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quinta-feira, 12 de agosto de 2021

Setor de serviços avança 1,7% em junho, 3ª alta seguida, e fecha semestre com alta de 9,5%

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Com resultado, setor atingiu o maior nível em 5 anos. Crescimento semestral foi o mais alto de toda a série histórica devido à base de comparação baixa.
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Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1 — Rio de Janeiro e São Paulo

Postado em 12 de agosto de 2021 às 11h00m


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Setor de serviços avança 1,7% em junho e tem 3ª alta seguida
Setor de serviços avança 1,7% em junho e tem 3ª alta seguida

O volume de serviços prestados no Brasil avançou 1,7% em junho, na comparação com maio - foi a terceira alta seguida, acumulando ganho de 4,4% no período - apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação a junho de 2020, a alta foi de 21,1%.

"O setor de serviços amplia o distanciamento frente ao nível pré-pandemia, ficando 2,4% acima de fevereiro de 2020, e alcança o patamar mais elevado desde maio de 2016", destacou o IBGE.

Setor de serviços avançou pelo terceiro mês seguido em junho  — Foto: Economia/G1
Setor de serviços avançou pelo terceiro mês seguido em junho — Foto: Economia/G1

Alta de 2% no 2º trimestre e de 9,5% no semestre

Com o resultado, o setor de serviços, que possui o maior peso no PIB (Produto Interno Bruto), registrou alta de 2% no 2º trimestre, na comparação com os três primeiros meses do ano.

No acumulado do 1º semestre, o setor tem alta de 9,5%, na comparação com igual semestre do ano passado.

De acordo com o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, essa foi a taxa semestral "mais alta de toda a série, iniciada em 2012, devido à baixa base de comparação".

O crescimento semestral foi acompanhado por todas as grandes atividades pesquisadas e em mais da metade (63,3%) dos 166 tipos de serviços investigados.

“Até o acumulado de maio apenas os serviços prestados às famílias estavam no campo negativo. Com as informações de junho, esse segmento se juntou aos demais no campo positivo. Todos cresceram em qualquer comparação”, destacou Lobo.

Em 12 meses, o setor acumulou ganho de 0,4%, com o indicador voltando ao campo positivo após 14 taxas negativas consecutivas.
Indicador acumulado em 12 meses voltou ao campo positivo após 14 meses  — Foto: Economia/G1
Indicador acumulado em 12 meses voltou ao campo positivo após 14 meses — Foto: Economia/G1

Setor atinge maior nível em 5 anos

Segundo o IBGE, com o resultado de junho o setor alcançou o patamar mais elevado desde maio de 2016. Mesmo com o avanço, o setor ainda está 9,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014.

A alta de junho foi acompanhada por todas as cinco atividades investigadas, com destaque para o avanço em serviços de informação e comunicação (2,5%), transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (1,7%) e de serviços prestados às famílias (8,1%).

Veja abaixo a variação dos subgrupos de cada uma grandes atividades:

  • Serviços prestados às famílias: 8,1%
  • Serviços de alojamento e alimentação:8,5%
  • Outros serviços prestados às famílias: 2,6%
  • Serviços de informação e comunicação: 2,5%
  • Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC): 1,3%
  • Telecomunicações: -0,3%
  • Serviços de Tecnologia da Informação: 1,5%
  • Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias: 12,0%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: 1,4%
  • Serviços técnico-profissionais: 1,3%
  • Serviços administrativos e complementares: 1,2%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,7%
  • Transporte terrestre: 1,0%
  • Transporte aquaviário: 0,6%
  • Transporte aéreo: 21,2%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -1,9%
  • Outros serviços: 2,3%

“Embora todas as atividades tenham avançado, esse resultado se deve, principalmente, a um conjunto de serviços que se beneficiou da própria pandemia ou não foi tão afetado por ela. São setores mais dinâmicos, mais focados em inovação, em capital do que em mão de obra, que conseguiram se reposicionar aproveitando as oportunidades geradas pela pandemia, dado o efeito que ela teve na atividade econômica”, avaliou o gerente da pesquisa. 
Recuperação das perdas com a pandemia

Com o desempenho em junho, o setor de serviços recuperou ainda mais as perdas registradas com a pandemia. O patamar do volume de serviços prestados no país ficou 2,4% acima do registrado em fevereiro de 2020 - em maio, essa distância era de apenas 0,2%.

Dentre as 17 atividades principais do setor, nove superaram o patamar pré-pandemia. A que mais se destacou foi a de tecnologia da informação, seguida por armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correios.

