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sábado, 19 de novembro de 2022

ANTES e DEPOIS: veja como o aquecimento global mudou paisagens pelo mundo

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Imagens da Nasa mostram lugares ao redor do mundo que foram impactados pelas transformações do clima nos últimos anos.
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Por g1

Postado em 19 de novembro de 2022 às 09h00m

 #.*Post. - N.\ 10.560*.#

Desde 1880, as temperaturas globais aumentaram pelo menos 1,1° Celsius, segundo estudos da Nasa, a agência espacial norte-americana.

O clima ao redor de nós está mudando e as emissões produzidas pelo homem estão prendendo a perda de calor do planeta para o espaço. Isso tudo tem um impacto ao redor do mundo, transformando a natureza, as paisagens que conhecemos e aumentando eventos extremos.

Veja abaixo imagens da Nasa mostrando como alguns desses locais eram antes e depois dessas transformações:

Enchentes no Paquistão

4 de agosto de 2022 - 28 de agosto de 2022

Enchentes no Paquistão — Foto: NASA
Enchentes no Paquistão — Foto: NASA

Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA

28 de julho de 1986 - 2 de julho de 2014

Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA — Foto: NASA
Derretimento da geleira Columbia, Alasca, nos EUA — Foto: NASA

Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central

25 de agosto de 2000 - 19 de agosto de 2014

Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central — Foto: NASA
Encolhimento do Mar de Aral, na Ásia Central — Foto: NASA

Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos

25 de março de 1999 - 13 de maio de 2014

Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos — Foto: NASA
Seca no Lago Powell, Arizona e Utah, nos Estados Unidos — Foto: NASA



Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica

28 de outubro de 2013 - 13 de novembro de 2013

Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica — Foto: NASA
Desprendimento da geleira Pine Island, na Antártica — Foto: NASA



Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru

Julho de 1978 - julho de 2011

Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru — Foto: NASA
Derretimento da geleira de Qori Kalis, no Peru — Foto: NASA


Derretimento da geleira Muir, no Alasca

13 de agosto de 1941 - 31 de agosto de 2004

Derretimento da geleira Muir, no Alasca — Foto: NASA
Derretimento da geleira Muir, no Alasca — Foto: NASA



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sexta-feira, 18 de novembro de 2022

Desemprego fica estável em 20 estados e no DF no 3º trimestre, diz IBGE

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Desemprego foi de 6,9% para os homens e de 11% para as mulheres, segundo o IBGE; desocupação atinge mais negros, jovens e com menos instrução.
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Por Marta Cavallini, g1

Postado em 18 de novembro de 2022 às 07h00m

 #.*Post. - N.\ 10.559*.#

Desemprego — Foto: Helena Pontes/IBGE
Desemprego — Foto: Helena Pontes/IBGE

Apenas seis unidades da Federação acompanharam a redução registrada na taxa de desocupação no país no terceiro trimestre frente ao 2º trimestre. Enquanto o índice nacional recuou de 9,3% para 8,7% no período, 21 UFs permaneceram estáveis.

Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, divulgada nesta quinta-feira (17) pelo IBGE.

Já na comparação com o 3º trimestre do ano anterior, houve queda na taxa de desocupação em todas as unidades da Federação.

“No segundo trimestre, a taxa de desocupação havia caído 1,8 ponto percentual [9,3%, ante 11,1% no 1º trimestre], com disseminação da queda por 22 unidades da Federação. Já no terceiro trimestre, a queda foi menos intensa, de 0,6 ponto percentual [de 9,3% no 2º trimestre para 8,7%], e isso repercutiu nos resultados locais por estado”, explica a coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE, Adriana Beringuy.

Na média nacional, a taxa de desemprego no Brasil recuou para 8,7% no terceiro trimestre deste ano - menor taxa desde o trimestre encerrado em junho de 2015, mas com a falta de trabalho ainda atingindo 9,5 milhões de brasileiros, conforme já divulgado anteriormente pelo IBGE.


