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sexta-feira, 20 de março de 2020

Brasileira cria rede para imprimir em 3D equipamentos de UTI usados no tratamento contra o coronavírus

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Thabata é engenheira biomédica especialista em próteses de impressão 3D para crianças. Agora ela quer ajudar pacientes de Covid-19 que precisarem de equipamentos hospitalares como respiradores artificiais. 
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 Por Laís Modelli  

 Postado em 20 de março de 2020 às 15h35m  
Gipope-Marketing

      Post.N.\9.184  
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Thabata é especialista em próteses para crianças em impressão 3D. Agora ela quer ajudar pacientes de coronavírus que precisarem ser internados na UTI. — Foto: Redes sociais/reprodução
Thabata é especialista em próteses para crianças em impressão 3D. Agora ela quer ajudar pacientes de coronavírus que precisarem ser internados na UTI. — Foto: Redes sociais/reprodução

Pensando na falta de respiradores artificiais para atender a população que pode vir a adoecer por causa do Covid-19, a infecção causada pelo coronavírus, a engenheira biomédica Thabata Ganga, de 26 anos, criou uma rede de designers, engenheiros e pesquisadores para produzir peças para máquinas hospitalares.
Especialista em impressão 3D de próteses para a área da saúde, Thabata fez uma postagem nas redes sociais na quarta-feira (18) procurando especialistas para ajudá-la no projeto. Ela criou um cadastro online de profissionais e, em menos de 24 horas depois, quase 500 profissionais de todo o Brasil já havia se cadastrado na rede.
A ideia é nos unirmos para identificarmos os equipamentos quebrados nos hospitais públicos que seriam usados para atender pacientes graves de coronavírus. A partir daí, projetaremos as peças no computador e faremos a impressão 3D delas, explica Thabata.
Contudo, a ideia não é tão simples. Se trata da produção de um equipamento médico. Não podemos fazer em qualquer ambiente e de qualquer jeito. Mas, se conseguirmos, vamos economizar tempo e dinheiro, diz a engenheira, explicando que muitas dessas peças são importadas. Por causa do fechamento de fronteiras na Ásia e Europa em razão do novo coronavírus, o Brasil não teria como comprar essas peças.

Formada pela Universidade Federal de São Paulo, Unifesp, em 2016, a profissional procurou seus antigos professores para ter apoio e autorização para usar o laboratório de impressão 3D da universidade.

Além de ter o apoio de um antigo professor especialista na área, a própria reitoria da Unifesp me avisou que já procurou o Ministério da Educação para pedir verba para comprar o material que será usado na fabricação das peças, comemora. Queremos fazer esse projeto com ajuda do governo, e não de doações, mesmo porque não temos tempo para lidar com contabilidade nesse momento.

A docente e pesquisadora da engenharia biomédica Maria Elizete Kunkel, do Grupo de Biomecânica e Tecnologia Assistiva da Unifesp, também dará apoio à rede formada por Thabata, junto como o laboratório de impressão 3D, o Biofabris. O laboratório é um dos maiores e mais importantes da América Latina e referência em produção de próteses 3D de crânio.

A impressão 3D é uma técnica que permite a manufatura, de modo real, de qualquer desenho feito do computador, de um objeto, de uma peça. E isso dá uma versatilidade muito grande numa produção local, explica Kunkel.

Dependendo do tamanho da peça, o objeto poderá ser impresso em até uma hora. Os equipamentos de uma UTI (unidade de tratamento intensivo) são padronizados. Algumas peças podem ser preparadas e deixadas no modo digital. Quando precisarmos delas, é só imprimir, garante a professora.
Quando o paciente grave de coronavírus é internado, ele precisa de um respirador artificial. Teremos um aumento da demanda. Teremos [respiradores] para todos? Ainda estamos numa situação que temos tempo para se preparar para isso, completa Kunkel.
Além de ajudar a salvar pessoas que precisarão de respiradores artificiais durante a infecção por coronavírus, Thabata acredita que quando tudo acabar, teremos um inventário dos equipamentos dos hospitais públicos feito pela rede colaborativa, um inventário mostrando o que funciona, o que está quebrado e o que precisa ser reposto.

