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sexta-feira, 18 de junho de 2021

Novo prédio mais alto de São Paulo será inaugurado em 2022 no Tatuapé; veja vídeo

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G1 subiu na laje que fica acima dos 50 andares do ‘Platina 220’, edifício de 172 metros em construção na Zona Leste. Inauguração de arranha-céus no bairro acende debate sobre a verticalização da cidade e revisão do Plano Diretor.
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Por Paula Paiva Paulo, G1 SP

Postado em 18 de junho de 2021 às 08h00m


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Vídeo: Novo prédio mais alto de São Paulo será inaugurado em 2022
Vídeo: Novo prédio mais alto de São Paulo será inaugurado em 2022

Quase 100 anos após a construção do primeiro arranha-céu da cidade, São Paulo irá inaugurar, em 2022, um novo gigante em sua paisagem. Com seus 172 metros de altura, o 'Platina 220' supera o posto de mais alto prédio da capital, deixando para trás o Mirante do Vale, dois metros mais baixo.

E pela primeira vez o prédio mais alto de São Paulo não está localizado no Centro da capital, e sim no bairro do Tatuapé, na Zona Leste da cidade. A sua inauguração aponta para uma tendência de verticalização no tradicional bairro paulistano que há anos vem trocando seu cenário de sobrados e vilas por edifícios.

Ainda em construção no número 220 da rua Bom Sucesso, o 'Platina' ganhou o posto de mais alto da cidade em março de 2021, quando o seu 50º e último andar foi construído.

Até agora, foram usadas 2.300 toneladas de aço e 29.100 metros cúbicos de concreto. Para segurar o gigante, 32 metros de estacas perfuram o solo e dão sustentação à construção. Vinte elevadores deverão ser instalados para o acesso do público no prédio que terá uso misto, ou seja, salas comerciais e apartamentos residenciais.

Prédios mais altos de São Paulo:

  • Platina 220 - 172 metros
  • Mirante do Vale - 170 metros
  • Figueira Altos do Tatuapé - 168 metros
Prédio mais alto de São Paulo tem 172 metros e é o primeiro a carregar o título e não estar localizado na região central. Edifício fica no Tatuapé, na Zona Leste da cidade. — Foto: Giaccomo Vocio/G1
Prédio mais alto de São Paulo tem 172 metros e é o primeiro a carregar o título e não estar localizado na região central. Edifício fica no Tatuapé, na Zona Leste da cidade. — Foto: Giaccomo Vocio/G1

Nascido e criado no Tatuapé, o urbanista Lucas Chiconi acredita que o conjunto de transformações trazidas pelos novos - e altos - empreendimentos apaga a memória e a identidade do bairro. Em 2019, Chiconi fez parte de um grupo que tentou impedir a demolição de um conjunto de casas da década de 50 que faziam parte da vila operária João Migliari, a 1 km de onde está o Platina 220.

Vinte das 60 casas foram demolidas para a construção de um empreendimento. As 40 casas restantes passaram a ser avaliadas pelos órgãos do patrimônio histórico. Mas, antes que o resultado saísse, o proprietário mandou demolir as casas. Apenas cinco casas permanecem de pé, ao lado de um terreno baldio cercado por tapumes, onde antes era o restante da vila.

"São justamente esses conjuntos de casas, com importância arquitetônica, social e econômica, que me ajudam a me identificar como cidadão do Tatuapé", conta Chiconi.

Também era uma série de casas que ocupava o quarteirão onde hoje está o prédio mais alto de São Paulo. Casas geminadas de diferentes cores, que remetiam a um período de ocupação industrial do bairro, abrigavam residências e pequenos comércios.

Registro de 2010 das casas que ocupavam espaço onde foi erguido o prédio mais alto de São Paulo, o 'Platina 220', no Tatuapé, na Zona Leste — Foto: Reprodução/Google Street View
Registro de 2010 das casas que ocupavam espaço onde foi erguido o prédio mais alto de São Paulo, o 'Platina 220', no Tatuapé, na Zona Leste — Foto: Reprodução/Google Street View

O urbanista explica que, desde os anos 2000, o bairro passa por um intenso processo de verticalização. A partir de 2010, esse fenômeno ganhou empreendimentos mais luxuosos, que o especialista nomeia como perfil "ostentação".

Para Aline Meira, arquiteta e urbanista e coordenadora de Ciência Urbana da Porte Engenharia e Urbanismo, construtora responsável pelo Platina 220, o novo sempre causa um impacto muito grande para as pessoas. Segundo Aline, a construtora não buscou o título de mais alto, mas apostou na verticalização para que o prédio pudesse usar a menor área possível do terreno, e assim, tenha mais área dedicada a calçadas e áreas verdes.

