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sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Fortes, ágeis e venenosos: conheça os cinco maiores predadores da floresta amazônica

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Espécies são consideradas predadoras porque caçam, matam e consomem suas presas.
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Por Patrick Marques, g1 AM

Postado en 21 de janeiro de 2021 às 08h10m

Post.- N.\ 10.180

Animais são consideradas cinco maiores predadores da floresta Amazônica. — Foto: Reprodução
Animais são consideradas cinco maiores predadores da floresta Amazônica. — Foto: Reprodução

A Amazônia possui uma imensa diversidade de animais. Alguns deles são considerados predadores, por possuírem três características em comum: eles caçam, matam e consomem suas presas.

Eles provocam medo não só nas espécies mais vulneráveis, mas também nas pessoas que se arriscam a entrar na floresta. O g1 ouviu um biólogo para descobrir quais são, entre todos, os maiores predadores da floresta amazônica (veja lista e fotos abaixo).

O biólogo Obed Barros explicou ao g1 que para um animal ser considerado um predador, ele precisa praticar três ações diferentes na natureza: capturar, matar e consumir suas presas. Este ato, segundo ele, é chamado de "predação".

O biólogo contou que os predadores costumam ter armas biológicas e bioquímicas que facilitam a caça de suas presas, além de habilidades específicas de cada espécie e força.

"Os predadores têm normalmente a camuflagem para aproximação. São velozes. Para matar, podem usar garras, dentes, saltos específicos, força. Existem também os que matam com armas bioquímicas, como as cobras, que matam pelo veneno e também para o consumo, como uma digestão mais rápida, um aproveitamento maior do que se come", explicou. 
Onça pintada (Panthera Onca)

Onça pintada é considerada um dos maiores predadores da Amazônia. — Foto: Edir Alves/Divulgação
Onça pintada é considerada um dos maiores predadores da Amazônia. — Foto: Edir Alves/Divulgação

Segundo o biólogo, a onça pintada é o terceiro maior felino do mundo. Ele pode chegar a pesar entre 60 e 95 quilos. Da ponta do focinho até a cauda, mede cerca de 1,5 metros e tem cerca de 75 centímetros de altura.

"É um animal que habita desde lá do sul do México até a Argentina. Vários ambientes, mas na Amazônia, ele é encontrado principalmente em florestas de terra firme, mas pode estar em várzeas e igapó. Você pode encontrar o bicho o dia inteiro, mas ele tem hábitos crepusculares para predação. É a hora que está mais ativa para predação", informou.

Onça-pintada. — Foto: Brandi Jo/Instituto Mamirauá
Onça-pintada. — Foto: Brandi Jo/Instituto Mamirauá

Barros informou que a onça pintada tem a força de mordida com as mandíbulas mais forte entre todos os felinos do mundo. A predação desse animal costuma acontecer através de uma aproximação até a presa e, em seguida, atacam.

"Elas detectam a presa por faro, visão, audição e tentam se aproximar o máximo possível para dar um bote certeiro. Um bote é uma corrida curta, muito rápida, para tentar capturar o animal. Ela tenta pegar na região do pescoço. As garras são mais para abraçar e os dentes enormes são usados para quebrar a coluna e o animal acabar morrendo", explicou.

Em seguida, as onças pintadas costumam comer animais grandes, como antas, por até três dias. Já as presas menores, elas comem grande parte dos animais e deixam os restos no local onde o ataque aconteceu.

Mudanças climáticas ameaçam Pantanal e habitat da onça pintada
Mudanças climáticas ameaçam Pantanal e habitat da onça pintada

Surucucu-pico-de-jaca (Lachesis Muta)

Surucucu-pico-de-jaca é vista com menos frequência na natureza. — Foto: Willianilson Pessoa/Arquivo
Surucucu-pico-de-jaca é vista com menos frequência na natureza. — Foto: Willianilson Pessoa/Arquivo

A surucucu-pico-de-jaca é a maior serpente peçonhenta da região amazônica, segundo Barros. O nome, segundo ele, vem das características da cobra de ter uma cor amarela, triângulos pretos e escamas grandes e ásperas, que remetem a fruta jaca.

Ela pode chegar a medir até 3,5 metros. É um animal que vive sozinho e é um predador que possui dentes articulados e específicos para aplicar veneno em suas presas.

