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terça-feira, 23 de junho de 2026

Piloto dos EUA abatido no Irã diz ter visto drones com capacidade inédita

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Conteúdo exclusivo: Militar descreveu visão chocante de dispositivos se movendo como "água-viva", gerando debate na inteligência americana
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Zachary Cohen e Katie Bo Lillis, da CNN
23/06/26 às 12:46 | Atualizado 23/06/26 às 13:47
Postado em 23 de Junho de 2.026 às 13h45m
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Um piloto de caça americano resgatado por forças especiais após ser abatido sobre o Irã em abril descreveu uma visão chocante antes de ejetar de sua aeronave: vários drones iranianos pairando no ar, movendo-se como um só, em uma formação que lembrava uma água-viva, segundo quatro fontes familiarizadas com o assunto.

O relato, que não havia sido divulgado anteriormente, foi compartilhado pelo piloto do F-15 com oficiais de inteligência durante um interrogatório após o incidente. O que ele contou desencadeou uma onda de debates acalorados na comunidade de inteligência dos EUA, que ainda não foi resolvida.

Se o aviador realmente viu o que descreveu — uma formação movendo-se em uníssono —, isso representaria um avanço alarmante nas capacidades de drones do Irã.

“Vários drones interconectados e movendo-se como uma unidade só, com drones menores abaixo dos maiores, como se fossem pernas”, disse à CNN uma das fontes a par do relato do piloto. “Coisa de outro mundo mesmo.”

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Embora a causa exata da queda do F-15 ainda esteja sendo investigada, os relatos iniciais indicaram que era possível que a formação de drones tivesse, de alguma forma, permitido ao Irã abater o jato americano, explicaram duas das fontes.

O F-15 transportava uma tripulação de dois homens — um piloto e um oficial de sistemas de armas. As forças americanas iniciaram imediatamente as operações de busca e resgate, conforme noticiado anteriormente pela CNN.

A derrubada do caça marcou a primeira vez que uma aeronave americana foi abatida sobre o Irã durante o conflito.

O piloto foi resgatado horas depois de se ejetar da aeronave, enquanto o oficial de sistemas de armas conseguiu escapar da captura iraniana nas montanhas por mais de um dia, antes de também ser resgatado. Não está claro se o oficial de sistemas de armas também viu a formação de drones.

Uma segunda aeronave, um A-10, foi abatida durante a operação de resgate, mas o piloto conseguiu ejetar em segurança, fora do espaço aéreo iraniano.

Piloto interrogado

Os oficiais de inteligência dos EUA discordaram sobre como interpretar o que o piloto do F-15 descreveu e se o piloto poderia relatar o ocorrido com clareza.

Ele sofreu uma concussão na queda. Foi a segunda vez que o piloto foi abatido durante a guerra com o Irã: ele também estava entre os militares abatidos em um incidente de fogo amigo pelas forças do Kuwait no início do conflito, segundo duas das fontes.

Ele teria então testemunhado uma capacidade avançada da qual a inteligência americana não tinha conhecimento? Um teste beta? Uma miragem no deserto?

Os oficiais de inteligência que conduziam o interrogatório disseram algo como: "Tem certeza de que viu o que está dizendo que viu?", afirmou outra fonte.

A Força Aérea dos EUA direcionou as perguntas ao Comando Central dos EUA, que não respondeu diretamente às questões da CNN. O Gabinete do Diretor de Inteligência Nacional não respondeu ao pedido de comentário.

As perguntas sobre o programa de drones do Irã surgem em um momento em que os EUA e Teerã negociam um acordo que encerraria a guerra com o Irã, após o início de um período de 60 dias para conversas, como parte de um cessar-fogo na semana passada.

Espera-se que essas conversas se concentrem no programa nuclear iraniano, embora uma ampla gama de questões tenha sido levantada por ambas as partes.

Embora a capacidade específica de drones descrita pelo piloto não fosse algo que as agências de inteligência americanas tivessem avaliado anteriormente como sendo de posse do Irã, há um histórico de relatos indicando que Teerã vinha recebendo assistência da China e da Rússia no desenvolvimento de sua tecnologia de drones, segundo fontes familiarizadas com o assunto.