Na outra ponta estão os serviços prestados às famílias e os de alojamento e alimentação, que têm caráter mais presencial e ainda não conseguiram retomar o pleno funcionamento. Segundo o gerente da pesquisa, isso acontece "porque ainda há algum receio da população em consumir serviços dessa natureza, além das restrições de funcionamento em alguns estabelecimentos”.

9 das 17 atividades do setor de serviços superaram, em junho de 2021, o patamar pré-pandemia — Foto: Economia/G1
9 das 17 atividades do setor de serviços superaram, em junho de 2021, o patamar pré-pandemia — Foto: Economia/G1

Crescimento disseminado regionalmente

Na comparação com maio, o crescimento do volume de serviços prestados no país foi observado em 23 das 27 unidades da federação.

Os avanços mais expressivos foram registrados no Rio de Janeiro (5,4%), São Paulo (0,5%), Minas Gerais (2,4%), Rio Grande do Sul (3,4%), Pernambuco (5,4%), Santa Catarina (3,1%) e Distrito Federal (3,3%).

Registraram taxa negativa apenas Mato Grosso (-5,0%), Bahia (-0,8%) e Tocantins (-1,8%). Já em Alagoas (0,0%) a variação foi nula, ou seja, houve estagnação.

Índice de atividades turísticas tem avanço de 11,9%

O índice de atividades turísticas subiu 11,9% frente a maio, na segunda taxa positiva consecutiva. Apesar de manter a trajetória de recuperação, o segmento de ainda necessita crescer 29,5% para retornar ao patamar pré-pandemia.

Regionalmente, todos os 12 locais pesquisados acompanharam o movimento de expansão na atividade turística, com destaque para São Paulo (5,3%), Rio de Janeiro (12,4%) e Minas Gerais (19,7%).

Perspectivas

As expectativas para o setor de serviços no segundo semestre seguem otimistas. O Índice de Confiança de Serviços, mensurado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), alcançou, em julho, o maior nível desde março de 2014. Foi o quarto mês seguido de avanço do indicador.

Todavia, apesar do avanço da vacinação contra o coronavírus e da reabertura gradual da economia, a recuperação da atividade econômica tem mostrado perda de fôlego nos últimos meses em meio à escalada da inflação, recuperação tímida do mercado de trabalho e aumento das incertezas fiscais e políticas.

Nesta quarta-feira, o IBGE mostrou que as vendas do comércio caíram 1,7% em junho após dois meses de alta. Já a produção industrial brasileira ficou estagnada em junho, acumulando uma perda de 2,5% no segundo trimestre.

A expectativa atual do mercado é 5,3% de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2021, conforme apontou a última pesquisa Focus do Banco Central. Já para 2022, a projeção dos analistas das instituições financeiras diminuiu de 2,10% para 2,05%.

A estimativa para a inflação, por sua vez, foi elevada pela 18ª semana seguida pelos analistas, que passaram a prever o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 6,88% ao final de 2021. Os analistas também aumentaram de 7% para 7,25% ao ano a previsão para a taxa básica de jutos no fim de 2021. Com isso, são esperadas novas altas na Selic nos próximos meses.

Na ata de sua última reunião, quando elevou a Selic para 5,25% ao ano, o Comitê de Política Monetária do Banco Central avaliou que a inflação ao consumidor continua se revelando "persistente", indicando uma nova alta de um ponto percentual no juro básico em sua próxima reunião, marcada para 21 e 22 de setembro.

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quarta-feira, 11 de agosto de 2021

Itália bate recorde de temperatura na Europa com 48,8°C e luta contra incêndios florestais

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Forte onda de calor atingiu o país do mediterrâneo nesta semana. Altas nas temperaturas acompanha a chegada de um anticiclone que vem sendo chamado de 'Lúcifer'.
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TOPO
Por RFI

Postado em 11 de agosto de 2021 às 16h30m


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Os bombeiros italianos lutam contra um incêndio que assola Palermo, na Sicília, que expulsou as pessoas de suas casas — Foto: Stringer/Vigili del Fuoco/AFP
Os bombeiros italianos lutam contra um incêndio que assola Palermo, na Sicília, que expulsou as pessoas de suas casas — Foto: Stringer/Vigili del Fuoco/AFP

Uma forte onda de calor atinge a Itália carregada pela chegada do anticiclone "Lúcifer", fenômeno formado em uma zona de alta pressão atmosférica. Na quarta-feira (11), o país registrou uma temperatura recorde de 48,8º C.

