Total de visualizações de página

quarta-feira, 8 de maio de 2024

Chuva em Porto Alegre: compare fotos das enchentes históricas de 1941 e de 2024

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Há 83 anos, 70 mil pessoas ficaram desabrigadas depois que o Guaíba chegou perto de 4,76 metros; desta vez, nível passou dos 5 metros
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Fábio Munhozda CNN -- São Paulo
08/05/2024 às 16:02 | Atualizado 08/05/2024 às 16:11
Postado em 08 de maio de 2024 às 16h40m

#.*Post. - N.\ 11.195*.#

Na ocasião, o nível do Guaíba, cuja cota de inundação é de 3 metros, chegou a uma altura entre 4,75 e 4,76 metros, segundo registros da época. Desta vez, o nível do Guaíba passou de 5,3 metros e, nesta quarta-feira (8), atingiu 5,07 metros.

Depois da enchente de 1941, as autoridades decidiram criar uma proteção contra enchentes na cidade. O Muro da Mauá, como ficou conhecido, tem 3 metros de altura e ficou pronto na década de 1970. Segundo especialistas, a situação na capital gaúcha em 2024 poderia ter sido ainda pior sem o muro.


Compare as fotos da enchente de 1941 com a de 2024


Mercado Público

1941:
Imagem aérea mostra como ficou o Mercado Público de Porto Alegre (RS) durante a enchente de 1941
Imagem aérea mostra como ficou o Mercado Público de Porto Alegre (RS) durante a enchente de 1941 / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Mercado Público de Porto Alegre (RS) tomado pela água na enchente de 2024
Mercado Público de Porto Alegre (RS) tomado pela água na enchente de 2024 / Miguel Noronha/Enquadrar/Estadão Conteúdo


Região central

1941:
Rua da região central de Porto Alegre (RS) tomada pela água durante a enchente de 1941
Rua da região central de Porto Alegre (RS) tomada pela água durante a enchente de 1941 / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Região central de Porto Alegre durante a enchente de 1941
Região central de Porto Alegre durante a enchente de 1941 / Donaldo Hadlich/Código 19/Estadão Conteúdo


Rua Caldas Júnior

1941:
Vista da enchente de 1941 em Porto Alegre (RS); foto tirada na rua dos Andradas, no trecho entre a rua Caldas Júnior e a rua General Câmara, aparecendo o Grand hotel e o Cinema Imperial
Vista da enchente de 1941 em Porto Alegre (RS); foto tirada na rua dos Andradas, no trecho entre a rua Caldas Júnior e a rua General Câmara, aparecendo o Grand hotel e o Cinema Imperial / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Região da rua Caldas Júnior, no Centro Histórico de Porto Alegre, durante a enchente de 2024
Região da rua Caldas Júnior, no Centro Histórico de Porto Alegre, durante a enchente de 2024 / Jorge Lansarin/Enquadrar/Estadão Conteúdo


Cais Mauá

1941:
Enchente de 1941 em Porto Alegre (RS): imagem aérea mostra como ficou a região do Cais do Porto
Enchente de 1941 em Porto Alegre (RS): imagem aérea mostra como ficou a região do Cais do Porto / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo

2024:
Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Cais Mauá, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Miguel Noronha/Enquadrar/Estadão Conteúdo


Avenida Farrapos

1941:
2024:

Vista da avenida Farrapos, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Vista da avenida Farrapos, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo


Rua Sete de Setembro:

1941:
2024:

Rua Sete de Setembro, na região central de Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Rua Sete de Setembro, na região central de Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Donaldo Hadlich/Código 19/Estadão Conteúdo


Rua Voluntários da Pátria:

1941:
2024:

Rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024
Rua Voluntários da Pátria, em Porto Alegre (RS), durante a enchente de 2024 / Edu Andrade/Fatopress/Estadão Conteúdo


Avenida Borges de Medeiros

1941:
Barco trafega pela avenida Borges de Medeiros durante a enchente de 1941 em Porto Alegre (RS)
Barco trafega pela avenida Borges de Medeiros durante a enchente de 1941 em Porto Alegre (RS) / Acervo/Museu de Porto Alegre Joaquim Felizardo


Tópicos  Tópicos
------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

segunda-feira, 6 de maio de 2024

O que é a NPU (Unidade de Processamento Neural) do celular ou computador?