Ainda conforme as fontes, o termo técnico para a capacidade descrita pelo projeto piloto é "rede mesh de um para muitos".

Em geral, as redes em malha permitem que um operador comande vários drones ao mesmo tempo.

Tecnologia dos drones

Acredita-se que outros países — Rússia e China — também possuam essa capacidade. Qualquer desenvolvimento no já sofisticado programa de guerra com drones do Irã seria motivo de preocupação para as forças americanas e seus aliados na região.

Teoricamente, as redes em malha também poderiam ser usadas para fornecer conectividade à internet em áreas remotas sem infraestrutura existente, observou um funcionário americano — em teoria, uma função benéfica.

Durante o conflito que durou semanas contra as forças americanas e israelenses, bem como contra os países vizinhos do Golfo, o Irã empregou agressivamente seus drones de ataque como uma arma assimétrica.

"Vamos gastar uma fortuna, muito sangue e recursos, para nos proteger de algo que consegue se coordenar dessa forma", disse Emma Bates, especialista em guerra com drones e modernização da defesa, fundadora da empresa Cachai, à CNN, referindo-se à ameaça representada pelas capacidades de interconexão de redes dos drones.

“Se conseguir se coordenar em uma forma reconhecível e manter essa forma, se tiver explosivos a bordo e se mantiver recursos em reserva para atacar o que o primeiro disparo não destruiu, essa é uma abordagem muito eficaz”, disse Bates.

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inglês 

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Esquerda x direita: veja como está o mapa da América do Sul após a eleição presidencial na Colômbia

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Vitória de Abelardo de la Espriella no domingo (21) mudou cenário político na Colômbia e deu à direita o 7º governo dos 12 países sul-americanos. Especialistas explicam cenário de instabilidade e polarização na região.
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Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

Postado em 22 de Junho de 2.026 às 05h00m
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Abelardo de la Espriella vence as eleições presidenciais na Colômbia, aponta apuração preliminar

A vitória de Abelardo de la Espriella na eleição presidencial da Colômbia deu à direita a superioridade sobre a esquerda nos governos dos países da América do Sul.

▶️ Contexto: Abelardo de la Espriella, candidato considerado de extrema direita, foi declarado vencedor da eleição para presidente da Colômbia neste domingo (21), segundo apuração preliminar. Em uma votação apertada, o direitista foi eleito com 49,66% dos votos, contra 48,7% do esquerdista Iván Cepeda —uma margem de apenas 250 mil votos. O resultado final será divulgado nos próximos dias após apuração de todos os votos, em processo chamado "escrutínio".

Com a vitória de Espriella, a direita ultrapassou a esquerda nos governos da América do Sul, controlando sete dos 12 países sul-americanos.

A vitória marcou não apenas uma virada ideológica na Colômbia —já que o candidato do presidente esquerdista Gustavo Petro foi derrotado—, mas também uma consolidação do avanço da direita no continente, que saiu vitoriosa nas últimas três eleições presidenciais:

Veja no mapa abaixo como está a atual disposição entre direita e esquerda na América Latina.

Mapa mostra disposição entre países governados pela esquerda e pela direita na América Latina após eleição na Colômbia em junho de 2026. — Foto: Bruna Azevedo/Arte g1
Mapa mostra disposição entre países governados pela esquerda e pela direita na América Latina após eleição na Colômbia em junho de 2026. — Foto: Bruna Azevedo/Arte g1

O Peru aparece em cinza no mapa acima porque sua eleição se encontra no final da apuração, que já dura duas semanas. Apesar disso, ele é considerado o 7º país governado pela direita porque o governo que está deixando o poder é de Dina Baluarte, de direita, e a candidata direitista Keiko Fujimori está com 50,111% dos votos, 41 mil à frente do esquerdista Roberto Sánchez, com mais de 99,6% das urnas apuradas. Ou seja, a tendência política vai se manter.

Historicamente, as forças políticas da região alternam períodos de domínio. Apesar de a esquerda ter prevalecido no continente no início do século 21, com a chamada "onda rosa", a direita recuperou espaço nos últimos anos.

