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segunda-feira, 14 de junho de 2021

Tudo sobre foguete gigante da Nasa que vai levar astronautas à Lua e a Marte

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Os foguetes de nova geração da agência espacial são enormes — maiores do que a Estátua da Liberdade — e estão sendo submetidos a testes antes de seu voo inaugural ainda em 2021.
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TOPO
Por Paul Rincon, BBC

Postado em 14 de junho de 2021 às 11h30m


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Primeiro estágio do foguete SLS sendo transportado de Nova Orleans para o Mississippi para testes — Foto: Nasa via BBC
Primeiro estágio do foguete SLS sendo transportado de Nova Orleans para o Mississippi para testes — Foto: Nasa via BBC

A Nasa está desenvolvendo um enorme foguete chamado Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês) para levar astronautas à Lua — e futuramente a Marte. O SLS é o veículo de lançamento mais poderoso construído desde 1960 e tem a sua estreia programada para o final de 2021.

A Nasa tem planos de enviar um homem e uma mulher à superfície lunar ainda nesta década — será o primeiro pouso com humanos na superfície do satélite natural desde a ida de Apollo 17, em 1972.

Nos últimos 20 anos, os astronautas têm feito viagens de rotina para a Estação Espacial Internacional (ISS), mas a Lua está quase mil vezes mais longe do que a ISS. Levar astronautas para lá requer um foguete muito mais poderoso.

O SLS é o equivalente moderno do Saturno V, o grande lançador construído durante a era das naves Apollo. Como o Saturno, ele é dividido em segmentos, ou estágios, empilhados uns sobre os outros. Mas o novo foguete também incorpora tecnologia do ônibus espacial.

A primeira versão do SLS será chamada de Bloco 1. Ele passará por uma série de atualizações nos próximos anos para que possa lançar cargas úteis mais pesadas para destinos além da órbita próxima da Terra.

O SLS Bloco 1 terá 23 andares acima da plataforma de lançamento — o que o torna mais alto do que a Estátua da Liberdade (93 m).

"É um foguete realmente imenso. É simplesmente enorme", disse John Shannon, vice-presidente e gerente de programa do SLS da Boeing, a principal empresa contratada pela Nasa para a produção do foguete. "Simplesmente não se vê nada parecido desde o Saturno V", afirmou Shannon à BBC em 2019.

O foguete lançará astronautas na próxima geração de veículos tripulados da Nasa — os veículos Orion. O SLS vai impulsinar o Orion às velocidades necessárias para sair da órbita próxima da Terra e viajar para a Lua.

Como funciona o foguete

Trabalhadores dentro do tanque de hidrogênio dos SLS fazem manutenção nas paredes — Foto: Nasa via BBC
Trabalhadores dentro do tanque de hidrogênio dos SLS fazem manutenção nas paredes — Foto: Nasa via BBC

O SLS consiste em um estágio central gigante flanqueado por dois impulsionadores de foguetes sólidos (SRBs). O núcleo abriga dois grandes tanques de armazenamento: um para o hidrogênio líquido, o combustível, e outro para o oxigênio líquido, que permite que o combustível queime. Juntos, eles são conhecidos como propelentes.

Na base do estágio central estão quatro motores RS-25, os mesmos que moviam o antigo lançador de ônibus espacial, aposentado em 2011.

Quando as câmaras do motor são alimentadas com hidrogênio líquido e oxigênio e é dada a ignição, começa uma reação química que produz enormes quantidades de energia e vapor. O vapor sai de bocais do motor a velocidades de 16 mil km/h e gera propulsão — a força que empurra o foguete para cima.

Além da força gerada pelo motor, os impulsionadores de foguete laterais SRBs dão uma ajuda extra para escapar da enorme força de gravidade da Terra. Esses propulsores gêmeos têm altura equivalente a mais de 17 andares e queimam 6 toneladas de propelentes sólidos por segundo. Eles são responsáveis por 75% da propulsão total durante os dois primeiros minutos de voo.

O foguete mais poderoso de todos os tempos?