Veja o desempenho nos estados

As reduções na taxa de desocupação na comparação com o trimestre anterior foram registradas no Paraná (-0,8 ponto percentual), Minas Gerais (-0,9 p.p.), Maranhão (-1,1 p.p.), Acre (-1,8 p.p.), Ceará (-1,8 p.p.) e Rondônia (-1,9 p.p.).

As maiores taxas de desocupação foram da Bahia, Pernambuco e Rio de Janeiro. Já as menores foram em Rondônia, Mato Grosso e Santa Catarina.

Entre as regiões do país, houve queda no indicador em todas elas, sendo que o Nordeste registrou a maior taxa (12%), e o Sul, a menor (5,2%).

Entre os 10 estados com maior taxa de desocupação, seis são do Nordeste (Bahia, Pernambuco, Sergipe, Paraíba, Rio Grande do Norte e Alagoas).

Veja abaixo as taxas de desocupação por unidades da Federação no 2º e 3º trimestres:

  • Bahia: de 15,5% para 15,1%
  • Pernambuco: de 13,6% para 13,9%
  • Rio de Janeiro: de 12,6% para 12,3%
  • Sergipe: de 12,7% para 12,1%
  • Distrito Federal: de 11,5% para 10,9%
  • Paraíba: de 12,2% para 10,9%
  • Amapá: de 11,4% para 10,8%
  • Rio Grande do Norte: de 12,0% para 10,5%
  • Alagoas: de 11,1% para 10,1%
  • Amazonas: de 10,4% para 9,4%
  • Piauí: de 9,4% para 9,2%
  • Pará: de 9,1% para 8,8%
  • São Paulo: de 9,2% para 8,6%
  • Espírito Santo: de 8,0% para 7,3%
  • Goiás: de 6,8% para 6,1%
  • Rio Grande do Sul: de 6,3% para 6,0%
  • Tocantins: de 5,5% para 5,6%
  • Mato Grosso do Sul: de 5,2% para 5,1%
  • Roraima: de 6,2% para 4,9%
  • Mato Grosso: de 4,4% para 3,8%
  • Santa Catarina: de 3,9% para 3,8%
  • Paraná: de 6,1% para 5,3%
  • Minas Gerais: de 7,2% para 6,3%
  • Maranhão: de 10,8% para 9,7%
  • Acre: de 11,9% para 10,1%
  • Ceará: de 10,4% para 8,6%
  • Rondônia: de 5,8% para 3,9%
Veja a taxa de desemprego por regiões:

  • Nordeste: 12%
  • Sudeste: 8,7%
  • Norte: 8,2%
  • Centro-Oeste: 6,5%
  • Sul: 5,2%
Desemprego atinge mais mulheres, negros e jovens

Veja outros destaques da pesquisa:

