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sábado, 1 de julho de 2023

O 'pó mágico' que pode ajudar a combater as mudanças climáticas

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O 'intemperismo acelerado' utiliza minúsculas rochas vulcânicas para capturar o carbono da atmosfera.
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TOPO
Por Jonah Fisher, BBC

Postado em 01 de julho de 2023 às 06h30m

 #.*Post. - N.\ 10.851*.#

Jim Mann chama as rochas que poderiam ajudar a resfriar nosso planeta de 'pó mágico' — Foto: Reprodução/BBC
Jim Mann chama as rochas que poderiam ajudar a resfriar nosso planeta de 'pó mágico' — Foto: Reprodução/BBC

Em uma pedreira cercada pelo barulho de maquinário pesado, Jim Mann se agacha e pega um punhado de minúsculas pedras pretas.

"Este é o meu pó mágico", diz ele com um sorriso, esfregando-as suavemente entre os dedos.

Ele está segurando pedaços de basalto — uma rocha vulcânica dura que não é nem rara, tampouco particularmente notável.

Mas, por meio de um processo conhecido como "intemperismo acelerado", poderia ajudar a resfriar nosso planeta superaquecido.

Os cientistas da ONU agora já têm clareza de que apenas a redução das emissões de gases de efeito estufa não será suficiente para interromper os níveis perigosos de aquecimento. Eles dizem que será necessária alguma remoção de dióxido de carbono — ou seja, retirá-lo ativamente da atmosfera.

Plantar árvores é a forma mais natural de fazer isso, mas tem suas limitações: o CO2 capturado é liberado quando a madeira apodrece ou queima — e há limites para a extensão do plantio de árvores.

A tecnologia de Captura Direta de Ar (DAC, na sigla em inglês), enquanto isso, suga mecanicamente o CO2 da atmosfera e o armazena no subsolo; é permanente — mas será que faz sentido investir em um processo com uso tão intensivo de energia quando estamos tentando nos livrar dos combustíveis fósseis?

O intemperismo de rochas acelerado está em algum lugar entre o natural e o artificial. Ele pega o processo de intemperismo natural, mas bastante gradual, e o turbina para remover o carbono mais rápido.

Como funciona o intemperismo de rochas acelerado — Foto: Reprodução/BBC
Como funciona o intemperismo de rochas acelerado — Foto: Reprodução/BBC

Eu fui até uma pedreira do outro lado do estuário Firth of Forth, de Edimburgo, na Escócia, para conversar com Jim Mann, cuja empresa de intemperismo acelerado, chamada UNDO, acaba de garantir £ 12 milhões (aproximadamente R$ 73 milhões) em novos investimentos e pretende ampliar suas operações.

A pedreira de Orrock, na Escócia, não parece à primeira vista ser a fonte de uma solução sustentável — Foto: Reprodução/BBC
A pedreira de Orrock, na Escócia, não parece à primeira vista ser a fonte de uma solução sustentável — Foto: Reprodução/BBC

Ao nosso redor, a encosta preta está sendo constantemente corroída, raspada por enormes escavadeiras para fazer concreto e asfalto para as estradas. A vibe é mais pós-apocalipse nuclear do que salvar o planeta.

Mas os pequenos pedaços de basalto que sobram são valorizados pela empresa de Jim. Eles têm uma propriedade útil — quando sujeitos à ação do intemperismo pela chuva, removem o dióxido de carbono da atmosfera.

A rocha basáltica da pedreira tem uma propriedade útil — quando sujeita à ação do intemperismo pela chuva remove dióxido de carbono da atmosfera — Foto: Reprodução/BBC
A rocha basáltica da pedreira tem uma propriedade útil — quando sujeita à ação do intemperismo pela chuva remove dióxido de carbono da atmosfera — Foto: Reprodução/BBC

Por milênios, rochas vulcânicas e falésias removeram lentamente o carbono enquanto sofriam a ação do intemperismo pela chuva. O intemperismo acelerado usa pedaços minúsculos para aumentar a quantidade de contato entre a chuva e a rocha — e, assim, a quantidade de intemperismo e remoção de carbono.

