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domingo, 14 de abril de 2024

Irã x Israel: qual o tamanho dos efetivos militares dos dois países

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Tensão entre países aumentou após ataque israelense a consulado na Síria, que matou militares iranianos. Em retaliação, Irã disparou no sábado drones contra Israel.
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Por Matheus Moreira, g1 — São Paulo

Postado em 14 de abril de 2024 às 06h20m

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Conselho da ONU se reunirá para discutir conflito Israel x Irã

Em meio a um novo episódio na escalada de tensão entre os dois países, Israel e Irã medem forças do seu poderio militar.

No sábado, os iranianos lançaram drones e mísseis em direção a Israel, que afirmou ter conseguido interceptar 99% deles.

O ataque é em reação a um bombardeio israelense contra a embaixada do Irã na Síria, em 1º de abril. Desde então, Teerã prometia uma resposta contra Israel.

O Irã tem o segundo maior contingente de tropas do Oriente Médio. (Veja detalhes abaixo)

As forças de segurança de Israel estão em "alerta máximo" após ataques do Irã. O governo iraniano fala em "resposta legítima". Mais cedo neste sábado, Israel suspendeu as aulas e restringiu aglomerações.

O ataque em Damasco marca a escalada da violência no Oriente Médio, intensificada pela guerra entre Israel e o grupo Hamas. O conflito chega ao sexto mês e soma mais de 33 mil mortos — 32 mil palestinos, segundo o Hamas, e 1.200 israelenses.

A morte do general da Guarda Revolucionária Iraniana é vista pelo Irã como um ataque direto ao país. O país prometeu retaliação.

Um levantamento feito pelo Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS, na sigla em inglês) e atualizado pela última vez em fevereiro de 2023, mostra que o Irã tem um contingente militar de 650 mil pessoas e que a guarda, que é uma divisão importante das forças armadas iranianas, é responsável por 190 mil combatentes. Trata-se do segundo maior contingente do Oriente Médio, atrás do Egito.

Bandeira do Irã perto de prédio atacado em Damasco, na Síria, em 1º de abril de 2024 — Foto: Firas Makdesi/Reuters
Bandeira do Irã perto de prédio atacado em Damasco, na Síria, em 1º de abril de 2024 — Foto: Firas Makdesi/Reuters

Já Israel tem 177,5 mil militares, entre Exército, Marinha, Aeronáutica e outras forças. Esse número, no entanto, não considera os reservistas, convocados quando há conflito.

O grande diferencial de Israel é a posse de bombas nucleares. De acordo com a Federação dos Cientistas Americanos (FAS), Israel é o único país da região que possui armamento nuclear, embora o governo israelense não reconheça possuir bombas.

O Irã tem enriquecido urânio a um nível próximo do necessário para se criar uma bomba nuclear, segundo um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) obtido em 2023 pela Agência France-Presse. No entanto, não há indícios de que o país tenha ogivas nucleares. (Leia mais sobre o Irã abaixo)

O levantamento do IISS considera como forças da Cisjordânia aquelas sob comando da Autoridade Palestina, enquanto na Faixa de Gaza é contabilizado o efeitivo sob comando do Hamas. O g1 adotou a lista de países do Oriente Médio usada pela Agência de Inteligência dos EUA (CIA), incluindo o Egito por causa da influência na guerra entre Israel e o Hamas. — Foto: Kayan Albertin/g1
O levantamento do IISS considera como forças da Cisjordânia aquelas sob comando da Autoridade Palestina, enquanto na Faixa de Gaza é contabilizado o efeitivo sob comando do Hamas. O g1 adotou a lista de países do Oriente Médio usada pela Agência de Inteligência dos EUA (CIA), incluindo o Egito por causa da influência na guerra entre Israel e o Hamas. — Foto: Kayan Albertin/g1

Mais sobre o Irã

Os dados divulgados pelo instituto mostram que a Guarda Revolucionária Iraniana tem um efetivo superior ao de 11 países da região. É maior do que todo a força militar da ativa de Israel, que conta com quase 180 mil combatentes e 400 mil reservistas.

O governo iraniano tem desempenhado um papel oculto na guerra. Oficialmente, critica a violência empregada por Israel na Faixa de Gaza. Extraoficialmente, patrocina o Hamas, que tem cerca de 20 mil combatentes e que luta em seu lugar por meio de uma “guerra por procuração”.

