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terça-feira, 17 de março de 2020

Saiba como o coronavírus entra no organismo e pode chegar aos pulmões

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Médico explica ao G1 que, na maior parte dos casos, o vírus permanece nas vias aéreas superiores, como nariz e garganta, e não causa complicações mais graves. Segundo ele, a menor parte dos casos o Sars-Cov-2 avança às vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios e alvéolos).
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 Por Daniel Médici*, G1  

 Postado em 17 de março de 2020 às 20h40m  
Gipope-Marketing
      Post.N.\9.181  
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Exame mostra efeitos da Covid-19 causados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) nos pulmões — Foto: Yves Herman/Reuters
Exame mostra efeitos da Covid-19 causados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) nos pulmões — Foto: Yves Herman/Reuters
Nem todos os os casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, se manifestam da mesma forma. Para ter consequências mais graves, o vírus Sars-Cov-2 precisa percorrer um longo caminho até chegar ao pulmão, explica o médico pneumologista José Eduardo Afonso Jr., do Hospital Albert Einstein.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia pelo surto de coronavírus, que até o fim tarde desta terça-feira (17) tinha 291 casos confirmados no Brasil pelo Ministério da Saúde. A primeira morte no país por causa da Covid-19 ocorreu nesta segunda-feira (16) no estado de São Paulo.

Segundo Afonso Jr., o Sars-Cov-2 atua da mesma forma que outros vírus respiratórios, como o da gripe, por exemplo.
A porta de entrada do novo coronavírus no corpo se dá pelas vias aéreas superiores — nariz e garganta, por exemplo. “Então, é comum o paciente manifestar sintomas nesses lugares, como coriza e dor de garganta”, diz o pneumologista ao G1. “E a maior parte dos casos termina por aí.”
É na menor parte dos casos que o coronavírus avança e chega às vias aéreas inferiores: traqueia, brônquios (onde ele pode causar inflamação) e alvéolos. Os alvéolos são pequenas estruturas que compõem o pulmão, e funcionam levando o oxigênio à corrente sanguínea.
“Nos casos graves, que são mais raros, ele causa insuficiência respiratória, por conta do comprometimento dos alvéolos”, diz Afonso Jr. “O vírus age fazendo com que se acumule líquido nos alvéolos, no lugar de ar, e causando insuficiência respiratória.”
O médico completa: "A situação pode variar de quadros mais leves, em que uma pequena parte do pulmão é afetada, até casos mais graves, quando uma grande parte dos dois pulmões fica comprometida".

Ele explica que a resposta médica também varia de acordo com a gravidade, podendo exigir um cateter ou até ventilação mecânica.
São Paulo tem o primeiro caso de morte provocada pelo coronavírus
São Paulo tem o primeiro caso de morte provocada pelo coronavírus

Pulmões prejudicados em pacientes recuperados
Apesar de a Covid-19 nem sempre atingir os pulmões, alguns pacientes recuperados tiveram danos na função pulmonar, de acordo com os médicos do Hospital Princess Margaret, de Hong Kong.

As informações publicadas pelo jornal "South China Morning Post" mostram redução de 20% a 30% na capacidade respiratória de pacientes que se recuperaram do novo coronavírus.
Isso pode fazer as pessoas ficarem ofegantes ao andar mais rapidamente, por exemplo.

Tomografia não é usada em diagnóstico
Coronavírus na China: profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan — Foto: China Daily via Reuters
Coronavírus na China: profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan — Foto: China Daily via Reuters

A tomografia computadorizada pode ser utlizada para avaliar a extensão da infecção nos pulmões e orientar a ação do médico, mas o exame não é usual para o diagnóstico da Covid-19, segundo José Eduardo Afonso Jr.

“A confirmação diagnóstica é feita por meio de um exame chamado PCR para Covid-19, que é feito com um swab [uma espécie de cotonete estéril] que se passa no nariz e na garganta do paciente”, afirma.

"O médico pode considerar fazer uma tomografia em algumas situações, para estimar a gravidade do caso."

O pneumologista aponta que os primeiros exames podem não ser conclusivos nos casos em que, por exemplo, o paciente chega ao consultório se queixando de sintomas compatíveis com doenças respiratórias.

