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sexta-feira, 8 de novembro de 2019

IBGE revisa PIB de 2017 para alta maior, de 1,3%

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Já o PIB per capita registrou alta de 0,5% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 31.833,50.
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 Por Darlan Alvarenga, G1  

 Postado em 08 de novembro de 2019 Às 14h15m  

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revisou a alta do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017, que chegou a R$ 6,583 trilhões. O aumento em relação a 2016 foi maior do que havia sido divulgado até então: de 1,3%, em vez de 1,1%.

Já o PIB per capita registrou alta de 0,5% em relação ao ano anterior, chegando a R$ 31.833.
O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Os dados oficiais do PIB brasileiro são sempre revisados 2 anos após o período de referência, a fim de apresentar um retrato mais detalhado e estruturado da situação econômica do país.

Evolução do PIB do Brasil
Crescimento da economia em relação ao ano anterior, em %
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Fonte: IBGE e Banco Central
"Em 2017, o Produto Interno Bruto (PIB) voltou a crescer (1,3%), após a queda acumulada de 6,7% no biênio 2015-2016. Em valores correntes, o PIB em 2017 foi de R$ 6,583 trilhões, o que corresponde a um PIB per capita de R$ 31.833,50. O crescimento do PIB per capita foi de 0,5% levando seu patamar a ficar próximo, em termos reais, ao observado em 2010", informou o IBGE.
Em 2018, o PIB cresceu 1,1% na comparação com 2017, segundo o IBGE. Para 2019, a previsão atual do mercado é de uma alta de 0,92%.

Detalhamento do PIB de 2017
Dos 3 grandes setores econômicos, 2 registraram crescimento em 2017: a agropecuária cresceu 14,2%, e os serviços cresceram 0,8%. Já a indústria caiu 0,5%, afetada principalmente pelo tombo de 9,2% da atividade de construção.

Do lado da demanda, o consumo das famílias cresceu 2,1%, após dois anos consecutivos de queda. Já a despesa de consumo final do governo caiu 0,7%.

Os investimentos, medidos pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) caíram 2,6% em 017. Com isso, a taxa de investimento em percentual do PIB (14,6%) chegou ao seu menor nível desde 1995.
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    quinta-feira, 7 de novembro de 2019

    Governo eleva previsão de alta do PIB em 2019 para 0,9%

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    Previsão anterior era de 0,85%. Estimativa de inflação para 2019, segundo Ministério da Economia, passou de 3,6% para 3,26%.
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     G1.globo.com/economia/

     Postado em 07 de novembro de 2019 às 13h45m  
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    O governo elevou a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2019 de 0,85% para 0,9%, informou a Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia nesta quinta-feira (7).

    É a segunda vez consecutiva que o Ministério da Economia eleva a previsão para o crescimento do PIB, após quatro cortes seguidos.

    De acordo com relatório do Ministério da Economia, “os melhores resultados da atividade econômica nos meses de julho e agosto e os desembolsos advindos do Saque Imediato [saque de até R$ 500 das contas do FGTS] elevaram as estimativas de crescimento para o terceiro e quatro trimestres de 2019”.

    O orçamento de 2019 foi elaborado prevendo que a economia cresceria 2,5%. Em março, a previsão caiu para 2,2%, em maio passou para 1,6% e, em julho, para 0,81%. Em setembro o governo elevou a previsão para 0,85%.

    Para 2020, a previsão de crescimento do PIB passou de 2,17% para 2,32%. Segundo o Ministério da Economia, contribuíram para o aumento fatores como: redução dos juros, melhora dos indicadores de confiança e efeitos iniciais das reformas estruturais e desestatização do governo federal, que tendem a afetar positivamente a atividade do próximo ano.

    A projeção do governo se aproxima da previsão do mercado financeiro. Segundo o relatório Focus, divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (4), os economistas das instituições financeiras estimam uma alta do PIB de 0,92% para 2019 e de 2% para 2020.