O Irã também participa de conflitos no Oriente Médio por meio dos outros grupos que patrocina. Um deles é o Hezbollah, que tem um contingente militar superior ao do Líbano, país que o grupo armado utiliza como base. Os cerca de 20 mil Houthis que lutam na guerra civil no Iêmen também recebem apoio iraniano.

Foram os Houthis que atacaram com drones uma instalação da petrolífera estatal saudita Aramco em 2022. O ataque expôs a fragilidade da Arábia Saudita, um dos países mais influentes da região a conflitos armados.

“O Irã é um ator que, através de uma coalizão de forças não estatais, atua de uma forma agressiva [no Oriente Médio]. Qualquer ação dos Houthis, do Hezbollah e do Hamas, é feita em coordenação com o Irã. Eles têm essa doutrina da defesa ativa”, afirma Rodrigo Amaral, professor de relações internacionais da PUC de São Paulo.

A defesa ativa é termo normalmente associado a ações de grupos armados que buscam marcar uma posição. Pode ser o apoio a um grupo ou a um país aliado que esteja em conflito ou mesmo uma demonstração de força por meio de um ataque.

Amaral explica que o contingente militar é apenas uma das variáveis levadas em consideração quando o assunto é a força de um Estado.

O relatório do IISS mostra ainda que o Egito é o país com maior contingente militar no Oriente Médio com mais de 835 mil pessoas. Apesar disso, o país não é tão influente na região quanto Arábia Saudita e Irã, países que contam com mais tecnologia militar, têm melhor desenvolvimento armamentista e são grandes exportadores de petróleo.

Fatores como a capacidade industrial de armamentos, a capacidade tecnológica militar, e a quantidade de tanques, aviões e porta-aviões, por exemplo, fazem parte do cálculo do jogo de poder regional.

Irã culpa Israel e promete resposta a ataque contra consulado na Síria

Nas forças terrestres e nas forças aéreas, os tipos de armamentos mais comuns são os tanques blindados de batalha e as aeronaves de combate. Em ambos os casos, as duas maiores frotas são as do Irã, que tem 1.513 tanques e 312 aeronaves, e as da Arábia Saudita, com 1.010 tanques e 455 aeronaves.

Já no mar, são pouquíssimos os países do Oriente Médio que têm submarinos. A maior frota é a do Irã, com 17, seguida pela Turquia, com 12, Egito, 8, e Israel e Jordânia, ambos com 5.

sábado, 13 de abril de 2024

O mistério dos cérebros preservados por milênios de forma natural

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Pesquisadores acreditam que eles poderiam nos dar pistas sobre nosso passado que podem ser benéficas para nosso futuro.
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TOPO
Por BBC

Postado em 13 de abril de 2024 às 10h50m

#.*Post. - N.\ 11.171*.#

Este é um dos cérebros com mais de mil anos — Foto: Alexandra L. Morton-Hayward/BBC
Este é um dos cérebros com mais de mil anos — Foto: Alexandra L. Morton-Hayward/BBC

O cérebro talvez seja o mais mole dos tecidos moles do corpo humano — e, por isso, é um órgão que tende a se decompor rapidamente após a morte, transformando-se em um líquido que desaparece, restando apenas o crânio.

➡️Daí o fascínio da antropóloga forense Alexandra Morton-Hayward em desvendar milhares de casos de cérebros que foram conservados praticamente intactos durante centenas de anos, ou até mesmo milênios, em alguns casos.

A professora do Departamento de Geociências da Universidade de Oxford, no Reino Unido, liderou uma pesquisa para derrubar a crença de que cérebros perfeitamente preservados são uma descoberta arqueológica extremamente estranha.

🧠Na verdade, graças ao seu estudo, foi possível verificar que os tecidos nervosos persistem em abundância muito maior do que se supunha anteriormente, auxiliados por condições específicas que contribuem para evitar sua putrefação.

O estudo, publicado na revista científica da Royal Society — uma das principais organizações científicas do mundo —, compilou uma amostra de mais de 4 mil cérebros humanos que aparecem em mais de 200 registros, incluindo alguns que datam de meados do século 17.

