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sexta-feira, 12 de abril de 2024

Clube dos 90+: veja quem são os bilionários mais velhos do mundo

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Lista de bilionários da Forbes tem 85 pessoas acima dos 90 anos entre as mais ricas do mundo; dois são brasileiros.
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Por Isabela Bolzani, g1

Postado em 12 de abril de 2024 às 07h05m

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George Joseph, fundador da seguradora Mercury General — Foto: Jae C. Hong/ AP Photo
George Joseph, fundador da seguradora Mercury General — Foto: Jae C. Hong/ AP Photo

O norte-americano George Joseph, fundador da seguradora Mercury General, é o bilionário mais velho da lista da Forbes de 2024. Com 102 anos, o empresário soma uma fortuna de US$ 1,7 bilhão (o equivalente a R$ 8,5 bilhões).

Além dele, David Murdock, ex-presidente da multinacional agrícola Dole Food, e Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia, completam o trio de centenários com patrimônio na casa do bilhão.

A lista de bilionários 90+ da Forbes conta ainda com 13 mulheres e dois brasileiros. Veja nesta reportagem:

  • Quem são os bilionários mais velhos do mundo?
  • Quem é o nonagenário mais rico do mundo?
  • Quais são os bilionários mais velhos do Brasil?
  • Quais outros nomes famosos estão na lista dos bilionários nonagenários da Forbes?
  • Veja a lista dos bilionários mais velhos do mundo
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Bilionária é condenada à morte por corrupção no Vietnã; país usa injeção letal como método de execução
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Quem são os bilionários mais velhos do mundo?

  • George Joseph: 102 anos

O bilionário mais velho do mundo na lista da Forbes é o norte-americano George Joseph. Fundador da seguradora Mercury General, o empresário completou 102 anos no último 11 de setembro e soma uma fortuna de US$ 1,7 bilhão (R$ 8,5 bilhões).

Nascido em 1921, o centenário foi criado ao longo da Grande Depressão — nome dado a uma das maiores crises financeiras do mundo, que aconteceu em 1929 — e chegou a ser piloto durante a 2ª Guerra Mundial.

Formado em Harvard em 1949, com especialização em matemática e física, Joseph fundou a Mercury General em 1962, após conseguir levantar aproximadamente US$ 2 milhões em capital.

Para atrair clientes, oferecia seguros com taxas reduzidas para motoristas que dirigiam de forma mais segura do que a média norte-americana.

Atualmente a Mercury General oferece seguros automotivos, residenciais e contra incêndios, e possui capital aberto na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE). Joseph possui 35% do controle da companhia.

O bilionário é casado e possui cinco filhos.

  • David Murdock: 101 anos
David Murdock, ex-presidente da Dole Food Products, em novembro de 2008, em Nova York. — Foto: Getty Images via AFP
David Murdock, ex-presidente da Dole Food Products, em novembro de 2008, em Nova York. — Foto: Getty Images via AFP

O empresário norte-americano David Murdock, com 101 anos e uma fortuna de US$ 3,4 bilhão (cerca de R$ 17 bilhões), também está entre os mais velhos da lista de bilionários da Forbes.

Murdock, que ficou na liderança da Dole Food Products durante 35 anos, deixou o conselho da empresa em 2021, antes de a companhia realizar lançar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York (NYSE).

Segundo a Forbes, o empresário chegou a ter uma passagem pelo exército norte-americano durante a 2ª Guerra Mundial. Depois, ele passou a desenvolver propriedades no Arizona, nos Estados Unidos.

Atualmente, o bilionário possui um conjunto de propriedades residenciais e comerciais no país, além de possuir uma coleção de cavalos árabes.

  • Robert Kuok: 100 anos
Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia. — Foto: Associated Press
Robert Kuok, o homem mais rico da Malásia. — Foto: Associated Press

O homem mais rico da Malásia completa o trio de centenários da lista de bilionários da Forbes.

Com 100 anos e uma fortuna de US$ 11,4 bilhões (R$ 57,1 bilhões), Robert Kuok é dono do Kuok Group, um conglomerado multinacional que atua nas áreas marítima, imobiliária, de logística, de hotelaria, de alimentação, e do agronegócio.

O empresário também é o responsável por fundar a rede de hotéis e resorts Shangri-La, em Singapura, em 1971.

Além disso, os negócios do bilionário são mantidos dentro da família. Seu filho mais novo, Kuok Khoon Hua, por exemplo, é presidente da Kerry Properties, uma empresa imobiliária de Hong Kong.

