos endêmicos.

Com a recuperação ambiental, a quantidade de lagartos na ilha disparou. — Foto: BBC
Com a recuperação ambiental, a quantidade de lagartos na ilha disparou. — Foto: BBC

Mas nem sempre foi assim.

No passado, ratos pretos invasores atacavam répteis e se alimentavam dos ovos das aves. Cabras levadas até a ilha por antigos colonizadores devastaram a vegetação de Redonda, deixando a ilha com um aspecto inóspito, que mais parecia a superfície da Lua.

Em 2016, foi lançado um projeto ambicioso que retirou as cabras e erradicou os roedores. Com isso, a cobertura vegetal voltou à ilha e, com ela, a quantidade de espécies nativas aumentou exponencialmente.

Este trabalho foi coordenado pela ONG local Environmental Awareness Group (EAG), em cooperação com o governo de Antígua e Barbuda e parceiros internacionais, como a Fauna and Flora International (FFI).

A diretora-executiva da EAG, Arica Hill, descreve o novo status de proteção como "imensa vitória para os antiguanos".

"É a maior área marinha protegida do leste do Caribe", segundo ela, "o que demonstra o brilhante trabalho que os conservacionistas e ambientalistas podem fazer na sua própria casa."

"É ainda mais significativo que o governo também nos confiou sua administração legal", prossegue Hill.

Fragatas voltaram a fazer seus ninhos na ilha. — Foto: BBC
Fragatas voltaram a fazer seus ninhos na ilha. — Foto: BBC

O grupo está conduzindo estudos de viabilidade, na esperança de reintroduzir espécies que eram encontradas em Redonda muitos anos atrás, como a coruja-buraqueira, uma pequena ave marrom que faz seus ninhos no subsolo.

A EAG também está desenvolvendo um sistema de controle para garantir que a ilha permaneça livre de espécies invasoras. Este sistema inclui câmeras de vigilância e o monitoramento das atividades de pesca do local, que precisam respeitar normas rigorosas.

Jenny Daltry, da FFI, afirma que as ilhas do Caribe enfrentam as mais altas taxas de extinção da história moderna. Isso significa que a restauração e proteção de áreas como Redonda é "fundamental".

A riqueza de aves marinhas é uma das marcas dos rochedos de Redonda. — Foto: BBC
A riqueza de aves marinhas é uma das marcas dos rochedos de Redonda. — Foto: BBC

Desde o início dos trabalhos, 15 espécies de aves terrestres retornaram para a ilha. E o número de lagartos endêmicos disparou – como o chamado dragão de Redonda, ameaçado de extinção.

No passado, moradores haviam apelidado Redonda de "a rocha". Agora, são os seus mais firmes guardiões, segundo Shanna Challenger, da EAG.

Agora verdejante, a ilha Redonda volta a atrair bandos de aves marinhas. — Foto: BBC
Agora verdejante, a ilha Redonda volta a atrair bandos de aves marinhas. — Foto: BBC

"A ilha conseguiu despertar orgulho nacional", ela diz, sorrindo.

"Para mim, como antiguana, este trabalho é monumental. Estamos inscritos para sempre na história de Redonda", explica Challenger. "Tenho muito orgulho de ter participado deste processo e mal posso esperar para ver qual será o legado de Redonda daqui para frente."

Para as pequenas ilhas em desenvolvimento na linha de frente das mudanças climáticas, o sucesso de Redonda representa uma rara faísca brilhante em meio à enxurrada de sombrias manchetes ambientais.

Agora com muito mais vegetação, Redonda é o centro de uma área de proteção ambiental. — Foto: BBC
Agora com muito mais vegetação, Redonda é o centro de uma área de proteção ambiental. — Foto: BBC

"Atingir nosso objetivo '30x30' mostra ao resto do mundo que isso é possível", prossegue Challenger. "Mesmo não sendo responsáveis pela maior parte das emissões, estamos entre os mais prejudicados e, ainda assim, somos os primeiros a atingir nosso objetivo."

