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sábado, 31 de agosto de 2024

Onça no Pantanal, doninha 'ginasta' e aranha David Bowie: veja fotos finalistas de concurso da vida selvagem

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Os vencedores de cada categoria serão anunciados em 8 de outubro de 2024, durante uma exposição que ocorrerá no Museu de História Natural de Londres.
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Por g1

Postado em 31 de agosto de 2024 às 06h10m

#.* Post. - Nº.\  11.326 *.#

Uma onça abocanhando um jacaré no Pantanal, em Mato Grosso. A cena foi capturada de um barco, em um rio da região. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Uma onça abocanhando um jacaré no Pantanal, em Mato Grosso. A cena foi capturada de um barco, em um rio da região. — Foto: Wildlife Photographer of the Year

O concurso Wildlife Photographer of the Year, que premia as melhores fotos da vida selvagem, divulgou as imagens finalistas da sua 60ª edição, que recebeu um número recorde de 59.228 imagens candidatas, provenientes de fotógrafos de todas as idades e níveis de experiência de 117 países e territórios.

Os vencedores de cada categoria serão anunciados em 8 de outubro de 2024, durante uma exposição que ocorrerá no Museu de História Natural de Londres.

Ao todo, serão selecionadas 100 fotografias e entre as concorrentes está uma tirada no Pantanal Mato-Grossense, mostrando uma onça-pintada dando uma mordida fatal em um jacaré-tinga.

Veja algumas fotos finalistas abaixo:

Uma doninha 'ginasta' saltando no ar sobre a neve em Athose, na França. Fotógrafo enfrentou temperaturas abaixo de zero para registrar o comportamento enérgico do animal. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Uma doninha 'ginasta' saltando no ar sobre a neve em Athose, na França. Fotógrafo enfrentou temperaturas abaixo de zero para registrar o comportamento enérgico do animal. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


A aranha Heteropoda "davidbowie", nomeada em homenagem ao cantor e compositor devido à sua semelhança com o artista. Na foto, a espécie de corpo laranja é vista carregando um ovo em Cameron Highlands, na Malásia. — Foto: Ian Ford/Wildlife Photographer of the Year
A aranha Heteropoda "davidbowie", nomeada em homenagem ao cantor e compositor devido à sua semelhança com o artista. Na foto, a espécie de corpo laranja é vista carregando um ovo em Cameron Highlands, na Malásia. — Foto: Ian Ford/Wildlife Photographer of the Year


Um grupo de abelhas macho competindo por uma fêmea na Austrália Ocidental. Fotógrafa capturou a imagem de longe, deitada no chão quente e rochoso do lugar. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Um grupo de abelhas macho competindo por uma fêmea na Austrália Ocidental. Fotógrafa capturou a imagem de longe, deitada no chão quente e rochoso do lugar. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


A beleza incomum de um cervo coberto de gelo na Califórnia. Fotógrafo capturou o momento com seu smartphone antes que o gelo derretesse. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
A beleza incomum de um cervo coberto de gelo na Califórnia. Fotógrafo capturou o momento com seu smartphone antes que o gelo derretesse. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


Leões acasalando sob nuvens de tempestade no Serengeti, no norte da Tanzânia. Fotógrafo notou trilhas de saliva e uma explosão de insetos na imagem ampliada. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Leões acasalando sob nuvens de tempestade no Serengeti, no norte da Tanzânia. Fotógrafo notou trilhas de saliva e uma explosão de insetos na imagem ampliada. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


Gato-de-pallas caçando sob a luz da lua no planalto da Mongólia Interior. Fotógrafo flagrou o momento em que o felino capturou um pássaro pequeno antes do amanhecer. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Gato-de-pallas caçando sob a luz da lua no planalto da Mongólia Interior. Fotógrafo flagrou o momento em que o felino capturou um pássaro pequeno antes do amanhecer. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


Tubarão é capturado como bycatch, de forma acidental. Fotógrafo registrou a cena a bordo do Arctic Sunrise, uma expedição para documentar a captura acidental de tubarões. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Tubarão é capturado como bycatch, de forma acidental. Fotógrafo registrou a cena a bordo do Arctic Sunrise, uma expedição para documentar a captura acidental de tubarões. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


Gelo do glaciar Bråsvellbreen em Svalbard, um território ártico norueguês, capturado em uma panorâmica aérea. Imagem foi composta por 26 fotos para mostrar a magnitude do derretimento do gelo. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Gelo do glaciar Bråsvellbreen em Svalbard, um território ártico norueguês, capturado em uma panorâmica aérea. Imagem foi composta por 26 fotos para mostrar a magnitude do derretimento do gelo. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


