Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Presença de dois sóis fez fãs de ficção científica lembrarem do planeta Tatooine, de “Star Wars”. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 Postado em 23 de março de 2023 às 07h15m #.*Post. - N.\ 10.729*.#
Ilustração do VHS 1256 b — Foto: NASA, ESA, CSA, Joseph Olmsted (STScI)
Uma equipe de pesquisadores da Universidade do Arizona utilizou dados do telescópio espacial James Webb, daNasa,
para identificar um planeta fora do sistema solar (exoplaneta) que tem
nuvens arenosas (formadas por silicato), presença de água (e outros
elementos) na atmosfera e que orbita dois sóis.
A descoberta foi divulgada nesta quarta-feira (20) pela Nasa. Veja os destaques:
Planeta foi chamado de VHS 1256 b e está a cerca de 40 anos-luz de distância da Terra;
Ele orbita duas estrelas (dois sóis) durante um período de 10.000 anos;
Além
de água, equipe também achou metano, monóxido e dióxido de carbono na
atmosfera do planeta. O conjunto representa o maior número de moléculas
já identificadas em um planeta fora do sistema solar;
O VHS 1256
b é agora considerado como o objeto planetário com a maior
variabilidade já conhecida, por causa da constante movimentação e
mistura da atmosfera do planeta durante seu dia de 22 horas;
O
exoplaneta tem baixa gravidade, o que significa que suas nuvens de
silicato podem aparecer e permanecer mais altas em sua atmosfera.
Relação com Star Wars?
Mark Hamill como Luke Skywalker em cena de "Os últimos Jedi" — Foto: Divulgação/Disney
O achado divulgado por pesquisadores da Universidade do Arizona fez
muitos fãs de ficção científica se lembrarem de Tatooine, que é um
planeta fictício importante na saga de filmes Star Wars.
Ele é o planeta natal de personagens como Luke Skywalker e Anakin Skywalker (que depois se transforma em Darth Vader).
Assim como o VHS 1256b, Tatooine também orbita duas estrelas, sendo um planeta com clima árido e temperaturas extremas.
Em
Star Wars, Tatooine foi o local onde Luke Skywalker cresceu e ainda
palco de eventos cruciais para o desenvolvimento da história como o
primeiro encontro entre Luke e Obi-Wan Kenobi.
Na série 'Guerra nas estrelas', Tatooine serve de lar para Luke Skywalker. — Foto: Divulgação
James Webb revela sua versão dos Pilares da Criação, uma das mais famosas estruturas astronômicas
Muitos especialistas acreditam que a tecnologia de remoção de dióxido de carbono é uma das ferramentas cruciais que precisamos usar para evitar uma catástrofe climática nas próximas décadas. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Serin Ha, BBC 21/03/2023 18h20 Atualizado há 16 horas Postado em 22 de março de 2023 às 11h25m #.*Post. - N.\ 10.728*.#
A Aether, com sede em Nova York, nos EUA, produz diamantes cultivados em laboratório a partir do ar — Foto: AETHER
Carbono: um elemento simples que representa problemas muito profundos para nós.
O excesso de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera contribui para o
aquecimento global, com uma ameaça de colapso climático irreversível.
No entanto, o carbono também é o bloco de construção essencial de toda a
vida. Ela compõe a comida que nos sustenta e fornece a energia que
alimenta a economia.
Então, se há tanto carbono no ar e de qualquer maneira precisamos desse
elemento para nossa vida diária, por que não usá-lo a nosso favor?
Essa é a ideia de vários projetos que buscam capturar as emissões de
gases de efeito estufa diretamente da atmosfera e utilizá-las de forma
produtiva.
A Climeworks, da Suíça, e a Carbon Engineering, do Canadá, são duas
dessas empresas que usam a tecnologia Direct Air Capture (também
conhecida pela sigla em inglês DAC) para extrair CO2 da atmosfera e
usá-lo para fazer de tudo — de calças a diamantes.
Mas essas joias, claro, têm um custo.