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Entenda para que serve um processador neural, quais são suas aplicações e a importância desse componente para a evolução de recursos com IA em eletrônicos de consumo
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Saiba mais sobre AI accelerator no nosso canal no WhatsApp
Canal do Tecnoblog no WhatsApp Entre Agora
Por  e 
• Atualizado há 8 meses
Postado em 06 de maio de 2024 às 07h00m

#.*Post. - N.\ 11.194*.#


Neural Processing Unit (NPU) é um chip responsável por tarefas de inteligência artificial (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

NPU (Unidade de Processamento Neural) é um processador responsável por acelerar tarefas de inteligência artificial, como aprendizado de máquina e redes neurais. Está presente em smartphones, PCs e outros eletrônicos modernos.

As unidades de processamento neural também podem ser chamadas de TPU (Tensor Processing Unit) pelo Google e de Neural Engine pela Apple. Outra sigla menos conhecida é IPU (Intelligence Processing Unit).

Um chip neural funciona com múltiplos núcleos (cores) de processamento que trabalham em paralelo e são otimizados para cálculos matemáticos usados em tarefas de inteligência artificial, como machine learning, deep learning e redes neurais.

Dentro de um SoC (System-on-a-Chip), uma NPU se dedica às tarefas de IA, liberando a CPU para as operações gerais e a GPU para o processamento gráfico. A especialização de processadores permite executar tarefas simultâneas mais rapidamente e com menor gasto de energia.

Uma NPU representada dentro de um System-on-a-Chip (SoC), que também possui CPU e GPU (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)
Uma NPU representada dentro de um System-on-a-Chip (SoC), que também possui CPU e GPU (Imagem: Vitor Pádua/Tecnoblog)

Os núcleos de uma NPU podem ser projetados especificamente para calcular, de maneira mais eficiente, multiplicações de matrizes, convoluções e outras operações de álgebra linear, por exemplo. Essas tarefas são fundamentais para as redes neurais artificiais, inspiradas na estrutura de neurônios do cérebro humano.

Como uma NPU é altamente eficiente para processamento de redes neurais, é possível usar aprendizado de máquina e deep learning para treinar sistemas de identificação de padrões, classificação de imagens e reconhecimento de voz mesmo em dispositivos compactos e com bateria, como smartphones.

Quais são as aplicações das unidades de processamento neural?

As NPUs (unidades de processamento neural) podem ser utilizadas em diversos setores, desde eletrônicos de consumo até a medicina. As aplicações comuns de NPUs são:

  • Visão computacional: permite identificar padrões visuais, interpretar imagens em tempo real, rastrear movimentos e monitorar objetos, funções típicas de câmeras de segurança e carros autônomos;
  • Processamento de linguagem natural (NLP): depende de sistemas previamente treinados, geralmente com aprendizado de máquina por redes neurais, para entender textos e vozes da linguagem humana. É o campo da IA que viabiliza assistentes virtuais e chatbots;
  • Realidade virtual e realidade aumentada: jogos podem ficar mais realistas e imersivos com o auxílio de uma NPU que processe as informações do ambiente em tempo real com alta eficiência energética;
  • Big Data: NPUs podem acelerar a análise de dados e a previsão de tendências quando há um alto volume de informações, como acontece no setor financeiro. Também podem analisar um grande conjunto de imagens médicas para identificar anormalidades de saúde com maior precisão e rapidez.
Qual é a diferença entre NPU e GPU?

NPU e GPU são tipos de processadores especializados presentes em computadores e smartphones. Porém, a NPU é utilizada para redes neurais e outras tarefas de inteligência artificial, enquanto a GPU é focada em renderização gráfica, como jogos e aplicações em 3D.

Uma GPU pode processar tarefas neurais, inclusive de maneira mais eficiente que uma CPU. No entanto, por ter uma arquitetura mais complexa, a GPU tende a gastar mais energia que uma NPU nesse tipo de operação.

NPUs são mais rápidas que CPUs?

A NPU é mais rápida do que uma CPU quando executa tarefas para as quais foi otimizada, como o processamento de redes neurais. Isso porque as NPUs podem ter uma arquitetura específica para IA, o que permite executar mais operações com menor gasto de energia.

