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terça-feira, 19 de maio de 2020

Veja medidas econômicas adotadas pelos países para socorrer população e empresas

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Para tentar conter efeitos da pandemia sobre a economia, governos anunciam auxílios para famílias mais vulneráveis e incentivos tributários para empresas. 
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 Por Paula Salati, G1    
 19/05/2020 10h11  Atualizado há 2 horas  
 Postado em 19 de maio de 2020 às 12h20m  

      Post.N.\9.286  
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Diversos países vêm adotando medidas econômicas para tentar minimizar os impactos da pandemia do coronavírus sobre a população e as empresas.

Com muitos deles já entrando em recessão, as ações encontradas para enfrentar a crise vão desde a implementação de uma renda básica para as pessoas mais vulneráveis até incentivos tributários e linhas de financiamento voltadas para pequenas e médias empresas.
A seguir, o G1 compilou as principais ações adotadas por algumas nações, com base nas páginas oficiais dos governos, agências de notícias internacionais e em um levantamento da Fundação Getulio Vargas (FGV), coordenado pelo professor André Vargas.

Argentina
Em março, o governo argentino anunciou um auxílio emergencial no valor 10 mil pesos (cerca de R$ 840) para os trabalhadores de 18 a 65 anos que são autônomos, aposentados, pensionistas e dependentes de bolsas governamentais. Esse valor foi pago à população em abril, de uma só vez.

Houve ainda um pagamento extra de 3.103 pesos (cerca de R$ 260) a programas sociais voltado para pessoas com filhos e um decreto do presidente argentino Alberto Fernández no dia 1º de abril proibindo férias coletivas e demissões sem justa causa por 2 meses.
Presidente da Argentina proíbe demissões no país por 60 dias
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Para os negócios, o governo lançou uma linha de crédito com juros abaixo da inflação e, por meio do "Programa de Recuperación Productiva (Repro)", o Estado assumiu parte da carga salarial de empresas de transporte de passageiros, hotelaria e entretenimento, além de isentá-las do pagamento de impostos patronais.

Para a população de baixa renda, o governo colombiano implementou uma ajuda de 160 mil pesos (em torno de R$ 230) para cada família em situação de vulnerabilidade e um auxílio emergencial para as pessoas que perderam o emprego por causa da crise gerada pela pandemia.

O governo ainda fará uma devolução de impostos já pagos para 1 milhão de pessoas de baixa renda.

Uma outra medida foi voltada especificamente para os guias turísticos do país. O Ministério de Comércio, Indústria e Turismo da Colômbia anunciou a esse grupo uma ajuda mensal de 585 mil pesos (cerca de R$ 850) por até três meses.

Para as empresas, houve isenção do imposto sobre venda (IVA) - sob algumas regras - e a cobrança de um imposto temporário sobre renda de funcionários públicos com os salários mais altos.

Chile
No dia 2 de abril, o país aprovou uma renda básica de 50 mil pesos chilenos (cerca de R$ 350) para 670.000 famílias que correspondem aos 60% mais vulneráveis ​​da população do país. Quatro dias depois, o Congresso do país também mudou os critérios para quem pode receber seguro-desemprego para ampliar o número de beneficiados. Para as pessoas físicas, foram anunciada ainda redução e postergação de impostos.

Já para as pequenas empresas, haverá redução, suspensão e prorrogação de impostos e contribuições, além de ampliação do prazo para a declaração do imposto de renda de 2020.

O governo também criou um fundo de US$ 100 milhões voltado para os micro comércios das cidades. Esse recurso tem sido gerido pelos órgãos municipais.
Chile decreta lockdown em Santiago e na região metropolitana
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No dia 15 de abril, o governo dos Estados Unidos começou a depositar cheques no valor de US$ 1.200,00 para cada pessoa ou chefe de família, com um adicional de US$ 500 por filho. Essa ajuda possui um limite de renda bruta anual a depender da forma como as famílias declaram os impostos.

