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quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Inadimplência tem 11ª alta seguida e atinge 62,9 milhões de brasileiros, aponta CNDL/SPC

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Em agosto, indicador teve alta de 3,63 na comparação com o mesmo mês do ano passado. Já na passagem de julho para agosto, houve ligeira queda, de 0,71%
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Por Daniel Silveira, G1 



Estima-se que 41% da população brasileira adulta esteja com o nome sujo, segundo pesquisa  — Foto: Reprodução/TV GloboEstima-se que 41% da população brasileira adulta esteja com o nome sujo, segundo pesquisa — Foto: Reprodução/TV Globo

O número de brasileiros com nome sujo teve alta de 3,63% em agosto na comparação com o mesmo mês do ano passado, a 11ª alta consecutiva nesta base de comparação. É o que aponta o levantamento divulgado nesta quinta-feira (13) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito.

De acordo com a pesquisa, estima-se que há no país 62,9 milhões de consumidores inadimplentes. Isso significa que 41% da poulação adulta do país enfrenta dificuldades para controlar empréstimos, obter financiamentos ou realizar compras parceladas.

Indicador de inadimplência CNDL/SPC
Variação (%) anual - mês contra igual mês do ano anterior
Created with Highcharts 5.0.9-1,17-1,17-0,41-0,41-0,89-0,890,20,20,230,231,271,272,12,12,712,713,133,133,543,542,782,784,074,074,314,313,633,63Jul/17Ago/17Set/17Out/17Nov/17Dez/17Jan/18Fev/18Mar/18Abr/18Mai/18Jun/18Jul/18Ago/18-2-1012345

Ago/18
3,63
Fonte: CNDL / SPC

Apesar da longa série de aumento no número de inadimplentes, a alta de agosto foi menor que a dos dois meses anteriores. Em julho, o indicador teve alta de 4,31%, e em junho de 4,07% - também na comparação com os mesmos meses do ano passado.

Já na comparação mensal, ou seja, de julho para agosto, houve ligeira queda (-0,71%) no número de brasileiros com conta em atraso. Foi a segunda queda seguida. Para o presidente da CNDL, José Cesar da Costa, apesar do recuo, a situação econômica do país segue desfavorável para os consumidores quitarem suas dívidas.

"A recuperação econômica mais lenta do que o esperado cria dificuldades para a gestão do orçamento das famílias, frustrando planos e a volta do consumo. A reversão desse quadro passa por uma aceleração da atividade econômica, em especial, do emprego e renda, que são os fatores que mais pesam para a confiança do consumidor”, disse Costa.

Alta entre idosos e queda entre jovens
A maior parte dos 62,9 milhões de inadimplentes tem entre 30 e 39 anos. No entanto, segundo o SPC, é entre a população mais velha que se observa o maior aumento da inadimplência.

Número de brasileiros com CPF restrito por faixa etária
Em milhões
Created with Highcharts 5.0.918 a 24 anos: 4,525 a 29 anos: 7,830 a 39 anos: 17,940 a 49 anos: 14,150 a 64 anos: 1365 a 84 anos: 5,4
Fonte: CNDL/SPC

Segundo o levantamento, na comparação com agosto de 2017, aumentou em 9,56% a quantidade de inadimplentes com idade de 65 a 84 anos. Na faixa etária de 50 a 64 anos, a alta foi de 6,26%, enquanto na população de 40 a 49 anos, o aumento foi de 4,77%. Entre os consumidores de 30 a 39 anos, a alta foi de 1,69%.

Entre os jovens, porém, a inadimplência apresentou queda no período. Entre aqueles de 18 a 24 anos, a redução do número de negativados foi de -23,20%, enquanto na faixa de 25 a 29 anos, o recuo foi de -5,63%.

Segundo o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Junior, o comportamento distinto entre as faixas etárias é reflexo da entrada tardia dos jovens no mercado de trabalho e também da permanência prolongada dos idosos como força produtiva do país.

“Fora do mercado de trabalho pelas mais diversas razões, seja estudo, desemprego ou por opção, muitos desses brasileiros acabam ficando também fora do mercado de crédito, reduzindo o contingente de potenciais inadimplentes. Já entre os idosos, que estão permanecendo por mais tempo no mercado de trabalho, a renda mais curta nessa faixa etária e o aumento expressivo de gastos com saúde, por exemplo, podem desajustar o orçamento”, analisou.

