Total de visualizações de página

domingo, 24 de julho de 2022

Avião 'baleia' Beluga pousa em Fortaleza em 1ª viagem da aeronave à América Latina; veja chegada

<<<===+===.=.=.= =---____---------   ----------____---- -----____::____   ____= =..= = =..= =..= = =___   ____::____------ -----_____----------   ---------____---.=.=.=.= +====>>>


A aeronave pousou por volta das 15h25 em Fortaleza. O avião é conhecido pelo seu formato exótico, que se assemelha a uma baleia beluga, também conhecida por baleia-branca.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por g1 CE

Postado em 24 de julho de 2022 às 16h30m

 #.*Post. - N.\ 10.402*.#

Avião "baleia" beluga pousa no Brasil pela primeira vez, em FortalezaAvião "baleia" beluga pousa no Brasil pela primeira vez, em Fortaleza

O avião cargueiro Airbus Beluga ST, conhecido como avião "baleia", chegou em Fortaleza em seu primeiro pouso na América Latina. A aeronave pousou por volta das 15h25 deste domingo (24), no Aeroporto de Fortaleza.

Um grande número de curiosos compareceu a uma área de observação próxima ao terminal de cargas do aeroporto para testemunhar a chegada da aeronave. No momento, uma escada utilizada para facilitar a visão de algumas pessoas despedaçou-se, mas não houve feridos.

O avião vai pernoitar em Fortaleza, decolando às 8h desta segunda-feira (25) ao aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), para transportar um helicóptero ACH160. Até lá, interessados em ver a aeronave ainda podem comparecer à área externa da pista do terminal de cargas do aeroporto.

A aeronave é conhecida pelo seu formato exótico, que se assemelha a uma baleia beluga, também conhecida por baleia-branca.

Curiosos observam a chegada do avião "baleia" pela primeira vez no Brasil, no Aeroporto de Fortaleza — Foto: Paulo Cardoso/SVM
Curiosos observam a chegada do avião "baleia" pela primeira vez no Brasil, no Aeroporto de Fortaleza — Foto: Paulo Cardoso/SVM

Visto de perto

A passagem inédita da aeronave despertou o interesse de várias pessoas que compareceram a uma área próximo à pista de carga do aeroporto.

Um deles foi o motorista Carlos César quase perdeu o horário da chegada do airbus. Ele chegou ao local apenas 15 antes do pouso avião e disse que é um admirador desse tipo de aeronave. "O beluga é um avião muito show, para quem conhece a história dele é sensacional. Um acontecimento desse aqui é imperdível. Eu sempre venho quando chegam aviões assim mais especiais", disse.

Curiosos testemunharam a primeira vez que o avião beluga pousou no Brasil, no aeroporto de Fortaleza. — Foto: Fabiane de Paula/SVM
Curiosos testemunharam a primeira vez que o avião beluga pousou no Brasil, no aeroporto de Fortaleza. — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Já o professor aposentado Nelson Paiva fez questão de trazer a filha para acompanhar a chegada do avião beluga e não escondeu a felicidade.

"É um momento especial. Um avião raro desse pousando aqui no Ceará dificilmente a gente vê. Por isso temos que prestigiar", comentou.

A equipe de pilotagem da aeronave foi recebida pelos funcionários do Aeroporto de Fortaleza logo que desceram do avião. Eles posaram para uma fotografia com a bandeira do Brasil.

Equipe de pilotagem do avião beluga é recepcionada pelos funcionários do Aeroporto de Fortaleza com a bandeira do Brasil. — Foto: Fabiane de Paula/SVM
Equipe de pilotagem do avião beluga é recepcionada pelos funcionários do Aeroporto de Fortaleza com a bandeira do Brasil. — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Reprogramação

Inicialmente, o transporte aéreo tinha previsão de chegada para as 16h10 deste sábado (23). No entanto, a Fraport, empresa que administra o Aeroporto de Fortaleza, informou que a aeronave teve uma reprogramação e pernoitará fora do país.

A Fraport anunciou, então, que o avião chegaria em Fortaleza às 13h deste domingo. Contudo, a empresa não contava com uma tempestade em Dacar, no Senegal, que impediu a aeronave de decolar, atrasando a chegada à capital cearense.

Da capital cearense, o avião segue rumo ao Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).


