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sábado, 20 de agosto de 2022

Cientistas desvendam mistério de criatura sem ânus que pode ser ancestral das aranhas

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A espécie, descoberta em 2017, representa os ancestrais primitivos dos animais vertebrados, incluindo os seres humanos.
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g1.globo.com/ciencia/noticia

Postado em 20 de agosto de 2022 às 08h00m

 #.*Post. - N.\ 10.432*.#

Poderosas técnicas de radiografia revelaram os detalhes da criatura de um milímetro — Foto: P DONOGHUE ET AL/UNIVERSITY OF BRISTOL
Poderosas técnicas de radiografia revelaram os detalhes da criatura de um milímetro — Foto: P DONOGHUE ET AL/UNIVERSITY OF BRISTOL

Um grupo de cientistas diz ter resolvido um mistério evolutivo que envolve uma criatura microscópica e espinhosa de 500 milhões de anos que possui boca, mas não tem ânus.

Quando a espécie foi descoberta em 2017, foi relatado que o pequeno fóssil dessa "fera marinha" poderia ser o ancestral mais antigo conhecido dos humanos.

O animal, que recebeu o nome Saccorhytus coronarius, foi classificado provisoriamente dentro um grupo chamado deuterostômios.

Eles representam os ancestrais primitivos dos animais vertebrados — incluindo os seres humanos.

Um novo estudo, porém, indica agora que o Saccorhytus deve ser colocado em um grupo totalmente diferente dos outros animais.

Uma equipe de pesquisadores na China e no Reino Unido realizou uma análise por radiografia muito detalhada da criatura e concluiu que ela pertence ao grupo dos ecdisozoários — que são os ancestrais de aranhas e insetos.

Uma das fontes dessa confusão evolutiva foi a falta de um ânus no animal.

A pesquisadora Emily Carlisle, que estudou o Saccorhytus em detalhes, explicou ao podcast Inside Science da BBC Radio 4 que o assunto ainda "é um pouco confuso".

"A maioria dos ecdisozoários tem ânus, então por que este não possui?", questionou.

Uma "resposta intrigante", aponta a especialista, é que um ancestral ainda mais antigo de todo esse grupo não tinha ânus, e que o Saccorhytus evoluiu posteriormente.

"Pode ser que ele tenha perdido [o ânus] durante a própria evolução — talvez ele não precisasse de um porque precisaria de apenas um orifício no corpo para fazer tudo."

Espinhos ou brânquias?

A principal razão para o "reposicionamento" do Saccorhytus na árvore da vida é que, no exame inicial, os orifícios que cercavam sua boca foram interpretados como poros para brânquias (ou guelras) — uma característica primitiva dos deuterostômios.

Quando os cientistas olharam com mais detalhes — usando uma poderosa radiografia para examinar de perto a criatura de um milímetro — eles perceberam que essas estruturas eram, na verdade, a base de alguns espinhos que se partiram.

Os cientistas que estudam esses fósseis tentam classificar cada animal em grupos — que funcionam quase como uma árvore genealógica — permitindo que se construa uma imagem para entender de onde todas as espécies vieram e como elas evoluíram ao longo do tempo.

"O Saccorhytus teria vivido no mar, com suas espinhas próximas da boca segurando-o nos sedimentos dos oceanos", explicou Carlisle, que trabalha na Universidade de Bristol, no Reino Unido.

"Supomos que ele ficava 'sentado' em um ambiente estranho, com vários animais que se pareceriam com algumas criaturas vivas hoje, mas outros que seriam completamente alienígenas para nós.

Reconstrução artística do Saccorhytus coronarius, com base nos achados fósseis originais. A criatura real provavelmente não tinha mais do que um milímetro de tamanho — Foto: Cambridge University
Reconstrução artística do Saccorhytus coronarius, com base nos achados fósseis originais. A criatura real provavelmente não tinha mais do que um milímetro de tamanho — Foto: Cambridge University

As rochas que contêm esses fósseis ainda estão sendo estudadas.

"Ainda podemos aprender muito sobre o ambiente em que eles viviam", acrescentou Carlisle.

"Quanto mais estudo paleontologia, mais percebo o quanto está faltando. Quando pensamos nessa criatura e no mundo em que ela vivia, estamos apenas na superfície [do conhecimento]."

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sexta-feira, 19 de agosto de 2022

Seca revela navios alemães da 2ª Guerra Mundial no fundo do rio Danúbio, na Sérvia; veja VÍDEO

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Muitos ainda estão carregados de munição e representam um risco para a navegação local.
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TOPO
Por Reuters

Postado em 19 de agosto de 2022 às 11h45m

 #.*Post. - N.\ 10.431*.#

Seca revela navios alemães da 2ª Guerra Mundial no fundo do rio Danúbio
Seca revela navios alemães da 2ª Guerra Mundial no fundo do rio Danúbio

A pior seca da Europa em anos levou o rio Danúbio a um de seus níveis mais baixos em quase um século, expondo os cascos de dezenas de navios de guerra alemães afundados durante a Segunda Guerra Mundial perto da cidade portuária de Prahovo, na Sérvia.