Nos últimos meses, a direita contou com a ajuda do Chile e da Bolívia para chegar a esse cenário a um equilíbrio de poderes. Após quase duas décadas no poder, a esquerda ficou de fora do segundo turno das eleições bolivianas. A vitória foi de Rodrigo Paz, em 19 de outubro.

Em entrevistas realizadas na época da eleição de Rodrigo Paz na Bolívia, o g1 ouviu especialistas para explicarem o cenário de instabilidade e polarização na região. Confira:

🔍 Maurício Santoro, doutor em Ciência Política pelo Iuperj e colaborador do Centro de Estudos Político-Estratégicos da Marinha do Brasil, explica que o continente viveu uma guinada conservadora após 2010, com o esgotamento do ciclo econômico iniciado com o “boom” global das commodities.

“O que a gente tem agora é um continente que está bem dividido ideologicamente. O que chama atenção é termos um cenário internacional marcado por dificuldade de diálogo e cooperação de governos latino-americanos de diferentes orientações ideológicas.”

🔍 Já Regiane Nitsch Bressan, professora de Relações Internacionais da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), explica que a América Latina vive momentos pendulares na política. Segundo ela, a alternância ideológica é algo natural nas democracias, mas se torna delicada quando ocorre em contextos de fragilidade institucional.

"Existe um problema estrutural na América Latina por conta da nossa história, da nossa economia e do fato de vivermos com desigualdade e pobreza. Isso leva à descrença nas instituições democráticas. Essa alternância tão pendular, ela facilmente se move para governos autoritários."

Abelardo De La Espriella — Foto: Charlie Cordero/Reuters
Abelardo De La Espriella — Foto: Charlie Cordero/Reuters

Na história recente da América do Sul, forças de esquerda e direita têm se alternado no poder. Muitos países viveram ditaduras na segunda metade do século 20, como o Brasil. Na década de 1990, o cenário se inclinava para governos de perfil conservador, com agendas neoliberais.

🔴 Segundo o professor Maurício Santoro, o revezamento entre correntes ideológicas era raro nessa época, já que partidos mais progressistas tinham dificuldades para vencer eleições. O quadro começou a mudar no início dos anos 2000, com a chamada “onda rosa”.

  • O termo se popularizou após ser usado pelo jornalista Larry Rohter, do jornal americano The New York Times, depois da vitória de Tabaré Vázquez nas eleições de 2004 no Uruguai.
  • Naquele momento, havia um sentimento de mudança no continente, impulsionado pelo desejo de reduzir a pobreza e a desigualdade.
  • Os novos governos de esquerda chegaram ao poder durante a alta global das commodities, estimulada principalmente pela demanda da China.
  • Com o aumento das receitas, algumas gestões conseguiram investir em programas sociais e políticas de redistribuição de renda.

"Os produtos de exportação da América Latina, agrícolas ou minerais, estavam muito valorizados no mercado internacional. Isso deu muito dinheiro na mão dos governos, e alguns presidentes conseguiram usar esse dinheiro de uma maneira muito boa", afirma Santoro.

➡️ A professora Regiane Nitsch Bressan explica que, após a crise econômica mundial de 2008, as commodities começaram a perder valor, o que dificultou a permanência dos governos progressistas. Na década seguinte, o campo conservador voltou a ganhar espaço — movimento que também ocorreu em outras partes do mundo.

"A gente não pode deixar de observar que há uma grande força da direita, e isso não acontece só na nossa região. Esse movimento começa, eu diria, no Reino Unido, com o Brexit, que foi uma grande prova de que a esquerda estava perdendo espaço", diz.

"Depois, esse avanço se espalha para a Europa, chega aos Estados Unidos e, em seguida, à América Latina, onde ainda encontra muito espaço."