"Em vez de falar, estamos agindo. Espero que sirva de inspiração para outros países. Se a pequena Antígua e Barbuda pode fazer, você também pode."

Para a coordenadora da reserva, Johnella Bradshaw, esta é uma conquista ainda mais pessoal.

Johnella Bradshaw se orgulha das conquistas ambientais alcançadas em Redonda. — Foto: BBC
Johnella Bradshaw se orgulha das conquistas ambientais alcançadas em Redonda. — Foto: BBC

"Quando cresci e estudei na escola e na faculdade, não se falava em seguir carreira na área ambiental", ela conta. "O importante era ser médica, dentista ou advogada."

"Quando você pensa em conservação, você pensa no que acontece nos EUA ou na Europa, não em uma pequena ilha do Caribe", prossegue Bradshaw.

"Agora, estamos na linha de frente da preservação internacional. Podemos mudar essa narrativa e mostrar às gerações mais jovens que pessoas como eu podem fazer esta mudança."

Bradshaw está ansiosa para provar que o status de proteção não existe apenas "no papel", mas "também na realidade".

As águas em torno da ilha também estão repletas de vida selvagem. — Foto: BBC
As águas em torno da ilha também estão repletas de vida selvagem. — Foto: BBC

Como seus compatriotas, Bradshaw conhece muito bem as condições climáticas sem precedentes enfrentadas pelo país.

Seis anos atrás, Barbuda foi devastada pelo furacão Irma. E o aquecimento dos oceanos continua a representar uma ameaça existencial para as ilhas em toda a região.

"Você ouve falar das mudanças climáticas, aumento das temperaturas e tempestades mais fortes, mas nós estamos sentindo tudo isso", prossegue ela. "Este verão foi terrível, muito quente."

"Mas, se todos nós fizermos a nossa parte, juntos podemos fazer a diferença."

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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Como o Catar atua como mediador de Israel e Hamas para soltar reféns

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Emirado, que hospeda em seu território líderes do grupo palestino e uma base militar dos EUA, se escora no rótulo de interlocutor de campos divergentes.
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Por Sandra Cohen

Postado em 25 de outubro de 2023 às 13h45m

#.*Post. - N.\ 10.988*.#

Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, durante um encontro em 13 de outubro de 2023, no Catar — Foto: Jacquelyn Martin/AP
Secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, e emir do Catar, Tamim bin Hamad Al Thani, durante um encontro em 13 de outubro de 2023, no Catar — Foto: Jacquelyn Martin/AP

Os elogios públicos do chefe do Conselho de Segurança de Israel ao Catar refletem a influência que o emirado árabe exerce sobre o Hamas e o seu papel nas negociações para a libertação de duas centenas de reféns que estão em seu poder em Gaza.

Conforme declarou o conselheiro Tzahi Hanegbi pelas redes sociais, os esforços diplomáticos do Catar são cruciais para uma solução na devolução dos sequestrados.

Informações vazadas pela imprensa israelense dão conta de que o emirado tenta mediar um acordo para a libertação, em breve, de 50 reféns que têm cidadania estrangeira, em troca da entrada de combustível em Gaza.

Desta forma, o Hamas ganha tempo na incursão terrestre das forças israelenses em seu território e ainda tenta se descolar da comparação com o Estado Islâmico no massacre de judeus em Israel.

O governo de Benjamin Netanyahu sabe que a invasão por terra é incompatível com a libertação dos reféns, mas resiste à proposta: quer também a libertação de seus cidadãos e não apenas os que têm dupla nacionalidade. E justifica não liberar a entrada de combustível em Gaza, por entender que seria desviado para fins militares do Hamas.

“Se levarmos em conta onde começamos e onde estamos agora, há algum progresso e algum avanço. Estamos esperançosos”, admitiu o primeiro-ministro e chanceler do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, nesta quarta-feira.

Para entender o papel do Catar como mediador, é preciso explicar as intrínsecas e contraditórias relações do emirado de 500 mil habitantes com abundantes reservas de petróleo e gás e incrustado na costa noroeste da Península Arábica.

