Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Lista da Austin Rating leva em conta crescimento recuo de 0,1% da economia em relação ao 1º trimestre. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por G1 Postado em 01 de setembro de 2021 às 12h10m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.954. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
O desempenho do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro no segundo
trimestre de 2021 ocupa o 38º lugar dentro de um ranking com quase 50
países, segundo levantamento elaborado pela Austing Rating. A lista traz
os resultados das maiores economias do mundo.
Avanços tecnológicos permitem que frota de satélites cada vez maior tente ajudar a conter esses vazamentos identificando-os do espaço; para especialistas, missão é vital na luta contra aquecimento global. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Cheryl Katz, BBC 30/08/2021 09h49 Atualizado há um dia Postado em 31 de agosto de 2021 às 11h50m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.953. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Pluma de metano detectada pela Nasa no verão de 2020, identificada como
um vazamento de gás na Califórnia. O operador conseguiu confirmar e
reparar o vazamento — Foto: NASA/JPL-CALTECH
Deter os vazamentos de metano de aterros, campos petrolíferos,
tubulações de gás natural e outras fontes é uma das ferramentas mais
poderosas que temos para reduzir rapidamente o aquecimento global.
A ameaça era invisível para os olhos: toneladas de metano subindo para o
céu, escapando de gasodutos de gás natural serpenteando pela Sibéria.
Tempos atrás, as plumas de potentes gases do efeito estufa liberados
pelas operações petrolíferas russas no ano passado poderiam haver
passado despercebidas. Mas, equipado com novas e poderosas tecnologias
de imagens, um satélite "caçador" de metano "farejou" as emissões e as rastreou até as suas fontes.
Graças aos rápidos avanços tecnológicos, uma frota de satélites cada
vez maior tenta agora ajudar a conter esses vazamentos identificando-os
do espaço. A missão é vital e diversos relatórios recentes fizeram soar o alarme cada vez mais urgente para o corte das emissões de metano.
Embora tenha vida mais curta e seja menos abundante que dióxido de carbono (CO2), metano
é muito mais poderoso na captura de calor e seu impacto sobre o
aquecimento global é mais de 80 vezes maior (que o CO2) a curto prazo. Cerca de 60% das emissões mundiais de metano
são produzidas por atividades humanas - a maior parte, da agricultura,
descarte de resíduos e produção de combustível fóssil. Segundo
estimativas do Fundo de Defesa do Meio Ambiente (EDF, na sigla em
inglês), o metano gerado pela atividade humana é responsável por pelo
menos 25% do aquecimento global atual.
Estancar essas emissões é a nossa maior esperança para frear
rapidamente o aquecimento global, como destaca a nova Avaliação do
Metano Global (em tradução livre do inglês), do Programa Ambiental das
Nações Unidas.
"Esta é a ferramenta
mais poderosa que temos para reduzir o aquecimento global e todos os
efeitos decorrentes das mudanças climáticas nos próximos 30 anos",
afirma Drew Shindell, professor de Ciências da Terra da Universidade de
Duke e o principal autor do relatório da ONU. Os cientistas salientam
que reduções consideráveis de dióxido de carbono e metano são
fundamentais para evitar mudanças climáticas extremas. "Elas não
substituem a redução de CO2, mas a complementam", segundo Shindell.
Apesar da pandemia, 2020 presenciou o maior salto já registrado das concentrações de metano na atmosfera em um ano.
Segundo a avaliação da ONU, as cerca de 380 milhões de toneladas de metano liberadas anualmente por atividades humanas poderiam ser reduzidas praticamente pela metade nesta década com os métodos disponíveis
— e que são, em sua maioria, economicamente viáveis. Isso evitaria
cerca de 0,3 °C de aquecimento até os anos 2040 — e ganharíamos tempo
precioso para controlar as emissões de outros gases do efeito estufa.
Os ganhos mais fáceis podem ser obtidos reparando-se vazamentos em
tubulações, impedindo liberações deliberadas — como a ventilação de
gases indesejados de sondas de perfuração — e outras ações na indústria
do petróleo e gás, segundo o relatório da ONU. A captura de gases de
materiais em decomposição em aterros e a redução das emissões de gases
de ruminantes em rebanhos também ajudariam.
