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domingo, 20 de novembro de 2022

De ilha luxuosa a sítio arqueológico: conheça os lugares mais curiosos do Catar

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País da Península Árabe e sede da Copa do Mundo 2022, Catar encanta visitantes pela beleza natural e pelo artificial.
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Por g1

Postado em 20 de novembro de 2022 às 13h00m

 #.*Post. - N.\ 10.562*.#

Conheça os principais pontos turísticos do Catar, sede da Copa do Mundo 2022 — Foto: Ben Koorengevel/Unsplash
Conheça os principais pontos turísticos do Catar, sede da Copa do Mundo 2022 — Foto: Ben Koorengevel/Unsplash

O Catar, palco da Copa do Mundo 2022, está localizado em uma região desértica cercada por grandes arranha-céus, por belas arquiteturas e por muito luxo. O país da Península Árabe preserva e reforça a sua cultura, mas também se abre ao mundo ao promover outras nacionalidades em suas opções de lazer.

O g1 lista abaixo os principais pontos turísticos que não podem faltar na sua lista em visita ao país.

The Pearl (A Pérola)

The Pearl-Qatar — Foto: Visit Qatar/Divulgação
The Pearl-Qatar — Foto: Visit Qatar/Divulgação

Um dos lugares mais famosos do país, The Pearl é uma ilha artificial que concentra muito luxo. A área é cercada por grandes iates, hotéis, prédios residenciais, lojas e restaurantes renomados. The Pearl está a 40 minutos do aeroporto internacional de Hamad, mas também dá para visitar de metrô, já que a estação Legtaifiya (linha vermelha) fica ali perto.

Villaggio Mall — Foto: Divulgação/Visit Qatar
Villaggio Mall — Foto: Divulgação/Visit Qatar

Localizado em Doha, o Villaggio Mall é um estabelecimento de luxo com uma arquitetura inspirada em Veneza. Para que o visitante tenha a sensação de estar na Itália, o shopping tem um canal com água de verdade, em que é possível fazer um passeio de gôndola com a família. Além disso, o teto pintado de azul e branco dá a impressão de ambiente a céu aberto.

Qanat Quartier

Qanat Quartier — Foto: TimeOut
Qanat Quartier — Foto: TimeOut

Mas se quiser ter uma experiência mais imersiva sem estar na Europa, no Qanat Quartier você terá uma verdadeira vivência veneziana. Localizada na The Pearl, a área luxuosa é cercada por cafés, restaurantes e lojas de roupas. Os rios que cortam as ruas convidam os turistas para um passeio de gôndola.

Museu de Arte Islâmica

Museu de Arte Islâmica em Doha — Foto: Museum of Islamic Art/Divulgação
Museu de Arte Islâmica em Doha — Foto: Museum of Islamic Art/Divulgação

O Museu de Arte Islâmica foi reaberto em outubro de 2022 depois de 18 meses fechado para reformas. Com uma arquitetura de impressionar, o local faz o visitante conhecer 3 continentes, tendo acesso a mais de 10 mil objetos em exposição. Você ainda pode fazer uma pausa na cafeteria e apreciar a vista da cidade de uma janela de vidro de 45 metros de altura.

Caverna Dahl Al Misfir — Foto: Visit Qatar/Divulgação
Caverna Dahl Al Misfir — Foto: Visit Qatar/Divulgação

Localizado no oeste de Doha, Dahl Al Misfir tem 40 metros de profundidade e é formada por um gesso fibroso que emite um belo brilho. É uma das maiores cavernas do país e também uma das mais acessíveis. Os visitantes podem encontrar ali as "rosas do deserto", formações rochosas que recebem esse nome devido à semelhança com a flor.

Museu Nacional do Catar

Museu Nacional do Qatar, em Doha  — Foto: The National Museum of Qatar/Divulgação
Museu Nacional do Qatar, em Doha — Foto: The National Museum of Qatar/Divulgação

Projetado pelo arquiteto francês Jean Nouvel, o Museu Nacional do Qatar é outro local com design icônico, sendo uma parada obrigatória para quem visita o país. Nele, os turistas podem conhecer toda a história do Catar com mais de 900 artefatos arqueológicos, bem como a sua formação e os ambientes naturais ali presentes.