Seja em uma falésia, ou amontoado numa pedreira, o basalto sofre muito lentamente a ação do intemperismo. Para maximizar a remoção de carbono, ele precisa ser espalhado por uma área maior.

E é aí que entram os agricultores locais, que ajudam o planeta enquanto recebem fertilizantes gratuitos em troca. Além de reter o carbono, o basalto demonstrou em testes melhorar o rendimento das colheitas e a qualidade do pasto.

A meia hora de carro da pedreira, vejo o basalto sendo espalhado em um campo.

Isso não requer equipamento especializado. Uma caçamba sobre rodas é carregada com 20 toneladas de basalto e, na sequência, é rebocada para cima e para baixo por um trator — uma roda giratória na parte de trás dela vai espalhando as pequenas pedras.

"É gratuito, o que é muito importante para um agricultor", diz John Logan com uma risada, enquanto o basalto é colocado em seu campo. Ele tinha visto os testes da UNDO em uma fazenda vizinha.

"Parece que vai melhorar a grama, então isso só pode ser bom para o gado, porque eles vão comer uma grama melhor."

A UNDO afirma que um carregamento de 20 toneladas de basalto absorve cerca de 5 toneladas de CO2 — Foto: Reprodução/BBC
A UNDO afirma que um carregamento de 20 toneladas de basalto absorve cerca de 5 toneladas de CO2 — Foto: Reprodução/BBC

Alguns especialistas receiam que técnicas de remoção de carbono como essa possam distrair as pessoas da prioridade mais urgente de reduzir as emissões —e até mesmo serem usadas como justificativa para continuar vivendo nossas vidas intensivas em carbono.

"A redução de CO2 precisa vir em primeiro lugar", afirma Jim, enquanto o trator guiado por GPS sobe e desce pelo campo.

"Mas também precisamos desenvolver essas tecnologias que podem fazer a remoção em escala. E a coisa boa sobre o que estamos fazendo com o intemperismo de rochas acelerado é que é permanente."

A matemática, deve-se dizer, é assustadora. Os cientistas da UNDO calculam que são necessárias quatro toneladas de rochas basálticas para capturar uma tonelada de CO2.

Com as emissões médias de CO2 de um britânico estimadas em cerca de 7 toneladas por ano, isso significa que cada um de nós precisa de aproximadamente trinta toneladas — ou uma caçamba e meia de basalto a ser espalhada anualmente apenas para alcançar um ponto de equilíbrio.

A UNDO tem planos de expandir rapidamente sua operação nos próximos anos e atraiu apoiadores de peso. A Microsoft concordou em pagar por 25.000 toneladas de basalto a serem espalhadas em campos do Reino Unido. Como parte do acordo, a Microsoft também vai ajudar a auditar o projeto e verificar se está funcionando conforme o esperado.

"A química essencial disso faz sentido", afirma Steve Smith, especialista em remoção de carbono da Universidade de Oxford, no Reino Unido.

"Medir quanto CO2 seria retirado e para onde isso vai, é um dos principais desafios, e não há nenhum sistema padronizado no momento."

Em última análise, Smith acha que a ideia pode acabar sendo apenas uma etapa padrão da maneira como a terra é cultivada.

"É algo que pode ser incluído na forma como usamos a terra no momento e oferece um benefício de remoção de carbono junto a outros benefícios em termos da forma como usamos a terra para alimentos e colheitas", diz ele.

Ainda há muitas perguntas sobre o quão escalonável é. Os projetos da UNDO usam subprodutos da pedreira local — mas se isso for ampliado consideravelmente, a energia e as emissões necessárias para triturar e depois transportar e espalhar o basalto, vão precisar ser levadas em consideração.

"Neste momento, não há desvantagem, é uma vitória para todos os envolvidos." avalia Jim Mann.