No momento, entretanto, a tendência é seguir na direção oposta: a concentração de metano na atmosfera da Terra vem crescendo ao longo dos últimos cinco anos,
segundo o Índice Anual de Gases do Efeito Estufa (em tradução livre do
inglês) da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados
Unidos (Noaa, na sigla em inglês).
E, apesar da pandemia, 2020 presenciou o maior salto já registrado em um ano. As causas do recente pico são incertas, mas podem incluir fraturamento hidráulico ("fracking")
de gás natural, aumento das emissões de micróbios produtores de metano
estimulado pela elevação das temperaturas ou uma combinação de fontes
naturais e de origem humana. Satélites detectaram vazamentos de metano em todo o mundo, incluindo em
tubulações de gás em países como o Cazaquistão — Foto:
COPERNICUS/KAYRROS
Tudo isso, segundo os especialistas, enfatiza a necessidade de rastrear e eliminar todos os vazamentos ou fontes que podem ser controlados.
Mas o rastreamento das emissões até a sua fonte não é uma tarefa fácil.
Os vazamentos muitas vezes são intermitentes e passam facilmente
despercebidos. Os sensores terrestres podem detectá-los em áreas locais,
mas sua cobertura é limitada. Pesquisas com aviões e drones são caras e
demoradas e o acesso aéreo é restrito em boa parte do mundo.É aqui que entra uma sofisticada frota de satélites — alguns lançados
recentemente e outros a serem colocados em órbita em breve.
Um
conjunto de satélites lançados por agências espaciais nacionais e
companhias privadas ao longo dos últimos cinco anos aprimorou nosso
conhecimento sobre quais vazamentos de metano estão ocorrendo e onde.
Nos próximos dois anos, novos projetos de satélites estão programados
para lançamento — incluindo o Mapeador de Carbono ("Carbon Mapper"), uma
parceria público-privada da Califórnia, e o MethaneSAT, uma subsidiária
do Fundo de Defesa do Meio Ambiente — que ajudarão a preencher o quadro
com alcance e detalhes sem precedentes.
Segundo os especialistas, esses esforços serão fundamentais, não apenas para identificar vazamentos, mas também para desenvolver normas e orientar sua execução, duas medidas seriamente em falta.
"Você não pode reduzir o que não consegue medir", afirma Cassandra Ely, diretora da MethaneSAT.
Satélites mais antigos, como o Gosat, da Agência Japonesa de Exploração
Aeroespacial, lançado em 2009, conseguiam detectar metano, mas sua
resolução não era suficiente para identificar as fontes específicas.
Mas a tecnologia espacial agora está avançando rapidamente, ampliando a
resolução dos sensores, reduzindo seu tamanho e atingindo uma série de
capacidades de ponta. Novos e poderosos olhos nos espaço incluem o
Sentinel 5P da Agência Espacial Europeia (lançado em 2017), o Prisma da
Agência Espacial Italiana (lançado em 2019) e os sistemas operados pela
companhia privada canadense GHGSat (com satélites lançados em 2016, 2020
e 2021).
Companhias como a francesa Kayrros estão usando inteligência artificial para amplificar a formação de imagens via satélite, ao lado de dados aéreos e terrestres, para fornecer relatórios detalhados sobre metano.
No ano passado, satélites "caçadores" de metano fizeram várias
descobertas preocupantes. Entre elas: apesar da pandemia, as emissões de
metano de operações de petróleo e gás na Rússia aumentaram em 32% em
2020. Os satélites também observaram liberações consideráveis em
gasodutos do Turcomenistão, um aterro em Bangladesh, um campo de gás
natural no Canadá e em minas de carvão na Bacia dos Apalaches, nos
Estados Unidos.
A todo momento, segundo a Kayrros, existem cerca de cem vazamentos de metano em alto volume em todo o mundo,
além de uma enorme quantidade de vazamentos menores que aumentam
significativamente o volume total. Observar as emissões do espaço em
escala global fornece "uma nova e importante ferramenta para combater as mudanças climáticas", segundo a Agência Espacial Europeia.
Agora, o Mapeador de Carbono está desenvolvendo o que promete ser a
ferramenta mais precisa e sensível já criada para localizar fontes
pontuais. O projeto pretende lançar dois satélites em 2023, aumentando
até atingir uma constelação de até 20 satélites que fornecerão
monitoramento de metano e CO2 quase constante em todo o mundo.
