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terça-feira, 8 de março de 2022

Como PIB e cenário econômico ajudam a entender o futuro dos negócios

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Especialistas contam o que pode acontecer na agropecuária, na indústria e nos serviços. Previsão para 2022 é de crescimento pequeno.
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Por Thaís Matos, g1

Postado em 08 de março de 2022 às 10h05m

Post.- N.\ 10.239

O PIB brasileiro de 2021 recuperou as perdas durante a pandemia e teve um resultado que, à primeira vista, enche os olhos: crescimento de 4,6%, R$ 8,7 trilhões em valores correntes. Mas as previsões para a atividade econômica em 2022 não são animadoras.

Para este ano, a pesquisa Focus, do Banco Central, prevê que a economia brasileira deve crescer só 0,3%. E um levantamento do Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas, mostrou que a economia caminha para uma nova estagnação.

"Naturalmente, esse número é apenas uma projeção e muitos fatores ao longo do ano podem elevar ou contrair essa taxa de variação. Essa projeção sugere que não devemos ter forte expansão de renda em 2022", explica ao g1 Felippe Serigati, professor de economia da FGV.

"Na realidade, no momento, devido principalmente aos conflitos externos, não podemos descartar o cenário de registrarmos uma leve contração em 2022 (ou seja, que a sociedade brasileira consiga gerar em 2022 um volume de renda ligeiramente inferior àquele que foi gerado em 2021)."

Para completar, vivemos um aumento grande dos preços acompanhado de aumento dos juros para tentar contê-lo. Brasileiros de diversos setores podem levar em conta esses fatores para entender como lidar com seus negócios e investimentos este ano.

Evolução anual do PIB do Brasil — Foto: Economia g1
Evolução anual do PIB do Brasil — Foto: Economia g1


... Agropecuária

O setor se beneficia dos preços altos das commodities, principalmente pela menor oferta devido à invasão da Ucrânia, já que Rússia e Ucrânia são dois importantes fornecedores de grãos para o mercado internacional, explica Serigati.

Mas a alta na cotação das commodities agrícolas também deve elevar os custos de produção, complementa. Ou seja, dá pra ganhar mais na venda do produto, mas produzi-lo também vai ficar mais caro.

"Não está claro para quais culturas e em quais regiões a elevação do preço recebido compensará o forte aumento nos custos de produção. Na realidade, há incerteza a respeito do acesso a alguns insumos de produção, independente do seu preço", avalia o professor.

Além da guerra, o agro também pode sofrer com efeitos do clima – esse, aliás, foi um dos grandes vilões do setor em 2021. "Como ainda estamos operando sob uma La Niña clássica, provavelmente atravessaremos o 1º, o 2º e parte do 3º trimestres com escassez hídrica (notadamente na Região Sul) e risco de geadas (principalmente durante o inverno)", diz.

O que é o PIB e quais os impactos dele?
O que é o PIB e quais os impactos dele?

E a indústria?

A indústria passa por três décadas de "não atualização e grande defasagem em relação a tecnologias", analisa Fernando Ribeiro, professor de economia do Insper. A tendência, segundo o professor, é que esse cenário até piore em 2022 "agravado por créditos mais severos, negócios com menos oportunidades e confiança de consumidor e comerciantes abalada", diz.

Os problemas nas cadeias de suprimentos que vivemos durante a pandemia também jogam contra.

"A indústria de Construção Civil deve apresentar um desempenho menos acelerado que aquele observado em 2021, seja devido à elevação da taxa de juros (que encarece o crédito), seja devido às incertezas da economia brasileira, ou por causa da elevação dos seus custos de produção (commodities minerais e metálicas)", diz Serigati.

Já o setor de transformações deve ter um 2022 com "dinamismo limitado", explica, por conta também dos custos de produção e da contração do poder de compra do mercado doméstico.

Mas nem todo mundo vai sofrer. Para Serigati, a indústria mais associada às commodities (como os setores de óleo e gás, e de minerais e metais) pode ter um 2022 "mais razoável". "Naturalmente, depende da situação dos seus custos de produção", pondera.

E nos serviços? É hora de abrir ou expandir negócio?

O setor de serviços, que teve a maior recuperação em 2021, deve crescer com menos intensidade neste ano devido à queda do poder de compra da população, avalia Serigati.