Hospeda em seu território os principais líderes políticos do Hamas e abriga a Base Aérea de Al-Udeid, sede do Comando Central dos EUA. Busca um ponto de equilíbrio em interesses diversos.

Há um ano, o Catar adquiriu o status de importante membro não aliado da Otan, mas sua marca é também a de dialogar com inimigos declarados da aliança atlântica.

No comando há dez anos da monarquia absolutista, o emir Tamim bin Hamad Al Thani tem lugar cativo na mesa de negociações de grandes potências pelo acesso a campos divergentes. De Doha saíram soluções para impasses diplomáticos.

Anfitrião de parte importante da liderança do Hamas, como o presidente Ismail Haniyeh e o ex-chefe e fundador do grupo Khaled Meshaal, o Catar destina há pelo menos cinco anos uma polpuda mesada ao território palestino, estimada em US$ 30 milhões (cerca de R$ 150 milhões), com a anuência do governo israelense.

Essas transferências têm como objetivo atenuar a crise humanitária e seriam destinadas ao pagamento de salários dos funcionários públicos do Hamas em Gaza, à doação de US$ 100 (cerca de R$ 500) a famílias palestinas carentes e ao fornecimento de combustível para gerar eletricidade no enclave.

Há uma forte suspeita, propagada por serviços de inteligência, de que parte dos fundos foram desviados pelo Hamas para suas operações contra Israel.

Haniyeh, Meshaal e outros membros do núcleo político do Hamas são sancionados como terroristas pelos EUA. Mas coube ao Catar, a pedido do próprio governo americano, a agir como mediador para obter a solução menos drástica no Oriente Médio.

Boletim: ONU afirma que operação humanitária e hospitais podem parar por falta de combustível em GazaBoletim: ONU afirma que operação humanitária e hospitais podem parar por falta de combustível em Gaza
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terça-feira, 24 de outubro de 2023

Banco Mundial faz alerta sobre rombo econômico 'grave' por consequência da guerra Israel-Hamas

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'Estamos diante de uma conjuntura muito perigosa', disse Ajay Banga, durante um fórum de investidores na Arábia Saudita.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 24 de outubro de 2023 às 16h20m

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Imagens da guerra entre Israel e Hamas em 16/10 — Foto: Abed Khaled/AP; Francisco Seco/AP; Hatem Moussa/AP; Fatima Shbair/AP

A guerra entre Israel e o Hamas pode causar um prejuízo "grave" ao desenvolvimento econômico global, alertou nesta terça-feira (24) o presidente do Banco Mundial, durante um fórum de investidores na Arábia Saudita.

Após os acontecimentos recentes em Israel e Gaza, o presidente da instituição financeira, Ajay Banga, disse acreditar "que o impacto no desenvolvimento econômico será ainda mais grave".

"Estamos diante de uma conjuntura muito perigosa", acrescentou Banga, em seu discurso no fórum anual Iniciativa de Investimento Futuro, conhecido como "Davos do Deserto".

Lideranças do grupo extremista armado Hamas lançaram uma ofensiva contra Israel em 7 de outubro. Cerca de 1.400 pessoas foram mortas, segundo autoridades israelenses, além de contabilizar mais de 200 reféns. Nas retaliações de Israel em Gaza, quase 5.800 mortes foram registradas.

A inovação e a transformação econômica, que eram os temas desta edição do fórum, foram ofuscadas pela guerra.

Larry Fink, CEO do gigante de gestão BlackRock, afirmou que "se esses problemas não forem resolvidos, provavelmente significará mais terrorismo global, mais insegurança, mais medo e menos esperança".

"E quando há menos esperança, vemos contrações em nossas economias", afirmou.

Jane Fraser, CEO do Citi, disse que "é difícil não ser um pouco pessimista".

Mais de 6.000 dirigentes estão inscritos para o evento de três dias, que incluirá diretores dos maiores bancos do mundo e os presidentes da Coreia do Sul, Quênia e Ruanda, de acordo com os organizadores.