Os parceiros incluem o Laboratório de Propulsão a Jato da Nasa, o
Conselho de Recursos Atmosféricos da Califórnia, a companhia privada de
satélites Planet, universidades e organizações sem fins lucrativos, com
financiamento de grandes doadores privados, como a Bloomberg
Philanthropies.
A inspiração é a atual ausência de monitoramento global, afirma Riley
Duren, cientista de sensoriamento remoto da Universidade do Arizona e
executivo-chefe do Mapeador de Carbono. "Não há uma única organização
que tenha a cultura institucional, a autorização e os recursos
necessários para fornecer um sistema de monitoramento operacional para
gases do efeito estufa", segundo Duren. "Pelo menos não no prazo
necessário." Duren compara o Mapeador de Carbono com o Sistema Nacional
de Meteorologia dos Estados Unidos, pois ele fornecerá um "serviço
público essencial" com seu monitoramento contínuo e rotineiro de gases
do efeito estufa. Regiões que não produzem petróleo ou gás também possuem grandes
concentrações de metano, potencialmente devido à manutenção das
tubulações — Foto: CRÉDITO: COPERNICUS/KAYRROS/US EIA
O foco principal do projeto é encontrar os superemissores, afirma
Duren. Ele e seus colegas conduziram um estudo anterior por meio de
pesquisas com aviões sensores de metano em operações de petróleo e gás,
aterros, estações de tratamento de esgoto e áreas agrícolas na
Califórnia e concluíram que cerca de metade das emissões de metano do
Estado vêm de menos de 1% da sua infraestrutura. Os aterros produziram a
maior parcela do total das emissões do Estado, segundo a pesquisa,
seguidos pela agricultura e, em seguida, por petróleo e gás.
A pesquisa indicou a necessidade de "escalonamento e operacionalização
global, indo para o espaço", afirma Duren. Os satélites empregarão
espectrômetros de "hiperespectro" projetados pelo Laboratório de
Propulsão a Jato, que, segundo o website do projeto, fornecerão
"sensibilidade, resolução e versatilidade sem paralelo". Os satélites,
do tamanho de frigobares, serão capazes de localizar emissões com
precisão de até 30 m, suficiente para identificar o equipamento
específico que está causando o vazamento.
Quando forem detectadas emissões, os assinantes de um serviço de alerta
rápido serão notificados em até 24 horas pela Planet, uma operadora de
satélites privada com sede em San Francisco que construirá e
administrará os satélites Mapeadores de Carbono.
Os satélites reforçarão o monitoramento do Conselho de Recursos
Atmosféricos da Califórnia com cobertura mais ampla e frequente, afirma
John Herner, chefe do programa de monitoramento de emissões do Conselho.
O monitoramento agora é feito uma vez por trimestre, segundo ele.
Quando a constelação completa de satélites Mapeadores de Carbono for
lançada, será feito quase diariamente. "Teremos um controle muito melhor
do que está acontecendo [e] quando", afirma Herner, "e poderemos cuidar
de eventuais vazamentos com mais rapidez."
Também estará se unindo aos "caçadores" em órbita o satélite
MethaneSAT, que varrerá áreas mais amplas — até 200 km por faixa, mas
com menor resolução, de 100 m. Este programa utiliza um algoritmo
especial que calcula a taxa de fluxo a partir dos dados do satélite.
"Por isso, em vez de apenas fotografar, na verdade você consegue um
filme", segundo a diretora da MethaneSAT, Cassandra Ely. Isso é inédito
em sensoriamento por satélite e um trunfo no rastreamento de plumas
sopradas pelo vento até a sua fonte, afirma ela.
O MethaneSAT se concentrará na indústria global de petróleo e gás e
pretende ser suficientemente sensível para revelar a enorme quantidade
de pequenos vazamentos de metano que podem representar a maioria das
emissões, afirma Ely. As descobertas serão fornecidas para operadores da
indústria, reguladores, investidores e para o público, quase em tempo
real. Os dados, segundo ela, ajudarão a "priorizar o que fizer mais
sentido em termos de redução e mitigação das emissões".
Mas,
embora a capacidade global de eliminar emissões de metano esteja
crescendo, as políticas globais necessárias para fazer algo sobre isso
ainda não foram tomadas.