"A técnica de captura delas é o 'senta e espera'. Elas normalmente percebem trilhas por onde animais passam pelo faro. Se aproximam dessa trilha e utilizam suas armas. O olfato delas é realizado com a língua, que capta as partículas do ar. Outro sensor que utilizam é a vibração, quando animais andam. Ela percebe também mudanças de calor no ambiente através de um canal que fica entre a narina e os olhos. O animal, quando está muito perto, ela consegue perceber e dá o famoso bote", disse.

Surucucu-pico-de-jaca tem hábito noturno. — Foto: Arquivo / Terra da Gente
Surucucu-pico-de-jaca tem hábito noturno. — Foto: Arquivo / Terra da Gente

Para o ataque, a cobra joga parte do corpo para frente, morde a presa, e volta para onde estava, rapidamente. Na mordida, ela solta a maior quantidade possível de veneno no animal que atacou, para comê-lo em seguida.

"No veneno dela, tem substâncias que atacam o sistema nervoso, que destrói o tecido, causa necrose e hemorrágico que evita a coagulação do sangue. Quando o animal é picado, a tendência é correr. O neurológico faz com que o animal pare logo a frente. Junto co

A junção do efeito dessas substâncias faz com que as presas não consigam fugir, soltem sangue após a mordida e até fazer com que o animal urine de dor. Com isso, a surucucu-pico-de-jaca consegue farejar, sentir o calor do sangue e urina da presa e comê-la.

Sucuris gigantes são flagradas durante expedições de fotógrafos subaquáticos em rios do MS
Sucuris gigantes são flagradas durante expedições de fotógrafos subaquáticos em rios do MS

Gavião Real (Harpia Harpyja)

Gavião-real (Harpia harpyja) fotografado em Manaus (AM). — Foto: Priscilla Diniz/VC no TG
Gavião-real (Harpia harpyja) fotografado em Manaus (AM). — Foto: Priscilla Diniz/VC no TG

O Gavião Real é a maior águia do mundo, segundo Barros. O animal pode chegar até um metro de altura, quando adulto e faz parte do grupo de aves de rapina, que usam garras para matar durante a predação.

"As garras de um gavião real pode chegar a sete centímetros de comprimento. O animal tem muita força na pata. Quando ele prende com os três dedos da frente e crava com os de trás, entra sete centímetros no corpo da presa e é um animal que mata dessa forma", disse.

Gavião-real.  — Foto: Carlos Tuyama/Arquivo pessoal
Gavião-real. — Foto: Carlos Tuyama/Arquivo pessoal

Os animais da espécie costumam andar sozinhos. As principais presas dos gaviões reais são macacos, roedores e preguiças. O bico afiado é usado para cortar as carnes das presas.

"Ele procura árvores bem grandes. Ficam por lá observando, mudando. Encontrando a presa, ele vai se lançar em cima dela. Presas de chão, eles procuram áreas com mata um pouco mais abertas, que possam ver o chão. Como são muito grandes, quando precisam ir ao chão, eles têm que dar preferência para essas áreas mais abertas. Não é um bicho tão comum de ver", informou Barros.

Gavião-real
Gavião-real

Ariranha (Pteronura Brasilienses)

Ariranhas podem ser encontradas na região norte da Amazônia, em Roraima  — Foto: Thiago Orsi Laranjeiras/Divulgação
Ariranhas podem ser encontradas na região norte da Amazônia, em Roraima — Foto: Thiago Orsi Laranjeiras/Divulgação

A ariranha é considerada a maior lontra do mundo. Ela vive em grupos familiares que pode ir de três até 20 animais, dependendo da quantidade de filhotes que nascem por geração reprodutiva. Quando está em grandes grupos, Barros afirmou que nem onças conseguem atacar as ariranhas.

"São animais bastante ferozes. Não tem predador natural depois que são adultos, porque os grupos se defendem. Elas conseguem se defender de todo e qualquer tipo de predação", afirmou.

Viveiro de ariranhas é uma das atrações do Bosque da Ciência, em Manaus. — Foto: Jamile Alves/G1 AM
Viveiro de ariranhas é uma das atrações do Bosque da Ciência, em Manaus. — Foto: Jamile Alves/G1 AM

A espécie tem 16 formas de comunicação específicas, para sinalizar diferentes situações. As ariranhas vivem nas margens dos rios, mas também dentro da água. A prática de predação das ariranhas só acontece dentro do ambiente aquático, segundo o biólogo.