Apesar disso, não é possível afirmar genericamente que uma NPU é mais rápida que uma CPU em qualquer tarefa. NPUs são um tipo de processador especializado em cálculos matemáticos simultâneos de IA, enquanto a CPU é um chip de propósito geral que pode assumir diversas tarefas.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

domingo, 5 de maio de 2024

Com mercado de luxo em alta, Brasil tem mais de 90 carros a partir de R$ 500 mil; veja a lista

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ------------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>


Dados da Bright Consulting mostram que mais de 16 mil veículos premium ou de luxo foram vendidos em 2023, alta de 70% em relação ao ano anterior. Neste ano, foram 4,7 mil — mais do que em todo o ano de 2020.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___-----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 05 de maio de 2024 às 07h05m

#.*Post. - N.\ 11.193*.#



Com mercado de luxo em alta, Brasil tem mais de 90 carros a partir de R$ 500 mil

O mercado de luxo custa a passar por crises. Nos últimos anos, em que o setor automotivo passou por uma lenta recuperação dos efeitos da pandemia de Covid, os modelos de ponta só avançaram no país.

Dados da Bright Consulting apontam que o setor automotivo como um todo registrou aproximadamente 2,2 milhões de vendas em 2023, um aumento de aproximadamente 12% em relação ao ano anterior. No alto luxo, contudo, a alta passa dos 70%.

Foram cerca de 16,6 mil veículos vendidos no ano passado com valores acima de R$ 500 mil. Um ano antes, foram 9,7 mil.

A consultoria também aponta que só nesse ano foram vendidos mais de 4,7 mil carros nessa categoria — mais do que em todo o ano de 2020.

Em um mercado que só cresce, é preciso ter mais opções. Um levantamento do g1 mostra que há mais de 90 modelos de carros com preços a partir de R$ 500 mil vendidos no país. (veja a lista abaixo)

“Quando você fala de setor automotivo, o Brasil é bastante relevante para o mundo todo. O segmento premium é importante para o país e aqui continua sendo um mercado importante para as montadoras. E ainda há uma tendência de crescimento”, diz o gerente de negócios da Jato Dynamics, Milad Kalume Neto.

Quem compra?

Especialistas e fontes do mercado ouvidos pelo g1 dizem que grandes executivos e empresários — que o mercado chama de “Classe AA” — continuam a ser o perfil clássico de comprador de carros de luxo. Cada vez mais, no entanto, aparecem na lista jogadores de futebol, artistas, cantores, blogueiros e influenciadores.

“O público é predominantemente masculino, entre 45 a 50 anos. Na maioria das vezes, são empresários ou profissionais liberais de alta renda. Mas há um público emergente surgindo no mercado, que tem o carro de luxo ou esportivo como símbolo de status”, diz o diretor-financeiro da Attra Veículos, Gabriel Attra.

Lamborghini, Ferrari e BMW continuam sendo destaques, bem como a Porsche — que tem ganhado cada vez mais espaço no mercado brasileiro. De acordo com dados da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), os três esportivos mais vendidos do Brasil são da marca: o 911, o Boxster e o Cayman.

Como mostram os números da Bright Consulting, as vendas de carros de luxo vêm em uma crescente e continuaram fortes até mesmo durante a pandemia — diferente do restante do mercado automotivo, que sofreu durantes os anos de Covid-19. A demanda intensa pelos veículos de luxo, inclusive, formou até filas de espera.

“Quem tinha emprego ou empresa, que estava se sentindo mais ou menos seguro, e tinha recursos discricionários para investir em alguma coisa, acabou investindo em reforma de imóveis ou até na compra de uma casa nova ou de um carro”, afirmou o diretor de estratégia da Bright Consulting, Cassio Pagliarini.

Agora, momento em que a economia do país já passou por um período de normalização, e que as cadeias logísticas deixaram de ser uma questão, os números aceleraram ainda mais.

No mercado, a expectativa é que esse aumento na demanda ainda deve continuar, não apenas por conta do cenário de queda das taxas básicas de juros — o que ajuda a baratear o crédito e torna esse mercado mais acessível —, mas também pelos sinais de maior estabilidade da economia.

“Quando você tem uma economia dentro de uma estabilidade, com uma visibilidade melhor, melhora o humor do consumidor e ele acaba com mais vontade de comprar ou de trocar de carro”, explica o diretor-presidente de marcas de luxo na Automob, Maurício Portella. 
O que diferencia os carros de luxo?

