Total de visualizações de página

terça-feira, 12 de maio de 2020

Setor de serviços tomba 6,9% em março, pior resultado da série iniciada em 2011

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Com paralisações e medidas de isolamento, todas as 5 atividades caíram no mês, com destaque para o forte recuo nos serviços prestados às famílias (-31,2%). 
===+===.=.=.= =---____---------    ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====
 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1    
 12/05/2020 09h00  Atualizado há 18 minutos  
 Postado em 12 de maio de 2020 às 10h35m  


      Post.N.\9.267  
    .__-___________    ____--____________________________  ____________  ____________  _________     ____--________  _______-
O volume de serviços prestados no Brasil teve queda recorde de 6,9% em março, na comparação com fevereiro, refletindo os primeiros impactos da pandemia de coronavírus na atividade econômica, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Trata-se do pior resultado mensal já registrado na série histórica da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), iniciada em janeiro de 2011.

Foi a segunda queda mensal consecutiva do setor, que já tinha recuado 1% em fevereiro.
Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1Volume de serviços mês a mês — Foto: Economia G1

Serviços prestados às famílias tem queda de 31,2%
Segundo o IBGE, todas as 5 atividades pesquisadas tiveram quedas em março, com destaque para serviços prestados às famílias (-31,2%, o recuo mais intenso já registrado na série histórica) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-9%).

As pressões negativas mais intensas nesses segmentos vieram pela menor receita das empresas do ramo de alojamento e alimentação (-33,7%) e das empresas de transporte aéreo (-27,5%) e terrestre (-10,6%).
“Essa queda é motivada, em grande parte, pelas paralisações que aconteceram nos estabelecimentos, sobretudo nos restaurantes e hotéis, que fazem parte dos serviços prestados às famílias. Outras empresas também sentiram bastante depois do fechamento parcial ou total, como os segmentos de transporte aéreo e algumas empresas de transporte rodoviário coletivo de passageiros”, afirmou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.
As outras atividades que tiveram queda foram serviços profissionais, administrativos e complementares (-3,6%), informação e comunicação (-1,1%) e outros serviços (-1,6%).
A receita nominal do setor caiu 7,3% na comparação com fevereiro, e recuou 1,1% ante março de 2019.

Veja a variação do volume de serviços em março, por atividade e subgrupos:
  • Serviços prestados às famílias: -31,2%
  • Serviços de alojamento e alimentação: -33,7%
  • Outros serviços prestados às famílias (salões de beleza, academias, reparos, etc): -12,6%
  • Serviços de informação e comunicação: -1,1%
  • Serviços de tecnologia da informação e comunicação: 0,3%
  • Telecomunicações: -1,7
  • Serviços de tecnologia da informação: 2,3%
  • Serviços audiovisuais: -14%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -3,6%
  • Serviços técnico-profissionais: 1,3%
  • Serviços administrativos e complementares: -7%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: -9%
  • Transporte terrestre: -10,6%
  • Transporte aquaviário: zero
  • Transporte aéreo: -27,5%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: -0,8%
  • Outros serviços: -1,6%
Setor atinge nova mínima histórica
No confronto com março de 2019, o volume de serviços recuou 2,7%, interrompendo uma sequência de seis taxas positivas.

No acumulado do ano, o setor registra queda de 0,1% frente a igual período do ano anterior. Em 12 meses, ainda tem alta de 0,7%, mesma taxa registrada em fevereiro. Mas a perspectiva é de um tombo ainda maior em abril.
“Quando a gente olha para os resultados de março, que só tem dez dias de paralisação das atividades [em função da pandemia], não resta dúvidas de que a perspectiva que temos para o mês de abril é de uma queda mais aprofundada, já que atinge um maior número de empresas paralisadas”, destacou Lobo.
Com o resultado, o setor de serviços se encontra 17,2% abaixo do seu pico histórico, alcançado em novembro de 2014, e atingiu o patamar mais baixo já registrado na série da pesquisa. O nível mais baixo até então tinha sido registrado em maio de 2018, com a greve dos caminhoneiros, quando o setor ficou 15,7% abaixo do pico.