Avião "baleia" beluga chega ao Brasil pela primeira vez. — Foto: Fabiane de Paula/SVM
Avião "baleia" beluga chega ao Brasil pela primeira vez. — Foto: Fabiane de Paula/SVM

Detalhes da aeronave

Conheça o avião cargueiro Beluga que virá pela primeira vez ao BrasilConheça o avião cargueiro Beluga que virá pela primeira vez ao Brasil

Conforme o site da Airbus, a aeronave tem 56,16 metros de comprimento, com 17,25 m de altura e 44,84 m de abertura de asa. A aeronave tem carga útil máxima de 40 toneladas, com alcance máximo 1.650 quilômetros (km), a depender da quantidade de combustível e da carga.

A empresa indicou que a aeronave está disponível para companhias de frete como um meio para transporte de cargas de maiores dimensões, tendo um dos bagageiros de maior volume entre aviões civis ou militares atualmente.

Formato da aeronave é similar ao de uma baleia Beluga. — Foto: AP Photo/John Bazemore
Formato da aeronave é similar ao de uma baleia Beluga. — Foto: AP Photo/John Bazemore

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

sábado, 23 de julho de 2022

Trabalhador ou máquina? As 10 ocupações com maior (e menor) chance de sumir no Brasil

<<<===+===.=.=.= =---____---------   ----------____---- -----____::____   ____= =..= = =..= =..= = =___   ____::____------ -----_____----------   ---------____---.=.=.=.= +====>>>


Agentes de seguros, motoristas e vendedores de lojas estão entre as ocupações com maiores probabilidades de automação. Entenda o que essas atividades têm em comum e quais são as profissões mais protegidas, segundo pesquisadores.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Laís Alegretti, BBC

Postado em 23 de julho de 2022 às 09h15m

 #.*Post. - N.\ 10.401*.#

Agentes de seguros, motoristas e vendedores de lojas estão entre ocupações com maiores probabilidades de automação — Foto: Getty Images
Agentes de seguros, motoristas e vendedores de lojas estão entre ocupações com maiores probabilidades de automação — Foto: Getty Images

Mais da metade das ocupações que existem hoje no Brasil podem desaparecer em cerca de duas décadas. Esta é a conclusão de pesquisadores brasileiros que usaram como base um modelo da Universidade de Oxford (Reino Unido) e adaptaram os cálculos para a realidade do mercado de trabalho do Brasil.

Eles calculam que 58,1% dos empregos no país podem desaparecer em cerca de vinte anos devido à automação, considerando as tecnologias já existentes. O estudo avança em relação a outros levantamentos ao incluir os postos de trabalho informal, além daqueles com carteira assinada.

O estudo conclui que trabalhadores no setor informal têm maior chance de ver seus empregos serem substituídos por máquinas do que aqueles com carteira assinada.

A pedido da BBC News Brasil, os pesquisadores vinculados à consultoria IDados e ao ISE Business School levantaram as dez ocupações com maiores chances de serem substituídas por máquinas, além das dez que estão menos "ameaçadas" pelos avanços tecnológicos.

Veja as listas e, em seguida, entenda o que essas ocupações têm em comum e como a previsão para o mercado brasileiro se compara com resultados em outros países.

10 ocupações com maiores probabilidades de automação

  • Operadores de entrada de dados (digitador) - 99%
  • Profissionais de nível médio de direito e afins (assistente) - 99%
  • Agentes de seguros - 99%
  • Operadores de máquinas para fabricar equipamentos fotográficos - 99%
  • Vendedores por telefone - 99%
  • Despachantes aduaneiros - 99%
  • Contabilistas e guarda livros - 98%
  • Secretários jurídicos - 98%
  • Condutores de automóveis, táxis e caminhonetes - 98%
  • Balconistas e vendedores de lojas - 98%
10 ocupações com menores probabilidades de automação

  • Dietistas e nutricionistas - 0.4%
  • Gerentes de hotéis - 0.4%
  • Especialistas em métodos pedagógicos - 0.4%
  • Médicos especialistas - 0.4%
  • Médicos gerais - 0.4%
  • Fonoaudiólogos e logopedistas - 0.5%
  • Trabalhadores do sexo - 0.6%
  • Dirigentes de serviços de bem estar social - 0.7%
  • Psicólogos - 0.7%
  • Dirigentes de serviços de educação - 0.7%

Fonte: ISE Business School e Consultoria IDados

O que essas profissões têm em comum?