É assim que uma instalação que captura a poluição em larga escala parece — Foto: CARBON ENGINEERING
Antes de mais nada, vale ressaltar que a DAC não é uma "bala de prata" — e os próprios representares do setor admitem isso.
O processo de captura e extração de CO2 provavelmente liberará algum
carbono no ar. Além disso, a tecnologia ainda é muito cara e a
contribuição que ela realmente dá para a remoção dos poluentes do ar é
mínima no atual momento.
Mas muitos especialistas acreditam que a tecnologia de remoção de
dióxido de carbono (CDR) — que inclui a DAC — é uma das ferramentas
cruciais que precisamos usar para evitar uma catástrofe climática nas
próximas décadas.
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) — o órgão
das Nações Unidas que avalia a ciência relacionada ao tema — concluiu em
seu relatório de abril de 2022 que "a implantação de CDR para
contrabalançar as emissões residuais difíceis de reduzir é inevitável".
Essa é uma necessidade reconhecida pelo mercado. Grande parte do CO2
capturado será simplesmente armazenado abaixo do solo ou no fundo do
mar, mas um setor em crescimento procura utilizar esse elemento
essencial em cadeias produtivas.
Dados divulgados pela Reuters em 2021 mostraram que várias startups
envolvidas com essa tecnologia conseguiram cerca de US$ 800 milhões de
investidores naquele ano para fabricar uma variedade de produtos usando
as emissões de CO2. O valor é o triplo do que foi investido em 2020.
A seguir, você confere algumas das coisas interessantes que podem ser feitas a partir do ar poluído.
Diamantes vindos 'do nada'
Os diamantes são basicamente um pedaço extremamente condensado de
carbono. A joalheria Aether, sediada em Nova York, nos EUA, produz
diamantes a partir do CO2 extraído da atmosfera e garante que todas as
etapas do processo são feitas com energia sustentável.
De acordo com Aether, esses diamantes cultivados em laboratório são
idênticos do ponto de vista químico e visual aos diamantes extraídos das
minas. A única maneira de saber a diferença é fazendo uma análise
química mais aprofundada. Eles são até certificados pelo Instituto
Gemológico Internacional, da mesma forma que os diamantes "originais".
Mas como os diamantes são feitos a partir da poluição? Primeiro, em
parceria com a Climeworks, aspiradores gigantes puxam o ar da atmosfera.
Daí, um filtro especial captura o dióxido de carbono e outros
poluentes.
O CO2 é então enviado para uma instalação na Europa, onde é convertido
em metano de hidrocarboneto, que serve como matéria-prima.
Este, por sua vez, é enviado para o reator da Aether em Chicago, nos
EUA, onde calor e pressão extremos permitem "cultivar" os diamantes.
Basicamente, o processo de calor e pressão de um milhão de anos
necessário para criar um diamante natural é feito em um laboratório em
cerca de três a quatro semanas.
E a Aether não é a única empresa que investe nessa ideia — várias
outras ao redor do mundo estão produzindo diamantes similares cultivados
em laboratório.
A Vrai, apoiada pelo ator Leonardo DiCaprio, diz que seus diamantes são
criados em uma fundição de emissão zero no noroeste do Oceano Pacífico,
com 100% de energia hidrelétrica do rio Columbia, nos EUA — a fundição é
certificada desde 2017 pela Natural Capital Partners por não produzir
um excedente de carbono.
Já a SkyDiamond, sediada no Reino Unido, usa um processo semelhante
para fabricar diamantes apenas com energia renovável, carbono e água da
chuva.
Calças de ioga e muito mais…
A LanzaTech, com sede em Chicago, também nos EUA, é uma startup de
transformação de carbono, cujo "produto" é usado para fazer de tudo,
desde calças de ioga a recipientes para alimentos e sabão em pó.
A LanzaTech é especializada na conversão do carbono liberado por
plantas industriais de etanol. Esse material serve para alimentar uma
espécie de bactéria anaeróbia geneticamente modificada.
Essas bactérias—- identificadas pela primeira vez décadas atrás em
fezes de coelho — metabolizam o gás e produzem um etanol sustentável,
que pode ser usado para fazer uma variedade de materiais sintéticos.
