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quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

O que Stephen Hawking e outros previram em 1995 para 2025 em programa da BBC

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De gel de lixo espacial a cirurgia de holograma, a equipe do programa 'Tomorrow's World' teve muitas previsões intrigantes. Quais se tornaram realidade?
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TOPO
Por BBC

Postado em 01 de Janeiro de 2025 às 09h20m

#.* Post. - Nº.\  11.452*.#

Este casal fictício de 2025 com o óculos de realidade virtual apareceu na série Tomorrow's World em 1995. — Foto: BBC
Este casal fictício de 2025 com o óculos de realidade virtual apareceu na série Tomorrow's World em 1995. — Foto: BBC

Em 1995, um programa da BBC sobre os avanços da ciência e da tecnologia chamado Tomorrow's World decidiu prever como seria o mundo 30 anos depois, em 2025.

Um dos convidados desse especial foi um dos cientistas mais famosos da época: Stephen Hawking (1942-2018), que afirmou que, "para 2025, podemos esperar grandes mudanças."

A equipe do programa concordou e sugeriu uma série de inovações revolucionárias, desde a cirurgia por holograma até um gel para lidar com lixo espacial.

Com o auxílio de alguns especialistas – e da experiência das três últimas décadas – vamos observar até que ponto o Tomorrow's World acertou nas suas previsões de como seria o mundo de hoje.

As 'revoltas do ciberespaço'

O programa previu tumultos depois que os mercados financeiros "sucumbissem ao terrorismo viral". — Foto: BBC
O programa previu tumultos depois que os mercados financeiros "sucumbissem ao terrorismo viral". — Foto: BBC

Em 1995, a World Wide Web, a rede que permitiu o amplo acesso à informação através da internet, que até então era praticamente reservada a algumas universidades, estava apenas decolando. E o programa da BBC acreditava que ela traria problemas no futuro.

Tomorrow's World previu que "barões empresariais" e os bancos assumiriam o controle da internet até o ano 2000. Eles estabeleceriam uma "supernet" com acesso restringido pelos controladores. E esta situação, por sua vez, geraria invasões, vírus e até revoltas na rede.

Fato: a internet permaneceu, em grande parte, aberta e as revoltas não ocorreram. Mas poucos duvidam que ações de hackers causaram sérios danos para muitas pessoas.

Algo que o programa não previu foi o papel dos hackers estatais, como os norte-coreanos, como destacaram os especialistas no podcast The Lazarus Heist, do Serviço Mundial da BBC.

A cibersegurança hoje é imensamente importante, tanto para governos quanto para empresas. E as suspeitas de pessoas em relação a bancos permitiram o surgimento das criptomoedas - como o bitcoin.

Mineração de asteroides e gel de lixo espacial

O programa de 1995 especulou que a mineração espacial se tornaria uma indústria lucrativa. Empresas privadas escavariam asteroides nas proximidades da Terra, em busca de metais preciosos.

Tomorrow's World também sugeriu que o lixo espacial se tornaria um problema tão grande que ameaçaria a segurança de astronautas. A resposta seria a invenção de um gel de espuma que seria usado para rodear fragmentos e reduzir sua velocidade.

Fato: bem, o supergel de espuma não existe e o lixo espacial é um problema sério. E também não temos a indústria da mineração espacial, mas esta situação pode mudar em breve.

O futurista Tom Cheesewright é otimista sobre a mineração fora do nosso planeta. Segundo ele, "as riquezas em potencial são incomensuráveis e a tecnologia está totalmente ao nosso alcance".

Os supercirurgiões e seus robôs

Tomorrow's World pensou que os pacientes seriam operados por robôs operados remotamente por um cirurgião de um local distante. — Foto: BBC
Tomorrow's World pensou que os pacientes seriam operados por robôs operados remotamente por um cirurgião de um local distante. — Foto: BBC

Tomorrow's World previu também que, em 2004, o Reino Unido aprovaria uma lei determinando que todos os hospitais do país publicassem um quadro de classificação, com os índices de sucesso de todos os cirurgiões.

Os cirurgiões no topo da lista ficariam populares, ganhariam bem e os avanços da tecnologia permitiriam que eles operassem à distância.

Como assim? Eles usariam "luvas espaciais" para realizar cirurgias em hologramas dos pacientes. Enquanto que, no lado do paciente, um robô imitaria perfeitamente os movimentos do médico.