Dívidas bancárias têm a maior alta
A pesquisa revelou que as dívidas bancárias, que englobam cartão de crédito, cheque especial e empréstimos, tiveram alta de 7,03% em agosto na comparação com igual mês de 2017. Entre os setores credores, foi a que apresentou a alta mais expressiva.

O setor de serviços básicos, como água e luz, foi o segundo com maior aumento de inadimplência no período, apresentando alta de 3,42%. Os atrasos no crediário do comércio caíram -6,01%, enquanto as pendências com TV por assinatura, internet e telefonia se mantiveram estáveis, com avanço de 0,01% no período.

O SPC destacou que em termos de participação, mais da metade (52%) de todos os compromissos financeiros não quitados pelo brasileiro foi contraída em bancos ou financeiras, seguidas do comércio (18%), setor de comunicação (14%) e emprestas prestadoras de serviços básicos (8%).

Metodologia
O indicador de inadimplência do consumidor é formado a partir de todas as informações disponíveis nas bases de dados às quais o SPC Brasil e a CNDL têm acesso. As informações disponíveis referem-se a capitais e interior das 27 unidades da federação. A estimativa do número de inadimplentes apresenta erro aproximado de 4 p.p., a um intervalo de confiança de 95%.
CNDL
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quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A planta que 'sangra' metal e que pode ajudar a limpar solos contaminados

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Encontrada em ilha no Pacífico Sul, Pycnandra acuminata tem 25% de níquel em seu látex, que tem uma exótica cor azul-esverdeada. Ela faz parte do grupo das 'hiperacumuladoras', uma esperança na luta pela preservação do meio ambiente.
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BBC
Por BBC 
Postado em 12 de setembro de 2018 às 22h45m 
Gipope-Marketing
:* Série Natureza e Lagos - N. 020 *:




















Pesquisadores descobriram que árvore do Pacífico Sul tem 25% de níquel em sua composição — Foto: Antony van der Ent

Metais pesados ​​como o níquel e o zinco são geralmente a última coisa que as plantas querem encontrar, especialmente em altas concentrações, no local em que crescem.

O grupo das "hiperacumuladoras", contudo, conseguiu, através da evolução, passar a absorver elementos normalmente tóxicos em seus caules, folhas e até sementes.

Pesquisadores vêm estudando uma em particular, a Pycnandra acuminata – que cresce na ilha de Nova Caledônia, no sul do Pacífico –, para entender como ela funciona e possivelmente usá-la para limpar solos contaminados ou permitir que terras pobres em nutrientes voltem a ser férteis.

Seu látex tem uma cor azul-esverdeada exótica e uma concentração de até 25% de níquel. Os cientistas acreditam que o metal pode ser útil para a planta, que o usaria para se defender de insetos.
De acordo com pesquisadores, a árvore, que pode chegar a 20 metros de altura, está ameaçada pelo desmatamento — Foto: Getty Images via BBC 

"A Pycnandra acuminata é uma árvore rara de floresta tropical de grande porte, que pode chegar a até 20 metros de altura", diz o pesquisador Antony van der Ent, da Universidade de Queensland, na Austrália, que estuda a planta.

"Como objeto de estudo, ela é um desafio, porque cresce muito lentamente e leva décadas para produzir flores e sementes. Está ameaçada pelo desmatamento, resultado de atividades de mineração e queimadas", disse ele à BBC.

A afinidade incomum do arbusto com o níquel foi identificada pela primeira vez na década de 1970, e desde então a pesquisa sobre as plantas hiperacumuladoras só se expandiu.

Olhando para dentro
Como explicar o que está acontecendo dentro dessas plantas? 
Para responder essa pergunta, a Pycnandra acuminata e outras hiperacumuladoras foram analisadas ​​em Hamburgo em um aparelho de luz síncrotron DESY, que usa um tipo especial de radiação. 

Pesquisadores usaram luz síncrotron, criada por um acelerador de partículas, para analisar estrutura da árvore — Foto: Antony van der Ent
"Se você usa um microscópio convencional, pode ver estruturas, mas não pode realmente dizer do que elas são feitas", explica Kathryn Spiers, que também estuda a Pycnandra.