Souq Waqif

Mercado Souq Waqif — Foto: TimeOut/Reprodução
Mercado Souq Waqif — Foto: TimeOut/Reprodução

Em Doha, Souq Waqif é um centro comercial em que os visitantes encontram especiarias, roupas locais, itens de decoração e espaços para comer. O local ainda abriga um belo museu de arte islâmica e do Oriente Médio, com azulejos coloridos pintados à mão. Uma falcoaria dentro do Souq Waqif permite ao turista conhecer de perto e até tirar fotos com os falcões.

Al Zubarah é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013 — Foto: Qatar Museums/Reprodução
Al Zubarah é Patrimônio Mundial da Unesco desde 2013 — Foto: Qatar Museums/Reprodução

Reconhecido como Patrimônio Mundial da Unesco em 2013, Al Zubarah é um sítio arqueológico fundado no século 18, se tornando um dos principais assentamentos do país. No ano 1811 a região foi destruída e, depois, abandonada no século 20, mantendo até hoje resquícios da história. Atualmente, é possível aproveitar a área de 60 hectares para conhecer casas, mercados, áreas industriais e mesquitas que ali sobraram.

Regras para visitar o Catar

Para visitar o Catar, é necessário levar o passaporte com validade de no mínimo seis meses. Desde 2021, o visto para brasileiros não é mais obrigatório e os turistas podem ficar no país por até 30 dias.

Até o dia 2 de dezembro, o Catar permitirá apenas a entrada de turistas com ao menos um ingresso para algum jogo da Copa.

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Assembleia de governadores do BID elege Ilan Goldfajn para presidente da instituição

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É a primeira vez que um candidato brasileiro vai comandar o BID, fundado há 63 anos. Banco multilateral é uma das principais fontes de financiamento para América Latina e Caribe.
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Por Jéssica Sant'Ana, g1 — Brasília

Postado em 20 de novembro de 2022 às 12h30m

 #.*Post. - N.\ 10.561*.#

A assembleia de governadores do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) elegeu neste domingo (20) o economista Ilan Goldfajn, candidato brasileiro e ex-presidente do Banco Central, para o comando da instituição.

Ele derrotou outros quatro candidatos:

  • Cecilia Todesca Bocco, secretária de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria argentina;
  • Gerardo Esquivel Hernández, um dos diretores do Banco Central do México;
  • Nicolás Eyzaguirre Guzmán, ex-ministro da Economia do Chile; e
  • Gerard Johnson, ex-funcionário do BID e natural de Trindade e Tobago.

É a primeira vez que um candidato brasileiro vai presidir o BID, fundado há 63 anos. O banco multilateral é uma das principais fontes de financiamento de longo prazo para o desenvolvimento econômico, social e institucional da América Latina e do Caribe.

llan Goldfajn foi indicado como candidato do Brasil pelo ministro da Economia, Paulo Guedes. Em outubro, Guedes aproveitou as reuniões anuais do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI), nos Estados Unidos, para buscar apoio à candidatura brasileira.

Goldfajn foi presidente do Banco Central entre junho de 2016 e fevereiro de 2019, tendo sido indicado pelo ex-presidente da República Michel Temer. Atualmente, é diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do FMI.

Retrato de Ilan Goldfajn — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/Arquivo
Retrato de Ilan Goldfajn — Foto: Gabriela Biló/Estadão Conteúdo/Arquivo

Ao indicá-lo para o BID, o Ministério da Economia destacou, em nota, que ele concilia "ampla e bem-sucedida" experiência profissional no setor público, em organismos multilaterais e no setor privado, além de sólida formação acadêmica, que o "qualificam inequivocamente para o exercício do cargo de presidente" do banco multilateral.

Já o ex-ministro Guido Mantega, enquanto fazia parte do governo de transição, contestou a indicação de Goldfajn e entrou em contato com autoridades econômicas de países das Américas para pedir o adiamento da eleição, o que não conseguiu.

Ele queria, em nome do governo eleito, costurar apoio a outro candidato. A ação de Mantega repercutiu mal entre autoridades e especialistas, que temiam que o gesto poderia prejudicar a candidatura de Goldfajn, um dos economistas mais respeitados do Brasil.

Presidência por 5 anos

Goldfajn foi eleito para ser presidente do BID por um período de cinco anos, podendo ser reeleito apenas uma vez.