  • A taxa de desocupação por sexo foi de 6,9% para os homens e 11% para as mulheres, ou seja, a desocupação das mulheres é 59,4% maior que a dos homens - enquanto para os homens a taxa continua abaixo do índice nacional (8,7%), para mulheres segue bem acima;
  • A taxa de desocupação por cor ou raça ficou bem abaixo da média nacional (8,7%) para os brancos (6,8%) e bem acima para os pretos (11,1%) e pardos (10,0%);
  • 16,6% dos desocupados buscavam por trabalho há menos de um mês, 44,5% buscavam de um mês a menos de um ano, 11,7% de um ano a menos de dois anos e 27,2% (ou 2,6 milhões de pessoas) há dois anos ou mais;
  • O desemprego para quem tem ensino médio incompleto (15,3%) foi maior que para os demais níveis de instrução analisados. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 9,1%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (4,1%). Para os demais níveis de instrução, os índices foram: Sem instrução (7,9%), Fundamental incompleto (8,8%), Fundamental completo (10,1%) e Médio completo (9,7%);
  • As taxas mais elevadas estavam entre os jovens de 18 a 24 anos (18%) e de 14 a 17 anos (31,7%). Para os grupos de 25 a 39 anos (7,8%), 40 a 59 anos (5,6%) e o de 60 anos ou mais (3,7%), o desemprego ficou abaixo da taxa nacional (8,7%);
  • O número de desalentados (pessoas que desistiram de procurar trabalho) no país foi de 4,3 milhões de pessoas, mesmo número do 2º trimestre. O maior número estava na Bahia (602 mil);
  • A taxa de informalidade foi de 39,4% da população ocupada no país. As maiores taxas foram no Pará (60,5%), Maranhão (59,1%) e Amazonas (57,1%). As menores foram em São Paulo (30,6%), Distrito Federal (29,8%) e Santa Catarina (25,9%);
  • A taxa de subutilização da força de trabalho (percentual de pessoas desocupadas, subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas e na força de trabalho potencial em relação à força de trabalho ampliada) foi de 20,1%. Piauí (40,6%), Sergipe (36,1%) e Bahia (33,7%) tiveram as maiores taxas, enquanto Santa Catarina (6,8%), Rondônia (9,1%) e Mato Grosso (10,5%) tiveram as menores;
  • O rendimento médio mensal foi de R$ 2.737 - maior que o do segundo trimestre (R$ 2.640), com aumento em todas as regiões, e maior que o mesmo trimestre de 2021 (R$ 2.670), com expansão no Sul e Centro-Oeste;
  • O rendimento médio das mulheres (R$ 2.380) representou 79,3% do rendimento médio dos homens (R$ 3.001) e ficou 13% abaixo da média nacional (R$ 2.737);
  • O percentual de empregados com carteira assinada no setor privado foi de 73,3%. O Norte (57,7%) e o Nordeste (57,3%) tiveram os menores percentuais, enquanto o Sul (82,7%) apresentou o maior;
  • O percentual da população ocupada do país trabalhando por conta própria foi de 25,9%. Os maiores percentuais foram em Rondônia (37,4%), Amapá (34,7%) e Amazonas (32,4%) e os menores, no Distrito Federal (21,1%), Mato Grosso do Sul (22,0%) e Goiás (23,2%).
Informalidade entre domésticos aumenta

A taxa de informalidade registrada no país foi de 39,4% no terceiro trimestre, contra 40% no 2º trimestre e 40,6% no mesmo trimestre de 2021.

“A taxa de informalidade apresentou queda para o total nacional, e as maiores reduções estão em Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Pernambuco e Rio Grande do Norte”, afirma Adriana.

Entre a população considerada informal estão os empregados domésticos e do setor privado sem carteira assinada, os empregadores e trabalhadores por conta própria sem CNPJ e trabalhadores familiares auxiliares.

No terceiro trimestre, apenas 25,3% dos trabalhadores domésticos do país tinham carteira assinada. Entre os empregados do setor privado, essa proporção era de 73,3%, com menores percentuais no Norte (57,7%) e no Nordeste (57,3%). Santa Catarina (88,4%), Rio Grande do Sul (81,3%) e São Paulo (81,2%) foram os estados com as maiores proporções. Já as menores foram registradas em Maranhão (47,0%), Piauí (48,5%) e Pará (50,3%).

“No Norte e Nordeste, as altas taxas de informalidade estão associadas à baixa cobertura de carteira assinada nas duas regiões”, diz a pesquisadora.

Dez estados e o Distrito Federal registraram taxa de informalidade acima da média nacional (39,4%). Veja abaixo a taxa de informalidade da população ocupada por UFs no 3º trimestre:

  • Pará: 60,5%
  • Maranhão: 59,1%
  • Amazonas: 57,1%
  • Piauí: 54,5%
  • Bahia: 53,3%
  • Ceará: 2,2%
  • Sergipe: 51,4%
  • Paraíba: 50,7%
  • Pernambuco: 50,6%
  • Amapá: 48,8%
  • Roraima: 48,5%
  • Rondônia: 47,8%
  • Alagoas: 46,9%
  • Acre: 46,6%
  • Rio Grande do Norte: 43,9%
  • Tocantins: 43,6%
  • Goiás: 38,8%
  • Espírito Santo: 38,0%
  • Rio de Janeiro: 38,0%
  • Minas Gerais: 37,8%
  • Mato Grosso: 36,3%
  • Mato Grosso do Sul: 33,7%
  • Paraná: 32,2%
  • Rio Grande do Sul: 31,5%
  • São Paulo: 30,6%
  • Distrito Federal: 29,8%
  • Santa Catarina: 25,9%
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quinta-feira, 17 de novembro de 2022

Inadimplência atinge 68,4 milhões de brasileiros em setembro, nona alta consecutiva

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Dívidas com cartões de crédito continuam como a principal razão para a inadimplência
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Por Bruna Miato, g1

Postado em 17 de novembro de 2022 às 12h45m

 #.*Post. - N.\ 10.558*.#

Inadimplência bate novo recorde em setembro de 2022. — Foto: Pixabay
Inadimplência bate novo recorde em setembro de 2022. — Foto: Pixabay

O número de pessoas com dívidas em atraso no Brasil voltou a bater recorde pelo nono mês consecutivo e, de acordo com dados do Serasa Experian, em setembro o país contava com 68,39 milhões de inadimplentes.

Esse valor representa uma alta de 420 mil pessoas em relação ao mês imediatamente anterior, quando o número de brasileiros com contas atrasadas era de 67,97 milhões.

O levantamento diz que o desemprego segue como o principal motivo do endividamento neste ano. De todos os participantes da pesquisa, 29% responderam que o desemprego foi o fator preponderante para a aquisição de dívidas. No ano passado, esse número era de 30%.

Os principais impactados pelo desemprego no grupo de inadimplentes são os jovens com até 30 anos (33%) e as mulheres (31%).


Quais são as principais dívidas?

Segundo a instituição, o cartão de crédito segue sendo o principal motor das dívidas entre os inadimplentes. "Em linha com o ano anterior, as dívidas de cartão de crédito impactam 53% dos brasileiros endividados", destaca a pesquisa.

Dentro das dívidas com cartão, a grande maioria delas, 65%, é realizada em supermercados, com compras de alimentos. Na sequência, 48% das pessoas relatam dívidas com compra de produtos como roupas, calçados e eletrodomésticos, e outros 41% têm dívidas com remédios ou tratamentos médicos.

Outras razões para o endividamento no cartão são as compras de alimentos por delivery e os gastos com transportes e combustíveis, ambos presentes em 22% das respostas.

Em contrapartida, o estudo revela que as contas básicas - como água, gás e luz - tiveram uma grande queda entre as principais dívidas no mês de setembro, em relação ao mesmo período do ano passado. Neste ano, as contas básicas representam 19% das dívidas, enquanto em setembro de 2021 esse número era de 32%.

Matheus Moura, diretor de marketing do Serasa, afirma que essa queda nas dívidas com contas básicas pode indicar que, com a melhora no cenário de desemprego e os benefícios sociais (como o Auxílio Brasil) as pessoas passaram a priorizar esses gastos em relação a outros.

Dívidas há pelo menos um ano

De acordo com o levantamento, o número de dívidas com mais de um ano de atraso cresceu pelo segundo ano consecutivo, saindo de 67% dos endividados em 2021 para 71% em 2022.

O percentual de inadimplentes há mais de 12 meses neste ano é, inclusive, maior do que o registrado antes do início da pandemia de Covid-19: em 2019, eram 68%.

"Dentre os tipos de dívidas (com pelo menos um ano), as contraídas a partir do empréstimo do nome para terceiros são as com maior representatividade", pontua a instituição.

A pesquisa mostra que 85% das dívidas por empréstimo de nome estão atrasadas, sendo que 64% delas têm um atraso igual ou superior a dois anos.

Problemas causados pelas dívidas

Matheus Moura afirma que "a dívida tem um lado muito prático, mas também tem um lado emocional importante", que é responsável por causar diversos problemas psicológicos ao inadimplente.

