Total de visualizações de página

quinta-feira, 15 de abril de 2021

Setor de serviços cresce 3,7% em fevereiro e supera pela 1ª vez nível pré-pandemia

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


No acumulado em 12 meses, setor ainda tem perda recorde de 8,6%. Serviços prestados às famílias seguem 23,7% abaixo do nível de fevereiro do ano passado.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro

Postado em 15 de abril de 2021 às 09h50m


|       .      Post.- N.\ 9.768       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Transportes e armazenagem de cargas crescem com aumento das exportações e das vendas do comércio online. Na foto, centro de distribuição do grupo Dafiti, em Extrema (MG).  — Foto: Divulgação/Dafiti Group
Transportes e armazenagem de cargas crescem com aumento das exportações e das vendas do comércio online. Na foto, centro de distribuição do grupo Dafiti, em Extrema (MG). — Foto: Divulgação/Dafiti Group

O volume de serviços prestados no Brasil avançou 3,7% em fevereiro, na comparação com janeiro, conforme divulgado nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a 9ª alta seguida e, com o resultado, o setor superou, pela primeira vez, o nível em que se encontrava antes do início da pandemia de Covid-19, ficando 0,9% acima do patamar de fevereiro de 2020.

"Em nove meses consecutivos de taxas positivas, o setor acumula crescimento de 24%, se recuperando assim da perda de 18,6% registrada nos meses de março e maio de 2020", informou o IBGE.

O setor de serviços foi o mais afetado pela pandemia no país e o último a retomar o nível de fevereiro de 2020. O comércio recuperou em junho do ano passado e a indústria, em setembro de 2021.

Setor de serviços registrou avanço na passagem de janeiro para fevereiro — Foto: Economia/G1
Setor de serviços registrou avanço na passagem de janeiro para fevereiro — Foto: Economia/G1

O resultado veio melhor do que o esperado. A expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 1,5% ante janeiro.

Queda de 8,6% em 12 meses é a maior já registrada

No acumulado do ano, frente a igual período do ano passado, a queda é de 3,5%.

Em 12 meses, o setor ainda registra perda de 8,6% – resultado negativo mais intenso da série histórica da pesquisa, iniciada em dezembro de 2012, evidenciando a recuperação lenta dos serviços no país. Este é o 14º mês seguido de recuo nesta base de comparação.

Mesmo tendo superado o nível pré-pandemia, o setor segue 10,8% abaixo do ponto mais alto da série da pesquisa, atingido em novembro de 2014.

Indicador acumulado em 12 meses mostra perda de ritmo de recuperação do setor de serviços — Foto: Economia/G1
Indicador acumulado em 12 meses mostra perda de ritmo de recuperação do setor de serviços — Foto: Economia/G1

"Esse indicador acumulado em 12 meses traz essa acentuação de queda do setor. A manutenção desse ritmo de queda reflete a manutenção de um patamar ainda muito baixo de prestação dos serviços presenciais", enfatizou o gerente da pesquisa. 
Transportes e armazenagem são destaque

O avanço em fevereiro foi acompanhado por todas as 5 grandes atividades pesquisadas, com destaque para a atividade de transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,4%), que acumulou ganho de 8,7% no ano e agora supera em 2,8% o patamar de fevereiro do ano passado.

“Esse aumento está relacionado ao e-commerce. Com a pandemia, as empresas precisaram investir em delivery e isso fez com que as empresas que trabalham com transporte de carga aumentassem sua receita desde junho do ano passado”, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo. 