O segmento de carros premium e de luxo normalmente costuma ter um apelo maior por desempenho, design, segurança e tecnologia.

“[O que impulsiona a demanda dos mais jovens é] desempenho, sempre desempenho. Design também faz diferença para esse público, assim como tecnologia e conectividade”, diz Portella, da Automob.

Veja abaixo alguns dos principais diferenciais oferecidos na maior parte dos veículos do setor:

  • Sistemas digitais que permitem gerenciar as funções do carro e modos de direção, além de parâmetros como a pressão dos pneus, qualidade do ar, configuração de conforto dos assentos e temperatura dos freios.
  • Diferentes modos de direção que adaptam as configurações do carro à pista em que estão – se estão andando nas cidades, em ruas de terra ou em pisos molhados, por exemplo. Os modos de condução costumam modificar parâmetros de motor, câmbio e controle de estabilidade.
  • Personalização do exterior e do interior dos veículos, com opções de pintura e acabamentos em couro.
  • Quanto mais caro, maior costuma ser o número de peças em fibra de carbono – material que deixa o carro mais leve e ajuda a melhorar seu desempenho.
  • Alguns dos veículos também apostam em capota retrátil – a maioria ainda pode ser manuseada enquanto o carro está em movimento.

Juros mais baixos e alta de emplacamentos: vai ficar mais fácil comprar um carro zero?

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

sábado, 4 de maio de 2024

CNN tem raro acesso à exposição de mísseis e drones iranianos que atingiram Israel

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ------------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>


É a primeira vez que a mídia americana tem acesso ao material; artilharia balística de longo e médio alcance com mísseis de cruzeiro e drones estão armazenadas em galpão
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___-----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Fred Pleitgenda --  CNNTeerã
02/05/2024 às 04:20
Postado em 04 de maio de 2024 às 09h20m

#.*Post. - N.\ 11.192*.#

Vários mísseis balísticos iranianos no salão principal de uma exposição da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã, Irã, em 1º de maio de 2024
Vários mísseis balísticos iranianos no salão principal de uma exposição da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã, Irã, em 1º de maio de 2024 Fred Pleitgen/CNN

“É preciso perguntar aos israelenses”, diz o Brigadeiro-General da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã, Ali Belali, com um sorriso malicioso quando lhe perguntam quantos mísseis balísticos a República Islâmica disparou contra Israel no ataque do dia 14 de abril.

Mas ele está mais do que feliz em mostrar os mísseis e drones que o Irã utilizou no seu primeiro ataque contra Israel, lançado diretamente a partir de solo iraniano.

“Foi uma medida punitiva”, diz Belali, enquanto usa um apontador laser para indicar os mísseis lançados, elevando-se acima dele na exposição.

Duas semanas depois de o Oriente Médio ter chegado à beira de uma guerra total, com o Irã lançando centenas de projéteis contra Israel em retaliação a um alegado ataque aéreo israelense a um complexo da embaixada iraniana em Damasco, Teerã está empenhado em mostrar ao mundo que está capaz de combater um conflito mais amplo caso seja confrontado.

Em 19 de abril, Israel respondeu com um suposto ataque dentro das fronteiras do Irã. Tanto as ações iranianas como israelenses resultaram em danos mínimos e pareceram, por ambos os lados, ter como objetivo restaurar a dissuasão.

A situação diminuiu, mas a ameaça de guerra continua a pairar sobre a região à medida que a ofensiva de Israel em Gaza prossegue.

A CNN teve raro acesso a uma exposição da Guarda Revolucionária Islâmica que mostra as capacidades aéreas e espaciais de Teerã, incluindo os tipos de armas que foram usadas contra Israel no mês passado.

A mídia americana nunca tinha sido autorizada a entrar até agora.

Na exposição permanente das Forças Aeroespaciais da Guarda Revolucionária, no oeste de Teerã, dezenas de mísseis balísticos de longo e médio alcance se erguem com mísseis de cruzeiro e drones.

A exposição pretende mostrar o desenvolvimento e o progresso do programa de drones e mísseis do Irã.

“Hoje, os nossos drones e mísseis tornaram-se um importante fator de força e de execução do poder no mundo”, disse Belali à CNN, ele próprio um antigo comandante de mísseis durante a guerra de oito anos entre o Irã e o Iraque, que terminou em 1988.

