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terça-feira, 24 de setembro de 2019

Scania mostra caminhão autônomo sem cabine para motorista

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Conceito AXL foi criado para operar em minas e canteiros de obras. 
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 Por G1  

 Postado em 24 de setembro de 2019 às 17h40m  

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Caminhão autônomo sem cabine da Scania — Foto: DivulgaçãoCaminhão autônomo sem cabine da Scania — Foto: Divulgação

A Scania apresentou nesta terça-feira (24) um conceito de caminhão autônomo sem cabine.

Chamado de AXL, ele foi pensado para operar em minas e canteiros de obras, locais mais propícios para o desenvolvimento dos autônomos, já que são ambientes com circulação controlada.
A própria Scania já testa há algum tempo caminhões autônomos. A novidade é que todos, até então, possuíam uma cabine e um motorista de prontidão, para situações de emergência.
Caminhão autônomo sem cabine da Scania — Foto: DivulgaçãoCaminhão autônomo sem cabine da Scania — Foto: Divulgação

O AXL é monitorado remotamente. A operação em minas, segundo a Scania, é facilitada por ter um sistema de logística já definido, que informa ao veículo como a tarefa deve ser executada.

Para isso, ele conta com sensores, câmeras, radares e lidares, que monitoram todo o ambiente em volta. Mesmo sem a cabine, a Scania criou um desenho que preserva a identidade dos caminhões da marca.

“O desenvolvimento de veículos autônomos fez grandes progressos nos últimos anos. Nós ainda não temos todas as respostas, mas por meio de veículos-conceito como o Scania AXL, abrimos novos caminhos e continuamos a de forma veloz”, disse o chefe de pesquisa e desenvolvimento da Scania, Claes Erixon.
A Scania equipou o AXL com um motor a combustão, mas que roda com biocombustíveis (não especificados pela empresa).

A Volvo, conterrânea e rival da Scania, também já mostrou um conceito de caminhão autônomo sem cabine. Embora ainda sejam conceitos, eles não devem demorar a ganhar versões de produção.
Caminhão autônomo sem cabine da Scania — Foto: DivulgaçãoCaminhão autônomo sem cabine da Scania — Foto: Divulgação
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    segunda-feira, 23 de setembro de 2019

    Brasileiros com alta renda são menos tributados que na média dos países mais industrializados, aponta pesquisa

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    Na comparação com a média do G7, o pagamento de impostos sobre a renda é 32% mais baixo. Analista diz que isso aumenta injustiça social diante do consumo.
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     Por Daniel Silveira, G1 — Rio de Janeiro  

     Postado em 23 de setembro de 2019 às 13h00m  
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    Enfrentando baixa arrecadação, déficit nas contas públicas e às vésperas de uma reforma tributária, o Brasil taxa pouco a renda de quem ganha muito, aponta uma pesquisa feita pela UHY International, rede de empresas de auditoria, contabilidade, impostos e consultoria, que tem escritórios em 95 países.

    De acordo com o levantamento, o imposto cobrado sobre a renda alta no país é 32% mais baixo que a média dos países mais industrializados do mundo, o chamado G7. O resultado disso é a alta carga tributária sobre produtos e serviços, igual para todos os consumidores independentemente da faixa de renda, prejudicando assim quem ganha menos.

    A pesquisa mostra que, no Brasil, o imposto sobre os altos salários é 31% menor que a média dos países europeus. Dentre os 30 países pesquisados, o Brasil apresentou a quarta menor tributação para renda alta.

    Segundo o levantamento, quem ganha o equivalente a US$ 250 mil por ano no Brasil paga US$ 68,6 mil em impostos – um taxa efetiva de 27,5%. Nos países do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido), o valor de impostos sobre a mesma renda é de US$ 101,5 mil, o que representa uma taxa de 40,6%.

    Já quem ganha anualmente US$ 1,5 milhão paga no Brasil, em média, US$ 412,4 mil – a mesma taxa de 27,5%. Nos países do G7, a média de imposto pago sobre a mesma renda é de US$ 661,6 mil, uma taxa de 47,9%. Nos países europeus, a taxa para essa faixa de renda é de 44,2%.
    Tributação sobre alta renda — Foto: Wagner Magalhães e Rodrigo Sanches/Arte G1 
    Tributação sobre alta renda — Foto: Wagner Magalhães e Rodrigo Sanches/Arte G1

    “Isso demonstra que no Brasil há desvio da tributação da renda para o consumo, provocando injustiça social”, avaliou Monica Bendia, sócia da UHY no Brasil.
    “O Brasil precisa arrecadar para financiar os serviços de segurança, saúde, educação e moradia. Se a carga tributária sobre a renda é baixa, onera-se a carga tributária no consumo, uma das maiores do mundo, de aproximadamente 35% do PIB”, acrescentou a analista.
    A reforma tributária em discussão atualmente no Congresso Nacional não reduz a taxação sobre o consumo dos brasileiros, que penaliza a parcela mais pobre da população.

