Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Tecnologias como espelhamento de celular, marcha à ré e preço maior que um SUV de luxo são alguns dos detalhes dos modelos com preços mais altos à venda por aqui. Saiba quais são. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por André Fogaça, g1 Postado em 17 de outubro de 2024 às 06h30m #.*Post. - Nº.\ 11.375 *.#
As motos mais cara do Brasil — Foto: g1
O mercado de compra e venda de motos é em polvorosa porque elas
costumam ser excelentes opções de baixo custo para mobilidade urbana,
seja no preço do veículo, na manutenção ou no consumo de combustível.
Nesta lista, contudo, tudo o que não há é economia. O valor das motos
mais caras do Brasil pode facilmente ultrapassar o preço de um carro
esportivo como um Audi A3 Sportback S-Line (R$ 287.990) ou um sedã 100%
elétrico como o BYD Seal (R$ 299.880).
Quase todas são classificadas como touring. Estes modelos são criados
especificamente para longas viagens, priorizando o conforto, com
assentos mais amplos, para-brisas grandes para proteção do vento, muito
espaço para bagagens e tanque de combustível com maior capacidade.
São motos que costumam ter piloto automático, marcha à ré, aquecimento
de manoplas e tela para espelhamento do celular, além de GPS próprio.
É uma fatia de apenas 0,05% do mercado no Brasil, segundo dados da
Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
Mas é um deleite para os apaixonados por motos de alta performance e
design exclusivo.
Comparativo de scooters: Shineray Urban encara a Honda ADV
O g1 mostra abaixo os cinco modelos mais caros à venda no país, capazes de deixar qualquer garagem ainda mais especial.
É importante ter em mente que estão listadas apenas as motos vendidas
oficialmente no Brasil, diretamente por suas próprias marcas, sem contar
modelos importados por encomenda.
Harley-Davidson CVO Road Glide ST — Foto: divulgação/Harley-Davidson
A Harley-Davidson abre a lista, com o modelo mais "em conta". A CVO
Road Glide ST é a motocicleta mais potente e tecnológica da companhia
americana em nosso país, equipada com motorização Milwaukee-Eight 121.
O motor tem 1.977 cm³, gerando 126 cv de potência e 19,5 kgfm de
torque. Essa Harley tem mais força que uma picape Toro 1.8 na versão
Freedom (com 19,3 kgfm de torque).
Enquanto a picape da Fiat foi feita para carga e trabalho, com peso de
1,619 kg, a Road Glide ST pesa 23,48% do total, com seus 380 kg.
A CVO Road Glide ST é uma versão mais esportiva da moto que vem em
seguida. Ambas, inclusive, compartilham muitos dos equipamentos. Há
conjunto de som de alta qualidade, painel de instrumentos digital com
sistema de mapas exibido entre o velocímetro e o conta-giros, além de
fibra de carbono em locais como para-lama dianteiro e console do tanque.
A segunda moto de nossa lista é a versão sem o apelo esportivo da Road
Glide ST. Ela perde o sufixo e adota visual mais conhecido de uma
Harley-Davidson tradicional.
A lista de mudanças inclui a cor em dois tons, escapamento cromado,
rodas com mais raios, guidão elevado e proteção para o motor, também
utilizada como apoio para os pés.
O motor recebe placa com o nome mais centralizada neste modelo e outra
grande mudança está na possibilidade de carregar garupa.
3. Honda Gold Wing: R$ 304.450
Honda Gold Wing
Honda Goldwing — Foto: Divulgação | Honda
Honda Goldwing — Foto: Divulgação | Honda
A GL 1800 Gold Wing Tour é a única custom da Honda disponível no
Brasil. São 126 cv de potência e 17,3 kgfm de torque. O tanque é de 21
litros. O conjunto motriz conta com auxílio de câmbio automático de
dupla embreagem.
Com 369 kg, ela é equipada com marcha à ré para facilitar as manobras.
Além disso, há piloto automático, e painel digital TFT de 7 polegadas
que pode ser conectado com Android Auto e Apple CarPlay com fio.