Veja abaixo a variação dos subgrupos de cada uma grandes atividades se serviços:
  • Serviços prestados às famílias: 8,8%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 8,6%
  • Outros serviços prestados às famílias: 4,0%
  • Serviços de informação e comunicação: 0,1%
  • Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC): -0,1%
  • Telecomunicações: -1,8%
  • Serviços de Tecnologia da Informação: 1,7%
  • Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias: -9,9%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 3,3%
  • Serviços técnico-profissionais: 3,2%
  • Serviços administrativos e complementares: 4,7%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 4,4%
  • Transporte terrestre: 5,5%
  • Transporte aquaviário: -0,6%
  • Transporte aéreo: -2,5%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 4,4%
  • Outros serviços: 4,7%
Serviços prestados às famílias estão 23,7% abaixo do nível pré-Covid

Os serviços profissionais, administrativos e complementares (3,3%) e os serviços prestados às famílias (8,8%) também cresceram em fevereiro, mas ainda não recuperaram o patamar pré-pandemia. As duas atividades se encontram agora a uma distância de -2,0% e -23,7%, respetivamente.

“Sendo uma das atividades mais afetadas pelas restrições impostas por estados e municípios para enfrentamento da pandemia, serviços prestados às famílias tiveram perdas significativas entre março e maio e ainda oscilam muito, conforme as medidas de isolamento social são relaxadas ou enrijecidas. Os dois meses anteriores foram de queda e, portanto, há um longo caminho a percorrer para a recuperação, estando ainda 23,7% abaixo do nível de fevereiro de 2020”, afirmou o pesquisador do IBGE.

Já os outros serviços e informação e comunicação agora se encontram 1% e 2,6% acima do nível de fevereiro de 2020. Veja gráfico abaixo:

Pela primeira vez, setor de serviços recuperou patamar pré-pandemia, mas metade das atividades ainda estão abaixo do patamar de fevereiro — Foto: Economia/G1
Pela primeira vez, setor de serviços recuperou patamar pré-pandemia, mas metade das atividades ainda estão abaixo do patamar de fevereiro — Foto: Economia/G1

Alta em 18 das 27 Unidades da Federação

Regionalmente, 18 das 27 unidades da federação tiveram expansão no volume de serviços na passagem de janeiro para fevereiro. As altas mais relevantes foram observadas em São Paulo (4,3%), Minas Gerais (3,5%), Mato Grosso (14,8%) e Santa Catarina (3,9%). Já o Distrito Federal (-5,1%) teve a principal retração.

Índice de atividades turísticas tem alta de 2,4%

O IBGE informou também que o índice de atividades turísticas subiu 2,4 % na comparação com janeiro, sua segunda taxa positiva seguida.

O segmento avançou 127,5% entre maio de 2020 e fevereiro de 2021, mas ainda necessita crescer 39,2% para retornar ao patamar de fevereiro de 2020.

O destaque positivo do mês ficou com São Paulo (3,4%), seguido por Minas Gerais (6,8%), Goiás (9,1%) e Pernambuco (4,9%); enquanto Distrito Federal (-8,2%) e Bahia (-2,8%) assinalaram as retrações mais relevantes.

Agravamento da pandemia e perspectivas

Apesar de ter conseguido retomar o patamar pré-pandemia, o setor de serviços passa a enfrentar agora restrições mais rigorosas impostas em várias partes do país para tentar conter as contaminações por Covid-19.

O IBGE avaliou que não é possível apontar que os serviços com característica de atendimento presencial permanecerão apresentando taxas positivas, tais como os serviços prestados às famílias, transportes de passageiros, alojamentos e alimentação e alguns dentro de serviços administrativos e complementares

“Precisamos acompanhar os resultados mês a mês. Vai depender muito do ritmo da vacinação, da pandemia, se as pessoas vão se sentir à vontade para procurar esses serviços”, ponderou Lobo.

Indicadores antecedentes têm mostrado uma queda no ritmo da atividade econômica e da confiança de empresários e consumidores no 1º trimestre em meio às preocupações com o agravamento da pandemia e também com a saúde das contas públicas do país.

A produção industrial caiu 0,7% em fevereiro, interrompendo uma sequencia de 9 altas seguidas. Já as vendas do comércio cresceram 0,60% em fevereiro, na comparação com janeiro, mas recuaram 3,8% na comparação com fevereiro do ano passado.