Neste ano, a UNDO planeja espalhar 185.000 toneladas de basalto — e espera até 2025 ter removido um milhão de toneladas de CO2. Ainda é uma gota no meio do oceano em comparação com as emissões. Em 2022, acredita-se que o mundo liberou cerca de 37 bilhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Níveis de CO2 continuam a subir — Foto: Reprodução/BBC
Níveis de CO2 continuam a subir — Foto: Reprodução/BBC

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sexta-feira, 30 de junho de 2023

Perseverance, robô da Nasa, descobre rocha com formato de 'rosquinha' em Marte

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Imagem foi capturada no último dia 22 de junho. Segundo a agência, estrutura rochosa pode ter sido formada após um longo processo de erosão.
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Por g1

Postado em 30 de junho de 2023 às 11h15m

 #.*Post. - N.\ 10.850*.#

Rocha com formato de 'rosquinha' encontrada pelo robô Perseverance em Marte. — Foto: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS/LANL/CNES/IRAP
Rocha com formato de 'rosquinha' encontrada pelo robô Perseverance em Marte. — Foto: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS/LANL/CNES/IRAP

A Nasa, a agência espacial norte-americana, divulgou na quinta (29) que seu robô Perseverance descobriu uma formação curiosa na superfície de Marte: em formato de "rosquinha". (Veja foto acima.)

🥯 Trata-se de um fragmento rochoso que os cientistas da agência acreditam que tenha se formado após um processo de erosão.

"Essa rocha específica pode ter se originado posteriormente à erosão de uma rocha menor (ou de várias rochas) nas proximidades de seu centro", disse o Laboratório de Propulsão a Jato da agência, em um comunicado.

"Como resultado desse processo, uma cavidade foi formada, que posteriormente foi ampliada pela ação do vento", acrescentou o texto.

Ainda de acordo com a Nasa, rochas de formatos estranhos como essa não são incomuns, seja na Terra ou no Planeta Vermelho.

Essas estruturas geralmente são formadas ao longo de eras, à medida que os ventos "esculpem" suas características.

O diferencial de Marte, no entanto é que ele tem uma atmosfera fina composta principalmente de dióxido de carbono, argônio, nitrogênio e uma pequena quantidade de oxigênio.

Segundo a Nasa, os ventos em fortes tempestades de areia no planeta podem provocar rajadas de mais de 90 km/h.

E essa mais nova imagem do Perseverance foi capturada no último dia 22 de junho, na Cratera Jezero, a cerca de 100 metros de distância do robô.

Na quinta, a Nasa também divulgou uma imagem mais ampla do local onde o objeto foi encontrado. Essa outra imagem foi tirada no último dia 15 de abril, a cerca de 400 metros da estrutura (veja abaixo).

O local onde foi encontrada a formação rochosa em formato de rosquinha. — Foto: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS/LANL/CNES/IRAP
O local onde foi encontrada a formação rochosa em formato de rosquinha. — Foto: NASA/JPL-Caltech/ASU/MSSS/LANL/CNES/IRAP

🚀 Missão do Perseverance

O pouso do robô aconteceu em fevereiro de 2022, na cratera de Jezero, região do planeta que já foi um lago há bilhões de anos.

O Perseverance está no planeta como parte do Programa de Exploração de Marte da NASA.

O objetivo do projeto é não só melhor entender a formação e evolução inicial do astro, como também analisar a história dos processos geológicos que moldaram Marte ao longo do tempo e interpretar cientificamente o potencial do planeta já ter hospedado vida.

Além disso, a missão tem também como propósito auxiliar o entendimento da ciência da geologia marciana, algo fundamental para os preparativos de uma possível viagem tripulada ao planeta.

Desde a chegada do Perseverance ao planeta vermelho, o robô da Nasa já flagrou diversas fotos curiosas. Veja mais aqui.

  • VEJA TAMBÉM: Você sabe por que o James Webb é um supertelescópio? Entenda assistindo ao vídeo abaixo:

Compare as fotos do supertelescópio James Webb com seu antecessorCompare as fotos do supertelescópio James Webb com seu antecessor

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quinta-feira, 29 de junho de 2023

Brasil cria 155 mil empregos formais em maio, queda de 44% em relação ao mesmo mês de 2022

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Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) foram divulgados pelo Ministério do Trabalho. No acumulado do ano, foram criadas 865,3 mil de vagas formais.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 29 de junho de 2023 às 11h10m

 #.*Post. - N.\ 10.849*.#

Carteira de Trabalho — Foto: Reprodução
Carteira de Trabalho — Foto: Reprodução

A economia brasileira gerou 155,27 mil empregos com carteira assinada em maio deste ano, informou nesta quinta-feira (29) o Ministério do Trabalho e Emprego.

