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sábado, 20 de março de 2021

Concurso mundial de fotografia anuncia vencedores da edição 2021; veja galeria

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Dividido em 10 categorias, Sony World Photography Awards é uma das premiações de mais destaque no mundo. Concurso escolhe as melhores fotografias produzidas no ano anterior.
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Por G1

Postado em 20 de março de 2021 às 11h00m


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Concurso premia melhores fotografias de 2020
Concurso premia melhores fotografias de 2020

O Sony World Photography Awards divulgou esta semana os vencedores das 10 categorias de seu concurso. A edição 2021 do importante concurso internacional busca premiar os autores de algumas das melhores fotografias produzidas no ano anterior.

Os 10 vencedores por categoria disputam o prêmio de fotógrafo do ano, a ser anunciado no dia 15 de abril. Além deles, mais de 100 fotógrafos foram destacados com as obras que inscreveram. Entre os prêmios estão equipamentos de última geração e US$ 5 mil, o equivalente a R$ 27,5 mil.

Veja abaixo a galeria com as fotos vencedoras por categoria:

Fotografia de rua

Fotografia de rua: 'Disinfection', funcionário desinfeta plataforma de trem em Ancara, Turquia — Foto: F. Dilek Uyar (Turquia)/Sony World Photography Awards
Fotografia de rua: 'Disinfection', funcionário desinfeta plataforma de trem em Ancara, Turquia — Foto: F. Dilek Uyar (Turquia)/Sony World Photography Awards

Arquitetura
Arquitetura: 'The Blue Window', vista de uma escada no hotel Hyatt de Düsseldorf, na Alemanha — Foto: Klaus Lenzen (Alemanha)/Sony World Photography Awards
Arquitetura: 'The Blue Window', vista de uma escada no hotel Hyatt de Düsseldorf, na Alemanha — Foto: Klaus Lenzen (Alemanha)/Sony World Photography Awards

Criativo
Criativo: 'African Victorian', retrato de uma jovem negra com vestido vitoriano segurando utensílios tradicionais Shona — Foto: Tamary Kudita (Zimbábue)/Sony World Photography Awards
Criativo: 'African Victorian', retrato de uma jovem negra com vestido vitoriano segurando utensílios tradicionais Shona — Foto: Tamary Kudita (Zimbábue)/Sony World Photography Awards

Paisagem
Paisagem: 'Electric Storm on Lavender', imagem que captura o momento em que raios atingem um campo florido de lavanda em Guadalajara, na Espanha — Foto: Juan López Ruiz (Espanha)/Sony World Photography Awards
Paisagem: 'Electric Storm on Lavender', imagem que captura o momento em que raios atingem um campo florido de lavanda em Guadalajara, na Espanha — Foto: Juan López Ruiz (Espanha)/Sony World Photography Awards

Estilo de vida
Estilo de vida: 'Días de playa', foto suavemente focada em duas mulheres desfrutando de uma caminhada matinal na praia de Alicante, Espanha — Foto: Mariano Belmar Torrecilla (Espanha)/Sony World Photography Awards
Estilo de vida: 'Días de playa', foto suavemente focada em duas mulheres desfrutando de uma caminhada matinal na praia de Alicante, Espanha — Foto: Mariano Belmar Torrecilla (Espanha)/Sony World Photography Awards

Movimento
Movimento: 'Girl Power', fotografia em preto e branco que registra o momento em que uma mulher salta de penhasco na ilha de Lokrum, perto de Dubrovnik, na Croácia — Foto: Marijo Maduna (Croácia)/Sony World Photography Awards
Movimento: 'Girl Power', fotografia em preto e branco que registra o momento em que uma mulher salta de penhasco na ilha de Lokrum, perto de Dubrovnik, na Croácia — Foto: Marijo Maduna (Croácia)/Sony World Photography Awards

Vida selvagem e mundo natural
Vida selvagem e mundo natural: 'Little Kiss', imagem divertida de uma lebre olhando para o campo com a língua para fora — Foto: Cristo Pihlamäe (Estônia)/Sony World Photography Awards
Vida selvagem e mundo natural: 'Little Kiss', imagem divertida de uma lebre olhando para o campo com a língua para fora — Foto: Cristo Pihlamäe (Estônia)/Sony World Photography Awards