Já o sobrinho do bilionário, Kuok Khoon Hong, lidera a Wilmar International, uma holding (empresa de participações) de investimentos e processamento de alimentos em Singapura. Ambas as companhias pertencem ao Kuok Group.

O empresário, formado na Raffles College, em Singapura, é casado e tem oito filhos.

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Warren Buffett em Omaha, Nebraska (EUA) no último dia 6 de maio de 2018. — Foto: Nati Harnik / AP
Warren Buffett em Omaha, Nebraska (EUA) no último dia 6 de maio de 2018. — Foto: Nati Harnik / AP

O título de nonagenário mais rico do mundo, por sua vez, fica com megainvestidor Warren Buffett. Aos 93 anos, o bilionário acumula um patrimônio de mais de US$ 133 bilhões (o equivalente a R$ 666,1 bilhões) e ocupa a 6ª posição da lista da Forbes. VEJA AQUI O TOP 10.

Conhecido como o "Oráculo de Omaha", Buffett é considerado por muitos o investidor mais bem-sucedido do século XX. Ele é o principal acionista e o presidente do Conselho de Administração do grupo Berkshire Hathaway.

Nascido em 1930 nos Estados Unidos, o Buffett começou a investir em ações ainda bem jovem, influenciado pelo pai, que trabalhava como operador do mercado financeiro. Ele comprou suas primeiras ações com apenas 11 anos.

Empresário desde cedo, seu primeiro negócio foi no colégio, quando ele e um amigo compraram uma máquina de pinball e a instalaram em uma barbearia. Com o lucro, os amigos compraram instalaram outras três máquinas e, em pouco tempo, venderam o negócio por US$ 1,2 mil.

Depois, em 1956, o megainvestidor abriu a Buffett Partnership, fazendo lucro ao investir em empresas que estavam avaliadas abaixo de seu real valor.

Foi por meio dessa empresa de participações que, quatro anos depois, o empresário começou a comprar ações da Berkshire Hathaway, do setor têxtil, até que, em 1965, já comandava a companhia. Com isso, desmanchou a Buffett Partnership para focar no novo negócio.

Aos poucos, a Berkshire Hathaway saiu do ramo têxtil e passou a comprar ativos de vários setores para fundar um conglomerado. Entre as grandes empresas das quais Buffett possui participação inteira ou parcial estão: Apple, Coca-Cola, American Express, Duracell, entre outras.

Com formação na Universidade de Columbia e na Universidade de Nebraska-Lincoln, Buffett é casado e tem três filhos.

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O Brasil também tem dois nomes na lista de bilionários mais velhos do mundo da Forbes.

Veja abaixo quem são:

  • Lucia Borges Maggi: 91 anos
Lucia Maggi — Foto: Divulgação/Amaggi
Lucia Maggi — Foto: Divulgação/AmaggiLucia Maggi — Foto: Divulgação/Amagg

A brasileira mais velha da lista é a empresária Lucia Borges Maggi, de 91 anos. Cofundadora do Grupo Maggi, um dos maiores produtores de soja e de outras commodities do país, a bilionária possui uma fortuna estimada de US$ 1,2 bilhão (R$ 6 bilhões).

O sobrenome Maggi tornou-se notável no agronegócio brasileiro com a fundação do Grupo Amaggi, em 1977, em São Miguel do Iguaçu (PR), que nasceu com o nome de Sementes Maggi. Lucia e o marido, André, iniciaram juntos a empresa.

Dois anos depois, a companhia chegou ao Mato Grosso, que se tornou o estado-símbolo do cultivo do grão. Em 2001, após a morte de André, a viúva e mãe de cinco filhos passou a ser a principal acionista da empresa.

  • Ivan Müller Botelho: 90 anos
Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). — Foto: Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins
Ivan Müller Botelho, ex-presidente da Energisa, em julho de 2015, em Palmas (TO). — Foto: Divulgação/Assessoria do Governo de Tocantins

O segundo brasileiro mais velho da lista de bilionários é Ivan Müller Botelho, de 90 anos. Com um patrimônio estimado em US$ 1,3 bilhão (R$ 6,5 bilhões), o empresário é presidente do Conselho de Administração da Energisa e faz parte da terceira geração de descendentes de um dos fundadores da companhia.

A família manteve o controle da empresa desde 1905. Atualmente, o filho mais velho do empresário, Ricardo Perez Botelho, é o presidente da Energisa. Já seu filho mais novo, Mauricio Perez Botelho, é o vice-presidente financeiro.

Este foi o primeiro ano do empresário na lista de bilionários da Forbes. O bilionário é formado em engenharia elétrica na Universidade de Miami, é casado e tem quatro filhos.

