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segunda-feira, 26 de dezembro de 2022

Imagens fantásticas do supertelescópio James Webb mostram o Universo como nunca antes visto

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Faz um ano que o telescópio James Webb foi lançado — e, desde então, ficamos maravilhados com as imagens capturadas por ele.
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TOPO
Por Jonathan Amos, BBC

Postado em 26 de dezembro de 2022 às 09h50m

 #.*Post. - N.\ 10.605*.#

A Nebulosa da Tarântula, localizada a apenas 161 mil anos-luz da Terra, é um lugar onde nascem milhares de estrelas — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/WEBB ERO PRODUCTION TEAM
A Nebulosa da Tarântula, localizada a apenas 161 mil anos-luz da Terra, é um lugar onde nascem milhares de estrelas — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/WEBB ERO PRODUCTION TEAM

Foi um presente de US$ 10 bilhões para o mundo. Uma máquina que mostraria nosso lugar no Universo.

O Telescópio Espacial James Webb foi lançado há exatamente um ano, no dia de Natal. Foram necessárias três décadas para planejar, projetar e construir este dispositivo.

Muitos se perguntaram se este sucessor do famoso Telescópio Espacial Hubble poderia realmente corresponder às expectativas.

Tivemos que esperar alguns meses enquanto seu épico espelho principal de 6,5m era desdobrado e ajustado, e seus outros sistemas testados e calibrados.

Mas, sim, foi tudo o que disseram que seria. As agências espaciais americana, europeia e canadense fizeram uma festa em julho para divulgar as primeiras imagens coloridas do telescópio.

Nesta reportagem, reunimos algumas das imagens publicadas posteriormente que você talvez tenha perdido.

A Nebulosa da Águia, a 6,5 mil anos-luz da Terra, vista em infravermelho médio (primeira imagem) e infravermelho próximo (segunda imagem) — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI
A Nebulosa da Águia, a 6,5 mil anos-luz da Terra, vista em infravermelho médio (primeira imagem) e infravermelho próximo (segunda imagem) — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI

A primeira coisa que você deve lembrar sobre o James Webb é que ele é um telescópio infravermelho. Ele vê o céu em comprimentos de onda de luz que estão além do que nossos olhos são capazes de registrar.

Os astrônomos usam suas diferentes câmeras para explorar regiões do cosmos, como estas grandes torres de gás e poeira. Os Pilares da Criação, na Nebulosa de Águia, eram um dos alvos favoritos do Hubble. Você levaria vários anos viajando na velocidade da luz para percorrer toda esta cena.

Nebulosa Carina

Os chamados "penhascos cósmicos" formam a beira de uma cavidade gasosa dentro da Carina, uma nebulosa formadora de estrelas — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI
Os chamados "penhascos cósmicos" formam a beira de uma cavidade gasosa dentro da Carina, uma nebulosa formadora de estrelas — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI

Eles chamam este cenário de "penhascos cósmicos". É a beira de uma gigantesca cavidade gasosa dentro de outra nebulosa formadora de estrelas, conhecida como Carina.

A cavidade foi esculpida pela intensa radiação ultravioleta e pelos ventos de estrelas jovens e quentes.

De um lado a outro desta imagem, há uma distância de aproximadamente 15 anos-luz. Um ano-luz equivale a cerca de 9,46 trilhões de quilômetros.

Galáxia Cartwheel

Galáxia Cartwheel, em forma de roda, foi formada a partir da colisão de galáxias — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/WEBB ERO PRODUCTION TEAM
Galáxia Cartwheel, em forma de roda, foi formada a partir da colisão de galáxias — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/WEBB ERO PRODUCTION TEAM

Esta grande galáxia à direita foi descoberta pelo grande astrônomo suíço Fritz Zwicky na década de 1940.

Sua intrincada estrutura que lembra a forma da roda de um carro é resultado de uma colisão frontal com outra galáxia. O diâmetro é de cerca de 145 mil anos-luz.

