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terça-feira, 17 de novembro de 2020

Governo vê inflação maior neste ano; salário mínimo deve subir mais em 2021, para R$ 1.087,84

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Em agosto, governo divulgou proposta de orçamento de 2021 com salário mínimo no valor de R$ 1.067. Porém, com nova estimativa de inflação, valor deve ser maior.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
17/11/2020 12h28 Atualizado há uma hora
Postado em 17 de novembro de 2020 às 13h35m


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A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia informou nesta terça-feira (17) que elevou de 2,35% para 4,10% a estimativa de inflação de 2020 medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

O INPC baseia a correção anual do salário mínimo pelo governo. Se esse aumento previsto pelo governo se confirmar e não houver mudança no cálculo, o reajuste do salário mínimo de 2021 também será maior que o estimado anteriormente.

Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.045. Com a nova previsão para o INPC no acumulado de 2020, o valor subiria para R$ 1.087,84 no ano que vem. Esse valor está R$ 20,84 acima da última proposta oficial do governo para o salário mínimo em 2021, divulgada em agosto, de R$ 1.067.

De acordo com informações do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 49 milhões de trabalhadores no Brasil.

O valor para o salário mínimo de 2021 pode sofrer novas alterações no decorrer deste ano, com base nas projeções de inflação para o ano de 2020 (utilizadas como parâmetro para correção).

A Constituição determina que o salário mínimo tem de ser corrigido, ao menos, pela variação do INPC do ano anterior.

Em setembro, a área econômica do governo informou apoiar que benefícios previdenciários, como aposentadorias e pensões, fossem desvinculados do reajuste do salário mínimo e congelados nos próximos dois anos. Porém, o estudo foi desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Puxada pelo preço dos alimentos, inflação avança em outubro e registra maior taxa de 2020
Puxada pelo preço dos alimentos, inflação avança em outubro e registra maior taxa de 2020

Sem aumento real

No projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) enviado pelo governo ao Congresso este ano, está prevista a correção do salário mínimo apenas pela inflação, com base na estimativa do INPC. Se isso for cumprido, não haverá "ganho real", ou seja, o poder de compra de quem recebe salário mínimo permanecerá inalterado.

Esse formato já foi adotado neste ano, quando a área econômica reajustou o salário mínimo somente com base na inflação de 2019.

Com isso, o governo mudou a política de aumentos reais (acima da inflação) implementada nos últimos anos e que foi proposta pela presidente Dilma Rousseff e aprovada pelo Congresso.

A política de reajustes pela inflação e variação do Produto Interno Bruto (PIB) vigorou de 2011 a 2019, mas nem sempre o salário mínimo subiu acima da inflação.

Em 2017 e 2018, por exemplo, foi concedido o reajuste somente com base na inflação porque o PIB dos anos anteriores (2015 e 2016) teve retração. Por isso, para cumprir a fórmula proposta, somente a inflação serviu de base para o aumento.

Impacto nas contas públicas

Ao conceder um reajuste maior para o salário mínimo, o governo federal também gasta mais. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo.

De acordo com cálculos do governo, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo cria-se uma despesa em 2020 de aproximadamente R$ 355 milhões.

Assim, um reajuste R$ 20,84 maior para o salário mínimo em 2021 representaria uma queda de cerca de R$ 7,4 bilhões nas despesas criadas para o governo federal.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Coronavírus: o misterioso 'gene dentro do gene' descoberto no vírus causador da Covid-19

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Os genes sobrepostos, como também são conhecidos, podem conter informações vitais para uma melhor compreensão dos vírus. 
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TOPO
Por BBC  
16/11/2020 10h17 Atualizado há 2 horas
Postado em 16 de novembro de 2020 às 12h20m


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Cientistas não descartam que o gene misterioso encontrado contribua para a biologia única do vírus — Foto: Getty Images via BBC
Cientistas não descartam que o gene misterioso encontrado contribua para a biologia única do vírus — Foto: Getty Images via BBC

Ele sempre esteve lá, mas "escondido" e até recentemente ninguém o havia descoberto.

Trata-se de um gene misterioso chamado ORF3d, encontrado dentro de outro gene no coronavírus SARS-CoV-2, causador da Covid-19.

A descoberta foi feita por um grupo de cientistas liderado pelo pesquisador Chase Nelson, do Instituto de Genômica Comparativa do Museu de História Natural de Nova York, nos Estados Unidos.

Embora a função específica desse gene sobreposto, como também é conhecido, ainda deva ser investigada, os pesquisadores acreditam que a descoberta desses tipos de genes "pode ​​revelar novas vias de controle para o vírus, como medicamentos antivirais".