"Elas podem comer até 56 espécies de peixes, aqui na Amazônia. Elas têm uma certa preferência por sardinhas, piranhas, pescadas, pacú, jaraqui, aracu. Depende muito de onde elas estão, se ambientes de água preta ou branca", disse.

Quando captam suas presas, elas costumam levar as presas até a margem, com as mãos e come o peixe pela cabeça, com seus dentes grandes e afiados.

Filhote de ariranha usada como atração turística é resgatado em ManausFilhote de ariranha usada como atração turística é resgatado em Manaus

Jacaré-Açu (Melanosuchus Niger)
Jacaré-açu.  — Foto: Divulgação/Ibama
Jacaré-açu. — Foto: Divulgação/Ibama

O jacaré-açu é considerado o maior jacaré de água doce do mundo. Ele pode chegar até seis metros e é extremamente feroz, de acordo com Barros. Costumam viver em lagos e comem, de preferência, peixes, mas também outras espécies.

"Eles são oportunistas. Se encontram uma carcaça, ou alguma presa mais fácil, como um pato, ou uma garça, eles podem sim se aproveitar da oportunidade, por isso chamamos de oportunistas", informou o biólogo.

Conforme Barros, os jacarés-açu têm uma mordida extremamente forte que causa grandes danos em suas presas. Por isso, costuma matar rápido os animais maiores, para que não fujam.

Jacaré-açu possui olhos bem salientes e narinas no topo — Foto: Paulo Gil/Zoo-SP/Divulgação
Jacaré-açu possui olhos bem salientes e narinas no topo — Foto: Paulo Gil/Zoo-SP/Divulgação

"Quando vê uma presa, normalmente dentro d'água, ele afunda, nada até ela e ataca ela por baixo. Se for na margem, ele vai se aproximar por baixo d'água o máximo que ele conseguir e dar o que a gente chama de bote. Uma corrida rápida até capturar o animal. Com presas grandes, eles mordem e sacodem com muita violência e arrancam um pedaço e engolem, até se saciar", explicou o biólogo.

Ainda segundo o biólogo, quando os jacarés-açu engolem suas presas, eles conseguem digerir 98% dos animais. Com isso, eles podem comer um peixe grande como tucunaré e ficarem até um mês sem precisar se alimentar novamente.

Parte 01: Em Presidente Figueiredo, projeto piloto maneja jacaré-açu em cativeiroParte 01: Em Presidente Figueiredo, projeto piloto maneja jacaré-açu em cativeiro
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quarta-feira, 19 de janeiro de 2022

Inflação foi menor para classes de renda mais altas em 2021, aponta Ipea

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Diferença entre as taxas das faixas de maior e menor renda, no entanto, ficou mais estreita em 2021 do que em 2020.
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Por g1

Postado em 19 de janeiro de 2022 às 09h35m

Post.- N.\ 10.179

As classes de renda mais alta foram as que menos sentiram os efeitos da inflação no ano passado. Segundo dados divulgados nesta nesta terça-feira (18) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as faixas de renda média-alta e alta foram as únicas a registrarem inflação abaixo de 10% no ano passado.

A diferença entre as taxas da faixas de maior e menor renda, no entanto, ficou mais estreita em 2021 do que em 2020. No último ano, a distância entre uma e outra foi de 0,54 ponto percentual. Um ano antes, havia ficado em 3,48 pontos.

Veja no gráfico abaixo:

Inflação por faixa de renda — Foto: Economia g1
Inflação por faixa de renda — Foto: Economia g1

As diferentes taxas de inflação se explicam porque para cada faixa de renda os grupos de consumo têm pesos diferentes: para as classes de renda mais baixas, por exemplo, habitação e alimentação usualmente representam uma fatia maior dos gastos do que entre as que têm renda mais alta, onde lazer e viagens exercem maior peso.

Faixas de renda — Foto: Economia g1
Faixas de renda — Foto: Economia g1

Assim, a inflação para a classe de renda mais baixa sofreu principalmente o impacto dos reajustes de 21,2% nas tarifas de energia elétrica e de 37% do gás de botijão. Já para o segmento de renda mais alta, o foco residiu no grupo transportes, com o aumento de 47,5% da gasolina e de 62,2% do etanol.

Inflação em dezembro

Na passagem de novembro para dezembro, a inflação perdeu força em quase todas as faixas de renda. A exceção ficou por conta da classe de menor renda: na faixa de renda muito baixa, o indicador acelerou no último mês do ano.