Spires usou uma técnica que permite que a amostra seja fotografada e girada muito rapidamente, antes de ser destruída pelo feixe de raios-X.

"No síncrotron, a fonte de luz é muito brilhante, e nosso detector, muito rápido. Isso significa que você pode escanear a amostra antes que ela desapareça. Você vê que foi literalmente feito um buraco nela."

Fazendo isso sucessivas vezes, os pesquisadores podem então montar uma imagem completa da amostra da planta, com seus diferentes componentes visíveis.

Usos futuros
Os cientistas ainda estão investigando por que essas plantas em particular evoluíram dessa maneira e passaram a conseguir se desenvolver em condições tão adversas. Provavelmente, dizem, o processo não se deve à interferência humana no meio ambiente.

"A evolução da hiperacumulação aconteceu em diversas etapas e em famílias muito diferentes, no decorrer de milhões de anos, provavelmente. Estas plantas são encontradas em solos naturalmente enriquecidos com metais", diz van der Ent.

Alguns cientistas estão esperançosos, contudo, de que as hiperacumuladoras possam ser usadas ​​para "limpar" os solos em que há acúmulo de material tóxico devido à atividade humana.

Outra possível aplicação é a chamada fito-mineração - neste caso, a plantas hiperacumuladoras seriam usadas em solos pobres em nutrientes, mas ricos em metais, para extrair esses elementos e permitir, por exemplo, que o solo fique mais fértil para a agricultura.


















Espécie teria evoluído durante milhões de anos — Foto: Antony van der Ent
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Apple anuncia iPhone Xs, iPhone Xs Max e iPhone Xr nesta quarta-feira

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Gigante da tecnologia apresentou novas versões de seus produtos em Cupertino, na Califórnia.
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Por Taís Laporta e Daniel Silveira, G1 
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:* Série Natureza e Lagos - N. 019 *:
é apresentado o iPhone XR, uma versão baixo custo do novo modelo. Feito de alumínio e tela LCD mais resistente, terá modelo nas cores branca, azul, preta, amarela e vermelha.



















Com 2,7 milhões de pixels de qualidade, iPhone XS tem tela de 5.8 polegadas. Modelo XS Max virá com tela de 6,5 polegadas, a maior já criada pela Apple. — Foto: Stephen Lam/Reuters 

A Apple anunciou nesta quarta-feira (12) a nova geração de seus smartphones, o iPhone Xs, iPhone Xs Max (com a maior tela já criada pela marca) e iPhone Xr, durante evento no Steve Jobs Theater, em Cupertino, Califórnia.
Os modelos são os sucessores do iPhone 8, iPhone X e iPhone 8 Plus, apresentados no ano passado. O preço base atual para o iPhone X nos Estados Unidos é de US$ 999 .
Novos iPhone XS e XS Max têm duas câmeras traseiras, com 12 megapixels. A câmera frontal tem 7,2 megapixels — Foto: Stephen Lam/Reuter

Com tela de 5,8 polegadas e 2,7 milhões de pixels, o iPhone XS virá nas cores cinza, prata e dourado e será à prova d'água, com tela mais resistente que as versões anteriores.

Já o iPhone XS Max traz a maior tela já projetada pela Apple, com 6,5 polegadas (16,5 cm) e 3,3 milhões de pixels, segundo Philip W. Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple.

Outro diferencial do aparelho é o som stereo mais potente e touch screen mais sensível. Os novos modelos terão mais capacidade de armazenamento, de 512 GB.

Pela primeira vez, um iPhone vai compoartar dual chip (dois chips), que será chamado de iSIM. 





















Novos iPhones XS e XS Max são à prova d'água. — Foto: Stephen Lam/Reuters 

Em termos de software, os novos modelos contam com o a12bionic, sistema que deixa o aparelho até 30% mais veloz que as versões anteriores. Com isso, a Apple promete jogos mais potentes e realistas.

O novo sistema permitirá um avanço na forma de utilizar aplicativos e a Apple promete uma nova geração de Apps. Outra inovação de software é a Siri, sistema de ajuda do iPhone que poderá organizar a agenda do usuário.