Objeto
Objeto: 'Memento', manequim de um alfaiate em uma sala vazia. Para Zih, a quietude da cena evoca um sentimento de solidão e desperta memórias de lockdown — Foto: Kata Zih (Hungria)/Sony World Photography Awards
Objeto: 'Memento', manequim de um alfaiate em uma sala vazia. Para Zih, a quietude da cena evoca um sentimento de solidão e desperta memórias de lockdown — Foto: Kata Zih (Hungria)/Sony World Photography Awards

Retrato
Retrato: 'Son', criança sentada em uma mesa enquanto observa o ambiente, perdido na contemplação. A fotografia mostra um outro lado da infância, de calma e reflexão — Foto: Lyudmila Sabanina (Rússia)/Sony World Photography Awards
Retrato: 'Son', criança sentada em uma mesa enquanto observa o ambiente, perdido na contemplação. A fotografia mostra um outro lado da infância, de calma e reflexão — Foto: Lyudmila Sabanina (Rússia)/Sony World Photography Awards

Viagem
Viagem: 'Drying Fish', fotografia de uma mulher solitária cercada por centenas de bandejas de secagem de peixes no mercado de peixes Long Hai, em Ba Ria-Vung Tau, no Vietnã — Foto: Khanh Phan (Vietnã)/Sony World Photography Awards
Viagem: 'Drying Fish', fotografia de uma mulher solitária cercada por centenas de bandejas de secagem de peixes no mercado de peixes Long Hai, em Ba Ria-Vung Tau, no Vietnã — Foto: Khanh Phan (Vietnã)/Sony World Photography Awards

Gostou? No site da premiação de fotografia também é possível ver quais foram os destaques de cada categoria.

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sexta-feira, 19 de março de 2021

Brasil completa 2 semanas como o país com mais mortes diárias por Covid no mundo

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País ultrapassou os EUA no dia 5 e, desde terça, superou a União Europeia e a América do Norte em nº de novas vítimas. Brasil também se tornou a nação com mais novos casos no mundo.
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Por Lucas Sampaio, G1

Postado em 19 de março de 2021 às 12h00m


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Pacientes internados com Covid-19 no hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, durante a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Foto de 11 de março de 2021 — Foto: Diego Vara/Reuters
Pacientes internados com Covid-19 no hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, durante a pandemia do novo coronavírus no Brasil. Foto de 11 de março de 2021 — Foto: Diego Vara/Reuters

O Brasil completou nesta sexta-feira (19) duas semanas como o país com mais mortes diárias por Covid-19 no mundo, apontam dados do Our World in Data, que é ligado à Universidade de Oxford.

O país ultrapassou os Estados Unidos na sexta-feira (5), quando registrou 1,8 mil novos óbitos (contra 1.763 dos EUA). Desde então, a diferença só aumentou (veja no gráfico abaixo).

Com o agravamento da pandemia no Brasil, desde terça-feira (16) o país também registra mais mortes diárias por Covid-19 do que a União Europeia (UE) inteira e também a América do Norte.

Número de novas mortes por Covid-19 no mundo

Fonte: Our World in Data

Em número de infectados, o Brasil se tornou também na terça o país com mais casos diários no mundo (83.926, contra 53.579 dos EUA), segundo o Our World in Data.

O Brasil tem menos de 3% da população mundial e, hoje, é responsável por 22% de todas as novas mortes e 16% de todos os novos casos de Covid-19 registrados no mundo.

O Brasil tem registrado mais mortes mesmo com uma população menor que a dos EUA (209 milhões contra 328 milhões) e da União Europeia (447 milhões).

O bloco europeu é uma união política e econômica de 27 países, entre eles Alemanha, França e Itália, que enfrenta uma terceira onda de Covid-19.

Ranking proporcional

No ranking proporcional, o Brasil é o 7º com mais mortes diárias na última semana (9,8 óbitos a cada 1 milhão de habitantes), atrás apenas de países da Europa Central e dos Bálcãs.

Lideram o ranking: República Tcheca (19,9), Hungria (16,7), Eslováquia (14,9), Bulgária (14,8), Montenegro (14,7) e Bósnia e Herzegovina (13,8). Os quatro primeiros fazem parte da UE.

Nesta quinta-feira (18), o diretor regional da Organização Mundial da Saúde (OMS) para a Europa, Hans Klugee, alertou que os novos casos, hospitalizações e mortes na Europa Central e nos Bálcãs estão entre os maiores do mundo.