Os bancos do passageiro e do piloto possuem aquecimento. Inclusive, o
assento do garupa é igual a uma poltrona, proporcionando conforto e
segurança em viagens de longa distância.
Para carregar tudo que é necessário para uma "roadtrip", o top box e os alforjes laterais suportam até 121 litros de bagagem.
Na lista das motos mais caras do Brasil, as líderes são duas BMW.
Com motor equivalente a um carro 1.6, a K 1600 B tem seis cilindros em
linha que disponibilizam potência máxima de 160 cv e 18,3 kgfm de
torque. O câmbio é manual de seis marchas.
E tudo isso permite empurrar uma moto que tem 356 kg. Só o tanque
consegue carregar 26,5 litros de gasolina. Um Renault Kwid, por exemplo,
tem capacidade para 38 litros.
A tecnologia dela não é tão desenvolvida quanto às demais. Basta ver
que o farol não é de LED, mas de xenon, tecnologia que já foi aposentada
em modelos mais modernos.
1. BMW K 1600 GTL: R$ 319.900
BMW K 1600 GTL tem bagageiros com 126 litros — Foto: Divulgação | BMW
A campeã na lista das motos mais caras do Brasil é a BMW K 1600 GLT.
Ela é quase R$ 1 mil mais cara que o luxuoso SUV BMW X1, que sai por R$
318.950 no Brasil.
Ela tem o mesmo motor de seis cilindros, gerando 160 cv e 18,3 kgfm de
torque, mas as diferenças principais estão no visual da moto.
A versão GTL tem um espaço individual extra para malas, que somado com
os outros entrega 117 litros de capacidade. Não muito atrás do que um
Fiat Mobi e seus 200 litros.
O espaço extra para malas aumenta o conforto para o garupa, ao servir
de encosto estofado para as costas do passageiro. Outro ponto de
destaque fica para o visual mais alto, até por conta do porte de moto
touring na versão GTL.
Em outras palavras, a BMW K 1600 GTL é focada no público de longas
viagens e que faz o passeio com companhia de um passageiro. Já a versão
mais em conta tem inspiração em concorrentes como a Harley-Davidson.
País abraça bebida diante de mudança de hábito de jovens chineses. Fenômeno fez Brasil mais que triplicar exportações do grão à China em 2023, e acelerar negociações para os próximos anos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Paula Salati, g1 16/10/2024 05h30 Atualizado há uma hora Postado em 16 de outubro de 2024 às 06h30m #.*Post. - Nº.\ 11.374 *.#
Entrega por drone e café com leite de aveia: veja hábitos dos chineses no consumo do café
A China, que inventou o chá há milênios,
começou a "descobrir" o café só na última década, e, mais recentemente,
a bebida acabou virando moda entre os jovens chineses.
Até 2009, o consumo de café na China não passava de 300 mil sacas de 60
quilos por ano, número que, hoje, chega a 6 milhões, segundo o
Departamento de Agricultura dos EUA (USDA).
"Para os chineses, o café é uma bebida muito nova. A cultura deles de café foi criada nesses últimos anos", conta o barista campeão mundial Boram Um, brasileiro que tem parceria com uma cafeteria chinesa.
📈Amudança na China "bateu forte" no Brasil só em 2023, quando as vendas nacionais do produto dispararam 275% ao país asiático, em relação a 2022, segundo o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), que participa de novos acordos com o país.
Essa altacatapultou a China da 20ª para a 6ª posição no ranking dos principais importadores de café do Brasil, que é o maior produtor e exportador mundial do grão.
Volume de café do Brasil vendido para a China. — Foto: Arte/g1
Tudo isso coincidiu com o ano em que a China se tornou líder mundial em número de cafeterias demarca, alcançando 49,6 mil lojas, segundo a consultoria britânica World Coffee Portal.
Os chineses ultrapassaram ninguém menos que os EUA(42,8 mil lojas), criador da Starbucks, cafeteria com o maior número de franquias do planeta.
☕Por trás desse marco, há vários motivos. Um deles é a expansão acelerada da cafeteria chinesa Luckin Coffee.