As ocupações com maior probabilidade de automação "são muito bem definidas, são coisas que você pode especificar com muita precisão o que tem que ser feito e que não precisam de muito juízo, de muita subjetividade humana para tomar uma decisão", explica o diretor-presidente da consultoria IDados e professor da ISE Business School, Paulo Rocha e Oliveira, um dos autores do artigo.

Por outro lado, as profissões com menor chance de substituição são aquelas com "muita interação e muita subjetividade humana", que envolvem "saber lidar com pessoas e resolver situações onde as emoções são muito predominantes", resume Rocha e Oliveira.

O economista Bruno Ottoni, pesquisador do IDados e do Ibre/FGV e um dos autores do artigo, acrescenta que, além das habilidades socioemocionais, outros dois fatores-chave ajudam a entender se um trabalho está mais ou menos suscetível. Um trabalho com grande exigência de criatividade/originalidade está mais protegido, assim como ocupações que exigem habilidades motoras finas ou são realizadas em ambientes pouco estruturados.

Este último ponto explica, segundo Ottoni, porque trabalhos como de jardineiro e empregada doméstica não estão muito ameaçados pela tecnologia no curto prazo.

"Esses são trabalhos que, apesar de serem, em geral, executados por pessoas com menor grau de qualificação, eles exigem habilidade motora fina e exigem que o trabalhador saiba navegar num ambiente de trabalho muito pouco estruturado - por isso, também estão protegidos, porque a máquina não consegue substituir. Ainda não tem aquela coisa do humanóide, um robô com perna e braço e que vai realmente operar como um ser humano."

Os critérios usados por eles estão baseados nas probabilidades de automação calculadas pelos pesquisadores Carl Benedikt Frey e Michael Osborne, da Universidade de Oxford - aos quais Rocha e Oliveira se refere como "as maiores autoridades mundiais sobre o assunto". O trabalho deles foi focado no mercado de trabalho dos Estados Unidos, conforme a BBC News Brasil noticiou em 2014.

"Não apenas o Brasil, mas nossos vizinhos aqui têm que olhar para esse tema com atenção", diz economista — Foto: Getty Images
"Não apenas o Brasil, mas nossos vizinhos aqui têm que olhar para esse tema com atenção", diz economista — Foto: Getty Images

Países vizinhos

E como a taxa brasileira de empregos que correm risco de desaparecer se compara a outros países? A proporção brasileira de cerca de 58% está pouco abaixo de taxas encontradas em outras pesquisas para países da América do Sul, como Uruguai (63%), Paraguai (63,7%) e Argentina (64,6%).

"Não apenas o Brasil, mas nossos vizinhos aqui têm que olhar para esse tema com atenção", diz Ottoni.

Na Europa, estão entre as taxas mais baixas a Suécia e o Reino Unido (47% em ambos) e Irlanda e Holanda (49% em ambos). Mas também há países com probabilidades próximas às do Brasil, como Portugal (59%) e Croácia (58%), segundo dados apresentados no artigo.

Os pesquisadores apontam que a proporção de empregos que podem ser automatizados tende a ser maior nos países em desenvolvimento do que nos desenvolvidos, devido à alta proporção de ocupações que exigem pouca qualificação e que são mais facilmente substituídas por máquinas.

Trabalho informal versus formal

No Brasil, até 62% dos empregos informais do país podem desaparecer nas próximas duas décadas, por causa da automação, enquanto a probabilidade é de 55% para os empregos formais, segundo os pesquisadores.

E quem são as pessoas que costumam ocupar os empregos sob maior risco de automação? "Em geral, estamos falando de pessoas com menos escolaridade. E, geralmente, o menor grau de escolaridade está relacionado também a algumas populações mais vulneráveis - o negro em vez do branco, e pessoas das regiões mais pobres do Brasil, Nordeste, Norte", diz Ottoni.

'Barreiras' para o uso de novas tecnologias

Rocha e Oliveira defende que, mais do que pensar em profissões que vão sumir, como um todo, é necessário focar em quais atividades feitas por esses profissionais podem ser feitas por máquinas. Ele diz que é a natureza do trabalho que vai mudar, ao exigir que humanos se concentrem em tarefas que os computadores não podem fazer, como já vem ocorrendo.

"Quando a gente fala que o emprego vai desaparecer, o que a gente está dizendo é que muitas das tarefas que as pessoas hoje desempenham naquele emprego poderão ser substituídas por computadores. Isso quer dizer que as pessoas vão ser substituídas por computadores? Umas sim, outras não."