O valor e o tempo do seguro-desemprego foram elevados para US$ 600 por semana durante quatro meses.
Essa são algumas das medidas de um pacote de US$ 2,2 trilhões aprovado pela Câmara dos EUA e assinada pelo presidente Donald Trump no final de março. Desse total, foram direcionados:
  • US$ 500 bilhões para fundo voltado a ajudar indústrias afetadas com empréstimos
  • US$ 350 bilhões para empréstimos a pequenas empresas
  • US$ 250 bilhões para seguro-desemprego
  • US$ 100 bilhões para hospitais e sistemas de saúde
  • US$ 150 bilhões para ajuda a governos locais e estatais para combaterem o surto.
Além disso, no final de abril, o governo direcionou mais US$ 484 bilhões para ajudar pequenas empresas e hospitais, elevando para US$ 3 trilhões o pacote de ajuda.
Estados Unidos podem ter pior número de desemprego desde a Segunda Guerra Mundial
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Além disso, o governo da Califórnia está oferecendo benefícios adicionais para os trabalhadores afetados pela Covid-19: aqueles que receberem auxílio-desemprego do governo central, vão receber US$ 600 a mais em seu valor semanal.

Gavin Newsom, governador da Califórnia, também emitiu uma ordem executiva proibindo vendedores de aumentar os preços de alimentos, bens de consumo, suprimentos médicos ou de emergência em mais de 10%.

O governo japonês anunciou no início de abril um pacote de ajuda financeira de quase US$ 1 trilhão (o que corresponde a 20% do PIB do país) para auxiliar famílias e empresas a atravessarem a recessão. Dentre essas medidas, o governo do Japão irá pagar cerca US$ 900 (100.000 ienes) para todos os seus cidadãos, segundo uma decisão tomada no dia 16 de abril pelo primeiro-ministro japonês Shinzo Abe.

Os pagamentos são voltados para todos os cidadãos do Japão, independentemente da classe social e idade.

Além disso, o pacote prevê que pequenas e médias empresas tomem empréstimos em bancos privados com taxa de juros zero. O Banco Central japonês também anunciou a retirada do limite máximo para a compra de títulos do governo e o aumento de compra de papéis corporativos e notas promissórias – o que permite empresas captarem recursos à curto prazo.
Japão, 3ª maior economia do mundo, entra em recessão devido à pandemia da Covid-19
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China
12 de maio - Enfermeiras usando máscaras participam de um evento realizado para marcar o Dia Internacional das Enfermeiras no Hospital Wuhan Tongji, em Wuhan, a cidade chinesa mais atingida pelo surto de doença por coronavírus (COVID-19) — Foto: China Daily via Reuters
12 de maio - Enfermeiras usando máscaras participam de um evento realizado para marcar o Dia Internacional das Enfermeiras no Hospital Wuhan Tongji, em Wuhan, a cidade chinesa mais atingida pelo surto de doença por coronavírus (COVID-19) — Foto: China Daily via Reuters

O governo chinês implementou as seguintes medidas tributárias:
  • dedução total do imposto de renda para empresas produtoras de materiais ou suprimentos essenciais
  • dedução total do imposto de renda corporativo ou individual para empresas ou pessoas que fizeram doações para o combate ao coronavírus
  • isenção de imposto de renda para trabalhadores da saúde
Já o governo da cidade de Pequim determinou:
  • prorrogação do pagamento de impostos para pequenas e médias empresas com dificuldades provocadas pela epidemia
  • subsídios para empresas que contrataram trabalhadores que perderam o emprego e redução de taxas para concessão de empréstimos a empresas
Em Xangai, as medidas foram:
  • obrigatoriedade dos bancos locais concederem empréstimos com taxas de juros 25 pontos abaixo da taxa básica
  • retorno do pagamento de prêmios do seguro desemprego
  • adiamento do ajuste nas bases de cálculo previdenciário.
Essas medidas também começaram a ser implementadas nos meses de janeiro e fevereiro, antes de a disseminação do vírus ser considerada uma pandemia.

O governo alemão aprovou, no final de março, um plano de recuperação econômica no valor de 750 bilhões de euros para:
  • complementar o salário de trabalhadores com jornada reduzida
  • promover auxílio a autônomos e pequenas empresas
  • criação de fundo de “socorro” para promoção do crédito ou aquisição de empresas que estejam passando por dificuldades
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O governo da França aprovou em meados de abril um plano de emergência no valor de 110 bilhões de euros. Desse montante, 45 bilhões serão destinados a empresas e desempregados.

