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sábado, 27 de julho de 2019

Onda de calor recorde na Europa ameaça cobertura de gelo da Groenlândia

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Cobertura é parte crucial do sistema climático global, e seu derretimento provocaria a elevação do nível dos mares e um clima instável.
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 Por Reuters  

 Postado em 27 de julho de 2019 às 17h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013

Iceberg flutua em um fiorde próximo à cidade de Tasiilaq, na Groenlândia — Foto: Lucas Jackson/Reuters
Iceberg flutua em um fiorde próximo à cidade de Tasiilaq, na Groenlândia — Foto: Lucas Jackson/Reuters

O ar quente que quebrou recordes climáticos na Europa nesta semana parece estar a caminho da Groenlândia, e poderia colocar a segunda maior cobertura de gelo do mundo perto ou abaixo do recorde negativo registrado em 2012, alertou a Organização das Nações Unidas (ONU) nesta sexta-feira (26).


Clare Nullis, porta-voz da Organização Meteorológica Mundial (OMM), disse que o ar quente que sobe do norte da África não somente superou recordes de temperatura europeus na quinta-feira (25), mas o ultrapassou em 2, 3 ou 4 graus Celsius, o que descreveu como "absolutamente inacreditável".
"De acordo com as previsões, e isso é preocupante, agora o fluxo atmosférico transportará esse calor rumo à Groenlândia", disse ela em um boletim de rotina da ONU em Genebra.
"Isso resultará em temperaturas altas, e consequentemente no aumento do derretimento da cobertura de gelo da Groenlândia", explicou. "Ainda não sabemos se superará o nível de 2012, mas chega perto."
Montanhas que rodeiam o porto de Tasiilaq, na Groenlândia — Foto: Lucas Jackson/Reuters
Montanhas que rodeiam o porto de Tasiilaq, na Groenlândia — Foto: Lucas Jackson/Reuters

Derretimento das geleiras
A cobertura de gelo da Groenlândia é parte crucial do sistema climático global, e seu derretimento provocaria a elevação do nível dos mares e um clima instável.

A Groenlândia não vinha tendo um ano excepcional até junho, mas seu gelo vem derretendo rapidamente nas últimas semanas, disse ela, citando dados de um cientista climático dinamarquês.
"Só em julho, ela perdeu 160 milhões de toneladas de gelo por causa do derretimento de superfície. Isso é aproximadamente o equivalente a 64 milhões de piscinas olímpicas. Só em julho. Só derretimento de superfície – isso não inclui o derretimento oceânico."
O ar mais quente também tem implicações para a extensão do gelo do Ártico, que foi quase o mais baixo já registrado até 15 de julho, disse Clare.

Ela disse que ondas de calor cada vez mais frequentes e intensas estão ligadas à mudança climática causada pelo homem.
"O que vimos nisto foi que os recordes de temperatura não foram só quebrados, foram estraçalhados."

Ela citou um estudo do Met Office, instituto meteorológico nacional do Reino Unido, que revelou que, até 2050, as ondas de calor recordes ocorrerão a cada dois anos.
ONU alerta que onda de calor que passou pela Europa está indo para Groelândia
ONU alerta que onda de calor que passou pela Europa está indo para Groelândia


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    sexta-feira, 26 de julho de 2019

    Partiu Lua! Conheça os detalhes sobre a missão indiana Chandrayaan-2

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    Nesta semana, enquanto os EUA comemoravam os 50 anos da chegada à Lua, a Índia deu mais um passo no seu programa de exploração lunar. 
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     Blog do Cásio Barbosa  

     Postado em 25 de julho de 2019 às 16h00m  
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    Índia envia missão até a Lua nesta segunda-feira, 22 de julho — Foto: Indian Space Research Organisation/ReutersÍndia envia missão até a Lua nesta segunda-feira, 22 de julho — Foto: Indian Space Research Organisation/Reuters

    No dia 22 de julho, segunda-feira, partiu a Chandrayaan-2 com destino às regiões polares da Lua.

    O lançamento da sonda havia sido adiado por problemas em seu foguete no início deste ano, até que a janela de lançamento se fechou. Essas “janelas” são momentos em que as posições da Terra e da Lua, bem como suas dinâmicas, são favoráveis para um lançamento em que se possa executar as manobras necessárias com grande economia de combustível.

    Mesmo depois de o problema ter sido sanado, o lançamento teve de ser adiado por outro problema menor no foguete GSLV MkIII-M1, que é o novo veículo lançador de satélites geossíncronos da Índia. Com a correção efetuada e com a sua validação por testes garantida, finalmente a sonda partiu na manhã de 22 de julho, no horário de Brasília.