Analistas têm destacado que o grande número de desempregados, a inflação em patamar elevado e a interrupção da concessão do auxílio emergencial nos primeiros meses do ano são outros fatores de maior pressão sobre a atividade econômica. O mercado projeta uma retração do PIB (Produto Interno Bruto) no 1º trimestre e parte dos analistas não descarta uma queda também o 2º trimestre.

Pesquisa Focus do Banco Central, divulgada na segunda-feira, mostrou piora nos principais indicadores. A projeção do mercado para a inflação de 2021 subiu de 4,81% para 4,85%. A expectativa dos analistas para a alta do PIB caiu de 3,17% para 3,08%. Já a estimativa para a taxa básica de juros ao final do ano subiu de 5% ao ano para 5,25% ao ano.

Inflação fica em 0,93% em março, maior alta para o mês desde 2015
Inflação fica em 0,93% em março, maior alta para o mês desde 2015

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

quarta-feira, 14 de abril de 2021

Voo de 'helicóptero' da Nasa em Marte é adiado após falha em teste; entenda

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Agência identificou falha no software do helicóptero na sexta-feira (9). Ainda não há uma nova data para o voo.
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por Bruna de Alencar, G1

Postado 14 de abril de 2021 às 12h30m


|       .      Post.- N.\ 9.767       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

Animação mostra o helicóptero Ingenuity, da Nasa, fazendo um teste de rotação lenta de suas hélices no dia 8 de abril. A imagem foi feita pelo robô Perseverance, também da Nasa. — Foto: Nasa

A Nasa ainda não conseguiu concretizar seu objetivo de conduzir o primeiro voo do helicóptero Ingenuity em Marte. Planejado para ocorrer na sexta-feira (9), o voo foi adiado após a equipe da agência espacial dos Estados Unidos identificar problemas no software de controle de voo.

A falha foi constatada durante um teste de funcionamento em alta velocidade dos dois rotores do helicóptero. O objetivo da checagem era verificar se eles conseguiriam alcançar a velocidade necessária para o voo, que é de 2400 rotações por minuto. O Ingenuity já havia sido aprovado em testes anteriores.

Durante o fim de semana, a agência se dedicou a solucionar o problema. De acordo com os especialistas, será necessário atualizar o software, mas o equipamento não tem avarias em outros pontos de estrutura e gerenciamento.

"Ingenuity continua saudável na superfície de Marte. Funções críticas como energia, comunicações e controle térmico estão estáveis", informou a Nasa.

Foto mostra o helicóptero Ingenuity, da Nasa, destravando as pás do rotor, permitindo que girassem livremente, em 7 de abril. — Foto: Nasa
Foto mostra o helicóptero Ingenuity, da Nasa, destravando as pás do rotor, permitindo que girassem livremente, em 7 de abril. — Foto: Nasa

Segundo a agência, as modificações no software de voo serão revisadas até esta quarta (14). Um cronograma detalhado ainda está sendo elaborado e a equipe planeja definir uma nova data para a navegação na próxima semana.

“Nossa melhor estimativa de uma data de voo planejada é fluida agora, mas estamos trabalhando para atingir esses marcos e definiremos uma data de voo na próxima semana”, disse a agência.

De acordo com a Nasa, a realização do voo em Marte abriria caminho para novas formas de exploração no planeta.

Missão em Marte

Nasa divulga vídeo de pouso do robô Perseverance em Marte
Nasa divulga vídeo de pouso do robô Perseverance em Marte

Em 18 de fevereiro, o robô Perseverance e o helicóptero Ingenuity aterrissaram juntos em Marte, sete meses depois de a missão ter partido dos Estados Unidos. No dia 3 de abril, o helicóptero, que é movido a energia solar, começou a ser abastecido pelo sol do planeta vermelho pela primeira vez.

Desde que começou as suas rotinas de preparação em Marte, o Ingenuity passou por uma série de testes pré-voo e foi aprovado em todos, com exceção do que ocorreu na sexta (9).