Mexilhões se agrupam para evitar serem arrastados pela maré na Praia da Ursa, em Portugal. Fotógrafo usou uma lente macro para destacar a importância ecológica dos mexilhões no ambiente marinho. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Mexilhões se agrupam para evitar serem arrastados pela maré na Praia da Ursa, em Portugal. Fotógrafo usou uma lente macro para destacar a importância ecológica dos mexilhões no ambiente marinho. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


Focas-caranguejeiras descansam entre os blocos de gelo no Mar de Weddell, na Antártica. Fotógrafo capturou a cena durante uma expedição, mostrando as focas com as narinas à superfície da água para respirar. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Focas-caranguejeiras descansam entre os blocos de gelo no Mar de Weddell, na Antártica. Fotógrafo capturou a cena durante uma expedição, mostrando as focas com as narinas à superfície da água para respirar. — Foto: Wildlife Photographer of the Year


Um gralha-de-bico-carnudo captura pedras para o seu ninho em Bushy Park, Londres. Fotógrafo acompanhou o comportamento das aves do local, que também usavam pelos de cervos para construir seus ninhos. — Foto: Wildlife Photographer of the Year
Um gralha-de-bico-carnudo captura pedras para o seu ninho em Bushy Park, Londres. Fotógrafo acompanhou o comportamento das aves do local, que também usavam pelos de cervos para construir seus ninhos. — Foto: Wildlife Photographer of the Year

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sexta-feira, 30 de agosto de 2024

Pesquisa descobre pegadas semelhantes de dinossauros no Brasil e na África e sugere corredor entre os países no passado

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Pesquisa sugere que os dinossauros vagavam entre continentes por um corredor que estreito, antes de essas massas continentais se separarem, há 120 milhões de anos.
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Por Poliana Casemiro, g1

Postado em 30 de agosto de 2024 às 13h45m

#.* Post. - Nº.\  11.325 *.#

Pesquisadores descobriram pegadas de terópodes na Bacia de Sousa, no nordeste do Brasil — Foto: Divulgação/Ismar de Souza Carvalho
Pesquisadores descobriram pegadas de terópodes na Bacia de Sousa, no nordeste do Brasil — Foto: Divulgação/Ismar de Souza Carvalho

Uma pesquisa encontrou pegadas semelhantes de dinossauros no Brasil e em Camarões, na África. O achado em lados opostos do Atlântico sugere que os dinossauros podem ter vagado por um corredor estreito que conectava a América do Sul e a África, antes dos continentes se separarem.

A pesquisa foi publicada pelo Museu de História Natural do Novo México e tem como um dos autores o geólogo e pesquisador brasileiro Ismar de Souza Carvalho, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

➡️ Os pesquisadores encontraram mais de 260 pegadas a mais de 3.700 milhas de distância entre o Brasil e Camarões. Isso significa que esses animais teriam andado uma distância de 5,9 mil quilômetros.

As pegadas foram feitas há cerca de 120 milhões de anos e estavam preservadas na lama e lodo onde, antes, havia rios e lagos. No Brasil, elas foram encontradas no Planalto da Borborema, no nordeste. Já na África, foram descobertas em Camarões.

Pistas preservadas em depósitos de várzea em Passagem das Pedras, Brasil. São de ornitópodes, uma família de herbívoros do período Cretáceo — Foto: Divulgação/Ismar de Souza Carvalho
Pistas preservadas em depósitos de várzea em Passagem das Pedras, Brasil. São de ornitópodes, uma família de herbívoros do período Cretáceo — Foto: Divulgação/Ismar de Souza Carvalho

➡️ A maioria dos registros foi deixada por carnívoros terópodes de três dedos, que tendiam a ser bípedes. Algumas também foram feitas por saurópodes de pescoço longo ou por ornitísquios, uma superfamília diversa de herbívoros.(Veja a imagem acima)

Segundo os pesquisadores, a semelhança traz respostas sobre o comportamento dos animais, que se moveram de um continente ao outro pelo que chamam de 'Corredor de Dispersão de Dinossauros', que existia antes da separação dos continentes, quando ainda havia o supercontinente Gondwana.

➡️ Há milhões de anos, a configuração dos continentes não era como conhecemos hoje; havia o que os pesquisadores chamam de 'supercontinente'. Ele unia o que hoje são a América do Sul, África, Índia (na Ásia), além da Austrália e Antártica.

Mapa mostra como continentes estavam conectados — Foto: Divulgação
Mapa mostra como continentes estavam conectados — Foto: Divulgação

As pegadas indicam, segundo os estudiosos, que havia um corredor estreito entre o Brasil e a África e que havia movimento dos animais nessa região. A pesquisa indica que o limite nordeste da região da Borborema, no nordeste brasileiro, estava encostado na África, na área que se tornaria, depois, o Golfo da Guiné.