Desta forma, em vez de construir duas torres de 25 andares, por exemplo, optou por uma de 50. “É uma solução que somente um recuo maior [entre o imóvel e a rua] e uma torre mais estreita e mais verticalizada permitem”, defende Aline.

A construtora nasceu na região há 35 anos e os lançamentos pretendem atrair empresas para a Zona Leste e oferecer apartamentos residenciais de alto padrão, como o "Figueira Altos do Tatuapé".

A 1,4 km do Platina 220, no miolo do bairro, ele se tornou o residencial mais alto da cidade, previsto para ser inaugurado em agosto. Ainda que seja quatro metros menor do que o Platina, o prédio está em um ponto mais elevado da região, o que lhe confere um gigantismo ainda maior.

Este é um dos representantes do que o urbanista Chiconi chama de "ostentação". Com apartamentos de 337 metros quadrados sendo vendidos a partir de cerca de R$ 5 milhões, o residencial já teve 47 dos seus 48 imóveis vendidos.
'Figueiras do Tatuapé' se tornou o residencial mais alto de São Paulo, com 168 metros de altura, apenas quatro a menos que o maior prédio da cidade, da mesma construtora. — Foto: Giaccomo Vocio/G1
'Figueiras do Tatuapé' se tornou o residencial mais alto de São Paulo, com 168 metros de altura, apenas quatro a menos que o maior prédio da cidade, da mesma construtora. — Foto: Giaccomo Vocio/G1

Recentemente, uma foto viralizou na internet mostrando a extensa sombra causada pela construção de 168 metros sobre as casas baixas de seu entorno.

Pela legislação atual da cidade, o prédio sequer poderia ser construído naquele local. Mas, meses antes da aprovação do atual Plano Diretor, que orienta como e para onde a cidade deve crescer até 2030, a construtora protocolou o pedido de obras do residencial Figueiras.

O pedido de aprovação das obras na Prefeitura de São Paulo foi feito em setembro de 2013, e em julho de 2014 o Plano Diretor foi sancionado, limitando em oito andares os novos prédios construídos no interior dos bairros. Por ter feito o pedido de construção antes da regra, o Figueiras pôde construir 50 andares, em vez dos oito previstos na nova legislação.

A regra quer evitar que os miolos de bairros sejam verticalizados, causando transtornos de mobilidade e infraestrutura. "Se a gente tem vários arranha-céus, acaba acontecendo o que a gente vê na Vila Olímpia, por exemplo, onde tem congestionamento de carro na garagem antes mesmo de sair do edifício”, explicou a arquiteta e urbanista Danielle Klintowitz, coordenadora do instituto Pólis e integrante do Conselho Municipal de Política Urbana. Cada um dos 48 apartamentos do Figueiras tem cinco vagas de garagem.
Foto que mostra sombra de residencial de 50 andares na vizinhança viralizou e causou polêmica na internet — Foto: Reprodução/Instagram/Daniel Frias
Foto que mostra sombra de residencial de 50 andares na vizinhança viralizou e causou polêmica na internet — Foto: Reprodução/Instagram/Daniel Frias

Para Danielle, a foto mostrando a sombra do Figueiras sobre o bairro do Tatuapé é um exemplo do que poderia acontecer se o processo de verticalização se intensificasse ainda mais dentro do bairro.

“Na foto a gente vê a grande sombra que ele está provocando ali. Se tiver uma quantidade de edifícios iguais a ele, vamos estar criando um microclima inadequado, com pouca ventilação e pouca iluminação”, disse Klintowitz.

A incorporadora Porte disse que a sombra é fina, pelo prédio ser muito alto, e de rápida rotação, como “o ponteiro de um relógio”.
Bairro do Tatuapé, na Zona Leste da cidade, passa por intenso processo de verticalização desde os anos 2000 — Foto: Fábio Tito/G1
Bairro do Tatuapé, na Zona Leste da cidade, passa por intenso processo de verticalização desde os anos 2000 — Foto: Fábio Tito/G1

Já o Platina, o mais alto da cidade, está a cinco minutos de caminhada da Estação Tatuapé do Metrô e da CPTM, o que o faz estar dentro das regras estabelecidas pelo Plano Diretor de 2014, que tem o objetivo de adensar os eixos de transporte público da cidade.

O limite de altura dos prédios voltou à pauta este ano, com a perspectiva de revisão do Plano Diretor, que está prevista em lei. Setores do mercado imobiliário reivindicam a flexibilização das regras, enquanto entidades da sociedade civil querem manter os dispositivos atuais do plano.