Ilustração do SLS durante lançamento — Foto: Nasa via BBC
Ilustração do SLS durante lançamento — Foto: Nasa via BBC

Se usarmos a propulsão como medida, o SLS será o foguete mais poderoso de todos os tempos quando voar para o espaço em 2021. O Bloco 1 SLS gerará 39,1 meganewtons de empuxo (propulsão) no lançamento, 15% a mais do que o Saturno V.

Na década de 1960, a hoje extinta União Soviética (URSS) construiu um foguete chamado N1. Seu primeiro estágio produziria 45,4 meganewtons de empuxo. Mas todos os quatro voos de teste falharam.

Uma versão futura do SLS — chamada Bloco 2 — deve se aproximar dos níveis de propulsão do N1. Mas um veículo chamado Starship, que está sendo desenvolvido pela empresa SpaceX de Elon Musk, pode exceder ambos — produzindo 66,7 meganewtons de empuxo. Essa nave espacial está atualmente em desenvolvimento e não há uma data definida para seu primeiro voo.

Como a tecnologia do ônibus espacial foi reutilizada

O estágio central do SLS é baseado no tanque externo coberto de espuma do ônibus espacial. Este tanque fornecia propelentes para três motores RS-25 na parte traseira do orbitador do ônibus espacial. Os impulsionadores de foguetes sólidos desempenham praticamente a mesma função em ambas as naves.

Mas o SLS é muito diferente. Uma série de componentes e estruturas derivados do ônibus espacial passaram por mudanças significativas devido aos diferentes níveis de tensão atingidos no novo foguete.

Um exemplo é que nos ônibus espaciais os motores RS-25 ficavam longe dos SRBs e inclinados para cima. Já no SLS, os motores estão ao lado dos SRBs, expostos a muito mais tremores. Por isso, cada sistema na complexa seção do motor SLS teve que ser rigorosamente testado para garantir que pudesse suportar as vibrações.

Por que o SLS foi construído

Nasa terá gasto mais de US$ 17 bilhões (R$ 87 bilhões) no SLS até fim do ano fiscal de 2020 — Foto: Nasa via BBC
Nasa terá gasto mais de US$ 17 bilhões (R$ 87 bilhões) no SLS até fim do ano fiscal de 2020 — Foto: Nasa via BBC

Em fevereiro de 2010, o governo Obama cancelou o conturbado plano de George W. Bush de retornar à Lua em 2020, chamado Constellation.

A notícia foi mal recebida pelos trabalhadores de cinco estados do sul — Alabama, Flórida, Louisiana, Mississippi e Texas — onde o programa de voos espaciais tripulados da Nasa gerava dezenas de milhares de empregos.

Alguns legisladores ficaram furiosos. Na época, Richard Shelby, um senador republicano do Alabama, disse que o Congresso não iria "sentar e assistir ao abandono imprudente do programa de voo espacial tripulado".

Os legisladores dos estados afetados então insistiram na criação de um único foguete poderosos para substituir os lançadores Constellation cancelados pela Casa Branca.

O projeto do SLS, baseado em estudos técnicos da Nasa, foi revelado em 2011. Após o início do desenvolvimento do foguete, atrasos e estouros no orçamento deram munição aos críticos, que achavam que a Nasa deveria trabalhar com foguetes operados por fornecedores comerciais.

Mas sem modificações significativas, nenhum propulsor existente tem energia suficiente para enviar a nave Orion, astronautas e grandes cargas para a Lua em um voo — como o SLS faria.

Um relatório recente afirma que a Nasa terá gasto mais de US$ 17 bilhões (R$ 87 bilhões) no SLS até o fim do ano fiscal de 2020.

Mas com a fase de desenvolvimento do foguete agora terminada e um programa de avaliação conhecido como Green Run concluído com sucesso, o primeiro foguete SLS está agora no Kennedy Space Center da Flórida, sendo preparado para seu voo inaugural no final de 2021.

John Shannon, que está no comando do SLS na Boeing desde 2015, afirmou: "Acredito que, uma vez que o SLS esteja em plena capacidade, não haverá necessidade de outro veículo de carga pesada como este por muitos anos. É realmente algo que não acontece mais de uma vez na mesma geração."