"As pegadas de dinossauros nos ajudam a entender a história geológica de uma região que se separou há milhões de anos", disse ao jornal The New York Times o pesquisador Louis L. Jacobs, paleontólogo da Southern Methodist University, no Texas, e principal autor do estudo.

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Desemprego cai a 6,8% no trimestre terminado em julho, diz IBGE

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Desocupação atinge 7,4 milhões de pessoas, mas população ocupada bate recorde ao passar dos 102 milhões. Na série comparável, é a menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro de 2014 (6,5%).
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 30 de agosto de 2024 às 09h20m

#.* Post. - Nº.\  11.324 *.#

Carteira de trabalho — Foto: Mauro Pimentel/AFP/Arquivo
Carteira de trabalho — Foto: Mauro Pimentel/AFP/Arquivo

A taxa de desemprego no Brasil foi de 6,8% no trimestre encerrado em julho, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao trimestre imediatamente anterior, encerrado em abril, houve queda de 0,7 ponto percentual (p.p.) na taxa de desocupação, que era de 7,5%. No mesmo trimestre de 2023, a taxa era de 7,9%.

Trata-se do melhor resultado para um trimestre encerrado em junho desde 2014 (7%). Na série comparável, é a menor taxa desde o trimestre encerrado em janeiro de 2014 (6,5%).

Com os resultados, o número absoluto de desocupados teve queda de 9,5% contra o trimestre anterior, atingindo 7,4 milhões de pessoas. Na comparação contra o mesmo trimestre de 2023, o recuo é de 12,8%.

No trimestre encerrado em julho, também houve alta de 1,2% na população ocupada, estimada em 102 milhões de pessoas — novo recorde da série histórica iniciada em 2012. No ano, o aumento foi de 2,7%, com mais 2,7 milhões de pessoas ocupadas.

Esta reportagem está em atualização.

O percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar — chamado de nível da ocupação — foi estimado em 57,9%, aumento de 0,6 p.p. do trimestre anterior. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a alta é de 1,1 p.p.

Já o número de pessoas dentro da força de trabalho (soma de ocupados e desocupados), teve alta de 0,4%, estimado em 109,5 milhões. A população fora da força totalizou 66,7 milhões, estável em relação ao período anterior.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 6,8%
  • População desocupada: 7,4 milhões de pessoas
  • População ocupada: 102 milhões
  • População fora da força de trabalho: 66,7 milhões
  • População desalentada: 3,2 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 38,5 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,9 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 25,4 milhões
  • Trabalhadores domésticos: 5,8 milhões
  • Trabalhadores informais: 39,4 milhões
  • Taxa de informalidade: 38,7%

Carteira assinada e sem carteira batem recorde

O IBGE mostrou que o número de empregados no setor privado chegou ao recorde da série histórica da PNAD Contínua, iniciada 2012. Foram 52,5 milhões, e essa é a soma de trabalhadores com e sem carteira assinada.

Entre os empregados com carteira assinada, o número absoluto de profissionias chegou a 38,5 milhões, também no maior patamar da série.

Contra o trimestre anterior, a alta foi de 0,9%, agregando 353 mil pessoas ao grupo. Contra o mesmo trimestre do ano passado, o ganho é de 4,2%, o que equivale a 1,5 milhão de trabalhadores a mais.

Já os empregados sem carteira são 13,9 milhões, mais um recorde. A alta para o trimestre foi de 2,8%, com aumento de 378 mil trabalhadores no grupo. No comparativo com 2023, houve aumento de 5,2%, ou de 689 mil pessoas.

Rendimento registra alta

O rendimento real habitual ficou estável frente ao trimestre anterior, e passou a R$ 3.206. Na comparação anual, o crescimento foi de 4,8%.

Já a massa de rendimento real habitual foi estimada em R$ 322,4 bilhões. O resultado teve ganho de 1,9% frente ao trimestre anterior, e cresceu 7,9% na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.

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quinta-feira, 29 de agosto de 2024

Chuva no deserto? Entenda por que Saara pode ter volumes 5 vezes acima da média nos próximos dias

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Segundo meteorologistas, fenômeno não é frequente e vai acontecer principalmente por conta do posicionamento mais ao norte da Zona de Convergência Intertropical.
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Por Júlia Carvalho, g1

Postado em 30 de agosto de 2024 às 0020m

#.* Post. - Nº.\  11.323 *.#

Deserto do Saara, na região Norte da África. — Foto: Phelipe Caldas/G1
Deserto do Saara, na região Norte da África. — Foto: Phelipe Caldas/G1

Nas próximas semanas, o deserto do Saara pode enfrentar uma condição pouco comum para esse tipo de bioma: chuva volumosa.