O valor, marcado região da Sicília, bate o recorde europeu anterior, quando em 1999 os termômetros registraram 48,5º C, também na Itália.

Na região da Calábria, conhecida como a ponta da bota italiana, e na Sicília, os bombeiros tiveram que realizar 300 intervenções nas últimas 12 horas para apagar focos de incêndio. Sete aviões Canadair foram mobilizados desde o amanhecer para lançar água sobre as chamas, anunciaram os bombeiros.

Um homem de 77 anos morreu nesta quarta-feira em decorrência de queimaduras sofridas em um incêndio enquanto tentava proteger seu rebanho no interior de Reggio, na Calábria.

Enquanto isso, a Madonia, região montanhosa próxima à capital da Sicília, Palermo, está há vários dias cercada por chamas que são alimentadas pelo vento e pelo calor extremo. O fogo destrói plantações, casas e fábricas.
Incêndios florestais na Itália — Foto: G1 Mundo
Incêndios florestais na Itália — Foto: G1 Mundo

Estado de emergência

O governador da Sicília, Nello Musumeci, pede que seja declarado estado de emergência para a Madonia. O ministro da Agricultura, Stefano Patuanelli, visitou o local nesta quarta-feira e prometeu "uma ajuda àqueles que perderam tudo".

“Devemos, também, promover o papel da agricultura como guardiã do território" disse Patuanelli. "Devemos garantir que o agricultor que cuida de terras improdutivas, com manejo do solo que sirva para prevenir incêndios, seja protegido e amparado."

Na Calábria, as chamas ameaçam o Geoparque Global da Unesco de Aspromonte, um parque nacional do país.

O presidente da ONG ambiental WWF Itália pediu na terça-feira "a intervenção imediata de recursos aéreos adicionais".

“Caso contrário, será tarde demais e perderemos para sempre um patrimônio de valor inestimável”, lamentou. Ele também pediu "aumento da vigilância no campo porque nas áreas onde os incêndios já foram extintos houve registros de novos focos, muitos originados por criminosos inescrupulosos", denunciou.

A Sardenha, onde um camponês de 35 anos suspeito de incêndio criminoso foi preso na terça-feira (10), não foi poupada: 13 incêndios foram registrados em apenas um dia e seis deles exigiram a intervenção de meios aéreos.

Triplo de incêndios

De acordo com o Coldiretti, o principal sindicato agrícola do país, o número de incêndios mais do que triplicou neste verão em comparação com a média do mesmo período, entre 2008 e 2020.

“Se por um lado seis em cada dez incêndios são de origem criminosa, por outro é necessário sublinhar as consequências do abandono de explorações agrícolas e a falta de fiscalização das florestas de domínio público”, destaca o sindicato, já que mais de um terço da Itália é coberto por bosques e florestas (11,4 milhões de hectares). “Temos que acabar com o abandono do campo”, conclui.

Nos próximos dias, o anticiclone responsável pela onda de calor que atingiu a Itália, apropriadamente chamado de Lúcifer, deverá se deslocar para o norte, onde as temperaturas devem atingir entre 39 e 40 graus Celcius na Toscana (centro), neste fim de semana de 15 de agosto e no Lazio (região de Roma).

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sábado, 7 de agosto de 2021

Estudantes brasileiros conquistam medalhas nas Olimpíadas Internacionais do Conhecimento

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Dedicação dos atletas do ensino é semelhante a dos atletas que disputam Olimpíadas em Tóquio, no Japão. G1 conversou com o ouro em Economia e o bronze em biologia.
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Por Tatiana Santiago, G1 SP — São Paulo

Postado em 07 de agosto de 2021 às 09h00m


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Estudante Nícolas Goulart, de 17 anos, conquistou uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Economia — Foto: Divulgação
Estudante Nícolas Goulart, de 17 anos, conquistou uma medalha de ouro na Olimpíada Internacional de Economia — Foto: Divulgação

Bem longe de Tóquio, no Japão, onde ocorrem as Olimpíadas deste ano, o Brasil ganhou novos medalhistas.

Estudantes brasileiros levaram medalhas nas Olimpíadas Internacionais de Conhecimento 2021. Cada matéria, como Biologia, Física, Matemática e Química, é sediada em um país.