Abrir um negócio – ou expandir o que já tem – é sempre um desafio, pois envolve questões logísticas e financeiras próprias do negócio, como fidelização de clientes. Além disso, quem pensa em abrir ou aumentar precisa também olhar para o cenário macroeconômico do país, alerta Fernando Ribeiro.

"De maneira geral, está altamente desafiador por vários motivos: o crédito está caro, a logística travada por causa da produção, a atividade está mais baixa, a confiança mais abalada e inflação mais rígida do que anteriormente previsto", analisa.
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segunda-feira, 7 de março de 2022

Mais de 6 milhões de pessoas morreram de Covid-19 no mundo, diz levantamento

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Monitoramento é da Johns Hopkins; especialistas dizem que subnotificação é provável e que a doença se tornou uma de 'não vacinados'.
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Por g1

Postado em 07 de março de 2022 às 10h50m

Post.- N.\ 10.238

Reprodução da página da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que aponta mais de 6 milhões de mortes pela Covid-19. — Foto: Reprodução/Johns Hopkins
Reprodução da página da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que aponta mais de 6 milhões de mortes pela Covid-19. — Foto: Reprodução/Johns Hopkins

O mundo ultrapassou, nesta segunda-feira (7), a marca de 6 milhões de mortos por Covid-19, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

O número foi alcançado pouco mais de 4 meses depois de o globo registrar 5 milhões de óbitos pela doença.

Os Estados Unidos são o país com o maior número de mortes: 958,4 mil, de acordo com a Hopkins. O Brasil está em segundo, com 652.207, segundo o consórcio de veículos de imprensa. Só no último mês foram 22 mil óbitos registrados, a maior quantidade mensal desde agosto do ano passado.

Ao todo, 4 países da América, 4 da Europa e dois da Ásia compõem os dez com mais mortes em todo o mundo (veja gráfico):

Países com mais mortes por Covid-19
Mundo ultrapassou 6 milhões de óbitos nesta segunda-feira (7)
958.437958.437652.207652.207515.036515.036348.467348.467319.604319.604210.907210.907162.582162.582155.782155.782149.918149.918140.264140.264EUABrasilÍndiaRússiaMéxicoPeruReino UnidoItáliaIndonésiaFrança0100k200k300k400k500k600k700k800k900k1.000k1.1…
Fonte: Consórcio de veículos de imprensa/g1 (Brasil) e Johns Hopkins

No mundo

Veja alguns destaques da pandemia pelo mundo:

  • Hong Kong teve a maior média móvel de mortes confirmadas em relação à população na última semana, segundo o "Our World in Data", ligado à Universidade de Oxford. A cidade vai testar toda a sua população, de 7,5 milhões de pessoas, três vezes neste mês, disse a agência de notícias Associated Press.
  • Polônia, Hungria, Romênia e outros países do Leste Europeu continuam com alto número de mortes, ao mesmo tempo em que recebem 1,5 milhão de refugiados da Ucrânia – que tem apenas 35% da população vacinada contra a Covid-19 e 112 mil mortes.
  • Apesar da alta disponibilidade de vacinas, os Estados Unidos têm menos de 65% da população totalmente vacinada. No Brasil, 72,5% da população já recebeu duas doses de vacina.
  • As ilhas remotas do Pacífico – cujo isolamento as protegeu por mais de dois anos – agora estão enfrentando seus primeiros surtos e mortes, alimentados pela variante ômicron. Mas o cenário é desigual: Tonga, que tem 66% da população totalmente vacinada, ainda não registrou mortes mesmo com o primeiro surto, em janeiro. Já nas Ilhas Salomão, que só têm 12% dos habitantes vacinados, já são mais de 100 mortes.

À Associated Press, o professor Tikki Pang, da Universidade Nacional de Singapura, disse que a Covid-19 é uma "doença dos não vacinados".

“Esta é uma doença dos não vacinados – veja o que está acontecendo em Hong Kong agora, o sistema de saúde está sobrecarregado”, disse Pang, ex-diretor de política de pesquisa e cooperação com a Organização Mundial de Saúde. “A grande maioria das mortes e dos casos graves estão no segmento vulnerável e não vacinado da população.”