Fato: não foi exatamente o que aconteceu, mas os robôs estão auxiliando em cirurgias.

Alto-falante inteligente com cabeça flutuante

Alexa? Siri? Google? Não exatamente. — Foto: BBC
Alexa? Siri? Google? Não exatamente. — Foto: BBC

O programa apresentou um homem do futuro (usando atraentes óculos de realidade virtual), sua esposa e uma menina, vivendo no que parece ser a cidade de Londres dos dias atuais.

Em um trecho, a cabeça flutuante de uma mulher sai de um "alto-falante inteligente" para lembrá-lo que há um ano ele esteve de férias na "Indo Disney" (um parque temático na Índia, como o nome sugere), e incentivando-o a repetir a viagem, usando um "transporte para Bangalore", que levaria apenas 40 minutos.

Fato: viagens ultrarrápidas parecem hoje tão distantes quanto naquela época. Mas hologramas, alto-falantes inteligentes e óculos de realidade virtual estão cada vez mais presentes no nosso dia a dia.

Serviços bancários com um microchip no braço

O que você acha de sacar dinheiro usando um chip implantado em seu braço? — Foto: BBC
O que você acha de sacar dinheiro usando um chip implantado em seu braço? — Foto: BBC

Boa parte do programa de 30 anos atrás foi dedicada a oferecer visões do futuro dos serviços bancários.

Tomorrow's World apresentou uma mulher indo a um banco e se queixando de que não havia seres humanos na agência. Ela aparece retirando 100 "marcos de euro" (a moeda euro não havia entrado em circulação ainda, só em 2002) e o banco fornece o dinheiro depois de ler um chip no seu braço.

Fato: os serviços bancários, de fato, ficaram cada vez mais automatizados. O pagamento por microchips embutidos no corpo humano é uma realidade, e existem outras tecnologias bastante comuns usadas por bancos, como a leitura de impressão digital ou facial.

Recordações dos apresentadores

Monty Don é um rosto conhecido de muitos que gostam de programas de jardinagem. — Foto: BBC
Monty Don é um rosto conhecido de muitos que gostam de programas de jardinagem. — Foto: BBC

Monty Don (do programa de TV Gardeners' World, da BBC) foi um dos apresentadores daquela edição de Tomorrow's World, 30 anos atrás.

Seu segmento previu uma grande restauração dos bosques britânicos, graças à engenharia genética e às instalações agrícolas de vários andares, que permitiram o retorno de animais à natureza, incluindo o urso-pardo.

Refletindo agora sobre o programa, ele contou à BBC News que sua participação no programa foi "utópica" e "ingênua".

Olhando para os próximos 30 anos, ele se alegra ao observar que a geração atual de jovens está "muito mais preocupada com as mudanças climáticas". Ele acha que as pessoas irão cultivar mais seus próprios alimentos em 2055.

"Tomorrow's World, por definição, se dedicava à forma em que a humanidade poderia mudar e melhorar o mundo", explica ele.

"Mas o que realmente aprendemos desde então é que a humanidade tem o hábito de piorar as coisas, particularmente do ponto de vista ambiental. E precisamos trabalhar com a natureza, em vez de tentar modificá-la e controlá-la."

Vivienne Parry foi outra apresentadora do programa de previsões em 1995. Ela liderou um segmento sobre medicina.

Desde 2013, ela participa do Genomics England, uma parceira do sistema público de saúde (o NHS) com o governo, onde trabalha em uma pesquisa para ajudar a diagnosticar e tratar de condições genéticas. Parry destaca que algumas das previsões sobre sequenciamento genético do programa de 1995 se tornaram realidade.

Mas como poderá ser o mundo em 2055?

A futurista Tracey Follows acredita que o programa de 1995 acertou em muitas ideias importantes, mas omitiu os maiores temas dos últimos 30 anos: o crescimento das grandes empresas de tecnologia e das redes sociais.

Em 2055, ela acha que muitas pessoas estarão "cognitivamente conectadas" – uma colmeia de mentes humanas e tecnologia ligada por servidores, que irá ajudar no compartilhamento de ideias.

"A tempestade cerebral será literal e você poderá compartilhar ideias pensando nelas", prevê Follows.

Tom Cheesewright acredita que duas das perspectivas mais fascinantes dos próximos 30 anos serão a ciência dos materiais e a bioengenharia.