Telescópio James Webb divulga imagem de galáxia de aparência curiosaTelescópio James Webb divulga imagem de galáxia de aparência curiosa

Planeta Netuno
Imagem do planeta Netuno, em nosso sistema solar, foi registrada pelo telescópio James Webb — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI
Imagem do planeta Netuno, em nosso sistema solar, foi registrada pelo telescópio James Webb — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI

O James Webb não espia apenas o Universo profundo. Ele investiga objetos em nosso próprio sistema solar também.

Esta joia é o oitavo planeta a partir do Sol: Netuno, visto com seus anéis.

Os pequenos pontos brancos que o cercam são luas, assim como a grande "estrela pontiaguda" no topo. Trata-se de Tritão, o maior satélite natural de Netuno. As pontas são resultado da forma como o sistema de espelhos do James Webb é construído.

Telescópio James Webb captura a visão mais nítida dos anéis de Netuno em décadasTelescópio James Webb captura a visão mais nítida dos anéis de Netuno em décadas

Nebulosa de Órion
A nebulosa de Órion é outro criadouro de estrelas — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI-PDRS4ALL ERS TEAM
A nebulosa de Órion é outro criadouro de estrelas — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI-PDRS4ALL ERS TEAM

Órion é uma das regiões mais conhecidas do céu. Trata-se de uma região de formação estelar, ou nebulosa, a cerca de 1.350 anos-luz da Terra.

Nesta imagem, o telescópio James Webb retrata uma estrutura chamada Orion Bar ("Barra de Órion", em tradução livre), que é uma parede densa de gás e poeira.

Dimorphos

O telescópio capturou a imagem do choque do asteroide Dimorphos com a sonda enviada pela Nasa para tentar desviar a trajetória do astro celeste — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/C.THOMAS/I.WONG
O telescópio capturou a imagem do choque do asteroide Dimorphos com a sonda enviada pela Nasa para tentar desviar a trajetória do astro celeste — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/C.THOMAS/I.WONG

Em uma das principais histórias espaciais do ano, a Nasa colidiu propositalmente uma espaçonave contra um asteroide, chamado Dimorphos, para ver se era possível desviar a trajetória da rocha espacial de 160 metros de largura.

A agência espacial americana estava testando uma estratégia para defender a Terra no caso de asteroides que possam representar uma ameaça no futuro.

O James Webb capturou a chuva de 1.000 toneladas de detritos gerada pelo impacto.

WR-140

A morte lenta de uma estrela em imagem capturada pelo James Webb — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/JPL-CALTECH
A morte lenta de uma estrela em imagem capturada pelo James Webb — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI/JPL-CALTECH

Esta foi uma das imagens do James Webb mais intrigantes do ano. "WR" se refere a Wolf-Rayet. É um tipo de estrela grande que está chegando ao fim de sua vida.

As estrelas Wolf-Rayet lançam enormes ventos gasosos no espaço. Uma estrela companheira, oculta nesta imagem, está comprimindo esses ventos para formar poeira.

As conchas de poeira que você vê se estendem por mais de 10 trilhões de quilômetros. Isso é 70 mil vezes a distância entre a Terra e o nosso Sol.

Galáxia Fantasma

A mais de 30 milhões de anos-luz da Terra, a galáxia M74 com seu aspecto fantasmagórico — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI
A mais de 30 milhões de anos-luz da Terra, a galáxia M74 com seu aspecto fantasmagórico — Foto: NASA/ESA/CSA/STSCI

A M74, chamada de Galáxia Fantasma, é conhecida por seus ostensivos braços em espiral. Está a cerca de 32 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Peixes, e quase de frente para nós, oferecendo ao Telescópio James Webb a visão perfeita desses braços e da sua estrutura.

Os detectores do telescópio são particularmente bons em captar todos os filamentos de gás e poeira.