Fundada em Pequim, em 2017, a empresa cresceu expressivamente no último
ano, ao saltar de 8 mil lojas no início de 2023, para mais de 16 mil no
final do mesmo ano, conta Fernando Maximiliano, analista de mercado de
café da StoneX. Hoje, a Luckin já tem mais de 20 mil unidades em toda a
China.
E
os exportadores brasileiros conseguiram aproveitar essa onda. “Hoje,
50% de todo o café que a Luckin Coffee compra é só do Brasil. O resto é
dividido com outros países”, diz o diretor-geral da Cecafé, Marcos
Matos.
Até um dos embaixadores globais da marca chinesa é brasileiro:o próprio Boram Um, que também é um dos responsáveis por escolher os cafés que a Luckin compra, além de desenvolver novas bebidas para a empresa.
Barista brasileiro Boram Um, filho de sul-coreanos, foi campeão mundial
de barismo em 2023; ele colabora com a chinesa Luckin Coffee. — Foto:
@boramum
Apesar
da proximidade com o café brasileiro, os chineses têm outras formas de
consumo. Para eles, o grão é mais um ingrediente de bebidas misturadas
com leite ou água de coco (que fazem muito sucesso entre os jovens) e
até mesmo com suco de limão ou "moutai", um tradicional licor chinês.
É bem diferente do brasileiro que se contenta com a apresentação solo do cafezinho na forma de um coado ou espresso.
Mas nem isso é uma barreira para o grão nacional:até um museu sobre o café brasileiro será inaugurado em novembro, na cidade chinesa de Kunshan,
conta o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e
Investimentos (Apex), Jorge Viana, que participa de negociações com o
país parceiro.
Imagem de dois jovens em uma cafeteria de Pequim. — Foto: Zhouxing Lu/unplash
Além da Luckin, outras cafeterias chinesas estão crescendo no país, assim como fábricas de torrefação, o que aponta que a China vai continuar bebendo café por mais tempo, observa Matos.
Estrangeiras também estão presentes, como a própria Starbucks, que está na China desde 1999. Uma viajante brasileira conseguiu até que um pedido da loja fosse entregue por drone no meio de uma rua de Shenzhen(veja vídeo acima).
Cénchi Coffe: imagem de uma cafeteria no bairro Dongsi, em Pequim, China. — Foto: @cenchicoffee
A China começou a tomar café a partir de 2010, mas o consumo vem crescendo de forma mais progressiva nos últimos sete anos(veja info acima), período em que a demanda chinesa pelo grão dobrou, em meio a um crescimento de cafeterias no país.
Na visão da diretora-executiva da Câmara Chinesa de Comércio do Brasil (CCBB), Mariana Bahia, essa mudança é mais um episódioda abertura da China ao mundo ocidental, que começou há mais de 40 anos."O fato de o chinês ter se globalizado, viajado mais e recebido mais
empresas internacionais fez ele ter mais acesso a produtos de fora",
conta Mariana.
"Os jovens da China veem o café como algo moderno", acrescenta Fernando Maximiliano, analista de café da StoneX.
Imagem mostra o barista Boram Um em uma cafeteria chinesa. — Foto: Reprodução Instagram/@boramum
Uma análise publicada pela Associação de Cafés Especiais (SCA) aponta, inclusive, que os chineses millennials(nascidos entre 1981 e 1996) e da geração Z (entre 1997 e 2012) são os grupos mais abertos a novas experiências, no país. Essas são, justamente, as gerações que saíram da China para estudar, trabalhar e viajar, diz Mariana.
Boram pontua que o fato de o café ser barato na Chinatambém ajuda a sustentar o consumo entre os jovens.
A viajante e criadora de conteúdo Marina Guaragna fez a mesma
observação durante a sua passagem por 18 cidades chinesas, entre maio e
julho deste ano.
"A gente tomou muito café na China. O café na rua é barato, a não ser
os de cafeterias especiais", conta Marina, observando que, em algumas
cidades, é possível ver uma cafeteria "a cada esquina" e, às vezes, "uma
do lado da outra, uma na frente da outra, e sempre com gente tomando
café".