Inspiração na Itália
Médicos fazem desabafo sobre situação em hospitais da Itália por causa do coronavírus
Médicos fazem desabafo sobre situação em hospitais da Itália por causa do coronavírus

A ideia de produzir peças em 3D para máquinas hospitalares proposta por Thabata foi inspirada na experiência de dois italianos, Cristian Fracassi e Alessandro Romaioli, que produziram válvulas para consertar respiradores de um hospital na Itália por meio de impressão 3D no começo de março.

Mais de 4 mil pessoas morreram na Itália por causa do novo coronavírus até esta sexta-feira (20), mais de 600 somente nas últimas 24 horas. O número já ultrapassou o total de vítimas na China, país onde começou a pandemia da Covid-19.

Esses italianos conseguiram identificar a peça que estava quebrada e descobriram que o fabricante não estava dando conta de produzi-la para atender a demanda de respiradores na Itália. Foi aí que eles desenvolveram uma réplica usando a impressão 3D, explica Kunkel.

No dia 13 de março, os hospitais do norte italiano, região mais afetada, começaram a divulgar que estavam superlotados e não teriam como atender a todos os pacientes graves por falta de respiradores artificiais.

Fracassi e Romaioli imprimiram as peças em seis horas. A iniciativa salvou a vida de dez pacientes.

No entanto, segundo o jornal italiano La Stampa, a dupla está sendo ameaçada pelo fabricante de ser processada por quebra de patente. Ainda de acordo com a publicação, as válvulas são vendidas por cerca de 11 mil dólares, enquanto que as réplicas de impressão 3D custaram um dólar.

Assim como no caso italiano, em que as peças foram produzidas em tempo recorde e foram imediatamente utilizadas, as que forem produzidas por impressão 3D pela rede formada por Thabata provavelmente não passarão por todas as avaliações de segurança.

As peças podem ser usadas nesse contexto porque é uma solução para uma emergência, que poderá salvar vidas, explica Kunkel.
Brasileiros criam rede de solidariedade em meio à pandemia do coronavírus
Brasileiros criam rede de solidariedade em meio à pandemia do coronavírus

CORONAVÍRUS

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    quinta-feira, 19 de março de 2020

    Volkswagen mostra esboço da nova Amarok, que será criada junto com a Ford Ranger

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    Produto será o primeiro fruto da nova parceria entre as fabricantes, voltada aos veículos comerciais. 
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     Por G1  

     Postado em 19 de março de 2020 às 17h00m  
    Gipope-Marketing
        Post.N.\9.183  
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    Esboço da nova geração da Volkswagen Amarok — Foto: ReproduçãoEsboço da nova geração da Volkswagen Amarok — Foto: Reprodução
    Na apresentação dos resultados do grupo, realizada de forma virtual nesta terça-feira (17), a Volkswagen mostrou o primeiro esboço do que deve ser a segunda geração da Amarok.

    A data de chegada da nova picape não foi revelada, mas a Volkswagen antecipou que a Amarok será o primeiro fruto da parceria com a Ford, anunciada em junho de 2018.
    No comunicado desta terça, a Volks afirmou que "deu um grande passo estratégico em sua cooperação com a Ford." A nova Amarok será criada junto com a próxima Ranger, a equivalente da Ford.

    Essa informação já havia sido divulgada pela própria Ford ao G1, em janeiro do ano passado. A nova Ranger, como é tratada internamente pela Ford, deve ser lançada em 2022. É possível que a Amarok surja logo na sequência.

    No caso do mercado brasileiro, as duas picapes chegam ao país vindas da Argentina, curiosamente de fábricas separadas por um muro.

    Nos anos 1990, Ford e Volkswagen faziam parte de uma aliança, chamada de Autolatina. Na ocasião, a fábrica de General Pacheco produzia modelos para as duas marcas.

    Após o fim do acordo, a fábrica acabou sendo dividida, e cada marca ficou com uma parte.

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    quarta-feira, 18 de março de 2020

    Copom baixa juro básico para 3,75% ao ano em meio à crise do coronavírus

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    Novo patamar da taxa Selic é o menor da série histórica do Banco Central. Maior parte do mercado financeiro apostava em um corte menor, para 4% ao ano. Por G1 — Brasília
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     Por G1 — Brasília  

     Postado em 18 de março de 2020 às 22h10m  

    Gipope-Marketing

        Post.N.\9.182  
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    O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) reduziu nesta quarta-feira (17) a taxa básica de juros da economia brasileira de 4,25% para 3,75% ao ano. A decisão foi unânime.