A intensa seca deste ano expôs mais de 20 cascos em um trecho do Danúbio, no leste da Sérvia. Muitos dos navios ainda contêm toneladas de munição e explosivos e representam um perigo para o transporte marítimo.

Os navios faziam parte da frota do Mar Negro das tropas nazistas em 1944 e afundaram ao recuar de um ataque das forças soviéticas.

"A pequena frota alemã deixou para trás um grande desastre ecológico que nos ameaça", disse Velimir Trajilovic, 74 anos, um aposentado de Prahovo que escreveu um livro sobre os navios alemães.

Espalhados pelo leito do rio, alguns dos navios ainda possuem torres, pontes de comando, mastros quebrados e cascos retorcidos, enquanto outros estão em sua maioria submersos sob bancos de areia.

Em março, o governo sérvio propôs o resgate dos navios e a remoção de munições e explosivos. O custo da operação foi estimado em 29 milhões de euros (aproximadamente R$ 150 milhões).

Veja abaixo mais imagens dos navios:

Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic
Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic


Pescador sérvio mostra um dos destroços de navio alemão da Segunda Guerra Mundial no Danúbio — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic
Pescador sérvio mostra um dos destroços de navio alemão da Segunda Guerra Mundial no Danúbio — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic


Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic
Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic


Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic
Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic


Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic
Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic


Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic
Destroços de navios alemães da Segunda Guerra Mundial aparecem com a seca do rio Danúbio, na Sérvia — Foto: REUTERS/Fedja Grulovic


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quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Cientistas descobrem cratera semelhante à formada por colisão de asteroide que dizimou dinossauros

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Cratera Nadir, na costa da Guiné, pode ter alguma ligação com cratera de Chicxulub — gerada pelo impacto de um asteroide há 66 milhões de anos.
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TOPO
Por BBC

Postado em 18 de agosto de 2022 às 11h10m

 #.*Post. - N.\ 10.430*.#

Cratera Nadir pode ter alguma ligação com cratera de Chicxulub, gerada pelo impacto de um asteroide há 66 milhões de anos — Foto: BBC/GETTY IMAGES
Cratera Nadir pode ter alguma ligação com cratera de Chicxulub, gerada pelo impacto de um asteroide há 66 milhões de anos — Foto: BBC/GETTY IMAGES

A descoberta de uma cratera no oeste da África levanta novas questões sobre o que ocorreu no fatídico dia em que um asteroide colidiu com o que é hoje o golfo do México, há 66 milhões de anos, levando à extinção dos dinossauros e à formação da famosa cratera de Chicxulub.

Recentemente revelada por cientistas, a cratera Nadir tem cerca de 8,5 km de diâmetro, fica a 400 km da costa da Guiné e a 300 metros abaixo do mar. Sua idade estimada é parecida com à da cratera de Chicxulub, o que traz a possibilidade de que elas estejam, de alguma forma, relacionadas — por exemplo, ambas poderiam ter se formado após o impacto de fragmentos de um mesmo asteroide.

Provavelmente, a cratera Nadir foi formada pela colisão de um asteroide que tinha pouco menos de 0,5 km de diâmetro, enquanto o que criou a cratera de Chicxulub tinha estimados 12 km de diâmetro.

O asteroide que caiu na região do golfo do México desencadeou poderosos tremores de terra, tsunamis e uma tempestade de fogo. Tanto material empoeirado chegou ao céu que a Terra entrou em um esfriamento profundo. Os dinossauros não sobreviveram ao choque climático.

Já o asteroide que pode ter gerado a cratera Nadir não era tão grande e nem causou estragos nessas dimensões, mas também teve seu impacto. Informações sobre a cratera encontrada na costa da Guiné foram publicadas por pesquisadores nesta quarta-feira (17/8) na revista científica Science Advances. Apesar de apresentaram evidências de que um asteroide foi responsável pela formação, uma segunda possibilidade é que a cratera seja resultado de atividades vulcânicas no passado.

"Nossas simulações sugerem que esta cratera foi causada pela colisão de um asteroide de 400m de largura", explica Veronica Bray, da Universidade do Arizona, EUA, uma das autoras da publicação.

"Isso teria gerado um tsunami com mais de um quilômetro de altura, bem como um terremoto de magnitude 6,5 ou mais."

"A energia liberada teria sido aproximadamente 1.000 vezes maior do que o observado na erupção e no tsunami de janeiro de 2022 em Tonga".