  • Em 2015, a América do Sul tinha oito governos alinhados à esquerda e quatro à direita.
  • Três anos depois, o cenário se inverteu, com avanço dos conservadores.
  • Essa tendência recuou a partir de 2020, após a pandemia.
  • A partir de 2026, seis países são governados por líderes de esquerda e seis pela direita.
Democracia e instabilidade
Manifestantes ateiam fogo em Tribunal Eleitoral de Sucre, na Bolívia, após denúncia de fraude na eleição presidencial de 2019 — Foto: Jose Luis Rodriguez/AFP
Manifestantes ateiam fogo em Tribunal Eleitoral de Sucre, na Bolívia, após denúncia de fraude na eleição presidencial de 2019 — Foto: Jose Luis Rodriguez/AFP

Mesmo com o avanço nas últimas décadas, a América do Sul ainda enfrenta desafios para consolidar as instituições democráticas. O índice de democracia do instituto sueco V-Dem mostra que a região passou por altos e baixos nos últimos 100 anos. Veja no gráfico mais abaixo.

😡 A professora Regiane Nitsch Bressan destaca que a instabilidade democrática na região tem raízes estruturais. Segundo ela, os problemas de desigualdade e pobreza são ameaças constantes por alimentarem a descrença nas instituições.

"O povo latino-americano, por estar cansado das instituições democráticas, é muito seduzido por governos populistas ou neopopulistas. Ou seja, aqueles governos que apresentam frases de efeito e dizem que vão resolver o problema a curto prazo", afirma. O fenômeno do avanço da extrema direita se repete em outras partes do mundo.

  • Discursos nesse sentido aparecem em líderes tanto de direita quanto de esquerda.
  • Como exemplo, a professora cita Hugo Chávez, ex-presidente da Venezuela, e Javier Milei, atual mandatário da Argentina.
  • Ainda segundo ela, pesquisas recentes mostram que parte da população latino-americana prefere governos que ofereçam soluções econômicas rápidas, mesmo que sejam autoritários.
  • Bressan avalia que o problema não está na ideologia política, mas no risco de surgimento de regimes autoritários.

“Eu elejo um político de esquerda com esse discurso e ele não resolve o meu problema. Então vou lá e troco por um de direita. Essa alternância tão pendular facilmente se move para governos autoritários.”

🤜 Também se somam a esse cenário outros desafios, como o confronto crônico entre Executivo e Legislativo — comum em regimes presidencialistas — e o uso político da Justiça em disputas de poder, o que enfraquece o Estado de Direito e esvazia as instituições.

“O processo de redemocratização na América Latina ainda é muito jovem, e nós ainda não demos conta de fortalecer e consolidar as nossas instituições democráticas”, afirma.

O cientista político Maurício Santoro complementa dizendo que, atualmente, um dos principais fatores de preocupação é a polarização. Segundo ele, lideranças de diferentes espectros ideológicos têm se tornado mais extremas em suas propostas e perdido a capacidade de diálogo. O Uruguai é exceção —onde direita e esquerda se revezam no poder sem presença de extremos.

“A polarização regional está inviabilizando iniciativas de integração e respostas unificadas a desafios políticos e de segurança, como o avanço do crime organizado e até mesmo a longa crise venezuelana.”

🌎 Santoro avalia ainda que a instabilidade política dos últimos anos na América do Sul faz parte de uma crise global mais ampla, que também afeta países da Europa, além dos Estados Unidos.

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domingo, 21 de junho de 2026

Governo investiga se sites pornôs impedem acesso de menores de idade

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Enner Valencia é o jogador mais ineficiente da Copa do Mundo 2026; veja o ranking

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Atacante do Equador perde caminhão de gols contra Curaçao e assume a ponta da lista
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Por Bruno Imaizumi e Roberto Maleson — Rio de Janeiro

Postado em 21 de Junho de 2.026 às 12h30m
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Enner Valencia perde gol na cara e Equador vai pro intervalo empatando com Curaçao
Enner Valencia perde gol na cara e Equador vai pro intervalo empatando com Curaçao

Enner Valencia assumiu a liderança do ranking de ineficiência da Copa do Mundo de 2026. No surpreendente empate em 0 a 0 com Curaçao, o centroavante do Equador finalizou seis vezes, mas não conseguiu superar o goleiro Room. A falta de pontaria nas conclusões fez ele se tornar o jogador com maior ineficiência nas finalizações de todo o Mundial.