A guerra entre Israel e o Hamas faz contraste com a visão promovida pela Arábia Saudita, de um Oriente Médio próspero.

Riade retomou neste ano suas relações com o Irã e esteve perto de reconhecer o Estado de Israel, antes do início do conflito.

O país condenou a violência contra civis em Gaza e afirmou que apoia a causa palestina.

A atual guerra gera temores de uma escalada no Oriente Médio, especificamente entre Israel e o grupo libanês Hezbollah — uma organização apoiada pelo Irã e aliada do Hamas.

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segunda-feira, 23 de outubro de 2023

O incrível olhar de jovem tigresa que rendeu prêmio de fotografia de mangues

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Organizado pelo Mangrove Action Project, o concurso — na sua 9ª edição — pretende mostrar as relações entre a vida selvagem, as comunidades litorâneas e as florestas de mangais, bem como a fragilidade destes ecossistemas singulares.
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TOPO
Por BBC

Postado em 23 de outubro de 2023 às 09h30m

#.*Post. - N.\ 10.986*.#

Tigresa ameaçada de extinção na Reserva da Biosfera de Sundarbans, na Índia — Foto: Soham Bhattacharyya/Mangrove Photography Awards
Tigresa ameaçada de extinção na Reserva da Biosfera de Sundarbans, na Índia — Foto: Soham Bhattacharyya/Mangrove Photography Awards

O fotógrafo Soham Bhattacharyya venceu o prêmio Mangrove Photography Awards deste ano, por sua imagem de uma tigresa ameaçada de extinção na Reserva da Biosfera de Sundarbans, na Índia.

Organizado pelo Mangrove Action Project, o concurso — na sua 9ª edição — pretende mostrar as relações entre a vida selvagem, as comunidades litorâneas e as florestas de mangais, bem como a fragilidade destes ecossistemas singulares.

A imagem vencedora de Bhattacharyya, chamada A Mais Bela Flor dos Manguezais, mostra uma jovem tigresa real de Bengala em seu habitat natural de mangue, olhando para o fotógrafo.

"A figura solitária da tigresa, em meio à exuberante vegetação verde dos manguezais, ressalta de forma pungente o isolamento que ela deve suportar em um habitat cada vez menor", disse a jurada da competição, Daisy Gilardini.

Em 2021, o Departamento Florestal de Bengala Ocidental estimou que havia apenas 96 tigres reais de Bengala na região.

Os manguezais são uma proteção importante contra as mudanças climáticas, com um acre (4.000 m²) de floresta de mangue absorvendo quase a mesma quantidade de dióxido de carbono que um acre de floresta amazônica.

As florestas também protegem as costas da erosão, à medida que as tempestades intensas se tornam mais frequentes.

"As fotografias de manguezais desempenham um papel multifacetado na defesa da conservação e proteção destas florestas costeiras críticas", disse outro dos jurados, Fulvio Eccardi.

O jurado Octavio Aburto disse: "As imagens deste ano cativaram a nossa imaginação... dando-nos esperança e iluminando um futuro positivo para os ecossistemas de mangue".

Confira uma seleção de imagens vencedoras de sete categorias do concurso, com descrições dos fotógrafos.

Categoria Manguezais e Paisagens (vencedora): Raízes Emergentes, de Cristiano Martins Xavier, Brasil

Raízes Emergentes — Foto: Cristiano Martins Xavier/Mangrove Photography Awards
Raízes Emergentes — Foto: Cristiano Martins Xavier/Mangrove Photography Awards

Como a maré baixa me permitiu caminhar por entre as árvores, vi esta cena onde as raízes do mangue estavam parcialmente submersas.

Decidi usar uma técnica de longa exposição para suavizar a superfície da água e transformar a foto em preto e branco para dar à cena um aspecto sinistro.

O Brasil tem extensos ecossistemas de manguezais ao longo de seu litoral, totalizando aproximadamente 7% da área de manguezal do mundo.