Segundo o "Our World in Data", Hong Kong tem 69,84% da população com duas doses de vacina.

Subnotificação

Apesar da enormidade do número, o mundo sem dúvida ultrapassou 6 milhões de mortes há algum tempo – por causa da subnotificação.

Também à AP, o chefe de dados do "Our World in Data", Edouard Mathieu, disse que, conforme os números de excesso de mortalidade nos países são estudados, é provável que haja quatro vezes o número de mortos oficialmente relatado por causa da pandemia.

“As mortes confirmadas representam uma fração do número real de mortes devido à Covid, principalmente por causa de testes limitados e desafios na atribuição da causa da morte”, disse Mathieu. “Em alguns países, principalmente ricos, essa fração é alta e a contagem oficial pode ser considerada bastante precisa, mas em outros é altamente subestimada", completou.

Milhões

Veja, abaixo, quanto tempo se passou entre cada milhão de mortes por Covid:

Evolução da pandemia
Hospital atende a paciente com Covid-19 em Sofia, na Bulgária, em foto de 15 de outubro — Foto: Stoyan Nenov/Reuters
Hospital atende a paciente com Covid-19 em Sofia, na Bulgária, em foto de 15 de outubro — Foto: Stoyan Nenov/Reuters

O primeiro milhão de mortes foi marcado por uma primeira onda na Europa, em março e abril de 2020, que assustou o mundo e levou os países a adotarem severas medidas de restrição para diminuir a proliferação do vírus.

O segundo milhão de vítimas foi marcado por uma aceleração constante no número de óbitos primeiro na Europa, impulsionada pela variante alfa, detectada inicialmente no Reino Unido, e posteriormente nos EUA, o que levou o mundo a atingir na época o recorde de mortes diárias.

O terceiro milhão de óbitos foi marcado por uma forte queda no número de mortes tanto nos EUA quanto na Europa, após severas restrições e com a aceleração da vacinação. Ao mesmo tempo, os óbitos já começavam a crescer na América do Sul e na Ásia, a partir de março.

Já o quarto milhão foi marcado por uma disparada da pandemia na América do Sul e na Ásia, sobretudo por causa do Brasil e da Índia.

O quinto milhão, alcançado em novembro, viu altas de casos e mortes na Rússia.

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domingo, 6 de março de 2022

Lista traz os 5 animais mais 'esquisitos' achados em SP antes de 'serpente monstruosa'

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Região já registou o aparecimento de peixes como os dragões azuis, peixe-morcego, peixe de sangue quente e outros.
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Por g1 Santos

Postado em 06 de março de 2022 às 08h05m

Post.- N.\ 10.237

Peixes encontrados no litoral paulista chamam a atenção por cores e formatos exóticos — Foto: Reprodução
Peixes encontrados no litoral paulista chamam a atenção por cores e formatos exóticos — Foto: Reprodução

Após o surgimento de um animal marinho com aspecto de cobra, encontrado em uma praia de Ilha Comprida e descrito como "assustador" e "monstruoso", o g1 reuniu cinco das criaturas mais curiosas registradas no litoral de São Paulo nos últimos meses.

As aparições selecionadas pela reportagem viralizaram nas redes sociais, por conta da natureza "diferente" dos animais. Enquanto alguns apareceram encalhados na faixa de areia, outros acabaram sendo pescados, sem querer, e foram alvos de pesquisas de especialistas.

Animal marinho com aspecto semelhante a cobra apareceu em Ilha Comprida, SP — Foto: Monica Novaes
Animal marinho com aspecto semelhante a cobra apareceu em Ilha Comprida, SP — Foto: Monica Novaes

1 - Dragão azul

O molusco dragão azul (Glaucus atlanticus) é dono de cores vibrantes, que chamam a atenção. A aparição dele é considerada rara, e foi visto em setembro de 2021 em uma praia de Bertioga. Ele mede, em média, quatro centímetros. O molusco não é venenoso, mas pode soltar uma toxina que pode queimar a pele de quem tocá-lo.

O animal é muito conhecido por ser um caçador de caravelas-portuguesas, apesar de não apresentar natação ativa e mobilidade. "Quando encalha, se a maré não alcançá-lo para levá-lo de volta, ele acaba morrendo ali", explicou a mestranda em Taxonomia Animal e Biodiversidade Gemany Caetano.