"Muitas vezes, a ausculta [uso do estetoscópio para verificar a atividade dos pulmões] pode ser normal, e o paciente ter mesmo assim acometimento pulmonar.“

A dúvida sobre a necessidade ou não de uma tomografia veio à tona com a circulação de um áudio em grupos de WhatsApp atribuído ao cirurgião Fábio Jatene, gravado após uma reunião no InCor, em São Paulo, com médicos que discutiam a situação do coronavírus.

Jatene cita, em um momento do áudio, o caso de um paciente que teve a gravidade da infecção descoberta após passar por uma tomografia, sendo que o exame de raio-X não mostrava a extensão das lesões no pulmão.

Afonso Jr. relata, sem citar o caso específico descrito no áudio, que o raio X produz uma imagem bidimensional, enquanto a tomografia "pode mostrar camadas de até 1 milímetro de espessura, se for de alta resolução".

"Para os pacientes que você já sabe que têm o pulmão acometido, já sabe que são quadros mais graves, a tomografia ajuda a ver a evolução da doença."
Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1
Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

* Colaborou Rafael Miotto

CORONAVÍRUS

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segunda-feira, 16 de março de 2020

Microsoft libera atualização de emergência para falha que permite espalhar vírus em rede corporativa

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Erro foi comparado ao problema explorado pelo vírus WannaCry em 2017.
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 Por Altieres Rohr  

 Postado em 16 de março de 2020 às 21h50m  
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      Post.N.\9.180  
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Brecha atinge recurso das versões mais recentes do Windows 10.  — Foto: Shannon Stapleton / ReutersBrecha atinge recurso das versões mais recentes do Windows 10. — Foto: Shannon Stapleton / Reuters


A Microsoft liberou uma atualização emergencial para corrigir uma vulnerabilidade na tecnologia de compartilhamento de arquivos e impressoras em redes Windows.
A falha é considerada grave, por permitir que um vírus se espalhe de um computador para outro em uma rede corporativa.
Sistemas com Windows 10 devem receber a atualização automaticamente. Será preciso reiniciar o computador para concluir a instalação. Por isso, a maioria dos usuários não precisa tomar nenhuma atitude específica para se proteger.

O cronograma regular da Microsoft prevê a disponibilização de um pacote de atualização por mês, na segunda terça-feira.

Lançamentos em outros dias e distribuídos automaticamente para todos os usuários são consideradas "emergenciais". Essas atualizações normalmente tratam de vulnerabilidades críticas ou já conhecidas, que representam um risco imediato.

A brecha corrigida nessa atualização afeta o Server Message Block (SMB), o componente do Windows responsável pela interação do computador com outras máquinas em redes empresariais para o compartilhamento de recursos. O problema existe apenas nas versões 1903 e 1909 do Windows 10, já que as versões mais antigas não são compatíveis com o recurso específico que está vulnerável.

Por conta das circunstâncias estranhas que levaram a falha a ser conhecida antes da atualização ser disponibilizada, ela foi apelidada de "SMBGhost" ("Fantasma do SMB").
Em algumas situações, a falha pode ser explorada pela internet. Especialistas veem semelhanças entre esta falha e a EternalBlue, usada pelo vírus WannaCry em 2017 para contaminar mais de 300 mil computadores em quatro dias.
Contudo, a nova falha envolve o SMBv3, a versão mais recente da tecnologia, o que significa que um sistema não pode ser imunizado desativando o SMBv1, como acontecia com o EternalBlue.

Vazamento de informação
A vulnerabilidade não está sendo explorada por hackers, mas uma aparente falha de comunicação fez com que os detalhes do problema vazassem na web.

Companhias de segurança costumam publicar alertas para falhas no Windows depois que a Microsoft já lançou uma atualização para corrigi-las. Nesse caso, empresas de segurança publicaram boletins de alerta sobre a vulnerabilidade antes de uma correção ser disponibilizada.