Nada de espresso: café com 'licor' e água de coco
Na imagem, há bebidas com café misturadas com leite de coco, suco de
laranja e chocolate. — Foto: Reprodução Instagra/@luckincoffeesg
O barista Boram conta que a forma do chinês de tomar café é bem diferente do jeito brasileiro.
"Para você ter uma ideia, um dos campeões de vendas da Luckin foi o
Coconut Latte. É um café com leite de coco e leite condensado", diz
Boram. Só a água de coco misturada ao café também está entre os preferidos dos jovens.
Uma
outra bebida que fez sucesso foi o Moutai latte. "O Moutai é um licor
chinês, que tem um gosto meio doce e forte, parecendo uma cachaça, um
rum. E eles lançaram essa bebida com café, algo muito diferente. O
pessoal saía das cafeterias tomando isso às 10h da manhã", conta Boram.
Imagem do Moutai, um licor chinês muito tradicional. — Foto: Javier Petrucci
Os chineses também gostam muito de café gelado, com leite de aveia e não são muitos fãs de bebê-lo com a barriga vazia, pois pode "não fazer bem para o estômago", contou a influenciadora de cultura asiática Pri Jin, em uma postagem nas redes sociais(veja vídeo abaixo). Pri é filha de chineses e nasceu no Brasil.
A viajante brasileira Marina Guaragna conta que viu até café com suco de limão para vender em sua passagem pelo país.
Essas
invenções são frequentes. Boram diz que a Luckin, por exemplo, tem três
equipes de desenvolvimento de produtos que competem entre si para
lançar novas bebidas todos os meses.
Os grupos são formados por diversos baristas campões mundiaiscomo ele, que foi convidado para colaborar com a empresa uma semana depois de ter ganhado o World Barista Championship (WBC).
Cultura do delivery tem até drone
Entrega por drone e café com leite de aveia: veja hábitos dos chineses no consumo do café
Outra marca do consumo de café na China é o uso de serviços de entregas.
"Hoje
eu diria que 70% dessas bebidas são consumidas por delivery. Você pode
estar no meio de um parque que o motoboy vai te encontrar e vai te
entregar sua bebida", diz o barista.
Marina Guaragna viajou por 18 cidades da China neste ano e conta que
viu muitas cafeterias. — Foto: Reprodução Instagram/@marinaguaragna
Foi
o que aconteceu com a viajante brasileira e criadora de conteúdo Marina
Guaragna. Mas, em vez de um motoboy, seu café da Starbucks foi entregue
por drone, no meio de uma rua da cidade de Shenzhen (veja vídeo acima)
"A China em seu dia mais fraco", descreveu Marina, em uma postagem de
um vídeo com mais de 3 milhões de visualizações no TikTok (veja vídeo acima).
Chinês está trocando chá pelo café?
De forma alguma.
"A
bebida preferida dos chineses sempre foi o chá. Ele é visto como um
ritual, como cultura. Então, se você vai servir chá e café em um lugar,
os chineses vão se preocupar muito mais com a qualidade das ervas do que
com a qualidade dos grãos de café. Pelo menos é o que eu vejo na minha
família", relata a influenciadora Pri Jin, que visita a China todos os
anos.
Imagem de Pri Jin em Xangai, China. Ela é filha de chineses e nasceu no Brasil. — Foto: Reprodução Instagram/@priscilajinn
Contudo, ela diz que isso não significa que os chineses não estão
prestando atenção na qualidade do café. "Eles vêm sim se interessando
mais pelo plantio, pelos métodos [...]. Os chineses, quando gostam de
alguma coisa, se aprofundam", relata.
Segundo Pri Jin, as reuniões de trabalho na China já contam com o cafezinho, além do tradicional chá.
Marina Guaragna também não deixou de notar o tradicional consumo de chá.
"Lá
eles tomam chá verde o dia todo. Tu olha as pessoas na rua e acha que
elas estão com uma garrafinha de água, mas elas estão com uma garrafinha
de chá. Então, pra mim, os chineses podem ter essa tendência ao café
por já tomarem uma bebida estimulante o dia inteiro", opina a viajante.