Vacinação

A escalada da pandemia no Brasil ocorre em meio à falta coordenação para adotar protocolos que diminuam a mortalidade nos hospitais e a curva de contágio, além da escassez de vacinas.

Os EUA têm visto seu número de casos e mortes caírem desde janeiro, em cenário de aceleração da vacinação no país, que já aplicou 115 milhões de vacinas contra a Covid.

O país é responsável por cerca 28% de todas doses administradas no mundo e, mesmo com uma grande população, é o 10º no ranking proporcional (34 doses aplicadas a cada 100 habitantes).

Israel (111) e Reino Unido (40), também têm registrado forte redução no número de casos e mortes com um rápido ritmo de vacinação e a adoção de medidas duras de restrição por várias semanas.

O Brasil é o quinto em doses aplicadas (13 milhões), mas é apenas o 58º no ranking proporcional de vacinação, que leva em conta o total da população, e o 62º no ritmo de imunização.

A UE também tem sofrido com uma vacinação lenta e escassez de vacinas, mas sua taxa de vacinação em relação à população (12,3 doses aplicadas a cada 100 habitantes) é o dobro da registrada no Brasil (6,1).

Vacinas contra Covid aplicadas a cada 100 habitantes

Fonte: Our World in Data

Segundo a Bloomberg, que tem um serviço para rastrear a aplicação de vacinas contra a Covid-19 em todo o mundo, os países estão aplicando uma média de quase 10 milhões doses por dia.

No atual ritmo (2,5 milhões de doses por dia), os EUA devem atingir 75% da população imunizada em 5 meses, a mesma previsão do Reino Unido. Israel deve levar mais 2 meses e a UE, 16.

Já o Brasil tem aplicado uma média de 357 mil doses por dia e, na atual velocidade de vacinação, deve imunizar 75% da população daqui a 2,3 anos, segundo a Bloomberg.

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quinta-feira, 18 de março de 2021

Nasa completa teste de foguete que pode levar os humanos de volta à Lua

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Teste de fogo e calor do núcleo do foguete SLS teve duração de oito minutos, para simular um lançamento e disparar os motores. Agência pretende levar astronautas à Lua até 2024, mas programa está três anos atrasado e com o orçamento estourado em quase US$ 3 bilhões; último homem a pisar na Lua foi Eugene Cernan, em dezembro de 1972.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 18 de março de 2021 às 23h20m


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Nasa completa teste de foguete que pode levar os humanos de volta à Lua
Nasa completa teste de foguete que pode levar os humanos de volta à Lua

A Nasa finalizou nesta quinta-feira (18) um teste de oito minutos dos motores de um foguete construído pela Boeing para as missões Artemis, que têm o objetivo de levar de volta astronautas à Lua até 2024, mais de meio século depois da última caminhada lunar.

A Nasa conduziu teste de fogo e calor do núcleo do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês) para simular um lançamento e disparar os motores enquanto o veículo estava ancorado em uma torre no Centro Espacial Stennis, no Estado norte-americano do Mississippi.

Os quatro motores RS-25 rugiram e se acenderam pelo tempo de duração do teste e preencheram os arredores e o céu com nuvens de fumaça branca. Depois que os motores foram desligados, foi possível escutar os funcionários da Nasa aplaudindo na transmissão ao vivo em vídeo.

Imagem retirada de vídeo divulgado pela NASA mostra trecho de teste de fogo e calor do núcleo do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês), no Stennis Space Center, em Mississippi, na quinta-feira (18) — Foto: NASA via AP
Imagem retirada de vídeo divulgado pela NASA mostra trecho de teste de fogo e calor do núcleo do foguete Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês), no Stennis Space Center, em Mississippi, na quinta-feira (18) — Foto: NASA via AP

Um teste anterior em janeiro foi encerrado após cerca de um minuto - tempo muito inferior aos quatro minutos necessários para que os engenheiros coletassem dados suficientes.

A Nasa almeja levar novamente os astronautas norte-americanos até a Lua até 2024, mas o programa SLS está três anos atrasado e com o orçamento estourado em quase US$ 3 bilhões. O último astronauta a caminhar na Lua foi Eugene Cernan, em dezembro de 1972.

O Sistema de Lançamento Espacial deve ir agora ao Centro Espacial Kennedy, na Flórida, para integração com a espaçonave Orion, da Lockheed Martin Corp.