O Gato Mestre* analisou todas as 843 finalizações da competição e elaborou a lista dos jogadores menos eficientes da disputa. Para determinar o "nível de ameaça" das jogadas concluídas por Enner Valencia, por exemplo, comparamos as características de suas finalizações com as de 843 feitas no torneio, uma métrica conhecida como "expectativa de gol" ou simplesmente "xG".

Um exemplo prático: o ex-atacante do Internacional fez cinco finalizações cara a cara com o goleiro adversário, lances em que a chance de fazer um gol é muito alta, mas nenhuma virou gol. É disso que se trata. Comparadas com todas as outras finalizações, é possível calcular qual o potencial de cada finalização virar gol. E nesse quesito, o equatoriano foi o mais ineficiente da competição.

Enner Valencia desperdiça chance cara a cara com o goleiro Room, de Curaçao — Foto: Scott Winters/Icon Sportswire via Getty Images
Enner Valencia desperdiça chance cara a cara com o goleiro Room, de Curaçao — Foto: Scott Winters/Icon Sportswire via Getty Images

No empate em 0 a 0 contra Curaçao, o goleiro Room foi o grande responsável por evitar que o Equador não saísse com a vitória. Ele fez 15 defesas na partida e bateu o recorde de defesas em um único jogo durante os 90 minutos na história da Copa do Mundo. Room ficou a uma defesa de superar o recorde histórico geral do americano Howard diante da Bélgica na Copa de 2014. A partida foi para a prorrogação e ele fez 16 defesas nos 120 minutos.

A expectativa de gols do Equador contra Curaçao indica que a seleção sul-americana deveria ter feito pelo menos dois gols, mas não conseguiu balançar a rede nenhuma vez.

Veja com mais detalhes na imagem abaixo:


xG do jogo do Equador indica que deveria ter feito pelo menos 2 gols — Foto: Gato Mestre/Bruno Imaizumi

Potencializado pela partida de ontem, o camisa 13 do Equador foi quem mais desperdiçou chances claras neste Mundial. Enner Valencia deveria já ter marcado pelo menos um gol, segundo a expectativa de gols em seus arremates.

Logo na primeira tentativa, na estreia contra Costa do Marfim, o centroavante do Pachuca finalizou dentro da área cara a cara com o goleiro Yahia Fofana e acertou a trave. Todas as demais finalizações do jogador foram de dentro da área.

Confira o ranking dos 10 jogadores mais ineficientes desta Copa do Mundo, segundo a expectativa de gols em suas finalizações:

Jogadores mais ineficientes da Copa do Mundo 2026

Jogador Finalizações xG Gol Eficiência (gols - xG)
Enner Valencia | Equador 7 1,454 0 -1,454
Tillman | Estados Unidos 5 1,019 0 -1,019
Buchanan | Canadá 4 0,879 0 -0,879
Ferran Torres | Espanha 4 0,853 0 -0,853
Éderson | Brasil 1 0,780 0 -0,780
Gül |Turquia 2 0,647 0 -0,647
Malen | Holanda 3 0,591 0 -0,591
Oluwaseyi | Canadá 3 0,591 0 -0,591
Son Heung-Min | Coreia do Sul 6 0,546 0 -0,546
Circati | Austrália 1 0,543 0 -0,543

O segundo jogador mais ineficiente da Copa do Mundo é o americano Tillman. O volante dos Estados Unidos finalizou cinco vezes até aqui no torneio. Uma de dentro da pequena área, com defesa difícil do goleiro paraguaio Gill e outra finalização cara a cara com o goleiro.

A expectativa era que ele fizesse ao menos um gol na competição até aqui, mas ele ainda não balançou as redes.

Aos 42 min do 1º tempo - chute de dentro da área defendido de Malik Tillman do Estados Unidos contra o Paraguai
Aos 42 min do 1º tempo - chute de dentro da área defendido de Malik Tillman do Estados Unidos contra o Paraguai

*Gato Mestre é formado pelos jornalistas Arthur Sandes, Davi Barros, Felipe Tavares, Guilherme Maniaudet, Gustavo Figueiredo, Leandro Silva, Lorrayne Vieira (estagiária), Roberto Maleson, Rodrigo Breves e Valmir Storti, pelos cientistas de dados Bruno Benício e Vitor Patalano e pelo programador Gusthavo Macedo.

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