Cafeteria em Xangai, China. — Foto: Eirc Shi/Unplash
Cafeteria também é para tirar foto
Outra curiosidade é que, entre os jovens chineses, fazem sucesso as
cafeterias "instagramáveis", com belas decorações. Tudo isso para tirar
boas fotos.
"O
que mais me chama atenção nas cafeterias da China é que não importa o
tamanho, elas sempre têm uma arquitetura muito bonita, aconchegante. Se
não aconchegante, muito futurístico", diz Pri Jin.
"Então, as cafeterias investem em ambientes que são fotogênicos para gerar uma repercussão on-line", conta.
O quanto o Brasil já vendeu em 2024?
Apesar da disparada das exportações em 2023, as vendas brasileiras de café para a China ficaram praticamente estáveis de janeiro a setembro de 2024, em 680 mil sacas, na comparação com o mesmo período do ano anterior.
Mas
a Cecafé prevê que, no fechamento do ano, as vendas ao país cheguem a
2,5 milhões de sacas. Isso porque os maiores volumes serão embarcados
agora no final do ano, com a entrada da safra do arábica.
Por outro lado, o congestionamento nos portos brasileiros está gerando atrasos e pode frustrar essa expectativa.
De qualquer forma, o cenário para os próximos anos é de aumento das
exportações, diz o diretor-geral da Cecafé. Isso porque o Brasil e a
China têm avançado em negociações.
Em junho, por exemplo, a Luckin fechou um acordo para importar US$ 500 milhões em café brasileiro e, em novembro, durante o G20, deve anunciar mais uma aquisição.
"A
intenção da Luckin Coffee é anunciar uma compra para 4, 5 anos. Nós
estamos calculando que vai dar cerca de US$ 2,5 bilhões. Imagina esse
valor só pra uma cafeteria", conta Jorge Viana, presidente da Apex, uma
agência do governo federal que promove as exportações brasileiras.
Além disso, Matos destaca que oaumento de fábricas de café na China sinaliza que o consumo da bebida deve se sustentar nos próximos anos. E o Brasil, como maior produtor e exportador de café, está dentro do jogo.
"A
China está investindo em indústrias de torrefação. Talvez o que tem
puxado ainda mais o consumo é justamente a indústria do torrado e moído.
Temos o exemplo da Luckin Coffee, que já tem três fábricas e está
inaugurando uma quarta", exemplifica.
Torrefação da Starbucks em Xangai, na China. — Foto: Aleksandr Buynitskiy/Unplash
Vai ter menos café no Brasil se a China comprar mais?
Por enquanto, não é isso que está acontecendo, dizem analistas. Hoje, a
China toma bem menos café do que o Brasil e os principais importadores
do grão nacional, como a União Europeia e os EUA (veja info abaixo).
Além disso, menos de um terço dos 1,4 bilhão de chineses têm conhecimento sobre o café, diz Matos.
Mas a demanda crescente pela bebida, em um país com uma população gigantesca, indica que a China pode sim se tornar mais um cliente de peso para o Brasil.
“O
café está sendo consumido exatamente por um grupo jovem. Isso é
interessante, pois mostra que não é uma demanda pontual. Ela tende a se
prolongar pelos anos", observa o diretor-executivo da Associação
Brasileira da Indústria de Café (Abic), Celírio Inácio da Silva.
"Cada chinês consome 260 gramas de café por ano. No Brasil, são 6,4
quilos [por pessoa, anualmente]. Então tem um espaço gigante para
crescer", acrescenta Maximiliano, da StoneX. "Por trás do consumo de
café, há três pilares: população, renda e cultura. A China já tem os
dois primeiros e está focada em desenvolver o terceiro".
Diante
desse cenário, é possível que a indústria brasileira tenha, nos
próximos anos, mais um forte concorrente externo, em meio a uma disputa
já acirrada pelo grão do Brasil.
"Os Estados Unidos estão demandando bastante café. Os países árabes também", exemplifica o diretor da Abic.
Diante
desse cenário, o avanço da China no mercado brasileiro gera um ponto de
preocupação para a indústria, no futuro. "Ao mesmo tempo, não podemos
deixar de ver que isso é uma grande oportunidade para o nosso
agricultor", contrapõe Silva.