Eles também não descartam que esse gene possa contribuir para a biologia única do vírus e seu potencial pandêmico.

Os resultados foram publicados na revista científica eLife.

Veja o coronavírus ampliado 200 mil vezes
Veja o coronavírus ampliado 200 mil vezes

Por que essa descoberta é importante

Desde o início da pandemia, cientistas de todo o mundo têm trabalhado para entender melhor o vírus e, assim, ter sucesso no esforço de contenção.

De acordo com o estudo liderado por Nelson, para responder a todas as questões colocadas pelo coronavírus, é necessário compreender os genomas virais com precisão e amplitude.

"A sobreposição de genes é talvez uma das maneiras pelas quais os coronavírus evoluíram para se replicar de maneira eficiente, atrapalhar a imunidade dos infectados e se transmitir", disse Nelson.

Um gene sobreposto permanece oculto em uma cadeia de nucleotídeos devido à maneira como ele se sobrepõe às sequências codificadas de outros genes.

Esses genes são difíceis de identificar, de acordo com o estudo, já que a maioria dos programas informatizados científicos não são projetados para encontrá-los. No entanto, eles são comuns dentro dos vírus.

"Devido ao tamanho de seu genoma, o SARS-CoV-2 e seus semelhantes estão entre os vírus de RNA mais longos que existem. Talvez sejam mais propensos a conter essa 'farsa genômica'", acrescenta Nelson.

O que se sabe sobre a função desse gene

Como esse gene oculto foi descoberto recentemente, mais pesquisas são necessárias para descobrir todas as suas implicações.

"Ainda não sabemos seu significado clínico e função, mas prevemos que é relativamente improvável que esse gene seja detectado pela resposta das células T, ao contrário de uma resposta de anticorpos", disse Nelson.

As células T são uma espécie de células do sistema imunológico cujo objetivo principal é identificar e matar patógenos invasores ou células infectadas.

Elas fazem isso usando proteínas em sua superfície, que por sua vez podem aderir a proteínas na superfície desses impostores.

Os pesquisadores também descobriram esse gene em um coronavírus presente em um pangolim, que pode refletir perdas e ganhos desse gene durante a evolução do SARS-Cov-2 e outros vírus semelhantes.

O estudo concluiu a necessidade de aprofundar a descoberta, já que "genes sobrepostos são uma parte importante da biologia viral e merecem mais atenção".

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sábado, 14 de novembro de 2020

Neurocientista Miguel Nicolelis questiona em livro a inteligência artificial e seus efeitos sobre o cérebro humano

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Em "O verdadeiro criador de tudo", o pesquisador diz que máquinas digitais não têm como igualar o potencial da mente do homo sapiens, mas afirma que o uso da tecnologia poderá diminuir a capacidade cognitiva.  
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Por Shin Suzuki, G1  
14/11/2020 07h00 Atualizado agora mesmo
Postado em 14 de novembro de 2020 às 11h00m


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O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis — Foto: Divulgação
O neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis — Foto: Divulgação

Desde que o ser humano se entusiasmou com a ideia de um futuro dominado pela tecnologia, uma pergunta vem sendo feita: quando o cérebro humano vai ser superado pela máquina?

O neurocientista Miguel Nicolelis defende em seu livro "O verdadeiro criador de tudo - Como o cérebro humano esculpiu o universo como nós o conhecemos" (editora Crítica) que o digital não reúne condições para reproduzir fielmente os processos mentais - nem de emular o poder humano de criação e inventividade. A inteligência, no entanto, corre o risco de ser moldada pelos algoritmos e se empobrecer.

Nicolelis explica que o sucesso dos sistemas digitais nos últimos 70 anos fez com que o analógico do funcionamento cerebral pareça algo inferior.

"Quando o cérebro realiza alguma coisa, ele realiza usando matéria orgânica. E esse é um conceito que desapareceu da nossa convivência diária. Nem tudo pode ser reduzido a um algoritmo digital. Ao contrário: a vasta maioria dos fenômenos naturais não pode. Por isso que previsão do tempo é tão incerta", diz ao G1 o neurocientista, que leciona e lidera estudos na Universidade Duke, nos Estados Unidos.

Apesar da eficiência do digital em transmitir informação por meios de sequências de 0 e 1, o sistema analógico do cérebro dispõe de uma complexidade de processos que o eletrônico, segundo Nicolelis, é incapaz de emular.

"O digital é uma aproximação. Ele filtra impurezas. O nosso cérebro, por sua vez, está habituado a perceber as impurezas."