    Inflação
    O governo reviu também a expectativa para a inflação em 2019, que passou de 3,67% para 3,26%.

    De acordo com o Ministério da Economia, a queda no preço dos alimentos foi a principal responsável pela redução da estimativa de inflação.

    “Após o choque de alta desses preços no primeiro trimestre, houve reversão deste movimento ao longo do segundo e terceiro trimestres”, afirmou o ministério.
    Para 2020, a projeção de inflação é de 3,53%.
    Boletim Focus: mercado prevê alta de 0,91% do PIB em 2019
    Boletim Focus: mercado prevê alta de 0,91% do PIB em 2019

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      quarta-feira, 6 de novembro de 2019

      As seis mudanças urgentes para conter a emergência climática, segundo 11 mil cientistas

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      Pesquisadores afirmam ter 'obrigação moral de claramente advertir a humanidade sobre ameaças catastróficas' e sugerem medidas necessárias na economia, na alimentação e no consumo de energia.
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       Por Matt McGrath, BBC  

       Postado em 06 de novembro de 2019 às 21h30m  
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      Aquecimento global pode estar contribuindo para a elevação do nível dos oceanos mais rápido do que se imaginava — Foto: Unsplash
      Aquecimento global pode estar contribuindo para a elevação do nível dos oceanos mais rápido do que se imaginava — Foto: Unsplash
      Um estudo global elaborado por cerca de 11 mil cientistas confirmou as pesquisas que apontam que o mundo está diante de uma emergência climática.

      O estudo (em inglês), baseado em 40 anos de dados obtidos a partir de diferentes medições, aponta que os governos estão fracassando no combate a essa crise e que, sem mudanças profundas e duradouras, estamos diante da perspectiva de "sofrimento humano inédito".
      O trabalho também aponta seis áreas em que medidas imediatas poderiam ter um grande impacto na contenção da crise.

      1. Energia:
      A proposta do estudo é que políticos imponham altos impostos sobre a emissão de carbono, de forma a desestimular o consumo de combustíveis fósseis (como petróleo), além de eliminar os subsídios existentes para esse tipo de combustível.

      Os pesquisadores defendem substituir o petróleo e o gás por energias renováveis e implementar medidas amplas de práticas de conservação, além de "deixar os estoques remanescentes de combustíveis fósseis no solo" — ou seja, deixar de explorá-los.

      2. Poluentes de curta duração:

      Trata-se de um grupo de gases que ficam por pouco tempo na atmosfera, mas têm grande impacto no efeito estufa. São eles o metano, a fuligem e hidrofluorcabonetos, e os pesquisadores afirmam que limitar sua emissão tem o potencial de reduzir a atual tendência de aquecimento global em até 50% ao longo das próximas décadas, "além de salvar milhões de vidas e aumentar colheitas graças à redução da poluição do ar".
      Redução no desmatamento, como este na Amazônia, é uma das medidas urgentes indicadas pelos cientistas — Foto: Getty Images via BBC
      Redução no desmatamento, como este na Amazônia, é uma das medidas urgentes indicadas pelos cientistas — Foto: Getty Images via BBC

      3. Natureza:
      O estudo pede mais esforços para a preservação e a restauração de ecossistemas da Terra — por exemplo, fitoplâncton, recifes de corais, florestas, savanas, mangues e pântanos contribuem "significativamente" para a absorção de CO2. "Plantas terrestes e marinhas, animais e micro-organismos têm papéis importantes no armazenamento do carbono", diz o texto.

      "Devemos rapidamente impedir a perda de habitat e de biodiversidade, protegendo as florestas ainda intactas, sobretudo aquelas com alta taxa de absorção de carbono, (...) e ao mesmo tempo aumentar o reflorestamento em grande escala. Embora a terra disponível esteja se limitando em alguns lugares (por causa das mudanças climáticas), um terço da redução de emissões necessária até 2030 para o (cumprimento do) Acordo de Paris pode ser obtido com essas soluções naturais."