No setor de materiais, a criação de aparelhos ainda mais fortes, finos e leves poderá mudar o mundo. E a bioengenharia, quando aliada a regulamentações rigorosas, tem o poder de transformar a medicina e enfrentar "alguns dos maiores desafios da humanidade, como a descarbonização, a água limpa e os alimentos".

E você, como acha que será o mundo daqui a 30 anos?

Independente da sua resposta, é interessante ouvir o que disse Stephen Hawking ao programa Tomorrow's World, três décadas atrás:

"Algumas dessas mudanças são muito animadoras e outras são alarmantes. A única coisa sobre a qual podemos ter certeza é que será muito diferente – e, provavelmente, não será o que esperamos."

* Com colaboração da equipe da BBC Archive.

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2024

A evolução dos celulares: conheça a história do aparelho que mudou o mundo

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Esse é o tema da série "Como Funciona", da rede britânica BBC.
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Por Fantástico

Postado em 30 de dezembro de 2024 às 07h45m

#.* Post. - Nº.\  11.451*.#

Série 'Como Funciona' remonta história do celular

Os celulares viraram parte das nossas vidas. Mas já parou para pensar na história desse aparelho que mundo o mundo? Esse é o tema da série "Como Funciona", da rede britânica BBC. Veja no vídeo acima.

O começo: do rádio aos carros

Na mesma década e no mesmo país da engenhoca de pulso do detetive Dick Tracy, os telefones começaram a entrar nos carros. Tecnologia para poucos. Três usuários podiam se conectar ao mesmo tempo.

Em 1947, um cientista percebeu que uma rede de estações de transmissão menores, operando em áreas reduzidas, funcionaria melhor do que uma grande antena tentando cobrir uma área cada vez maior, com cada vez mais usuários.

As antenas menores, porém mais espalhadas, eram uma sacada engenhosa, mas difícil de pôr em prática. Foram precisos 30 anos para ser implementada - na década de 1970.

Telefones instalados em automóveis — Foto: Reprodução/TV Globo
Telefones instalados em automóveis — Foto: Reprodução/TV Globo

A primeira chamada móvel

Em abril de 1973, Marty Cooper, cientista da Motorola, fez a primeira chamada de um telefone de pulso.

"O Dick Tracy tinha um telefone de pulso. Então a gente foi exatamente por aí, a ideia de que um telefone na mão é uma extensão da pessoa", conta Marty Cooper, inventor do celular.

Apenas dez anos mais tarde a empresa lançaria um celular.

Em 1973, Marty Cooper, cientista da Motorola, fez a primeira chamada de um telefone de pulso — Foto: Reprodução/TV Globo
Em 1973, Marty Cooper, cientista da Motorola, fez a primeira chamada de um telefone de pulso — Foto: Reprodução/TV Globo

A evolução até o iPhone

Em 2010, o iPhone 4 da Apple foi lançado. A mão abafava a antena do aparelho e o celular perdia o sinal. A solução? Uma simples capinha, que impedia o contato direto da mão com a estrutura do aparelho.

"Parece só uma capa. Na verdade, isso cria uma proteção. A sua mão não encosta no telefone, o que é suficiente para fazer uma chamada", conta Hannah Fry, criadora da série.

Em 2010, o iPhone 4 da Apple foi lançado. — Foto: Reprodução/TV Globo
Em 2010, o iPhone 4 da Apple foi lançado. — Foto: Reprodução/TV Globo

Ainda em 2010 um fato curioso: na Coreia do Sul, o inverno rigoroso impôs um desafio: com o frio e a neve, era impossível digitar no celular usando luvas. A solução? Usar uma salsicha no lugar do dedo. Isso acontece porque, assim como o corpo humano, esse alimento contêm água e sais minerais, que conduz eletricidade, ao contrário de materiais como madeira.

Salsicha usada para mexer no celular — Foto: Reprodução/TV Globo
Salsicha usada para mexer no celular — Foto: Reprodução/TV Globo

Do touchscreen à câmera digital

A revolução na tela dos celulares aconteceu em 2007, no ano do lançamento do primeiro iPhone. Mas a tecnologia touchscreen começou a ser criada muito antes, na década de 1960, para facilitar o controle de tráfego aéreo. Na época, o código de cada voo era digitado num computador.