Nas classes de renda mais baixas, além da alta do grupo alimentos e bebidas, os grupos habitação e saúde e cuidados pessoais também exerceram pressões adicionais. No caso dos alimentos, pesaram os reajustes das carnes (1,4%), das frutas (8,6%) e dos óleos e gorduras (2,2%). Já nos gastos com habitação, houve pressão dos aumentos de energia (0,50%), da tarifa de água e esgoto (0,65%), do gás encanado (6,6%) e dos aluguéis (0,65%).

Já as famílias de renda mais alta foram impactadas pelo aumento no preço das passagens aéreas (10,3%), do transporte por aplicativo (11,8%) e do aluguel de veículos (9,3%). Além disso, a alta dos serviços pessoais, principalmente os relacionados à recreação, como hospedagem (2,3%) e pacote turístico (2,3%) também contribuíram para a inflação desta classe no último mês de 2021.

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terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Brasil encerrou 2021 com número recorde de famílias endividadas, diz CNC

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Pesquisa aponta que percentual de lares com dívidas subiu para 76,3% em dezembro. Já a inadimplência teve leve recuo na comparação com 2020.
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Por g1

Postado em 18 de janeiro de 2022 às 11h25m

Post.- N.\ 10.178

Sete em cada dez famílias contraíram dívidas em 2021, diz pesquisa
Sete em cada dez famílias contraíram dívidas em 2021, diz pesquisa

O nível de endividamento médio das famílias brasileiras em 2021 foi o maior em 11 anos. É o que aponta a pesquisa divulgada nesta terça-feira (18) pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC).

Segundo o levantamento, o último ano apresentou recorde do total de endividados, registrando uma média de 70,9% das famílias brasileiras, enquanto dezembro alcançou 76,3% do total de famílias – patamar máximo histórico já registrado pela CNC.

Ou seja, 7 em cada 10 famílias contraíram algum tipo de dívida com o sistema financeiro em 2021.

Em 2020, o nível médio de endividamento foi de 66,5%.

Percentual de endividamento das famílias — Foto: Economia g1
Percentual de endividamento das famílias — Foto: Economia g1

"Em 2021, observou-se aumento de 4,4 pontos percentuais no número médio de famílias com dívidas em pelo menos uma das principais modalidades - cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnês, financiamento de carro e financiamento de casa, entre outras", destacou a CNC. 
Inadimplência tem leve recuo

Apesar do aumento do número de endividados no país, o percentual médio de famílias inadimplentes – com contas ou dívidas em atraso – diminuiu de 25,5% em 2020 para 25,2% em 2021.

"No último trimestre do ano, entretanto, o indicador de contas em atraso acirrou, indicando tendência de alta para o início de 2022", destacou a CNC.

Em dezembro alcançou 26,2% ante 26,1% em novembro. O nível recorde no percentual do indicador ocorreu em agosto de 2020, quando alcançou 26,7%.

Já percentual de famílias que declararam não ter condições de pagar suas dívidas e que, portanto, devem permanecer inadimplentes recuo de 11% em 2020 para 10,5% dos lares no país, na média do ano passado.

O comprometimento médio da renda com o pagamento mensal das dívidas teve apenas uma leve alta e alcançou a média de 30,2% no ano, contra 30% em 2020.


Cartão de crédito segue como principal dívida

Assim como nos anos anteriores, o cartão de crédito foi o tipo de dívida mais citado pelas famílias, alcançando o patamar de 82,6% na média anual.

Em segundo lugar, focara, os carnês de lojas, apontado por 18,1% das famílias, e, em terceiro, o financiamento de carro, por 11,6%. Na sequência, aparece o financiamento de casa (9,1%) e o crédito pessoal (9%).

O aumento do endividamento, porém, foi impulsionado por fatores diferentes em cada tipo de faixa de renda.

"A inflação ao consumidor mais elevada provocou o maior endividamento entre as famílias de menor renda, pela necessidade de recomposição dos rendimentos. Entre as famílias consideradas mais ricas, a demanda represada, em especial pelo consumo de serviços, fez o endividamento aumentar ainda mais expressivamente, em especial no cartão de crédito", destacou o relatório. 
Expectativas para 2022

Apesar da piora do cenário macroeconômico e das condições financeiras mais acirradas (orçamento doméstico comprimido, inflação alta, fragilidade no mercado de trabalho sem ganhos reais nos rendimentos), a CNC destacou que uma "parcela menor de consumidores relatou estar muito endividada" e que também diminuiu a proporção de consumidores na faixa de menor renda com mais de 50% da renda comprometida com dívidas.