    O que fez a Chandrayaan-1?
    A missão da Chandrayaan-2 sucede sua irmã mais velha no sentido de não apenas ficar restrita à orbita lunar.
    A Chandrayaan-1 partiu no final de outubro de 2008 e sobrevoou a Lua mapeando sua superfície, mas também fazendo medidas à procura de evidências da existência de água, na verdade, gelo de água.
    Logo após seu lançamento, a sonda disparou um impactador nas proximidades da cratera Shackleton, nas regiões polares ao sul da Lua. Enquanto o impactador descia, a sonda efetuava o mapeamento do relevo abaixo, já preparando a missão da sua sucessora.

    Meia hora depois do disparo, o impactador acertou a borda da cratera levantando uma pluma de destroços do solo, bem como abaixo dele, para serem observados desde o orbitador a uns 100 km de altura. E seus resultados apontaram mesmo a existência de gelo.

    Como pode ter gelo na Lua?
    A ideia é que o choque de cometas e outros núcleos ricos em gelo trouxe esse material para a Lua, como aconteceu com a Terra também bilhões de anos atrás. Na falta de uma atmosfera, o gelo lunar teria se evaporado assim que a luz do Sol o esquentou. Mas, em regiões como a borda de crateras nos polos da Lua, o Sol nunca ilumina os depósitos de gelo, então eles ainda estão lá.

    E o gelo é muito importante, porque é dele que se espera tirar a sustentabilidade de futuras bases lunares. Além de usá-lo para abastecer as estações com água, ao se decompor sua molécula produz-se hidrogênio e oxigênio. Ambos podem ser usados na produção de energia, e o segundo, para renovar a atmosfera dentro das estações.
    A Chandrayaan-2 partiu com a missão de estudar as regiões polares no sul da Lua, uma região de difícil acesso, dessa vez pousando um jipe em sua superfície!
    O orbitador deve lançar o módulo de pouso Vikram (valor em sânscrito), um pequeno container de 5 metros de comprimento e massa de 1.600 kg (mil quilos só de combustível para o pouso) que carrega o jipe Pragyan (sabedoria em sânscrito).
    Jipe Pragyan na rampa de descida do módulo Vikram — Foto: Indian Space Research Organisation - GODLJipe Pragyan na rampa de descida do módulo Vikram — Foto: Indian Space Research Organisation - GODL

    Depois de pousar, o jipe será liberado para executar suas próprias medidas, já que carrega um instrumento de raios-X e um espectroscópio a laser. O jipe pode alcançar a espetacular velocidade de 1 cm/s durante seus passeios e não possui um mecanismo de proteção à noite lunar que dura 14 dias terrestres. Sua expectativa de vida é de apenas 1 dia lunar, ou 14 dias terrestres...

    O Vikram carrega 4 instrumentos que devem medir o ciclo térmico da superfície lunar, medir selenomotos, como são chamados os terremotos lunares e também inclui um painel refletor para medidas de laser.

    O painel é uma colaboração com a Nasa que pretende medir não só a distância Terra-Polo Sul Lunar com precisão de centímetros, mas também medir com precisão o movimento de libração lunar.
    Desenho da sonda Chandrayaan-2 acoplada ao módulo Vikram — Foto: Divulgação/Indian Space Research Organisation 
    Desenho da sonda Chandrayaan-2 acoplada ao módulo Vikram — Foto: Divulgação/Indian Space Research Organisation

    Este movimento é uma espécie de "bamboleio" que a Lua executa enquanto orbita a Terra, de modo que uma pequena fração de partes que permaneceriam ocultas, devido à sincronização dos movimentos orbitais da Lua, possa ser observada da Terra. Outro objetivo da missão Chandrayaan-2 é verificar a disponibilidade de água no subsolo lunar, avaliando a quantidade que poderia ser explorada futuramente.

    A sonda Chandrayaan-2 encontra-se, nesta sexta-feira, ainda em órbita da Terra, mas em um processo de transferência para a órbita da Lua. Nesse processo, sua órbita vai sendo paulatinamente alargada, de modo que o ponto mais distante dela, chamado de apogeu, entre na região de influência gravitacional da Lua.

    Nesse momento a sonda é capturada pela gravidade da Lua e o processo se inverte, sua órbita vai ser encolhida aos poucos. Se tudo correr bem, a inserção em órbita lunar acontece no final de agosto e o pouso da Vikram carregando o Pragyan está programado para o dia 7 de setembro.

