Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Indústria: corrida para ser competitivo no futuro vai estar relacionada com a inovação, diz Banco Mundial (Foto: Nigel Roddis/Reuters)
O presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim, disse nesta sexta-feira (18) em Buenos Aires que a inteligência artificial acabará com mais da metade dos trabalhos existentes nos países emergentes, mas serão gerados novos empregos com outras capacidades.
"A inteligência artificial vai eliminar entre 50% e 65% de todos os trabalhos existentes nos países em vias de desenvolvimento, incluindo a Argentina", afirmou Jim Yong Kim, ao participar do debate "Investindo nos empregos do futuro" no ministério de Ciência e Tecnologia nos Buenos Aires.
No entanto, esclareceu que serão gerados novos empregos com diferentes capacidades, motivo pelo qual, no futuro, "a corrida para ser competitivo vai estar relacionada com a inovação", disse.
"Esta dinâmica vibrante vai gerar novos trabalhos porque nossa tarefa não é tentar preservar os empregos antigos, e sim criar novos que vão precisar de novas capacidades", argumentou Jim Yong Kim.
O número um do Banco Mundial está visitando a Argentina, onde na quinta-feira se reuniu com o presidente Mauricio Macri, que elogiou "pelas reformas que leva adiante". Segundo previsões, a terceira economia da América Latina crescerá 2,7% em 2017.
Entre objetos encontrados no Rooswijk estão também cofres, que terão conteúdo analisado por raios-x. Navio viajava com cerca de 300 pessoas a bordo e estava a caminho da atual Jacarta quando afundou na costa inglesa.
Foto não datada e divulgada na sexta (18) mostra mergulhador recolhendo pedaços de ossos nos destroços do navio Rooswijk, no leito da costa de Ramsgate, na Inglaterra (Foto: HO/Historic England/AFP)
Uma equipe de arqueólogos marinhos anunciou nesta sexta-feira (18) ter iniciado as escavações dos restos de um barco holandês que naufragou em frente à costa inglesa em 1740, onde foram encontrados sapatos de couro, moedas de prata e ossos da tripulação.
O "Rooswijk", um navio da Companhia Holandesa das Índias Orientais, ia rumo à atual Jacarta quando naufragou com cerca de 300 pessoas a bordo e um grande carregamento de lingotes e moedas de prata.
Após ser descoberto em 2005, a maioria do seu carregamento foi extraída. Mas agora estão sendo realizadas novas escavações, já que se teme que as areias movediças e as correntes acabem destruindo os restos da embarcação.
Junto aos restos de alguns dos marinheiros que morreram no acidente também foram encontrados, a 26 metros de profundidade, moedas, calçado de pele, uma lâmpada a óleo, garrafas de vidro, jarros e colheres de peltre e cabos de facas gravados.
Foto não datada e divulgada na sexta (18) mostra sola de um sapato de couro encontrada nos destroços do navio Rooswijk, no leito da costa de Ramsgate, na Inglaterra (Foto: HO/Historic England/AFP)
"É uma fotografia daquela época passada", disse Alison James, arqueóloga marinha da agência cultural histórica da Inglaterra.
Entre os objetos que os especialistas encontraram também há cofres de madeira, que serão analisados com raios-X para ver o que contêm.
"Está incrivelmente bem conservado", disse James à AFP. "São restos muito antigos e ainda há muito material no fundo do mar".
Os restos estão sob proteção do governo britânico, embora as pesquisas sejam dirigidas e financiadas pelo governo holandês, que é proprietário dos objetos encontrados.
Este projeto é o mais importante no que diz respeito aos barcos da Companhia Holandesa das Índias Orientais, que perdeu cerca de 250 navios, dos quais apenas um terço foram localizados.
11,5 milhões de empresas foram criadas no país nos últimos anos por pessoas que precisavam de trabalho, mostram dados do Sebrae; G1 fará série de reportagens sobre os negócios da crise.
Cael Horta abriu agência de marketing dentro de casa depois de procurar emprego por um ano e meio; hoje fatura de R$ 3 mil a R$ 4 mil por mês (Foto: Celso Tavares/G1)
Depois de fazer mais de 30 entrevistas e procurar emprego por um ano e meio, Cael Horta, formada em marketing, decidiu trabalhar por conta própria em 2016. Sem dinheiro e com um financiamento imobiliário para pagar, abriu uma agência de marketing digital em São Paulo. Hoje trabalha em casa, sozinha, e fatura entre R$ 3 mil e R$ 4 mil por mês.
"Eu tinha um bom currículo e não entendia por que não era contratada. Era só o meu marido para pagar todas as contas, eu tinha urgência em voltar a trabalhar", lembra Cael.
Assim como ela, muitos brasileiros que perderam o emprego na crise enxergaram no empreendedorismo a saída para voltar ao mercado de trabalho. Segundo o Sebrae, 11,1 milhões de empresas foram criadas por necessidade nos últimos 3,5 anos no Brasil.
O G1 vai contar algumas histórias de negócios que nasceram na crise nos próximos dias em uma série de reportagens.
Série do G1 conta histórias de empreendedorismo na crise
A crise econômica fez crescer o chamado empreendedorismo por necessidade, que estava em queda nos anos tempos de crescimento da economia. De 2014 para cá, quando o Brasil mergulhou em uma recessão, uma parcela maior de pessoas abriu uma empresa por falta de trabalho – e não porque encontraram uma boa oportunidade de negócio.