🌧️De acordo com modelos climatológicos do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF), algumas regiões do deserto podem ter acumulados cinco vezes maiores do que a média para o início de setembro.

O fenômeno não é frequente, segundo os meteorologistas, e vai acontecer principalmente por conta do posicionamento mais ao norte da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT). (entenda mais abaixo)

Os especialistas ponderam que, apesar do volume muito acima da média esperado, o acumulado ainda é muito menor do que o observado em outras regiões do mundo.

🏜️Isso porque a região é conhecida por ser uma das mais secas do planeta.

Para se ter uma ideia, na parte central do deserto, a média de precipitação anual é de 25 milímetros. Isso é menos da metade da média esperada para o mês de junho em São Paulo, considerado o mais seco do ano.

O volume anormal de chuva esperado para as primeiras semanas de setembro não é visto como algo comum pelos meteorologistas. Mas esse cenário já aconteceu outras vezes nas últimas décadas.

Segundo a meteorologista da Universidade de São Paulo (USP), Camilla Visibeli, não é possível classificar o fenômeno como algo extremamente raro.

"A cada dez anos tem um episódio assim. Então, se confirmada, essa não será a primeira vez que chove dessa forma no deserto do Saara", analisa.

Os modelos meteorológicos da ECMWF mostram que a parte central do deserto é a que deve ser a mais afetada pelas chuvas. Nessa região, os volumes podem ficar 500% acima da média história para o período. (veja no mapa abaixo)

Mapa do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF) mostra as anomalias de precipitação previstas para as próximas semanas. — Foto: ECMWF
Mapa do Centro Europeu de Previsões Meteorológicas a Médio Prazo (ECMWF) mostra as anomalias de precipitação previstas para as próximas semanas. — Foto: ECMWF

➡️No mapa, as regiões em verde são as que mais devem observar anomalias de precipitação entre os dias 2 e 9 de setembro. Nele é possível perceber como o deserto do Saara, no norte da África, deve ter chuvas acima da média.

Deslocamento da ZCIT e oceanos aquecidos

Os meteorologistas explicam que essa chuva anormal é consequência, principalmente, do deslocamento da posição da Zona de Convergência Intertropical (ZCIT).

👉 A Zona de Convergência Intertropical (ZCIT) é caracterizada pelo encontro de ventos na região do Equador. No Brasil, é dos principais sistemas meteorológicos causadores de chuva em parte das regiões Norte e Nordeste, segundo o Inmet.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA, na sigla em inglês), a ZCIT está posicionada mais ao norte do que o normal neste ano.

No mapa abaixo, a linha vermelha mostra o posicionamento atual do sistema e, em preto, a posição esperada para esse período do ano:

Mapa mostra o posicionamento da ZCIT em agosto de 2024. — Foto: NOAA
Mapa mostra o posicionamento da ZCIT em agosto de 2024. — Foto: NOAA

"A ZCIT tem um movimento natural e pode se deslocar da sua climatologia, dependendo de alguns fatores, como o aquecimento das águas do Oceano Atlântico, por exemplo", explica Visibeli, que também é meteorologista na Tempo OK.

🌊 Além do Atlântico Norte estar mais aquecido, o início do resfriamento da região do Pacífico, com a transição para o La Niña, também contribui para o deslocamento da ZCIT.

Os meteorologistas ainda alertam que não é possível relacionar diretamente esse evento de chuvas anormais no Saara com as mudanças climáticas.

"É necessário uma série de análises para afirmar que essa indicação dos modelos está relacionada com as mudanças climáticas. Se esse cenário começar a se repetir com mais frequência, estudos precisam ser feitos para avaliar esse novo padrão", afirma a meteorologista.

Tempestade de areia do deserto do Saara atinge Atenas

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'Clube do Trilhão': empresa de Warren Buffett alcança US$ 1 trilhão em valor de mercado

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O patrimônio do maior investidor do mundo, presidente da Berkshire Hathaway, aumentou com o marco de sua companhia e soma US$ 147,2 bilhões. Ele é a sexta pessoa mais rica do mundo.