Dragão azul foi flagrado em uma praia de Bertioga, SP — Foto: Dalma Mesquita Ferreira/Arquivo pessoal
Dragão azul foi flagrado em uma praia de Bertioga, SP — Foto: Dalma Mesquita Ferreira/Arquivo pessoal

2 - Caravela-portuguesa

As caravelas-portuguesas (Physalia physalis) são conhecidas pelas cores vibrantes, e surgem principalmente no Litoral Sul. Ela possui tentáculos cheios de células urticantes, e apesar de parecer um único animal, é uma colônia composta por muitos animais inter-relacionados (pólipos). É parente das águas-vivas e das anêmonas-do-mar.

Um fotógrafo conseguiu imagens em alta resolução dos animais ainda vivos, em Bertioga. Apesar de chamarem a atenção pela beleza, esses animais podem provocar lesões na pele e no sistema nervoso, segundo alertam especialistas.

Fotógrafo registrou detalhes de caravelas-portuguesas durante aparição em Bertioga, SP — Foto: Rafael Mesquita
Fotógrafo registrou detalhes de caravelas-portuguesas durante aparição em Bertioga, SP — Foto: Rafael Mesquita

3 - Peixe-morcego

Um peixe-morcego (Ogcocephalus vespertilio) foi encontrado por trabalhadores que limpavam a praia em São Vicente, em 2020. "Ninguém sabia dizer que peixe era, parecia uma raia, alguma coisa diferente", relatou Claudinei Nunes, que o encontrou na época.

A espécie habita a costa brasileira e possui um corpo achatado das costas para a barriga, formando um triângulo. Ele costuma ficar no fundo do mar e possui hábitos noturnos, podendo chegar a 30 centímetros de comprimento.

Peixe-morcego foi encontrado em praia de Santos, SP, em 2020 — Foto: Rubens Carvalho/Arquivo Pessoal
Peixe-morcego foi encontrado em praia de Santos, SP, em 2020 — Foto: Rubens Carvalho/Arquivo Pessoal

4 - Peixe opah

Um peixe opah (Lampris) foi pescado acidentalmente e vendido em Guarujá. O animal, também chamado de peixe sol, é o primeiro peixe de sangue quente conhecido pela ciência. A espécie oceânica é rara, e o aparecimento dela pode estar relacionado às mudanças climáticas.

Ele chamou muita atenção ao ter uma foto publicada nas redes sociais, o que ajudou na identificação da espécie. O pescador tentou vendê-lo em Santos, mas foi o proprietário de uma banca em Guarujá que arrematou o animal. O 'trágico' destino do peixe incomodou especialistas e biólogos, já que ele é considerado extremamente raro e poderia ter sido estudado.

Peixe gigante e de raro 'sangue quente' apareceu no litoral de SP — Foto: Alfredo de Souza/Arquivo Pessoal
Peixe gigante e de raro 'sangue quente' apareceu no litoral de SP — Foto: Alfredo de Souza/Arquivo Pessoal

5 - Peixe-balão

O 'peixe-balão' é, na verdade, o baiacu (Tetraodontidae), de aparência exótica, que infla quando se sente ameaçado. Um peixe desta espécie chamou muito a atenção de banhistas quando foi encontrado na areia da praia de Itanhaém.

O baiacu, apesar da aparência inofensiva, é considerado um dos peixes mais venenosos do mundo. A quantidade de tetrodotoxina em apenas um animal pode matar até 30 pessoas.

Baiacu chamou a atenção de moradores e turistas em praia de Itanhaém, SP — Foto: Meire Ruiz/Arquivo Pessoal
Baiacu chamou a atenção de moradores e turistas em praia de Itanhaém, SP — Foto: Meire Ruiz/Arquivo Pessoal

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sábado, 5 de março de 2022

Brasil sai da recessão técnica no 4º trimestre e PIB cresce 4,6% em 2021

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No 4º trimestre, economia avançou 0,5% em relação aos 3 meses anteriores, após retrações de 0,3% no 2º trimestre e de 0,1% no 3º trimestre. PIB supera perdas de 2020 com a pandemia, mas ainda está 2,8% abaixo da melhor marca histórica, alcançada em 2014.
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Por Darlan Alvarenga e Thaís Matos, g1

Postado em 05 de março de 2022 às 15h00m

Post.- N.\ 10.236

PIB cresce 4,6% em 2021 e recupera as perdas da pandemia
PIB cresce 4,6% em 2021 e recupera as perdas da pandemia

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 4,6% em 2021 e o país saiu da recessão técnica no 4º trimestre, segundo divulgou nesta sexta-feira (4) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em valores correntes, o PIB chegou a R$ 8,7 trilhões no ano passado.