O percentual de novas empresas (com até 3,5 anos) criadas por necessidade saltou de 29% em 2014 para 43% em 2015, e se manteve praticamente estável em 2016. Os números são de um estudo do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e contemplam negócios registrados e empreendedores informais.
Tipo de empreendedorismo em empresas com menos de 3,5 anos
Em %
Fonte: Sebrae
De acordo com o estudo, havia cerca de 48,2 milhões de empreendedores no país em 2016, dos quais 26,2 milhões tinham começado a empreitada há menos de 3,5 anos – 11,1 milhões deles por necessidade.
"Tem muito plano que estava na gaveta e foi colocado em prática agora, muita gente fica esperando para se arriscar só na hora que realmente tiver que assumir risco", diz o presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos.
Negócios da crise: empreender vira saída para desemprego no país Onda de MEIs
A grande maioria das novas empresas é um microempreendedor individual (MEI), ou seja, uma pessoa que trabalha por conta própria e se formalizou como pequeno empresário.
A representatividade dos MEIs no mercado cresceu junto com o desemprego. Das 955,3 mil empresas abertas entre janeiro e maio deste ano, 79,2% eram MEIs, segundo dados da Serasa. Em 2013, essa parcela ficava em 42%.
"São pessoas que infelizmente perderam seus empregos e tiveram que se virar", avalia Luiz Rabi, economista da Serasa.
Parcela de MEIs entre os CNPJs criados
Em %
Fonte: Serasa
No fim do primeiro trimestre deste ano, mais de 14 milhões de pessoas estavam fora do mercadode trabalho no país, conforme dados IBGE. Em junho, o número caiu para 13,5 milhões, mas com aumento da informalidade. Em dezembro do ano passado, existiam 12,3 milhões de brasileiros desempregados e, três anos antes, o número não chegava à metade disso.
"Essa tendência [de abertura de microempreendedores individuais] só vai ser revertida quando o mercado formal voltar a dar sinal de vida", diz Rabi, da Serasa.
Número de desempregados
Em milhões
Fonte: IBGE
Ao se formalizar como MEI, o profissional autônomo continua a contribuir com o INSS e tem acesso a linhas de crédito para empresas, que em geral têm taxas de juros mais baixas do que as cobradas no crédito pessoal.
A nova empresária Cael Horta foi uma das que optaram por se tornar microempreendedora individual desde que criou sua agência. "Foi ótimo ter me formalizado, porque como MEI tenho direito a um salário maternidade por 120 dias", diz ela, que em junho deu à luz seu primeiro filho, aos 26 anos.
A empreendedora Cael Horta, de 26 anos, e seu bebê (Foto: Celso Tavares/G1) Baixo investimento
De acordo com a Serasa, a maioria dos MEIs fornece serviços que precisam de baixo investimento inicial e dependem apenas da mão de obra do empreendedor.
"São serviços de baixíssima tecnologia, que não precisam de máquinas caras, não demandam ponto comercial. O empreendedor consegue montar o negócio com pouco dinheiro, ele pega a indenização [recebida na demissão] e investe", explica Rabi.
Cael, por exemplo, cria sites, faz gestão de redes sociais e desenvolve campanhas e materiais de divulgação para outras pequenas empresas.
"Investi algumas madrugadas, mas zero valores. Criei um e-mail gratuito, já tinha computador e internet e trabalho na minha casa."
"Neto de aluguel"
O trabalho do neto de aluguel na casa da dona Dora (Foto: Reprodução/TV Gazeta)
O engenheiro civil Aloísio Melo, de Vitória, no Espírito Santo, também teve que inventar uma nova forma de ganhar de dinheiro ao ser dispensado da empresa em que trabalhava há 12 anos em maio.
Para não ficar parado, ele começou a trabalhar de motorista do Uber na semana seguinte à demissão. Mas achou o trabalho inseguro e passou então a fazer serviços de transporte particular, para conhecidos, alguns deles idosos. Foi aí que nasceu a ideia do negócio: ser "neto de aluguel".
Além de levar os clientes aonde eles precisam, Melo os ensina a usar o celular, o computador e as redes sociais, por exemplo. O negócio é informal e toda a divulgação é feita pelas redes sociais.
"A necessidade faz a gente se mexer. É melhor pingar do que secar [a renda]".
Melo diz que gosta do trabalho como "neto de aluguel", mas admite que a nova empreitada é temporária. Seu plano é voltar para a engenharia e prestar esse serviço só nas horas livres, para ter uma renda extra.
"Estou mandando currículos para empresas que têm vaga com o meu perfil, mas são poucas, muito poucas", conta. Com 46 anos, já tem pós graduação em gestão empresarial e engenharia de segurança no trabalho.
O engenheiro diz que ainda não conseguiu calcular quanto já ganhou como neto de aluguel, mas que a quantia está bem abaixo de seu último salário. "Acho que nunca vou chegar ao quanto eu ganhava antes", afirma.
Luta para sobreviver
Se os novos empreendedores se livraram do fantasma do desemprego, eles agora têm outro problema: fazer seu negócio vingar. Segundo o Sebrae, 23% das empresas no Brasil fecham as portas nos dois primeiros anos.
Com mais pessoas desempregadas e sem dinheiro para gastar no país, o movimento do comércio diminuiu. Muitas empresas não conseguiram sobreviver a essa realidade.
O presidente do Sebrae reconhece que o momento é difícil para as empresas."Estamos em uma crise muito séria, não adianta falar que tudo está a mil maravilhas." Sebrae