- Este texto foi publicado em https://www.bbc.com/portuguese/internacional-64087352

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domingo, 25 de dezembro de 2022

Bombou no g1: reportagem explicou fenômeno do 'cacho' de cobra-verde encontrado no Rio Grande do Sul

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Na chamada 'agregação reprodutiva', fêmeas secretam hormônios sexuais que podem atrair mais de um macho ao mesmo tempo. Esta reportagem foi originalmente publicada em janeiro e faz parte de um especial do g1 que relembra algumas das histórias mais lidas do ano.
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g1.globo.com/sp/campinas-regiao/terra-da-gente/noticia/

Postado em 25 de dezembro de 2022 às 20h15m

 #.*Post. - N.\ 10.604*.#

Bombou no g1: cacho de cobras — Foto: Editoria de Arte/g1
Bombou no g1: cacho de cobras — Foto: Editoria de Arte/g1

Histórias curiosas, personagens divertidos e casos virais. Neste mês de dezembro, o g1 reconta reportagens que foram sucesso entre os nossos leitores ao longo de 2022. Hoje é dia de relembrar a explicação sobre o "cacho" de cobras visto no Rio Grande do Sul.

Esta reportagem foi originalmente publicada em 24 de janeiro.

Relembre

Morador da cidade de Santo Antônio da Patrulha (RS), Telmo Santos ficou surpreso ao flagrar um "cacho" de cobras de cobras-verde penduradas sob os galhos de um pé de mexerica. Curioso, ele publicou a imagem em um grupo no Facebook, na tentativa de entender qual fenômeno era aquele. A foto fez tanto sucesso que acabou descrita em uma nota científica de história natural na revista Herpetological Review, um periódico que reúne informações fundamentais para a compreensão da biologia das serpentes.

Graças à curiosidade e preocupação de Telmo em saber mais sobre o achado, as biólogas Karina Banci e Silara Batista puderam contribuir com informações técnicas que, depois de publicadas, passaram a servir de referência para pesquisas e ações de conservação das serpentes.

"Muitos dos registros de história natural de serpentes são feitos a partir de fotos ou vídeos gravados por cidadãos comuns. Infelizmente nem sempre essas pessoas têm interesse ou acesso a um cientista que possa informá-la e orientá-la corretamente. Contudo, quando isso acontece, eventos interessantes e fundamentais para o estudo da fauna são realizados, como neste caso”, explicou Karina ao Terra da Gente.

Segundo Karina, que também é especialista em répteis, a foto mostra uma agregação reprodutiva.

"O fenômeno registrado é chamado cientificamente de agregação reprodutiva. Ocorre justamente no período reprodutivo e o objetivo é o sucesso da reprodução da espécie por meio da cópula", explicou a especialista.

As serpentes registradas por Telmo são cobras-verde (Philodryas olfersii), espécie amplamente distribuída na América do Sul. "Apesar de não ser considerada peçonhenta, é uma serpente de interesse médico, pois há relatos de acidentes ofídicos com a espécie de gravidade baixa a moderada."

"As fêmeas secretam pela pele hormônios sexuais chamados feromônios. Por meio do olfato, os machos são atraídos até a fêmea, conseguindo, inclusive, seguir as trilhas de feromônios que as fêmeas vão deixando por onde passam. Eventualmente, muitos machos são atraídos ao mesmo tempo por uma fêmea só, o que faz com que eles se agreguem em volta dela, tentando copular", complementou.

De acordo com a especialista, apenas um ou poucos machos conseguem efetivamente copular. "Isto acontece porque, ao terminar a cópula, o macho secreta uma substância gelatinosa, chamada ‘plug copulatório’, que acaba bloqueando a cloaca da fêmea por algumas horas ou poucos dias, tempo suficiente para os outros machos dispersarem. Dessa forma, garantem a paternidade - ainda que paternidade múltipla seja bem comum em serpentes."