"Esse avanço recuperou as perdas de 2020, quando a economia brasileira encolheu 3,9% devido à pandemia", destacou o IBGE. Apesar de ter encerrado o ano passado 0,5% acima do patamar pré-pandemia (4º trimestre de 2019), o PIB ainda está 2,8% abaixo do ponto mais alto da atividade econômica na série histórica, alcançado no primeiro trimestre de 2014.

Já o PIB per capita alcançou R$ 40.688,1 em 2021, um avanço real de 3,9% ante o ano anterior, mas ainda sem recuperar o padrão pré-pandemia.

Evolução do PIB ano ano desde 2010 — Foto: Arte g1
Evolução do PIB ano ano desde 2010 — Foto: Arte g1

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. O crescimento da economia brasileira em 2021 foi puxado principalmente pela recuperação do setor de serviços, em meio ao avanço da vacinação e flexibilização das medidas de restrição para conter a propagação do coronavírus.

O crescimento de 4,6% em 2021 foi a maior taxa desde 2010, quando houve expansão de 7,5%.

"No ano em que a pandemia mais afetou a atividade econômica, o PIB caiu 3,9%. E, no ano passado, a economia se recuperou e superou as quedas", afirmou a coordenadora de Contas Nacionais do IBGE, Rebeca Palis, destacando que em 2020 foi registrada a maior queda desde o início da série histórica atual do IBGE, iniciada em 1996.

O que é o PIB e quais os impactos dele?
O que é o PIB e quais os impactos dele?


Variação do PIB na comparação trimestre contra trimestre anterior — Foto: Arte g1
Variação do PIB na comparação trimestre contra trimestre anterior — Foto: Arte g1

Principais destaques do PIB em 2021:

  • Serviços: 4,7%
  • Indústria: 4,5%
  • Agropecuária: -0,2%
  • Consumo das famílias: 3,6%
  • Consumo do governo: 2%
  • Investimentos: 17,2%
  • Exportação: 5,8%
  • Importação: 12,4%
  • Construção civil: 9,7%
  • Comércio: 5,5%
PIB sob a ótica da oferta frente ao ano anterior — Foto: Economia g1
PIB sob a ótica da oferta frente ao ano anterior — Foto: Economia g1

O que puxou a alta

O crescimento de 4,6% da economia em 2021 foi puxado pelas altas nos serviços (4,7%) e na indústria (4,5%), que juntos representam 90% do PIB do país. Por outro lado, a agropecuária teve queda de 0,2%.

“A única atividade que apresentou queda foi a agropecuária. É uma atividade que a gente falava que não sofria os efeitos da pandemia, e até cresceu em 2020, mas no ano passado tivemos vários problemas climáticos, como a estiagem, além do embargo da China prejudicando principalmente os bovinos", destacou a pesquisadora.

Do lado da demanda, o consumo das famílias – motor do PIB brasileiro há anos – avançou 3,6% e o do governo subiu 2%. Já os investimentos (Formação Bruta de Capital Fixo) avançaram 17,2%, foram puxados pelos segmentos de máquinas e equipamentos e construção.

“Temos todos os serviços presenciais com crescimento, mas não voltaram ainda ao patamar pré-pandemia. As pessoas não voltaram totalmente a consumir os serviços presenciais no nível pré-pandemia. Isso também afeta para baixo o consumo das famílias", destacou Palis.

A taxa de investimento no ano de 2021 foi de 19,2% do PIB, acima dos 16,6% registrados em 2020, mas ainda longe do pico de 2013, quando chegou a superar 21%. A taxa de poupança foi de 17,4% ante 14,7% em 2020.