Ele também aponta que o fato de existir tecnologia disponível para substituir tarefas hoje produzidas por seres humanos não significa que ela necessariamente será aplicada por todas as empresas.

O consultor lista ao menos três fatores que podem ser considerados barreiras para as empresas: dificuldades de importação de alguns equipamentos por empresas brasileiras; necessidade de treinamento de funcionários para usar a nova tecnologia de forma eficiente; e a competitividade de cada área.

"Se nenhum dos meus competidores for fazer esse investimento hoje, talvez não me convenha fazer. Isso pode levar alguns setores a atrasarem a adoção dessas tecnologias ou, eventualmente, até não adotarem", diz Rocha e Oliveira, que coordena a criação de um centro do ISE Business School e da consultoria iDados para estudar questões de automação e produtividade nas empresas brasileiras.

'Apagão de mão de obra'?

Os pesquisadores argumentam, no artigo, que os resultados encontrados não devem criar "pânico", mas funcionar como "alerta", ao indicar que novas tecnologias são tecnicamente capazes de substituir grande parte dos empregos brasileiros. Apontam que é "por meio de políticas efetivas" que o Brasil pode "aliviar, ou até mesmo evitar, a perda maciça de empregos devido à automação, nas próximas décadas".

Ottoni diz que "a sociedade como um todo" deve se preparar para lidar com esse cenário - e cita governo, empresas, terceiro setor, academia e o próprio trabalhador. "Para todos os agentes que mencionei, a gente vai não vai ter como escapar de políticas de retreinamento de mão de obra."

Especialista em mercado de trabalho, ele diz que as novas tecnologias levarão, ao mesmo tempo, a uma destruição de empregos, mas também à criação de novas vagas. O problema, diz o economista, é que haverá um descasamento entre esses tipos de vagas.

Se não houver profissionais retreinados, diz ele, podemos ter um cenário em que haverá muita vaga de emprego aberta, mas sem ser preenchida - ao mesmo tempo em que haverá muitos desempregados sem conseguir recolocação.

"As próprias empresas, se não se preocuparem em treinar, serão as mais afetadas pelo que a gente pode chamar de apagão de mão de obra", diz Ottoni.

- Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/brasil-62223093

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

quinta-feira, 21 de julho de 2022

Brasil perdeu 2.865 empresas industriais em 2020 e voltou ao menor número em 10 anos, diz IBGE

<<<===+===.=.=.= =---____---------   ----------____---- -----____::____   ____= =..= = =..= =..= = =___   ____::____------ -----_____----------   ---------____---.=.=.=.= +====>>>


País registrou a sétima queda consecutiva no número de empresas industriais em 2020.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Valor Online

Postado em 21 de julho de 2022 às 11h55m

 #.*Post. - N.\ 10.400*.#

Em 2020, ano em que a pandemia começou, o país perdeu 2.865 indústrias, segundo cálculos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que apresentou nesta quinta-feira (21) a Pesquisa Industrial Anual (PIA): Empresa e Produto (2020).

Naquele ano, o país tinha 303.612 empresas, ante 306.477 em 2019 – queda de 0,9%. Foi o menor patamar da série histórica desde 2010, quando o mesmo levantamento apurou total de 299.862 empresas.

“Foi a sétima queda consecutiva”, afirmou a pesquisadora do instituto Synthia Silva, ao falar sobre os dados. Ela informou que, em 2020, foi detectado pelo instituto continuidade de perda de fôlego das empresas da indústria, no setor empresarial como um todo.

Ainda de acordo com os pesquisadores do IBGE, no total de empresas em 2020, 6,3 mil eram do setor extrativo e 297,3 mil eram da indústria da transformação.

Ao comentar sobre o sétimo ano de queda consecutiva em número de empresas, a especialista observou que, nesse período até 2020, as companhias brasileiras tiveram que lidar continuamente com uma série de turbulências, na economia.

Ela lembrou da recessão de 2015 e de 2016, e notou que, em momento em que algumas companhias ainda não tinham se recuperado daquela crise, veio a pandemia em 2020, causando forte impacto negativo na economia brasileira. “Foi uma sucessão de crises”, resumiu.