Neste contexto, na última edição do levantamento realizado pelo Serasa, a instituição questionou os participantes, também, sobre pontos comportamentais que podem ser reflexos do endividamento. Os resultados revelam que, dentre os 5.225 entrevistados:

  • 83% têm dificuldade para dormir por conta das dívidas;
  • 78% têm surtos de pensamentos negativos devido aos débitos vencidos;
  • 74% afirmam ter dificuldade de concentração para realizar tarefas diárias;
  • 62% sentiram impacto no relacionamento conjugal;
  • 61% viveram ou vivem sensação de “crise e ansiedade” ao pensar na dívida;
  • 53% revelam sentir “muita tristeza” e “medo do futuro”:
  • 51% têm vergonha da condição de endividado;
  • 33% não se sentem mais confiantes em cuidar de suas próprias finanças;
  • 31% sentiram impacto das dívidas no relacionamento com familiares.
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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Artemis I: depois de vários atrasos, Nasa volta à Lua com seu ‘mais poderoso foguete’

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O voo de teste é sem tripulação, mas representa a primeira fase do histórico programa de retorno ao nosso satélite natural. Em meados de 2025, agência planeja pousar a primeira mulher e a primeira pessoa negra na Lua.
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Por Roberto Peixoto, g1

Postado em 16 de novembro de 2022 às 08h00m

 #.*Post. - N.\ 10.557*.#

Artemis I: depois de vários atrasos, Nasa volta à Lua com seu ‘mais poderoso foguete’Artemis I: depois de vários atrasos, Nasa volta à Lua com seu ‘mais poderoso foguete’

Depois de vários atrasos não planejados nos últimos meses, a Nasa deu início na madrugada desta quarta (16) ao primeiro passo do programa que promete retornar humanos à Lua.

O lançamento foi adiado novamente depois que técnicos da Nasa encontraram vazamentos de hidrogênio. A contagem regressiva ficou suspensa até que os ajustes fossem feitos.

Por enquanto, a Artemis I é uma missão não tripulada: nenhum ser-humano está a bordo do “mais poderoso foguete” construído pela agência espacial, o Space Launch System - SLS (em português, Sistema de Lançamento Espacial).

Mas se tudo ocorrer como planejado desta vez, a expectativa é que em 2025, esse mesmo megafoguete leve astronautas de volta ao solo lunar, incluindo a primeira mulher e a primeira pessoa negra.

Abaixo, você vai ver em detalhes como será esta primeira missão da Nasa e quais são os próximos passos da agência espacial. Antes, veja um resumo desta reportagem em 6 tópicos:

  • Embora a missão não tenha tripulação, o SLS é o primeiro foguete da agência, preparado para tripulantes, lançado à Lua em quase 50 anos;
  • A Artemis I deve durar cerca de um mês e está levando três manequins dentro de uma cápsula tripulável com mais de 1.000 sensores chamada Orion;
  • Um dos principais objetivos da Nasa durante essa viagem é medir fatores como a vibração dentro dessa cápsula, a aceleração e a radiação;
  • Fora isso, os cientistas também querem saber se a cápsula sobreviverá as altíssimas temperaturas de reentrada na Terra;
  • Se tudo der certo, a agência planeja uma viagem tripulada com a Artemis 2 ao redor da Lua em 2024 e, finalmente, uma missão de pouso com a Artemis 3 em meados de 2025 ou 2026;
  • A longo prazo, com o sucesso dessas missões, a Nasa planeja “estabelecer a presença humana na Lua” para facilitar viagens espaciais a destinos mais distantes da Terra, incluindo Marte.
O que é o programa Artemis?

É um programa de missões lunares liderado pela Nasa, a agência espacial norte-americana.

Seu nome deriva da deusa grega Artemis, irmã gêmea do deus Apolo, que deu o nome às missões originais de pouso na Lua, nos anos 1960.