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Illuminati: 12 curiosidades sobre uma das sociedades secretas mais fascinantes da história

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Ordem dos Illuminati ou dos Illuminati da Baviera? Veja o que se sabe sobre a famosa organização clandestina.
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Por Emma Slattery Williams, BBC

Postado em 14 de junho de 2021 às 09h45m


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Emblema dos Illuminati da Baviera — Foto: BBC
Emblema dos Illuminati da Baviera — Foto: BBC

Illuminati é o nome dado tanto a uma sociedade real formada há 245 anos, quanto a uma sociedade fictícia.

A versão fictícia até hoje alimenta teorias de conspiração, incluindo alegações de que se trataria de uma organização global secreta e misteriosa cuja intenção seria dominar o mundo.

Supostamente, eles estariam por trás de algumas das maiores revoluções e assassinatos da história.

Mas quem realmente eram os Illuminati? É verdade que eles controlam o planeta?

Veja o que se sabe sobre esta que se tornou uma das sociedades secretas mais fascinantes da história.

1. Quem eram os Illuminati originais?

A Ordem dos Iluminados, ou Illuminati, foi uma sociedade secreta formada na Baviera (hoje parte da Alemanha contemporânea) que existiu de 1776 a 1785. Seus membros originalmente se referiam a si próprios como perfetibilistas.

O grupo foi inspirado pelos ideais do Iluminismo e fundado pelo professor de direito canônico Adam Weishaupt (1748-1830). Ele queria promover a educação da razão e da filantropia e se opor à superstição e à influência religiosa na sociedade.

Weishaupt buscava mudar a forma como os Estados eram governados na Europa, removendo a influência da religião no governo e dando ao povo uma nova fonte de "iluminação", ou esclarecimento.

Acredita-se que a primeira reunião dos Illuminati da Baviera ocorreu em uma floresta perto de Ingolstadt em 1º de maio de 1776. Lá, cinco homens estabeleceram as regras que orientariam a ordem secreta.

Com o tempo, os objetivos do grupo se concentraram em influenciar decisões políticas e mudar instituições como a monarquia e a Igreja.

Alguns membros dos Illuminati se juntaram aos maçons para recrutar novos membros.

Um pássaro conhecido como a 'coruja de Minerva' (Minerva é a antiga deusa romana da sabedoria) acabou se tornando seu símbolo principal.
Coruja europeia era animal sagrado da deusa Atenas na mitologia grega; na cultura romana, era o pássaro de Minerva — Foto: Getty Images via BBC
Coruja europeia era animal sagrado da deusa Atenas na mitologia grega; na cultura romana, era o pássaro de Minerva — Foto: Getty Images via BBC

2. Qual é a relação entre os Illuminati e os maçons?

Os maçons são uma ordem que se desenvolveu a partir de agremiações de construtores de catedrais da Idade Média.

Em alguns países, especialmente nos Estados Unidos, existe uma certa paranoia histórica sobre os maçons. Em 1828, um movimento político conhecido como Partido Antimaçônico foi estabelecido com o único objetivo de combater a ordem.

Como os Illuminati recrutaram originalmente os maçons, os dois grupos costumam ser confundidos um com o outro.

3. Como era possível se unir aos Illuminati?

Representação do século 19 de um ritual de iniciação Illuminati. Na verdade, poucos detalhes sobre verdadeira natureza da cerimônia são conhecidos — Foto: Getty Images via BBC
Representação do século 19 de um ritual de iniciação Illuminati. Na verdade, poucos detalhes sobre verdadeira natureza da cerimônia são conhecidos — Foto: Getty Images via BBC

Para se juntar aos Illuminati, você precisava ter o consentimento total dos outros membros, possuir riqueza e ter uma boa reputação dentro de uma família considerada adequada.

Além disso, havia um sistema hierárquico para os membros dos Illuminati.

Depois de entrar como "novato", você se graduaria como "minerval" e depois para um "iluminado minerval". Mais tarde, essa estrutura se tornou mais complicada, exigindo 13 graus de iniciação para se tornar um membro.

4. Os Illuminati tinham rituais?

Eles faziam rituais – embora a maioria permaneça desconhecida – e usavam pseudônimos para manter as identidades dos membros em segredo.