Envase de espumantes em indústria do RS — Foto: Reprodução/RBS TV
Envase de espumantes em indústria do RS — Foto: Reprodução/RBS TV

Em números não deflacionados, ou seja, não comparáveis aos anos anteriores, o IBGE informou ainda que, em 2020, o valor bruto da produção industrial desse total de empresas ficou em R$ 3,616 trilhões em 2020, com as indústrias extrativas respondendo por R$ 275,4 bilhões; e a indústria da transformação ficou em R$ 3,340 trilhões.

Já os custos das operações industriais, no mesmo ano, ficaram em R$ 2,074 trilhões, com as indústrias da transformação respondendo pela maior parte, R$ 1,995 trilhão; e o restante, R$ 79 bilhões, com as indústrias extrativas.

Por sua vez, o valor da transformação industrial – uma espécie de valor adicionado da indústria, diferença entre o valor bruto da produção e os custos -, ficou em R$ 1,541 trilhão, sendo R$ 196,4 bilhões referentes às indústrias extrativas; e R$ 1,345 trilhão das indústrias da transformação.

A indústria brasileira teve produtividade por trabalhador de R$ 201,5 mil em 2020, informou ainda o instituto.

Por fim, o investimento realizado em ativo imobilizado, em 2020, ficou em R$ 212,8 bilhões, sendo R$ 33 bilhões das indústrias extrativas e R$ 179,8 bilhões em indústria da transformação, segundo o IBGE.

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----

quarta-feira, 20 de julho de 2022

Aurora boreal: o 'buraco azul' no céu da Suécia que permite observar esse fenômeno e 'arco-íris lunar'

<<<===+===.=.=.= =---____---------   ----------____---- -----____::____   ____= =..= = =..= =..= = =___   ____::____------ -----_____----------   ---------____---.=.=.=.= +====>>>


O pequeno vilarejo de Abisko é considerado um dos melhores lugares do planeta para observar as luzes que parecem dançar nos céus, graças a características particulares deste local.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 20 de julho de 2022 às 10h00m

 #.*Post. - N.\ 10.399*.#

Abisko é uma das cidades mais ao norte da Suécia, localizada a 250 km ao norte do Círculo Polar Ártico. — Foto: Getty
Abisko é uma das cidades mais ao norte da Suécia, localizada a 250 km ao norte do Círculo Polar Ártico. — Foto: Getty

"Não tenho muita certeza se veremos a aurora boreal", diz meu colega produtor de vídeos Erik Jaråker, enquanto observa a neblina à nossa volta.

Eu estava dirigindo pela estrada de pista simples que leva a uma das cidades mais ao norte da Suécia - Abisko, localizada a 250 km ao norte do Círculo Polar Ártico. Fomos pegos no meio de uma tempestade de neve com visibilidade zero e, à nossa volta, as montanhas do Parque Nacional de Abisko pareciam um mar branco.

Estávamos viajando para fotografar a efêmera aurora boreal, um espetacular show de luzes da natureza que ocorre quando explosões na superfície do Sol - as chamadas erupções solares - colidem com os gases da atmosfera da Terra, criando faixas cintilantes tingidas de vermelho, verde e roxo.

Para presenciar a atividade da aurora boreal, precisamos de céu claro, gelado e sem nuvens, não a tempestade de inverno que estávamos atravessando.

"Confie em mim", garanti a ele. "Nós vamos ver."

A explicação meteorológica

Eu já havia estado aqui com tempestades similares e aprendi rapidamente que, em Abisko, existe um "buraco azul" - um pedaço de céu limpo que oferece boa visibilidade permanente, independente dos padrões climáticos das vizinhanças, e se estende por 10 a 20 km² sobre o vilarejo, o lago Torneträsk e o Parque Nacional de Abisko. Este fenômeno faz com que Abisko seja um dos melhores lugares do mundo para observar regularmente a aurora boreal.

"Abisko e o norte da Suécia formam realmente um lugar ideal para observação", segundo Erik Kjellström, professor de Climatologia do Instituto Sueco de Hidrologia e Meteorologia. "Isso ocorre porque ela fica em uma região oval que existe em torno dos polos magnéticos da Terra e tem uma estação do ano escura muito longa (as observações da aurora ocorrem entre meados de agosto e o mês de abril), de forma que há forte ocorrência da aurora boreal. Só é necessário que não haja nuvens."