Imagens mostram processo de demolição de casas e subida de prédio que se tornou o maior de São Paulo, localizado no Tatuapé. — Foto: Reprodução/Google Street View

Líderes em altura da capital paulista

Skyline de São Paulo a partir de 1924, quando o Edifício Sampaio Moreira, ao centro, foi inaugurado — Foto: Reprodução
Skyline de São Paulo a partir de 1924, quando o Edifício Sampaio Moreira, ao centro, foi inaugurado — Foto: Reprodução

Desde que a cidade começou a crescer para cima, ainda na década de 20 do século passado, houve um intenso debate sobre a altura dos novos prédios. Com apenas 12 andares, o edifício Sampaio Moreira foi considerado um estranho na paisagem paulistana em 1924, quando foi erguido próximo ao vale do Anhangabaú, no centro da cidade.

“Ele rompeu com essa volumetria de 6 andares da época, um padrão parisiense, e foi considerado uma feiúra”, conta o professor de História do Urbanismo da FAU-USP, Renato Cymbalista.

O posto de mais alto da cidade, porém, durou só cinco anos. No quarteirão ao lado do Sampaio Moreira, foi inaugurado o edifício Martinelli, em 1929. Sua primeira versão tinha 12 andares, mas o prédio foi subindo aos poucos, rivalizando metro a metro com outro edifício na época também em construção na Argentina.
Edifício Martinelli provocou desconfiança sobre a sua segurança. — Foto: Paulo Toledo Piza/G1
Edifício Martinelli provocou desconfiança sobre a sua segurança. — Foto: Paulo Toledo Piza/G1

“Reza a lenda que as pessoas morriam de medo de entrar no edifício”, contou a professora de história de arquitetura e urbanismo do Mackenzie e do Centro Universitário Belas Artes, Aline Nasralla.

Para comprovar que o prédio era seguro, o italiano Giuseppe Martinelli, que projetou o edifício, se mudou para o topo do prédio que alcançou 105 metros e 30 andares, em 1934.

A alguns passos do Martinelli, outro gigante povoa até hoje o imaginário paulistano. Com seus 161 metros divididos em 35 andares, o Edifício Altino Arantes, conhecido como o “prédio do Banespa”, foi inaugurado em 1947. O edifício foi inspirado na arquitetura art decó do famoso Empire State Building, em Nova Iorque. A prédio chegou a ser considerada a maior construção de concreto armado do mundo, e por quase 20 anos foi o mais alto de São Paulo.

Edifício Altino Arantes será reaberto nesta quinta-feira (25) — Foto: TV Globo/Reprodução
Edifício Altino Arantes será reaberto nesta quinta-feira (25) — Foto: TV Globo/Reprodução

O reinado do Altino Arantes durou até 1966, até a inauguração do Mirante do Vale, no lado oposto do vale do Anhangabaú. O prédio comercial tem 51 andares e 170 metros de altura.

Aline Nasralla explica que quando o Mirante do Vale surgiu, a verticalização da cidade já era um fato, diminuindo as polêmicas sobre suas dimensões. Os altos prédios do centro da cidade seriam uma afirmação de uma cidade moderna, que se tornaria a metrópole que é hoje.
Mirante do Vale, no centro da capital paulista, foi o mais alto do país por quase 50 anos — Foto: Reprodução/TV Globo
Mirante do Vale, no centro da capital paulista, foi o mais alto do país por quase 50 anos — Foto: Reprodução/TV Globo

No final da década de 90, São Paulo debateu o projeto de construir o que seria então o maior prédio do mundo, o “Maharishi São Paulo Tower”. Com 108 andares e 510 metros de altura, o ousado projeto teria como endereço o bairro do Pari, também na região central. Polêmicas e até uma acusação de cobrança de propina atravancaram o projeto que nunca saiu do papel.

Assim, o título de mais alto da cidade do Mirante do Vale perdurou até este ano, sendo ultrapassado pelo Platina 220. Ainda assim, São Paulo está longe de ter o prédio mais alto do país, posto hoje ocupado pelo Yachthouse by Pininfarina e seus 281 metros, em Balneário Camboriú, em Santa Catarina. Em Dubai, nos Emirados Árabes, o Burj Khalifa vai ainda mais além, com 828 metros de altura.
Projeto do 'Maharishi São Paulo Tower', que seria erguido no Pari, na região central de São Paulo, no final da década de 90, nunca saiu do papel — Foto: Marie Hippenmeyer/AFP/Arquivo
Projeto do 'Maharishi São Paulo Tower', que seria erguido no Pari, na região central de São Paulo, no final da década de 90, nunca saiu do papel — Foto: Marie Hippenmeyer/AFP/Arquivo

Veja aqui outros prédios gigantes no Brasil e no mundo:

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quinta-feira, 17 de junho de 2021