"O início de 2022 é marcado pelo alto endividamento, em que os consumidores seguirão enfrentando os desafios financeiros da segunda metade de 2021, principalmente inflação e juros elevados, assim como o mercado de trabalho formal ainda frágil. Soma-se a isso o vencimento de despesas típicas do primeiro trimestre, as quais apertarão ainda mais os orçamentos domésticos neste período", avaliou a CNC.

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Imagens de satélite mostram destruição causada por vulcão em Tonga; veja antes e depois

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Erupção do Hunga Tonga-Hunga Haa'pai no sábado (15) cobriu o pequeno país de cinzas, provocou um tsunami em todo o Oceano Pacífico e causou mortes até no Peru.
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Por g1

Postado em 18 de janeiro de 2022 às 09h40m

Post.- N.\ 10.177

Tonga é um país na Oceania que tem cerca de 100 mil habitantes e é formado por dezenas de ilhas no Pacífico Sul, a oeste da Austrália (veja no mapa abaixo). A principal ilha do arquipélago é Tongatapu, onde fica a capital Nuku'alofa.


Veja abaixo imagens que mostram o antes e depois da erupção:

Combinação de imagens de satélite mostra casas e edifícios em Tonga, em 29 de dezembro de 2021 (acima) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo), antes e depois da erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai — Foto: Maxar Technologies via AP
Combinação de imagens de satélite mostra casas e edifícios em Tonga, em 29 de dezembro de 2021 (acima) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo), antes e depois da erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai — Foto: Maxar Technologies via AP


Combinação de imagens de satélite mostra as principais instalações portuárias de Nuku'alofa, capital de Tonga, em 29 de dezembro de 2021 (acima) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo), antes e depois da erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai — Foto: Maxar Technologies via AP
Combinação de imagens de satélite mostra as principais instalações portuárias de Nuku'alofa, capital de Tonga, em 29 de dezembro de 2021 (acima) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo), antes e depois da erupção do vulcão submarino Hunga Tonga-Hunga Ha'apai — Foto: Maxar Technologies via AP


Combinação de imagens de satélite mostra Niutoua, em Tongatapu, principal ilha de Tonga, em 9 de janeiro de 2021 (acima) e em 17 de janeiro de 2022 (abaixo), após a erupção do vulcão submarino Hunga Tonga Hunga Ha'apai — Foto: Planet Labs PBC via AP
Combinação de imagens de satélite mostra Niutoua, em Tongatapu, principal ilha de Tonga, em 9 de janeiro de 2021 (acima) e em 17 de janeiro de 2022 (abaixo), após a erupção do vulcão submarino Hunga Tonga Hunga Ha'apai — Foto: Planet Labs PBC via AP


Combinação de imagens de satélite mostra visão geral de Kanokupolu, em Tongatapu, em Tonga, em 14 de janeiro de 2022 (acima) e em 16 de janeiro de 2022 (abaixo) após a erupção do vulcão submarino Hunga-Tonga-Hunga-Ha'apai — Foto: Planet Labs PBC via AP
Combinação de imagens de satélite mostra visão geral de Kanokupolu, em Tongatapu, em Tonga, em 14 de janeiro de 2022 (acima) e em 16 de janeiro de 2022 (abaixo) após a erupção do vulcão submarino Hunga-Tonga-Hunga-Ha'apai — Foto: Planet Labs PBC via AP


Combinação de imagens de satélite mostra o vulcão Hunga Tonga Hunga Ha'apai, em Tonga, em 10 de abril de 2021 (no topo), em 6 de janeiro de 2022 (no meio) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo) — Foto: Maxar Technologies via AP
Combinação de imagens de satélite mostra o vulcão Hunga Tonga Hunga Ha'apai, em Tonga, em 10 de abril de 2021 (no topo), em 6 de janeiro de 2022 (no meio) e em 18 de janeiro de 2022 (abaixo) — Foto: Maxar Technologies via AP

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segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Viagens à Lua: por que há tantas missões em 2022

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Neste ano, países, empresas e organizações participam da corrida espacial para enviar missões à Lua.
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TOPO
Por BBC

Postado em 17 de janeiro de 2022 às 15h55m

Post.- N.\ 10.176

2022 deve ser um grande ano para a exploração lunar — Foto: Getty Images via BBC
2022 deve ser um grande ano para a exploração lunar — Foto: Getty Images via BBC

O ano de 2022 será marcado por uma série de missões à Lua, após um ano sem um único pouso lunar sequer.