Os aparelhos terão duas câmeras traseiras de 12 megapixles e uma câmera frontal de 7,2 megapixles, anunciou a Apple.
Philip W. Schiller, vice-presidente sênior de marketing mundial da Apple, fala sobre o novo iPhone XS e XS Max. — Foto: Stephen Lam/Reuters 

Iphone XR
De custo mais baixo, o iPhone XR é feito de alumínio e terá opções nas cores branca, azul, preta, amarela e vermelha. O aparelho tem display de LCD, e não de OLED como o Xs e Xs Max, mas traz muitas das funcionalidades destes modelos.
Características dos novos iPhones anunciados pela Apple
iPhone XS iPhone XS Max iPhone XR
Versão do Sistema Operacional iOS 12 iOS 12 iOS 12
Tipo de tela Super AMOLED 120 Hz sem bordas Multi‑Touch Super AMOLED 120 Hz sem bordas Multi‑Touch IPS LCD Liquid Retina 120 Hz sem bordas Multi‑Touch
Tamanho de Tela 5,8 polegadas 6,5 polegadas 6,1 polegadas
Resolução de Tela 1125 x 2436 pixels 1242 x 2688 pixels 828 x 1792 pixels por polegada
Dimensões Altura 143,6 mm; largura 70,9 mm; espessura 7,7 mm Altura 157,5 mm; largura 77,4 mm; espessura 7,7 mm Altura 150,9 mm; largura 75,7 mm; espessura 8,3 mm
Peso 177 gramas 208 gramas 194 gramas
Processador Apple A12 Bionic Apple A12 Bionic Apple A12 Bionic
Memória RAM 3 GB 3 GB 3 GB
Armazenamento Interno 64 GB, 256 GB ou 512 GB 64 GB, 256 GB ou 512 GB 64 GB, 128 GB ou 256 GB
Cartão de Memória Não Não Não
Câmera frontal TrueDepth de 7 MP TrueDepth de 7 MP TrueDepth de 7 MP
Câmera Traseira Dupla de 12 MP (f/1.8, 1,4 mícron) + 12 MP (f/2.4, zoom óptico de até 2x) Dupla de 12 MP (f/1.8, 1,4 mícron) + 12 MP (f/2.4, zoom óptico de até 2x) 12 MP (f/1.8, 1,4 mícron)
Resistência à água Profundidade máxima de 2 metros por até 30 minutos Profundidade máxima de 2 metros por até 30 minutos Profundidade máxima de 1 metro por até 30 minutos
Preço (nos EUA) US$ 999 US$ 1.099 US$ 749

Baterias
A Apple promete ter melhorado o desempenho da bateria dos novos modelos – principal reclamação dos usuários de iPhone. Segundo a empresa, no modelo XS, a bateria tem até 30 minutos a mais de duração que o anterior iPhone X.

Já no modelo XS Max, o ganho é de 1,5 hora a mais que o modelo anterior. Para ambos, o tempo médio de recarga de 50 da bateria é de 30 minutos.

Vendas em queda
Embora as vendas do iPhone tenham caído entre abril e junho, a Apple vendeu 41,3 milhões de aparelhos. A estratégia de oferecer produtos de alta qualidade permitiu que a Apple aumentasse 20% de seu faturamento de smartphones, graças a seus altos preços.

Apesar dessa forte dependência financeira dos smartphones, os investidores ainda confiam na marca Apple, que ultrapassou o limiar simbólico de um trilhão de dólares de capitalização de mercado no início de agosto.

Novo Apple Watch
O chefe de operações da Apple, Jeff Williams, apresentou a nova geração do Apple Watch, o Series 3 e Series 4, que traz um recurso que permite detectar batidas irregulares no coração e fazer eletrocardiograma.

O produto terá um sensor de queda que faz uma chamada para a emergência se o usuário não responder à queda. A nova versão tem telas entre 32% e 35% maiores que a anterior e auto-falantes 50% mais potentes. “Não é só bonito, é altamente funcional”, afirmou Williams. 
Jeff Williams, diretor de operações da Apple, apresenta o novo Apple Watch Series 4. — Foto: Stephen Lam/Reuters 
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