Em parceria com a varejista de roupas esportivas Lululemon — famosa por
suas calças de ioga — a empresa criou o primeiro fio de tecido do mundo
feito a partir de emissões de carbono recicladas.
Um concreto mais resistente
Ao contrário da captura de CO2 que se baseia em ventiladores
gigantescos, a Heirloom, com sede na Califórnia, nos EUA, usa calcário
para capturar diretamente o carbono.
A empresa então armazena esse material de forma permanente e segura no subsolo ou em materiais como o concreto.
A tecnologia funciona da seguinte maneira: o calcário, composto de
óxido de cálcio (CaO) e CO2, é um dos depósitos de carbono mais vitais
do planeta.
Ao ser triturado e aquecido, o CO2 é liberado e o CaO restante age como
uma "esponja", que absorve parte desse CO2 — que pode retornar ao
estado natural de calcário.
A Heirloom coloca essas rochas "famintas" por CO2 em enormes bandejas,
que são empilhadas umas sobre as outras como mini-edifícios. Isso
acelera aquela propriedade natural do calcário, reduzindo o tempo de
absorção de CO2 de alguns anos para apenas três dias.
Em parceria com a empresa de concreto CarbonCure, do Canadá, a
tecnologia está servindo como uma tentativa de "mineralizar" o gás no
concreto.
Quando o CO2 reciclado é misturado ao processo de fabricação de
concreto, ele torna a massa muito mais forte — o que a parceria diz ser
um cenário em que todos saem ganhando, tanto o clima quanto a indústria
de construção.
O próprio concreto tem sido parte do problema climático, pois responde
por cerca de 8% das emissões globais de carbono. Portanto, usá-lo para
armazenar o CO2 reciclado de forma permanente é uma solução atrativa.
O fato de o concreto ser tão amplamente utilizado e atualmente não ter
substituto real também é uma vantagem. Adicionar o CO2 ao concreto reduz
a necessidade de acrescentar mais cimento à massa (e esse é ingrediente
com a maior pegada de carbono).
A Heirloom diz que pretende usar o poder natural do calcário para
remover um bilhão de toneladas de CO2 até 2035, usando a tecnologia DAC
"mais econômica do mundo".
Podemos confiar na DAC?
Um ventilador gigante suga o ar, que é então exposto a uma solução química para capturar o CO2 — Foto: CARBON ENGINEERING
Embora possamos fazer muitas coisas com CO2 capturado do ar, a DAC
ainda é uma tecnologia muito incipiente — e extremamente cara.
De acordo com um relatório de maio de 2022 do Instituto Mundial de
Recursos, existem 18 usinas DAC de tamanhos variados, que capturam pouco
menos de 8 mil toneladas de CO2 por ano. Isso equivale apenas às
emissões anuais de cerca de 1.740 carros.
O custo da DAC varia de US$ 250 a US$ 600 por tonelada de CO2 extraída
—portanto, é muito mais cara do que o reflorestamento, que normalmente
custa menos de US$ 50 a tonelada.
Parte do motivo pelo qual a DAC é tão difícil e cara é porque o CO2
está muito diluído na atmosfera, em cerca de 400 partes por milhão (ppm)
no ar. Para comparar, se houvesse 5 mil bolas de tênis representando as
moléculas do ar, apenas duas delas seriam de CO2.
Mas Peter Psarras, professor assistente de pesquisa em engenharia
química e biomolecular da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, diz que é
importante começar e estudar o assunto.
"O problema é que estamos sem tempo. Por isso, a DAC e outros CDR
precisam assumir um papel tão importante para alcançarmos as metas
climáticas", disse à BBC. "Temos que começar hoje, [caso contrário] não
seremos capazes de escalar a tecnologia a tempo."
Ele acrescenta que a DAC é uma das tecnologias mais simples de estudar e
verificar os resultados, porque a comunidade científica tem uma "sólida
compreensão da engenharia".