À esquerda na montagem está o foguete Saturno V, com a espaçonave Apollo 12 a bordo, na plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy, em 1969. À direita está o novo foguete lunar da Nasa para o programa Artemis, com a espaçonave Orion no topo, no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida, em 18 de março de 2022. — Foto: AP
À esquerda na montagem está o foguete Saturno V, com a espaçonave Apollo 12 a bordo, na plataforma de lançamento do Centro Espacial Kennedy, em 1969. À direita está o novo foguete lunar da Nasa para o programa Artemis, com a espaçonave Orion no topo, no Centro Espacial Kennedy em Cabo Canaveral, Flórida, em 18 de março de 2022. — Foto: AP

O programa visa pousar “a primeira mulher e a primeira pessoa de cor na Lua" em meados desta década. Antes disso, a Nasa planeja duas missões de ensaio ao redor da Lua.

A primeira acontece agora e não é tripulada. A segunda deve acontecer em 2024 e aí sim será tripulada, embora não pousará no satélite natural.

No futuro mais distante, a Nasa planeja ainda não apenas explorar a superfície da Lua, mas também estabelecer a presença humana em sono lunar e construir uma estação espacial chamada Gateway.

O que são o foguete SLS e a cápsula Orion?

O SLS é um megafoguete que enviará ao espaço a cápsula Orion, veículo que servirá de transporte para a nossa próxima geração de astronautas.

Com 98 metros, o SLS é mais alto que a Estátua da Liberdade e classificado pela Nasa como seu “mais poderoso foguete”. Embora um pouco menor que o Saturno V, que enviou os astronautas Buzz Aldrin e Neil Armstrong à Lua em 1969, o novo foguete produz 4 milhões de kg de empuxo, o equivalente a 14 aviões Boeing 747.

Ilustração artística mostra a cápsula Orion orbitando a Lua — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO
Ilustração artística mostra a cápsula Orion orbitando a Lua — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO

Já a cápsula Orion, acoplada no topo do SLS, tem cerca de 20 metros e foi projetada para suportar o ambiente hostil do espaço. Seu componente principal, o ambiente pressurizado onde os astronautas viajarão em futuras missões, tem apenas 7 metros de altura.

“Com seu poder e capacidades sem precedentes, o SLS é o único foguete que pode enviar a Orion, astronautas e cargas de transporte diretamente para a Lua em uma única missão”, afirma a Nasa. 
A Artemis I vai pousar na lua? Como vai ser essa missão?

Não veremos um pouso lunar desta vez.

Se tudo ocorrer como planejado, essa viagem ao redor da Lua levará cerca de 25 dias.

Primeiro, a cápsula viajará os 384.000 km que separam a Terra da Lua durante vários dias. Assim que entrar na órbita da Lua, a cápsula permanecerá lá por aproximadamente seis dias enquanto coleta diversos tipos de dados (veja infográfico abaixo).

Como será a trajetória da missão — Foto: Arte/g1
Como será a trajetória da missão — Foto: Arte/g1

Depois de deixar a órbita, a Orion viajará por milhares de quilômetros além do lado oculto da Lua (o lado que não conseguimos avistar aqui da Terra) antes de dar a meia volta para retornar ao nosso planeta.

No total, a Orion viajará mais de 3 milhões de quilômetros durante sua missão e entrará na atmosfera da Terra a cerca de 40.000 km/h.

“O ponto-chave da missão não acontece até os seus últimos minutos, quando voltamos a mergulhar na atmosfera da Terra depois de retornar da Lua a algo como 39 mil km/h, com um escudo de calor a 2.750ºC”, disse à agência Reuters o cientista planetário e astronauta da NASA Stanley Love. 
Por que a Nasa ainda não tinha lançado o foguete?

Em outubro, a agência espacial americana informou que teve que adiar a primeira tentativa de lançamento devido a um problema de esfriamento de um dos motores do seu megafoguete SLS.