    Com a redução, o juro básico recuou ao menor patamar desde 1999 - quando entrou em vigor o regime de metas para a inflação. Em pesquisa realizada na semana passada pelo BC, a maior parte do mercado projetava um corte menor nos juros, para 4% ao ano.

    A decisão do BC, tomada em meio à crise gerada pela pandemia do coronavírus, segue o exemplo de outros bancos centrais do mundo, como o Federal Reserve (BC norte-americano) e o Banco da Inglaterra.

    O anúncio do Banco Central cita, como fatores que compõem o cenário econômico atual:
    • a "desaceleração significativa do crescimento global",
    • a queda dos preços das commodities;
    • o "aumento da volatividade nos preços de ativos financeiros",
    • e os impactos futuros do coronavírus na economia - que, segundo o BC, ainda não estão refletidos nos dados mais recentes da atividade econômica brasileira.
    O comunicado fala em "cautela" na condução da política monetária, mas não descarta que os juros básicos da economia caiam ainda mais, a depender da conjuntura.

    "O Copom entende que a atual conjuntura prescreve cautela na condução da política monetária, e neste momento vê como adequada a manutenção da taxa Selic em seu novo patamar. No entanto, o Comitê reconhece que se elevou a variância do seu balanço de riscos e novas informações sobre a conjuntura econômica serão essenciais para definir seus próximos passos", diz a nota do conselho.

    "O Banco Central do Brasil ressalta que continuará fazendo uso de todo o seu arsenal de medidas de políticas monetária, cambial e de estabilidade financeira no enfrentamento da crise atual."

    Nesta terça (17), o governo federal informou que pedirá ao Congresso Nacional para reconhecer estado de calamidade pública. A medida, na prática, autorizará o Poder Executivo a não cumprir a meta fiscal deste ano, que prevê déficit fiscal de R$ 124,1 bilhões.

    Atividade em queda
    Com a inflação comportada, o corte de juros denota preocupação do Banco Central com a desaceleração do nível de atividade da economia mundial.

    A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), por exemplo, já reduziu de 2,9% para 2,4% a previsão de crescimento da economia global.

    A expectativa dos analistas do mercado era de alta de 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB) neste ano. Entretanto, na semana passada, o mercado reduziu a projeção para 1,68%.


    Em relatório divulgado nesta semana, a Instituição Fiscal Independente (IFI), ligada ao Senado Federal, avaliou, porém, que "a mera redução dos juros não resulta em respostas diretas da atividade econômica".

    Segundo a IFI, o nível de atividade também depende "da confiança dos agentes, da previsibilidade a respeito das ações a serem tomadas no campo fiscal [contas públicas], do ambiente de negócios e do quadro internacional".

    De acordo com analistas, porém, um novo corte na taxa de juros pelo Copom pode intensificar as pressões de alta do dólar. Isso porque a redução da Selic diminuiria a rentabilidade das aplicações financeiras no país - o que poderia estimular uma retirada adicional de recursos de estrangeiros.

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    terça-feira, 17 de março de 2020

    Saiba como o coronavírus entra no organismo e pode chegar aos pulmões

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    Médico explica ao G1 que, na maior parte dos casos, o vírus permanece nas vias aéreas superiores, como nariz e garganta, e não causa complicações mais graves. Segundo ele, a menor parte dos casos o Sars-Cov-2 avança às vias aéreas inferiores (traqueia, brônquios e alvéolos).
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     Por Daniel Médici*, G1  

     Postado em 17 de março de 2020 às 20h40m  
    Gipope-Marketing
        Post.N.\9.181  
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    Exame mostra efeitos da Covid-19 causados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) nos pulmões — Foto: Yves Herman/Reuters
    Exame mostra efeitos da Covid-19 causados pelo novo coronavírus (Sars-Cov-2) nos pulmões — Foto: Yves Herman/Reuters
    Nem todos os os casos de Covid-19, a doença causada pelo novo coronavírus, se manifestam da mesma forma. Para ter consequências mais graves, o vírus Sars-Cov-2 precisa percorrer um longo caminho até chegar ao pulmão, explica o médico pneumologista José Eduardo Afonso Jr., do Hospital Albert Einstein.

    A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou pandemia pelo surto de coronavírus, que até o fim tarde desta terça-feira (17) tinha 291 casos confirmados no Brasil pelo Ministério da Saúde. A primeira morte no país por causa da Covid-19 ocorreu nesta segunda-feira (16) no estado de São Paulo.