As observações da aurora boreal costumam acontecer em Abisko entre meados de agosto e o mês de abril. — Foto: Getty
As observações da aurora boreal costumam acontecer em Abisko entre meados de agosto e o mês de abril. — Foto: Getty

Kjellström acrescenta que Abisko deve essa vantagem à sua localização no lado oriental dos Alpes Escandinavos, que percorrem a fronteira entre a Suécia e a Noruega.

Håkan Grudd, coordenador de apoio à pesquisa e subgerente da Estação de Pesquisas Científicas de Abisko, explica mais detalhes.

"O vento dominante nessa região vem do oeste, o que significa que massas de ar úmido do oceano Atlântico precisam erguer-se até altitudes maiores (mais frias) para atravessar os Alpes Escandinavos. Quando isso acontece, formam-se nuvens, e o ar perde umidade com a precipitação. Em Abisko, no outro lado das montanhas, o ar fica seco e desce até altitudes menores - as nuvens se dissipam, e surge o 'buraco azul'."

Por isso, não é de se estranhar que Abisko atraia fotógrafos profissionais como Jaråker e eu, além de viajantes que querem concretizar este item da sua lista de desejos: ver a aurora boreal.

Paixão que atrai

O fotógrafo e empresário Chad Blakley se mudou para lá em 2018, quando era um jovem recém-casado.

Blakley e sua esposa sueca, Linnea, decidiram abandonar suas vidas profissionais nos Estados Unidos. Combinando sua paixão pela vida ao ar livre e uma oportunidade de compreender melhor a cultura de Linnea, Blakley conseguiu um emprego no setor de limpeza do popular hotel STF Abisko Turiststation, no Parque Nacional de Abisko.

"Aprendi sobre o buraco azul por experiência própria", afirma Blakley. No início da sua carreira, ele passava todas as noites possíveis fotografando a aurora boreal no parque nacional.

"Você podia ver um buraco nas nuvens diretamente sobre a vila, enquanto o céu sobre o horizonte muitas vezes estava nublado e cheio de neve em todas as direções", ele conta.

Em 2010, Linnea e Chad Blakley fundaram uma agência de turismo especializada na aurora boreal chamada Lights Over Lapland.

Para as pessoas que não podem viajar para aquela região remota da Suécia, eles instalaram uma câmera fixa que, há mais de uma década, tira uma fotografia a cada cinco minutos para uma audiência anual na internet de 8 a 10 milhões de pessoas. Posteriormente, a empresa acrescentou uma câmera que transmite ao vivo, para que as pessoas possam assistir às luzes em tempo real.

Abisko é marcada por um 'buraco azul' - um pedaço de céu que permanece com boa visibilidade, independentemente dos padrões meteorológicos à sua volta — Foto: Getty
Abisko é marcada por um 'buraco azul' - um pedaço de céu que permanece com boa visibilidade, independentemente dos padrões meteorológicos à sua volta — Foto: Getty

"Nós observamos a aurora boreal sistematicamente, em quase todas as noites de céu claro, há mais de dez anos", afirma Blakley. "E tenho o orgulho de dizer que o buraco azul ajudou Abisko a estabelecer sua reputação."

Blakley está instalando a primeira câmera 8k em tempo real do mundo para visualizar a aurora boreal em 360 graus, o que permitirá às pessoas ver ao fenômeno ao vivo na próxima estação, usando óculos de realidade virtual.

Guias nativas

A aurora boreal é a principal atração de Abisko nos meses de inverno, mas o microclima também oferece outros eventos espetaculares, como o raríssimo "arco-íris lunar", também conhecido como halo lunar. Ele ocorre quando a luz da Lua é refletida e refratada por gotículas de água e cristais de gelo suspensos no ar em volta do buraco azul.

Mas, para Anette Niia e Ylva Sarri, que fazem parte da comunidade Sámi, nativa da Suécia, Abisko é muito mais do que o seu buraco azul.

Existem cerca de 70 mil nativos Sámi vivendo na região ártica e subártica da Noruega, Suécia, Finlândia e na península de Kola, na Rússia. Essa região é coletivamente chamada de Sápmi.

Niia e Sarri visitam Abisko desde a infância, porque é também uma região de criação de renas para suas famílias. Niia explica que o microclima da região faz com que a neve seja mais fina no inverno, e, com isso, a primavera chega mais cedo, trazendo alimento para as renas e outros animais.

"O buraco azul é algo apresentado pelas agências de turismo", afirma ela, mas "para nós, Sámi, Abisko é especial por outras razões".