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Mundo ultrapassa 400 milhões de doses de vacinas aplicadas

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Brasil é o 5º país que mais aplicou vacinas contra Covid-19, mas o 58º no ranking proporcional à população e o 62º em velocidade de aplicação das doses. EUA, Israel e Chile se destacam.
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Por G1

Postado em 18 de março de 2021 às 11h00m


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Chilenas mostram seus cartões de vacinação atualizados após receberem a 2ª dose da CoronaVac em asilo em Santiago, no Chile, no dia 5. Entre elas, sentado, está o Ministro da Saúde do país, Enrique Paris  — Foto: Esteban Felix/AP
Chilenas mostram seus cartões de vacinação atualizados após receberem a 2ª dose da CoronaVac em asilo em Santiago, no Chile, no dia 5. Entre elas, sentado, está o Ministro da Saúde do país, Enrique Paris — Foto: Esteban Felix/AP

O mundo ultrapassou a marca de 400 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 aplicadas, apontam dados do "Our World in Data" nesta quinta-feira (18).

Os países que mais se destacam são Estados Unidos, Israel e Chile. Os EUA são o país com mais doses aplicadas, Israel já administrou mais doses do que a população do país e o Chile é quem tem o maior ritmo de vacinação do planeta (veja os detalhes abaixo).

Os Estados Unidos lideram a corrida pela imunização em números absolutos, com 113 milhões de doses aplicadas. Na sequência vêm China (65 milhões), Índia (37 milhões), Reino Unido (27 milhões) e Brasil (12,6 milhões).

Completam o top 10: Turquia (12,1 milhões), Alemanha (9,8 milhões), Israel (9,5 milhões), Rússia (7,8 milhões) e Chile (7,7 milhões).

Doses de vacinas contra Covid aplicadas
Fonte: Our World in Data 

Apesar de ocupar a 5ª posição em total de doses aplicadas, o Brasil é apenas o 58º no ranking proporcional de vacinação, que leva em conta o total da população, e o 62º no ritmo de imunização.
Ranking proporcional

O Brasil aplicou 5,9 doses a cada 100 habitantes até o momento, patamar semelhante ao de República Dominicana (6,2), Panamá (6,1), Argentina (5,9) e Letônia (5,3).

Israel segue na liderança do ranking proporcional, com (110) vacinas aplicadas a cada 100 habitantes.

O país tem mais vacinas aplicadas do que habitantes porque cada pessoa precisa receber duas doses dos imunizantes (com exceção da vacina da Johnson & Johnson, que é dose única).

Completam o top 5 proporcional: Ilhas Seychelles (91 doses a cada 100 habitantes), Emirados Árabes Unidos (69), Chile (40) e Reino Unido (39).

Os EUA, que lideram em doses aplicadas, são o 10º país no ranking proporcional à população (33 doses a cada 100 habitantes).

Vacinas contra Covid aplicadas a cada 100 habitantes

Fonte: Our World in Data

Velocidade da vacinação

O Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford, também acompanha o ritmo da vacinação nos países, medido pelo número de doses aplicadas por dia em relação à população.

Neste ranking o Brasil ocupa a 62ª posição, com 0,16 vacinas aplicadas por dia a cada 100 habitantes. O ritmo é semelhante ao de Croácia (0,18), Panamá (0,17) e Colômbia, México e Groelândia (0,14 cada um).

O país que proporcionalmente mais tem aplicado vacinas por dia é o Chile, com 1,51 dose aplicada por dia a cada 100 habitantes, quase dez vezes mais rápido que o Brasil.

Se destacam no top 10 também Israel (0,85), que ocupa a sétima posição, e os EUA (0,74), que estão em décimo.

Ritmo de vacinação em relação à população

Fonte: Our World in Data

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quarta-feira, 17 de março de 2021

Cientistas desenvolvem embriões de camundongos em útero mecânico

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Pesquisa com os resultados foi publicada nesta quarta (17) na revista científica 'Nature', uma das mais importantes do mundo.
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Por G1

Postado em 17 de março de 2021 às 17h30m


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Cientistas de Israel desenvolvem embriões de camundongos em útero mecânico
Cientistas de Israel desenvolvem embriões de camundongos em útero mecânico

Pela primeira vez, cientistas conseguiram fazer com que embriões de camundongos se desenvolvessem por um tempo relativamente longo fora do útero da mãe, em um útero mecânico. Os resultados da pesquisa, feita em Israel, foram publicados nesta quarta-feira (17) na revista científica "Nature", uma das mais importantes do mundo.