O plano também prevê que 300 bilhões de euros serão utilizados como garantia, por parte do Estado, aos empréstimos bancários realizados por empresas. Uma outra soma de 20 bilhões de euros será alocada para permitir que o Estado detenha participação no capital das empresas em dificuldade.
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A Espanha anunciou, no dia 17 de março, um pacote de 200 bilhões de euros para ajudar empresas e proteger trabalhadores e outros grupos vulneráveis.
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África do Sul
Para combater a desaceleração econômica e o aumento da pobreza, o governo do país anunciou:
  • diminuição da taxa básica de juros
  • crédito para pequenas empresas e fazendeiros
  • incentivos ao setor industrial
  • pacote de US$ 26,3 bilhões para aliviar a situação de “fome e aflição social” que afeta tantas pessoas no país. Nesse pacote, está incluso o fornecimento de mais de 250.000 porções de comida pelo país

CORONAVÍRUS


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segunda-feira, 18 de maio de 2020

Antes do coronavírus: a esquecida gripe de Hong Kong, epidemia que matou mais de 1 milhão há 5 décadas

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Ela foi uma das três grandes pandemias de gripe do século 20: a espanhola em 1918–20, a gripe asiática de 1957–58 e a de Hong Kong, que foi de 1968–1970.
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 Por BBC  

 Postado em 18 de maio de 2020 às 21h50m  

      Post.N.\9.285  
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Mais de 100 mil pessoas morreram nos EUA em decorrência da gripe de Hong Kong — Foto: Getty Images/BBC
Mais de 100 mil pessoas morreram nos EUA em decorrência da gripe de Hong Kong — Foto: Getty Images/BBC

A Humanidade tem enfrentado pragas e pandemias de doenças ao longo de milhares de anos.

A peste negra, a gripe espanhola e a varíola deixaram milhões de mortos ao redor do mundo em épocas distintas.

As lembranças da epidemia de poliomielite, que atingia principalmente as crianças até que surgisse uma vacina, até hoje causam dor e espanto.

Todas elas provocaram uma redução na população e também impulsionaram progressos médicos e melhorias no sistema de saúde pública.

Todas causaram também enormes desafios socioeconômicos, como vemos na atual pandemia de coronavírus, que já matou ao menos 315 mil pessoas desde dezembro de 2019.

Mas enquanto livros preservaram algumas dessas epidemias, outras caíram no esquecimento.

É o caso de uma gripe catastrófica em 1968. Em setembro daquele ano, um patógeno agressivo se espalhou pelos Estados Unidos. Ele seria batizado depois de gripe de Hong Kong, local onde o primeiro caso foi identificado.

Essa foi uma das três grandes pandemias de gripe do século 20: a espanhola em 1918–20, a gripe asiática de 1957–58 e a de Hong Kong, que foi de 1968–1970.

A primeira foi a mais agressiva e grave de todas. Causada pelo H1N1, levou ao menos 40 milhões de pessoas à morte. A segunda, com o H2N2, matou 2 milhões. A terceira, do H3N2, tirou a vida de 1 milhão.

“Tanto a gripe asiática quanto a gripe de Hong Kong foram esquecidas logo em seguida”, relata Anton Erkoreka, diretor do Museu Basco de História da Medicina e especialista em história das doenças, em entrevista à BBC Mundo (serviço da BBC em espanhol).

“As medidas adotadas na época não foram excepcionais, e acabou considerada apenas mais uma gripe.” E assim, segundo ele, se esqueceu o que aconteceu e os ensinamentos que a epidemia trouxe.

“As gripes vêm sempre com uma conotação benigna de que matam apenas idosos com comorbidades, por isso foram sempre banalizadas socialmente”, diz Erkoreka.