O estudante Nícolas Goulart, de 17 anos, é um deles. Ele conquistou uma medalha de ouro individual na Olimpíada Internacional de Economia (IEO), sediada na Letônia, mas que ocorreu de forma virtual. Foram mais de 250 participantes, de 44 países.

Integrante da delegação brasileira, o aluno contribuiu para o tricampeonato do país.

“Foram dois meses de muita preparação até semana passada, estudando 12 horas por dia. Fizemos as provas e o importante é que nós conseguimos conquistar muitas medalhas de ouro e o troféu de melhor país, passando o Canadá e os Estados Unidos”, disse.

Nícolas, aluno do Colégio Objetivo Integrado de São Paulo, já tinha conquistado uma medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Economia em junho deste ano e foi selecionado para integrar a equipe que representa o país.

O estudante está tentando uma vaga para estudar Economia em alguma universidade americana. Para aprimorar seus conhecimentos, ele participa de Olimpíadas, como de matemática e física, desde os 11 anos.

A rotina desses estudantes que disputaram competições internacionais e trouxeram medalhas para o país não é diferente da dos atletas que estão no Japão.

Assim como os atletas esportivos, o jovem teve que se dedicar para conquistar a vitória e fazer alguns malabarismos “Eu praticamente não tive férias, tive que manter minha rotina de acordar cedo e parar de estudar à noite todos os dias, tive que aproveitar minhas férias para me preparar”, disse Nícolas.

Ele também vê semelhanças na sua rotina com a dos atletas que estão em Tóquio.

“Há uma semelhança, é uma competição, você quer treinar e ao mesmo tempo é uma coisa que você gosta de fazer, sente prazer.”

Para o especialista em educação e presidente do Instituto Singularidades, Alexandre Schneider, as medalhas conquistadas nas Olímpiadas incentivam outros alunos e ressaltam o avanço na qualidade de ensino no país.

"Para além do nosso orgulho com a vitória de nossos estudantes, as medalhas conquistadas são o reconhecimento da qualidade do ensino brasileiro e um incentivo a outras gerações para que se dediquem à pesquisa no Brasil", afirmou.

Érico de Carvalho Leitão Pimentel, de 16 anos, foi medalhista de bronze na Olimpíada Internacional de Biologia. Na foto de 2020, mostra quando ganhou ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) de 2020 — Foto: Divulgação
Érico de Carvalho Leitão Pimentel, de 16 anos, foi medalhista de bronze na Olimpíada Internacional de Biologia. Na foto de 2020, mostra quando ganhou ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) de 2020 — Foto: Divulgação

Futuro médico

O aluno do 2º Ano do Ensino Médio, Érico de Carvalho Leitão Pimentel, de 16 anos, representou o Brasil e foi medalhista de bronze na Olimpíada Internacional de Biologia (IBO, International Biology Olympiad), sediada em Portugal. A fase final do campeonato ocorreu em julho, de forma virtual, e contou com a participação de 304 estudantes de 76 países.

Ele ficou surpreso em ter conquistado a terceira colocação de melhor do mundo. Aluno do Colégio Augusto Laranja, em Moema, na Zona Sul da capital paulista, ele passava o dia todo estudando.

“Eu não esperava, fiquei bem surpreso. A experiência de fazer as provas foi meio estressante, não esperava que ia conseguir um resultado bom porque tinha muitas questões e pouco tempo.”

Apaixonado por biológicas, Érico diz que despertou ainda mais seu interesse pela disciplina durante a pandemia para entender como o vírus da Covid-19 age no corpo humano. O estudante, que sonha em ser médico, terá como próximo desafio passar no vestibular de uma universidade pública.

O aluno teve apoio do Instituto Butantan, maior produtor de soros e vacinas no Brasil, durante a preparação do campeonato internacional.

“Quando eu passei pelas seletivas internacionais recebi o material com videoaulas e apostilas desenvolvidas pelo Butantan. E também tive algumas aulas com pesquisadores”, contou.

Essa foi a segunda conquista do estudante no período de um mês. Em junho ele recebeu a medalha de ouro na 17º edição da Olimpíada Brasileira de Biologia (OBB), evento realizado desde 2005 pelo Instituto Butantan com o apoio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações e do Ministério da Educação.

Érico coleciona uma série de vitórias durante sua vida escolar. Ele foi medalhista de ouro na Olimpíada Nacional de Ciências (ONC) de 2020 e na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) por três anos consecutivos (2019, 2020 e 2021). O estudante também ganhou medalhas de bronze em 2019, quando estava no 9º Ano, na Olimpíada Brasileira de Física (OBF), na Olimpíada Brasileira de Química Júnior. (OBQJr) e na Olimpíada de Matemática (WMTC international) realizada na China.