A Nasa, agência espacial americana, vai dar o pontapé inicial em seu programa Artemis e está patrocinando várias outras missões à Lua para levar equipamentos e suprimentos que serão usados ​​por futuros astronautas.

A Índia, Japão, Rússia, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos também vão lançar missões lunares neste ano — e, assim como estes países, várias empresas também vão participar da corrida para chegar ao satélite natural da Terra.

Todos estes serão voos espaciais não tripulados e, em sua maioria, estarão preparando o terreno para uma presença humana sustentável na superfície da Lua em menos de uma década.

Mas este também não é o objetivo final — a criação de uma estação espacial lunar é apenas um passo a caminho de missões tripuladas para o planeta vermelho, Marte.

Zoë Leinhardt, astrofísica da Universidade de Bristol, no Reino Unido, acredita que este ano vai marcar o início de uma nova corrida espacial envolvendo novos países.

Enquanto muitas destas missões visam examinar a própria Lua, outras têm aspirações mais elevadas.

"Algumas missões têm objetivos de longo prazo estabelecidos mais além, e as missões à Lua são tanto uma prova de conceito, quanto uma oportunidade para testar novas tecnologias e colaborações", diz Leinhardt.

Mas, afinal, do que se trata cada missão e qual sua finalidade?

A seguir, o que o ano de 2022 reserva para a Lua:

Missão Artemis-1 e Capstone da Nasa

O ambicioso programa espacial Artemis, da Nasa, visa levar humanos de volta à Lua até 2025.

Em março deste ano, a missão Artemis-1 começará a preparar o terreno para esta meta ambiciosa.

A missão não será tripulada, com exceção de um "Moonikin", que ocupará o assento do comandante da Artemis 1. Trata-se de um manequim realista que recebeu o nome de Arturo Campos, engenheiro que foi fundamental para trazer a Apollo 13 com segurança de volta à Terra.

O papel de Campos será testar o mesmo traje espacial que os astronautas da Artemis vão usar durante o lançamento, entrada e outras etapas dinâmicas de suas missões.

O novo Space Launch System (SLS) da Nasa — o foguete mais poderoso do mundo — lançará a missão e levará a espaçonave Orion ao redor da Lua para testar a segurança do veículo de tripulação.

A Nasa estará observando atentamente os dados do escudo térmico da Orion durante sua reentrada em alta velocidade na Terra, a quase 2.760 graus Celsius.

Ainda neste ano, outro elemento-chave do programa Artemis vai dar um passo importante.

Os cientistas da Nasa estarão observando de perto a espaçonave Orion — Foto: Getty Images via BBC
Os cientistas da Nasa estarão observando de perto a espaçonave Orion — Foto: Getty Images via BBC

A Capstone — sigla em inglês para Experiência de Navegação e Operações Tecnológicas do Sistema de Posicionamento Autônomo Cislunar — é a missão pioneira do programa Artemis.

A Nasa lançará um satélite do tamanho de um forno de micro-ondas ou um CubeStat, a espaçonave da Capstone, também em março de 2022, para testar uma órbita centrada na Lua, girando junto com a mesma enquanto ela orbita a Terra.

O objetivo é garantir a segurança dos astronautas em viagens futuras.

'O objetivo final é Marte'

As informações que serão obtidas com este teste ajudarão a validar modelos operacionais para outro componente chave do programa Artemis — o Gateway.

A Nasa o descreve como "um posto avançado multifuncional orbitando a Lua, que oferece suporte essencial para o retorno humano de longo prazo à superfície lunar".

Se tudo correr como planejado, em 2025, a Artemis-3 deve fazer o primeiro pouso na Lua desde a missão Apollo 17 em 1972.

A missão também está programada para incluir a primeira mulher astronauta e a primeira pessoa negra a pisar na Lua .

Hannah Sargeant, cientista planetária da Universidade da Flórida Central, nos EUA, observa que esse foco na Lua faz parte de uma visão mais ampla.

O Gateway também se destina a ser uma base de apoio para a exploração do espaço profundo.