O Ingenuity possui uma série de restrições de voo: o helicóptero gasta muito bateria e precisa se aquecer ao sol para recarregar, voar à noite não é uma opção – porque a escuridão dificulta a navegação – e o helicóptero depende da câmera para observar o solo. Por isso, os melhores horários para o voo são ao meio-dia ou durante a tarde.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

Em 2019, Brasil tinha quase 40 milhões de pessoas sem acesso à internet, diz IBGE

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Número representa 21,7% da população com idade acima de 10 anos. Dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C).
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
Por G1

Postado em 14 de abril de 2021 às 11h00m


|       .      Post.- N.\ 9.766       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

O celular é o aparelho número um para acessar a internet no Brasil. Em 2019, o aparelho era usado por 98,6% dos internautas. — Foto: Altieres Rohr/G1
O celular é o aparelho número um para acessar a internet no Brasil. Em 2019, o aparelho era usado por 98,6% dos internautas. — Foto: Altieres Rohr/G1

O Brasil tinha 39,8 milhões pessoas sem conexão com a internet no final de 2019. O número representa 21,7% da população com idade acima de 10 anos.

Os números são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad C), com levantamento feito no 4º trimestre de 2019, divulgada nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Um ano antes, o número de brasileiros que não tinham acesso à rede mundial de computadores era de 45,9 milhões, o que correspondia a 25,3% da população com 10 anos ou mais.

Em um ano, o número de internautas no Brasil aumentou em 6,1 milhões de pessoas. Havia no país, ao final de 2019, 143,5 milhões pessoas conectadas à internet (78,3%).

Os dados do suplemento de Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) da Pnad dão um panorama sobre quantas pessoas estão conectadas à internet e aparelhos mais usados para acessar a rede.

Veja abaixo os principais dados da pesquisa.

Uso da internet no Brasil em 2019 — Foto: Anderson Cattai/G1
Uso da internet no Brasil em 2019 — Foto: Anderson Cattai/G1

Acesso à internet

O número de pessoas que se conectam à internet no Brasil vem crescendo, segundo o IBGE. Em 2019, 78,3% das pessoas de 10 anos ou mais (143,5 milhões) se conectaram à rede.

Em 2016, esse número era de 64,7% da população, enquanto em 2017 era de 69,8% e em 2018 era de 74,7%.

Dentre os que não acessavam a internet, a maioria alegou não saber utilizá-la (43,8%) ou não ter interesse (31,6%). Essas pessoas também disseram que a internet era cara (11,9%), assim como os equipamentos (6,1%).

As regiões mais conectadas são:

  • Centro-oeste: 84,6%
  • Sudeste: 83,8%
  • Sul: 81,8%
  • Norte: 69,2%
  • Nordeste: 68,6%

Em 2019, a proporção de mulheres conectadas foi maior que a de homens: 78,3% delas tinham acesso, enquanto, o índice para eles era de 77,1%.

A faixa etária que mais se conecta tem entre 20 e 24 anos: 92,7% dessa faixa acessou a internet. Os brasileiros com 60 anos ou mais apresentaram o menor índice, de 45% – um salto a partir dos 38,7% em 2018.

Diferença de renda

O rendimento real médio per capita nos domicílios em que havia utilização da internet era de R$ 1.527, quase o dobro do rendimento dos que não utilizavam a rede, que foi de R$ 728.

“A grande diferença entre esses dois rendimentos foi observada em todas as grandes regiões”, afirmou o IBGE.

Celular como principal dispositivo

O celular é o aparelho número um para acessar a internet no Brasil. Em 2019, o aparelho era usado por 98,6% dos internautas. Veja a comparação com outros dispositivos:

  • celular: 98,6%;
  • computador: 46,2%;
  • televisão: 31,9%;
  • tablet: 10,9%.

O total de domicílios que tinha um computador diminuiu. Eram 41,7% em 2018, e 40,6% em 2019.

Em 2019, 148,4 milhões de pessoas com 10 anos ou mais tinham um celular para uso pessoal (81,0% da população desta faixa etária). O percentual é um pouco maior do que o estimado em 2018 (79,3%).

No entanto, o número é muito diferente entre pessoas que vivem em áreas urbanas e em áreas rurais: 84,4% contra 59,3%, respectivamente.