      4. Comida:
      O estudo argumenta que uma alimentação mais à base de frutas, vegetais, grãos e oleaginosas e menos voltada para a proteína animal, particularmente gado ruminante, "pode melhorar a saúde humana e reduzir significativamente as emissões de gases do efeito estufa", diz o texto, agregando que práticas mais eficientes de cultivo e colheita e redução da "enorme quantidade de desperdício de comida" também são vitais.

      5. Economia:
      Para os cientistas, a extração extensiva de matérias-primas e a exploração em excesso dos ecossistemas, na busca pelo crescimento econômico, devem ser "rapidamente contidas para a manutenção de longo prazo da nossa biosfera".

      "Precisamos de uma economia livre de carbono e políticas públicas que guiem decisões econômicas nesse sentido", argumenta o estudo.

      "Nossa meta deve mudar de crescimento do PIB para a sustentabilidade de ecossistemas e a melhora do bem-estar humano, priorizando necessidades básicas e reduzindo a desigualdade."
      Crescimento populacional também deve ser contido com políticas que respeitem os direitos humanos — Foto: Getty Images via BBCCrescimento populacional também deve ser contido com políticas que respeitem os direitos humanos — Foto: Getty Images via BBC

      6. População:
      O estudo aponta que a população humana na Terra aumenta em mais de 200 mil pessoas por dia e defende que isso seja estabilizado (e depois reduzido) "com parâmetros que garantam a integridade social".

      "Há práticas comprovadas e eficientes que fortalecem os direitos humanos ao mesmo tempo em que reduzem taxas de fertilidade e reduzem os impactos do crescimento populacional nas emissões de gases-estufa e na perda de biodiversidade", prossegue o texto. "Essas políticas tornam o planejamento familiar disponível a todas as pessoas, removem barreiras a seu acesso e alcançam a plena igualdade de gênero, incluindo a educação primária e secundária como norma geral, sobretudo para meninas e jovens mulheres."

      'Obrigação moral'
      Os cientistas que endossam o estudo afirmam ter "uma obrigação moral de claramente advertir a humanidade sobre ameaças catastróficas e falar as coisas da forma como elas são".

      "Temos altas emissões, temperaturas crescentes, sabemos disso há 40 anos e não agimos — não é necessário ser um gênio para saber que temos um problema", diz à BBC um dos principais autores da pesquisa, Thomas Newsome, da Universidade de Sydney.

      Divulgado no mesmo dia, 6 de novembro, em que dados de satélite apontam que o mês de outubro foi o mais quente já registrado, o estudo afirma que apenas medir as temperaturas da superfície terrestre é um modo inadequado em evidenciar os perigos reais de um mundo em processo de aquecimento.

      Por isso, os autores listaram diversos dados que mostram, nos últimos 40 anos, o crescimento das populações humana e animal, a produção per capita de carne (que é altamente poluente) e o consumo de combustíveis fósseis.

      Houve, ao mesmo tempo, avanços em outras áreas. Por exemplo, a energia renovável cresceu significativamente, embora ainda tenha fatia muito menor que o uso de combustíveis fósseis.

      Mas, somando tudo, os pesquisadores dizem que estamos indo na direção errada e intensificando a emergência climática.

      "Uma emergência significa que se não agirmos ou respondermos aos impactos das mudanças climáticas e reduzirmos as emissões de carbono, a produção de gado, o desmatamento e o consumo de combustíveis fósseis, os impactos provavelmente serão mais severos dos que os que já vivemos até agora", prossegue Newsome.
      "Isso pode fazer com áreas da Terra se tornem inabitáveis para humanos."

      Os cientistas signatários se dizem, também, frustrados pelo fato de que múltiplas conferências e assembleias climáticas tenham tido poucos efeitos práticos. Mas destacam que "fomos encorajados por uma recente onda global de preocupação com o clima — governos adotando novas políticas, crianças realizando greves, processos judiciais avançando, e movimentos cidadãos demandando mudanças".


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