"Missões robóticas à Lua são um dos primeiros passos nesse roteiro, levando a uma estação espacial lunar, uma base lunar e, finalmente, a missões tripuladas a Marte", diz ela.

Missões da Índia, Japão e Emirados Árabes Unidos

Outros países e empresas também estão de olho na Lua neste ano.

Alguns estarão realizando pesquisas, enquanto outros vão entregar suprimentos e equipamentos.

Dois anos após uma tentativa de pouso fracassada na Lua, a Organização Indiana de Pesquisa Espacial (ISRO, na sigla em inglês) está planejando uma missão de exploração lunar chamada 'Chandrayaan-3'.

Uma espaçonave transportando um robô lunar e um módulo de pouso estacionário será lançada no terceiro trimestre de 2022.

O Japão, por sua vez, tem dois projetos lunares ambiciosos para este ano.

A Jaxa, agência espacial japonesa, planeja lançar um módulo de pouso lunar em abril de 2022.

Chamado SLIM (sigla em inglês para "módulo de pouso inteligente para investigar a Lua"), ele demonstrará técnicas precisas de alunissagem e reconhecerá crateras lunares aplicando tecnologia de sistemas de reconhecimento facial.

O telescópio espacial X-Ray Imagining and Spectroscopy Mission (XRISM) também estará a bordo.

E a empresa espacial japonesa, ispace Inc., também enviará um módulo de pouso para a Lua no segundo semestre de 2022. A missão 1 (M1) faz parte do programa de exploração comercial lunar da Jaxa, 'Hakuto-R', por meio do qual dois robôs exploradores serão implantados.

Um deles é construído pela própria Jaxa — um robô de duas rodas de pequena escala que vai explorar a superfície da Lua.

O outro robô que a empresa japonesa vai implantar é dos Emirados Árabes Unidos, chamado Rashid. É um veículo de quatro rodas encarregado de testar o solo da Lua.

Missão russa Luna 25 e Orbitador lunar da Coreia do Sul

A missão russa Luna 25 pousará no polo sul da Lua — Foto: Getty Images via BBC
A missão russa Luna 25 pousará no polo sul da Lua — Foto: Getty Images via BBC 

A missão lunar da Rússia para 2022 é chamada Luna 25.

Será a primeira missão do país à superfície da Lua em 45 anos — e deve ser a primeira missão a pousar no polo sul do satélite. Esta é a área que a Nasa está considerando para missões lunares tripuladas.

A agência espacial russa, Roscosmos, programou o lançamento para julho de 2022.

O Instituto de Pesquisa Aeroespacial da Coreia, a agência espacial da Coreia do Sul, lançará o Orbitador Lunar Coreano Pathfinder (KPLO) para a Lua um mês depois, em agosto de 2022.

O KPLO vai estudar a superfície da Lua e ajudará a planejar futuras missões aos polos lunares.

Robôs comerciais da Nasa

As empresas privadas também estão na corrida para a Lua.

Sob um programa da Nasa chamado Commercial Lunar Payload Services (CLPS), as companhias vão competir para fornecer serviços de transporte para a superfície da Lua.

A Intuitive Machines, com sede em Houston, pretende usar um robô lunar de seis patas chamado Nova-C para transportar cargas úteis para a superfície da Lua no início de 2022.

Uma missão posterior será lançada pela Astrobotic Technology, com sede na Pensilvânia, em meados de 2022.

A Peregrine Mission 1, da empresa, levará cargas úteis de pesquisa científica com um módulo de pouso de quatro patas em forma de caixa.

Qual é o objetivo destas missões?

Sargeant diz que muitas delas vão examinar o ambiente lunar, com o objetivo de encontrar maneiras de proteger tripulações e equipamentos de qualquer ameaça, como poeira lunar e vento solar intenso.

As missões também darão aos cientistas a oportunidade de testar os protótipos de equipamentos e experimentos que podem ser usados ​​para gerar recursos como a água.

"Queremos garantir que estas máquinas funcionem antes de enviarmos nossas equipes para lá, que vão depender dos suprimentos preciosos que elas geram", diz Sargeant.

"Por fim, estes suprimentos podem ser usados ​​para produzir o combustível necessário para enviar missões avançadas a Marte."

"A Lua também atua como uma plataforma de testes para tecnologias que gostaríamos de usar um dia no planeta vermelho. Está muito mais perto de casa, a apenas três dias de distância, do que os pelo menos seis meses necessários para chegar a Marte."

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