"A DAC está acontecendo em tempo real e você pode ver isso na prática. É
possível observar o CO2 por meio de um [sistema] para o subsolo. [A DAC
é] durável, fácil de monitorar e verificar, mas vem com um custo."
"Compare isso com uma floresta, que tem uma série de variáveis que
podem impactar a quantidade de CO2 que entra e sai dali. Medir isso é
infinitamente mais complexo", conclui o especialista.
O aviso veio num relatório divulgado antes da conferência das Nações Unidas sobre a água, que começa nesta quarta-feira (22). <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Bom Dia Brasil 22/03/2023 09h02 Atualizado há uma hora Postado em 22 de março de 2023 às 10h05m #.*Post. - N.\ 10.727*.#
Planeta está sob risco iminente de escassez de água, diz ONU
Relatório da ONU mostra que o planeta Terra está sob risco iminente de escassez de água. O aviso foi divulgado no Dia Mundial da Água e um dia antes da conferência das Nações Unidas sobre a água, que começa nesta quarta-feira (22).
Representantes de governos e da sociedade civil do mundo inteiro vão
debater por três dias os desafios globais na sede da ONU em Nova York.
No relatório, a ONU afirma que a população está seguindo um caminho perigoso de consumo vampiresco da água.
Em Bagé, moradores têm que racionar água — Foto: Reprodução/TV Globo
O documento alerta que a escassez de água está se tornando um problema endêmico, por causa de três fatores - poluição, demanda exagerada e, claro, as mudanças climáticas.
Os cientistas afirmam que 3,5 bilhões de pessoas - ou seja, quase
metade da população global - já enfrentam condições de estresse hídrico
durante uma parte do ano. Pelo menos 2 bilhões de pessoas não têm acesso
a água potável e até 3,6 bilhões de pessoas não dispõem de condições
mínimas de saneamento básico.
O relatório faz ainda uma projeção: nas cidades, o
número de pessoas que vai enfrentar escassez de água pode chegar a 2,5
bilhões até 2050 - quase o dobro com relação a dados de 2016.
Os responsáveis pelo estudo afirmam que somente uma gestão efetiva e cuidados da água pode garantir recursos no futuro.
Em novo relatório publicado nesta segunda-feira (20), painel da ONU faz um resumo final do consenso científico dos últimos anos sobre o aquecimento do planeta, mas alerta que ritmo atual das ações globais é ‘insuficiente’. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Roberto Peixoto, g1 20/03/2023 10h00 Atualizado há 22 horas Postado em 21 de março de 2023 às 09h00m #.*Post. - N.\ 10.726*.#
Manifestação do 'Fridays For Future' em Berlim, Alemanha, em alerta às
mudanças climáticas na Terra. — Foto: AP Photo/Michael Sohn, File
Após uma semana de negociações, o IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas daONU,
divulgou nesta segunda-feira (20) o relatório síntese do seu atual
ciclo de avaliações sobre o aquecimento global provocado pelo homem - o
próximo só deve ser publicado no final desta década.
O documento não traz novos estudos, mas sim um resumo final do conteúdo dos seis últimos relatórios elaborados pelo painel,
reconhecido mundialmente como a fonte mais confiável de informações
sobre as mudanças do clima.
Nele, os cientistas alertam que ainda há esperança para a ação global frente à estabilização da emissão de gases de efeito estufa na atmosfera, embora muito ainda precise ser feito para evitar o colapso climático do nosso planeta.
“Este
Relatório Síntese ressalta a urgência de tomar medidas mais ambiciosas e
mostra que, se agirmos agora, ainda podemos garantir um futuro
sustentável habitável para todos”, disse o presidente do IPCC, Hoesung
Lee.
“A integração de ações climáticas efetivas e equitativas não apenas
reduzirá perdas e danos à natureza e às pessoas, mas também
proporcionará benefícios mais amplos”.
Entre suas principais conclusões, o relatório que tem 93 autores também
pontua que existem várias opções viáveis e eficazes para nos adaptarmos
às mudanças climáticas e reduzirmos globalmente as emissões de
poluentes.