O resultado veio pior que o esperado pelo mercado. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de contração de 5,8% no mês e de 4,1% no ano.

Queda de 3% no 1º trimestre
Segundo o IBGE, o setor de serviços encerrou o primeiro trimestre do ano com uma queda de 3% na comparação com o quarto trimestre de 2019. “Essa é a queda mais intensa desde o início da série histórica iniciada em janeiro de 2011”, destacou Lobo.

Na comparação com igual trimestre do ano passado, houve queda de -0,1%. “Essa queda interrompeu uma sequência de seis resultados positivos nesta base de comparação”, enfatizou o pesquisador.

Queda em 24 unidades da federação
Regionalmente, 24 das 27 unidades da federação também tiveram resultados negativos em março, quando comparado a fevereiro, com destaque para São Paulo (-6,2%) e Rio de Janeiro (-9,2%), pressionados pelos segmentos de alojamento e alimentação. As únicas altas foram observadas no Amazonas (1,9%), Rondônia (3,1%) e Maranhão (1,1%).

Índice de atividades turísticas cai 30%
O índice de atividades turísticas também teve forte queda em março, com um tombo de 30% em relação a fevereiro. Segundo o IBGE foi a maior retração da série histórica, também iniciada em janeiro de 2011.

Regionalmente, todas as 12 unidades da federação pesquisadas neste indicador recuaram, com destaque para São Paulo (-28,8%), Rio de Janeiro (-36,6%) e Minas Gerais (-30,8%).

Impacto da pandemia e perspectivas
O resultado reflete a baixa demanda e a fraqueza da economia e mostra os primeiros impactos da pandemia de coronavírus no país, com os brasileiros consumindo menos quer seja por queda da renda ou por medo de recessão. Vale lembrar, porém, que o início das medidas restritivas provocadas pela pandemia e o período de confinamento não atingiu todo o mês de março.

Na semana passada, o IBGE divulgou que a produção industrial tombou 9,1% no mês de março – pior resultado para meses de março desde 2002. Com o resultado, a indústria registrou queda de 2,6% no 1º trimestre, na comparação com o 4º trimestre.

Embora não faça projeções para os próximos meses, o gerente da pesquisa de serviços do IBGE apontou que as perspectivas são de que o setor de serviços vai demorar a se recuperar das perdas impostas pela pandemia do novo coronavírus.
“Pelo lado da oferta, vai ter um ritmo mais lento de recuperação já que muitas empresas não vão conseguir voltar e pelo lado da demanda, uma calma, um nível de consumo mais tímido, renda e emprego mais deprimido. Isso nos faz lançar uma luz de quando houver uma retomada, o ritmo de recuperação vai ser muito lento”, avaliou.
Setor de serviços adota sistema de vouchers para encarar dificuldades da quarentena
Setor de serviços adota sistema de vouchers para encarar dificuldades da quarentena

Pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostrou que os efeitos da pandemia sobre a confiança do setor de serviços do país se aprofundaram em abril. Depois de uma queda de 11,6 pontos em março, o Índice de Confiança de Serviços caiu outros 31,7 pontos em abril, para 51,1 pontos. Com a queda, o indicador atinge o menor nível de sua série história, iniciada em junho de 2008, e acumula perda de 45,1 pontos no ano.

"Os dados apontam para uma queda do PIB de 2020 de pelo menos 4% e deve forçar uma revisão em nossas projeções, revisão esta que faremos assim que tivermos todos os dados fechados das grandes pesquisas de atividade do mês de março", avaliou o economia da Necton, André Perfeito.