Vírus de resgate Avaddon encerra operações e empresa cria ferramenta para decifrar arquivos

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Vítimas poderão recuperar arquivos sem pagar o resgate. Sistemas brasileiros também foram atacados, segundo investigadores.
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TOPO
Por Altieres Rohr
É fundador de um site especializado na defesa contra ataques cibernéticos

Postado em 17 de junho de 2021 às 11h00m


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Sites do vírus Avaddon foram retirados do ar e chaves de decifragem foram enviadas a especialistas. — Foto: Armin Hanisch/Freeimages.com
Sites do vírus Avaddon foram retirados do ar e chaves de decifragem foram enviadas a especialistas. — Foto: Armin Hanisch/Freeimages.com

Especialistas identificaram que os servidores da infraestrutura do vírus de resgate Avaddon não estão mais disponíveis e que o site na "deep web" usado para negociar os pagamentos também foi retirado do ar, indicando que as operações foram encerradas.

O conteúdo publicado por perfis que os criadores do vírus mantinham em fóruns de hackers também foi eliminado.

Um arquivo contendo 2.934 chaves de decifragem também foi enviado ao site "Bleeping Computer", que é especializado em segurança e tem destaque na cobertura de ataques desse tipo de praga digital. A mensagem tinha um remetente anônimo.

Os vírus de resgate embaralham os arquivos dos sistemas atacados e exigem que a vítima pague para receber uma ferramenta capaz de desfazer o estrago. No entanto, com as chaves divulgadas, é possível criar uma ferramenta que recupere os dados sem o pagamento.

Esse trabalho já foi realizado pela Emsisoft, que colocou a ferramenta em seu site. A ferramenta também poderá ser sugerida pelo site "No More Ransom", caso ele identificar um arquivo cifrado pelo Avaddon.
É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?
É possível recuperar arquivos sequestrados por vírus de resgate?

Segundo autoridades policiais nos Estados Unidos e na Austrália, que compilaram uma lista de países atacados pelo Avaddon, os hackers atingiram alvos no Brasil.

Segundo a empresa de segurança Cybereason, os hackers enviavam e-mails com anexos de extensão dupla (como ".jpg.zip") para confundir o destinatário e conseguir uma porta de entrada para a rede das empresas.

O Avaddon pertence ao grupo de vírus de resgate que tentam extrair dados dos sistemas das vítimas e ameaçam vazar as informações caso o pagamento seja negado.

Sendo assim, a recuperação dos sistemas nem sempre é o suficiente para anular o prejuízo causado pelo vírus.

Contudo, a queda do site onde o Avaddon listava suas vítimas também significa que essas informações não estão mais acessíveis, embora seja possível que elas voltem ao ar em outro canal.

Além do Brasil, da Austrália e dos Estados Unidos, o vírus também atingiu diversos países na Europa e no Oriente Médio.
Site do Avaddon onde vítimas podiam obter informações específicas e negociar pagamento com criminosos. — Foto: Reprodução/Cybereason
Site do Avaddon onde vítimas podiam obter informações específicas e negociar pagamento com criminosos. — Foto: Reprodução/Cybereason

Atividade encerrada após um ano

O Avaddon foi descoberto em junho de 2020, mas não chamou muita atenção até maio de 2021, quando o FBI e a polícia australiana publicaram o alerta sobre a atividade dos criminosos.

Segundo dados da empresa de segurança Recorded Future, o Avaddon se tornou um dos vírus mais ativos após esse aumento nos ataques – até ele ser repentinamente desativado.

Ainda de acordo com a empresa, os hackers haviam anunciado a pretensão de mudar o funcionamento do ransomware para um modelo "privado", abandonando o formato "ransomware como serviço", em que muitos criminosos podem atuar para instalar o vírus nas redes de empresas.

Alguma mudança no vírus de resgate já era esperada após essa movimentação, mas não havia indícios de que a operação seria definitivamente encerrada.

É o segundo vírus de resgate que encerra suas operações em pouco mais de um mês. Pouco após atacar o oleoduto da Colonial Pipeline nos Estados Unidos, os operadores do vírus DarkSide também "fecharam as portas", alegando pressão das autoridades.

Especialistas chegaram a cogitar a possibilidade de que os responsáveis pelo DarkSide teriam tentado fugir com o dinheiro para dar "calote" nos "afiliados" que ainda deveriam receber sua comissão referente aos ataques que ajudaram a realizar.

O FBI revelou depois que estava de fato monitorando esses invasores e que conseguiu interceptar as criptomoedas pagas como resgate pela Colonial Pipeline. Porém, nenhuma prisão foi realizada.

Dúvidas sobre segurança, hackers e vírus? Envie para g1seguranca@globomail.com

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