Apesar disso, o IPCC também relembra que esse desafio continua cada vez maior,
já que as demandas vistas como fundamentais para que o aquecimento do
planeta não ultrapasse o limite de 1,5°C até o fim do século vêm sendo
implementadas num ritmo considerado “insuficiente” pelos membros do
painel.
Para chegar lá, segundo os atuais cálculos do IPCC, precisamos reduzir as emissões globais pela metade até 2030 [48%]e até 99% até 2050.
“A humanidade está num gelo fino – e esse gelo está derretendo
rapidamente”, disse o secretário-geral das Nações Unidas, Antonio
Guterres.
“Nosso mundo precisa de ação climática em todas as frentes – tudo, em todos os lugares, ao mesmo tempo", acrescentou.
Principais conclusões do relatório síntese
O uso de combustíveis fósseis está impulsionando de forma esmagadora o aquecimento global;
A temperatura global da superfícieaumentou mais rapidamente desde 1970 do que em qualquer outro período de 50 anos durante os últimos 2000 anos;
Para manter o aquecimento em 1,5°C em relação aos níveis pré-industriais,as emissões de gases de efeito estufa devem ser reduzidas de forma profunda, rápida e sustentável em todos os setores;
Para chegar lá, segundo os atuais cálculos do IPCC,precisamos reduzir as emissões globais pela metade até 2030 [48%] e até 99% até 2050;
Os atuaisníveis de financiamento para o clima são altamente inadequados, e ainda pesadamente ofuscados pelos fluxos financeiros para as energias fósseis;
A mudança climática reduziu a segurança alimentar e afetou a segurança da água, e os eventos de calor extremo estão aumentando as taxas de mortalidade e doenças;
Apesar da crescente conscientização e criação de políticas,o planejamento e a implementação da adaptação estão ficando aquém do necessário;
Para que o nosso mundo seja sustentável e igualitário, precisamos tomar as medidas certas agora;
Um futuro resiliente e habitável ainda está disponível para nós, mas
as ações tomadas nesta década para produzir cortes de emissões
profundos, rápidos e sustentados representam uma janela rapidamente
estreita para a humanidade limitar o aquecimento a 1,5°C com mínimo ou
nenhum excesso.
Correndo contra o tempo
Na última conferência do clima da ONU, a COP27, o documento final assinado pelos mais de 200 países-membros contemplou
pela primeira vez na história uma resolução sobre um tipo de
financiamento climático a países vulneráveis à crise do clima.
Chamado de perdas e danos, esse fundo era uma das questões-chave da cúpula do ano passado e uma demanda antiga de países em desenvolvimento.
Apesar de essa ser uma grande conquista apontada por especialistas, a
COP 27 de Sharm El-Sheikh também foi tida como muito insuficiente em
outros aspectos.
O texto final da Conferência das Partes da ONU, por exemplo, não trouxe
avanços sobre o uso dos poluentes combustíveis fósseis nem colocou um
limiar no pico de emissões globais de gases de efeito estufa até 2025,
duas demandas vistas como fundamentais para que o aquecimento do planeta
não ultrapasse o limite de 1,5°C.
Aumento da temperatura global — Foto: Arte/G1
Esse é o limiar de aumento da taxa média de temperatura global que
temos que atingir até o final do século para evitar as consequências da
crise climática. A taxa é medida em referência aos níveis
pré-industriais, a partir de quando as emissões de poluentes passar a
afetar significativamente o clima global.
Para chegar lá, segundo os atuais cálculos do IPCC, precisamos reduzir as emissões globais pela metade até 2030 [48%] e até 99% até 2050, algo que somente é possível se atingirmos um pico antes de 2025.
O presidente do IPCC, Hoesung Lee, durante a COP 27, a cúpula do clima da ONU de 2022. — Foto: AP Photo/Peter Dejong
Por isso, diversas reivindicações permanecem em aberto e devem ser
discutidas até a próxima cúpula da ONU este ano, em Dubai, nos Emirados
Árabes Unidos.