A informação consta do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e representa o saldo líquido (contratações menos demissões) da geração de empregos formais.

Ao todo, segundo o governo federal, foram registrados em maio:

  • 2 milhões de contratações;
  • 1,844 milhão de demissões.

O resultado representa queda em relação a maio do ano passado, quando foram criados 277,73 mil empregos formais. O recuo foi de 44% nesta comparação.

Em maio de 2020, em meio à pandemia da Covid, foram fechados 398,44 mil postos de trabalho e, no mesmo mês de 2021, foram abertas 266,35 mil vagas formais.

A comparação dos números com anos anteriores a 2020, segundo analistas, não é mais adequada porque o governo anterior mudou a metodologia.

Parcial do ano

De acordo com o Ministério do Trabalho, 865,36 mil de vagas formais de emprego foram criadas no país nos cinco primeiros meses deste ano.

O número representa recuo de 21,5% na comparação com o mesmo período de 2022, quando foram criadas 1,1 milhão de empregos com carteira assinada.

  • Ao final de maio de 2023, ainda conforme os dados oficiais, o Brasil tinha saldo de 43,3 milhões de empregos com carteira assinada.
  • O resultado representa aumento na comparação com abril deste ano (43,15 milhões) e com maio de 2022 (41,52 milhões).
Setores

Os números do Caged de maio de 2023 mostram que foram criados empregos formais em todos os setores da economia.

Empregos por setor
Abertura de vagas em maio de 2023

Total

83.91583.9158.4298.42927.95827.95815.41215.41219.55919.559ServiçosIndústriaConstruçãoComércioAgropecuária020k40k60k80k100k
Fonte: Ministério do Trabalho

Regiões do país

Os dados também revelam que foram abertas vagas em todas regiões do país no mês passado.

Empregos por região
Vagas criadas em maio de 2023

Em milhares

102.749102.74914.68314.6838.8708.87014.47314.47312.62412.624SudesteNordesteSulCentro-OesteNorte0100k25k50k75k125k
Fonte: Ministério do Trabalho

Salário médio de admissão

O governo também informou que o salário médio de admissão foi de R$ 2.004,57 em maio deste ano, o que representa queda real (descontada a inflação) em relação a abril desse ano (R$ 2.022,83).

Na comparação com maio de 2022, também houve aumento no salário médio de admissão. Naquele mês, o valor foi de R$ 1.969,02.

Caged x Pnad

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados consideram os trabalhadores com carteira assinada, isto é, não incluem os informais.

Com isso, os resultados não são comparáveis com os números do desemprego divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), coletados por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua (Pnad).

Os números do Caged são coletados das empresas e abarcam o setor privado com carteira assinada, enquanto que os dados da Pnad são obtidos por meio de pesquisa domiciliar e abrangem também o setor informal da economia.

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (31) mostram que a taxa de desemprego no Brasil foi de 8,5% no trimestre móvel terminado abril. Essa é a menor taxa para um trimestre encerrado em abril desde 2015, quando ficou em 8,1%.

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quarta-feira, 28 de junho de 2023

CHALLENGER DEEP: 6 FATOS SOBRE O PONTO MAIS PROFUNDO DA TERRA

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www.megacurioso.com.br
Por Pedro Freitas - Ciências
Postado em 28 de junho de 2023 às 19h45m

 #.*Post. - N.\ 10.848*.#

Após a tragédia que causou a morte dos cinco tripulantes do submarino Titan, que implodiu enquanto tentava chegar perto do famoso transatlântico Titanic — que está naufragado a 3,8 mil metros nas profundezas do Oceano Atlântico —, a mídia internacional passou a produzir inúmeras histórias a respeito do fundo do mar.

No entanto, o Titanic não está nem um pouco fundo quando comparado ao ponto mais baixo da superfície terrestre: a depressão Challenger, uma fenda a mais de 11 mil metros debaixo d'água na fossa das Marianas, localizada no oeste do oceano Pacífico. Ficou curioso para saber mais sobre esse lugar assustador? Veja só essa lista que separamos com seis fatos a respeito da fenda!