O fenômeno registrado é chamado cientificamente de agregação reprodutiva — Foto: Telmo L. L. Santos
O fenômeno registrado é chamado cientificamente de agregação reprodutiva — Foto: Telmo L. L. Santos

Fenômeno inédito

Silara Batista, bióloga que, assim Karina, também assinou a nota científica, destacou que há relatos de agregações reprodutivas com duração de uma hora até alguns dias e que o caso mais clássico desse comportamento é com a cobra-liga-comum, uma espécie norte-americana que costuma hibernar no inverno.

"Quando chega a primavera os machos saem primeiro e, na saída das fêmeas, se agregam na tentativa de copular", explicou a bióloga, que indicou que este pode ser o primeiro registro do fenômeno entre cobras-verde (Philodryas olfersii) no Brasil.

"Apesar da riqueza de serpentes no país, há relatos de agregação reprodutiva em poucas espécies, como a sucuri, a coral-verdadeira e, agora, na cobra-verde descrita nesse trabalho."

Cobra-verde — Foto: Otávio Marques
Cobra-verde — Foto: Otávio Marques

De acordo com Silara, a hipótese é de que o fenômeno aumente as chances de sucesso reprodutivo da espécie. "Ao promover uma agregação de machos em volta de si a fêmea induz, indiretamente, uma seleção sexual. De acordo com a teoria, ela escolhe machos com maior ‘fitness’ reprodutivo, ou seja, indivíduos maiores, mais vistosos e mais saudáveis".

"O benefício para a espécie é que as fêmeas produzirão filhotes de machos que têm maior probabilidade genética de gerar filhotes saudáveis e adultos com sucesso reprodutivo", completou.

O comportamento foi descrito em uma nota científica de história natural  — Foto: Reprodução/Herpetological Review
O comportamento foi descrito em uma nota científica de história natural — Foto: Reprodução/Herpetological Review

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Veja 10 curiosidades sobre o prédio mais alto do país em Balneário Camboriú

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Com 290 metros de altura, a obra da estrutura contou com mais de 2 mil funcionários e foi entregue em 17 de dezembro.
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Por Caroline Borges, g1 SC

Postado em 25 de dezembro de 2022 às 11h25m

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Com 290 metros de altura, prédio tem 140 apartamentos  — Foto: FG Investimentos/Divulgação
Com 290 metros de altura, prédio tem 140 apartamentos — Foto: FG Investimentos/Divulgação

Considerado o maior prédio do Brasil pelo Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH), o One Tower de Balneário Camboriú, no Litoral Norte catarinense, reúne diversas curiosidades durante o processo de construção.

Com 290 metros de altura, a obra da estrutura contou com mais de 2 mil funcionários e foi entregue em 17 de dezembro.

Veja abaixo 10 curiosidades do empreendimento, segundo a construtora FG, responsável pela obra.

  1. Foram utilizados 24.992,82 m³ de concreto;
  2. O prédio tem 84 pavimentos, sendo 70 habitáveis;
  3. A fundação equivale em tamanho a um prédio de 12 andares;
  4. Para concretizar o projeto foram investidos mais de R$650 milhões;
  5. Os elevadores do empreendimento percorrem o prédio em menos de 1 minuto;
  6. Para construção do empreendimento foram utilizadas 9.868,53 toneladas de aço;
  7. Ao ser inaugurado em 17 de dezembro, tornou-se o 32º prédio residencial mais alto do mundo;
  8. Foram utilizados 35.039 metros quadrados em revestimentos cerâmicos de porcelanato e pastilhas;
  9. O empreendimento contempla o Lazer Mais Alto das Américas. São 20 ambientes distribuídos em 4 andares, sendo 2 destes nos pavimentos 56 e 57;
  10. Além de ser o edifício mais alto do Brasil em todas as categorias, a construção é o maior residencial da América Latina, segundo o CTBUH. A entidade internacional é a responsável por auditar arranha-céus mundiais.
Com 290 metros de altura, prédio tem 119 apartamentos — Foto: FG Investimentos/Divulgação
Com 290 metros de altura, prédio tem 119 apartamentos — Foto: FG Investimentos/Divulgação

Balneário Camboriú é a cidade que concentra o maior número de arranha-céus no ranking dos prédios super altos no Brasil de acordo com o Council on Tall Buildings and Urban Habitat (CTBUH). Dos 10 primeiros, ao menos seis estão na cidade.