Contudo, em uma entrevista coletiva no mesmo mês, a Nasa informou que tudo estava okay com o motor 3, e que uma análise dos seus engenheiros verificou que, na verdade, era o sensor de temperatura do equipamento que estava indicando um dado errado.

Depois desse problema, a missão não tripulada Artemis 1 foi adiada pelo furacão Ian, que castigou a Flórida, local de decolagem do foguete.

A agência remarcou então tinha remarcado um lançamento para 14 de novembro, mas agora por causa da tempestade tropical Nicole essa data também foi descartada e os técnicos da Nasa decidiram segurar mais um pouco.

O que a Artemis está levando nessa primeira missão?

10 pequenos satélites experimentais de baixo custo chamados de CubeSats estão sendo lançados nessa primeira etapa da Artemis. Esses satélites, que não são muito maiores que uma caixa de sapatos, pesam cerca de 11 quilos cada e serão lançados ao espaço assim que Orion se separar do estágio superior do SLS.

Alguns desses satélites irão focar em projetos diversos, mas a maioria deles fornecerão à NASA e a empresas privadas dados que podem eventualmente ser usados para o auxílio de futuras missões à Lua.
Como é a estrutura do SLS — Foto: Arte/g1
Como é a estrutura do SLS — Foto: Arte/g1

Dentro da cabine da Orion há ainda quatro assentos ajustáveis, mas desta vez eles não estão sendo ocupados por seres-humanos nem outros animais.

Esta primeira missão da Artemis está levando na verdade três manequins, chamados de Helga, Zohar e Comandante Moonikin Campos, que serão usados pela agência americana para coletar dados cruciais da missão. São esses dados que ajudarão a Nasa entender o que os futuros astronautas de carne e osso experimentarão durante uma possível missão tripulável.

A ‘tripulação’ da Artemis I. — Foto: NASA/Lockheed Martin/DLR
A ‘tripulação’ da Artemis I. — Foto: NASA/Lockheed Martin/DLR

Os manequins gêmeos Helga e Zohar, por exemplo, estão dentro da Orion para detectar, entre outras coisas, os níveis de radiação, vibração e aceleração durante a Artemis I.

Além disso, a Nasa está enviando ao espaço uma série de itens. O ‘kit de voo oficial’ inclui bandeiras de países, microchips com nomes dos funcionários que trabalharam na Artemis I, pen-drives, insígnias de escoteiros, mascotes como o Snoopy (famoso personagem do cartunista Charles Schulz) e até uma réplica impressa em 3D da deusa Artemis.

Manequim da Nasa que está a bordo da missão da agência à Lua, a Artemis I. — Foto: Reprodução/Nasa
Manequim da Nasa que está a bordo da missão da agência à Lua, a Artemis I. — Foto: Reprodução/Nasa

E os outros lançamentos?

Por ora, haverá pelo menos mais duas missões do programa: a Artemis II e III; ambas enviarão astronautas de volta à Lua.

A Artemis II será bem semelhante à Artemis I, mas com a diferença que levará uma tripulação humana, que ainda não foi escolhida.

Já a Artemis III será a primeira missão tripulada da agência espacial americana que pousará na Lua desde 1972. A agência pretende fazer história com o programa e pousar a primeira mulher e a primeira pessoa não-branca na superfície lunar em meados de 2025.

lustração da Nasa mostra possível base para exploração de Marte. — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO
lustração da Nasa mostra possível base para exploração de Marte. — Foto: NASA/DIVULGAÇÃO

Enquanto as missões Artemis visam principalmente explorar o nosso satélite natural, os objetivos de longo prazo da Nasa são ainda mais ambiciosos. No futuro, a agência espera que o programa ajude no desenvolvimento da ciência astronômica que permitirá a exploração humana de Marte.

A agência explica que as missões lunares oferecem uma oportunidade perfeita para a testagem de ferramentas, equipamentos e tecnologias que podem ser úteis numa viagem tripulada ao planeta vermelho.

Mas isso é algo que deve ocorrer somente no final da próxima década, na melhor das expectativas.

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