Jovem   Érico estuda para obter medalha — Foto: Arquivo Pessoal
Jovem Érico estuda para obter medalha — Foto: Arquivo Pessoal

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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

Peixe com 'dentes humanos' é capturado em pescaria nos EUA

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Conhecida no Brasil como sargo-de-dentes, a criatura fisgada na Carolina do Norte é chamada pelos americanos de peixe-ovelha, pela aparência parecida da boca.
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TOPO
Por BBC

Postado em 06 de agosto de 2021 às 17h10m


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VÍDEO: Peixe com 'dentes humanos' é capturado nos EUA
VÍDEO: Peixe com 'dentes humanos' é capturado nos EUA

Um raro peixe com dentes parecidos com os dos humanos foi pescado nos Estados Unidos (veja no vídeo acima).

O peixe foi capturado em Jennette's Pier, um destino de pesca em Nag's Head, no estado americano da Carolina do Norte.

Uma foto compartilhada no Facebook esta semana mostra o peixe com dentes que se assemelham aos de seres humanos.
A criatura, capturada na Carolina do Norte, é um sargo-de-dentes, que os americanos chamam de peixe-ovelha — Foto: Reprodução/Facebook/Jennette's Pier
A criatura, capturada na Carolina do Norte, é um sargo-de-dentes, que os americanos chamam de peixe-ovelha — Foto: Reprodução/Facebook/Jennette's Pier

A espécie foi identificada como sendo um sargo-de-dentes, ou como os americanos chamam, um peixe-ovelha, que possui várias fileiras de molares para esmagar as presas.

O peixe recebe este nome devido à sua boca assemelhar-se à boca de uma ovelha. Ele foi fisgado por Nathan Martin, um frequentador assíduo do cais.
Nathan Martin com o sargo-de-dentes — Foto: Reprodução/Facebook/Jennette's Pier
Nathan Martin com o sargo-de-dentes — Foto: Reprodução/Facebook/Jennette's Pier

Martin disse que acreditava ter pegado um peixe-ovelha quando ficou cara a cara com a "boca cheia de dentes".

"Foi uma briga muito boa, foi uma boa pesca e fiquei muito contente", disse ele ao site de notícias local McClatchy News.

O post — com a hashtag #bigteethbigtimes — causou um grande rebuliço.

"É daqui que vêm as dentaduras?" escreveu um usuário.

"Esse peixe tem dentes melhores do que eu", escreveu outro.

‘Peixes monstruosos’: veja casos de animais enormes ou de formas assustadoras encontrados

‘Peixes monstruosos’: veja casos de animais enormes ou de formas assustadoras encontrados
‘Peixes monstruosos’: veja casos de animais enormes ou de formas assustadoras encontrados

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Guinness reconhece que dinossauros mais antigos do mundo foram encontrados no RS

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Estudos apontam que rochas contendo fósseis datam de até 233,2 milhões de anos atrás, período correspondente à idade ladiniana do final do período Triássico.
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Por Matheus Beck e Janaína Lopes, G1 RS

Postado em 06 de agosto de 2021 às 13h00m


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VÍDEO: Livro dos recordes reconhece que dinossauros mais antigos foram achados no RS
VÍDEO: Livro dos recordes reconhece que dinossauros mais antigos foram achados no RS

O Guinness World Records reconheceu, na quinta-feira (5), que os dinossauros mais antigos do mundo podem ter habitado a área que atualmente corresponde os municípios da Região Central do Rio Grande do Sul.

A publicação afirma que, embora não seja possível precisar a idade exata de fósseis de animais que viveram há milhões de anos, as rochas onde eles foram encontrados são. Os cientistas constataram que o sítio arqueológico de Santa Maria possui cristais de zircão datados de até 233,2 milhões de anos atrás, período correspondente à idade ladiniana do final do período Triássico.
Uma das espécies mais antigas de dinossauros no Brasil é o Staurikosaurus pricei — Foto: Felipe A. Elias/Paleozoo Brazil
Uma das espécies mais antigas de dinossauros no Brasil é o Staurikosaurus pricei — Foto: Felipe A. Elias/Paleozoo Brazil

Entre os exemplos ​​escavados na Formação de Santa Maria, que compreende a região que vai de Venâncio Aires até Mata, estão o Saturnalia tupiniquim, o Nhandumirim waldsangae, o Buriolestes schultzi, o Pampadromaeus barberenai, o Bagualosaurus agudoensis, o Gnathovorax cabreirai e o Staurikosaurus pricei.