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    quinta-feira, 25 de julho de 2019

    Bélgica, Holanda, França e Inglaterra registram recordes de altas temperaturas

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    Europa vive mais uma onda de calor com novo sistema de alta pressão que atraiu o ar do deserto do Saara. Reino Unido, Alemanha, Bélgica e França também devem sentir altas temperaturas nesta semana.
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     Por G1  

     Postado em 25 de julho de 2019 às 15h30m  

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    Pessoas se refrescam em fonte próxima à Torre Eiffel, em Paris. — Foto: Pascal Rossignol/Reuters
    Pessoas se refrescam em fonte próxima à Torre Eiffel, em Paris. — Foto: Pascal Rossignol/Reuters

    A onda de calor que atinge a Europa está levando a recordes de altas temperaturas nesta quinta-feira (25) na Holanda, Bélgica, Inglaterra e França. Itália, Espanha e Portugal estão em alerta para incêndios.
    O calor é atribuído a um sistema de alta pressão que atraiu o ar do deserto do Saara para a Europa pela segunda vez em um mês.

    A previsão é que a onda de calor deve durar até sexta-feira (26) e ameaça também o tempo em todo o Reino Unido, na Alemanha, Bélgica, e Itália.
    Europa tem alerta de segunda onda de calor
    Europa tem alerta de segunda onda de calor

    Recordes registrados
    Na Holanda, os termômetros chegaram a 41,7ºC nesta quinta, a maior temperatura já registrada no país. O recorde foi atingido por volta das 14h15 (9h15 de Brasília) em Deelen, de acordo com o Twitter do Instituto Real de Meteorologia da Holanda (KNMI).

    O último recorde no país aconteceu em 1944, de 38,6°C, e já havia sido superado na quarta-feira (24).
    A Bélgica também registrou um novo recorde nesta quinta-feira: 40,6ºC. A máxima anterior era de 36,6ºC, de junho de 1947. Os registros iniciaram em 1833, segundo David Dehenauw, chefe de previsões do Instituto Meteorológico Real.

    Em Londres, na Inglaterra, os termômetros chegaram a 36,9ºC, recorde para o mês de julho na cidade. A medição foi feita na estação meteorológica do aeroporto de Heathrow. Meteorologistas acreditam que a temperatura pode subir ainda mais e há boas chances de que o recorde para todos os meses, de 38,5ºC, seja superado.

    Na França, a madrugada desta quinta foi a mais quente de todos os tempos. A mínima nas 30 estações meteorológicas espalhadas pelo país foi de 21,4ºC, um décimo a mais que o recorde anterior, registrado em 14 de agosto de 2003.
     Em Paris a temperatura na tarde de quinta chegou a 42,6°C, recorde histórico desde o início dos registros, em 1873. Antes, a cidade só havia registrado máximas superiores a 40ºC uma vez, em 1947.
    Uma menina se refresca pulando em uma fonte de água em Antwerp, na Bélgica. A temperatura no país chegou a 40,6ºC nesta quinta-feira (25), registrando um novo recorde de calor. A máxima anterior era de 36,6ºC, de junho de 1947 — Foto: Virginia Mayo/AP
    Uma menina se refresca pulando em uma fonte de água em Antwerp, na Bélgica. A temperatura no país chegou a 40,6ºC nesta quinta-feira (25), registrando um novo recorde de calor. A máxima anterior era de 36,6ºC, de junho de 1947 — Foto: Virginia Mayo/AP

    Alerta para incêndios
    Na Espanha, um incêndio florestal na província de Zaragoza, no norte, estava quase sob controle, mas havia o risco de novos focos, especialmente em partes do leste, onde a temperatura pode chegar a 41ºC.

    Autoridades da Itália também emitiram alertas de incêndio para a ilha mediterrânea de Sardenha, onde as temperaturas podem passar dos 41ºC. Elas também colocaram 13 cidades em alerta climático "vermelho", o mais elevado, advertindo para um possível risco à saúde de todos, não só dos mais frágeis e dos doentes.

    Em Portugal, o maior incêndio florestal do ano até agora, que ocorreu durante o final de semana, foi controlado por mais de mil bombeiros na terça-feira (23), mas o país continuava sob alerta elevado.
    Homem deitado ao Sol na praia La Malagueta, na Espanha — Foto: Jon Nazca/Reuters
    Homem deitado ao Sol na praia La Malagueta, na Espanha — Foto: Jon Nazca/Reuters

    Um cão corre pelo mar em Camber Sands, na Inglaterra, durante onda de calor em Grâ Bretanha — Foto: Ben Stansall/AFP
    Um cão corre pelo mar em Camber Sands, na Inglaterra, durante onda de calor em Grâ Bretanha — Foto: Ben Stansall/AFP

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