A tecnologia touchscreen começou a ser criada na década de 1960 — Foto: Reprodução/TV Globo
A tecnologia touchscreen começou a ser criada na década de 1960 — Foto: Reprodução/TV Globo

Outra estrela dos smartphones é o sensor da câmera digital. Sua história remonta aos anos 1970, quando a Kodak criou o primeiro modelo, que tinha o tamanho de uma torradeira. O engenheiro Steve Sasson foi o encarregado da tarefa.

Quem fez a câmera digital entrar nos celulares pela primeira vez foi uma empresa japonesa, a Sharp, em parceria com a menor operadora da época no Japão, a J-Phone.

Início da câmera digital nos celulares — Foto: Reprodução/TV Globo
Início da câmera digital nos celulares — Foto: Reprodução/TV Globo

A interface amigável e o impacto da Apple

O sistema operacional dos celulares também é fruto de décadas de evolução. Inspirado nos computadores de uma empresa chamada Xerox, com menus, símbolos e ícones no lugar de códigos e palavras, ele tornou os dispositivos mais acessíveis.

A Apple adaptou essas ideias, revolucionando primeiro os computadores e, depois, os celulares.

Do passado ao futuro

Com mais de 120 anos de história, o telefone móvel é o resultado do desenvolvimento de diferentes tecnologias que começaram lá na virada do século dezenove para o século vinte com a invenção do rádio.

Este ano, começou o futuro do celular, com a chegada da inteligência artificial aos aparelhos.

Celulares do futuro — Foto: Reprodução/TV Globo
Celulares do futuro — Foto: Reprodução/TV Globo

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Boletim Focus: mercado eleva projeções para a inflação e para o dólar em 2025

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Números foram divulgados pelo BC nesta segunda, na última edição do boletim deste ano. Inflação prevista para 2024 recuou para 4,9% – ainda acima da meta máxima de 4,5%.
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Por g1 — Brasília

Postado em 30 de dezembro de 2024 às 10h40m

#.* Post. - Nº.\  11.450*.#




Os economistas do mercado financeiro ouvidos pelo Banco Central (BC) passaram a projetar, para 2025, um aumento mais intenso da inflação e da desvalorização do real frente ao dólar.

A projeção do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2025 passou de 4,84% para 4,96% no fim do próximo ano.

Já o dólar, antes previsto na casa dos R$ 5,90, agora é estimado em R$ 5,96 no fim de 2025.

As expectativas, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana, constam do relatório "Focus" divulgado nesta segunda-feira (30) pelo Banco Central (BC).

A inflação esperada para 2024 recuou ligeiramente, de 4,91% para 4,9%. Ainda assim, segue acima do teto da meta de inflação para este ano, que é de 4,50%.

Estimativa do mercado financeiro para a inflação de 2024
Projeções para o IPCA, o índice oficial



Fonte: Banco Central
  • A meta central de inflação é de 3% em 2024 – e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5% neste ano.
  • Caso a meta de inflação não seja atingida, o BC terá de escrever e enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos.





🔎 Segundo analistas, o aumento de gastos públicos é um fator que tem pesado para o aumento das projeções de inflação.

Copom eleva selic para 12,25% ao ano

O governo anunciou em novembro medidas para tentar conter os gastos, entre elas propostas para aumento menor do salário mínimo, além de corte na área de educação, mudanças no ajustes no abono salarial e na aposentadoria dos militares.

  • Pelo sistema de metas, o BC tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente.
  • Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
  • Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026.

🔎Porque isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.

Ministério da Fazenda avalia que economia do pacote fiscal caiu R$ 2,1 bilhões

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram, em relação à semana passada, a previsão de que a taxa básica de juros da economia continue a crescer.

  • Para o fechamento de 2025, a projeção do mercado para o juro básico da economia está em 14,75% ao ano.
  • Para o fim de 2026, o mercado financeiro elevou a projeção de 11,75% para 12% ao ano.
  • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado para a Selic ficou estável em 10% ao ano.
Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2024, a projeção do mercado ficou estável em 3,49%.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Já para 2025, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro oscilou de 2,02% para 2,01%.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2024 subiu de R$ 6 para R$ 6,05. Para o fim de 2025, a estimativa avançou de R$ 5,90 para R$ 5,96.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção caiu de US$ 74,3 bilhões para US$ 74,15 bilhões de superávit em 2024. Para 2025, a expectativa para o saldo positivo ficou estável em US$ 74,3 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano recuou de US$ 70,5 bilhões para US$ 70 bilhões. Para 2025, a estimativa de ingresso permaneceu em US$ 70 bilhões.
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Estatais têm rombo de R$ 6 bilhões até novembro; resultado de 2024 deve ser o pior em 15 anos