No entanto, graças a documentos secretos apreendidos, sabe-se como os novatos conseguiam passar para um nível superior na hierarquia dos Illuminati:

  • Produzir um relatório sobre todos os livros que possuíam
  • Escrever uma lista de seus próprios pontos fracos
  • Revelar os nomes de seus próprios inimigos.

O novato então prometia sacrificar interesses pessoais pelo bem da sociedade.

5. O que é o olho que tudo vê?

Pirâmide e "olho que tudo vê", símbolos usados ​​no Grande Selo dos Estados Unidos (usado para autenticações) e impressos em papel-moeda no país. — Foto: Getty Images via BBC
Pirâmide e "olho que tudo vê", símbolos usados ​​no Grande Selo dos Estados Unidos (usado para autenticações) e impressos em papel-moeda no país. — Foto: Getty Images via BBC

O "Olho da Providência", um símbolo que lembra um olho dentro de um triângulo, aparece em igrejas ao redor do mundo, bem como em edifícios maçônicos e na nota de um dólar americano.

Além de ser associado à Maçonaria, também foi associado aos Illuminati como um símbolo do controle e vigilância do mundo pelo grupo.

Originalmente um emblema cristão, "o olho que tudo vê" tem sido usado em pinturas para representar a vigilância de Deus sobre a humanidade.

No século 18, começou a ser usado de novas maneiras, por exemplo, na Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de Jean-Jacques-François Le Barbier (1738-1826), uma versão ilustrada do documento de direitos humanos aprovado pela Assembleia Nacional Constituinte de França em 1789.

Nesse caso, indicava um instrumento que representava o policiamento de uma nação que há pouco tempo havia se tornado democrática.

Não há uma ligação oficial entre o olho que tudo vê e os Illuminati; a conexão atribuída a eles provavelmente se deve ao fato de que o grupo original compartilhava semelhanças com os maçons, que usavam a imagem como símbolo de Deus

6. Os Illuminati conseguiram dominar o mundo?

Algumas pessoas acreditam que os Illuminati controlam o mundo hoje. Segundo essa tese, eles seriam tão discretos que conseguiriam ter todo esse poder sem que a sociedade tivesse clareza sobre isso.

Como muitos membros da Ordem dos Illuminati se misturaram aos maçons e vice-versa, é difícil julgar o sucesso dos Illuminati, mas a maioria dos historiadores acredita que o grupo original só conseguiu ter uma influência moderada.

7. Houve algum membro famoso entre os Illuminati?

Em 1782, os Illuminati haviam crescido para cerca de 600 membros, incluindo nobres alemães como o Barão Adolph von Knigge, que, como ex-maçom, ajudou a moldar a organização e a expansão do grupo.

Inicialmente, os alunos de Weishaupt eram os únicos membros, mas médicos, advogados e intelectuais logo passaram a fazer parte.

Em 1784, estima-se que havia entre 2 mil e 3 mil membros Illuminati. Algumas fontes dizem que o renomado escritor Johann Wolfgang von Goethe (1749-1832) também aderiu ao grupo, mas isso é contestado.

8. Os Illuminati desapareceram?

Em 1784, Karl Theodor, duque da Baviera, proibiu a criação de qualquer tipo de sociedade que não fosse previamente autorizada por lei. No ano seguinte, ele aprovou uma segunda regra, proibindo expressamente a existência dos Illuminati.

Durante a prisão de membros suspeitos dos Illuminati, documentos comprometedores (defendendo ideias como ateísmo e suicídio) foram encontrados em sua posse, bem como instruções para a realização de abortos.

Isso cimentou a crença de que o grupo era uma ameaça tanto para o Estado quanto para a Igreja.

Depois disso, a Ordem dos Illuminati parece ter desaparecido, embora alguns acreditem que ela continue ativa.

9. O que aconteceu com Adam Weishaupt?

Johann Adam Weishaupt (1748-1830), filósofo alemão, fundador da Ordem da Sociedade Secreta dos Illuminati. — Foto: Getty Images via BBC
Johann Adam Weishaupt (1748-1830), filósofo alemão, fundador da Ordem da Sociedade Secreta dos Illuminati. — Foto: Getty Images via BBC

Adam Weishaupt acabou sendo destituído de seu posto na Universidade de Ingolstadt.