Uma pluma de metano detectada pela Nasa no verão de 2020 identificou
uma linha de vazamento de gás na Califórnia. O operador conseguiu
confirmar e reparar o vazamento — Foto: NASA/JPL-CALTECH
Grande parte da abordagem atual de controle de metano depende de ações
voluntárias da indústria de petróleo e gás. Os satélites podem ajudar
com isso, segundo Shindell, o principal autor do relatório da ONU, e
outros, identificando vazamentos que, se estancados, trarão economia ou
lucros para essas companhias. "Se você capturar o metano em vez de
deixá-lo escapar para a atmosfera, isso será muito útil", afirma
Shindell. "Por isso, existe um bom incentivo financeiro para evitar o
desperdício."
Mas, se os preços do gás não forem suficientemente altos, os operadores
podem achar que as despesas para encontrar, estancar e utilizar
emissões fugitivas não valem a pena. "É realmente fundamental ter
regulamentações mais rigorosas", afirma Shindell.
As
regulamentações sobre as emissões de metano atuais são uma colcha de
retalhos de medidas locais e nacionais, com poucos acordos
internacionais definindo alvos específicos, segundo indica o relatório
da ONU. Nos Estados Unidos, as políticas estaduais variam de
controles razoavelmente rigorosos em alguns Estados, como a Califórnia e
o Colorado, até pouca implementação no Texas e em outros.
Enquanto isso, a União Europeia está atualmente elaborando novas
regulamentações para emissões do setor energético. Mas outros grandes
emissores, como a Rússia, quase não têm políticas de restrição de metano
em vigor, segundo a análise da Agência Internacional de Energia.
Antecipando-se à conferência sobre mudanças climáticas das Nações
Unidas em novembro, a COP26, o Fórum Internacional de Energia lançou
este mês o seu Projeto de Metodologia de Medição de Metano, fornecendo
aos países membros acesso a dados do satélite Sentinel 5P e análises da
Kayrros, para oferecer melhor controle das emissões da indústria
energética.
Os dados de satélites poderão fornecer uma ferramenta política útil
para forçar os países a coibir suas emissões, segundo os cientistas.
Medições precisas dos vazamentos em tubulações russas, por exemplo,
poderão permitir que a União Europeia, como importante consumidora de
petróleo e gás da Rússia, imponha barreiras tarifárias com base nas
emissões na produção e no transporte. Melhor monitoramento poderá também
auxiliar em ações recentes de acionistas e juízes obrigando as
principais empresas de combustível fóssil a refrear suas emissões de
gases do efeito estufa.
Sejam quais forem as medidas que entrarem em vigor, os legisladores e reguladores necessitarão de olhos no espaço para controlar se essas normas estão funcionando, apontar violadores e incentivar mudanças.
Como ressalta Duren, dos Mapeadores de Carbono: "Existem muitas formas de tornar visível o invisível."
Este artigo foi publicado originalmente pela Yale Environment 360 e republicado com autorização. Leia a versão original desta reportagem (em inglês) nos sites Yale e360 e BBC Future.
Em 1 ano, população ocupada cresceu em 4,4 milhões de trabalhadores; alta foi puxada pelo trabalho por conta própria, que bateu recorde no país. Já o rendimento médio caiu 6,6% na comparação anual. ===+===.=.=.= =---____--------- ---------____------------____::_____ _____= =..= = =..= =..= = =____ _____::____-------------______--------- ----------____---.=.=.=.= +==== Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 31/08/2021 09h00 Atualizado há uma hora Postado em 31 de agosto de 2021 às 10h00m |||==---____ ____-------___ ___ _____ ___-- ________ ____::__||| .| .Post.- N.\ 9.952. |. |||.__-_____ _____ ____ ______ ____- _||
Desemprego tem leve queda e fica em 14,1% no 2º trimestre
A taxa de desemprego no Brasil ficou em 14,1% no 2º trimestre de 2021,
mas ainda atinge 14,4 milhões de brasileiros, informou nesta terça-feira
(31) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O resultado representa uma redução de 0,6 ponto percentual em relação à
taxa de desemprego do 1º trimestre (14,7%) e a menor taxa de desemprego
no ano, com o mercado de trabalho tentando buscar uma recuperação da
crise provocada pela Covid-19.