Quais outros nomes famosos estão na lista dos bilionários nonagenários da Forbes?

Além dos já citados, outros nomes conhecidos entre os bilionários nonagenários da Forbes são:

Rupert Murdoch chega à Suprema Corte do Estado de Nova York — Foto: REUTERS
Rupert Murdoch chega à Suprema Corte do Estado de Nova York — Foto: REUTERS

Com uma fortuna estimada em US$ 19,5 bilhões (R$ 97,7 bilhões), Rupert Murdoch é um empresário e magnata da mídia e tem 93 anos de idade.

Conhecido por ser um dos nomes mais icônicos e polêmicos do setor — muito por conta do seu conservadorismo —, o bilionário construiu um império que inclui os canais de televisão Fox e os jornais "The Wall Street Journal", "The Sun", e "The Times of London".

  • Bernard Marcus: 94 anos

Aos 94 anos e um patrimônio estimado em US$ 10,3 bilhões (R$ 51,6 bilhões), Bernard Marcus também está na lista de bilionários da Forbes.

O empresário é cofundador da empresa Home Depot, lançada em 1978.

É casado e tem três filhos.

  • George Soros: 93 anos
George Soros, fundador e presidente da Open Society Foundations. — Foto: Francois Mori/ AP
George Soros, fundador e presidente da Open Society Foundations. — Foto: Francois Mori/ AP

O magnata dos fundos de investimentos, George Soros, também está na lista. Com 93 anos e uma fortuna estimada em US$ 6,7 bilhões (R$ 33,6 bilhões), o bilionário administrou dinheiro de clientes em Nova York de 1969 a 2011.

Nascido na Hungria, deixou seu país de origem aos 17 anos e ingressou na London School of Economics trabalhando como garçom e carregador ferroviário.

É casado e tem cinco filhos.

  • Doris Fisher: 92 anos

A empresária Doris Fisher, cofundadora da varejista de roupas Gap, também está na lista de bilionários. Aos 92 anos, ela é dona de uma fortuna de US$ 1,5 bilhão (R$ 7,5 bilhões).

Ela atuou na empresa desde o dia em que foi fundada até 2009, quando deixou o conselho de administração da companhia.

Graduada em economia em Stanford, a viúva tem três filhos.

Veja a lista dos bilionários mais velhos do mundo

Veja quem são os bilionários que mais enriqueceram em 2023

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quarta-feira, 10 de abril de 2024

IPCA: preços sobem 0,16% em março, com alta mais branda de alimentos

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País tem uma inflação acumulada de 3,93% em 12 meses. É a menor variação para março desde 2020 (0,07%). Resultado veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, que esperavam alta de 0,25% no mês.
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Por Raphael Martins, g1

Postado em 10 de abril de 2024 às 09h50m

#.*Post. - N.\ 11.168*.#


IPCA: preços sobem 0,16% em março, com alta de alimentos mais branda

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, mostra que os preços subiram 0,16% em março, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O maior impacto do mês veio novamente do grupo Alimentação e bebidas, com alta de 0,53% e peso de 0,11 ponto percentual (p.p.) no índice geral. É uma variação mensal menor que fevereiro, quando os preços do grupo haviam subido 0,93%. (saiba mais abaixo)

Assim, o resultado final do mês representa uma desaceleração contra o mês anterior, já que o IPCA havia fechado fevereiro com alta de 0,83%. E em março de 2023, teve alta de 0,71%. É a menor variação para março desde 2020 (0,07%).

Com isso, o país tem uma inflação acumulada de 3,93% em 12 meses. No acumulado do ano, a alta é de 1,42%.

O resultado de março veio abaixo das expectativas do mercado financeiro, que esperavam aumento de 0,25% dos preços. No acumulado, era esperada uma alta de 4,01%.

Entre os nove principais grupos do IPCA, seis apresentaram altas em março. Além dos alimentos, houve alta relevante em Saúde e cuidados pessoais, com aumento de 0,43% no mês, representando 0,06 p.p. do índice.

No mês passado também saíram da conta os reajustes anuais do grupo Educação, que trazem um impacto de alta recorrente ao mês de fevereiro. No mês passado, os reajustes trouxeram alta de 4,98%. Em março, o aumento foi de 0,14%.

Veja o resultado dos grupos do IPCA:

  • Alimentação e bebidas: 0,53%;
  • Habitação: 0,19%;
  • Artigos de residência: -0,04%;
  • Vestuário: 0,03%;
  • Transportes: -0,33%;
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,43%;
  • Despesas pessoais: 0,33%;
  • Educação: 0,14%;
  • Comunicação: -0,13%.