O setor de serviços tem forte peso sobre o Produto Interno Bruto (PIB). O mercado passou a projetar retração de 4,11% do PIB em 2020, segundo o último boletim Focus Banco Central. Já o FMI prevê queda de 5,3% do PIB do Brasil neste ano.
=.=.=======.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.==== =

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Coronavírus: aumento das infecções na Alemanha e Coreia do Sul põe em dúvida volta à normalidade pós-isolamento

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Novos casos também foram registrados na França e no Irã; autoridades temem segunda onda de infecções.
===+===.=.=.= =---____---------    ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====

 Por BBC  

 Postado em 11 de maio de 2020  às 14h00m  
      Post.N.\9.266  
    .__-___________    ____--____________________________  ____________  ____________  _________     ____--________  _______-
Médicos usando roupa protetora e equipamento realizam testes de Covid-19 em laboratório em sistema drive-in em Berlim, na Alemanha, em foto de 23 de março — Foto: John MacDougall/AFP Médicos usando roupa protetora e equipamento realizam testes de Covid-19 em laboratório em sistema drive-in em Berlim, na Alemanha, em foto de 23 de março — Foto: John MacDougall/AFP

Novos surtos de coronavírus começam a pôr em dúvida o retorno à normalidade em países que recentemente flexibilizaram as medidas de isolamento social, como Alemanha e Coreia do Sul, levantando temores sobre uma segunda onda de infecções.

Já Wuhan, cidade chinesa onde a pandemia teve origem, informou que registrou o primeiro caso em semanas.

Na França, onde o confinamento começaria a ser flexibilizado a partir desta segunda-feira (11 de maio), as autoridades anunciaram a descoberta de pelo menos nove casos relacionados a um funeral em Dordogne, no sudoeste do país.
Países da Europa relaxam medidas de isolamento e iniciam processo de volta à normalidade
Países da Europa relaxam medidas de isolamento e iniciam processo de volta à normalidade

E no Irã, uma província voltou a decretar o confinamento de sua população após registrar um aumento acentuado no número de pacientes com o vírus.

Os novos casos ilustram as dificuldades que governos de todo o mundo devem enfrentar nos próximos meses.

'Infecções em alta'
Na Alemanha, segundo o Instituto Robert Koch (RKI), a taxa de reprodução — o número estimado de pessoas um caso confirmado de coronavírus pode infectar — voltou a superar 1.
Isso significa que o número de infecções está aumentando no país.
O relatório foi divulgado quando milhares de alemães protestavam, no último sábado, pedindo o fim das duras medidas de isolamento social.

Poucos dias antes, na quarta-feira (6 de maio), a chanceler Angela Merkel anunciou uma ampla flexibilização das restrições nacionais, após conversas com os líderes dos 16 Estados da Alemanha.

Lojas vão poder reabrir, alunos voltarão gradualmente às aulas e a Bundesliga — a principal liga de futebol da Alemanha — será reiniciada neste próximo fim de semana.
Mas houve protestos em todo o país, com muitos manifestantes pedindo que medidas fossem suspensas ainda mais rapidamente.

A Alemanha tem o sétimo maior número de casos confirmados no mundo. São 169.218 casos confirmados e um número de mortes superior a 7 mil.
Chanceler alemã Angela Merkel chega para entrevista coletiva sobre reunião virtual que manteve com governadores nesta quarte-feira (6), em que foram acertados detalhes sobre medidas de relaxamento do confinamento devido à pandemia de coronavírus — Foto: Reuters/Michael SohnChanceler alemã Angela Merkel chega para entrevista coletiva sobre reunião virtual que manteve com governadores nesta quarte-feira (6), em que foram acertados detalhes sobre medidas de relaxamento do confinamento devido à pandemia de coronavírus — Foto: Reuters/Michael Sohn

Incerteza
O número de reprodução é uma maneira de avaliar o grau de contágio de uma doença. Não é um número fixo porque varia à medida que nosso comportamento muda ou à medida que a imunidade de uma população se desenvolve.

Trata-se de uma das três medidas importantes para monitorar um surto, sendo as demais a gravidade dos sintomas e o número de casos.
O relatório da agência de saúde pública do país, divulgado no sábado, informou que o número de reprodução foi estimado em 1,1. No domingo, essa taxa subiu para 1,13. O número havia ficado abaixo de 1 na maior parte das últimas três semanas.

A agência disse que essa estimativa envolve "um certo grau de incerteza", e a taxa deve ser observada de perto nos próximos dias.