Depois de ser exilado da Baviera, ele passou o resto de sua vida em Gotha, na Turíngia (Alemanha), e morreu em 1830.

10. Por que o mito dos Illuminati continuou vivo?

A partir do momento em que foram dissolvidos, as teorias da conspiração sobre os Illuminati começaram a se estabelecer.

Em 1797, o padre jesuíta Augustin Barruel sugeriu que sociedades secretas como a Ordem dos Illuminati haviam liderado a Revolução Francesa. Barruel é considerado o pai da Antimaçonaria.

O primeiro presidente dos EUA, George Washington (1732-1799), escreveu uma carta no ano seguinte dizendo acreditar que a ameaça dos Illuminati havia sido evitada, acrescentando mais combustível à ideia de que a ordem ainda existia.

Livros e sermões condenando o grupo continuaram aparecendo, e o terceiro presidente dos Estados Unidos, Thomas Jefferson (1743-1826), foi falsamente acusado de ser um de seus membros.

11. Por que tanta gente ainda acredita nos Illuminati hoje em dia?

A ideia da existência de Illuminatis dominando o mundo nunca desapareceu totalmente e ainda se insinua na cultura popular.

Em 1963, um texto chamado "Principia Discordia" foi publicado, promovendo um sistema de crenças alternativo conhecido como 'Discordianismo'. O conteúdo apelava à anarquia e à desobediência civil perpetrando informações falsas, e entre seus seguidores estava o escritor Robert Anton Wilson (1932-2007).

Alguns seguidores do discordianismo enviaram cartas falsas a revistas afirmando que eventos como o assassinato do presidente dos Estados Unidos, John F. Kennedy (1917-1963), havia sido obra dos Illuminati.

Wilson posteriormente publicou um livro com Robert Shea, "The Illuminatus! Trilogy", que se tornou um sucesso e inspirou um novo gênero de ficção de conspiração, incluindo o romance do americano Dan Brown (e filme subsequente) "Anjos e Demônios".

Nestas obras, os Illuminati também estavam ligados ao satanismo e a outros ideais que estavam muito distantes daqueles associados ao grupo bávaro original do século 18.

12. O que é a nova Ordem Mundial e como ela se conecta aos Illuminati?

Aqueles que acreditam na teoria de uma Nova Ordem Mundial defendem a ideia de que um grupo de pessoas da elite global estaria tentando governar o mundo.

Além dos presidentes dos Estados Unidos, várias estrelas pop foram acusadas de serem membros, incluindo até Beyoncé e Jay-Z. Ambos negam as acusações.

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domingo, 13 de junho de 2021

Animal microscópico sobrevive 24 mil anos no permafrost siberiano

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Após ser descongelado, o rotífero bdeloide foi capaz de se reproduzir por um processo chamado partenogênese; de acordo com autor da pesquisa, o metabolismo do animal estava quase completamente interrompido.
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Por France Presse

Postado em 13 de junho de 2021 às 11h00m


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Animal microscópico sobrevive 24 mil anos no permafrost siberiano
Animal microscópico sobrevive 24 mil anos no permafrost siberiano

Um animal microscópico chamado rotífero bdeloide voltou à vida após permanecer congelado por cerca de 24 mil anos no permafrost da Sibéria e, posteriormente, conseguiu se reproduzir assexuadamente, informou uma equipe de cientistas russos na segunda-feira (7).

Stas Malavin, coautor de um artigo na revista Current Biology sobre a descoberta, disse à AFP que ela levanta questões intrigantes sobre quais mecanismos o animal multicelular usou para suportar seu longo descanso.

"Nosso relatório é a prova mais concreta até o momento de que animais multicelulares podem suportar dezenas de milhares de anos em criptobiose, o estado de metabolismo quase completamente interrompido", disse Malavin, do Instituto de Problemas Físico-Químicos e Biológicos em Ciências do Solo, localizado em Pushchino, Rússia.