Ele diz que a enorme barragem de drones e mísseis do Irã contra Israel foi um grande sucesso.

O ataque do Irã a Israel incluiu drones, mísseis balísticos e mísseis de cruzeiro. O céu noturno sobre as cidades israelenses iluminou-se enquanto as defesas aéreas do país trabalhavam para interceptar os projéteis.


Sistema antimíssil em Israel após ataque iraniano / Amir Cohen/Reuters (14.abr.24)

Entretanto, as forças aéreas de Israel, dos EUA, do Reino Unido, da França e da Jordânia estavam ocupadas nos céus, tentando também derrubar o maior número possível de drones e mísseis iranianos.

“A Otan, os Estados Unidos e os países árabes da região queriam criar barreiras para os nossos drones, mísseis e mísseis de cruzeiro, mas falharam”, diz Belali. “O mundo não foi capaz de nos parar.”

Os militares israelenses afirmaram que “99%” dos projéteis disparados pelo Irã foram interceptados por Israel e pelos seus parceiros, com apenas “um pequeno número” de mísseis balísticos a atingir o país.

Os iranianos afirmam que conseguiram atingir dois locais dentro de Israel, incluindo a base aérea de Nevatim, no deserto de Negev.

O porta-voz das Forças de Defesa de Israel (FDI), Daniel Hagari, disse que os mísseis balísticos que atingiram Israel caíram na base aérea e causaram apenas danos estruturais leves .

“Precisão, menos de cinco metros”, afirma o brigadeiro-general Ali Belali, diante de dois dos mísseis balísticos que ele diz estarem envolvidos nos ataques contra Israel, o Ghadr e o Emad.

Os mísseis têm um alcance de mais de 1.600 quilômetros e podem transportar ogivas entre 450 e 500 quilogramas, diz ele. Outro míssil, denominado Kheybar, que afirma também ter sido utilizado, transporta uma ogiva de cerca de 320 quilogramas, acrescenta o general.

A maior força de mísseis balísticos da região

Os mísseis balísticos do Irã são há muito tempo motivo de preocupação para os EUA e os seus aliados no Oriente Médio, que apelaram a que restrições ao programa de mísseis fizessem parte de qualquer acordo que Washington estabeleça com Teerã.

Os EUA dizem que o Irã tem a maior força de mísseis balísticos no Oriente Médio e considera o seu arsenal de mísseis como uma das suas “principais ferramentas de coerção e projeção de força”.

No passado, o Irã insistiu que o seu programa de mísseis é apenas para fins defensivos.


Drones de ataque Shahed em um caminhão sem identificação em uma exposição da Guarda Revolucionária Iraniana em Teerã, Irã, em 1º de maio de 2024 / Fred Pleitgen/CNN

Nos últimos anos, e até ao seu ataque a Israel, o Irã realizou pelo menos cinco grandes ataques transfronteiriços com mísseis balísticos na região, disse John Krzyzaniak, investigador associado do Projeto Wisconsin sobre Controlo de Armas Nucleares em Washington, DC, à CNN.

Estes incluem dois ataques ao Estado Islâmico na Síria e três no Iraque que alegam ter como alvo as forças dos EUA, militantes curdos e a inteligência israelense.

Também em exibição na exposição de Teerã está o que o Irã diz ser um drone americano RQ-170 Sentinel, fabricado pela Lockheed Martin, que afirma ter abatido em 2011.

Autoridades dos EUA disseram à CNN naquele ano que o drone fazia parte de uma missão de reconhecimento da CIA, que envolveu tanto a comunidade de inteligência como o pessoal militar estacionado no Afeganistão. Três anos depois, o Irã disse ter conseguido copiar o drone.

Belali diz que o desenvolvimento de mísseis do Irã é fundamental para a estratégia defensiva da República Islâmica.

“Nas nossas capacidades de defesa não dependemos de ninguém. Tivemos bons progressos neste domínio e iremos progredir ainda mais. Há conquistas que ainda não foram comentadas.”

Os drones são igualmente importantes para a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. A exposição mostra vários estágios de desenvolvimento de drones, desde pequenos UAVs de madeira usados ​​na guerra Irã-Iraque, até modelos que os iranianos afirmam ter capacidades furtivas.