No livro, o neurocientista critica duramente o que chama de adoração ao poderio tecnológico encampada pelos gigantes do Vale do Silício.

"Se criou quase um fetiche de que devemos criar máquinas que substituam seres humanos. E isso tem uma conotação muito mais econômica: é a ideia de reduzir o custo que representa o trabalho humano para elevar o lucro ao infinito."'

O pesquisador argumenta em "O verdadeiro criador de tudo" que abstrações mentais - ideias e concepções que se espalham e moldam a sociedade humana, de religiões a sistemas econômicos - não necessariamente servem para nos beneficiar.

"A razão pela qual nós estamos nessa crise existencial tremenda é porque certas abstrações mentais como lucro e dinheiro se tornaram mais importantes do que instinto de sobrevivência. Estamos dispostos a destruir o planeta, a escravizar as pessoas, a obrigar as pessoas a terem vidas miseráveis sem o mínimo para o sustento ou para sua felicidade."

"O cérebro é um criador de universos, ele cria bolhas como religião, mitos, ideologias políticas... times de futebol. Ele é muito propenso a acreditar nessas abstrações humanas e sincronizar sua própria mente com as de outras pessoas que pensam como ele."

Cérebro poderá ser moldado pelo uso de tecnologia digital, diz Nicolelis — Foto: Fonds de Dotatio Clinatec
Cérebro poderá ser moldado pelo uso de tecnologia digital, diz Nicolelis — Foto: Fonds de Dotatio Clinatec

Ele afirma que essa sincronização entre pensamentos semelhantes vem ocorrendo em um ambiente de declínio da visão crítica do mundo:

"Por exemplo, a pessoa se junta a um culto porque de repente ela se sincroniza com aquela visão de mundo. E a mente dela se fecha para qualquer pensamento racional e crítico. Ou uma pessoa vota em alguém porque o cara grita ou porque o cara é truculento. As pessoas começam a usar valores completamente periféricos para tomar suas decisões", diz.

Esses agrupamentos de cabeças que pensam de forma parecida são chamados por Nicolelis de "brainets" (redes de cérebro). Ele enfatiza que há dois lados: muito da evolução humana se deve a essas redes que transmitiram conhecimento e informação através de gerações. Daí saíram movimentos artísticos e métodos científicos.

"As brainets podem servir para coisas boas. É nossa missão identificar quais são as ruins. Foi por isso que eu escrevi esse livro, para tirar a neurociência do laboratório e mostrar por que a mente humana é o centro do nosso universo. É a responsável por todos os processos: tanto os que foram bem-sucedidos quanto os que acabaram em tragédias."

Miguel Nicolelis durante participação na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty — Foto: Walter Craveiro/Flip
Miguel Nicolelis durante participação na Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty — Foto: Walter Craveiro/Flip

Preocupação com o cérebro futuro

É uma grande ironia do destino que o poder dessas "brainets", com abstrações mentais sedutoras, possa rebaixar as capacidades mentais do ser humano. A imersão digital profunda, com muitas telas e internet, está mudando o cérebro dos mais jovens e levando a distúrbios cognitivos e emotivos, diz o pesquisador.

Nicolelis se junta a um grupo de pensadores que cada vez mais expressa receios sobre arquiteturas digitais que ativam circuitos do prazer e da recompensa no cérebro - e do vício, o que levaria a deterioração da saúde mental (pesquisas sobre o tema apresentam conclusões divergentes).

Além disso, decisões tomadas cada vez mais por algoritmos e outros processos facilitados por computadores levam o neurocientista a temer uma espécie de distrofia das capacidades potenciais do cérebro humano.

"Pela primeira vez na história uma geração aparentemente tem um QI abaixo de seus pais. A neurociência está mostrando que isso está afetando o cérebro, que é um grande camaleão. Se o cérebro vê que a lógica do mundo ao redor está mudando, se as contingências estão mudando, ele se adapta."

A geração alfa - nascida a partir de 2010 e formada pelos filhos dos millennials - é considerada a primeira geração para a qual muitos aspectos do mundo analógico parecem bem distantes de realidade.

O neurocientista opina que "tecnologia virou religião" e que foi conferida a ela um poder divino, de resolver todos os nossos problemas. Mas afirma que não tem nada de fobia em relação aos avanços trazidos pelas máquinas.

"Trabalho com tecnologia há 38 anos, passei a minha carreira inteira usando tecnologias de ponta para estudar o cérebro ou sistemas digitais. Mas isso não quer dizer que possamos ir completamente às cegas rumo a algo que pode alterar a própria essência de como funcionamos."