    Segundo Afonso Jr., o Sars-Cov-2 atua da mesma forma que outros vírus respiratórios, como o da gripe, por exemplo.
    A porta de entrada do novo coronavírus no corpo se dá pelas vias aéreas superiores — nariz e garganta, por exemplo. Então, é comum o paciente manifestar sintomas nesses lugares, como coriza e dor de garganta, diz o pneumologista ao G1. E a maior parte dos casos termina por aí.
    É na menor parte dos casos que o coronavírus avança e chega às vias aéreas inferiores: traqueia, brônquios (onde ele pode causar inflamação) e alvéolos. Os alvéolos são pequenas estruturas que compõem o pulmão, e funcionam levando o oxigênio à corrente sanguínea.
    Nos casos graves, que são mais raros, ele causa insuficiência respiratória, por conta do comprometimento dos alvéolos, diz Afonso Jr. O vírus age fazendo com que se acumule líquido nos alvéolos, no lugar de ar, e causando insuficiência respiratória.
    O médico completa: "A situação pode variar de quadros mais leves, em que uma pequena parte do pulmão é afetada, até casos mais graves, quando uma grande parte dos dois pulmões fica comprometida".

    Ele explica que a resposta médica também varia de acordo com a gravidade, podendo exigir um cateter ou até ventilação mecânica.
    São Paulo tem o primeiro caso de morte provocada pelo coronavírus
    São Paulo tem o primeiro caso de morte provocada pelo coronavírus

    Pulmões prejudicados em pacientes recuperados
    Apesar de a Covid-19 nem sempre atingir os pulmões, alguns pacientes recuperados tiveram danos na função pulmonar, de acordo com os médicos do Hospital Princess Margaret, de Hong Kong.

    As informações publicadas pelo jornal "South China Morning Post" mostram redução de 20% a 30% na capacidade respiratória de pacientes que se recuperaram do novo coronavírus.
    Isso pode fazer as pessoas ficarem ofegantes ao andar mais rapidamente, por exemplo.

    Tomografia não é usada em diagnóstico
    Coronavírus na China: profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan — Foto: China Daily via Reuters
    Coronavírus na China: profissional da saúde analisa uma imagem de tomografia computadorizada em Wuhan — Foto: China Daily via Reuters

    A tomografia computadorizada pode ser utlizada para avaliar a extensão da infecção nos pulmões e orientar a ação do médico, mas o exame não é usual para o diagnóstico da Covid-19, segundo José Eduardo Afonso Jr.

    A confirmação diagnóstica é feita por meio de um exame chamado PCR para Covid-19, que é feito com um swab [uma espécie de cotonete estéril] que se passa no nariz e na garganta do paciente, afirma.

    "O médico pode considerar fazer uma tomografia em algumas situações, para estimar a gravidade do caso."

    O pneumologista aponta que os primeiros exames podem não ser conclusivos nos casos em que, por exemplo, o paciente chega ao consultório se queixando de sintomas compatíveis com doenças respiratórias.

    "Muitas vezes, a ausculta [uso do estetoscópio para verificar a atividade dos pulmões] pode ser normal, e o paciente ter mesmo assim acometimento pulmonar.

    A dúvida sobre a necessidade ou não de uma tomografia veio à tona com a circulação de um áudio em grupos de WhatsApp atribuído ao cirurgião Fábio Jatene, gravado após uma reunião no InCor, em São Paulo, com médicos que discutiam a situação do coronavírus.

    Jatene cita, em um momento do áudio, o caso de um paciente que teve a gravidade da infecção descoberta após passar por uma tomografia, sendo que o exame de raio-X não mostrava a extensão das lesões no pulmão.

    Afonso Jr. relata, sem citar o caso específico descrito no áudio, que o raio X produz uma imagem bidimensional, enquanto a tomografia "pode mostrar camadas de até 1 milímetro de espessura, se for de alta resolução".

    "Para os pacientes que você já sabe que têm o pulmão acometido, já sabe que são quadros mais graves, a tomografia ajuda a ver a evolução da doença."
    Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1
    Coronavírus: infográfico mostra principais formas de transmissão e sintomas da doença — Foto: Infografia/G1

    * Colaborou Rafael Miotto

    CORONAVÍRUS

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