Atualmente, o BID é conduzido por Reina Irene Mejía, presidente interina. Mauricio Claver-Caron, ex-presidente, foi demitido do cargo em setembro, após uma investigação concluir que ele teve um relacionamento com uma funcionária e autorizou dois aumentos do salário dela, violando o código de ética da instituição

Composição do BID

O presidente do BID é eleito pela assembleia de governadores, na qual cada um dos 48 países membros é representado por seu governador, normalmente ministros da Fazenda ou outras altas autoridades econômicas.

Para ser eleito, o candidato deve obter a maioria absoluta dos votos dos países membros. O poder de voto varia de acordo com o número de ações detidas por cada país membro. Os EUA são o país com maior poder de voto: 30%. Depois, aparecem Brasil e Argentina, ambos com 11,4%.

O candidato vencedor também deve ter o apoio da maioria absoluta dos 28 países regionais, ou seja, dos países das Américas. Também fazem parte e votam no BID 16 nações européias e quatro asiáticas.

Perfil Ilan

Nascido em março de 1966, Ilan Goldfajn é diretor do Departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional. Possui doutorado em Economia pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), mestrado pela PUC-RJ e graduação pela UFRJ.

Foi presidente do Banco Central do Brasil entre 2016 e 2019 e diretor de Política Econômica da autoridade monetária entre 2000 e 2003. Teve, ainda, uma longa trajetória na iniciativa privada, passando pelo Credit Suisse Brasil, Itaú Unibanco, Ciano Investimentos e Gávea Investimentos.

Foi professor de universidades no Brasil e nos Estados Unidos, sendo também editor e autor de inúmeros livros e artigos.

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sábado, 19 de novembro de 2022

ANTES e DEPOIS: veja como o aquecimento global mudou paisagens pelo mundo

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Imagens da Nasa mostram lugares ao redor do mundo que foram impactados pelas transformações do clima nos últimos anos.
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Por g1

Postado em 19 de novembro de 2022 às 09h00m

 #.*Post. - N.\ 10.560*.#

Desde 1880, as temperaturas globais aumentaram pelo menos 1,1° Celsius, segundo estudos da Nasa, a agência espacial norte-americana.

O clima ao redor de nós está mudando e as emissões produzidas pelo homem estão prendendo a perda de calor do planeta para o espaço. Isso tudo tem um impacto ao redor do mundo, transformando a natureza, as paisagens que conhecemos e aumentando eventos extremos.

Veja abaixo imagens da Nasa mostrando como alguns desses locais eram antes e depois dessas transformações:

Enchentes no Paquistão

4 de agosto de 2022 - 28 de agosto de 2022

Enchentes no Paquistão — Foto: NASA
Enchentes no Paquistão — Foto: NASA

Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA

28 de julho de 1986 - 2 de julho de 2014

Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA — Foto: NASA
Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA — Foto: NASA

Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central

25 de agosto de 2000 - 19 de agosto de 2014

Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central — Foto: NASA
Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central — Foto: NASA

Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos

25 de março de 1999 - 13 de maio de 2014

Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos — Foto: NASA
Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos — Foto: NASA



Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica

28 de outubro de 2013 - 13 de novembro de 2013

Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica — Foto: NASA
Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica — Foto: NASA



Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru

Julho de 1978 - julho de 2011

Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru — Foto: NASA
Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru — Foto: NASA


Derretimento da geleira Muir, no Alasca

13 de agosto de 1941 - 31 de agosto de 2004

Derretimento da geleira Muir, no Alasca — Foto: NASA
Derretimento da geleira Muir, no Alasca — Foto: NASA



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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Desemprego fica estável em 20 estados e no DF no 3º trimestre, diz IBGE

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Desemprego foi de 6,9% para os homens e de 11% para as mulheres, segundo o IBGE; desocupação atinge mais negros, jovens e com menos instrução.
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 18 de novembro de 2022 às 07h00m

 #.*Post. - N.\ 10.559*.#

Desemprego — Foto: Helena Pontes/IBGE
Desemprego — Foto: Helena Pontes/IBGE

Apenas seis unidades da Federação acompanharam a redução registrada na taxa de desocupação no país no terceiro trimestre frente ao 2º trimestre. Enquanto o índice nacional recuou de 9,3% para 8,7% no período, 21 UFs permaneceram estáveis.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE.