A equipe de pesquisa usou uma plataforma de perfuração para coletar amostras do núcleo do rio Alazeya, no Ártico russo, e então usou datação por radiocarbono para determinar que a idade do espécime estava entre 23.960 e 24.485 anos.

Eles já haviam identificado micróbios unicelulares capazes de feitos semelhantes. Em organismos multicelulares, houve um relato de um verme nematoide de 30 mil anos que voltou à vida. Musgos e algumas plantas também se regeneraram após milhares de anos no gelo.

Os rotíferos agora podem ser adicionados à lista de organismos que aparentemente podem sobreviver indefinidamente, disse Malavin.

Uma vez descongelado, o animal foi capaz de se reproduzir assexuadamente por meio de um processo denominado partenogênese.

Os rotíferos têm cerca de meio milímetro de comprimento e geralmente vivem em ambientes de água doce.

Seu nome é derivado do latim para "portador de roda", que se refere à coroa em torno de sua boca, que se parece com uma roda giratória. Eles a usam para se mover e se alimentar.

"Podemos usar este organismo como modelo para estudar a sobrevivência por congelamento e a sobrevivência por secagem neste grupo, e comparar este grupo com outros animais resistentes, como tardígrados, nematoides, etc", acrescentou Malavin.

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sábado, 12 de junho de 2021

Ovos de crocodilo da ‘Era dos Dinossauros’ são encontrados no sítio paleontológico de Presidente Prudente

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Área fica localizada entre o Parque Girassóis e o bairro São João e é tombada pelo município. Estimativa é de que fósseis tenham de 70 milhões a 80 milhões de anos.
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Por Mariana Gouveia, TV Fronteira

Postado em 12 de junho de 2021 às 12h35m


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Ovos fossilizados de crocodilo da 'Era dos Dinossauros' foram encontrados no sítio paleontológico de Presidente Prudente (SP) — Foto: Willian Roberto Nava/Cedida
Ovos fossilizados de crocodilo da 'Era dos Dinossauros' foram encontrados no sítio paleontológico de Presidente Prudente (SP) — Foto: Willian Roberto Nava/Cedida

Cerca de 20 ovos fossilizados de crocodilo da “Era dos Dinossauros” foram encontrados no sítio paleontológico de Presidente Prudente (SP). A divulgação foi feita nesta semana pelo paleontólogo Willian Roberto Nava.

O pesquisador informou que os ovos foram descobertos no mês de fevereiro deste ano após análises de rochas que foram retiradas do sítio durante o cercamento do local, no Parque dos Girassóis, que ocorreu no ano de 2020.

As rochas com os fósseis foram levadas para o Museu de Paleontologia de Marília (SP) e somente após análises e estudos é que foi constatado que se tratavam de uma ninhada, de uma espécie não identificada, de um crocodilo da “Era dos Dinossauros”.

Conforme Nava, os ovos são um achado importante para a história e a estimativa é de que os fósseis tenham de 70 milhões a 80 milhões de anos.


O sítio paleontológico

O sítio paleontológico fica localizado entre o Parque dos Girassóis e o bairro São João, em Presidente Prudente.

O local já recebeu pesquisadores dos Estados Unidos e da Argentina e do Museu de Paleontologia de Marília, além de estudantes das universidades federal e estadual do Rio de Janeiro.

O terreno na zona sul de Presidente Prudente abriga fragmentos de história incrustados em suas rochas. Foram eles pequenos fósseis que por anos ficaram “escondidos” e que colocaram a cidade nos holofotes da ciência nacional e internacional.

O espaço foi descoberto há pouco mais de 15 anos e começou a ser explorado. O paleontólogo Willian Roberto Nava contou ao G1 que estava na cidade para outras pesquisas e escavações, quando foi atraído pelas rochas que se afloravam no terreno. Raridades já foram extraídas, como os ossos de aves que viveram no período Cretáceo, a “Era dos Dinossauros”

Por se tratar de um espaço com raros materiais, Nava e companheiros de trabalho da Argentina e dos Estados Unidos pediram a proteção do local à administração pública de Presidente Prudente.

A área foi tombada por meio de um decreto municipal publicado em fevereiro de 2020.

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