A gripe de Hong Kong chegou ao Ocidente no momento em que monopolizavam os holofotes o pouso na Lua, a Guerra do Vietnã e dos protestos a favor dos direitos civis.
Batizada de gripe de Hong Kong, ela matou 1 milhão de pessoas, mas hoje não se dá mais nomes de lugares a pandemias para evitar discriminação — Foto: Getty Images/BBC
Batizada de gripe de Hong Kong, ela matou 1 milhão de pessoas, mas hoje não se dá mais nomes de lugares a pandemias para evitar discriminação — Foto: Getty Images/BBC

Em 1968, a filha pequena de Phillip D. Snashall, professor emérito de medicina da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, contraiu a gripe de Hong Kong. E ninguém soube como isso aconteceu.

O pai dela contou ao British Medical Journal que apenas alguns médicos e uma publicação especializada souberam disso.

“A Bolsa de Valores não entrou em colapso, a imprensa não nos perseguiu e nenhum homem com equipamentos respiratórios parou as brincadeiras da minha filha.”

No entanto, no Natal de 1968, hospitais em todos os 50 Estados americanos começaram a receber diversos pacientes, assim como acontece com a covid-19.

Uma catástrofe global
Nova York decretou estado de emergência e Berlim foi obrigada a guardar cadáveres nos túneis de metrô.

Pacientes inundaram hospitais de Londres, onde pelo menos 20% das enfermeiras foram infectadas, segundo o jornal "The Telegraph".
Em algumas regiões da França, o vírus deixou metade da força de trabalho de cama, e ao menos 30 mil mortos ao longo de dois anos.
Algo semelhante ocorreu no Reino Unido e na Alemanha, que registrou mais de 60 mil mortes.

Ao todo, em 1968 e 1969 morreram por causas relacionadas à gripe de Hong Kong cerca de 1 milhão de pessoas ao redor do mundo.

Só nos Estados Unidos, a cifra superou mais de 100 mil mortes, uma proporção três ou quatro vezes maior que a média anual de mortes por gripe desde 2010, segundo o Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA.
Como ocorreu em muitas partes do mundo, habitantes de Hong Kong fizeram filas para comprar máscaras e álcool em gel — Foto: Getty Images/BBC
Como ocorreu em muitas partes do mundo, habitantes de Hong Kong fizeram filas para comprar máscaras e álcool em gel — Foto: Getty Images/BBC

Os mortos por covid-19 ainda não são tão numerosos. Mas ambas as pandemias têm em comum que muitas das mortes acontecem entre os maiores de 65 anos, principalmente aqueles com doenças pré-existentes.
Mas por que a gripe de Hong Kong foi tão agressiva?

Primeiro, porque o vírus causador daquela pandemia (o H3N2, que ainda circula pelo mundo,) é considerado uma das cepas de gripe mais problemáticas.
Tal qual o vírus da covid-19, é especialmente contagioso e tem uma alta capacidade de matar.

Um vírus que muta
“Trinta e sete anos depois, o subtipo H3N2 segue reinando como o vírus de influenza O mais importante e mais problemático para nós humanos”, afirma o pesquisador Edwin. D. Kilbourne em seu trabalho “Pandemias de influenza no século 20”, publicado em 2006.
As evidências indicam que as verdadeiras pandemias surgem do rearranjo genético dos vírus de influenza A animal.

Foi exatamente essa capacidade de sofrer mutações significativas que tornou o H3N2 imune às vacinas existentes na época.
A chave de sua agressividade reside na mudança de padrão.

“Os vírus de influenza mudam constantemente”, explica o Centro Nacional de Vacinas e Doenças Respiratórias dos Estados Unidos (NCIRD). “São pequenas mutações que podem dar lugar a mudanças nas proteínas da superfície do vírus” que, segundo o órgão, fazem com que o sistema imunológico não o reconheça.

O que podemos aprender com aquela pandemia?
As reações à gripe de Hong Kong e ao novo coronavírus tem sido parecidas em diversos aspectos.

Mas ainda que distanciamento social, campanhas de higiene das mãos e recomendações para evitar o transporte público tenham sido adotados, cidades não adotaram quarentenas e todo mundo ainda trabalhava.

Escolas permaneceram abertas, competições esportivas foram mantidas e a economia continuou crescendo, embora a um ritmo mais lento.