Entre as pessoas que não tinham um celular, 27,7% alegaram que o aparelho era caro; 22,6%, falta de interesse em ter um; 21,9% que não sabiam usar; e 16,4% que costumavam usar o aparelho de outra pessoa.

Troca de mensagens é o uso favorito

A maioria das pessoas apontou que trocar mensagens é a principal finalidade para o uso da internet. A comunicação por ligações de voz ou vídeo ficou em segundo lugar:

  • enviar ou receber mensagens de texto, voz ou imagem por aplicativos: 95,7%;
  • conversar por chamada de voz ou vídeo: 91,2%;
  • assistir vídeos, filmes e séries: 88,4%;
  • enviar ou receber e-mails: 61,5%.
Conexão em casa

O uso de internet discada no Brasil é quase inexistente, segundo o IBGE. Somente 0,2% das pessoas se conectam à rede dessa forma.

A maioria dos lares usa banda larga fixa e banda larga móvel (3G e 4G). De 2018 para 2019, nos domicílios em que havia utilização da internet, o percentual de domicílios em que havia tanto a conexão por banda larga fixa quanto a móvel subiu de 56,3% para 59,2%.

Os domicílios que utilizaram somente a conexão por banda larga móvel passou de 23,3% para 21,4% de um ano para o outro. Naqueles em que havia somente o uso de conexão por banda larga fixa, a variação foi de 19,0% para 18,1%.

No total, 77,9% dos domicílios possuíam banda larga fixa e 81,2% banda larga móvel. Veja os números por região:

  • Norte: fixa 55% / móvel 88,6%;
  • Nordeste: fixa 80,4% / móvel 63,8%;
  • Centro-oeste: fixa 77,3% / móvel 87,1%;
  • Sudeste: fixa 79% / móvel 87,5%;
  • Sul: fixa 81% / móvel 82,4%.
  • Estudantes
4,1 milhões de alunos de escola pública estavam sem acesso à internet, pouco antes da pandemia
4,1 milhões de alunos de escola pública estavam sem acesso à internet, pouco antes da pandemia

Os estudantes usam mais a internet: 88,1% deles se conectaram à internet em 2019. O número entre não estudantes que acessaram a rede foi de 75,8%.

Apesar disso, o acesso se torna diferente de acordo com a rede de ensino:

  • 98,4% dos estudantes da rede privada utilizaram a internet;
  • 83,7% dos estudantes da rede pública se conectaram à rede.

Essas diferenças se acentuam de acordo com a região do país. Considerados apenas os estudantes da rede privada, o percentual de uso da internet ficou acima de 95,0% em todas as grandes regiões. Veja abaixo os números para a rede pública:

  • Norte: 68,4%;
  • Nordeste: 77%;
  • Centro-oeste: 88,6%;
  • Sul: 90,5%;
  • Sudeste: 91,3%.

Entre os estudantes que não tinham um celular, 91% deles eram da rede pública de ensino. O principal motivo apontado pela ausência do aparelho foi o custo (41,2%), seguido pela alegação de que costumavam utilizar o telefone móvel celular de outra pessoa (28,7%).

Na rede privada, os motivos eram inversos: o uso de aparelho de outra pessoa teve peso maior (40,3%) do que a questão do aparelho ser caro (20,0%).

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------

terça-feira, 13 de abril de 2021

Inflação pesou menos para os mais pobres em março, mostra Ipea

===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====


Em 12 meses, porém, faixas de renda de R$ 900 a R$ 2,4 mil, são – de longe – as mais penalizadas
===+===.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____-------------______---------   ----------____---.=.=.=.= +====
TOPO
Por Valor Online

Postado em 13 de abril de 2021 às 16h00m


|       .      Post.- N.\ 9.765       .      |
|||.__-_____    _____ ____    ______    ____- _||

A inflação se acelerou para todas as faixas de renda em março, devido aos aumentos nos preços dos combustíveis, informou nesta terça-feira (13) o Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea).