Os boletins revelavam algumas "pistas" do problema, aumentando a chance de que um código de ataque seria desenvolvido e se tornasse uma ameaça para os usuários. Sem uma atualização disponível para fechar a brecha, muitos computadores estariam em risco, obrigando a Microsoft a lançar uma atualização emergencial.
É possível que a Microsoft estivesse planejando lançar a atualização no pacote mensal de março, que foi ao ar no dia 10, mas acabou adiando essa correção. Como a informação já tinha chegado aos parceiros, os dados da falha acabaram vazando e a atualização não foi possível esperar até abril.
Uma das empresas chegou a apagar o boletim publicado, mas já era tarde demais. Foi esse contexto de "desaparecimento" de informações que rendeu o apelido de "Fantasma" ("SMBGhost") para a falha.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

Microsoft

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Com avanço do coronavírus, mercado reduz para 1,68% previsão de alta do PIB de 2020

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Economistas das instituições financeiras passaram a prever corte de juros nesta semana. Previsão de inflação para este ano e para 2021 também foi reduzida, segundo o Banco Central.
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 Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

 Postado em 16 de março de 2020 às 11h45m  

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      Post.N.\9.179  
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Diante do avanço do novo coronavírus, os analistas do mercado financeiro reduziram novamente a estimativa de crescimento da economia brasileira neste ano, que passou de 1,99% para 1,68% de alta. Essa foi a quinta queda consecutiva no indicador.

Ao mesmo tempo, eles também passaram a prever um corte da taxa básica de juros nesta semana, dos atuais 4,25% para 4% ao ano. O Comitê de Política Monetária (Copom) se reúne nesta terça e quarta-feiras (17 e 18). A decisão será anunciada às 18h da próxima quarta.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (16) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

A redução na previsão de crescimento da economia, e de corte dos juros nesta semana, acontecem em meio aos efeitos da pandemia do coronavírus na economia mundial.

Neste domingo (15), o Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) promoveu, após reunião emergencial, um corte de 1 ponto percentual nas taxas de juros do país. Agora, a taxa de juros dos Estados Unidos varia de 0% a 0,25%.

A instituição também anunciou a compra de US$ 500 bilhões em títulos do Tesouro e de US$ 200 bilhões em valores hipotecários.

VEJA O HISTÓRICO DAS PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
Fonte: BANCO CENTRAL

O Produto Interno Bruto (PIB) é a soma de todos os bens e serviços feitos no país, independentemente da nacionalidade de quem os produz, e serve para medir o comportamento da economia brasileira.
Para o próximo ano, a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) permaneceu em 2,50%.

Taxa Selic
  • O mercado financeiro reduziu de 4,25% para 4% ao ano a previsão para a taxa básica de juros, a Selic, fixada pelo Banco Central, para o fim de março – com corte de 0,25 ponto percentual nesta semana.
  • Para o fim do ano, os economistas do mercado financeiro preveem juros menores ainda, em 3,75% ao ano.
  • Para o fechamento de 2021, a expectativa do mercado para a taxa Selic caiu de 5,50% para 5,25% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem, mas em menor intensidade.
Inflação
Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro reduziram a estimativa de inflação para 2020 de 3,20% para 3,10%.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%. O intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,5% a 5,5%.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro baixou a estimativa de inflação de 3,75% para 3,65%. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Outras estimativas
  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 4,20 para R$ 4,35 por dólar. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 4,20 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 recuou de US$ 36,40 bilhões para US$ 36,10 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas continuou em US$ 34 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, permaneceu em cerca de US$ 80 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas recuou de US$ 84,50 bilhões para US$ 83,75 bilhões.
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domingo, 15 de março de 2020

Após morador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor

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Caverna só foi divulgada no começo deste ano, mas morador diz que já sabia da existência dela há mais ou menos 15 anos. Expedição em abril vai colher dados da caverna para validar descoberta. 
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 Por Tácita Muniz, G1 AC — Rio Branco  

 Postado em 15 de março de 2020 às 19h00m  
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Caverna tem entre 8 metros a 10 metros de comprimento, diz gestor da unidade de conservação  — Foto: Aécio dos Santos
Caverna tem entre 8 metros a 10 metros de comprimento, diz gestor da unidade de conservação — Foto: Aécio dos Santos

No último inventário anual do patrimônio espeleológico brasileiro, o Acre era o único estado do Brasil que não havia registrado dados sobre cavernas. Status que mudou, este ano, após a divulgação de que um morador havia encontrado uma caverna dentro do Parque Nacional da Serra do Divisor.

Porém, entre a descoberta e a divulgação, passaram-se 15 anos, segundo Edson Cavalcante, de 61 anos – morador mais antigo da área de conservação e quem achou a cavidade. Ele conta que encontrou o espaço enquanto caminhava pelas trilhas do parque, mas não sabia que isso poderia ser de interesse público.