Para André Almeida, gerente da pesquisa do IBGE, os preços dos alimentos ainda são os protagonistas do IPCA por conta de fatores sazonais, somados à influência do fenômeno El Niño.

Em meses de calor e chuva, a safra de alimentos in natura sofre impacto e reduz a oferta de determinados produtos. Em março, altas da cebola (14,34%), do tomate (9,85%), das frutas (3,75%) e do leite longa vida (2,63%).

O ovo de galinha também teve destaque por conta da Páscoa, quando as demais proteínas são substituídas no fim de semana em questão. Houve alta de 4,59% no mês.

A Alimentação no domicílio, que mede esses preços, subiu 0,59% em março. Em fevereiro, a alta havia sido de 1,12%. Em janeiro, de 1,81%.

"Precisamos aguardar quando esses efeitos deixarão de ser sentidos. Historicamente, vemos a inflação de alimentos se reduzindo, mas não podemos dizer como vão se comportar nos próximos meses porque não sabemos quanto os efeitos do El Niño prejudicou as safras", diz Almeida.

O pesquisador também aponta outros dois fatores que auxiliaram a desaceleração da inflação em março, ambos vindos do grupo Transportes: uma alta menor dos preços de gasolina e uma deflação das passagens aéreas.

O grupo como um todo passou da alta de 0,72% em fevereiro para uma queda de 0,33% em março. No mesmo intervalo, a gasolina saiu de 2,93% para 0,21%. O combustível ainda acumula ganho de 4,30% em 12 meses.

No subgrupo, os combustíveis tiveram alta de 0,17%. O etanol também teve alta (0,55%), enquanto o gás veicular (-2,21%) e óleo diesel (-0,73%) tiveram deflação.

Por fim, o recuo nos preços da passagem aérea foi de 9,14%. Passados os meses de férias, há uma diminuição natural da demanda por passagens. Houve também uma redução de custos, por meio do barateamento do querosene de aviação. Agora, são três quedas consecutivas do subitem, mas em 12 meses ainda há alta de 18%.

Resultado abaixo do esperado

Para o mercado financeiro, a inflação veio bem abaixo da projeção, mas ainda não afasta a preocupação com a inflação de serviços. Os serviços subjacentes, um núcleo focado em serviços e que exclui itens mais voláteis, teve alta levemente mais forte que o mês anterior, de 0,44% para 0,45%.

"O ponto de preocupação continua sendo os serviços subjacentes, que, ao se manterem praticamente estáveis, continuam em um patamar incompatível com as metas de inflação – e deverão continuar justificando a cautela do Banco Central", diz Helena Veronese, economista-chefe da B. Side.

A meta central de inflação é de 3% neste ano, e será considerada formalmente cumprida se o índice oscilar entre 1,5% e 4,5%. Na última reunião do Copom, em março, o comitê alterou o trecho presente em comunicados anteriores que indicava novos cortes da Selic nos próximos encontros, o que indica cautela no ritmo de redução da Selic.

"Em função da elevação da incerteza e da consequente necessidade de maior flexibilidade na condução da política monetária, os membros do Comitê, unanimemente, optaram por comunicar que anteveem, em se confirmando o cenário esperado, redução de mesma magnitude na próxima reunião", disse o comunicado.

INPC tem alta de 0,19% em março

Por fim, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) — que é usado como referência para reajustes do salário mínimo, pois calcula a inflação para famílias com renda mais baixa — teve alta de 0,19% em março. Em fevereiro, a alta foi de 0,81%.

Assim, o INPC acumula alta de 1,58% no ano e de 3,40% nos últimos 12 meses. Em março de 2023, a taxa foi de 0,64%.

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terça-feira, 9 de abril de 2024

Adeus ao tijolo, areia e reboco; entenda como é construída a casa impressa em 3D

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Imóvel de 57m² com sala, banheiro, cozinha e dois quartos custa R$ 120 mil. Segundo o Crea, construção deve seguir as mesmas determinações legais que obras tradicionais.
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Por Alex Araújo, g1 Minas — Belo Horizonte

Postado em 09 de abril de 2024 às 07h00m

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Casa impressa em 3D tem 52m² — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Casa impressa em 3D tem 52m² — Foto: Grupo Katz/Divulgação

Já imaginou morar em uma casa que não foi construída com tijolo, areia e reboco? Essa realidade já é possível e tem um exemplar à mostra em Nova Lima, na Grande BH. O imóvel foi impresso em 3D e tem acabamentos, louças e mobiliário – e custa R$ 120 mil.