Ainda não foi possível avaliar "se a tendência decrescente no número de casos de incidentes observados nas últimas semanas continuará ou se os números de casos aumentarão novamente", acrescentou.

A Alemanha ganhou elogios por sua resposta ao surto. Testes em massa e restrições efetivas à circulação de pessoas ajudaram a manter o número de mortos muito menor do que em outros países europeus.

Mas alguns criticaram a decisão de Merkel de relaxar essas medidas depois de falar com os chefes dos Estados na quarta-feira.

A chanceler impôs um "freio de emergência", exigindo que as autoridades locais restabelecessem restrições se os casos ultrapassarem o limite de 50 por 100 mil pessoas.

Foi o que aconteceu nos Estados da Renânia do Norte-Vestfália e de Schleswig-Holstein, que registraram surtos em fábricas de processamento de carne.

E um distrito no Estado da Turíngia registrou mais de 80 infecções por 100 mil pessoas — que se acredita estarem ligadas a surtos em unidades de saúde.

Enquanto alguns temem que o país esteja abrandando suas restrições muito cedo, outros protestam contra a continuidade do isolamento social.

No último sábado, milhares de pessoas se reuniram em importantes cidades do país — incluindo Berlim, Frankfurt, Munique e Stuttgart, para reivindicar a flexibilização das medidas.

Autoridades de Berlim prenderam cerca de 30 pessoas do lado de fora do Parlamento por não obedecerem às medidas de distanciamento social. Alguns manifestantes jogaram garrafas em direção à polícia.

Grupos de direita e teóricos da conspiração também participaram de alguns dos protestos.
Manifestante usa saco de papel com a mensagem 'Sou burro e acredito em tudo!' durante protesto em Hamburgo, na Alemanha — Foto: Fabian Bimmer/ReutersManifestante usa saco de papel com a mensagem 'Sou burro e acredito em tudo!' durante protesto em Hamburgo, na Alemanha — Foto: Fabian Bimmer/Reuters

Contágio em casas noturnas
Na Coreia do Sul, 34 novos casos de coronavírus foram confirmados, o maior número diário em um mês, muitos dos quais ligados a um homem que visitou várias casas noturnas em uma só noite.

Desses novos casos, anunciados no domingo, 26 foram infecções transmitidas internamente e oito foram importados, segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KCDC).

Foi o número mais alto registrado em um só dia desde 9 de abril. Depois de ter sido o primeiro país a combater a pandemia fora da China, a Coreia do Sul registrou zero ou muito poucos casos domésticos nos últimos 10 dias, com a contagem diária pairando em torno de 10 ou menos nas últimas semanas.

O ressurgimento ocorreu após um homem em torno de 20 anos ter visitado várias casas noturnas antes de ser diagnosticado com o coronavírus.

O surto levou a cidade de Seul a impor uma paralisação temporária imediata de todas as instalações de entretenimento noturno no sábado. As autoridades disseram que estão buscando localizar 1,5 mil pessoas que foram às boates. Pediram também que qualquer que tenha ido a esses locais se isolasse por 14 dias e realizasse um teste para confirmar seu diagnóstico.
Segurança controla temperatura de jornalistas na entrada da fábrica da Ford em Colônia, na Alemanha. Montadora norte-americana reinicia a produção nesta segunda-feira (4)  — Foto: Martin Meissner/AP Segurança controla temperatura de jornalistas na entrada da fábrica da Ford em Colônia, na Alemanha. Montadora norte-americana reinicia a produção nesta segunda-feira (4) — Foto: Martin Meissner/AP

Os novos casos ocorrem em um momento em que a Coreia do Sul começava a flexibilizar algumas restrições de isolamento social, buscando reabrir totalmente escolas e empresas.

O presidente Moon Jae-in alertou para uma segunda onda da epidemia no final deste ano, dizendo que o novo surto evidencia os riscos de que o vírus possa se espalhar amplamente a qualquer momento.

"Não acabou até acabar. Nunca devemos baixar nossa guarda em relação à prevenção de epidemias", disse ele em um pronunciamento na TV marcando o terceiro aniversário de sua posse.