Conhecida como a cidade dos arranha-céus no Brasil e até na América Latina, Balneário Camboriú tem 45,214 km² de extensão e é a segunda menor cidade do Estado, de acordo com o Instituto de Geografia e Estatística (IBGE). Ela fica atrás apenas de Bombinhas, com 35,143 km².

 Balneário Camboriú

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2022

IPCA-15: indicador fica em 0,52% em dezembro

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Assim, o índice fechou o ano de 2022 com variação acumulada de 5,90%, a menor em 20 meses.
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 23 de dezembro de 2022 às 14h00m

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Alimentos — Foto: Tiago Ghizoni/ NSC
Alimentos — Foto: Tiago Ghizoni/ NSC

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) – considerado a prévia da inflação oficial do país – ficou em 0,52% em dezembro, informou nesta sexta-feira (23) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Assim, o índice fechou o ano de 2022 com variação acumulada de 5,90%, menor taxa em 20 meses - a menor taxa até então havia sido em março de 2021 (5,52%).

Em 2021, a prévia da inflação havia sido de 10,42%, a maior para um ano desde 2015.

Veja a variação em todos os comparativos:

  • Dezembro de 2022: 0,52%
  • Novembro de 2022: 0,53%
  • Dezembro de 2021: 0,78%
  • Acumulado do ano/12 meses de 2022: 5,90%
  • Acumulado do ano/12 meses de 2021: 10,42%

Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, sete tiveram alta em dezembro. Transportes e Alimentação e bebidas foram responsáveis pelo maior impacto no mês. Vestuário, por sua vez, apresentou a maior variação, fechando o ano com a maior alta acumulada (18,39%) entre os grupos. Veja abaixo a variação dos grupos em dezembro:

  • Alimentação e bebidas: 0,69%
  • Habitação: 0,40%
  • Artigos de residência: -0,46%
  • Vestuário: 1,16%
  • Transportes: 0,85%
  • Saúde e cuidados pessoais: 0,40%
  • Despesas pessoais: 0,39%
  • Educação: 0,00%
  • Comunicação: 0,18%

Alimentos tiveram o maior impacto no IPCA-15 no ano

No topo da lista dos maiores impactos de 2022 está o grupo Alimentação e bebidas, com alta de 11,96% em 12 meses. Já a variação mensal de 0,69% superou a de novembro, de 0,54%.

Na passagem de novembro para dezembro, os preços dos alimentos para consumo no domicílio subiram 0,78%, influenciados pelas altas da cebola (26,18%) e do tomate (19,73%). Nos últimos três meses, as variações acumuladas desses dois produtos foram de 52,74% e 49,84%, respectivamente.

Além disso, os preços do arroz (2,71%) e das carnes (0,92%) também subiram em dezembro, contribuindo para a alta do grupo.

Pelo lado das quedas, destaca-se a redução nos preços do leite longa vida (-6,10%) pelo quarto mês consecutivo. Apesar da queda, o produto encerrou o ano de 2022 com aumento de 25,42%.

Já a alimentação fora do domicílio apresentou um resultado próximo ao de novembro (0,40%). O lanche teve alta de 0,88%, enquanto a refeição subiu 0,28%.

Transportes acelera com passagens e gasolina

O grupo dos Transportes acelerou de novembro (0,49%) para dezembro (0,85%), principalmente devido à alta nos preços das passagens aéreas (0,47%), que haviam recuado quase 10% no mês anterior.

Os preços dos combustíveis (1,79%) seguiram em alta, embora o resultado tenha ficado abaixo do observado em novembro (2,04%).

A gasolina (1,52%), em particular, contribuiu com o maior impacto individual no índice do mês, enquanto o etanol (5,44%) teve a maior variação entre os combustíveis pesquisados.