Peter Rosén: 'Ver como as pessoas expressam seus sentimentos depois de ver as luzes me faz sentir que tenho o melhor emprego do mundo' — Foto: Getty
Peter Rosén: 'Ver como as pessoas expressam seus sentimentos depois de ver as luzes me faz sentir que tenho o melhor emprego do mundo' — Foto: Getty

Sarri e ela também têm ligações com o turismo da região. Os ancestrais das suas famílias foram guias de montanha para visitantes no início dos anos 1900. Hoje, elas são cofundadoras da Scandinavian Sami Photoadventures, que promove diversas experiências ao ar livre em Abisko, incluindo passeios para ver a aurora boreal.

"Nós, como guias, sabemos que podemos sair de uma tempestade de neve fechada para céu aberto em questão de cem metros", afirma Niia. "É pura magia!"

E foi exatamente o que aconteceu quando Jaråker e eu finalmente chegamos a Abisko: as densas nuvens de neve pairavam sobre as montanhas à nossa volta, enquanto víamos o limpo céu azul diretamente sobre as nossas cabeças.

'Melhor emprego do mundo'

Na minha primeira viagem a Abisko anos atrás, conheci o cientista que se tornou fotógrafo Peter Rosén. Lembro-me dele contando que não se permitia que as crianças olhassem ou assobiassem para as auroras dançantes, nem apontassem para elas com admiração, para que as luzes não descessem e as levassem embora.

Nascido e criado na Suécia, Rosén havia crescido ouvindo essas histórias. Ele se tornou pesquisador ambiental do Centro de Pesquisa de Impactos Climáticos da Universidade de Umeå, também no norte da Suécia. E, em 1998, sua carreira o trouxe de volta para Abisko.

Ele estudou as mudanças climáticas no Ártico por 13 anos na Estação de Pesquisas Científicas de Abisko. Em 2021, a estação foi reconhecida como Estação de Observação Centenária pela Organização Meteorológica Mundial.

Assim que chegou a Abisko, Rosén aprendeu rapidamente sobre o buraco azul e ficou fascinado pela aurora boreal. Em 2001, ele fez suas primeiras fotografias da aurora, que agora fazem parte de exposições permanentes em galerias pelo norte da Suécia, incluindo o Hotel de Gelo, na cidade de Jukkasjärvi.

"Meus colegas me chamavam de 'fotógrafo em tempo integral e pesquisador nas horas vagas'", ele brinca.

Em 2012, Rosén já havia deixado seu emprego em Ciência Ambiental para ser fotógrafo em tempo integral e criou a Lappland Media, que ensina aos visitantes como fotografar corretamente a aurora.

Ele se lembra de uma das visitantes, que sonhava em ver as luzes desde que tinha 5 anos de idade. Ela havia tentado ver a aurora boreal no Canadá, na Noruega e na Finlândia, sem sucesso. Mas, na sua primeira noite em Abisko, ela irrompeu em lágrimas depois de ver o que Rosén chama de uma aurora muito fraca. E, nas noites seguintes, eles presenciaram juntos grandes espetáculos luminosos.

"Ver como as pessoas expressam seus sentimentos depois de ver as luzes me faz sentir que tenho o melhor emprego do mundo", segundo Rosén. "Nunca me arrependi de abandonar minha vida como pesquisador, porque agora estou vivendo o meu sonho."

Lembro-me do meu próprio sentimento de admiração na primeira vez em que vi as luzes em Abisko, nas encostas do monte Nuolja, a 900 metros acima do nível do mar. Perto do pico, encontra-se a remota Estação de Esqui Aurora, a 20 minutos de teleférico da sua base.

Não existe lugar melhor para ver o buraco azul estendendo-se sobre as luzes cintilantes de Abisko e o lago Torneträsk congelado no vale mais abaixo.

Desta vez, enquanto Erik Jaråker e eu finalmente subimos a montanha de teleférico até a escuridão total depois de dirigir naquela tempestade, e a experiência despertou um sentimento de reverência pelo espetáculo que estávamos prestes a presenciar: luzes verdes etéreas dançando e cruzando os céus, como se fossem cortinas sobre nós.

Texto originalmente publicado em https://www.bbc.com/portuguese/vert-tra-62231330

------++-====-----------------------------------------------------------------------=======;;==========--------------------------------------------------------------------------------====-++-----