"Estamos em uma guerra prolongada. Peço a todos que cumpram as precauções e regras de segurança até que a situação termine, mesmo depois de retomar a vida cotidiana."

Testes em massa e rastreamento de contatos de pacientes infectados ajudaram a quarta maior economia da Ásia a conter a epidemia em grande parte sem recorrer ao confinamento generalizado de sua população.

Violação das regras
25 de abril: mulheres com máscaras e equipamento de proteção contra a Covid-19 fazem compras em Teerã, no Irã. — Foto: Atta Kenare/AFP25 de abril: mulheres com máscaras e equipamento de proteção contra a Covid-19 fazem compras em Teerã, no Irã. — Foto: Atta Kenare/AFP

No Irã, a província do Cuzistão teve que confinar novamente sua população, segundo a agência de notícias Tasnim.

De acordo com o governador da província, Gholamreza Shariati, as pessoas não estavam praticando o isolamento social após a flexibilização das medidas.

"Por causa disso, o número de pacientes com coronavírus triplicou e a internação de pacientes aumentou 60%", disse Shariati.

O Irã, um dos países do Oriente Médio mais atingido pela covid-19, começou a retomar a normalidade para tentar reavivar sua economia, já duramente afetadas pelas sanções dos EUA.

CORONAVÍRUS

=.=.=======.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.==== =

Economistas do mercado financeiro passam a estimar tombo de 4,11% para o PIB em 2020

=======.=.=.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====


Analistas das instituições financeiras, ouvidos pelo Banco Central na semana passada, também reduziram de 1,97% para 1,76% previsão de inflação para este ano. 
===+===.=.=.= =---____---------    ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.= ====
 Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

 Postado em 11 de maio de 2020 às 09h35m  

      Post.N.\9.265  
    .__-___________    ____--____________________________  ____________  ____________  _________     ____--________  _______-


Os analistas das instituições financeiras reduziram novamente a previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) neste ano e também a estimativa para a inflação.

As projeções fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (11) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Para o PIB de 2020, a expectativa de redução passou de 3,76% para 4,11%. Essa foi a 13ª semana seguida de revisão para baixo do indicador.

PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
Fonte: BANCO CENTRAL

Apesar da nova queda, a previsão do mercado para a contração do PIB brasileiro em 2020 ainda está abaixo da divulgada pelo Banco Mundial, que estima um tombo de 5%, e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê queda de 5,3%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A nova redução da expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão.

Em 2019, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB cresceu 1,1%. Foi o desempenho mais fraco em três anos.
Para o próximo ano, a previsão do mercado financeiro para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 3,20%.

FMI prevê queda de 5,3% do PIB brasileiro em 2020
FMI prevê queda de 5,3% do PIB brasileiro em 2020

Inflação abaixo de 2%
Segundo o relatório divulgado pelo BC, os analistas do mercado financeiro reduziram,de 1,97% para 1,76%, a estimativa de inflação para 2020. Foi a nona redução seguida do indicador.

A expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% neste ano.

Pela regra vigente, o IPCA pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro reduziu de 3,30% para 3,25% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Taxa básica de juros
O mercado passou a prever corte maior da taxa básica de juros da economia brasileira neste ano. Atualmente, a taxa Selic está em 3% ao ano.

A previsão dos analistas para a taxa Selic, no fim de 2020, passou de 2,75% para 2,50% ao ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado caiu de 3,75% para 3,50% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem, embora em menor intensidade.

Outras estimativas
  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 permaneceu estável em R$ 5. Para o fechamento de 2021, subiu de R$ 4,75 por dólar para R$ 4,83 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 subiu de US$ 42 bilhões para US$ 42,50 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado continuou em US$ 42 bilhões.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, subiu de US$ 70 bilhões para US$ 70,75 bilhões. Para 2021, a estimativa dos analistas recuou de US$ 80 bilhões para US$ 79 bilhões.

=.=.=======.= =---____---------   ---------____------------____::_____   _____= =..= = =..= =..= = =____   _____::____--------------______---------   -----------____---.=.=.=.==== =