A equipe de pesquisa acredita que o estudo de cérebros preservados por mais de mil anos pode ser útil para o nosso futuro — Foto: Alexandra L. Morton-Hayward/BBC
A equipe de pesquisa acredita que o estudo de cérebros preservados por mais de mil anos pode ser útil para o nosso futuro — Foto: Alexandra L. Morton-Hayward/BBC

Entre eles, está um cérebro de 12 mil anos que apareceu perto de alguns dentes de mamute na atual Rússia.

Nos registros, há menções a uma grande variedade de sítios arqueológicos, como as margens do leito de um lago na Idade da Pedra na Suécia, as profundezas de uma mina de sal iraniana por volta de 500 a.C., e o cume de vulcões andinos no apogeu do Império Inca.

Morton-Hayward acredita que estes cérebros antigos podem ser uma importante fonte de informação sobre o nosso passado que ainda não foi explorada.

“Em princípio, deveríamos encontrar proteínas e DNA nos cérebros que estão menos degradados do que os dos ossos. Uma vez que tenhamos esse material, poderemos aprender muito sobre nossos ancestrais a partir dele”, ela explicou em entrevista à revista "Science".

Quinto mecanismo de conservação

Morton-Hayward se interessou pela primeira vez pela preservação do cérebro enquanto trabalhava em uma funerária.

“Uma das coisas que mais me intrigava era a decomposição. Assim como todos nós somos diferentes em vida, todos nós nos decompomos de maneira diferente na morte. E parece que depende muito de como você viveu e do que você morreu”, afirmou.

Cada um dos cérebros registrados foi comparado com dados climáticos históricos da mesma área, para explorar tendências sobre quando e onde foram encontrados.

O cérebro mais antigo tem aproximadamente 12 mil anos — Foto: Alexandra L. Morton-Hayward/BBC
O cérebro mais antigo tem aproximadamente 12 mil anos — Foto: Alexandra L. Morton-Hayward/BBC

As análises revelaram padrões nas condições ambientais associados a diferentes modos de preservação ao longo do tempo, incluindo a desidratação, o congelamento, a saponificação (transformação das gorduras num tipo de substância com aspecto semelhante ao sabão, conhecida como “cera cadavérica”) e um processo de curtimento.

Mas estes processos conhecidos preservam todos os tecidos moles, não só o cérebro. Não explicam, portanto, os 1,3 mil casos em que o cérebro é o único tecido mole que sobrevive.

Segundo os pesquisadores, isso se deve ao que classificam como um quinto mecanismo de conservação.

“Este mecanismo desconhecido é completamente diferente”, afirmou Morton-Hayward ao portal NewScientist.

"A característica-chave é que só nos restam o cérebro e os ossos. Não há pele, nem músculos, nem vísceras."

A hipótese é de que, em determinadas circunstâncias, substâncias como o ferro e o cobre possam catalisar a formação de ligações entre proteínas e lipídios, formando moléculas mais estáveis ​​e que resistem à degradação. E é na natureza das proteínas e dos lipídios encontrados no cérebro, ou na sua proporção, que pode estar o segredo.

“(Responder) se essas circunstâncias são ambientais ou estão relacionadas à bioquímica única do cérebro, é o foco do nosso trabalho atual e futuro”, disse Morton-Hayward.

Para a pesquisadora, é relevante que estes mecanismos “sejam semelhantes aos que vemos nas doenças neurodegenerativas, como a demência”.

“Então, se conseguirmos descobrir o que está acontecendo com os cérebros após a morte, poderemos lançar alguma luz sobre o que está acontecendo com o envelhecimento do cérebro em vida também”, acrescentou.

Vídeos

Chip no cérebro anunciado pelo bilionário Elon Musk é marketing ou inovação? Veja o vídeo abaixo.

Chip no cérebro anunciado por Elon Musk é marketing ou inovação?