A cratera recém-revelada foi identificada por Uisdean Nicholson, da Universidade Heriot-Watt, no Reino Unido, enquanto ele analisava dados de pesquisas sísmicas. Esse tipo de análise, frequentemente realizada por empresas de mineração, óleo e gás, documenta as diferentes camadas de rochas e sedimentos subterrâneos a quilômetros de profundidade.

Ilustração da cratera de Chicxulub, logo após sua formação — Foto: GETTY IMAGES/BBC
Ilustração da cratera de Chicxulub, logo após sua formação — Foto: GETTY IMAGES/BBC

A equipe de cientistas é cautelosa ao vincular as crateras de Chicxulub e Nadir. Com base na análise de fósseis encontrados próximos à cratera Nadir, esta teria uma idade muito semelhante à de Chicxulub, mas para confirmar isso, é preciso retirar e analisar rochas da própria cratera. Esse tipo de estudo também confirmaria se de fato a cratera Nadir foi causada por um asteroide.

A ideia de que a Terra pode ter sido atingida por um conjunto de grandes rochas espaciais no passado não é nova. Alguns já especularam que o impacto que criou a cratera Boltysh, na Ucrânia, também pode estar relacionado de alguma forma ao evento que gerou o Chicxulub. Suas idades não são muito diferentes. O professor Sean Gulick, um dos líderes de um projeto recente de perfuração da cratera de Chicxulub, comenta esses parentescos.

"Um primo muito menor, ou uma irmã, não necessariamente acrescentam ao que sabemos sobre a extinção dos dinossauros, mas contribuem para nossa compreensão do evento astronômico que ocorreu no Chicxulub", diz Gulick, pesquisador da Universidade do Texas em Austin (EUA) à BBC News.

"Foi o desmembramento de um corpo celeste cujos vários fragmentos atingiram a Terra ao longo do tempo? O Chicxulub era um asteroide duplo em que um objeto menor orbitava um maior? Essas são questões interessantes a serem investigadas, porque saber que o Chicxulub pode ter sido acompanhado por uma segunda formação de cratera muda um pouco a história sobre como (a cratera de) Chicxulub surgiu."

- Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62589453

(VÍDEO: Imagens de drone mostram parque de dinossauros abandonado na Turquia.)

Imagens de drone mostram parque de dinossauros abandonado na TurquiaImagens de drone mostram parque de dinossauros abandonado na Turquia

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Tigre-da-tasmânia: por que cientistas querem 'ressuscitar' marsupial extinto

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A equipe por trás do projeto afirma que a tecnologia para 'desextinção' já existe, mas outros especialistas são céticos.
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TOPO
Por BBC

Postado em 18 de agosto de 2022 às 08h10m

 #.*Post. - N.\ 10.429*.#

Um tigre-da-Tasmânia fotografado no zoológico de Hobart, na Austrália, em algum momento do passado — Foto: Getty Images via BBC
Um tigre-da-Tasmânia fotografado no zoológico de Hobart, na Austrália, em algum momento do passado — Foto: Getty Images via BBC

Pesquisadores da Austrália e dos EUA estão embarcando em um projeto multimilionário para trazer de volta o extinto tilacino (Thylacinus cynocephalus), também conhecido como tigre-da-tasmânia ou lobo-da-tasmânia.

O último exemplar conhecido da espécie deste marsupial carnívoro morreu na década de 1930.

A equipe por trás do projeto afirma que ele pode ser recriado usando células-tronco e tecnologia de edição de genes — e o primeiro tilacino poderia ser reintroduzido na natureza em 10 anos.

Outros especialistas são céticos, no entanto, e sugerem que a desextinção é apenas ficção científica.

O tilacino ganhou o apelido de tigre-da-Tasmânia pelas listras nas costas — mas, na verdade, era um marsupial, o tipo de mamífero australiano que cria seus filhotes em uma bolsa.

O grupo de cientistas australianos e americanos planeja pegar células-tronco de uma espécie marsupial viva com DNA semelhante e, em seguida, usar a tecnologia de edição de genes para "trazer de volta" a espécie extinta — ou algo bem próximo a ela.

Representaria uma conquista notável para os pesquisadores que estão tentando fazer isso, e exigiria uma série de avanços científicos.

"Agora acredito que em 10 anos poderemos ter nosso primeiro filhote de tilacino vivo desde que foram caçados até a extinção há cerca de um século", diz o professor Andrew Pask, que lidera a pesquisa na Universidade de Melbourne, na Austrália.

A população de tigres-da-Tasmânia diminuiu quando os humanos chegaram à Austrália há dezenas de milhares de anos, e novamente quando os dingos — uma espécie de cão selvagem — apareceram.