Um dos mais proeminentes é o Shahed 136, um drone barato do tipo “dispare e esqueça”, o que significa que uma trajetória de vôo é programada, o UAV é lançado e então voa de forma independente em direção à área alvo.

Embora os iranianos reconheçam a utilização de dezenas de drones Shahed 136 para atingir Israel, tanto os EUA como a Ucrânia também acusam Teerã de dar centenas à Rússia, com Moscou a utilizá-los para atingir cidades e infraestruturas energéticas ucranianas. Os iranianos negaram consistentemente essas alegações.

Os Shaheds voam baixo e devagar e geralmente atacam em enxames, diz o general, parado na frente de um caminhão sem identificação que serve como plataforma de lançamento secreta.

“Tudo está pré-programado. A rota de voo é escolhida segundo as capacidades do inimigo e os pontos cegos dos radares e todos os elementos que podem nos ajudar a atingir o alvo.”

Este conteúdo foi criado originalmente em inglês.

Tópicos  Tópicos
------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----

O que muda no Everest com o aquecimento global

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ------------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>


Mudanças climáticas estão aumentando o risco da escalada e criando novos problemas, como o cheiro de fezes humanas quando descongeladas.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___-----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>> TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 04 de maio de 2024 às 07h05m

#.*Post. - N.\ 11.191*.#

Monte Everest, o pico mais alto do mundo, e outros picos da cordilheira do Himalaia são vistos através de uma janela de uma aeronave — Foto: Monika Deupala/Reuters/Arquivo
Monte Everest, o pico mais alto do mundo, e outros picos da cordilheira do Himalaia são vistos através de uma janela de uma aeronave — Foto: Monika Deupala/Reuters/Arquivo

Há um motivo para os montanhistas do Monte Everest chamarem a passagem pela Cascata de Gelo Khumbu, a partir da encosta oeste, de "salão da morte". Uma poderosa geleira paira como uma espada de Dâmocles, ameaçando a rota e tornando a escalada complicada.

Acidentes ali são frequentes. Em 18 de abril de 2014, uma avalanche de gelo se iniciou no local. Dezesseis montanhistas nepaleses, que transportavam equipamentos para expedições comerciais aos campos altos, morreram no acidente.

Desde então, os Icefall Doctors – um grupo de sherpas especializados na Cascata de Gelo Khumbu – têm tentado colocar a rota para o cume do Everest o mais longe possível da encosta oeste. No entanto, nesta primavera, a mudança climática os forçou a voltar para o "salão da morte".

Simplesmente não havia alternativas. Duas tentativas de encontrar uma rota menos arriscada falharam. O inverno sem neve no Nepal deixou torres de gelo instáveis e pontes de neve no labirinto de gelo. Além disso, formaram-se fendas tão largas que não podiam ser atravessadas com escadas.

Todos os anos, os Icefall Doctors determinam a rota através da perigosa cascata de gelo, marcam-na com cordas e a mantêm visível durante a temporada de escaladas, até o fim de maio. Somente quando a rota até o Acampamento Dois, a 6.400 metros, estiver totalmente delimitada, as equipes comerciais podem começar a subir.

É uma corrida contra o tempo. Este ano, cerca de dez dias depois do previsto, os oito sherpas finalmente anunciaram que estavam prontos. No entanto, os Icefall Doctors alertaram que havia pelo menos cinco pontos perigosos, que deveriam ser ultrapassados o mais rapidamente possível. Parecia a descrição de uma roleta russa.

A montanha está "mais dinâmica"

No inverno passado, dois passos localizados há mais de 5.800 metros de altura na região do Everest ficaram até mesmo totalmente sem neve. "Isso é preocupante", diz o glaciologista nepalês Tenzing Chogyal Sherpa.

"Os dados mostram que o número de dias de neve, a quantidade e a cobertura de neve estão diminuindo – a tendência é negativa. Essas passagens e montanhas 'nuas' ilustram o que está acontecendo", diz Sherpa.

As geleiras estão derretendo numa velocidade cada vez maior, tornando-se mais finas e menores. Lagos glaciais cada vez maiores estão se formando e ameaçam estourar. Isso aconteceu esta semana em Manaslu, também uma montanha do mundo com mais de 8 mil metros de altura. A avalanche subsequente causou apenas danos materiais.