Já na comparação com o 3º trimestre do ano anterior, houve queda na taxa de desocupação em todas as unidades da Federação.

“No segundo trimestre, a taxa de desocupação havia caído 1,8 ponto percentual [9,3%, ante 11,1% no 1º trimestre], com disseminação da queda por 22 unidades da Federação. Já no terceiro trimestre, a queda foi menos intensa, de 0,6 ponto percentual [de 9,3% no 2º trimestre para 8,7%], e isso repercutiu nos resultados locais por estado”, explica a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Na média nacional, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,7% no terceiro trimestre deste ano - menor taxa desde o trimestre encerrado em junho de 2015, mas com a falta de trabalho ainda atingindo 9,5 milhões de brasileiros, conforme já divulgado anteriormente pelo IBGE.


Veja o desempenho nos estados

As reduções na taxa de desocupação na comparação com o trimestre anterior foram registradas no Paraná (-0,8 ponto percentual), Minas Gerais (-0,9 p.p.), Maranhão (-1,1 p.p.), Acre (-1,8 p.p.), Ceará (-1,8 p.p.) e Rondônia (-1,9 p.p.).

As maiores taxas de desocupação foram da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já as menores foram em Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina.

Entre as regiões do país, houve queda no indicador em todas elas, sendo que o Nordeste registrou a maior taxa (12%), e o Sul, a menor (5,2%).

Entre os 10 estados com maior taxa de desocupação, seis são do Nordeste (Bahia, Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas).

Veja abaixo as taxas de desocupação por unidades da Federação no 2º e 3º trimestres:

  • Bahia: de 15,5% para 15,1%
  • Pernambuco: de 13,6% para 13,9%
  • Rio de Janeiro: de 12,6% para 12,3%
  • Sergipe: de 12,7% para 12,1%
  • Distrito Federal: de 11,5% para 10,9%
  • Paraíba: de 12,2% para 10,9%
  • Amapá: de 11,4% para 10,8%
  • Rio Grande do Norte: de 12,0% para 10,5%
  • Alagoas: de 11,1% para 10,1%
  • Amazonas: de 10,4% para 9,4%
  • Piauí: de 9,4% para 9,2%
  • Pará: de 9,1% para 8,8%
  • São Paulo: de 9,2% para 8,6%
  • Espírito Santo: de 8,0% para 7,3%
  • Goiás: de 6,8% para 6,1%
  • Rio Grande do Sul: de 6,3% para 6,0%
  • Tocantins: de 5,5% para 5,6%
  • Mato Grosso do Sul: de 5,2% para 5,1%
  • Roraima: de 6,2% para 4,9%
  • Mato Grosso: de 4,4% para 3,8%
  • Santa Catarina: de 3,9% para 3,8%
  • Paraná: de 6,1% para 5,3%
  • Minas Gerais: de 7,2% para 6,3%
  • Maranhão: de 10,8% para 9,7%
  • Acre: de 11,9% para 10,1%
  • Ceará: de 10,4% para 8,6%
  • Rondônia: de 5,8% para 3,9%
Veja a taxa de desemprego por regiões:

  • Nordeste: 12%
  • Sudeste: 8,7%
  • Norte: 8,2%
  • Centro-Oeste: 6,5%
  • Sul: 5,2%
Desemprego atinge mais mulheres, negros e jovens

Veja outros destaques da pesquisa:

  • A taxa de desocupação por sexo foi de 6,9% para os homens e 11% para as mulheres, ou seja, a desocupação das mulheres é 59,4% maior que a dos homens - enquanto para os homens a taxa continua abaixo do índice nacional (8,7%), para mulheres segue bem acima;
  • A taxa de desocupação por cor ou raça ficou bem abaixo da média nacional (8,7%) para os brancos (6,8%) e bem acima para os pretos (11,1%) e pardos (10,0%);
  • 16,6% dos desocupados buscavam por trabalho há menos de um mês, 44,5% buscavam de um mês a menos de um ano, 11,7% de um ano a menos de dois anos e 27,2% (ou 2,6 milhões de pessoas) há dois anos ou mais;
  • O desemprego para quem tem ensino médio incompleto (15,3%) foi maior que para os demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 9,1%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,1%). Para os demais níveis de instrução, os índices foram: Sem instrução (7,9%), Fundamental incompleto (8,8%), Fundamental completo (10,1%) e Médio completo (9,7%);
  • As taxas mais elevadas estavam entre os jovens de 18 a 24 anos (18%) e de 14 a 17 anos (31,7%). Para os grupos de 25 a 39 anos (7,8%), 40 a 59 anos (5,6%) e o de 60 anos ou mais (3,7%), o desemprego ficou abaixo da taxa nacional (8,7%);
  • O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho) no país foi de 4,3 milhões de pessoas, mesmo número do 2º trimestre. O maior número estava na Bahia (602 mil);
  • A taxa de informalidade foi de 39,4% da população ocupada no país. As maiores taxas foram no Pará (60,5%), Maranhão (59,1%) e Amazonas (57,1%). As menores foram em São Paulo (30,6%), Distrito Federal (29,8%) e Santa Catarina (25,9%);
  • A taxa de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 20,1%. Piauí (40,6%), Sergipe (36,1%) e Bahia (33,7%) tiveram as maiores taxas, enquanto Santa Catarina (6,8%), Rondônia (9,1%) e Mato Grosso (10,5%) tiveram as menores;
  • O rendimento médio mensal foi de R$ 2.737 - maior que o do segundo trimestre (R$ 2.640), com aumento em todas as regiões, e maior que o mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.670), com expansão no Sul e Centro-Oeste;
  • O rendimento médio das mulheres (R$ 2.380) representou 79,3% do rendimento médio dos homens (R$ 3.001) e ficou 13% abaixo da média nacional (R$ 2.737);
  • O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,3%. O Norte (57,7%) e o Nordeste (57,3%) tiveram os menores percentuais, enquanto o Sul (82,7%) apresentou o maior;
  • O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 25,9%. Os maiores percentuais foram em Rondônia (37,4%), Amapá (34,7%) e Amazonas (32,4%) e os menores, no Distrito Federal (21,1%), Mato Grosso do Sul (22,0%) e Goiás (23,2%).
Informalidade entre domésticos aumenta

A taxa de informalidade registrada no país foi de 39,4% no terceiro trimestre, contra 40% no 2º trimestre e 40,6% no mesmo trimestre de 2021.

“A taxa de informalidade apresentou queda para o total nacional, e as maiores reduções estão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Norte”, afirma Adriana.

Entre a população considerada informal estão os empregados domésticos e do setor privado sem carteira assinada, os empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

No terceiro trimestre, apenas 25,3% dos trabalhadores domésticos do país tinham carteira assinada. Entre os empregados do setor privado, essa proporção era de 73,3%, com menores percentuais no Norte (57,7%) e no Nordeste (57,3%). Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (81,3%) e São Paulo (81,2%) foram os estados com as maiores proporções. Já as menores foram registradas em Maranhão (47,0%), Piauí (48,5%) e Pará (50,3%).

“No Norte e Nordeste, as altas taxas de informalidade estão associadas à baixa cobertura de carteira assinada nas duas regiões”, diz a pesquisadora.

Dez estados e o Distrito Federal registraram taxa de informalidade acima da média nacional (39,4%). Veja abaixo a taxa de informalidade da população ocupada por UFs no 3º trimestre:

  • Pará: 60,5%
  • Maranhão: 59,1%
  • Amazonas: 57,1%
  • Piauí: 54,5%
  • Bahia: 53,3%
  • Ceará: 2,2%
  • Sergipe: 51,4%
  • Paraíba: 50,7%
  • Pernambuco: 50,6%
  • Amapá: 48,8%
  • Roraima: 48,5%
  • Rondônia: 47,8%
  • Alagoas: 46,9%
  • Acre: 46,6%
  • Rio Grande do Norte: 43,9%
  • Tocantins: 43,6%
  • Goiás: 38,8%
  • Espírito Santo: 38,0%
  • Rio de Janeiro: 38,0%
  • Minas Gerais: 37,8%
  • Mato Grosso: 36,3%
  • Mato Grosso do Sul: 33,7%
  • Paraná: 32,2%
  • Rio Grande do Sul: 31,5%
  • São Paulo: 30,6%
  • Distrito Federal: 29,8%
  • Santa Catarina: 25,9%
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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Inadimplência atinge 68,4 milhões de brasileiros em setembro, nona alta consecutiva