No final, o marsupial só vagava livremente na ilha da Tasmânia e acabou sendo caçado até a extinção.

O último tigre-da-Tasmânia em cativeiro morreu em 1936 no Zoológico de Hobart, na Austrália.

Se os cientistas conseguirem reviver o animal, será o primeiro evento de "desextinção" da história, mas muitos especialistas de fora do projeto duvidam da ciência por trás disso.

"A desextinção é uma ciência de conto de fadas", afirmou Jeremy Austin, professor associado do Australian Centre for Ancient DNA, ao jornal Sydney Morning Herald.

Segundo ele, o projeto é "mais sobre a atenção da mídia para os cientistas e menos sobre fazer ciência séria".

A ideia de trazer de volta o tigre-da-Tasmânia existe há mais de 20 anos.

Em 1999, o Museu Australiano começou a levar adiante um projeto para clonar o animal, e várias tentativas foram feitas com periodicidade desde então para extrair ou reconstruir DNA viável de amostras.

Este último projeto é uma parceria entre cientistas da Universidade de Melbourne e da empresa Colossal, com sede no Texas, nos EUA.

A empresa americana ganhou as manchetes no ano passado com seus planos de usar tecnologia semelhante de edição de genes para trazer o mamute-lanoso de volta à vida — um feito tecnológico ainda a ser realizado.

Este texto foi publicado originalmente em https://www.bbc.com/portuguese/geral-62574142Austrália

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quarta-feira, 17 de agosto de 2022

Conheça o Overture, projeto de avião supersônico que terá o dobro da velocidade das aeronaves atuais

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Modelo está sendo desenvolvido pela startup americana Boom Supersonic e reduzirá pela metade o tempo de viagens em relação aos modelos comerciais mais rápidos em operação. O primeiro voo está previso para ocorrer apenas em 2026, mas já há 130 encomendas de companhias aéreas.
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Por g1

Postado em 17 de agosto de 2022 às 14h15m

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Conheça o Overture, projeto de avião supersônico que pode chegar a 1.800 km/hConheça o Overture, projeto de avião supersônico que pode chegar a 1.800 km/h

Viajar de Miami para Londres em somente 5 horas. Esta é a promessa da Boom Supersonic, startup americana que trabalha no projeto do avião supersônico Overture, que, segundo ela, poderá alcançar cerca de 1.800 km/h.

A aeronave ainda não existe, mas já atrai o interesse de companhias aéreas. Segundo a Boom, entre compras confirmadas e opções de compra que poderão ser feitas no futuro, já há 130 encomendas pelo avião feitas por American Airlines, United Airlines e Japan Airlines.

A fabricante já divulgou algumas especificações planejadas para o Overture. Confira:

  • Velocidade máxima de 1,7 Mach (ou 1,7 vez a velocidade do som), o que na altitude de cruzeiro (60 mil pés ou cerca de 18 km) representa aproximadamente 1.800 km/h;
  • 7.867 km de autonomia;
  • Capacidade para transportar de 65 a 80 passageiros;
  • 61 metros de comprimento e 32 metros largura;
  • O primeiro voo está previsto para 2026, e os primeiros passageiros serão transportados em 2029;
  • 130 unidades encomendadas por American Airlines, United Airlines e Japan Airlines.

Cada aeronave é vendida por US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão), segundo a Bloomberg.

A expectativa da Boom Supersonic é de que seu avião vai reduzir pela metade o tempo em mais de 600 rotas pelo mundo. Além do trajeto de Miami para Londres, que cairia de 10 para 5 horas, a empresa dá como exemplo uma viagem de Los Angeles para Honolulu, que passaria de 6 para 3 horas.

De acordo com a fabricante, o Overture alcançará o dobro da velocidade dos aviões comerciais mais rápidos em operação quando estiver sobrevoando o mar. Em terra, a aeronave terá desempenho 20% superior aos demais.

A American Airlines anunciou na terça-feira (16) que fez um pagamento não-reembolsável à Boom Supersonic por 20 unidades do avião. O acordo prevê ainda a opção de compra de mais 40 unidades no futuro.

Conceito do avião supersônico Overture — Foto: Divulgação/Boom Supersonic
Conceito do avião supersônico Overture — Foto: Divulgação/Boom Supersonic

Possível sucessor do Concorde

O Overture poderá ser um sucessor para o Concorde, avião supersônico comercial que voou durante 27 anos até sair de operação em 2003. Mas a antiga aeronave teve apenas 14 unidades em operação comercial.

O objetivo da Boom Supersonic é levar seu avião supersônico para uma base mais ampla de clientes, de acordo com a Bloomberg.

A empresa também estuda criar uma versão militar da aeronave após firmar um acordo em julho deste ano com a Northrop Grumman, empresa americana do ramo de defesa.

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