Taxa de desemprego cai em junho de 2021 — Foto: Economia/G1
O resultado veio melhor do que o esperado. O intervalo das estimativas
captadas pelo Valor Data para a taxa de desemprego do 2º trimestre ia de
14,1% a 14,6%, com mediana de 14,5%.
Recuperação ainda distante
"Esse
recuo na taxa foi influenciado pelo aumento no número de pessoas
ocupadas (87,8 milhões), que avançou 2,5%, com mais 2,1 milhões no
período", destacou o IBGE.
Com o aumento, o nível de ocupação subiu 1,2 ponto percentual, para 49,6%, mas isso ainda indica que menos da metade da população em idade para trabalhar está ocupada no país.
No trimestre terminado em dezembro de 2019, eram 94,5 milhões de
ocupados no país – 6,7 milhões a mais que o contingente atual.
Embora o número de desempregados tenha caído em cerca de 400 mil entre o
primeiro e o segundo trimestre deste ano, na comparação com junho do de
2020 ele aumentou em 1,6 milhão de pessoas – um crescimento de 12,9% em
um ano.
Em um ano, aumentou em 1,6 milhão o número de desempregados no país;
No mesmo período, população a ocupada aumentou em 4,4 milhões de pessoas;
71% das novas ocupações foram de trabalhadores por conta própria;
O trabalho por conta própria bateu recorde, atingindo 24,8 milhões de trabalhadores;
O rendimento médio dos trabalhadores foi de R$ 2.515, o que representa uma queda de 3% frente ao 1º trimestre e redução de 6,6% na comparação anual;
Número daqueles que trabalham menos horas do que poderiam trabalhar atingiu recorde de 7,5 milhões, um aumento de 34,4% na comparação anual;
Os desalentados somaram 5,6 milhões, um recuo de 6,5% em relação ao 1º trimestre;
A população subutilizada somou 32,2 milhões de pessoas;
A taxa de informalidade foi de 40,6% da população ocupada, contra 36,9% há 1 ano;
A construção foi o segmento com maior crescimento da ocupação, com 1 milhão de novos trabalhadores;
A taxa de desemprego foi de 11,7% para homens e 17,1% para mulheres, e ficou abaixo da média para brancos (11,7%) e acima para pretos (16,6%) e pardos (16,1%);
Os mais jovens e os trabalhadores com baixa escolaridade seguem os mais afetados.
A taxa de desemprego para a faixa etária de 18 a 24 anos foi de 29,5%,
enquanto que para o grupo dos 25 a 39 anos foi de 13,8%;
Para trabalhadores com ensino médio incompleto, taxa de desemprego foi de 23%,
enquanto que para profissionais com ensino superior completo foi de
apenas 7,5%; para o grupo com ensino superior incompleto ficou em 16,5%.
Das 4.444 pessoas que entraram para o mercado de trabalho, 3.175 eram trabalhadores por conta própria — Foto: Economia/G1
Na comparação com o trimestre terminado em junho do ano passado,
aumentou em 4,4 milhões o número de trabalhadores ocupados no mercado de
trabalho brasileiro. Dentre eles, 3,1 milhões ingressaram como
trabalhadores por conta própria.
Embora mais intenso entre o trabalho por conta própria, o aumento da
população ocupada ocorreu de forma disseminada entre os demais tipos de
ocupação. As exceções foram entre os trabalhadores no setor público e os
empregadores, únicos a registrarem queda no número de ocupados em um
ano.
Na comparação com o primeiro trimestre do ano, também houve aumento
disseminado da ocupação, com destaque para o emprego com carteira
assinada.
“O
crescimento da ocupação ocorreu em várias formas de trabalho. Até então
vínhamos observando aumentos no trabalho por conta própria e no emprego
sem carteira assinada, mas pouca movimentação do emprego com carteira.
No segundo trimestre, porém, houve um movimento positivo, com
crescimento de 618 mil pessoas a mais no contingente de empregados com
carteira”, destacou a analista da pesquisa, Adriana Beringuy.
País encerrou junho com 87,7 milhões de trabalhadores ocupados, a
maioria como empregados com carteira assinada — Foto: Economia/G1
O avanço da vacinação contra a Covid-19 também foi considerado pela
pesquisadora “um fator bastante favorável” para o aumento da ocupação.