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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Dólar tem nova alta e fecha em R$ 5,12, com juros dos EUA no radar; Ibovespa cai

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A moeda norte-americana avançou 0,61%, cotada em R$ 5,1212, renovando o maior patamar em seis meses. Na semana, acumulou alta de 1,11%. Já o principal índice acionário da bolsa brasileira encerrou em queda de 1,14%, aos 125.946 pontos.
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Por g1

Postado em 12 de abril de 2024 às 11h45m

#.*Post. - N.\ 11.170*.#

Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik
Cédulas de dólar — Foto: bearfotos/Freepik

O dólar engatou a 3ª alta consecutiva nesta sexta-feira (12) e encerrou a semana acima dos R$ 5,10 pela primeira vez em seis meses. O movimento foi impulsionado pela maior busca por proteção ao risco, em meio a uma nova onda de cautela em relação aos juros norte-americanos.

Após os Estados Unidos reportarem novas altas na inflação ao produtor e ao consumidor nesta semana, investidores seguem na expectativa por novos sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Assim, a participação de dirigentes da instituição em eventos ao longo do dia também ficou sob os holofotes, bem como o início da temporada de balanços corporativos nos EUA.

Por aqui, as atenções ficam direcionadas para os dados de serviços de fevereiro e para a reunião trimestral do Banco Central do Brasil (BC) com economistas.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, a B3, encerrou em queda.

Roberto Campos Neto, sobre inflação: "Tivemos uma notícia boa local, e uma ruim no cenário externo"

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Dólar

Ao final da sessão, o dólar avançou 0,61%, cotado em R$ 5,1212. Na máxima, alcançou os R$ 5,1477. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumula altas de:

  • 1,11% na semana;
  • 2,11% no mês; e
  • 5,54% no ano.

Na véspera, a moeda norte-americana avançou 0,25%, cotada em R$ 5,090.

Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou em queda de 1,14%, aos 125.946 pontos.

Com o resultado, acumula quedas de:

  • 0,67% na semana;
  • 1,69% no mês; e
  • 6,14% no ano.

Na quinta-feira, encerrou em queda de 0,51%, aos 127.396 pontos.

Entenda o que faz o dólar subir ou descer

O que está mexendo com os mercados?

A agenda recheada de indicadores de preços movimentou os mercados ao longo desta semana. Os principais destaques ficaram com os índices de inflação ao produtor e ao consumidor dos Estados Unidos, que voltaram a subir no mês passado.

Ontem, por exemplo, o índice de preços ao produtor norte-americano, divulgado pelo Departamento do Trabalho dos EUA, registrou um aumento de 0,2% em março, após uma alta de 0,6% em fevereiro. O número veio ligeiramente abaixo do esperado por economistas consultados pela Reuters, que previam um avanço de 0,3%.

Já o índice de preços ao consumidor norte-americano (CPI, na sigla em inglês), divulgado na quarta-feira, acelerou e chegou a 3,5% em março, contra 3,2% registrados em fevereiro e acima das expectativas de mercado.

Os números aumentam os temores de que o Fed pode demorar mais a iniciar o ciclo de corte de juros no país. O banco central dos EUA tem uma meta de inflação de 2% e, após o crescimento de empregos mais forte do que o esperado em março, bem como a queda da taxa de desemprego de 3,9% em fevereiro para 3,8%, alguns economistas adiaram as expectativas de corte dos juros para julho.

Depois dos indicadores, os mercados financeiros viam uma probabilidade de aproximadamente 84,8% de o Fed manter os juros em sua reunião de política monetária de 11 e 12 de junho, de acordo com a ferramenta FedWatch da CME.

Diante desse cenário, a participação de dirigentes do Fed em eventos ao longo do dia também acabou na mira dos investidores.

Nesta sexta-feira (12), o presidente da distrital da instituição em Chicago, Austan Goolsbee, afirmou que as leituras de inflação continuam altas e "são preocupantes", mas reiterou que o índice PCE, o indicador de inflação preferido do Fed, continua a se comportar.

"Se começarmos a ter leituras melhores que nos mostrem que o arco da inflação está caindo, isso nos fará sentir muito melhor sobre onde estamos. Se o PCE estiver reinflando -- estabilizaremos os preços", afirmou em evento. A próxima divulgação do PCE será em 26 de abril.

Corroborando esse cenário, as autoridades do Fed também se mostraram preocupadas com uma eventual estagnação de controle da inflação e afirmou, na última ata do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) que teme que seja necessário um período mais longo de política monetária restritiva para controlar o ritmo dos aumentos de preços.