    Dados oficiais de 2016 mostram que a tributação sobre o consumo (bens e serviços) representou 48% de todos os impostos recolhidos no Brasil. Na média da OCDE, grupo que reúne as nações mais desenvolvidas do planeta, esse patamar foi mais baixo (33%) e, nos Estados Unidos, menor ainda: 18% do total.

    Ainda segundo a pesquisa da UHY, dentre os países estudados, a Rússia teve a menor taxa de imposto de renda, onde todos os contribuintes, incluindo os que recebem altos salários, pagam apenas 13% de imposto. Já a Dinamarca tributa pessoas físicas que ganham US$ 1,5 milhão ao ano em 53,2%, mais da metade da renda, sendo a mais alta entre os 30 países avaliados no levantamento.

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      domingo, 22 de setembro de 2019

      Últimos 5 anos são os mais quentes da história, diz agência da ONU para o clima

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      Organização Meteorológica Mundial (OMM) faz alerta em relatório divulgado neste domingo, véspera da reunião de líderes na cúpula do clima da ONU. Evento começou no sábado, mas os principais encontros são na segunda.
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       Por G1  

       Postado em 22 de setembro de 2019 às 16h00m  
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      Manifestante segura cartaz com os dizeres "Não há planeta B" durante protesto pelo clima em Estocolmo, na Suécia. — Foto: Jonathan Nackstrands / AFP
      Manifestante segura cartaz com os dizeres "Não há planeta B" durante protesto pelo clima em Estocolmo, na Suécia. — Foto: Jonathan Nackstrands / AFP
      A temperatura mundial média de 2015 a 2019 deve ser a mais alta de qualquer período de cinco anos já registrado na história, afirma a agência da Organização das Nações Unidas (ONU) que se dedica à observação do clima. O relatório foi divulgado neste domingo (22), véspera de uma reunião de líderes mundiais sobre o aquecimento global. Embora 2019 ainda não tenha terminado, o relatório dá como certa essa projeção.

      A cúpula do clima vem ocorrendo desde ontem e vai até segunda. São esperados os líderes europeus Emmanuel Macron, presidente francês; Boris Johnson, primeiro-ministro inglês; e a chanceler alemã Angela Merkel. Índia e China também mandarão representantes para a cúpula. Os presidentes Donald Trump e Jair Bolsonaro não participarão.

      "Atualmente, calcula-se que estamos 1,1ºC acima da era pré-industrial (1850-1900) e 0,2ºC acima de 2011-2015", diz o relatório "Unidos na Ciência" da Organização Meteorológica Mundial (OMM).
      Segundo o documento, isso representa um aumento expressivo demais para poucos anos. A elevação das temperaturas, o aumento do nível do mar e a poluição com carbono se aceleraram. Isso quer dizer que, para cumprir as metas assumidas pela comunidade internacional, o aquecimento teria que ser contido -- bem mais do que vem sendo feito atualmente.

      Os cientistas afirmam que aumento do nível dos oceanos se acelera e o ritmo subiu na última década a quatro milímetros por ano, em vez de três, em consequência do derretimento acelerado das calotas polares no Norte e Sul, algo confirmado por diversos estudos e análises de satélite.

      As indústrias de carvão, petróleo e gás prosseguiram com seu avanço em 2018. As emissões de gases do efeito estufa também aumentaram e em 2019 serão "no mínimo tão elevadas" quanto no ano passado, preveem os cientistas que coordenaram o relatório.

      Ampliar os esforços
      Em 2009, líderes mundiais assumiram o compromisso de manter o aquecimento global em apenas 2ºC, considerando os padrões pré-industriais. Em 2015, uma segunda meta, mais rígida, foi assumida: a de manter o aquecimento em apenas 1,5ºC.