Naquela época, a imunidade de grupo não foi atingida. Ou seja, não se chegou a um patamar de pessoas infectadas (e depois imunizadas) tão alto a ponto de haver um efeito parecido ao da vacinação em massa.
Veio então uma segunda onda, ainda mais forte.

“A gripe de Hong Kong teve uma primeira onda suave no inverno de 1968-69, mas possivelmente mutou significativamente e produziu uma segunda onda que, na Europa, se deu em dezembro de 1969”, relata Erkoreka.
Esta foi muito agressiva e teve ampla repercussão nos meios de comunicação da época, mas foi rapidamente esquecida.

O historiador acredita que, como acontece agora, aquela pandemia se amplificou por ter sido subestimada por governantes.
"Autoridades e epidemiologistas fracassaram na Espanha e na Europa porque não aprenderam com as grandes epidemias do passado", diz ele.

"Eles devem ter claro em suas mentes que quanto mais cedo agirem e adotarem medidas, menores os danos."

CORONAVÍRUS

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Teste em humanos de vacina contra coronavírus tem resultados positivos preliminares, diz empresa

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A vacina produziu uma resposta imune em oito pacientes que a receberam. 
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 Por G1  
 18/05/2020 11h33  Atualizado há 12 minutos  
 Postado em 18 de maio de 2020 às 11h45m  

      Post.N.\9.284  
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Estudiosos tentam desenvolver vacina contra coronavírus. — Foto: CDC/Unsplash
Estudiosos tentam desenvolver vacina contra coronavírus. — Foto: CDC/Unsplash

A empresa americana de biotecnologia Moderna anunciou nesta segunda-feira (18) ter obtido resultados "positivos preliminares" na fase inicial de ensaios clínicos de sua vacina contra o novo coronavírus. Os testes foram feitos em um pequeno número de voluntários.

Segundo a empresa, a vacina produziu resposta imune em oito pacientes que a receberam, afirmou a agência de notícias France Presse.

Um balanço da Organização Mundial de Saúde (OMS), com dados até sexta-feira (15), aponta que atualmente há 118 vacinas contra o coronavírus sendo desenvolvidas. Entre elas, 8 estão em fase clínica (entre elas, a da empresa Moderna) e 110 em fase pré-clínica (leia mais abaixo sobre o processo de produção de vacinas). No Brasil, começam nesta semana os testes de vacina em animais feitos pelo Incor.
"A fase provisória 1, embora em estágio inicial, demonstra que a vacinação com o mRNA-1273 produz uma resposta imune da mesma magnitude que a provocada por infecção natural", disse Tal Zaks, diretor médico da Moderna, em comunicado.
Isso sugere que, embora não seja a prova final, a vacina desencadeia uma resposta imune. Para a empresa, a vacina "tem potencial para prevenir o Covid-19".

O estudo clínico é realizado pelos Institutos Nacionais de Saúde dos Estados Unidos, onde o governo investiu 500 milhões de dólares para essa potencial vacina.

Durante os testes, os pacientes receberam três doses diferentes da vacina. A fase 3, testando mais pessoas, começará em julho, acrescentou a farmacêutica.

A vacinação contra o coronavírus é uma prioridade global para acabar com a pandemia que deixou mais de 315.270 mortes em todo o mundo e pelo menos 4,7 milhões de casos confirmados.

Na sexta-feira passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse esperar ter uma vacina contra o coronavírus até o final do ano.

Estágios de produção de vacinas
Para chegar a uma vacina efetiva, os pesquisadores precisam percorrer diversas etapas. Entre elas está a pesquisa básica – que é o levantamento do tipo de vacina que pode ser feita. Depois, passam para os testes pré-clínicos, que podem ser in vitro ou em animais, para demonstrar a segurança do produto; e depois para os ensaios clínicos, que podem se desdobrar em outras quatro fases:
  • Fase 1: feita em seres humanos, para verificar a segurança da vacina nestes organismos
  • Fase 2: onde se estabelece qual a resposta imunológica do organismo (imunogenicidade)
  • Fase 3: última fase de estudo, para obter o registro sanitário
  • Fase 4: distribuição para a população
Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19
Entenda algumas das expressões mais usadas na pandemia do covid-19

CORONAVÍRUS

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