Segundo ela, avançar a vacinação da 2ª dose para os grupos etários mais
jovens pode contribuir ainda mais para o avanço do emprego no país. “A
gente sabe que o mercado de trabalho responde a outras variáveis
econômicas. Entre elas, o consumo da família, o aquecimento da demanda,
para que haja o chamado círculo virtuoso”, disse. Somente o setor público registrou queda do número de trabalhadores
ocupados na comparação com junho de 2020 — Foto: Economia/G1
Construção lidera geração de vagas
Entre os segmentos de atividades profissionais, a construção foi a que
mais se destacou na geração de vagas em um ano. O setor contratou cerca
de um milhão de novos trabalhadores na comparação anual, um aumento de
19,6% e que representa 23,5% do total de novos ocupados no país.
Em seguida, os setores que mais contrataram foram o de agricultura e
pecuária, com cerca de 945 mil novos trabalhadores, o comércio e o
segmento de informação, comunicação e atividades financeiras, cada um
com cerca de 700 mil novas vagas.
A administração pública foi o único segmento profissional que registrou
queda do número de ocupados em um ano – foram fechadas 227 mil vagas no
setor público.
Faltam oportunidades para 32,2 milhões
O levantamento do IBGE mostrou ainda que faltavam oportunidades no
mercado para cerca de 32,2 milhões de trabalhadores. Este contingente
forma o que o instituto classifica como trabalhadores subutilizados.
Na comparação com o mesmo trimestre do ano passado, aumentou em 264 mil
o número de trabalhadores nesta condição. Já na comparação com o
primeiro trimestre do ano, esse contingente foi reduzido em quase um
milhão de pessoas.
Formam o contingente de subutilizados:
14,4 milhões de desempregados(1,6 milhão a mais que em junho de 2020): pessoas que não trabalham, mas procuraram empregos nos últimos 30 dias;
7,4 milhões de subocupados(1,9 milhão a mais que em junho de 2020): pessoas que trabalham menos de 40 horas por semana, mas gostariam de trabalhar mais;
10,2 milhões de pessoas na força de trabalho potencial (3,3 milhões a menos que em junho de 2020), composta por pessoas que poderiam trabalhar mas não trabalham: este grupo inclui 5,6 milhões de desalentados(100 mil a mais que em junho de 2020), ou seja, que desistiram de
procurar emprego, e outras 4,6 milhões que podem trabalhar, mas que não
têm disponibilidade por algum motivo, como mulheres que deixam o emprego
para cuidar os filhos.
Pernambuco e Bahia lideram desemprego
As maiores taxas de desemprego no 2º trimestre foram registradas em
Pernambuco (21,6%), Bahia (19,7%), Sergipe (19,1%) e Alagoas (18,8%). As
menores foram as de Santa Catarina (5,8%), Rio Grande do Sul (8,8%),
Mato Grosso (9%), Paraná (9,1%) e Mato Grosso do Sul (9,9%). Em São
Paulo foi de 14,4%.
Frente ao trimestre anterior, os maiores recuos ocorreram nas taxas de
do Amazonas (-1,9 ponto percentual), Espírito Santo (-1,5 p.p.), Rio de
Janeiro (-1,5 p.p) e Minas Gerais (-1,3 p.p.). Nos demais estados, as
variações foram classificadas pelo IBGE como estabilidade.
Perspectivas
O Índice de Confiança Empresarial (ICE) subiu pelo 5º mês seguido em
agosto e atingiu o maior nível desde junho de 2013, segundo divulgou
nesta terça-feira a Fundação Getulio Vargas, indicando uma aceleração da
atividade econômica no terceiro trimestre.
Nesta quarta-feira, o IBGE divulgará o resultado oficial do PIB (Produto Interno Bruto) do 2º trimestre.
Apesar de a economia ter mostrado reação no fim de 2020 e no começo
deste ano, a inflação persistente, a tensão política e "riscos fiscais"(dúvidas sobre a sustentabilidade das contas públicas) têm elevado o
nível de incerteza em relação à economia nas últimas semanas.
Os analistas elevaram a projeção de alta da inflação no ano pela
vigésima primeira semana seguida, de 7,11% para 7,27%, segundo boletim
Focus. Já a perspectiva da taxa básica de juros (Selic) ao final de 2021
permanece em 7,50% ao ano, o que pressupõe novas elevações nos próximos
meses. Sardenberg: Brasil caminha para um 2022 de inflação alta e desemprego elevado