E o relatório síntese terá um papel fundamental na cúpula, já que esta
será a primeira conferência a analisar os esforços globais para reduzir
as emissões desde o acordo de Paris, e incluirá petições de países mais
pobres que pedem por mais ajuda.
(VÍDEO: IPCC: três próximos anos são cruciais pra manter o aquecimento do planeta dentro da meta do Acordo de Paris.)
IPCC: três próximos anos são cruciais pra manter o aquecimento do planeta dentro da meta do Acordo de Paris
A Agência Espacial Europeia (ESA) argumentou que combinar um fuso horário para a Lua não apenas tornará mais fácil para diferentes agências espaciais trabalharem juntas, mas também pode ajudar a ter orientação e navegação mais precisas na superfície lunar. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por BBC 19/03/2023 19h40 Atualizado há um dia Postado em 21 de março de 2023 às 07h30m #.*Post. - N.\ 10.725*.#
Relógios correm mais rápido na Lua do que na Terra — Foto: Getty Images via BBC
Que horas são na Lua? No momento, ninguém tem certeza.
O tempo na órbita da Terra geralmente é o mesmo que na região
correspondente do planeta, mas como diferentes países planejam viajar e
trabalhar na superfície lunar nos próximos anos, há um debate sobre se
não seria uma boa ideia ter um horário lunar oficial.
A Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) argumentou que
combinar um fuso horário para a Lua não apenas tornará mais fácil para
diferentes agências espaciais de todo o mundo trabalharem juntas, mas
também pode ajudar a ter orientação e navegação mais precisas na
superfície lunar.
Agentes espaciais europeus dizem que uma única agência espacial teria
que ser a responsável por estabelecer qual deveria ser o horário lunar.
Também seria necessário tomar uma decisão sobre se deveríamos seguir o
fuso horário de um país aqui na Terra ou se deveríamos ter um horário
específico para a Lua.
A cronometragem do tempo na Lua pode ser complicada pois os relógios
funcionam um pouco mais rápido na superfície lunar - um dia de 24h em um
relógio lunar tem 56 microssegundos a menos do que na Terra. Pode
parecer pouco, mas é uma diferença que vai se acumulando. Isso acontece
porque a Lua tem uma gravidade mais fraca do que a Terra.
Normalmente, as missões de curto prazo para a Lua usam antenas de rádio
para tentar manter o equipamento sincronizado com o tempo na Terra, mas
especialistas da ESA dizem que esse método pode não ser adequado a
longo prazo conforme os humanos comecem a manter uma permanência maior
no satélite natural da Terra.
Bernhard Hufenbach, da ESA, diz que estabelecer um fuso horário na Lua
significará que o mesmo pode ser feito para futuras visitas a outros
locais no espaço, como Marte.
Ele disse ainda que é preciso pensar na praticidade para os astronautas
trabalhando na superfície lunar. Ele também listou certos desafios,
como áreas da Lua onde um dia dura quase um mês terrestre e noites
geladas que duram duas semanas (devido a diferença no tempo de rotação
do astro).
Os EUA, a Índia, a Rússia e o Japão planejam missões à Lua neste ano.
A primeira visita humana à Lua em mais de 50 anos está programada para
2025, com a missão Artemis, da Nasa, que levará a primeira mulher e o
próximo homem à superfície lunar.
O que é um fuso horário?
O tempo é dividido ao redor do globo em fusos horários usando linhas
imaginárias chamadas meridianos. Eles vão do Pólo Norte ao Pólo Sul.
Uma dessas linhas imaginárias passa por Greenwich, em Londres, que estabelece o Greenwich Mean Time, ou GMT.
Países que estão à leste do Reino Unido (como o Japão) estão à frente
desse horário base e países que estão à oeste (como o Brasil) estão
atrasados.
O Brasil tem mais de um fuso, mas o que é seguido na maior parte do
país é o fuso horário de Brasília, que é equivalente a menos 3 horas do
horário em Greenwich, ou seja, é -3 GMT.
Isso significa que quando são 8h da manhã no Brasil, é 11h da manhã em
Londres (a não ser que seja horário de verão em algum dos países).