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Resultado indica que receitas foram menores que as despesas; rombo tem que ser coberto pelas próprias empresas ou pelo Tesouro. Governo diz que números incluem impacto contábil de investimentos.
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Por Mateus Rodrigues, Thiago Resende, g1 e TV Globo — Brasília
30/12/2024 08h39 
Postado em 30 de dezembro de 2024 às 08h55m

#.* Post. - Nº.\  11.449*.#













As contas das empresas estatais chegaram ao fim de novembro com um déficit acumulado de R$ 6 bilhões em 2024, divulgou o Banco Central nesta segunda-feira (30).

Apenas no mês de novembro, o resultado contábil foi negativo em R$ 1,6 bilhão.

🔎 O termo "déficit" significa que o gasto somado dessas estatais foi maior que a receita que elas conseguiram gerar. Essa diferença pode ser coberta pelo caixa das próprias empresas ou pelo Tesouro Nacional (o caixa central do governo).

O resultado total do ano ainda não foi fechado, mas o rombo até novembro indica que esse será o pior resultado contábil das estatais na série histórica.

A comparação começa em 2009, há 15 anos, quando o cálculo mudou para desconsiderar grandes empresas federais como Petrobras e Eletrobras. Elas saíram do indicador porque têm regras diferenciadas e se assemelham a empresas privadas de capital aberto.

O governo deve comentar os dados ainda nesta segunda.

Em nota divulgada sobre o tema no fim de outubro, o Ministério da Gestão e Inovação ressalvou que:

  1. a estatística calculada pelo BC inclui, além das estatais federais, empresas públicas de estados e municípios;
  2. algumas estatais federais lucrativas, como a Petrobras, o Banco do Brasil e a Caixa não entram nesse cálculo;
  3. parte desse resultado negativo tem a ver com investimentos que foram capitalizados em anos anteriores – ou seja, com a execução de obras e serviços usando dinheiro poupado anteriormente –, e por isso não seria necessariamente um "prejuízo";
  4. o superávit (resultado positivo) em anos anteriores foi resultado, em grande parte, de aportes do Tesouro para investimento, ou seja, também veio do caixa central do governo.

"No ano em que há o recebimento desses recursos, o resultado primário tende a melhorar substancialmente. No entanto, como os projetos de investimentos são normalmente de longo prazo, eles se distribuem ao longo dos anos subsequentes, gerando déficits sucessivos até a conclusão do projeto em questão", afirmou o ministério na nota de outubro.

Segundo tabelas do Ministério da Gestão e Inovação, os maiores déficits no somatório do ano devem ser de:

  • Emgepron, ligada a projetos navais: - R$ 2,49 bilhões
  • Correios: - R$ 2,19 bilhões
  • Serpro, que atua no processamento de dados do governo: - R$ 590,43 milhões
  • Infraero, que gerencia aeroportos federais: - R$ 541,75 milhões

🔎 As empresas estatais federais são aquelas que pertencem ao governo federal. São mais de 100 e atuam em diversos setores, como infraestrutura, telecomunicações e agropecuária.

Contas das estatais federais brasileiras devem fechar 2024 com o maior déficit em 15 anos

Especialistas apontam riscos fiscais

Especialistas ouvidos pelo g1 nas últimas semanas afirmam que, mesmo que sejam resultados de investimentos, os déficits podem complicar a situação fiscal do país, que já é difícil.

O economista da Inter.B Consultoria Cláudio Frischtak, por exemplo, destacou que o déficit nas contas das estatais é pago por todos os brasileiros.

"Basicamente, esse déficit alguém tem que pagar. E quem vai pagar somos nós, evidentemente, porque o governo não produz dinheiro. Isso fragiliza ainda mais o arcabouço fiscal do governo, resultando em juros mais elevados e câmbio mais estressado."

Gabriel Leal Barros, economista-chefe da Ryo Asset, também alertou para a necessidade de uma política mais rigorosa na gestão das contas estatais para evitar uma deterioração fiscal ainda maior.

"As projeções futuras reforçam a urgência de revisar gastos e adotar uma política de controle mais eficiente para assegurar a sustentabilidade financeira das estatais e, por consequência, da economia brasileira".

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