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Dívidas com cartões de crédito continuam como a principal razão para a inadimplência
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 17 de novembro de 2022 às 12h45m

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Inadimplência bate novo recorde em setembro de 2022. — Foto: Pixabay
Inadimplência bate novo recorde em setembro de 2022. — Foto: Pixabay

O número de pessoas com dívidas em atraso no Brasil voltou a bater recorde pelo nono mês consecutivo e, de acordo com dados do Serasa Experian, em setembro o país contava com 68,39 milhões de inadimplentes.

Esse valor representa uma alta de 420 mil pessoas em relação ao mês imediatamente anterior, quando o número de brasileiros com contas atrasadas era de 67,97 milhões.

O levantamento diz que o desemprego segue como o principal motivo do endividamento neste ano. De todos os participantes da pesquisa, 29% responderam que o desemprego foi o fator preponderante para a aquisição de dívidas. No ano passado, esse número era de 30%.

Os principais impactados pelo desemprego no grupo de inadimplentes são os jovens com até 30 anos (33%) e as mulheres (31%).


Quais são as principais dívidas?

Segundo a instituição, o cartão de crédito segue sendo o principal motor das dívidas entre os inadimplentes. "Em linha com o ano anterior, as dívidas de cartão de crédito impactam 53% dos brasileiros endividados", destaca a pesquisa.

Dentro das dívidas com cartão, a grande maioria delas, 65%, é realizada em supermercados, com compras de alimentos. Na sequência, 48% das pessoas relatam dívidas com compra de produtos como roupas, calçados e eletrodomésticos, e outros 41% têm dívidas com remédios ou tratamentos médicos.

Outras razões para o endividamento no cartão são as compras de alimentos por delivery e os gastos com transportes e combustíveis, ambos presentes em 22% das respostas.

Em contrapartida, o estudo revela que as contas básicas - como água, gás e luz - tiveram uma grande queda entre as principais dívidas no mês de setembro, em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, as contas básicas representam 19% das dívidas, enquanto em setembro de 2021 esse número era de 32%.

Matheus Moura, diretor de marketing do Serasa, afirma que essa queda nas dívidas com contas básicas pode indicar que, com a melhora no cenário de desemprego e os benefícios sociais (como o Auxílio Brasil) as pessoas passaram a priorizar esses gastos em relação a outros.

Dívidas há pelo menos um ano

De acordo com o levantamento, o número de dívidas com mais de um ano de atraso cresceu pelo segundo ano consecutivo, saindo de 67% dos endividados em 2021 para 71% em 2022.

O percentual de inadimplentes há mais de 12 meses neste ano é, inclusive, maior do que o registrado antes do início da pandemia de Covid-19: em 2019, eram 68%.

"Dentre os tipos de dívidas (com pelo menos um ano), as contraídas a partir do empréstimo do nome para terceiros são as com maior representatividade", pontua a instituição.

A pesquisa mostra que 85% das dívidas por empréstimo de nome estão atrasadas, sendo que 64% delas têm um atraso igual ou superior a dois anos.

Problemas causados pelas dívidas

Matheus Moura afirma que "a dívida tem um lado muito prático, mas também tem um lado emocional importante", que é responsável por causar diversos problemas psicológicos ao inadimplente.

Neste contexto, na última edição do levantamento realizado pelo Serasa, a instituição questionou os participantes, também, sobre pontos comportamentais que podem ser reflexos do endividamento. Os resultados revelam que, dentre os 5.225 entrevistados:

  • 83% têm dificuldade para dormir por conta das dívidas;
  • 78% têm surtos de pensamentos negativos devido aos débitos vencidos;
  • 74% afirmam ter dificuldade de concentração para realizar tarefas diárias;
  • 62% sentiram impacto no relacionamento conjugal;
  • 61% viveram ou vivem sensação de “crise e ansiedade” ao pensar na dívida;
  • 53% revelam sentir “muita tristeza” e “medo do futuro”:
  • 51% têm vergonha da condição de endividado;
  • 33% não se sentem mais confiantes em cuidar de suas próprias finanças;
  • 31% sentiram impacto das dívidas no relacionamento com familiares.
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