      Os esforços para reduzir as emissões de carbono teriam que ser triplicados para evitar que o mundo se aqueça 2ºC , de acordo com a OMM. Para que não se chegue à marca de 1,5ºC seria preciso ainda mais rigor. As iniciativas de redução de emissões teriam que ser ampliadas em cinco vezes.
      "Existe um reconhecimento crescente de que os impactos do clima estão nos atingindo de maneira mais forte e mais cedo do que as avaliações climáticas indicavam apenas uma década atrás", diz a página 28 do relatório.
      Jovens do mundo inteiro se reúnem em Nova York para a Cúpula do Clima
      Jovens do mundo inteiro se reúnem em Nova York para a Cúpula do Clima

      Os últimos dados confirmam a tendência dos quatro anos anteriores, que já foram os mais quentes desde 1850, quando a temperatura média mundial começou a ser registrada. Julho de 2019, quando várias ondas de calor afetaram a Europa, foi o mês mais quente da história.

      Mas há disparidades regionais: os polos esquentam mais rápido e as zonas costeiras são ameaçadas antes de outras regiões.

      "Os efeitos da mudança climática não são sentidos de maneira igual", afirma o cientista chefe da agência meteorológica britânica, Stephen Belcher. "Alguns países sentem alguns efeitos, como ondas de calor mais intensas ou inundações mais graves, mais cedo que outros", completa.

      Na quarta-feira (25) um novo relatório deve ser divulgado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), considerando também os impactos do aquecimento global sobre as geleiras e os oceanos.

      Repercussão do relatório
      O relatório, publicado dois dias depois das grandes manifestações de estudantes pelo clima em todo o planeta e na véspera do encontro de líderes mundiais em Nova York para a Assembleia Geral anual da ONU, faz um balanço da falta de ação dos Estados para reduzir as emissões de gases do efeito estufa.

      O climatologista Michael Mann, da Universidade do Estado da Pennsylvania, afirmou à agência "Associated Press" que o objetivo de comparar as temperaturas atuais com os níveis pré-industriais já é excessivamente otimista.

      Segundo ele, a redução nas emissões deveria ser ainda maior, pois mesmo no séculos 18 e 19 houve aquecimento causado pela ação humana. Portanto, na sua opinião, o parâmetro usado é alto demais.
      Manifestante pinta a cabeça para simular a Terra com um machucado durante protesto pelo clima em Stuttgart, na Alemanha. — Foto: Sebastian Gollnow / dpa / AFP
      Manifestante pinta a cabeça para simular a Terra com um machucado durante protesto pelo clima em Stuttgart, na Alemanha. — Foto: Sebastian Gollnow / dpa / AFP

      Já a climatologista da agência espacial americana (Nasa) Cynthia Rosenzweig afirmou em uma sessão na ONU que, se o mundo buscar a meta de 1,5ºC, em vez de 2ºC, 420 milhões de pessoas deixariam de ser expostas a ondas de calor. Além disso, 10 milhões de pessoas ficariam menos vulneráveis à elevação do nível do mar.
      A também climatologista Natalie Mahowald, da Universidade Cornell, espera que o novo relatório da OMM desperte a atenção para que se façam mais progressos na redução das emissões de dióxido de carbono. "Espero que a Cúpula do Clima da ONU motive mais ação", afirmou à AP.
      A concentração de CO2 na atmosfera deve alcançar um novo recorde no fim do ano, 410 partículas por milhão, de acordo com dados preliminares.
      Para o professor Dave Reay, da Universidade de Edimburgo, esta é a pior notícia do informe.

      "É como receber uma conta de cartão de crédito depois de cinco anos de gastos sem pagar", escreveu. E seguindo com a metáfora bancária, ele completa: "Alcançamos o máximo mundial de nosso crédito de carbono. Se as emissões não começarem a cair, o preço será infernal".

      Cúpula do Clima
      A Cúpula do Clima da Organização das Nações Unidas (ONU) começou no sábado (21) com jovens discutindo o futuro do planeta. A reunião termina na segunda-feira (23) e terá a presença de cerca de 60 chefes de estado.

      Mais de 500 jovens foram selecionados pelas Nações Unidas para participar da cúpula. A jovem ativista sueca Greta Thunberg velejou do Reino Unido a Nova York para discursar durante o encontro. A viagem de barco foi uma forma de reduzir as emissões de carbono produzidas pelo deslocamento em avião.

      Greta disse na abertura do evento que os jovens são uma "força imparável" para pressionar os líderes mundias para tomarem atitudes que evitem mudanças climáticas no planeta. Ela ainda vai discursar no painel principal, nesta segunda.
      ONU abre cúpula do clima ouvindo jovens lideranças
      ONU abre cúpula do clima ouvindo jovens lideranças

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