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Por Bruna Miato, g1
29/08/2024 15h37 
Postado em 29 de agosto de 2024 às 16h40m

#.* Post. - Nº.\  11.322 *.#

Warren Buffett, CEO do Berkshire Hathaway. — Foto: Rick Wilking/Reuters
Warren Buffett, CEO do Berkshire Hathaway. — Foto: Rick Wilking/Reuters

A Berkshire Hathaway, empresa do megainvestidor Warren Buffett, atingiu um valor de mercado de mais de US$ 1 trilhão na última quarta-feira (28) e entrou para um seleto grupo dominado pelo setor de tecnologia.

O marco já aumentou o patrimônio de Buffett, que é considerado o maior investidor do mundo, em cerca US$ 2 bilhões. Ele é dono de uma fortuna de US$ 147,2 bilhões (R$ 825 bilhões) e é a sexta pessoa mais rica do mundo, de acordo com o ranking de bilionários da Forbes.

Buffett comemora 94 anos nesta sexta-feira (29) e, embora ainda esteja no comando da companhia, já nomeou um sucessor: Greg Abel, de 62 anos, atual vice-presidente do grupo.

A companhia, que nasceu como uma empresa da área têxtil e foi assumida por Buffett na década de 1960, se tornou um conglomerado que supervisiona e gere outras empresas, principalmente as de setores mais tradicionais da economia.

A Berkshire é a única companhia dos Estados Unidos fora do setor de tecnologia a alcançar um valor de mercado superior a US$ 1 trilhão, segundo levantamento de Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta.

Veja quais são as maiores empresas americanas, com base na cotação desta quarta-feira:

  1. Apple, que vale US$ 3,444 trilhões
  2. Nvidia, que vale US$ 3,081 trilhões
  3. Microsoft, que vale US$ 3,052 trilhões
  4. Alphabet (controladora do Google), que vale US$ 2,014 trilhões
  5. Amazon, que vale US$ 1,793 trilhão
  6. Meta (dona do Facebook), que vale US$ 1,307 trilhão
  7. Berkshire Hathaway, que vale US$ 1,007 trilhão

Fora dos Estados Unidos, também tem uma empresa dentro do grupo trilionário: a Saudi Aramco, maior produtora de petróleo do mundo. O valor de mercado da companhia é estimado em 6,76 trilhões de riais, a moeda oficial da Arábia Saudita.

Conforme a variação do dólar, o valor da companhia pode mudar. Mas com base na taxa de câmbio atual no país, o valor de mercado da petroleira é de cerca de US$ 1,8 trilhão.

Quem são os cinco novos bilionários brasileiros

Maiores empresas dos EUA valem mais que toda a bolsa de valores brasileira

O levantamento de Rivero mostra que, até esta quarta, as sete empresas americanas que compõem o "Clube do Trilhão" valiam, juntas, US$ 15,698 trilhões.

Até o ano passado, essas mesmas empresas (mesmo que a Meta e a Berkshire não valessem US$ 1 trilhão), somavam US$ 12,029 trilhões em valor de mercado. De lá para cá, o valor desse grupo aumentou em US$ 3,669 trilhões.

Isso é muito mais do que todas as empresas da bolsa de valores brasileira, a B3, juntas. Até 2023, essas companhias valiam US$ 953 bilhões. Esse valor caiu para US$ 829 bilhões até 28 de agosto, uma queda de US$ 123 bilhões.

Segundo Rivero, "o recuo no valor de mercado das empresas listadas na B3 em 2024 pode ser atribuído, em parte, à valorização do dólar, que acumulou uma alta de 14,26% no ano".

Na prática, as empresas mais valiosas dos Estados Unidos valem 18,9 vezes mais do que a totalidade das companhias da B3.

A alta do valor de mercado do "Clube do Trilhão", por sua vez, pode ser explicada, sobretudo, pela disparada de cerca de 150% no preço das ações da fabricante de chips e semicondutores Nvidia. Do fim de 2023 até aqui, o valor da companhia aumentou US$ 1,858 trilhão.

Desde que Buffett assumiu o controle da Berkshire, ele construiu um gigante conglomerado através da aquisição de outras empresas de diferentes setores econômicos.

Hoje, o grupo é proprietário da seguradora Geico, da companhia ferroviária Burlington Northern Santa Fe (BNSF), da marca de roupas Fruit of the Loom e das baterias Duracell.

Além disso, também investe pesado em outras companhias. A empresa é dona, por exemplo, de 21% das ações da American Express e 9% da Coca-Cola.

Buffett adotou uma abordagem racional e desapaixonada dos negócios ao longo dos anos, frequentemente sustentada por uma estratégia de longo prazo, na contramão de muitos investidores.

Entre 1965 e 2023, a ação da Berkshire Hathaway teve uma valorização anual média de 19,8% e acumulou quase 4.400% de alta no período.

* Com informações da agência de notícias France Presse

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