"De modo geral, os participantes destacaram sua incerteza quanto à persistência da inflação elevada e expressaram a opinião de que dados recentes não haviam aumentado sua confiança de que a inflação esteja se movendo de forma sustentável para 2%", disse a ata da última reunião do Fed, também divulgada na última quarta-feira.

As autoridades do Fed estão debatendo se o maior risco é que a política monetária permaneça muito apertada por muito tempo ou que o corte de juros aconteça muito cedo e não consiga fazer com que a inflação retorne à sua meta de 2%.

Ainda no exterior, o início da temporada de resultados corporativos nos Estados Unidos também ficou no radar.

Na Europa, as indicações de que o Banco Central Europeu (BCE) deve iniciar o ciclo de cortes de juros em breve ainda continou na mira dos investidores, bem como dados de atividade do Reino Unido e da China.

Já no Brasil, o noticiário corporativo envolvendo a Petrobras continua sob os holofotes, após um juiz federal de São Paulo decidir suspender do cargo o presidente do conselho de administração da estatal, Pietro Mendes, na véspera.

Segundo o Blog do Valdo Cruz, a decisão do magistrado acolheu uma ação movida pelo deputado estadual Leonardo Siqueira Lima (Novo-SP), pro entender que há conflito de interesses no fato de Mendes ocupar o cargo no conselho, uma vez que ele também é secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia.

Em nota, a Petrobras informou que vai recorrer da decisão.

O atual cenário da petroleira vem menos de uma semana após os rumores de que o presidente da estatal, Jean Paul Prates, poderia ser demitido da companhia e substituído pelo atual presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Apesar das especulações, no entanto, o Blog da Julia Duailibi indicou que a permanência de Prates no comando da estatal ganhou força após duas reuniões feitas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.

Além disso, os debates sobre uma eventual redução do preço da energia elétrica também seguem no radar, após Lula ter pedido, na última quarta-feira, a apresentação de um novo programa energético ainda este ano para reduzir de forma estrutural o preço das tarifas de energia, segundo apurado pelo g1.

O presidente chegou a se reunir com representantes do setor elétrico, do Ministério de Minas e Energia (MME) e da Casa Civil. Na pauta: a redução das tarifas. Como resultado da reunião, o MME ficou responsável por liderar um grupo de trabalho para elaborar uma proposta estrutural para o setor até o fim de 2024.

Entre os indicadores da semana, o destaque ficou com o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado na quarta-feira. A inflação oficial do país mostrou que os preços subiram 0,16% em março, abaixo das expectativas do mercado financeiro.

O maior impacto do mês veio novamente do grupo Alimentação e bebidas, com alta de 0,53% e peso de 0,11 ponto percentual (p.p.) no índice geral. Mas é uma variação mensal menor que fevereiro, quando os preços do grupo haviam subido 0,93%.

Para o mercado financeiro, a inflação veio bem abaixo da projeção, mas ainda não afasta a preocupação com a inflação de serviços. Os serviços subjacentes, um núcleo focado em serviços e que exclui itens mais voláteis, teve alta levemente mais forte que o mês anterior, de 0,44% para 0,45%.

"O ponto de preocupação continua sendo os serviços subjacentes, que, ao se manterem praticamente estáveis, continuam em um patamar incompatível com as metas de inflação – e deverão continuar justificando a cautela do Banco Central", diz Helena Veronese, economista-chefe da B. Side.

Já nesta sexta-feira (12), novos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística indicaram que o volume de serviços no Brasil voltou a contrair em fevereiro, interrompendo três meses consecutivos de ganhos. Segundo o instituto, houve uma queda de 0,9% do indicador no mês, resultado bem aquém da expectativa do mercado, de alta de 0,2%.

Após o fechamento dos mercados, o Banco Central anunciou que, a partir de segunda-feira (15), dará início à rolagem dos contratos de swap cambial com vencimento em 1 de julho de 2024, no montante de US$ 15,5 bilhões (310.440 contratos).

De acordo com a autoridade monetária, a execução dessa rolagem prevê a realização de leilões diários de swap tradicional e compreenderá o período necessário para que todo o estoque a vencer em 1° de julho de 2024 seja renovado.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

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