Poças de água derretida também estão se formando no vale ao pé do Everest. Até o cume, a 8.849 metros, a neve e o gelo estão recuando. O resultado é um maior risco de queda de rochas e, como está ficando mais quente, uma maior chance de avalanches. "Muitas pessoas perdem suas vidas em avalanches. A montanha está se tornando cada vez mais dinâmica", alerta Sherpa.

"As atuais dificuldades na Cascata de Gelo de Khumbu para chegar aos acampamentos mais altos podem ter um impacto em toda a temporada e podem ser o prenúncio de um grande desastre no Everest", teme o montanhista alemão Norrdine Nouar, de 36 anos.

Ele acabou de escalar – sem oxigênio engarrafado – o Annapurna, de 8.091 metros, no oeste do Nepal, sua segunda escalada acima de 8 mil metros. Agora ele quer tentar escalar a montanha mais alta do mundo sem uma máscara de respiração.

"Espero realmente que não batamos novamente o triste recorde de mortes no Everest do ano passado", disse Nouar a um blog especializado. Na primavera de 2023, 18 pessoas – seis nepaleses e 12 clientes de equipes comerciais – perderam a vida no Monte Everest, o maior número numa única temporada. No entanto, o governo nepalês também nunca havia emitido tantas autorizações para o Everest: 478. Este ano, o número de autorizações é 20% menor em comparação com a mesma época em 2023.

Isso pode indicar um declínio no interesse pelo Everest – ou não. Pode ser que muitos candidatos a escalar o Everest estejam agora se pré-aclimatando em casa em tendas hipóxicas e, portanto, chegando mais tarde. Ou ainda estar ocorrendo porque a montanha mais alta do mundo pode, pela primeira vez em quatro anos, também pode ser escalada pelo lado norte, no Tibete.

Devido à pandemia do coronavírus, as autoridades chinesas haviam fechado as montanhas do Tibete para expedições estrangeiras. As equipes que desejam escalar o Everest pelo norte nesta primavera ainda estão aguardando suas permissões de entrada no Tibete. A fronteira só deverá ser aberta depois de 7 de maio. A temporada do Everest no lado norte termina em 1º de junho. As autoridades chinesas limitaram o número de permissões a 300. Escaladas sem oxigênio engarrafado são proibidas acima de uma altitude de 7 mil metros.

Chips de rastreamento e sacos de cocô

No lado sul do Nepal também há novas regulamentações. Todos os montanhistas precisam ter chips de rastreamento eletrônico costurados em suas jaquetas. O objetivo é facilitar as buscas caso alguém desapareça.

Esse sistema provou ser útil em buscas após avalanches nos Alpes, mas especialistas duvidam que possa elevar a segurança na área do cume do Monte Everest. Segundo Lukas Furtenbach, chefe do organizador austríaco de expedições Furtenbach Adventures, o alcance do sistema é significativamente reduzido no caso de avalanches de gelo. "Seria melhor se os guias não deixassem seus clientes sozinhos", diz Furtenbach. "Assim o problema estaria resolvido."

Este ano também é obrigatório, pela primeira vez, que os montanhistas levem sacos de excrementos consigo na escalada, para que sejam usados e levados de volta. Os sacos de cocô foram desenvolvidos especialmente para uso externo e podem ser perfeitamente fechados. Seu interior é revestido com uma mistura de agentes gelificantes, enzimas e substâncias neutralizadoras de odor. Isso garante que as fezes fiquem fechadas no saco e que o odor seja reduzido.

A organização nepalesa de proteção ambiental Comitê de Controle da Poluição Sagarmatha (SPCC), que é responsável pela administração do acampamento base do Everest e também emprega os Icefall Doctors, está incumbida de garantir o cumprimento da regra.

O SPCC estima que entre o Acampamento Um, a 6.100 metros, e o Acampamento Quatro, no Colo Sul, a pouco menos de 8 mil metros, há um total de cerca de 3 toneladas de excremento humano – metade disso no Colo Sul, o último acampamento antes do cume do Monte Everest. Como a cobertura de neve está desaparecendo cada vez mais, os excrementos cheiram mal, ameaçando transformar o Colo Sul num "salão de fezes".


Acampamento base do Monte Everest é fechado por acúmulo de lixo

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++----