A balança de bens e serviços registrou alta de 12,4% nas importações e de 5,8% nas exportações, com o país importando mais do que exportou, o que gerou esse déficit na balança de bens e serviços. O setor externo teve um impacto negativo de 1% no resultado do PIB.

PIB sob a ótica da demanda frente ao ano anterior — Foto: Arte g1
PIB sob a ótica da demanda frente ao ano anterior — Foto: Arte g1

País sai da recessão técnica

No 4º trimestre, o avanço foi de 0,5% em relação aos 3 meses anteriores, após ter registrado quedas de 0,3% no 2º trimestre e de 0,1% no 3º trimestre. Ao voltar a crescer na reta final do ano, a economia saiu da recessão técnica, caracterizada por dois trimestres seguidos de retração.

O avanço registrado nos 3 últimos meses do ano veio acima do esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters era de crescimento de 0,1%.

“A agropecuária cresceu 5,8%, mas o fator determinante para o crescimento do PIB no quarto trimestre foram os serviços (0,5%), que têm peso maior na economia", explicou a coordenadora de pesquisa. Já a indústria recuou 1,2%. frente ao 3º trimestre.

Pela ótica da despesa, o consumo das Famílias cresceu 0,7% e a despesa do governo, 0,8%. Já os investimentos tiveram alta de 0,4%. As exportações de bens e serviços caíram 2,4%, enquanto as Importações de bens e serviços avançaram 0,5% em relação ao terceiro trimestre de 2021.

Frente ao 4º trimestre de 2020, o PIB avançou 1,6%, a quarta alta seguida, após quatro trimestres no campo negativo nesta comparação.

PIB em quartos trimestres desde 2010 — Foto: Arte g1
PIB em quartos trimestres desde 2010 — Foto: Arte g1

Recuperação desigual e incompleta

Apesar do crescimento do PIB no ano passado, a retomada da economia brasileira ainda se mostrou desigual e incompleta, com apenas parte dos segmentos da retomando o patamar pré-pandemia – aquele de fevereiro de 2020, quando foram lançadas no país as primeiras medidas de restrição para conter o avanço da Covid-19.

Segundo o IBGE, o patamar de consumo das famílias no final de 2021 ainda ficou 1,3% abaixo do padrão pré-pandemia e o consumo do governo, 0,7% abaixo. Por outro lado, os investimentos ficaram 16,9% acima do nível do 4º trimestre de 2019.

“Houve uma recuperação da ocupação em 2021, mas a inflação alta afetou muito a capacidade de consumo das famílias. Os juros começaram a subir. Tivemos também os programas assistenciais do governo. Ou seja, fatores positivos e negativos impactaram o resultado do consumo das famílias no ano passado”, destacou a coordenadora da pesquisa do IBGE.

Entre os setores que ainda patinam, sem ter conseguido retomar o nível de receita de antes da pandemia, estão as atividades de de serviços caráter mais presencial, que dependem da maior circulação de pessoas, como lazer e turismo, e segmentos da indústria afetados pela desarticulação das cadeias produtivas durante a pandemia e pela falta de insumos.

Mesmo com a superação das perdas de 2020, os analistas alertam que para o ano o cenário é de estagflação. Ou seja, crescimento perto do zero e inflação ainda elevada, com a alta da taxa de juros e as incertezas relacionadas à eleição presidencial e à guerra na Ucrânia colocando riscos adicionais de freios para o PIB.

Mesmo com a queda do desemprego nos últimos meses, a Selic e inflação persistente têm tirado o poder de compra e de consumo das famílias. Ainda são 12 milhões de desempregados no país, o rendimento médio do trabalhador atingiu no final do ano a mínima histórica e inadimplência chegou no maior patamar em 12 anos.

Os economistas do mercado financeiro projetam atualmente um avanço de apenas 0,30% do PIB em 2022, bem abaixo da média global, e inflação de 5,60%. Para 2023, o mercado trabalha com a expectativa de alta do PIB em 1,50%.

Economista fala sobre expectativas para a economia em 2022Economista fala sobre expectativas para a economia em 2022


Evolução do PIB ano a ano desde 1948 — Foto: Arte g1
Evolução do PIB ano a ano desde 1948 — Foto: Arte g1

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