Saturnalia tupiniquim, dinossauro que viveu no Brasil há 230 milhões de anos — Foto: Reprodução/EPTV
Saturnalia tupiniquim, dinossauro que viveu no Brasil há 230 milhões de anos — Foto: Reprodução/EPTV 

Todos esses eram bípedes herbívoros relativamente pequenos, conhecidos como sauropodomorfos (que mais tarde dariam origem aos saurópodes gigantes), e os buriolestes, que era exclusivamente carnívoro entre os sauropodomorfos.

Petição de grupos de pesquisadores

A publicação no Guinness teve origem em uma petição encaminhada por um grupo de pesquisadores e divulgadores científicos da paleontologia do RS ao escritório do Guinness.

"Fizemos uma defesa explicitando quais as razões que levariam os dinossauros da Formação Santa Maria a serem os mais antigos do mundo, os primeiros dinossauros", explica Sérgio Cabreira, professor que trabalhou nas expedições que descobriram os fósseis na região nas últimas décadas.

Segundo ele, o material encaminhado pelo grupo foi avaliado por consultores paleontólogos do Guinness, e reconheceram que as pesquisas de datação mostram que as espécies localizadas no estado são mais antigas em relação aos dinossauros triássicos de outros locais. Os integrantes foram notificados do reconhecimento por e-mail, ainda na quinta.

"Como nossos dinossauros são encontrados dentro desses pacotes de rocha, então eles são os mais antigos do mundo. É uma mensuração, mas ela é feita através de métodos científicos, muito modernos, com diversos tipos de equipamentos acurados", explica.

"Isso abre uma janela importante na questão da divulgação da região, de toda a nossa macrorregião. Abre importantes perspectivas de turismo de outros eventos culturais e acadêmicos relacionados com a paleontologia brasileira", afirma.

O divulgador Ciro Cabreira, irmão de Sérgio, lembra que os materiais encaminhados ao Guinness são achados científicos, como as pesquisas de datação das rochas, de estudo de morfologia dos animais e os próprios fósseis localizados.

"Pra gente [a inclusão no Guinness] é uma vitória porque a gente tá tentando fazer esse trabalho de divulgação, da importância da nossa região, pra que o poder público dê mais atenção. É um bem imaterial", diz.

Carnívoro de pequeno porte, Buriolestes schultzi foi encontrado em 2015, em São João do Polêsine — Foto: Ilustração/Márcio L. Castro
Carnívoro de pequeno porte, Buriolestes schultzi foi encontrado em 2015, em São João do Polêsine — Foto: Ilustração/Márcio L. Castro

Rivalidade com Argentina e Tanzânia

A Formação Ischigualasto, em San Juan e Rioja, no noroeste da Argentina, também reivindica possuir fósseis desses períodos. Segundo a publicação, as rochas foram datadas de 231,7 milhões de anos, o que, em termos de tempo geológico, a diferença é quase insignificante.

Entre as primeiras espécies de dinossauros encontradas neste local estão o Herrerasaurus ischigualastensis e o Eoraptor lunensis.

O Pampadromaeus barberenai é reproduzido acima, com penas e 1,2 m de altura. — Foto: Gabriel de Mello / Ulbra / Divulgação
O Pampadromaeus barberenai é reproduzido acima, com penas e 1,2 m de altura. — Foto: Gabriel de Mello / Ulbra / Divulgação

Outro dinossauro potencialmente ainda mais antigo, o Nyasasaurus parringtoni, foi encontrado em rochas que datam de 243 milhões de anos, durante a idade anisiana do Triássico, na Tanzânia. No entanto, conforme o Guinness, devido a restos muito fragmentados, é contestado se esta criatura era ou não um dinossauro ou alguma outra forma de réptil.

Uma observação importante feita pelo Guinness em todas as publicações: recordes mudam diariamente e não são imediatamente publicados online.

Ilustração de como seria um 'Nyasasaurus' vivo, há 245 milhões de anos — Foto: Reuters/Natural History Museum, London/Mark Witton/Divulgação
Ilustração de como seria um 'Nyasasaurus' vivo, há 245 milhões de anos — Foto: Reuters/Natural History Museum, London/Mark Witton/Divulgação

Santa Maria
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