1. Visitas de James Cameron
(Fonte: GettyImage)(Fonte: GettyImage)

Após o acidente que implodiu o submarino Titan, diversas reportagens afirmaram que o diretor de cinema James Cameron já havia feito mais de 30 expedições para olhar o naufrágio do Titanic mais de perto. No entanto, esse não é o único profundo do mundo que Cameron já visitou em sua vida.

O diretor do filme Titanic (1997), participou de uma exploração que desceu até a depressão Challenger. Em 2012, Cameron pilotou um submersível — o qual ele ajudou a projetar pessoalmente — a 10.908 metros de profundidade, estabelecendo um novo recorde mundial.

2. Saco plástico encontrado
(Fonte: GettyImages)(Fonte: GettyImages)

Um fato curioso sobre a depressão Challenger é que o explorador Victor Vescovo, um investidor norte-americano que desceu a 10.927 metros em 2019, encontrou algo completamente assustador no fundo do mar: uma sacola plástica e embalagens de doces que estava repousando no fundo da Fossa das Marianas.

A descoberta de tais objetos apenas mostram como os seres humanos estão degradando o planeta — incluindo seus pontos mais profundos. 

3. Monumento nacional dos EUA
(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

Em 2009, a Fossa das Marianas recebeu o título de Monumento Nacional dos Estados Unidos, principalmente como estratégia do governo norte-americano para proteger os organismos raros que prosperam em suas profundezas. A ação visava resguardar o ecossistema submerso e suas formas de vida, como camarões e caranguejos do fundo do mar.

“Vale a pena preservar uma grande diversidade de montes submarinos e fontes hidrotermais”, afirmou a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos EUA em comunicado oficial. Por lei, todo monumento nacional do país é protegido por cerca de 246 mil km².

4. Homenagem a deus grego
(Fonte: GettyImages)(Fonte: GettyImages)

Assim como acontece na atmosfera da Terra, o fundo do oceano pode ser descrito em camadas. A parte superior é chamada de zona epipelágica, ou zona de luz solar, estendendo-se por apenas 200 metros abaixo da superfície da água. No meio tempo, existe a zona mesopelágica, ou zona crepuscular, marcada pelo final da zona solar até cerca de 1 mil metros.

Depois disso, surge a zona batipelágica, ou zona da meia-noite, e abaixo dela está a zona abissopelágica, que se estende de 4 mil metros a 6 mil metros de profundidade. Nessas áreas, poucas formas de vida conseguem sobreviver e a água já é completamente desprovida de luz.

A depressão Challenger, no entanto, está ainda mais longe disso tudo e fica dentro da zona hadal. Essa parte das profundezas foi nomeada para Hades, o deus grego do submundo que era conhecido por governar os mortos. 

5. Diversidade de vida aquática
(Fonte: Wikimedia Commons)(Fonte: Wikimedia Commons)

A zona hadal da Fossa das Marianas é um dos habitats da Terra menos explorados pelos seres humanos. Pelo fato do local estar localizado em profundidades esmagadoras sem luz solar, acreditava-se que nada poderia sobreviver ali.
Contudo, essa era uma crença mentirosa. 

Em 2005, pesquisadores descobriram que minúsculos organismos unicelulares chamados foraminíferos — um tipo de plâncton — residem na depressão Challenger. Na ausência de luz solar, essas criaturas se beneficiam das águas ricas em nutrientes liberadas pelas fontes hidrotermais e vulcões de lama que existem na região.

6. Profundidade desconhecida
(Fonte: GettyImages)(Fonte: GettyImages)

Em termos científicos, o fundo do oceano é uma das coisas mais misteriosas existentes no Universo. Inclusive, atualmente a humanidade possui mapas melhores sobre as superfícies da Lua e de Marte do que das profundezas do nosso próprio planeta. Segundo o NOAA, apenas 20% do fundo do mar foi mapeado até hoje — apesar das dezenas de milhares de anos gastos em pesquisa.

Por conta disso, ainda não se sabe exatamente o quão fundo é a Fossa das Marianas. Esforços para trazer imagens mais detalhadas da região acontecem todos os anos, mas a vastidão e escuridão da zona oceânica mais profunda dificultam toda a situação. Na última atualização feita em 2021, estima-se que a depressão Challenger possua 10.935 metros de profundidade.

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