Uma gestação de camundongo dura cerca de 20 dias. No experimento, os camundongos foram concebidos naturalmente e ficaram no útero da mãe por 5 dias, quando foram retirados e colocados no útero mecânico – onde passaram mais 6 dias, até morrerem.

Segundo os pesquisadores, do Instituto Weizmann de Ciência, 20km ao sul de Tel Aviv, este foi o ponto da gestação em que a oxigenação ficou insuficiente. Além disso, o fluxo sanguíneo para os bichinhos passou a ser imprescindível – e, no útero mecânico, isso não existia. Cerca de 77% dos embriões sobreviveram após o quarto dia no útero mecânico.

"Após 4 dias, os embriões começam a apresentar anormalidades e morrem rapidamente durante a noite", dizem os cientistas.

Os pesquisadores constataram que, até esta etapa, os camundongos estavam se desenvolvendo normalmente, de forma compatível com embriões em um útero animal.

Cientistas desenvolvem embriões de camundongos em útero mecânico — Foto: Nature/Divulgação
Cientistas desenvolvem embriões de camundongos em útero mecânico — Foto: Nature/Divulgação

Possibilidades

Os cientistas queriam descobrir, ao colocar os embriões no útero mecânico, o que acontecia exatamente após a implantação deles no útero. Nessa etapa, as células dos embriões vão se diferenciando para formar tecidos e órgãos.

A sequência desses eventos em um determinado período de desenvolvimento do embrião, entretanto, ainda precisa ser totalmente entendida – e continua sendo difícil de manipular.

Um dos desafios era descobrir quais eram as condições ideais – de oxigenação e nutrição, por exemplo – que permitiriam aos embriões se desenvolver fora do útero da mãe camundongo. No experimento, os cientistas israelenses modularam as quantidades de oxigênio, gás carbônico e, ainda, pressão atmosférica para os embriões dentro do útero mecânico.

"Uma vantagem que esta plataforma de cultura fora do útero oferece é a capacidade de aplicar manipulações em embriões de camundongo pós-implantados e acompanhar o resultado nos mesmos embriões após vários dias de desenvolvimento", pontuaram os pesquisadores.

Ao discutirem os resultados da pesquisa, os cientistas avaliaram que "a capacidade de remover um embrião de mamífero do ambiente uterino e cultivá-lo normalmente em condições controladas constitui uma ferramenta poderosa" para caracterizar o efeito de perturbações no desenvolvimento embrionário.

Para eles, a pesquisa "prepara o terreno para a expansão da pesquisa com embriões sintéticos a partir de embriões agregados de células-tronco e de diferentes espécies de mamíferos".

Resultado 'espetacular'

Em entrevistas à revista científica "Science" e ao jornal americano "The New York Times", pesquisadores que não participaram do estudo classificaram o resultado como "espetacular" e "notável".

“Parece muito espetacular”, disse o biólogo Alexander Meissner, do Instituto Max Planck de Genética Molecular, em Berlim, na Alemanha, à revista "Science". “O fato de [os pesquisadores] poderem cultivar esses embriões e mantê-los vivos por tanto tempo – é incrível.”

Antes, de acordo com a reportagem, o máximo de tempo que os embriões podiam ser mantidos fora do útero animal era de 3 ou 4 dias.

A cientista Magdalena Zernicka-Goetz, bióloga do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), disse que o resultado abre novas portas para um estudo detalhado do desenvolvimento embrionário."Dará uma grande contribuição para o campo, que certamente planejamos explorar”, afirmou Zernicka-Goetz.

Ao jornal "The New York Times", o biólogo Paul Tesar, da Universidade Case Western Reserve, no estado de Ohio, afirmou que o estudo é uma "conquista notável".

“O Santo Graal da biologia do desenvolvimento é entender como uma única célula, um óvulo fertilizado, pode fazer todos os tipos específicos de células no corpo humano e se transformar em 40 trilhões de células”, disse o Dr. Tesar. “Desde o início dos tempos, os pesquisadores vêm tentando desenvolver maneiras de responder a essa pergunta", afirmou.

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