De acordo com a empresa responsável pela construção, a técnica utilizada possibilita a criação de estruturas feitas a partir de microconcreto, matéria-prima que promete garantir mais resistência, durabilidade e economia.

Segundo Daniel Katz, presidente do Grupo Katz e cofundador da Cosmos 3D, empresa responsável pela construção do protótipo, o primeiro imóvel vendido será construído na região da Costa do Descobrimento, na Bahia.

Veja mais fotos da casa impressa em 3D ao final desta reportagem.

Impressão

A impressora usada na construção pesa quase três toneladas e ocupa um espaço de 11,91 metros de comprimento, 6,58 metros de largura e 4,22 metros de altura.

A casa de 57m² tem sala, cozinha, banheiro, dois quartos – ou um quarto e um escritório.

Por ser controlada por um software e um robô, a impressora chama a atenção pelo grau de precisão, reduzindo o desperdício a quase zero.

Neste primeiro modelo foram necessários oito dias para a conclusão da obra, sendo quatro para o processo de impressão, dois para a montagem e outros dois para acabamentos e decorações. Mesmo sendo impressa com tecnologia 3D, a obra precisa de fundação, segundo informou Katz.

“A Cosmos 3D está desenvolvendo o projeto de um prédio de até cinco pavimentos para habitação popular. A impressora oferece infinitas possibilidades de execução, para os mais variados projetos, o que oferece extrema flexibilidade de ideias para os clientes tanto para impressão de casas quanto para mobiliários e afins”, disse.
Modelo de casa impressa em 3D que custa R$ 120 mil — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Modelo de casa impressa em 3D que custa R$ 120 mil — Foto: Grupo Katz/Divulgação

Legislação

O gerente do Departamento de Fiscalização do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (Crea-MG), Nicolau Neder, disse que, independentemente do tipo de obra, de alvenaria ou impressa em 3D, o trabalho tem que seguir determinações legais e da engenharia civil.

Além disso, Neder falou que o projeto arquitetônico precisa sempre de aprovação da prefeitura da cidade onde a obra será realizada.

Na impressão 3D as regras não mudam. É preciso ter os projetos da fundação, arquitetônico, hidrossanitário e de eletricidade (leia mais abaixo).

Para a construção em 3D, Neder explicou que o responsável técnico também é uma das exigências mantidas.

Ele falou ainda que o profissional que executa o projeto e a construtora têm que ser habilitados.

O engenheiro afirmou que todas os projetos de construção civil devem ter segurança, porque a técnica utilizada é de responsabilidade de quem executa o trabalho.

“O profissional habilitado é a garantia de que o serviço será realizado da melhor forma possível”, ressaltou.

O gerente disse também que toda construção deve apresentar projetos complementares, como o de eletricidade e o hidrossanitário (leia mais abaixo).

Projetos

  • Hidrossanitário

O projeto hidrossanitário engloba toda a distribuição de água fria, água quente, esgoto e água pluvial na edificação. Ele é essencial para que a água que vem da concessionária chegue até as peças de utilização, como chuveiro e torneiras, por exemplo.

  • Fundação

O projeto de fundação é o responsável por garantir a estabilidade e a segurança da estrutura, seja ela uma casa, um prédio, uma ponte, etc.

  • Arquitetônico

O projeto arquitetônico ou projeto de arquitetura é a atividade técnica da criação de uma obra de arquitetura.

  • Eletricidade

O projeto de eletricidade garante a correta instalação elétrica em uma obra. Arquitetos e engenheiros devem seguir uma série de cálculos que são aplicados de acordo com as normas.

Veja fotos da casa

Projeto de casa impressa em 3D é sustentável ambientalmente — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Projeto de casa impressa em 3D é sustentável ambientalmente — Foto: Grupo Katz/Divulgação


Banheiro construído em impressão 3D — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Banheiro construído em impressão 3D — Foto: Grupo Katz/Divulgação


Casa em 3D pode ter dois quartos ou um quarto e um escritório — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Casa em 3D pode ter dois quartos ou um quarto e um escritório — Foto: Grupo Katz/Divulgação


Parede feita em microconcreto e impressa em 3D — Foto: Grupo Katz/Divulgação
Parede feita em microconcreto e impressa em 3D — Foto: Grupo Katz/Divulgação

  • Veja vídeo de quando a primeira casa de tecnologia 3d foi colocada à venda nos EUA, em 2021:

Primeira casa com tecnologia 3D está à venda nos EUA
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