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sexta-feira, 13 de novembro de 2020

'Prévia' do PIB do BC aponta alta de 9,47% no terceiro trimestre e saída da recessão

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Resultado indica retomada do nível de atividade após pior fase da pandemia do novo coronavírus, em março e abril deste ano. PIB oficial será divulgado em 3 de dezembro pelo IBGE.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
13/11/2020 09h05 Atualizado há 3 horas
Postado em 13 de novembro de 2020 às 12h10m


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A economia brasileira voltou a crescer no terceiro trimestre deste ano e, com isso, saiu da chamada "recessão técnica". É o que indicam informações divulgadas nesta sexta-feira (13) pelo Banco Central.

Segundo o Índice de Atividade Econômica do BC (IBC-Br)– indicador considerado com uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) – a economia registrou um crescimento de 9,47% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia. Dois trimestres seguidos de queda do nível de atividade (registrados neste ano) representam uma recessão técnica, que foi superada, segundo indicam os números prévios do BC.

O resultado oficial do PIB no terceiro trimestre deste ano, porém, será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) somente em 3 de dezembro.

Os resultados do IBC-Br, neste ano refletem os efeitos da pandemia do novo coronavírus, sentidos com maior intensidade na economia em março e abril. De maio em diante, os números mostram o início de uma retomada da economia, puxada, entre outros fatores, pelo auxílio emergencial.

Em análise recente, o BC informou que "programas governamentais de recomposição de renda têm permitido uma retomada relativamente forte do consumo de bens duráveis e do investimento".

O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou na manhã desta sexta os dados do BC e afirmou: "É um fato que o Brasil está saindo da recessão".

"O Brasil está saindo da recessão, o Brasil está voltando com força, e a perda de empregos vai ser menor do que na última recessão. Na hora da maior pandemia, o Brasil está conseguindo atravessar essa onda com uma perda de empregos menor do que aconteceu com as auto impostas recessões do passado", disse.

Mês a mês e parcial do ano

De acordo com o IBC-Br, somente em setembro deste ano, a economia brasileira mostrou crescimento de 1,29% na comparação com agosto. O número foi calculado após ajuste sazonal. Esse foi o quinto mês seguido de crescimento do indicador, na comparação com o mês anterior.

Evolução do IBC-Br
Em %, na comparação com o mês anterior (após ajuste sazonal)
-1,14-1,14-0,09-0,09-0,18-0,180,650,650,30,300-0,16-0,160,550,550,40,4-0,2-0,2-0,24-0,240,150,150,40,4-5,89-5,89-9,23-9,231,671,675,385,383,773,771,391,391,291,29FEV/19MAR/19ABR/19MAI/19JUN/19JUL/19AGO/19SET/19OUT/19NOV/19DEZ/19JAN/20FEV/20MAR/20ABR/20MAI/20JUN/20JUL/20AGO/20SET/20-10-7,5-5-2,502,557,5
Fonte: Banco Central

Mesmo assim, os números do Banco Central também mostram que o nível de atividade ainda não voltou ao patamar de fevereiro, registrado antes da pandemia do novo coronavírus.

O vídeo abaixo mostra como o Brasil chegou ao tombo recorde do PIB registrado no segundo trimestre deste ano, de uma queda de 9,7% na comparação com os primeiros três meses de 2020.

O caminho da recessão: como o Brasil chegou à queda histórica do PIB
O caminho da recessão: como o Brasil chegou à queda histórica do PIB

  • Com o crescimento registrado em setembro, o IBC-Br atingiu 136,34 pontos, abaixo do patamar de fevereiro, ou seja, de antes da pandemia (139,80 pontos).
  • No acumulado dos nove primeiros meses deste ano, o índice de atividade econômica registra queda de 4,93% – sem ajuste sazonal.
  • Em 12 meses até setembro de 2020, houve queda de 3,32% – também sem ajuste sazonal.
  • PIB x IBC-Br

Os resultados do IBC-Br são considerados uma "prévia do PIB". Porém, nem sempre mostram proximidade com os dados oficiais do Produto Interno Bruto.

O cálculo dos dois é um pouco diferente. O indicador do BC incorpora estimativas para a agropecuária, a indústria e o setor de serviços, além dos impostos.

O IBC-Br é uma das ferramentas usadas pelo BC para definir a taxa básica de juros do país. Com o menor crescimento da economia, por exemplo, teoricamente haveria menos pressão inflacionária.

Atualmente, a taxa Selic está em 2% ao ano, na mínima histórica. O BC indicou, na ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), manutenção da taxa básica da economia nesse patamar nos próximos meses.

Expectativas

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