Categoria Manguezais e Paisagens (menção honrosa): Entre Luzes Antigas e Modernas, de Aaron Ruy G Musa, Filipinas

Entre Luzes Antigas e Modernas — Foto: Aaron Ruy G Musa/Mangrove Photography Awards
Entre Luzes Antigas e Modernas — Foto: Aaron Ruy G Musa/Mangrove Photography Awards

As luzes da cidade de Bais, da Via Láctea e da chuva de meteoros Lyrid [são vistas ao lado] das árvores do mangue durante a escuridão e a maré baixa.

Categoria Mangroves & Wildlife (vencedora): Escondendo em plena vista, de Chien Lee, Colômbia

Escondendo em plena vista — Foto: Chien C. Lee/Mangrove Photography Awards
Escondendo em plena vista — Foto: Chien C. Lee/Mangrove Photography Awards

Na floresta de mangue do Parque Nacional Utría, na Colômbia, um urutau (Nyctibius griseus) é quase indistinguível dos galhos enquanto pousa imóvel em seu ninho.

Durante o dia, o urutau pousa nos galhos das árvores, permanecendo perfeitamente imóvel, com sua plumagem enigmática que lembra um galho ou toco de árvore quebrado.

Como não queria correr o risco de atrapalhar o voo do urutau, fotografei-o com uma teleobjetiva longa.

Só depois de olhar pelas lentes é que percebi que na verdade havia um único ovo.

Categoria Manguezais e Vida Selvagem (segundo lugar): Tubarões acasalando, por Mark Ian Cook, EUA

Tubarões acasalando — Foto: Mark Ian Cook/Mangrove Photography Awards
Tubarões acasalando — Foto: Mark Ian Cook/Mangrove Photography Awards

Nesta imagem tirada de um helicóptero, dois grandes tubarões-lixa exibem comportamento de acasalamento nas águas rasas do Shark Point em manguezais no Parque Nacional Everglades, Flórida, nos EUA.

Os habitats protegidos dos mangais, em grande parte livres de perturbações humanas, são fundamentais para o acasalamento de uma série de espécies de tubarões — proteger estas áreas é essencial para sustentar as populações de tubarões.

Categoria Mangroves e Ameaças (vencedora): O Teatro do Plástico, de Emanuele Biggi, Malásia

O Teatro do Plástico — Foto: Emanuele Biggi/Mangrove Photography Awards
O Teatro do Plástico — Foto: Emanuele Biggi/Mangrove Photography Awards

Um caranguejo vagueia à noite, perto da praia da Ilha Pom Pom, Sabah, usando uma tampa de desodorante de plástico em vez de uma concha.

Os caranguejos dependem de conchas vazias para abrigo e proteção. Os detritos de plástico às vezes parecem conchas.

Estas "conchas" não-naturais não fornecem a proteção necessária e podem dificultar o seu crescimento e sobrevivência.

Redes de pesca, linhas e outros detritos plásticos descartados podem enredar e prender animais marinhos, causando ferimentos, afogamento ou asfixia.

Categoria Manguezais e Ameaças (menção honrosa): Selvagem e Livre, de Yordanis Méndez Segura, Cuba

Selvagem e Livre — Foto: Yordanis Méndez Segura/Mangrove Photography Awards
Selvagem e Livre — Foto: Yordanis Méndez Segura/Mangrove Photography Awards

No Golfo de Ana María, em Cuba, este crocodilo americano de água salgada, que vive em manguezais, foi avistado com a boca enrolada em uma corda de náilon.

Categoria Manguezais Subaquáticos (vencedora): A Vida de um Limão, de Anita Kainrath, Bahamas

A Vida de um Limão — Foto: Anita Kainrath/Mangrove Photography Awards
A Vida de um Limão — Foto: Anita Kainrath/Mangrove Photography Awards

Um tubarão-limão juvenil nada em florestas rasas de mangue nas Bahamas.

Os tubarões-limão passam os primeiros quatro a seis anos em águas rasas, onde as florestas de mangue os protegem de predadores maiores.