“Não sabia que isso interessava a alguém. Acho que está com uns 15 anos que achei, até que no ano passado vieram uns alemães aqui e comentei sobre essa caverna e de uns lagos que achei. Eles disseram que informariam para um amigo. Só assim, eu soube que eu devia ter divulgado. Agora, vou sempre dizer tudo que eu encontrar aqui dentro do parque”, explica.

Além de uma água límpida, Edson conta que a caverna está bem conservada e define como se tivesse sido acabada com “verniz”. “É uma coisa linda da natureza. Só você vendo”, completa.
Edson Cavalcante diz que achou caverna há mais ou menos 15 anos enquanto caçava  — Foto: Edson Cavalcante/Arquivo pessoal
Edson Cavalcante diz que achou caverna há mais ou menos 15 anos enquanto caçava — Foto: Edson Cavalcante/Arquivo pessoal

Divulgação
O Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Cavernas (Cecav), do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), informou ao G1 que recebeu a informação de que havia uma caverna na região em fevereiro deste ano por intermédio do próprio gestor da unidade e que a partir de agora devem se organizar para colher os dados.

A divulgação da descoberta fez com que Edson, que também recebe turistas em sua pensão, ficasse animado com a possibilidade de mais turistas para conhecer o parque e, assim, movimentar a economia das famílias que moram na região.

“Agora, precisa o poder público melhorar os incentivos para o turismo, porque tem gente que não gosta de andar de barco (única forma de chegar até o parque), dizem que a viagem é muito longa. Então, deveria mudar isso aí”, explica.

Ele acredita ainda que ao tornar pública a descoberta da caverna, mais turistas devem sentir curiosidade de conhecer o parque, que está no centro de uma polêmica, pois há um projeto de lei que quer reclassificá-lo e tirar a proteção integral da área.

O caçador diz ainda que a área tem mais coisas naturais ainda não catalogadas. “Tem um lago que fica perto de um paredão de rocha, que já estive na beira dele. Preciso lembrar onde é e é preciso fazer uma trilha”, diz.
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor — Foto: Aécio dos Santos/Arquivo pessoal
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor — Foto: Aécio dos Santos/Arquivo pessoal


Ecoturismo
Aécio dos Santos, ex-gestor da unidade, chegou a ir no local onde a caverna foi encontrada no final de fevereiro deste ano. Ele diz que a caverna tem entre 8 a 10 metros de comprimento. Destacou ainda que pode ser mais um atrativo turístico para o local.

Por ano, ele diz que o parque recebe uma média de mil visitantes de todos os lugares do Brasil e até de outros países.

“Consegui entrar até um determinado ponto, porque a caverna vai ficando estreita e ainda não temos dados sobre ela. Agora, um estudo vai ser feito para que a gente consiga ter essas informações”, explica Aécio.

Primeira caverna do Acre
Depois da divulgação, o ICMBio deve visitar a área e colher os dados da caverna para que eles sejam validados. A base do Cecav da base avançada de Minas Gerais é que deve coordenar os estudos nos próximos meses.

O analista ambiental do centro, Mauro Gomes, explicou ao G1 que existem procedimentos que precisam ser respeitados para que o cadastro de cavernas seja atualizado.

“Para este tipo de caso, a orientação, não apenas para as cavernas encontradas em unidades de conservação, mas também para aquelas fora de uc's [unidades de conservação], é que sejam coletadas informações básicas da sua localização para registro no Cadastro Nacional de Informações Espeleológicas [Canie]”, explica.

O projeto Inventário Anual do Patrimônio Espeleológico Brasileiro, desenvolvido pelo Cecav, tem como intuito justamente gerar e disseminar informações sobre o patrimônio espeleológico.

“Por se tratar do primeiro registro de uma cavidade natural subterrânea no estado do Acre, achou-se oportuno o deslocamento de uma equipe até o Parque Nacional para levantar informações mais detalhadas da caverna para complementar o cadastro. Será aproveitada também a oportunidade para prestar à equipe da unidade de conservação e comunidade do entorno informações mínimas sobre espeleologia e patrimônio espeleológico”, pontua.

Essa visita para que todas as ações sejam desenvolvidas está marcada para ocorrer já entre 1º e 7 de abril.
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor
Após caçador achar primeira caverna no Acre, equipe do ICMBio deve ir à Serra do Divisor

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