As famílias de renda média (entre R$ 4,12 e R$ 8,25 mil) e média alta (R$ 8,25 e R$ 16,5 mil) foram as mais afetadas: a variação dos preços para esses dois grupos passou de 0,98% e 0,97% para 1,09% e 1,08%, respectivamente. Já as famílias de renda muito baixa e baixa apresentaram menor incremento inflacionário, com altas de 0,71% e 0,85%, respectivamente, em suas cestas de produtos e serviços.

Inflação por faixa de renda - março/2021 — Foto: Economia G1
Inflação por faixa de renda - março/2021 — Foto: Economia G1

No acumulado em 12 meses, porém, o Ipea mostra que essas faixas de renda mais baixa, entre R$ 900 e R$ 2,4 mil, ainda são de longe as mais penalizadas pela alta dos preços. Nessa base de comparação, a inflação aumenta conforme a renda, sendo de 4,67% para os mais ricos e de 7,24% para os mais pobres.

Inflação por faixa de renda - 12 meses até março/2021 — Foto: Economia G1
Inflação por faixa de renda - 12 meses até março/2021 — Foto: Economia G1

Nos primeiros três meses deste ano, entretanto, há um início de reversão dessa disparidade, com a inflação acumulada chegando a 2,29% para os mais ricos e 1,60% para os mais pobres. A previsão do Ipea é que, ao longo de 2021, prevaleça o equilíbrio para a inflação sobre diferentes faixas de renda.

Alimentos X combustíveis

"Isso é efeito dos aumentos da gasolina e desaceleração na alta dos alimentos, o que diminui a pressão sobre [a cesta dos] mais pobres e aumenta a pressão sobre os mais ricos", diz a pesquisadora do Ipea Maria Andreia Lameiras. Ela lembra que isso já havia acontecido em fevereiro, quando também houve reajuste de mensalidade escolar, o que pesa mais sobre famílias abastadas.

Segundo Lameiras, a tendência de convergência das inflações para ricos e pobres para o restante do ano se deve a uma previsão de desaceleração nas altas de preços de alimentos – que têm maior peso no consumo das famílias de renda baixa –, ao aumento de preços administrados represados em 2020 e também à inflação dos serviços. Esta última deve subir com o progresso da vacinação e a consequente normalização do comércio e circulação de pessoas.

Em março, assim como em fevereiro, o segmento que mais contribuiu para a alta inflacionária de todas as faixas de renda em março foi o de transportes, impactado principalmente pelo aumento do preço dos combustíveis (11,2%), mais consumido pelas famílias de maior renda. Para as famílias da faixa mais baixa, pesaram os reajustes de 0,11% dos preços de ônibus urbano e de 1,84% dos trens.

Embora tenham convivido com inflação relativamente maior no primeiro trimestre, as famílias mais ricas contaram com algum alívio inflacionário relacionado a transportes devido à queda de 2,0% do preço das passagens aéreas e a redução de 3,4% nos preços praticados em aplicativos de transporte, dois ramos por elas mais utilizados.

Além dos transportes, o grupo habitação também contribui para a alta de preços sentida pelas famílias mais pobres, sobretudo por conta do aumento do botijão de gás (5,0%), dos artigos de limpeza (1,1%) e da energia elétrica (0,76%).

Para as famílias mais ricas, o segundo grupo com maior pressão inflacionária foi o de alimentos e bebidas, impulsionado pelo reajuste de 0,89% da alimentação fora do domicílio. Em março de 2021, a aceleração da inflação só não foi maior devido ao desempenho dos alimentos em domicílio, que registrou a primeira deflação (-0,17%) desde outubro de 2019.

Quando comparadas com o mesmo período de 2020, diz o Ipea, todas as faixas de renda viram aceleração da inflação. As famílias mais ricas foram as que registraram as maiores altas inflacionárias entre os dois períodos, com o índice saltando de menos 0,20% para 1,0%, ou seja, 1,2 ponto percentual. Entre os mais pobres, essa alta foi de 0,46 ponto, de 0,25% para 0,71%.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=================---------------------------------------------------------------------------------====-++------