Categoria Manguezais Subaquáticos (segundo lugar): Floresta Encontra Recife, de Brooke Pyke, Indonésia

Floresta Encontra Recife — Foto: Brooke Pyke/Mangrove Photography Awards
Floresta Encontra Recife — Foto: Brooke Pyke/Mangrove Photography Awards

Uma exuberante e próspera floresta de mangue cresce no topo de um vibrante recife de coral na ilha Gam de Raja Ampat, na Indonésia.

Os manguezais proporcionam muitos benefícios aos recifes de coral, incluindo proteção contra sedimentação, filtragem de nutrientes da terra e dos rios e um habitat para muitas espécies de peixes juvenis.

Categoria Manguezais e Pessoas (vencedora): Séphora, a Mergulhadora de Moluscos, de Kris Pannecoucke, República Democrática do Congo

Mergulhadora de Moluscos — Foto: Kris Pannecoucke/Mangrove Photography Awards
Mergulhadora de Moluscos — Foto: Kris Pannecoucke/Mangrove Photography Awards

Desde o início dos tempos, as pessoas mergulham nos manguezais em busca de moluscos.

Mulheres como Séphora (acima) mergulham até quatro metros em busca de amêijoas no Parque Nacional dos Manguezais, uma frágil reserva natural no Baixo Congo, na República Democrática do Congo.

Nas cidades de Muanda e Boma vendem-se espetos com carne de amêijoa.

Ilhas inteiras, como Kimwabi, onde vive Séphora, são construídas sobre conchas vazias.

Categoria Manguezais e Pessoas (segundo lugar): Na Floresta, de Phan Thi Khanh, VietnãUm pescador navega nas águas do manguezal Ru Cha, perto de Hue, no Vietnã.

Na Floresta — Foto: Phan Thi Khanh/Mangrove Photography Awards
Na Floresta — Foto: Phan Thi Khanh/Mangrove Photography Awards

No inverno, os manguezais perdem todas as folhas, deixando troncos finos e brancos, como uma teia de aranha gigante.

Categoria Manguezais e Histórias de Conservação (vencedora): O Figo Azul, de Mohammad Rakibul Hasan, Bangladesh

O Figo Azul — Foto: Mohammad Rakibul Hasan/Mangrove Photography Awards
O Figo Azul — Foto: Mohammad Rakibul Hasan/Mangrove Photography Awards

As Sundarbans, que significa “bela floresta”, são uma das áreas mais vulneráveis do Bangladesh aos impactos das alterações climáticas.

À medida que a área de mangal é danificada pela subida do nível do mar e por fenómenos meteorológicos extremos, as pessoas serão afetadas por insegurança alimentar e hídrica e pela perda das suas casas e meios de subsistência.

Categoria Manguezais e Histórias de Conservação (segundo lugar): Gerentes dos Manguezais, de Jason Florio, Gâmbia

Gerentes dos Manguezais — Foto: Jason Florio/Mangrove Photography Awards
Gerentes dos Manguezais — Foto: Jason Florio/Mangrove Photography Awards

Os mangais do rio Gâmbia são cruciais para o seu ecossistema e beneficiam as mulheres locais que recolhem ostras.

A Associação de Mulheres TRY Oyster incentiva as mulheres a se considerarem gerentes dos manguezais, educando-as para preservar os manguezais e fazer colheitas de forma sustentável, bem como se envolver no reflorestamento.

Vencedor da categoria Jovem Fotógrafo de Manguezais do Ano (com menos de 24 anos): Contato Visual, de Katanyou Wuttichaitanakorn, Tailândia

Contato Visual — Foto: Katanyou Wuttichaitanakorn/Mangrove Photography Awards
Contato Visual — Foto: Katanyou Wuttichaitanakorn/Mangrove Photography Awards

Um filhote de saltador lama (Gobiiformes Oxudercinae) foi fotografado na beira de um manguezal na província de Samut Sakhon, na Tailândia.

Todas as fotos estão sujeitas a direitos autorais.


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