Óleo diesel (-1,05%) e gás veicular (-1,33%) tiveram queda de preços em dezembro.

Já no acumulado do ano de 2022, a variação foi negativa em 1,01%, principalmente em decorrência das quedas nos preços dos combustíveis.

Saúde e cuidados pessoais teve segundo maior impacto no ano

Ocupando o segundo lugar no ranking dos maiores impactos no ano (11,24%), o grupo Saúde e cuidados pessoais desacelerou na taxa mensal de 0,91% para 0,40%, puxada pelos itens de higiene pessoal, que passaram de alta de 1,76% em novembro para 0,04% em dezembro, próximo da estabilidade.

Houve queda nos preços dos produtos para unha (-5,05%), dos perfumes (-1,54%) e dos produtos para pele (-1,39%). No lado das altas, o destaque segue sendo o plano de saúde (1,21%), que incorpora a fração mensal dos reajustes dos planos novos e antigos para o ciclo de 2022 a 2023.

Vestuário teve o 3º maior impacto do ano

Responsável pelo terceiro maior impacto no ano (18,39%), o grupo Vestuário teve todos os itens pesquisados em alta na taxa mensal.

As maiores contribuições vieram das roupas femininas (1,54%) e masculinas (1,47%). O grupo teve alta em todos os meses de 2022, sendo a maior delas em abril (1,97%) e a menor em agosto (0,76%).

Energia elétrica puxa Habitação

No grupo Habitação, a principal contribuição veio da energia elétrica residencial (0,87%). As variações das áreas pesquisadas ficaram entre -0,71% no Rio de Janeiro e 18,78% em Brasília, onde as tarifas por kWh foram reajustadas em 21,54% a partir de 3 de novembro. Em Porto Alegre (1,74%), houve reajuste de 3,62% em uma das concessionárias pesquisadas, em vigor desde 22 de novembro.

Destaca-se também a alta da taxa de água e esgoto (0,83%), decorrente dos reajustes de 11,82% no Rio de Janeiro (9%) em vigor desde 8 de novembro, e de 10,15% em Belém (5,62%), desde 28 de novembro. Já o gás encanado (-0,45%) teve queda, em consequência da redução de 2,47% das tarifas no Rio de Janeiro (-1,41%), a partir de 1º de novembro.

Veja a variação no acumulado de 12 meses dos grupos pesquisados:

  • Alimentação e bebidas: 11,96%
  • Habitação: 0,24%
  • Artigos de residência: 8,39%
  • Vestuário: 18,39%
  • Transportes: -1,01%
  • Saúde e Cuidados pessoais: 11,24%
  • Despesas pessoais: 7,54%
  • Educação: 7,37%
  • Comunicação: -1,17%
Todas as regiões tiveram alta em dezembro

Todas as áreas pesquisadas tiveram alta em dezembro. A maior variação foi registrada em Goiânia (0,89%), influenciada pelas altas da gasolina (2,74%), da energia elétrica (4,13%) e do tomate (33,75%). O menor resultado ocorreu em Salvador (0,36%), onde pesou a queda de 3,50% nos preços da gasolina.

Veja a variação em todas as regiões pesquisadas:

  • Goiânia: 0,89%
  • Brasília: 0,80%
  • Curitiba: 0,67%
  • Belo Horizonte: 0,58%
  • Porto Alegre: 0,56%
  • Fortaleza: 0,53%
  • Belém: 0,51%
  • Recife: 0,45%
  • São Paulo: 0,45%
  • Rio de Janeiro: 0,40%
  • Salvador: 0,36%

Para o cálculo do IPCA-15, os preços foram coletados no período de 15 de novembro a 13 de dezembro de 2022 (referência) e comparados com aqueles vigentes de 14 de outubro a 14 de novembro de 2022 (base). O indicador refere-se às famílias com rendimento de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia. A metodologia utilizada é a mesma do IPCA, a diferença está no período de coleta dos preços e na abrangência geográfica.

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